Inflação: A Revanche

31 de março de 2017

Bye, bye


Foi dado o ponta-a-pé inicial no processo de separação da Grã-Bretanha com a União Europeia. Como qualquer separação, os conflitos de interesses afloram. Os europeus enviaram uma carta ao governo britânico dizendo que as discussões sobre um acordo de comércio de longo prazo poderão começar quando um “progresso suficiente” for alcançado.

Um ponto fundamental diz respeito a manter os direitos dos cidadãos ingleses que vivem na Europa e dos europeus que vivem na Grã-Bretanha; nesse quesito, não pode ter nenhuma dúvida. Outro ponto importante é sobre um pagamento que os ingleses têm que fazer para a UE; o valor estipulado pelos europeus é de $ 50 bilhões de libras.  Libras, mas a moeda da Europa não é o euro? Acho que os europeus querem facilitar para não ter troco! Hahaha .... A Primeira Ministra inglesa, Theresa May, e o Ministro do Brexit (!), David Davis (David ao quadrado), já disseram que vão querer um desconto expressivo.

E assim, esses diversos pontos, gerarão inúmeras discussões. Numa separação de casal, se existe concordância entre as partes, a chance de um acordo consensual é boa. Agora, se não existe, a parte que não queria a separação faz de tudo para complicar o processo; inclusive usando terceiros, que no caso seriam os filhos. Nessa situação, a Europa não queria de maneira nenhuma que isso acontecesse, pois embora a Grã-Bretanha possua sua própria moeda, esse precedente abre a chance para que membros da unidade europeia questionem sua permanência, como é o caso da França.

Os efeitos desta decisão já podem ser sentidos. Várias empresas instaladas na Grã-Bretanha se posicionaram dizendo que devem mudar de país, outras ainda aguardam maiores detalhes para decidir. As consequências são notadas no volume de investimentos que simplesmente despencaram desde o anúncio, como se pode verificar a seguir.


Por conta da expressiva desvalorização da libra contra o dólar, que um pouco antes do Brexit se encontrava em 1,50, agora a 1,25 equivale uma desvalorização de aproximadamente 20%. As empresas que possuíam imóveis nesse país sofreram perdas expressivas. O gráfico a seguir, que é um índice de acompanhamento de imóveis, aponta para uma perda de 19% em dólares. Excetuando o ano de 2008, onde houve uma desvalorização generalizada de todas as moedas em relação ao dólar, o caso do ano passado compara-se ao de 1992, que ficou famoso. Naquele episódio, o megainvestidor George Soros fez o BOE ficar de joelhos.
Já em termos de inflação, a expectativa explodiu. Pela elevada desvalorização, e também da insegurança de como será as tarifas impostas pelo novo acordo no futuro, os preços no varejo esperado pelas empresas desse setor subiram de forma expressiva.



Agora, será que os ingleses ficaram felizes e acreditam que seu futuro será melhor? Não parece ser isso que apontam as pesquisas. Desde o seu anuncio, o número de pessoas que acreditam que a economia inglesa ficará melhor vem diminuindo a cada novo resultado. Não seria o caso de tentar uma reconciliação? Sugiro que contratem um terapeuta de casal! Hahaha ...


Os mercados estão sem uma direção clara. No início do ano, o dólar estava com toda força e pela expectativa das medidas a serem implementadas por Trump, parecia lógico apostar nas verdinhas. Logo em seguida, os investidores começaram a ficar desconfiados das trapalhadas e de suas derrotas, isso fez com que o dólar recuasse. Mas, paralelamente, os dados publicados indicavam que a economia americana está em recuperação. Esta semana alguns surpreenderam positivamente, o que impulsionou o dólar novamente.

Nada disso foi muito expressivo, mas essas idas e vindas dão bem o tom da incerteza vivida no momento.

Eu venho repetindo que o mercado a se observar este ano é o de juros de 10 anos, na minha opinião é de lá que poderemos ter as pistas sobre o futuro. No post missão-quase-impossível, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” O gráfico acima espelha o movimento que considero mais provável até o momento. No primeiro caso (1) uma retração até o nível ao redor de 2,22% a.a. para em seguida iniciar uma nova tendência de alta, ou uma queda um pouco maior até 2,10 (2) para em seguida subir” ... ...” Não vou deixar nenhum trade no momento pré-agendado, pois cálculo que os juros deverão permanecer nessa correção por algum tempo, e além do mais, não tenho elementos suficientes para colocar esse trade” ...
 
Como se pode verificar no gráfico abaixo, nada está definido. Parece que o mercado está seguindo no rumo que tracei com uma pequena alta nos últimos dias.

Mantenho todos os parâmetros definidos anteriormente. Por enquanto, nenhuma dica desse mercado. Sendo assim, os outros irão ficar indo de lá para cá, e de cá para lá. Um ambiente nada propício para ganhar dinheiro!
O SP500 fechou a 2.362, com queda de 0,23%; o USDBRL a R$ 3,1301, com queda de 0,58%; o EURUSD a 1,0670, sem variação; e o ouro a US$ 1.247, com alta de 0,34%.
Fique ligado!

30 de março de 2017

Trump é um blefe?


A menos de 100 dias de sua posse, onde se inicia a avaliação de um novo governo, Donald Trump já coleciona algumas derrotas importantes. Primeiro, a tentativa de barrar sumariamente os imigrantes de uma lista de países; segundo, a retirada do plano que pretendia substituir o denominado Obamacare por falta de apoio de parte dos políticos de seu partido.

Agora, o seu governo está sinalizando ao Congresso que nas próximas negociações com o México e o Canada está propondo pequenas mudanças no acordo de livre comercio, o NAFTA, aquele que, na campanha Presidencial, Trump classificou de desastre. Num esboço proposto, que circula no Congresso pelo representante das relações comerciais, as propostas mais polêmicas serão mantidas. Além disso, a expectativa de uma rápida aproximação com a Rússia está minguando, uma vez que, a Casa Branca está postergando uma reunião solicitada por Putin. Uma visão mais cética é vista pelo governo na obtenção de um bom acordo com aquele país.

Parece que sobrou seu megaprojeto de investimentos de US$ 1,0 trilhão, que também enfrentara obstáculos com a consequente elevação da dívida pública, e a intenção de reduzir os impostos das empresas e individuos. Se conseguir aprovação para essas intenções, e sabe lá com que restrições, é muito pouco para aquilo que pretendia. Conforme passa o tempo e a percepção que Trump mais se parece com um tigre de papel, maior será sua frustração. Em relação a sua popularidade, não poderia estar pior, atingindo marcas significativas de rejeição; o gráfico a seguir dá uma boa ideia dessa medida.

Por outro lado, as expectativas dos americanos continuam elevadas. Vários indicadores apontam para melhorias econômicas substancias. A próxima ilustração apresenta o que os empresários esperam para o futuro, comparando soft data x hard data. Ainda permanece uma grande “torcida”.


Uma outra forma de medida é o entusiasmo em relação a bolsa de valores que continua muito popular. O próximo gráfico, que mede qual a expectativa do mercado em relação às ações, para que continuem subindo depois de atingir o recorde histórico. O resultado é de aproximadamente 50%; nível observado em poucas ocasiões no passado.


O apoio político de seu partido não tem maioria no Congresso e está nas mãos de minorias, como se pode verificar a seguir.

Se as evidências apontadas acima em relação a esse novo governo se confirmarem, como será que Trump reagirá? Vai assumir sua impotência em realizar suas promessas, ou vai dar a volta por cima e tentar de outra forma?  Não é possível responder essa pergunta, tratando-se de pessoas com características psicopáticas; nossa lógica não é a mesma. Só o tempo dirá se Trump é um grande blefe!

Em outro front, essa semana vários membros do FED participaram de entrevistas e eventos. Naturalmente, o que todos estavam interessados é saber quantas vezes o FED subirá os juros este ano. As respostas foram um festival de chutes! Sem enumerar esses resultados o que se viu foram palpites entre 2 e 4. Mas não terminou, ainda existem alguns para falar hoje e amanhã. Eu me pergunto qual o valor desta informação? Nenhum! A única coisa que posso inferir é que não existe o menor consenso e que alguns deles irão acertar. Também, se for menor que 2 ou maior que 4, alguma coisa muito estranha precisa acontecer.

No campo da inflação, uma separação entre a inflação de alguns serviços quando comparadas a alguns produtos “commodities” apresentam comportamentos muito diferentes. Enquanto os primeiros se encontram em níveis ao redor de 4% a.a., os outros, em deflação. Sabe-se que a política monetária tem pouco efeito sobre os serviços; por outro lado, cada vez mais as pessoas gastam em serviços ao invés de compra de produtos. Em função disso, os bancos centrais deveriam se perguntar, se a economia crescer de forma mais robusta, acima do desejado, como combater essa alta, visto que podem ser os serviços que a originam?

Nos preços por atacado, que de certa forma antecedem os preços ao consumidor, se pode notar uma elevação coordenada ao redor do mundo, indicando o que ressaltei no post influência-do-passado, onde as economias mundiais vislumbram uma ascensão sincronizada.



 No post juros-americanos-6-aa, fiz comentários sobre o SP500 com uma visão mais de longo prazo, haja visto que, não vislumbrava nenhum trade no curto prazo: ...” meu objetivo colocado há algum tempo é ao redor de 2.450, e caso ultrapasse, poderia atingir 2.850. Por vários motivos trabalho com o primeiro” ...


...” no gráfico acima, expus minhas projeções para o SP500, caso o nível de 2.450 seja respeitado. Será uma correção “forte” e com uma duração razoavelmente prolongada” ...

Desde a última publicação, o índice da bolsa chegou a recuar míseros 3,3%, depois de ter atingido o recorde histórico de 2.400. Alguns detalhes se tornam importantes neste momento: primeiro, o objetivo que tracei e o nível máximo atingido são muitos próximos, o que poderia sugerir que o objetivo foi satisfeito; segundo, como demonstra o gráfico abaixo, pode ser que essa queda foi uma pequena correção e o SP500 está rumando para o objetivo que tracei.


Para quem está comprado, sugiro acompanhar bem a área que denominei de “perigo” no gráfico acima 2.300 – 2.2270, qualquer coisa abaixo deve se evitar. Por outro lado, acima de 2.400 abre se a porta para atingir o primeiro objetivo mencionado acima de 2.450 e, se ultrapassado, tenderia a 2.850. Meus indicadores ainda apontam que esse mercado está robusto e que a alta é mais provável. Let the market speak!

O SP500 fechou a 2.368, com alta de 0,29%; o USDBRL a R$ 3,1483, com alta de 0,93%; o EURUSD a 1,0674, com queda de 0,86%; e o ouro a US$ 1.242, com queda de 0,72%.
Vou cancelar ambas as alternativas, do trade de compra de ouro que propus ontem.Prefiro esperar uma definição melhor do movimento.
Fique ligado!

29 de março de 2017

Negócio da China


A expressão “negócio da China” surgiu durante a Idade Média, quando a consolidação da burguesia europeia realizou a integração entre o Ocidente e o Oriente por meio de longas rotas terrestres e marítimas que buscavam as cobiçadas especiarias (sedas, temperos, ervas, etc...) oriundas dessa região. Ainda hoje, usa-se essa expressão quando alguém obtém algum tipo de acordo muito vantajoso.

O preço do petróleo é muito volátil. Com uma concentração no número de países produtores, a possibilidade de manipulação dos preços existe. Isso era muito mais verdade no passado, antes que os EUA revolucionassem a extração dessa commodity através do Shale Gas, que requer um tempo menor de instalação dos equipamentos que a forma tradicional.

Quando esse processo se tornou industrial, os preços do petróleo começaram a cair de forma abruta e chegaram a valer US$ 20. A Arábia Saudita começou a extrair mais petróleo, ajudando na queda de preços, com o objetivo de forçar a maioria dessas empresas a sair do negócio por não ter como competir.

Mas como é o espectro do custo de produção dos principais produtores?  A ilustração a seguir foi elaborada pela Rystad Energy, uma consultora nessa área de energia.

 
Porque o petróleo saudita custa tão barato? A Rystad Energy olha para 4 pontos no intuito de calcular o custo de extração do petróleo: Custo de capital; custo de produção; custo administrativo e de transporte; e taxas brutas. A seguir, o detalhamento desses custos no caso saudita.


Como demonstra o gráfico, esse país só precisa gastar US$ 3,50 de capital na extração do óleo. Nesse valor foi incluído o dinheiro investido, a perfuração, e seus equipamentos associados. O motivo de seu custo de capital ser tão baixo é porque o óleo nesse país se encontra muito próximo da superfície do deserto e agrupado em vastos campos. Em contraste com essa situação, outros países têm extensas plataformas offshore, como a Noruega e Grã-Bretanha, cujo custo de capital nesses casos é de US$ 13,76 e US$ 22,67, respectivamente.

Enquanto isso, a localização e o tamanho dos campos petrolíferos da Arábia Saudita também ajudam a manter seus custos de produção baixos. Embora não seja o mais barato do mundo, como vários países têm custos de produção em torno de US$ 2 por barril, ainda é uma fração dos custos de produção de um país como o Canadá, que paga US $ 11,56 para produzir um barril de petróleo. Uma das razões pelas quais o custo de produção do Canadá é tão alto é que as areias de petróleo constituem a maior parte de sua produção.

Em termos percentuais, a Arábia Saudita tem um dos maiores custos administrativos e de transporte do mundo, com 27,7% do total. No entanto, isso acontece porque suas outras despesas são baixas.

Finalmente, a falta de impostos é uma vantagem competitiva significativa para a Arábia Saudita e outros produtores de baixo custo, como o Irã e o Iraque. Exemplificando, se a Rússia não tivesse que pagar impostos, seus custos para o petróleo iriam cair de US $ 19,21 para US $ 10,77; o que é muito mais competitivo que seus rivais do Oriente Médio.

Como o xisto se compara com as outras formas de extração?

Durante anos a Arábia Saudita tinha sido o líder mundial indiscutido no mercado de petróleo. No entanto, graças aos avanços na tecnologia de perfuração de xisto, a produção de petróleo nos EUA recuperou anos de declínio e, num determinado momento, a América ultrapassou a Arábia Saudita como o maior produtor mundial.

Esse movimento de queda de preços obrigou os produtores de xisto a se tornarem muito mais eficientes, o que levou a uma redução significativa nos custos. Dito isto, os custos de capital do xisto estadunidenses são ainda mais que o dobro daqueles da Arábia Saudita, devido ao aumento das despesas.


Ainda assim, esses custos têm diminuído ao longo dos anos como os custos de capital. Por exemplo, no ano passado a produção de petróleo do principal produtor de xisto, EOG Resources, diminuiu menos de 1%, apesar de uma notável redução de 42% nos gastos de capital em relação a 2015. Despesas de produção, da mesma forma, decresceram acentuadamente. No caso da EOG Resources, seu custo por barril de óleo equivalente caiu 22% desde 2014.

A Arábia Saudita tem os menores custos de produção de petróleo do mundo graças a duas vantagens estratégicas: poços abundantes de petróleo perto da superfície e sem impostos sobre a produção. Por causa disso, ela pode ganhar dinheiro em quase qualquer ambiente de preço do petróleo. Logo, a Arábia Saudita cometeu um erro tentando usar seus baixos custos para matar a revolução do xisto; Ela só fez o xisto ficar mais forte.

No caso brasileiro, como se pode notar na primeira tabela, o custo de produção é bastante elevado, e com uma Petrobrás que estava preocupada somente em gerar recursos para os políticos, nada deve ter sido feito na redução de custos. O petróleo encontra-se hoje na casa dos US$ 50 e nesse nível todos os países têm margem para extração. Mas à U$ 9,00 o barril, a Arábia Saudita ainda tem um negócio da China!

No post trump-esta-caindo-na-real, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Minha sugestão é comprar ouro a US$ 1.230, com um stop a US$ 1.195. Esse primeiro movimento de alta, permite a entrada em níveis que caso se provem errados, imprimiram um pequeno prejuízo” ...


No gráfico acima a escala contempla um intervalo de 4 horas. Às vezes usa-se esta técnica para identificar eventuais movimentos que não ficam claros em intervalos maiores. Em outras situações, pode atrapalhar a visão mais ampla, assim seu uso deve ser com cuidado e sempre observando num trecho mais amplo. Hoje estou postando com o intervalo diário.



Eu anotei acima o último movimento que está relacionado no gráfico anterior, veja que muda bastante. Até o momento, o nível que eu estava desejando não foi alcançado, a menor cotação atingida foi de US$ 1.246. Se o ouro ultrapassar a barreira dos US$ 1.265, poderá atingir pelo menos US$ 1.330. Assim, vou propor um trade duplo, sendo que um elimina o outro. Veja a seguir os detalhes:
a)      Se o ouro continuar a subindo e não tocar no US$ 1.230, ao romper US$ 1.265 no fechamento, fica acionado a compra com um stop a US$ 1.230.


b)       Caso atinja US$ 1.230, o trade acima fica cancelado e vale as premissas anteriores explicitadas acima, cujo stoploss é de US$ 1.195.

O SP500 fechou a 2.361, com alta de 0,11%; o USDBRL a R$ 3,1193, com queda de 0,62%; o EURUSD a 1,0766, com queda de 0,46%; e o ouro a US$ 1.252, sem variação.
Fique ligado!

28 de março de 2017

Pega ladrão


Todos já passaram em algum momento uma situação em que alguém grita, “pega ladrão! ”. A primeira reação é a de se proteger, a segunda, ficar observando ou até tentar ajudar quem deve ter sido assaltado. Porém, ninguém se pergunta se aquela exclamação é verdadeira.

Conforme me aprofundo em estudos de finanças, mais acredito que a mais recente onda da academia sobre comportamento financeiro tem mais utilidade que a teoria clássica de modelos de otimização, fronteira eficiente e outros. Não vou me estender sobre esse assunto hoje, porém quero chamar a atenção para alguns fatos que envolvem mudanças repentinas dos indivíduos.

Vou comentar uma pesquisa feita pelo Bank of América com seus clientes sobre alguns temas, e comparar os resultados obtidos entre fevereiro e março. Incialmente, perguntou-se qual seria o principal risco de um evento inesperado. Dentre as respostas, a preocupação maior ainda é na Europa, especificamente nas eleições; em seguida, a guerra comercial deu lugar para um crash no mercado de bonds. A primeira se deve a proximidade das eleições francesas, mas, e a troca de posição da segunda, o que teria mudado tanto em 30 dias?


A outra pergunta questiona qual seria o catalisador da alta na bolsa que poderia originar uma queda repentina. No mês passado, o maior risco era considerado a política protecionista que Trump advoga. Mas, sem que houvesse nenhum pronunciamento do governo americano sobre esse assunto, em março a maior preocupação passa a ser a alta dos juros.


Outra informação que vai na mesma direção pode se verificar a seguir. Um país que foi ameaçado e até desprezado por Trump foi o México. Isso sim poderia ser, ou é um fator de preocupação, para os mexicanos. Seria de se supor que um clima de receio e desanimo contaminasse a população. Ontem foi publicado seus dados do PIB que surpreendeu a todos, com um crescimento de 3% a.a. Se esse resultado acontecesse aqui, seria decretado feriado nacional!

 
Meu objetivo não é analisar o impacto desses resultados nas respectivas economias, mas sim, até que ponto se pode confiar numa pesquisa. Em finanças comportamentais, o pensamento num determinado momento é relacionado com a sua emoção. Por exemplo, se num determinado dia você está com medo, é provável que sua mente lhe falará para vender sua posição de ações, pois qualquer informação mais temerosa, te leva a concluir que ficou muito arriscado. Porém, num próximo dia, vai constatar que não pensa da mesma forma. Assim ocorre também com as pesquisas que são muito influenciadas pelo “medo do momento”, mas que após cessado ou modificado, as opiniões se alteram.

A finalidade é alertar os leitores que tome muito cuidado com as pesquisas, e evitem tomar decisões somente baseadas nessas informações, principalmente nos dias que estamos com algum sentimento negativo. Se alguém gritar pega ladrão, confirme; se bem que aqui no Brasil é mais provável que seja verdade, ainda mais se for político! Hahaha ...

Deixei por último a pesquisa feita para saber qual será o nível final da taxa de juros implementada pelo FED, ao final deste ciclo. Cerca de 55% dos respondentes acredita algo em torno de 2% a.a. - 3% a.a. Se vocês notarem, a probabilidade é maior para os níveis inferiores que superiores.

 
Agora, vejam a diferença entre a projeção do Goldman Sachs e do mercado, tanto em relação à taxa de curto prazo, bem como os juros de 10 anos. Em quem você aposta?


- David, você jogou a pergunta no ar! Qual a sua resposta?
Análise Técnica, é com ela que eu vou!

No post inacreditável, queria incialmente fazer uma correção no nível do stoploss, não que eu esteja alterando, porém me referi ao nível de 63.000 erroneamente como se pode verificar na tabela semanal de resultados O nível correto é de 62.000. Coincidentemente, hoje a bolsa se encontra no mesmo nível dessa última publicação, depois de atingido a mínima de 62.500.

- David, mais você não teria sido estopado no limite “errado”?
Boa observação, pode parecer que eu estou querendo dar uma de “Miguel”. Acontece que em nenhum dos dias o índice fechou abaixo de 63.000; é isso que vale.

No post mencionado acima, fiz as seguintes observações caso a bolsa não respeite meu stop: ...” não mudo meu viés de alta no médio prazo, porém teremos que observar novos intervalos para identificar eventuais reversões. O primeiro nível é por volta de 61.000, em seguida 58.800 e por último 56.300. Abaixo desse último, minha convicção de alta se altera significativamente” ...

 
Estaria tudo pronto para a bolsa retomar sua direção de alta. No gráfico abaixo, tracei o que estou esperando, uma correção terminada (zig zag). Mas, teremos que esperar, não posso eliminar nenhuma opção. Por enquanto, meus dados de longo prazo apontam para novas altas no futuro, mas no curto prazo está indefinido.


Acima do nível de 67.000 nós ganhamos mais alento, mas mesmo assim não solte rojões é preciso ultrapassar os 70.000, pois a correção pode ainda demorar mais tempo, e não ter terminado, como eu gostaria.

Confuso? Imagino que sim, fique então com as orientações de preços e deixa que o Mosca trabalhe para você.


O SP500 fechou a 2.358, com alta de 0,73%; o USDBRL a R$ 3,1385, com alta de 0,43%; o EURUSD a 1,0815, com queda de 0,45%; o ouro a US$ 1.251, com queda de 0,20%.
Fique ligado!

27 de março de 2017

Carne para o povo


Na última sexta-feira foram publicadas as contas cambias brasileiras. Como vem ocorrendo nos últimos meses a posição se encontra firme num nível bastante confortável. No mês, o déficit foi de US$ 935 milhões, quando comprado em 12 meses o mesmo atingiu US$ 22,8 bilhões (1,24% do PIB).

O maior destaque continua sendo a entrada de investimentos diretos cuja cifra atingiu US$ 5,3 bilhões, acumulado US$ 84,4 bilhões, o que demonstra o elevado interesse dos estrangeiros no Brasil.


O desempenho das três grandes contas foram:

Balança comercial: Um superávit recorde de US$ 4,4 bilhões, fruto de um aumento nas importações e exportações, mais intenso nesta última. A expectativa de uma safra agrícola recorde em 2017, aliada a uma recuperação esperada nos preços da commodities, vislumbram um saldo da ordem de US$ 60 bilhões para o corrente ano, segundo as projeções da Rosenberg.

O gráfico a seguir mostra a espetacular recuperação das contas comerciais brasileiras quando comparados a seus pares da América Latina


A reação recente dos países importadores de carne brasileira, suspendendo seus embarques até que exista uma explicação melhor da operação carne fraca, causou uma certa inquietação às empresas que participam desse segmento, e que possuem em sua grande maioria alguma acusação. Neste final de semana, a China anunciou a retirada de seu embargo já a partir de hoje. Uma razão muito importante na rapidez desse país, é resultado da grande dependência dos nossos produtos como se pode verificar a seguir.


Caso a China não tivesse agido prontamente, faltariam esses produtos em seu país. Seria praticamente impossível encontrar um outro fornecedor no curto prazo. Parece que a grande trapalhada da Polícia Federal, que deve ter confundido corrupção com má prática de produção, deve se normalizar em breve.

Conta de serviços: registrou despesas líquidas de US$ 2,4 bilhões no mês e US$ 32 bilhões em 12 meses. Um acréscimo marginal nas despesas de viagens internacionais para US$ 800 milhões e um pequeno decréscimo na conta de alugueis, colocam essa rubrica num patamar estacionado ao redor de US$ 32 bilhões.

Contas de rendas: As despesas líquidas atingiram US$ 3,1 bilhões (US$ 42 bilhões em 12 meses). Com remessas de lucros de US$ 2,5 bilhões, ainda permanecem em patamar baixo, em função da forte retração vivida no último ano.

O investimento em carteira apresenta um resultado dispare em relação ao que se poderia esperar. Com taxas de juros estratosféricas, observou-se uma saída de US$ 1,8 bilhão em títulos de renda fixa, que foi contraposto por uma entrada de US$ 800 milhões em ações e uma leve saída nos fundos de US$ 150 milhões, acarretando um saldo líquido de US$ 1,1 bilhão. Para mim é um mistério!


As reservas internacionais encontram-se estatísticas ao redor de US$ 375 bilhões, sendo o principal motivo da razoável estabilidade vivida nos momentos críticos em 2016. Agora, com diminutas posições em swaps cambias, é mais um fator de tranquilidade para o mercado. Outro destaque é o total da dívida externa brasileira, cujo estoque vem diminuindo, e se encontra a US$ 315 bilhões. Ou seja, o Brasil é liquidamente um credor internacional.

No post influência-do-passado, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” o euro busca romper a barreira de 1,0830, um nível que se ultrapassado deverá ativar várias ordens de stoploss, além de engajar novas ordens de compra da moeda única. Meu target inicial é ao redor de 1,095 – 1,10” ... E hoje isso acabou acontecendo de uma forma mais decisiva.

No gráfico a seguir, encontra-se uma visão de mais curto prazo, onde se encaixa o target traçado acima.


Ao se observar o gráfico de mais longo prazo outras hipóteses podem surgir, das quase destaco as duas mais importantes:

1)      Correção mais “enjoada” – Neste caso, depois de ultrapassar o nível de 1,10, o euro poderia se aventurar entre 1,11 a 1,15. Porém depois de atingir algum nível dentro desse intervalo, a moeda única efetuaria meia volta e rumaria para a paridade ou abaixo dela.


2)      Rumo ao Norte – Nas projeções de final de ano, e especificamente no post euro-uma-ideia-de-jerico, fiz as seguintes observações: ...” eu projeto que o euro vai reverter em algum momento, ou seja, voltara a subir. A moeda única se encontra em seu último estágio de queda, frisando que essa é uma afirmação com uma visão de longo prazo. Aviso aos navegantes, vamos comprar euro em algum momento, e ele vai subir bastante”...


Na verdade, não acredito que esse momento já chegou, a possibilidade mais provável e essa correção até 1,095 – 1,10.

- David, é por que coloca essas outras elucubrações?
Para que não se perca a ideia de longo prazo, principalmente em casos onde o movimento que predomina começa a se exaurir. Mas não precisa se preocupar pelo momento, mesmo que o cenário 2 seja o que está vigorando, ainda vai demorar muito tempo. Por enquanto ficamos com o nosso básico.

O SP500 fechou a 2.341, com queda de 0,10%; o USDBRL a R$ 3,1261, com queda de 0,60%; o EURUSD a 1,0861, com alta de 0,58%; e o ouro a US$ 1.253, com alta de 0,80%.
Fique ligado!

24 de março de 2017

"Je ne sais pas!"


Eu convivi com franceses ao meu redor por boa parte da minha vida profissional. Fiz diversas viagens a Paris em função do meu trabalho. Isso ocorreu durante os anos 80 e naquela época os parisienses em especial tratavam com desprezo os turistas. Eu falava muito mal francês e buscava minha comunicação através do inglês. Diversas vezes, ao indagar alguma questão na rua, fui hostilizado, “vous ne parlez pas français????”, em seguida, viravam as costas e iam embora. Mesmo que essas pessoas soubessem falar o inglês, recusavam-se a fazê-lo. Os tempos mudaram, assim como essa atitude mais hostil.

Numa determinada vez, me dirige a uma agencia de turismo para comprar uma passagem de trem. Ao chegar no guichê disse que queria um ticket para o período da tarde, ela imediatamente disse o valor e em seguida paguei o bilhete. Quando estava saindo, percebi que não havia nenhum horário marcado, voltei e perguntei que horas saia o trem. Ela me respondeu de forma grosseira, “não está vendo a lista? ”, apontando para o balcão. Em seguida, pedi para marcar num certo horário que me convinha e em seguida veio a resposta. “Agora, só na estação de trem”. Comecei a discutir, mas de nada adiantou; lá fui eu pegar o metro, e o pior, essa atendente estava no mesmo vagão que o meu, tive que ficar olhando para ela por algum tempo!

A eleição para Presidente na França acontecerá daqui um mês. As pesquisas de voto dão uma margem folgada para o candidato Macron. Marie Le Pen que já tem uma abreviação, MLP, não parece ter muita chance segundo essas estatísticas. Como demonstra a ilustração a seguir, o primeiro candidato já tem superioridade até no primeiro turno.


Na bolsa de apostas, o quadro se confirma: MLP possui uma probabilidade bastante baixa de 20%. Mas todos têm a lembrança dos dois últimos eventos, Brexit e Trump, onde as estatísticas erraram feio.


Ontem recebi um estudo minucioso elaborado pelo Goldman Sachs, analisando diversos aspectos dessa eleição. Não pretendo detalhar aqui, mas a conclusão é que se MLP ganhar as eleições, esse banco acredita numa queda dos mercados depois dos primeiros dias. Um provável controle de capitais e fechamento dos mercados, em função de uma regra denominada de controle de capital 2 e o receio sobre a sobrevivência do euro. Nessa situação, com eleições no primeiro trimestre de 2018, a Itália seria o próximo candidato natural a seguir o mesmo caminho.

Será que podemos confiar agora nas pesquisas, ou os franceses, como na situação que comentei, vão deixar para marcar seu voto na última hora? “Je ne sais pas! ”

Por outro lado, como venho comentando, hoje foi publicado o PMI da Europa. Com a marca de 56.8, muito próximo da melhor estatística desses últimos 6 anos. O emprego apontou uma marca acima de julho de 2007, tanto na indústria como nos serviços. A aceleração do crescimento, bem como a melhora em novos negócios, e aumento das contratações, sugere que um forte crescimento se pode esperar para o 2º trimestre.

 
Em função destes dados mais benignos, o mercado já começa a apostar num aumento dos juros pelo ECB ainda este ano. Abaixo a evolução dessa possibilidade. Só espero que o “Mini Mário” não invente, subindo de -0,25% a.a. para -0,15%!



No post moscacoin, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” parece que existe uma região magnética ao redor da cotação de R$ 3,11; quando o dólar tende a subir, uma força empurra-o para baixo, e quando tende a cair, uma força tende a fazer subir. Até a hora que uma força maior vai levar o dólar para fora dessa zona magnética. Parece que essa força é para baixo, ou seja, uma queda do dólar” ...

 
...“Os objetivos que tracei anteriormente para o dólar, caso a situação acima se materialize, passa a ser R$ 2,80/2,85. Poderia tentar novamente um trade na venda de dólar a R$ 3,10, mas o stoploss teria que ser fixado a R$ 3,18, o que resultaria um resultado salgado caso acontecesse. Fica a seu critério, mas eu vou esperar mais um pouco” .... Hoje pela manhã, resolvi ativar esse trade fazendo a venda a R$ 3,13; fica estabelecido um stoploss a R$ 3,20.

O motivo principal é a formação apresentada abaixo de uma sequência de 5 ondas completas (verde), o que indica que um movimento de baixa pode estar iniciando, além de uma formatação indicada em vermelho, que tem o formato de uma correção.



Quem acompanha Eliott Wave sabe que, quando uma sequência de 5 ondas é formada, a probabilidade de um movimento continuar nesse sentido é elevada. Essa é a principal razão dessa minha investida. Naturalmente, um acompanhamento em parâmetros de mais médio prazo também deve atender essa ideia, o que é o caso.


O SP500 fechou a 2,343, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,1073, com queda de 0,94%; o EURUSD a 1,0797, com alta de 0,11%; e o ouro a US$ 1.243, com queda de 0,32%.
Fique ligado!

23 de março de 2017

Missão quase impossível


Equilibrar a economia chinesa é uma tarefa muito complexa. Esse governo há mais de 20 anos decidiu que necessitava criar empregos para evitar uma revolução interna. Com uma população gigantesca, ou se enquadrava nos padrões mínimos do capitalismo, ou estaria fadada a ser uma economia obsoleta. Iniciou uma política de atrair indústrias estrangeiras através do baixo custo de mão de obra, e exportar a grande parte de sua produção. Com as divisas geradas acumulou um volume crescente de reservas e investiu pesadamente em infraestrutura.

Passados algumas décadas seu objetivo foi plenamente cumprido, torando-se a 2º maior economia do planeta. Mas em contrapartida criou uma série de desequilíbrios que deveriam ser corrigidos no tempo. Seus governantes sabem muito bem que não podem depender do crescimento infinito de suas exportações, principalmente quando o mundo se encontra numa situação tão frágil. Além disso, sabe bem que essa atitude eleva os riscos de políticas protecionistas, como a que Trump vem ameaçando recentemente. Para continuar em sua escalada de crescimento é necessário elevar o consumo interno, o que vem buscando fazer com pouco sucesso.

Muito sem tem comentado sobre a veracidade de seus dados publicados, com vários estudos apontando enormes distorções em relação aos dados oficias. O Gráfico abaixo aponta uma certa convergência recente. O PIB publicado estaria mais próximo do índice de atividade calculado por uma agência privada. Parece que a razão é mais por uma melhoria da economia que acabou coincidindo com o PIB publicado.


Uma outra forma de confirmar essa melhora se pode verificar nos últimos dados de exportações de Taiwan, cujo destino maior de seus produtos é a China. Um crescimento de 22% em termos anuais relembra os melhores dias.


Mas para conseguir esse crescimento espetacular suas empresas se endividaram de maneira perigosa. Crescendo em velocidade supersônica através de empréstimos é de se esperar que diversas indústrias caminham para bancarrota, bem como investimentos tornam-se sem valor como o caso de cidades inteiras abandonadas. Hoje existe excesso de capacidade nas indústrias pesadas e preços elevados em propriedades e outros ativos que elevam o risco de uma “quebra desorganizada” segundo a pesquisa publicada pela OECD.


A China tem sua moeda muito ligada a cotação do dólar americano, foi assim que promoveu seu desenvolvimento. No início houve uma desvalorização de 50% de sua moeda para colocar em prática seu plano. Passados vários anos, e mais especificamente a partir de 2005, deu início a uma valorização lenta que acumulou 35% até 2014. A partir daí, com o dólar se valorizando em relação as outras moedas, o yuan passou a se desvalorizar e hoje se encontra praticamente no meio do caminho – da valorização citada no período acima, a 6,90.


Por outro lado, o banco central Chinês está promovendo um aperto monetário. Isso se faz necessário para evitar uma desvalorização da sua moeda de forma desordenada, como alguns momentos vividos nos últimos anos. Desta forma a autoridade monetária tem adotado uma política de aperto desde o último outono do hemisfério norte, mas claramente, a elevação das taxas interbancárias recentes sugere que esse tom mais restritivo foi elevado.

Por esses e vários outros motivos o prêmio de liquidez, medido como a taxa acima dos níveis interbancários, para um segmento muito comum e denominado de Shadow Bank – mercado de crédito fora do sistema bancário, explodiu como se pode verificar a seguir.



 Uma economia do tamanho da chinesa já seria muito difícil estabelecer políticas econômicas num ambiente livre de competição. Com forte intervenção governamental fica muito mais difícil tomar medidas para dirigir a economia no caminho desejado. Agora parece ser um momento desses. As autoridades buscam liberalizar a economia, é bem verdade, no ritmo Chinês. Enquanto isso o mundo é obrigado a confiar que não será feito nenhuma barbeiragem que possa comprometer a saúde do sistema global.

No post atlanta-x-nova-york, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ... “O que acontecer dentro desse retângulo poderá esclarecer, se a alta de juros interrompeu por enquanto ou os objetivos acima ainda permanecem válidos. Quero ressaltar que minha visão de longo prazo não se altera pela dúvida levantada” ...



O movimento estendeu mais que o desejado se situando próximo de nosso stoploss a 2,40%. Várias hipóteses se abrem agora, inclusive a levantada no post acima de uma falha na última onda. Por enquanto é cedo para algo mais conclusivo e vamos ficar sem posição adicional até que se esclareça melhor, qual o cenário mais provável.
O gráfico acima espelha o movimento que considero mais provável até o momento. No primeiro caso (1) uma retração até o nível ao redor de 2,22% a.a. para em seguida iniciar uma nova tendência de alta, ou uma queda um pouco maior até 2,10 (2) para em seguida subir. Vale notar que, enquanto não formos stopados ainda vale os objetivos anteriores, embora achou pouco provável que isso aconteça.


Não vou deixar nenhum trade no momento pré-agendado, pois cálculo que os juros deverão permanecer nessa correção por algum tempo, e além do mais, não tenho elementos suficientes para colocar esse trade. Comentei diversas vezes que não se deve ter posições na maioria do tempo, algo como 70%, pois somente em 30% os movimentos sugerem operações com um bom risco retorno. 

O SP500 estava a 2.344 (*), com queda de 0,16%; o USDBRL a R$ 3,1367, com alta de 1,61%; o EURUSD a 1,0785, sem variação; e o ouro a US$ 1.247, com queda de 0,12%.
(*) as 16:45 hs.
Fique ligado!