Inflação: A Revanche

31 de maio de 2017

A última bala


Tenho que confessar, a situação política parece calam demais. Com um Presidente que está se segurando a todo custo na sua cadeira, fico pensando quanto tempo isso pode durar. Hoje saiu uma pesquisa apontando que 80% da população o considera desonesto, além de seu índice de rejeição barrar nos 70%, como pode estar tudo calmo.

Se ele quer ficar a todo custo existiria uma outra maneira dele sair da presidência? A resposta é sim: através do TSE, ou mesmo um processo de impeachment. No primeiro caso, caberia uma série de recursos caso a chapa Dilma – Temer seja cassada, além de ser difícil imaginar o TSE derrubando um Presidente; já no segundo caso, Rodrigo Maia, Presidente da Câmera dos deputados é seu aliado. Se para tirar a Dilma, onde naquele momento Eduardo Cunha tinha todo interesse em tira-la, demorou vários meses, imagino na situação atual.

É verdade que existe uma outra forma que vislumbraria sua saída, um clamor incontestável das ruas. Mas será que isso vai acontecer?

Se o país estivesse no piloto automático poderíamos até imaginar 1 ½ de letargia, mas com uma recuperação econômica incipiente e uma dívida pública crescendo de forma exponencial, as reformas são primordiais.

O governo de forma ingênua declarou que ou a reforma da Previdência passa ou o país vai quebrar. Isso aconteceu em outro momento e agora não dá para voltar atrás. Se for feito uma pesquisa com os investidores, 100% responderá que sem reforma o país vai para o buraco. Essa questão passa a ser booleana, se passar tudo bem, senão sai da frente.

Vamos imaginar que Temer continue como poderíamos ficar tranquilos? Novamente de forma desesperada, o governo revelou um plano B. Se a reforma não passar no Congresso poderia editar uma Medida Provisória que teria o efeito de jogar a decisão definitiva para 2021, mantendo até lá os níveis atuais de déficit. Digo que foi desesperada pois se era sua carta na manga, não era o momento de mostrar. Sendo assim, não imagino porque algum deputado votaria a favor da reforma.

A estratégia de Temer é perigosa, mas receber o Joseley em sua casa sem que passasse por um detector de metais também foi. O que poderia estar a seu lado? A melhora da economia, que já começa a dar sinais nesse sentido. Por exemplo, hoje foram publicados os dados de emprego, onde se nota uma possível mudança de direção. O gráfico a seguir nota-se a queda no Pessoal desocupado de 14,2 milhões para 14, 0 milhões.


Mas não dá para soltar rojões pois a taxa de desocupação (razão entre o número de pessoas desocupadas – que busca ocupação e não encontram – e o número de pessoas na força de trabalho) atingiu 13,6%, levemente abaixo do trimestre anterior (13,7%). As projeções indicam que a piora do mercado de trabalho encontrará o fundo do poço neste trimestre, começando a melhorar na segunda metade do ano.


Outro fator que terá impacto na economia é a queda de juros. Hoje o COPOM se reúne para baixar mais 100 pontos a taxa SELIC, pelo menos é o que o mercado espera. Quero deixar registrado que eu eu imaginaria ser possível uma queda de 125 pontos. Os meus motivos são os seguintes:

1)      Não existe inflação atualmente na economia: Uma análise semanal nos vários itens que compõem o índice, nota-se variações positivas diminutas, contraposto por quedas um pouco maiores. O IGPM está em deflação nos últimos dois meses e é bem provável que o IPCA também será negativo em junho.

2)      Atividade econômica ainda muito fraca.



3)      O mercado encararia de forma muito positiva o movimento. O banco central daria um sinal inequívoco que os fundamentos econômicos estão sólidos se sobrepondo aos problemas políticos.

Independentemente do que o BC fizer hoje, é esperado que a taxa SELIC se estabilize ao redor de 8% a 8,5%. Antes do evento JBS falava-se em 7% a 7,5%. Mesmo nesse novo nível esperado, vai gerar um alívio financeiro enorme para as empresas, além de ‘empurrar’ os investidores para os ativos de risco.

A última bala no gatilho do Temer é a economia. Mas não só dele, também dos candidatos pró governo como o PSDB. Agora, se por algum motivo ele não permanecer na Presidência, quem teria interesse de pegar esse abacaxi por tão pouco tempo? Só me vem um candidato a mente: Lula, faz qualquer coisa para sair da mira da lava jato.

No post fora-jbs, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” sugiro a compra do SP500 da seguinte forma: ½ a 2.340 e ½ a 2.325, com um stoploss a 2.295. Minha proposta contempla um risco de 1,6% para buscar o nível mínimo de 2.450, que resultaria num ganho de 5%” ...

Mas não aconteceu essa oportunidade, uma vez que, o mercado subiu desse dia em diante, rompendo a barreira dos 2.400. Desta forma, esse trade foi cancelado. Esse mercado vem mostrando alguns sinais de cansaço. Isso por si só, não é suficiente para que se tome uma posição, que nesse caso seria a de venda, mas é importante para quem tem posições compradas. Se esse é o seu caso, sugiro ir apertando os stoploss de forma sistemática.


Ainda acredito que o nível de 2.450 será atingido. Daí em diante mais cautela ainda. Para quem tem posição poderá adotar uma das seguintes decisões: a) vender tudo e observar; b) manter e subir o stop; c) qualquer situação intermediária, vendendo parte da posição e mantendo o restante. Não tem uma regra melhor, só se sabe ex-posti.

Sobre o mercado acionário gostaria de acrescentar uma ilustração bastante interessante. Abaixo encontra-se a evolução do SP500 e do SP500 sem as principais ações da área de tecnologia (Apple, Facebook, Amazon, Microsoft e Google). Essas ações, na proporção do SP500, foram responsáveis por metade da performance enquanto todas as outras 495 empresas pela outra metade (aproximadamente). Conclusão: O melhor teria sido comparar a carteira FANG – inicias das empresas de tecnologia – e pronto. Incrível!

O SP500 fechou a 2.411, sem variação; o USDBRL a R$ 3,2357, com queda de 0,67%; o EURUSD a 1,1231, com alta de 0,45%; e o ouro a US$ 1.268, com alat de 0,45%.

Fique ligado!

30 de maio de 2017

O mercado desafia o FED


Nunca se falou tanto em taxa de juros ao redor do mundo. Essa observação vale tanto para os EUA como aqui no Brasil, embora com direções opostas. No país americano, a autoridade monetária encontra-se imbuída em normalizar o nível da taxa de juros. O juro real ainda está negativo em – 1% a.a. Já aqui, depois do governo desastroso do PT, que culminou com elevado nível de inflação e total descontrole das contas públicas, a nova equipe econômica, empossada a menos de um ano, vem implementando mediadas que propiciaram uma queda expressiva dos preços. Entretanto, o juro real ainda se encontra acima de 5% a.a.

Ambos bancos centrais estão agindo no intuito de normalizar sua política monetária. Nos EUA, o FED vem anunciando que pretende subir os juros atuais de 1% a.a., tanto na próxima reunião em junho, como na reunião seguinte em setembro, embora nessa última ainda não existe um consenso.

Uma das razões dessa indefinição sobre a continuidade, são os últimos dados de inflação. Em abril, mostrou desaceleração. A autoridade espera que essa retração seja transitória, para em seguida atingir seu objetivo de 2% a.a. nos próximos meses. Já o mercado de trabalho, outro indicador que influencia suas decisões, encontra-se muito próximo do pelo emprego. É nesse indicador que o FED coloca sua ênfase, pois espera um impacto na inflação através da pressão dos salários.

Supondo que o FED consiga atingir seus objetivos, dentro de muito pouco tempo os juros estariam em 1,5% a.a. Como se poderia explicar que o juro de 10 anos se encontra tão baixo, na casa de 2,25% a.a. Uma diferença ínfima de 0,75%, entre essas duas taxas. É importante frisar que esse diferencial deve levar em consideração os seguintes pontos: O FED projeta uma taxa de juros de curto prazo em 3% a.a., a ser atingida nos próximos 2 anos. Isso é o que se extrai das projeções publicadas nas atas do Comitê; o recebimento de um determinado prêmio positivo para quem se dispõe a investir num prazo tão longo, contemplando os riscos futuros.

Logo que o Presidente Trump foi eleito, o mercado apostou que suas promessas elevariam a inflação, o que induziria o FED a acelerar a alta dos juros. O gráfico a seguir apresenta a posição especulativa em contratos de juros de 10 anos. O seu significado quando está negativo é que, os investidores apostam na alta dos juros, contrariamente, quando positivo, os mesmos apostam numa queda dos juros. Notem que logo após as eleições apostavam numa alta que foi revertida agora para uma baixa.


Seria muita ingenuidade achar que o mercado não sabe fazer conta. O que está por trás de sua aposta?  Consideram o movimento do FED em subir os juros, afetará o crescimento da economia. Como consequência, a inflação voltaria a cair. Nessas condições, a autoridade monetária seria obrigada a cortar os juros mais adiante. Cenário conhecido como o voo de galinha, que não consegue se sustentar.

Na época Greespan uma frase era dita com muita frequência: don´t fight the FED, para indicar que apostas feitas contra a autoridade monetária resultaria em prejuízo. Talvez hoje ela não mais se aplica, com os sucessivos erros em suas projeções dos últimos anos, o mercado resolveu não levar tanto em consideração as crenças do FED.

Um outro indicador que já deveria ter apresentado melhora é o volume de credito. O gráfico a seguir, que condensa esse indicador das maiores economias do mundo, mostra uma desaceleração.


Talvez a única exceção seja a China que continua crescendo seu endividamento. Esse fator tem gerado preocupação nos investidores. Parece que a economia está se desacelerando e o governo tenta segurar através do credito.


Vivemos uma revolução digital onde os desenvolvimentos tecnológicos afetam os negócios de forma direta. A substituição do trabalho humano por robôs é visível em todas as áreas de atuação. Incialmente aconteceu nas fábricas e agora também nos serviços. Na semana passada, no post o-guru-dos-investimentos,relatei como hedge funds que usam modelos quantitativos em seu processo de tomada de decisões vem obtendo melhores desempenho que os fundos geridos por titãs em finanças.

Todo esse movimento é deflacionário e de difícil mensuração. Como consumidores é boa notícia pois permite a compra de produtos e serviços mais baratos, porém socialmente é conturbador, haja visto que centenas de milhares de empregos são eliminados, razão dos recentes movimentos observados ao redor do mundo.

Se a história é um indicador, no longo prazo essas mudanças propiciaram a evolução da humanidade. O desemprego originado num setor cria oportunidades em outros, e pouco a pouco, acontece a migração. Porém, como no longo prazo estaremos todos mortos, vivenciar esse momento gera uma certa apreensão.

É interessante o que vem ocorrendo. Depois que termino o assunto econômico do dia, verifico os mercados que acompanho. Sem exceção, noto que não existe grande alteração desde a última postagem. Isso é função da baixa volatilidade que estamos vivenciando. Seria muito fácil anunciar que tudo isso está prestes a terminar justificando com situações passadas. Mas não estou convencido que esse é o caso. Com tantos eventos que indicariam instabilidade e nada aconteceu, parece que somente algo muito sério poderia mudar esse status quo.

Hoje vou comentar sobre a moeda única, pois pode surgir uma oportunidade no curto prazo. No post anestesiado, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” Calculo que o euro testará o nível de € 1,15, e é aí que a grande batalha deve acontecer. Como apontei no gráfico acima, existem dois caminhos possíveis” ...

 
Na semana passada o euro atingiu a cotação de € 1,1260, iniciando uma pequena correção. E é nessa correção que poderemos entrar comprando a moeda única. No gráfico abaixo aponto esses pontos.


Minha sugestão de compra é ao nível de € 1,105 - € 1,10, com um stoploss a € 1,09. O objetivo seria buscar algo ao redor de € 1,15. Coloque metade em cada um. Veja que marquei em verde a máxima atingida recentemente. Pode ser que os níveis que desejo não sejam alcançados e a moeda única ultrapasse essa marca, nesse caso as sugestões ficam canceladas.

O SP500 fechou a 2.412, com queda de 0,12%; o USDBRL a R$ 3,2572, sem alteração; o EURUSD a 1,1183, com baixa de 0,17%; e o ouro a US$ 1.262, com baixa de 0,32%.
Fique ligado!

29 de maio de 2017

Eu fico!


Parafraseando Dom Pedro I, o Presidente Temer montou uma estratégia para permanecer na presidência. O seu recém empossado Ministro da Justiça, Torquato Jardim, definiu seu plano no TSE para evitar a cassação da chapa Dilma-Temer. Enrolar! Através do mecanismo legal de pedir vistas, um juiz poderá alongar o processo o suficiente para que empurre a decisão num período onde esse órgão se concentrará na lei eleitoral.

Segundo Torquato, se sua projeção se concretizar, o governo estará salvo. Talvez sua visão esteja voltada para dentro e não calcula o que poderá estar acontecendo nas ruas.

Em outra entrevista, ao ser perguntado se pretendia mudar o comando da Polícia Federal, disse que estudaria com cuidado toda a estrutura desse órgão. Para bom entendedor, nenhuma palavra basta, o gato subiu no telhado! Não seria difícil imaginar um acordão entre os políticos no sentido de enfraquecer esse órgão. Uma desaceleração na operação lava jato parece ser de interesse de todos os congressistas, ou quase todos.

Essa reviravolta nas últimas horas, vem em surpresa para os que já contavam com uma lista de candidatos que sucederia Temer nesse resto de mandato. Na última quarta-feira, durante o Comitê de Investimentos da Rosenberg, um dos participantes aventou a possibilidade que agora se apresenta, de Temer continuar. Naquele momento parecia muito difícil, agora provável.

Esse cenário não considero tranquilo para o mercado financeiro, primeiro sou levado a pensar que as ruas não irão aceitar nem que Temer fique nem muito menos que a Policia Federal seja colocada em banho maria. Eu vou para as ruas! Se o Presidente já tinha 70% de rejeição agora vai para 150%! Segundo, na parte econômica, já houve uma grande perda com o pedido de demissão de Maria Silvia, e caso outros membros percebam que o objetivo do Presidente mudou, poderão também abandonar o barco.

A ilustração a seguir mostra que até o momento a atuação do banco central para acalmar os mercados, após a revelações da JBS, foram pequenas. Com entradas substancias através de Investimentos diretos e da Balança Comercial, nenhuma preocupação se apresenta nesse momento. As questões maiores são de longo prazo, na sustentabilidade de nossa dívida caso a reforma da Previdência seja engavetada.

 
Diferentemente de Dom Pedro I que resolveu permanecer no país por aclamação do povo, Temer ficaria por aclamação pessoal “sé é para o meu bem pessoal, eu fico”, pois as ruas pedem exatamente ao contrário.

Hoje é feriado nas principais praças financeiras, Londres e Nova York, em comemoração ao Memorial Day. Assim, boa parte dos mercados permaneceram fechados. Ao termino da reunião do G7, novamente Donald Trump se mostrou indelicado, ao empurrar um participante para se posicionar na primeira fila da foto. Situações como essas se sucedem, e agindo dessa forma, vai conquistando mais inimigos ao redor do mundo.

A Primeira Ministra Alemã, Angela Merkel, resolveu contra-atacar. Depois de ter sido ameaçada por Trump durante o evento ao qualificar o superávit comercial alemão como “ver bad”.

É natural que alguma atitude mais direta contra as importações alemãs, principalmente de carros, teria um impacto no PIB desse país. Porém Angela Merkel percebeu que muito pouco tem a conversar com o Presidente americano, sendo melhor aceitar esse fato que imaginar uma outra solução. Ao voltar à Alemanha disse que o destino dos europeus está em suas próprias mãos.

Contando com uma recuperação das economias na zona do euro, Merkel percebeu que a Alemanha virou a bola da vez para o governo americano, após Trump entender que precisa mais da China que imaginava.

O mapa a seguir mostra que em termos de distância, a Coreia do Norte escolheria outros alvos ao invés dos EUA. Acontece que um ataque na Coreia do Sul, suficientemente simples, colocaria o país americano dentro do conflito, afinal, se nada fizesse, seu discurso contra o terrorismo seria mais uma de suas promessas não cumpridas.


No post o-guru-dos-investimentos, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” O gráfico abaixo, contem minha expectativa para os próximos movimento do dólar. A área demarcada entre R$ 3,25 – R$ 3,21 deveria conter qualquer queda do dólar nos próximos dias. Não tenho a segurança para sugerir nenhum trade no momento” ...

Observando o gráfico a seguir, parece que o mercado está respeitando os limites colocados acima. Nesta última semana, a variação do dólar permaneceu contida entre R$ 3,25 – R$ 3,30, com baixa volatilidade. O mercado trabalhou nesse período com um cenário mais tranquilo, onde a sucessão de Temer era dada como certa. Agora nesse novo cenário o risco deve ser um pouco superior.


Em se confirmando a permanecia de Temer na presidência, duas forças opostas agirão sobre o dólar: de um lado o fluxo extremamente positivo forcará as cotações para baixo; do outro lado a governabilidade terá momentos de tensão. O Mosca vai aguardar a palavra do mercado para agir!

O USDBRL fechou a 3,2564, com queda de 0,27%;EURUSD fechou a 1,1164, sem variação; e o ouro a US$ 1.266, sem variação.
Fique ligado!

26 de maio de 2017

Exuberância Irracional


Nos anos 80 as negociações na bolsa de valores brasileira eram bastante limitadas. Os estrangeiros praticamente inexistiam e as pessoas físicas queriam distância desse mercado, em função da queda ocorrida nos anos 70. As operações financeiras ligadas as ações também não eram comuns, haja visto a ideia que era um mercado arriscado.

Nessas condições os especuladores tinham um prato cheio para suas apostas. O mais conhecido deles, Nagi Nahas era um grande player na época. Me recordo que, em seguida ao anuncio do Plano Cruzado, a ideia comum era que a bolsa de valores deveria subir. Com esse pano de fundo e a criação do mercado futuro do índice Ibovespa, Nagi Nahas entrou de cabeça comprando tudo que podia e usando o máximo de crédito. Esse instrumento, o futuro do Índice Bovespa atendia plenamente seus objetivos. Por exemplo, naquela época com R$ 100 poderia comprar o equivalente a R$ 2.000 de ativos acionários. Na verdade, nem precisava dos R$ 100, poderia depositar uma carta de fiança.

Naquela época eu era responsável na Planibanc pela área de renda fixa e ficava buscando alternativas “diferentes” para gerar ganhos. Quando calculei a taxa de juros implícitas entre o mercado a vista da bolsa e esse índice futuro não acreditei, era de 100% para um período de 60 dias. Os juros bancários naquela época eram de 18% a.a. Não precisaria ser um grande matemático para chegar à conclusão que se poderia ganhar uma nota.

Não tive dúvidas, começamos a financiar grandes volumes dessa operação. Quem estava em nossa companhia era o banco Garantia. Segundo meu operador dizia, toda vez que nos aproximávamos da roda do índice futuro, a cotação caia de imediato, pois sabiam qual era a nossa ponta. Demorou um pouco para o mercado se aperceber o que estávamos fazendo, mas um belo dia essa taxa caiu para 40%. O Nagi acertou que a bolsa iria subir mas perdeu dinheiro nesse contrato.

Esse exemplo se aplica de certa forma ao que vem acontecendo com o mercado de bitcoin. Talvez o leitor não saiba exatamente como funciona. Estou anexando um link what-is-bitcoin-the-cryptocurrency-explained caso queriam maiores detalhes, porém em resumo trata-se de uma moeda digital, cuja emissão inicial foi de 21 milhões de unidades. No início seu criador imaginou que seria um refúgio para quem desconfiasse de outra moeda. Na época, o dólar era visto no mercado com desconfiança e o bitcoin poderia ser uma forma de proteger o valor das pessoas. Acontece que essa desconfiança acabou não se materializando e ao contrário, o dólar passou por expressiva valorização nos anos que se seguiram.

Porém o bitcoin acabou tendo uma outra utilidade até maior, a de permitir a realização de operações ilegais. Como não fica rastro, é muito difícil traçar seu caminho. No último ataque de hackers, que atingiu centenas de países, os bandidos pediam para depositar o resgate em bitcoins. Mas seguramente os chineses encontraram nesse veículo a forma de levar suas poupanças para outros países, como descrevi no post bitcoin-o-dolar-black-dos-chineses.

A evolução dos preços dessa moeda digital apresenta as características intrínsecas de uma bolha. Levadas pelo que se denomina em finanças comportamentais como efeito manada, seus preços oscilam diariamente o equivalente as oscilações anuais esperadas para os ativos mais voláteis. O gráfico abaixo dá uma ideia dessa magnitude.


Da segunda-feira passada até ontem subiu nada mais nada menos que 40% - de U$ 2.000 pra U$ 2.800. Isso foi até um certo momento, pois em questão de horas caiu 20% - de U$ 2.800 para U$ 2.200, recuperando-se logo em seguida para U$ 2.600 (18%). Se existisse somente o bitcoin negociando em dólar, seguramente se poderia afirmar que os EUA viviam uma hiperinflação. Mas como tudo isso acontece com euros, francos suíços, yens, real e etc. ..., parece que quem está com a cotação errada é o bitcoin.

Como qualquer bolha que ocorreu na história, o final é triste, normalmente recua a 10% do valor máximo atingido. Por outro lado, não existe nenhuma forma de se prever qual o pico. Assim, antes que meu amigo se manifeste, não sugiro nenhuma venda a descoberto, pois como já dizia o renomado economista, Maynard Keynes, o mercado pode ficar mais tempo irracional que você solvente. Sua frase é pertinente nesse caso, pois além de economista era um grande especulador, deve ter sentido na pele! Hahaha ....

Charles Gave, sócio da empresa Gavekal, disse num evento essa semana, que está muito otimista com a China e espera que daqui a três anos o governo torne o yuan uma moeda conversível. Quando isso acontecer, para o grupo que usa a bitcoin como veículo de fuga da China, este perderá sua utilidade. Isso deveria ter um grande impacto em suas cotações, ficando esse mercado para as outras operações ilegais que também estão chamando bastante atenção das autoridades mundiais.

Eu só vejo uma grande utilidade para essa moeda caso alguma grande economia sofra uma grande catástrofe, fazendo com que haja uma corrida contra sua moeda. Mesmo assim, tenho dúvidas se a escolha seria o bitcoin ou o ouro que já tem uma tradição secular.

Num dia pela manhã, em 1996, quando a bolsa americana subia todo santo dia, acordei com um pronunciamento do Presidente do FED, Alan Greenspan, dizendo: ... “ But how do we know when Irrational exuberance has unduly escalated asset values, which then become subject to unexpected and prolonged contraction as they have in Japan over the past decade”…. Não se tinha dúvidas que ele se referia ao mercado acionário, naquele dia a bolsa levou um tombo de quase 2%. Passados alguns dias a bolsa voltou a subir. Mas irracional não era a bolsa naquele momento, provavelmente teve pesadelos na noite anterior. Irrational Exuberance é a cotação dos bitcoins, palavra do Mosca! Vamos ver se serei lembrado daqui a 20 anos! Hahaha ....

No post calar-e-ouro, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” o gráfico abaixo aponta a tática a ser usada. Entre 2,10% - 2,15% (azul) vamos observar para ver se zeramos aí ou continuamos em frente rumo aos 2% (verde) ” ...


Não houve muita alteração no quadro e parece que o mercado está consolidando para atingir o objetivo traçado. Entretanto uma correção de curto prazo pode acontecer conforme ilustrado a seguir. Por esta razão resolvi liquidar a posição e aguardar os próximos dias.

Quero deixar claro que estou “arriscando” essa correção para entrar novamente na posição. Mas posso me enganar, e o mercado continuar caindo sem que dê essa oportunidade. Vocês já sabem, correções são imprevisíveis.

Estamos terminando a semana sem nenhuma posição, caso raro nesses últimos meses. O resultado acumulado deste ano é negativo, muito afetado pelo evento JBS. Mas a vida de investidor é assim, existem períodos negativos. Ah, antes que eu me esqueça, Fora JBS! Se parece existir conflito de interesse na afirmação, tem sim, afetou o bolso! Hahaha ...


O SP500 fechou a 2.415, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,2647, com queda de 0,25%; o EURUSD a 1,1167, com queda de 0,36%; e o ouro a US$ 1.267, com alta de 0,94%.
Fique ligado!


25 de maio de 2017

3 = 4


Quando estava na escola, sempre vinha um colega com uma pegadinha desafiando a lógica. A que mais ficou marcada, usei como título do blog de hoje. Se vocês não se lembram ou não conheçam, começava assim:

(1 -1) = (1-1) 

Em seguida, multiplicava um lado por 3 e o outro lado por 4, uma vez que o resultado se mantinha em zero.

3* (1-1) = 4*(1-1)

Corta-se em ambos os lados da equação (1-1), resultando em

3 = 4 CQD!

- David, qual a pegadinha?
Puxa, faz um bom tempo que você não se manifesta, até pensei que estava envolvido na lava jato! Hahaha...

A respeitada empresa de Consultoria Econômica, Gavekal, publicou um relatório onde faz uma afirmação completamente contra a lógica dos analistas, inclusive a minha. Muitos investidores acreditam que as condições monetárias extremamente frouxas foram necessárias para manter a economia mundial expandindo, e as doses ainda maiores de injeções monetárias foram responsáveis pelas bolhas de ativos criadas pelos bancos centrais a partir de 2009. 

Embora essas crenças são compartilhadas entre os analistas, elas são certamente erradas (na sua visão) – essa seria a razão das bolsas não terem caído, a cada vez que o estimulo foi retirado.

Desde o termino do QE em outubro de 2014, a economia americana continuou a crescer firmemente, gerando uma média de 190 mil vagas de trabalho a cada mês. A continuidade de mercados de alta na bolsa, bonds e imobiliário, também dependeram menos em cada expansão dos balanços dos bancos centrais.

QE e a apreciação de ativos foi baseada não muito em economia ou análise financeira, mas sim pela elevada correlação observada na primeira metade desta década, como ilustrado no gráfico a seguir.


Entretanto, correlação não é indicativo de causação, pois uma alta correlação parecia estar existindo entre QE e os preços das commodities nos primeiros anos pós-crise.


Essa correlação terminou totalmente em 2012, assim como a dependência do FED entre as ações americanas e os bonds, a partir da metade de 2015, como se pode ver a seguir.

 
A experiência internacional também contradiz a teoria que os valores dos ativos são determinados pelos bancos centrais. Se o balanço do FED era a força principal na alta dos ativos americanos, o balanço do ECB deveria ter um efeito similar nos ativos europeus. Agora, veja a seguir que não existe nenhuma conexão entre as ações europeias e as compras efetuadas pelo ECB.


A experiência do Japão também mostra ainda mais claro que não existe correlação entre os balanços dos bancos centrais e a performance das ações. Da mesma forma com os preços de commodities, que normalmente são determinadas pelas condições de oferta, e não pelas mudanças nas condições econômicas ou monetárias, a não ser que sejam extremas, como em 2008-2009.

Assim, qual a conclusão que os mercados podem tirar depois que a QE começou em março de 2009? A mais importante é que não existe causação entre os balanços dos bancos centrais e os preços dos ativos. A causa verdadeira liga a política monetária com e as condições macroeconômicas e vai das condições macroeconômicas para as ações em bolsa e os outros ativos.

O efeito maior do QE é provavelmente para reforçar a força real do instrumento monetário; conhecido como o uso de operações convencionais de mercado aberto para derrubar as taxas de juros e mantê-las nesse nível.  A compra maciça de bonds reprimiu as taxas de longo prazo, induzindo os tomadores e investidores que o custo baixo do crédito não era uma aberração temporária, mas sim, um fato permanente da vida.

O relatório continua explicando o porquê o mercado de ações na Europa deveria se valorizar, como aconteceu no mercado americano, e em contrapartida as ações americanas não são atrativas daqui em diante.

Confesso que à primeira vista não parece crível esse ponto de vista, porém as evidencias mostradas são convincentes. Caso essa visão esteja correta, o temor do mercado com a retirada dos recursos pelo FED, conforme confirmação expressa na ata da última reunião de maio publicada ontem, não teria um impacto devastador nas ações. Seu maior impacto seria na normalização dos níveis de juros que ainda se encontram muito deprimidos.

Em relação aos mercados emergentes, valeriam o mesmo princípio, razão pela qual a Gavekal recomenda a compra desses ativos; inclusive os brasileiros.

No post confusão-no-meio-campo, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Como vocês podem observar o ouro está indeciso. Calculo que tanto acima de US$ 1.300 como abaixo de US$ 1.200, caso rompido, poderá desencadear um movimento direcional mais intenso. Enquanto continuar nesse intervalo, nada pode ser dito” ...

Desde essa última publicação, onde no dia o metal teve uma oscilação forte, ocasionado por fatores exógenos e extravagantes – Trump, voltou a normalidade diminuindo a volatilidade, padrão observado nos ativos nesses últimos tempos.


Até parece que o ouro se refugiou no lugar mais seguro, com a cotação ao redor de U$ 1.250. Indica ao mercado que não sabe para onde ir, pois está no meio do intervalo. Para os que acreditam na alta, resta o marasmo observado no mercado de juros americanos de 10 anos, que mesmo com os avisos do FED que subirá os juros, permanece num letárgico 2,25% a.a.; para os que acreditam na baixa, dizem que é só uma questão de tempo, pois com a economia ganhando tração, não tem como essa taxa não subir. Para esse último grupo fui verificar como estava o GDP projetado pelo FED de Atlanta, 4,1%! Not bad at all!

E nós do Mosca, que não temos nada a ver com esses argumentos, esperamos pacientemente o mercado se decidir.

Queria comentar uma dúvida que surgiu, durante o Comitê de Investimentos da Rosenberg, quando estava discutindo a queda da bolsa na semana passada. No post de ontem fiz os seguintes comentários: ...” é absolutamente necessário que alguns pontos sejam respeitados na justificativa de uma tendência. Em fevereiro o Ibovespa atingiu uma máxima de 69.400, e na semana passada 68.700. Tudo fazia crer que o primeiro seria ultrapassado. Mas repentinamente mudou de direção” .... Algumas colocaram que isso só aconteceu porque jamais se poderia saber que a JBS estava fazendo uma delação premiada com impacto nos preços. Em análise técnica não tem esse tipo de argumento, ou lamentação, trabalha-se com um cenário mais provável que pode não acontecer e, nesse caso, era essencial que houvesse o rompimento para se certificar que a alta ganharia tração.

Em seguida fui interpelado com outro comentário: “ mas, e se o ocorrido acontecesse depois do mercado ter cruzado os 70.000? ” Não mudaria nada, provavelmente seria classificado como um false break.

O que quero enfatizar é que sempre acontece alguma coisa para repentinamente o mercado mudar de direção, pode ser por um fator externo ou interno (como posições muito elevadas). Independente do motivo, nós, como investidores, temos que reagir a essa nova situação, que tinha uma probabilidade baixa. Mas aconteceu. Bendito stoploss!


O SP500 fechou a 2.415, novo recorde histórico, com alta de 0,44%. Com esse resultado, o trade que tinha sugerido no post fora-jbs, fica cancelado; o USDBRL a R$ 3,2729, com queda de 0,25%; o EURUSD a 1,1209, sem variação; e o ouro a U$ 1.255, com queda de 0,22%.
Fique ligado!

24 de maio de 2017

A vida continua


Talvez a conhecida frase “ a vida continua” é cabível para a maioria dos brasileiros embora não deve ser assim que o Presidente Temer e seus assessores encarem esse momento. Tudo indica que esse governo, que já era interino, termine antes do prazo. Uma saída honrosa seria o TSE ser o carrasco cassando a chapa Dilma – Temer. Nos resta aguardar quem seria indicado para suceder. O nome ventilado de Tasso Jereissati é bem aceito pelo mercado, embora não acredito que será suficiente para passar a reforma da Previdência.

Ontem foi divulgado o resultado de nossas contas cambias e novamente foi um espetáculo. Com um superávit no mês de US$ 1,2 bilhão, o déficit acumulado em 12 meses situou-se em U$ 19,8 bilhões (1,06% do PIB). A entrada de Investimento Direto alcançou US$ 5,6 bilhões, acumulando US$ 84,7 bilhões nos últimos 12 meses, suficiente para financiar com folga o déficit.


Outro item que merece destaque é a Balança Comercial com um recorde de US$ 6,7 bilhões em abril, acumulando U$ 53,2 bilhões em 12 meses. Já a conta de serviços com despesas de U$ 31,6 bilhões em bases anuais, e a de Rendas com US$ 44,1 bilhões com déficit em 12 meses, ficaram dentro do observado recentemente.


Um outro resultado positivo foi a quebra de sucessivas nas saídas do Investimento em carteira, com entrada de U$ 4,4 bilhões, diminuindo o acumulado para U$ 14,0 bilhões. Dentro dessa categoria destaca-se a entrada em títulos de renda fixa com US$ 4,8 bilhões. As reservas mantem-se constante, há muitos meses, ao redor de U$ 375 bilhões.

Juntando os fatos políticos aos dados econômicos, acredito que ao se anunciar um substituo de Temer, uma certa estabilidade no país é esperada. Os estrangeiros deverão ser complacentes com a possibilidade de a aprovação da reforma de Previdência ficar para o próximo governo, ou mesmo ser aprovada com vários cortes.

Hoje foram anunciados alguns PMI pelo instituo Markit, que antecipa os dados oficias do início de cada mês. O resultado nos EUA foi marcado com uma disparidade entre os setores manufatura e o de serviços. Enquanto o primeiro apontou uma queda o segundo alta.


Como a quase totalidade do PIB depende dos serviços, o mercado continua apostando que o FED deve subir os juros na sua próxima reunião. O mesmo não é verdade para uma segunda alta na sequência.


Já na Europa os resultados são muito positivos. Segundo o Instituto de Pesquisa Markit, uma relação entre o PMI e o PIB aponta para um crescimento superior aos que os analistas projetam, conforme conteúdo abaixo. Quero lembrar que dia 06 de junho o ECB se reúne e será interessante observar se alguma mudança de política monetária será feita.


Para terminar esse assunto, o gráfico a seguir compara os PMIs entre o Japão, EUA e Europa. Nitidamente a Europa se descolou das principais economias mundiais.


No post rescrevendo-o-livro-texto-de-economia, fiz os seguintes comentários sobre o Ibovespa: ...” no gráfico abaixo apontei duas possibilidades para os próximos meses:

1)      Verde – Nesse caso o Ibovespa permaneceria contido no intervalo entre 63.000 -69.000, para depois buscar novas altas ultrapassando os 70.000. Esta situação é compatível com a nossa posição.

2)      Rosa – A correção seria mais extensa e atingiria os níveis de 61.500 ou 58.500 (mais provável). Também teria uma duração mais prolongada” ...


Depois da queda expressiva de 10% na última quarta-feira, acionando nosso stoploss, fico agora numa situação neutra. O gráfico a seguir mostra como é absolutamente necessário que alguns pontos sejam respeitados na justificativa de uma tendência. Em fevereiro o Ibovespa atingiu uma máxima de 69.400, e na semana passada 68.700. Tudo fazia crer que o primeiro seria ultrapassado. Mas repentinamente mudou de direção. O fato de não ter ultrapassado coloca o cenário de uma correção mais profunda de volta.


Agora voltamos as premissas que havia levantado alguns meses e que se encontram marcadas no gráfico acima com os números 1,2,3. Cada uma delas tem um grau de retração. O primeiro nível apontado é de 57.000, o segundo 53.500 e por último 49.000. 

Muito pouco teria para acrescentar agora, mas duas observações se tornam necessárias: a primeira de que, entre a máxima de fevereiro até hoje, pode ter trasncorrido uma correção suficiente para o mercado começar a subir novamente (baixa probabilidade); a segunda que o rompimento dos 70.000 é condição necessária para que o mercado retome sua tendência de alta.

Não tenho nada a propor no momento, pois nem o preço nem o cenário é convidativo. Sempre que se é estopado de uma posição, uma sensação de querer buscar o prejuízo aflora. Muito importante conter esse pensamento, pois o mais provável é que se aumente o prejuízo. Lembre-se que essa não foi sua última operação da vida.

O SP500 fechou a 2.404, com alta de 0,25%; o USDBRL a R$ 3,2810, com alta de 0,34%; o EURUSD a 1,1217, com alta de 0,315: e o ouro a US$ 1.258, com alta de 0,59%.
Fique ligado!

23 de maio de 2017

Anestesiado


Nesses últimos dias, a sensação que mais me prevalece é a de desalento. Confesso, acreditava que a continuidade da corrupção, depois de todo o andamento da lava jato, teria cessado. Mas, esses últimos acontecimentos demonstraram que não. Ao mesmo tempo ficou confusa qual a linha de ação adotada pelo STF. A única instituição que merece confiança é a Policia Federal em conjunto com a equipe de Sergio Moro. Até o MPF tenho dúvidas.

Ontem, numa conferência telefônica, ouvi o Ministro Henrique Meireles e sua equipe, que saíram a campo para dizer que manterão o programa proposto. Em relação ao que falou, o que mais chamou minha atenção foi a quantidade de vezes que interrompeu seu raciocínio com murmúrios humm... humm... humm... Estava realmente medindo suas palavras. Para mim, foi sinal de grande dúvida. Também acho que não poderia ser diferente.

Passados esses primeiros dias depois da revelação bombástica da JBS, parece que o Presidente Temer considera a possibilidade de renúncia, desde que tenha segurança de não ir preso. Isso, por um lado seria uma boa notícia, porém dependerá se teríamos eleições indiretas ou eleições diretas, como quer a esquerda. No primeiro caso, acho que o Ministro Meireles é o que tem melhores condições de acalmar o mercado. Já um processo de eleições diretas colocaria o país sob forte tensão. Imagina o discurso inflamado do Lula tentando a qualquer custo se livrar do Moro?

Tem algo mais importante que não sai de meu pensamento: quem serão os candidatos nas eleições de 2018? Não consigo encontrar um nome com reais chances de ganhar e com ímpeto para enfrentar os problemas que serão arrastados até aquela data. Parece que pode ser um outlier, que em estatística significa valor aberrante ou valor atípico. Bolsonaro? Deus me livre; Marina? Não tem carisma; Ciro Gomes? Um louco desvairado; Dória? Talvez. Ou alguém da velha guarda? Lula? Vou embora!

Mas aprendi nas eleições de 1986, onde meu candidato para governador, Armínio de Moraes, perdeu de lavada para o Quércia; sou minoria. Olhando de hoje, não consigo ter nenhuma ideia e isso me preocupa.

Talvez por conta de tudo isso me sinto de certa forma anestesiado, mecanismo que o nosso corpo usa para não sofrer com as situações da vida. Mas sei que é temporário, por exemplo, minha indignação ao ver o Lula no programa eleitoral do PT. Não aceito de forma nenhuma quem fica a seu favor, e se tiver alguém ao meu redor, peço para não tocar nesse assunto.

Pode ser que daqui algumas semanas a vida volte ao normal e essa situação seja “esquecida”. Com exceção das eleições diretas que, diga-se de passagem, não tem nada de Constitucional, outra saída deverá acontecer, mas não serei mais o mesmo; 2018 age como uma bomba relógio para mim.

Hoje foi publicado o IPCA-15 de maio, uma espécie de proxy da inflação do mês, que será publicada no início de junho. O resultado continua surpreendendo a todos, com uma variação de 0,24% no mês e de 3,8% em 12 meses, a inflação está sob controle.


Como qualquer país normal, existem categorias que subiram mais e outras que subiram menos. Nesse mês, os Alimentos que vinham despencando alguns meses pressionaram um pouco com 0,42%, enquanto Habitação subiu 0,15%. Um índice que espelha bem esse argumento é a difusão, que se encontra em 56%, menores níveis históricos. Outro fator importante, a taxa dos preços livres, praticamente igual ao índice total. Tudo tranquilo nesse front.

 
No final deste mês, o COPOM irá se reunir como programado. Tenho visto alguns comentários que o BCB poderia recuar e diminuir o ritmo de queda dos juros, atualmente em 100 pontos. Antes do evento da semana passada, o mercado já dava como certo que esse nível passaria para 125 pontos e alguns acreditavam em 150 pontos. Agora vejo alguns que consideram uma redução para 75 ou até 50 pontos. Na minha opinião vai manter a queda de 100 pontos, o que traria a taxa SELIC para 10,25% a.a. Ainda um juro cavalar!

A discussão que acredito valida é em que nível o banco central para. Anteriormente, falava-se em 8% a 8,5% a.a., agora isso pode ser modificado, afinal, a reforma da Previdência não deve ser votada neste governo. Mas até chegar nesse nível, a autoridade monetária tem 3 meses para ver como a situação política se encaminha. Sendo assim, trabalho com mais uma de 100 pontos na próxima reunião, daí em diante, nem com bola de Cristal! Hahaha ...

No post a-Alemanha-entrou-no-vácuo-da-França, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” o rompimento da barreira de € 1,10. O próximo nível que apresenta muito interesse será € 1,13. O gráfico a seguir tem uma visão de médio prazo, e algumas hipóteses do que poderá acontecer com a moeda única são traçadas” ...

O euro saiu da letargia e está ganhando mais destaque no noticiário. Assim como o pássaro da mitologia Grega, Fênix, renasceu das cinzas. O mais interessante é que foi empurrado para o ostracismo por quem deveria mais preservá-lo, o ECB. Comandado pelo “mini” Mário, que buscou a todo custo salvar o Club Med de sucumbir. Agora só falta vir a público e dizer que está satisfeito com a evolução do euro, uma moeda forte!

O Mosca não está nem aí para o que ele disse ou vai dizer, nós observamos o preço, e está chegando a níveis interessantes. O gráfico a seguir é de longo prazo e nele traço minhas principias ideias.

Como podem notar, o euro respeitou a linha verde inferior em algumas ocasiões. Quando foi lançada no ano 2.000, 1€ valia US$ 0,85. Me lembro bem dessa época, pois tinha uma posição importante. Demorou quase dois anos para decolar, mas daí em diante subiu forte. Agora também tocou nessa reta e no último mês vem apresentando uma alta mais consistente.

Calculo que o euro testará o nível de € 1,15, e é aí que a grande batalha deve acontecer. Como apontei no gráfico acima, existem dois caminhos possíveis:

A)     Meia-volta (A): O euro retoma seu caminho de baixa e busca atingir a área ao redor de € 1,00.

B)       Deixa comigo (B): Ultrapassa essa barreira e caminha para o nível de € 1,25. Se esse for o cenário, muito importante será observar como chega até lá e se em seguida rompe esse nível. Mas tudo isso é uma outra história para uma outra vez – era assim que terminava meu programa infantil preferido.

Pode ser que estamos prestes a terminar o marasmo vivido desde 2015, onde o euro não deu alegrias para nenhum trader. Como tudo na vida, em algum momento as coisas mudam e talvez seja a hora da cambaleante moeda europeia. Ou não, apenas um alarme falso!

O SP500 fechou a 2.398, com alta de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,2656, sem alteração; o EURUSD a 1,1177, com baixa de 0,53%; e o ouro a US$ 1.250, com queda de 0,72%.

Fique ligado!

22 de maio de 2017

O Guru dos Investimentos


Um artigo publicado pelo Wall Street Journal chama atenção para os novos rumos na área de investimentos, que acontece no mercado americano. Os Hedge Funds tradicionais, considerados a linha de investimentos com gestores mais qualificados, vem sofrendo resgates consideráveis nos últimos tempos. Seus retornos têm ficado a desejar. Mas uma outra categoria de fundos nessa classe de ativos ganha popularidade, os fundos quantitativos.

Diferentemente dos Hedge Funds onde os investidores são levados a investir pelo histórico de seus gestores no passado, os Quant Funds são geridos por doutores graduados em matemática, física e psicologia, e com parco conhecimento de finanças. O pré-requisito exigido é a especialidade em algoritmos - Conjunto de regras que podem analisar dados e decidir automaticamente o que comprar e vender.

Um exemplo desse perfil é o caso de Alexey Poyarkov, ex-medalha de ouro da Olimpíada Internacional de Matemática para estudantes do ensino médio. No ano passado, uma guerra para contratar Poyarkov, aconteceu entre os pesos pesados ​​dessa categoria: Renaissance Technologies, Citadel e TGS. Decidiu-se por essa última para ganhar U$ 700.000 em seu primeiro ano.

O engenheiro de software russo, quase não teve experiência financeira. O que a TGS queria era a sua magia na concepção de algoritmos, conjuntos de regras usadas para calcular e resolver problemas, que no mundo do investimento analisa dados rapidamente e decide o que comprar e vender, muitas vezes com pouco envolvimento humano.

Empresa de Quant é definida como um fundo de hedge. O gestor da empresa de investimento que utiliza modelos matemáticos sofisticados como parte de sua estratégia de negociação.

Um sinal de seu poder é medido pelo volume de negociação em ações. Agora são responsáveis ​​por 27% de todos os negócios nos EUA, ante 14% em 2013.

Ao final do primeiro trimestre, os fundos Quant possuíam US $ 932 bilhões em investimentos, ou 30% superior a todos os ativos dos Hedge Funds. Essa categoria obteve uma entrada líquida de US $ 4,6 bilhões no primeiro trimestre, enquanto os Hedge Funds sofreram retiradas de US $ 5,5 bilhões.


Os computadores estão superando os humanos na escolha dos investimentos. Nos últimos cinco anos, os fundos Quant renderam cerca de 5,1% ao ano em média, enquanto os Hedge Funds subiram 4,3% ao ano no mesmo período.

Operações com orientação quantitativa podem durar de alguns minutos a alguns meses.

Vários Hedge Fund percebendo essa transformação passaram a contratar profissionais da área quantitativa. Um exemplo dessa mudança é o fundo Tudor, dirigido por Paul Tudor Jones, um dos investidores mais conhecidos da história. Ele começou como um trader de algodão, que antecipou a queda do mercado de ações em 1987. Fez lucros gigantescos com rápidos negócios explosivos, gerando ganhos anuais de mais de 17%. Entretanto, utilmente sua empresa mal fez algum dinheiro em 2014 e 2015.

Os seres humanos têm procurado implacavelmente maneiras de obter alguma vantagem de informação. Segundo a lenda, o financista Baron Rothschild construiu uma rede de agentes de campo em 1815, para obter uma vantagem no resultado da Batalha de Waterloo. Os Quant de hoje esperam digerir - e agir sobre - informações econômicas e corporativas mais rápidas do que os investidores tradicionais

Os fundos de hedge com estratégias focadas em Quant focalizam por exemplo em pesquisas privadas de consumidores chineses e russos, vendas de produtos farmacêuticos ilícitos na rede “paralela” - uma rede de sites usados ​​por hackers e outros para compartilhar anonimamente informações - e reservas de hotéis por viajantes americanos.

No final dos anos 90, um algoritmo poderia buscar projetar o preço de uma ação, comprando num determinado nível de preço e vendendo em um momento predeterminado. Os algoritmos de hoje podem fazer previsões contínuas com base na análise de dados passados ​​e presentes, enquanto centenas de entradas em tempo real bombardeiam os computadores com vários outros sinais.

Nesse novo Universo financeiro onde o julgamento humano dá lugar para análises menos dependentes da emoção em detrimento dos fatos, vai tornando obsoleto os tidos gurus em finanças, dando lugar aos gênios em matemática. Não tenho condições de julgar se no futuro a experiência de anos vividos nos mercados financeiros será substituída por jovens brilhantes. Se a comparação é válida, esses jovens atualmente já comandam empresas como o Facebook e outras no ramo da tecnologia, sem a necessidade de CEOs de cabelos brancos.

Só fica uma dúvida: se os robôs também substituirão os humanos na corrupção? Aqui no Brasil teria uma demanda enorme! Hahaha ...

Na última sexta-feira disse que explicaria o conceito denominado de slippage risk. Vocês já se acostumaram com minha sistemática de sempre associar um stoploss a qualquer trade sugerido. Espero que também usem em seus investimentos. O objetivo principal é evitar perdas descontroladas caso a expectativa não se concretize. Mas o stoploss depende de outra situação fora do nosso controle. Com exceção do mercado de câmbio internacional, os outros ficam fechados durante a noite, em acordo com o local que é transacionado. Nesse meio tempo, algumas situações podem acarretar movimentos mais intensos. Assim, seu stoploss poderá acontecer em níveis piores dos que foi estabelecido.

Isso acabou acontecendo com nossa posição de USDBRL que tinha um stoploss de R$ 3,16 e o mesmo foi efetuado a R$ 3,35. O risco inicial era de uma perda de 2%, porém a revelação das fitas da JBS, ocasionou uma perda de 7,31%. Essa diferença denomina-se de slippage risk. Normalmente esse diferencial é muito inferior, porém nesse caso foi impactado pela gravidade do acontecido. Esse risco sempre existe e é bom que fiquem conscientes.

No post se-moda-pega, eu tinha uma expectativa que o dólar fosse atingir uma mínima ao redor de R$ 2,90, para em seguida começar um movimento de alta. Antes de me referir ao momento atual, quero trazer à tona as previsões de longo prazo feitas no final de 2016, no post real-quando-o-acerto-pode-gerar-uma perda. Naquele momento vislumbrei dois cenários de longo prazo:

... “In god we trust” – Este é o cenário que acredito mais provável, e onde possuímos uma posição comprada em dólar. Entretanto, venho frisando que é necessário o dólar ultrapassar a barreira dos R$ 3,65 e depois R$ 3,75; antes disso ainda é incerto” ...

...” “Zen” – Nesta situação o dólar ainda permaneceria “zen” por mais um tempo e poderia atingir o nível de R$ 2,80, para em seguida iniciar seu movimento de alta” ...

A opção “Zen” foi se materializando durante os meses, mesmo tendo como cenário básico de longo prazo a alta do dólar. Depois da explosão da última quarta-feira, ainda não sei se já é o momento de comprar dólares, embora pareça ser o mais provável que aconteça.


O gráfico acima, contem minha expectativa para os próximos movimento do dólar. A área demarcada entre R$ 3,25 – R$ 3,21 deveria conter qualquer queda do dólar nos próximos dias. Não tenho a segurança para sugerir nenhum trade no momento, pois mesmo a opção colocada está sujeita a erros. Por exemplo, existe ainda uma possibilidade remota de queda do dólar.

Pela teoria de Elliot Wave, a violência do movimento da última quarta-feira, pode sugerir duas alternativas, ou uma onda 3 em formação, ou a maldita onda B conhecida como a destruidora de lucros. Vamos aguardar os próximos dias para que fique mais claro.

Vou ajustar o stoploss do euro para € 1,11 e liquidar a posição caso atinja € 1,1280. Assim se não houver nenhum imprevisto estamos próximos de liquidar esse trade. Minha ideia e refazer a posição em níveis mais baixos.
O SP500 fechou a 2.394, com alta de 0,52%; o USDBRL a R$ 3,2684, com alta de 0,48%; o EURUSD a 1,1249, com alta de 0,32%; e o ouro a US$ 1.259, com alta de 0,38%.

Fique ligado!

19 de maio de 2017

Fora JBS!


Os donos da JBS, Joesley e Wesley, cujos nomes mais parecem de uma dupla sertaneja, montaram um império no ramo alimentar galgado na corrupção. Ao vir à tona parte das gravações das conversas com o Presidente Temer e o Senador Aécio Neves, já se pode ter uma ideia de como esse grupo operava.

Por mais que o Presidente tente justificar o conteúdo da conversa gravada, existem alguns fatos que não tem como negar: como Michel Temer recebe um empresário do qual conhece bem seus delitos em sua casa após as 22:00 horas? Mesmo que justifique não ter concordado com nada que o empresário disse, porque não o denunciou ao Ministério Público? Esses dois pontos são suficientes para que se perca totalmente a confiança em nosso Presidente, o mínimo que teria a fazer é se licenciar para pode eventualmente se defender.

Mas por enquanto não parece ser esse o caminho que traçou, pretendendo se manter no cargo.

Por outro lado, as condições dadas aos executivos da JBS parecem desproporcionalmente superiores aos da Odebrecht, por exemplo. Eles estão em Nova York, sem tornozeleiras e pagaram uma multa modica de R$ 250 milhões. Algo muito errado aconteceu nessa negociação. 

Essa dupla de gangsteres, melhor forma de qualificá-los, aproveitaram ainda para dar uma especulada no câmbio na quarta-feira ao comprar entre US$ 750 milhões a US$ 1,0 bilhão nos mercados. Somente com a variação da moeda no dia de ontem pagaram com sobras a multa acertada na delação. Contudo, não foi a primeira vez que essa quadrilha atuou; no ano passado, quando o dólar começou uma trajetória de queda depois de ultrapassar os R$ 4,00, ao nível de R$ 3,80 mais ou menos, o banco central deu liquidez para que eles saíssem de sua posição comprada em dólar sem derrubar as cotações, embolsando um enorme lucro.

Também se especulou diversas vezes sua atuação no mercado de juros futuros, com posições pontuais enormes, sempre na ponta certa, ganhando muito dinheiro com inside information. Espero que a CVM agora faça o seu papel de investigar.

Com a maior cara de pau, em comunicado divulgado hoje na imprensa, eles pedem desculpas. Eu não aceito! 

Não sei qual será o andamento desse caso, mas a população poderia fazer a sua parte boicotando os produtos produzidos pela JBS. Uma empresa dessas não merece sobreviver, não adianta fazer delação, pedir desculpas; bandido é bandido para sempre! Fora JBS.

Já a situação de nosso Presidente me parece insustentável, se permanecer no cargo, podemos esperar uma deterioração tanto da economia quanto um aumento nas manifestações contra o governo. Preparem-se para um ambiente conturbado daqui em diante.

Emocionalmente, estamos todos abalados e nesses momentos a atenção se volta as notícias locais, imagino que nesse final de semana muita informação virá ao público. No exterior, o foco no momento se encontra na trapalhada entre Trump e o FBI, que, comparados ao que acontece aqui, é café pequeno. 

No front econômico foi publicado o PIB do Japão que apresentou um crescimento real de 2,2%; um espetáculo para uma economia que se encontra na UTI.


Porém existe um detalhe que torna esse resultado ruim: o cálculo do PIB real é feito dividindo-se o crescimento nominal pela inflação. Inicialmente, vejam como foi a evolução nominal desse indicador.


Um crescimento de 0%. E como foi possível apresentar uma alta de 2,2%? A razão é que o Japão não tem inflação, mas deflação, assim esse resultado positivo foi obtido pela queda de preços e não pelo aumento de produção. No gráfico a seguir, pode-se verificar a debilidade da economia japonesa, pois se encontra em estado deflacionário por vários anos. A exceção de 2015 onde a inflação subiu devido ao aumento de impostos. Essa situação me faz lembrar aquela de nossos filhos ao argumentar que foram muito bem numa prova com uma nota 2, uma vez que, quase todos levaram zero!


Uma forma de medir o grau de robotização de uma economia é feita usando uma unidade padrão definida como sendo o número de robôs para cada grupo de 10.000 empregados. O gráfico a seguir mostra que tanto a Ásia (exceto a China) bem como a Europa se encontram muito mais avançados nesse uso de tecnologia que os EUA.


No post fiasco, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” Para quem está comprado, sugiro acompanhar bem a área que denominei de “perigo” no gráfico acima 2.300 – 2.2270, qualquer coisa abaixo deve se evitar. Por outro lado, acima de 2.400 abre se a porta para atingir o primeiro objetivo mencionado acima de 2.450 e, se ultrapassado, tenderia a 2.850” ...


Depois disso, o índice ameaçou ultrapassar a barreira psicológica de 2.400, mas não conseguiu, retraindo-se. O motivo foi a trapalhada de Trump. Agora surgiu uma oportunidade de entrar no mercado com um risco interessante, veja abaixo.


Conforme apontei, sugiro a compra do SP500 da seguinte forma: ½ a 2.340 e ½ a 2.325, com um stoploss a 2.295. Minha proposta contempla um risco de 1,6% para buscar o nível mínimo de 2.450, que resultaria num ganho de 5%. Minha premissa é que o mercado está numa mini correção. Let´s go!

Como vocês podem notar os trades de USDBRL e Ibovespa foram encerrados ontem com um prejuízo grande. Na segunda-feira vou explicar o "slippage risk" que ocorreu neste caso e pode ocorrer em outros. No mínio teve esse efeito educativo.

O SP500 fechou a 2.381, com alta de 0,68%; o USDBRL a R$ 3,2515, com baixa de 3,42%; o EURUSD a 1,1204, com alta de 0,93%; e o ouro a US$ 1.254, com alta de 0,67%.
Fique ligado