Inflação: A Revanche

5 de junho de 2017

A compra de ações nas mãos de 400.000 pessoas


Os ataques terroristas ao redor do mundo estão se tornado corriqueiros. No passado, a forma mais utilizada eram homens bombas que explodiam num local com grande aglomeração de pessoas. Essa forma está dando lugar a outro tipo de ataque que usa carros para atropelar as pessoas, seguido de agressões com faca. Todos eles têm algo em comum, após o ataque são capturados pela Polícia, vivo ou morto.

Parece que este tipo de risco passa a fazer parte de nosso cotidiano. É muito difícil alguma ação preventiva, pois esses assassinos não usam armas convencionais. Os países emergentes como o caso do Brasil, experiência outras formas de agressões: assaltos das mais variadas formas acontecem cotidianamente por aqui. Agora parece que são os países desenvolvidos que passam por ações semelhantes. Os objetivos são muito distintos, enquanto os primeiros normalmente não são organizados por nenhum grupo, os últimos o são por grupos terroristas. Outra diferença é que o primeiro tem o objetivo de roubar bens e dinheiro enquanto os outros buscam criar terror. A consequência para o cidadão comum é a mesma, o risco de perder a vida fortuitamente.

O Banco Mundial projeta crescimento da economia mundial em 2,7% este ano e 2,9% no próximo ano. A estabilização dos preços das commodities está permitindo que a Rússia, Brasil e Nigéria saiam da recessão que se encontravam nesses últimos dois anos. Os EUA e a Europa estão melhorando também, assim como outros países finalmente mostram sinais de terem escapado de uma crise financeira global.

Entretanto chamam a atenção para o crescimento da dívida chinesa, que poderia pôr em risco o crescimento ao redor do mundo. O problema é mais agudo no setor corporativo. Mas poderia rapidamente atingir o setor financeiro e o balanço das companhias estatais mais estáveis, desencadeando uma queda nas ordens de estrangeiros, incentivando a fuga de capitais. O gráfico a seguir assinala o crescimento acelerado da dívida naquele país.


Na opinião do Mosca a China é o maior risco atualmente, primeiro em função do citado acima, e segundo pela falta de credibilidade de seus dados, por exemplo, a estabilidade de seu PIB. Mas se o mundo crescer, pode ser que o problema da dívida seja empurrado com a barriga.

O Instituo de Pesquisa Caixin, publicou os dados do PMI’s da China, na área manufatureira e serviços. Como se pode verificar abaixo, esses setores tiveram desempenhos opostos, enquanto o de serviços mostrou melhora atingindo 52.8, o da indústria quase encostou no nível de 50, limite que indica uma retração. O índice composto ficou em 51.5.

 
Um jovem engenheiro de 26 anos criou um jogo onde pessoas selecionadas aleatoriamente escolhem as ações para seu portfólio, usando o conceito considerado de jogo no mercado. Através de um algoritmo, usando milhares de linhas de códigos de computador, está abrindo a possibilidade de qualquer pessoa votar qual ação comprar ou vender com seu dinheiro. Baseado nesses votos, o jogo é desenhado para fazer movimentos a cada cinco minutos.

Esse artigo foi publicado no Wall Street Journal. O seu link se encontra a seguir now-managing-this-guys-money, caso você queria maiores informações. Sobre a ideia desse jovem funcionário da Amazon, ainda não existe um histórico que permite uma avaliação. Em todo caso, ele está usando o conceito de Finanças comportamentais. Também não se sabe como funciona seu algoritmo. Outro detalhe é que a carteira fica visível a qualquer um, assim quem dá seus palpites pode se beneficiar copiando o portfólio.

Eu trouxe esse assunto aos leitores, para enfatizar o que a tecnologia pode revolucionar a forma atual de negócios em todas as áreas. Vocês já devem ter presenciado alguém pedir uma “dica” para um especialista. Quando me vi nessa posição, e alguém me pedia uma dica, ficava um pouco irritado, respondia que minha opinião só valia por 24 horas, pois poderia mudar completamente no dia seguinte. Essa é a ideia por traz desse sistema, centenas de milhares de “dicas” são passadas eletronicamente. Notem que nem precisam mencionar minha restrição das 24 horas, pois isso já está implícito nessa dinâmica.

As ações de tecnologia estão numa tendência de alta desde que Trump foi eleito. Diferente de outras classes que tiveram alta logo em seguida, como o setor financeiro, e arrefeceu nos últimos três meses. Mas nem tudo é alegria, a ilustração a seguir mostra o desempenho de diversas ações na aera de tecnologia desde que se tornaram públicas.

 
No post eu-fico, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” O gráfico abaixo, contem minha expectativa para os próximos movimento do dólar. A área demarcada entre R$ 3,25 – R$ 3,21 deveria conter qualquer queda do dólar nos próximos dias” ...

Na última semana, o dólar atingiu a mínima de R$ 3,2140 e hoje, consequência da situação política instável, a cotação voltou a subir e se encontra a R$ 3,2830.

Vou me posicionar taticamente projetando uma alta do dólar. Fiquei pensando se deveria sugerir um trade, porém, as condições seriam as seguintes: comprar a R$ 3,2830; stoploss R$ R$ 3,21 (2,3%); potencial de ganho mínimo R$ 3,43 (4,5%).  É uma relação risco x retorno normal, nada excepcional. O que poderia atrapalhar um pouco esse trade é o tempo que demoraria até chegar lá, onde o custo do contrato futuro pode diminuir esses resultados.

Fiquem à vontade para fazer suas apostas, podem eventualmente esperar um nível de entrada melhor. Acima de R$ 3,30, as chances se elevam, do meu cenário se concretizar. Por outro lado, para quem tem posições vendidas em dólar sugiro proteger da alta, uma vez que, os níveis que apontei de alta são mínimos!

O SP500 fechou a 2.436, com queda de 0,12%; o USDBRL a R$ 3,2868, com alta de 1,22%; o EURUSD a € 1,1258, com queda de 0,20%; e o ouro a US$ 1.279, sem variação.

Fique ligado!

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