2018: Vestibular Político

31 de dezembro de 2017

2017: O Ano do bitcoin


No último dia do ano, o Mosca tradicionalmente faz o seu balanço anual. O saldo final apresentou um ganho de 3,87%, um resultado fraco levando-se em consideração as oportunidades oferecidas. Isso foi consequência de dois fatores, primeiro a crença no início do ano que o dólar iria se fortalecer perante as outras moedas, e aqui estou me referindo ao “dólar-dólar”; segundo, e mais importante, o caso Joesley que ao ser revelado originou forte desvalorização dos ativos brasileiros. Esse último fator foi responsável pela maior queda nas posições individuais, representando uma diminuição no resultado final superior a 13%.

- David, se você não usasse stoploss não teria perdido nada! Os ativos de recuperaram depois de algum tempo.
Você está observando isoladamente essa situação, e o que teria acontecido com as outras em que fomos stopados, e os ativos continuaram a cair? O stoploss existe para evitar perdas incontroláveis, mas está sujeito a situações como essa. Não abro mão dessa ferramenta.


Nada chamou mais a atenção que os bitcoins em 2017, o ano de maior loucura especulativa. Cotada a U$970 no início, subiu até U$20.000 aproximadamente, uma valorização fantástica de 2.000%! Essa evolução foi pontuada por cinco quedas de no mínimo 30%, incluindo a de dezembro cuja depreciação chegou a 45%.

A febre que surgiu na primavera veio com muitas advertências: o CEO da JPMorgan, James Dimon, chamou o bitcoin de uma fraude, enquanto o Warren Buffett questionou se os governos deixariam continuar a especulação.

Mas os investidores ignoraram amplamente esses comentários, inflando as cotações do bitcoin e mercados relacionados.

Havia outros fatores importantes: o Japão introduziu novas regras em torno do comércio de bitcoin, dando-lhe status como uma rede de pagamentos. Nos Estados Unidos e em outros lugares, o crescimento dos pagamentos móveis tornou os consumidores mais curiosos sobre se o bitcoin fazia sentido para eles.

Na última semana de dezembro, tudo se inverteu rapidamente. Depois de chegar próximo de U$ 20.000, os preços caíram, negociando tão baixo quanto $ 10.830 em 22 de dezembro. Essa venda inundou todo o mercado, apagando algum fervor especulativo.

Um ano novo se inicia e não parece que será muito diferente para a bitcoin e as outras cryptocurrencies. Mesmo que essa bolha especulativa desinfle e os preços atinjam patamares entre U$ 2.000/ U$ 4.000, o assunto não deverá sair dos noticiários. Ou quem sabe, chegue a marca de U$ 50.000 ou quiçá U$ 100.000, afinal, em movimentos desse tipo, tudo é possível.


Feliz 2018! 

15 de dezembro de 2017

Trump: Surfando a onda da bolsa de valores


Se existe um indicador que é muito importante para os americanos é a bolsa de valores. Acostumados a acompanhar diariamente a evolução do mercado acionário, altas indicam bom humor. O motivo não é filantrópico, pois boa parcela de suas poupanças é investida nesse mercado, inclusive o fundo de aposentadoria.

Desde que Trump assumiu a presidência, arrumou um monte de confusão. Em contrapartida, a bolsa não parou de subir. Um fato inédito deverá acontecer em 2017, onde não haverá nenhum mês com retorno negativo (espero não secar até o dia 31/12!). E mesmo que sua popularidade esteja entre as mais baixas dos últimos presidentes pelo menos neste quesito os americanos estão felizes, logico que os mais ricos, estão mais felizes ainda!

Mas quanto do sucesso depende do Trump? 0,5 %! Hahaha .... Praticamente nada, a economia já estava dando sinais de recuperação antes de sua posse. Mas como em todo lugar do mundo, ele é que levanta a taça. Um pouco semelhante ao que aconteceu no primeiro mandato do presidente Lula, onde ele não fez nada na “jurídica”. Mas a situação global era tão favorável que ainda hoje tem gente que acredita, que num eventual governo em 2018 essa situação se repetiria. A esses que ainda acreditam, posso afirmar que estão enganados. Lula de novo seria um desastre, melhor não pagar para ver.

No post escrito no final do ano passado sp500-céu-azul, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” O SP500, ao romper a resistência de 2.200, abriu caminho para novas altas, conforme mencionei no post a-ilógica-financeira. O gráfico a seguir, com preços trimestrais, verifica-se claramente que após 2009 a bolsa está num canal de alta que nunca foi violado (linhas verdes). O próximo objetivo é 2.500 e se ultrapassado, irá rumo ao 2.950” ...



- Epa David, o gráfico não bate com suas previsões, o SP500 não deveria cair depois do primeiro ponto – 2.500?

Sim, você tem razão eu imaginava que haveria uma correção depois de atingir essa marca ...” Trabalho com o primeiro nível de 2.500 como o mais provável, depois disso uma correção mais importante deveria levar o SP500 a 2.150 ou até 1.950, para depois subir novamente rumo a novos recordes; mas isso é assunto para outros finais de ano” .... Hoje é o primeiro final de ano desses muitos.


A minha previsão baseava-se em duas evidencias que sugeriam uma boa chance de reverção nesse ponto: uma delas é a distância medida segundo a teoria de Elliot Wave; e a segunda à reta que tracei no gráfico, que segurou as cotações durante muitos anos. Mas não foi isso que aconteceu, como se pode verificar, nesse trimestre, o SP500 abandou aquela reta e segue agora em direção aos 2.900. Essa é a referência feita no ano anterior. No caso de a correção começar a partir de 2.900, poderá durar anos, e deveria levar o índice para 2.500 ou 2.200.

- David, e se acontecer de novo o mesmo que aconteceu em 2017, ou seja, o índice continuar a subir? Aonde vai parar, no céu? Hahaha ....
Boa pergunta, só para responder ao seu sarcasmo, aí vai a nova previsão 3.550.

Por isso, que não se pode aventurar na venda, não adianta ficar bravo porque está fora da festa e torcer para o índice cair. Minha sugestão, entre na festa e se divirta, mas fique perto da porta de saída. Por enquanto, esse é o mercado que eu acompanho com maiores evidencias de alta.

Em relação ao Ibovespa fiz os seguintes comentários: ...” acompanhando a alta de seu tio mais rico, o SP500, o Bovespa estaria num movimento de alta de mais longo prazo, o que poderia leva-lo a níveis de 80.000 e posteriormente 105.000, sendo esse último o mais provável” ...


Acredito que estamos no final deste caminho traçado acima. Nesse último trimestre, o Ibovespa resolveu dar uma parada – corrigida. Mas eu espero que em seguida caminhara aos níveis indicados acima. Para acompanhar esse raciocínio fica mais fácil analisar o trade que estamos envolvidos peru-no-forno: ...” anotei uma região de observação compreendida entre 69.000 – nosso stoploss - e 64.000. Nesse intervalo permanecermos sem posições, pois a correção poderia avançar nesse terreno, mas não é comum. Abaixo de 64.000, alguma coisa mais séria aconteceu, prefiro deixar para analisar caso ocorra” ...


Desde a última postagem, o mercado ficou num movimento contido entre 71.500 e 75.000, parecendo formar um triangulo.


Como podem notar, o nível aonde poderia acontecer essa reversão seriam 69.500 ou 67.000, depois disso voltaria a subir para buscar os níveis apontados na análise de longo prazo. Nosso stoploss vai ficar nos 69.000.

- David, e porque não 67.000 o stoploss?
Não seria o mais provável e quero limitar nossa aposta. Mesmo que isso aconteça, podemos entrar mais tarde novamente. Quero enfatizar que abaixo de 64.000, uma análise mais profunda é necessária. Mas como sempre, siga o Mosca diariamente para as atualizações.

Em relação as posições em aberto, continuam vigorando, e caso eu faça alguma alteração de rumo, o farei em post extra, como acontecessem em minhas férias.

 
Desejo aos meus leitores Boas Festas e Feliz 2018, o ano do Vestibular político.



O SP 500 fechou a 2.657, com alta de 0,90%; o USDBRL a R$ 3,2946, com baixa de 1,41% - uma nota, parece que o dólar está terminando sua correção. A queda pode estar acontecendo, conforme minha expectativa, fiquem alertas no R$ 3,20; o EURUSD a € 1,1752, com queda de 0,21%; e o ouro a U$ 1.255, com alta de 0,19%.


Fique ligado!

14 de dezembro de 2017

Inflação nos EUA: retorno ou inexistente?


Antes de começar a análise de hoje, gostaria de fazer alguns comentários sobre a reunião do FED realizada ontem. Como era largamente esperado, a autoridade monetária elevou a taxa de juros em 0,25% para 1,5% a.a.  Outro ponto em que o mercado estava interessado era saber se haveria alguma mudança nas projeções dos anos seguintes. O gráfico a seguir, denominado de FED Dot Plot, deixa claro que não há mudanças, para o próximo ano espera-se três aumentos de 0,25%, projetando uma taxa para o final do ano em 2,25% a.a.



A professora Yellen já está com tudo pronto para deixar o FED, e ontem foi sua última reunião. Como já foi divulgado, será substituída por Jerome Powell, que ainda será sabatinado pelos senadores. Segundo a opinião dos analistas, o novo chefe deverá ter uma postura semelhante a seu antecessor.

Ontem também foi publicado a inflação de novembro do CPI. Embora o índice subiu 0,4% no mês e 2,2% a.a., quando se exclui a gasolina e os alimentos “core” a alta foi de modestos 0,1% e 1,7% a.a. O motivo da alta no índice pleno foi resultado da elevação do preço da gasolina. Como o gráfico abaixo aponta, uma análise em várias janelas de 1 mês, 3 meses, 6 meses e anual aponta estabilidade nos preços em níveis abaixo do objetivo traçado pelo FED.


Como o assunto é monetário a análise hoje será dos juros de 10 anos. No ano passado eu tinha uma visão bastante altista dos juros, tudo indicava que as taxas estariam entrando num movimento de alta mais consistente. Não que isso não seja mais possível, pois o elemento técnico que levou a essa indicação continua válido.

No post inflação-revanche, fiz os seguintes comentários: ...” As flechas em vermelho mostram o que se denomina em análise técnica double key reversals, que, em linguagem dos “humanos”, significa um indicador de mudança de tendência - a baixa de juro. A flecha verde mostra o rompimento de pontos importantes de resistência. Isso faz com que o cenário de alta passa a ser o de maior probabilidade” ...


Logo a seguir o círculo aponta as oscilações trimestrais dos juros, que ficaram contido num intervalo bem estreito entre 2,0% a.a. e 2,6% a.a. Assim, pode ser que este ano foi um ano de preparativo da alta.


Do ponto de vista técnico o mercado não forneceu muita informação. Em função disso, mantenho o mesmo prognóstico do ano anterior: ...” eu teria os seguintes níveis a apontar: o primeiro, que eu só anotei porque faz parte do script, embora eu praticamente não utilize, é de 5% a.a.; o segundo, que indicaria uma correção "leve" 7% a.a. e o terceiro, mais provável, 8,5% a.a. Para dizer a verdade, teria que apontar também o de 10,5% a.a., mas achei que seria demais por hoje” ...

- David, Ah, Ah, Ah, vai repetir o erro?
Veja meu amigo, acho que você não leu em detalhes o trabalho do ano passado. Para rememorar veja minha frase ...” O mais provável é que todo esse movimento demore vários anos para acontecer” .... Se esse cenário de materializar nem sei se o Mosca ainda estará publicando, talvez meu sucessor vai verificar essas altas.

A previsão acima se refere a indicação (1) no gráfico acima. Mas pode ser que os juros fiquem mofando ao redor de 1,5% a 3% (2), não é meu cenário básico. Para analisar essa hipótese vou mencionar o trade que ainda está em curso.

No post quando-logica-não-prevalece, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” a resolução final está próxima, acredito que até o Natal no máximo, o mercado nos dirá se os juros estão mirando para 2,65% a.a. ou mais, ou se as forças que comandam a queda, empurram os juros na busca de novas mínimas” ...


Pela sétima vez os juros tentar romper a marca de 2,42%, sendo essa última, nesta semana, antes da reunião do FED. Ontem o mercado se decepcionou um pouco com o resultado do FED, ocasionando uma queda até 2,35%. Usando aquela famosa ditada “ água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, tecnicamente os juros estariam prontos para subir. E caso esse nível romper, será de forma forte.

Para completar, e como não poderia deixar de ser, se os juros caírem abaixo de 2,15% e principalmente 2%, o cenário (2) de longo prazo ganha força. Como sempre, acompanhem o Mosca para as atualizações.

O SP500 fechou a 2.652, com queda de 0,40%; o USDBRL a R$ 3,3416, com alta de 0,96%; o EURUSD a € 1,1787, com queda de 0,31%; e o ouro a U$ 1.252, com queda de 0,19%.


Fique ligado!

13 de dezembro de 2017

O ouro perde o brilho


Antes do bitcoin ser a coqueluche do momento, o ouro era considerado o porto seguro. Não que não seja mais, afinal tem uma tradição milenar, mas as cryptocurrencies passaram a chamar toda a atenção. Durante 2017 comentei diversas vezes sobre essa nova tendência e tenho o meu veredito sobre o assunto: Trata-se de uma bolha, a maior da história.

Toda essa frenesia vem da Ásia, onde a Coreia do Sul ganha destaque. Naquele país a abertura de uma conta tem ágio que varia de 15% a 25%, e vários casos foram reportados de pessoas vendendo seus ativos para dar uma “especuladinha” nesse mercado. Agora o bitcoin está cotado a U$ 16.700. Esse preço não é garantia de nada, com uma volatilidade superior a 100%, tudo é possível.

No post de 2019 farei uma comparação com as cotações de hoje, e não tenho a menor ideia de quanto poderá estar valendo: entre U$ 100.000 a U$ 15,00! Como costumo dizer, Let´s the market speak!

No post o-ouro-vai-virar-pó, tinha uma visão que em algum momento o metal passaria a subir, minha dúvida é se seria a partir do nível de U$ 1.100 ou U$ 900 ...” se encontra muito próximo a US$ 1.100 ... ...” já a segunda marca à US$ 900, deveria conter a queda. Do pico atingido, é aproximadamente 50% de retração, um descontão! Aí, vamos tomar coragem e comprar” ...


O ano de 2017 deu uma falsa esperança para quem acreditava que o momento do ouro tinha chegado. Me recordo ter trocado diversas provocações com um leitor com visão altista. Em termos de trade foram somente dois durante o ano, um na compra e outro na venda, ambos malsucedidos. Essa é a famosa situação que meu ex-sócio da Linear dizia: “ o mercado está tão ruim que os comprados e vendidos perdem dinheiro”.

Acredito que 2018 não deverá ser muito diferente, pelo menos no cenário que considero mais provável. Veja a seguir minhas hipóteses.


O intervalo entre U$ 1.050 e U$ 1.400 são delimitadores. O que quero dizer com isso é que, precisam ser rompidos para que uma nova sequência seja estabelecida. No meu cenário predileto (1), o ouro incialmente romperia a parte inferior para atingir uma nova mínima ao redor de U$ 900, para só depois voltar a subir - um pouco parecido com o do ano anterior. Nessa situação não sei dizer se acontece em 2018 ou mais à frente. Quero ressaltar que é possível o rompimento inferior não acontecer, por exemplo, parando próximo de U$ 1.050, começando a alta a partir daí.

Um cenário alternativo contemplaria uma queda limitada - podendo ser a mencionada acima - para em seguida, o ouro romper o limite superior (2). Para os céticos no metal queria lembrar que ainda existem muitos simpatizantes que acreditam ser esse ativo, um porto seguro. Basta a inflação subir mais que o FED ou ECB preveem ou um fiasco no bitcoin, para agregar novos adeptos.

No curto prazo mantemos uma posição vendida no ouro iniciada no post,  onde fiz os seguintes comentários: ...” Vou propor um trade de venda ao nível atual de U$ 1.255 com stoploss a U$ 1.275. Como apontei na figura abaixo tenho dois objetivos o primeiro a U$ 1.200 e o segundo a U$ 1.120” ...


- David, mas essa queda não poderia levar o ouro até U$ 900 como é seu cenário predileto?
Meu amigo, primeiro que os níveis expostos nesse post são de longo prazo, e devem ter uma maturação longa, o que nem sempre é o objetivo do trade proposto; depois quando você vai a “pescaria” sempre pense no peixe pequeno que quer pescar, se vier um grande ótimo! Hahaha ...

O SP500 fechou a 2.663, sem variação; o USDBRL a R$ 3,3108, com alta de 0,13%; o EURUSD a € 1,1824, com alta de 0,71%; e o ouro a U$ 1.255, com alta de 0,96%.


Fique ligado!

12 de dezembro de 2017

Euro: Caminho incerto


No post do final de ano critiquei à política monetária adotada pelo ECB, por causa do extenso período que se encontra com juros negativos, além da maciça injeção de liquidez. Neste ano que se encerra, o Continente Europeu caminha para sair da estagnação. A única exceção é a Alemanha que muito pouco sofreu do ponto de vista econômico, porém, politicamente foi pressionada a aceitar as condições impostas pelo banco central europeu, pois claramente não desejava entrar no experimento adotado de política monetária.

Do ponto de vista político foi um ano bastante agitado, primeiro o choque do Brexit, algo que não era esperado pela maioria do mercado, depois a eleição bem-sucedida na França que elegeu um desconhecido sem viés radical. Já na Espanha, os Catalães realizaram um plebiscito para se separar da Espanha. Como disse Tony Blair no evento do JP Morgan, “ não esperem que a situação na Europa tenha se normalizado, ainda continua muito dividida com posições radicais de ambos os lados”.

Com tudo isso acontecendo, um fundamentalista esperaria queda da moeda única, afinal aparentemente tudo indicava nesse sentido. Mas não foi o que aconteceu, o euro subiu 14%! O Mosca havia alertado no final de 2016 para essa possibilidade ...” A moeda única se encontra em seu último estágio de queda, frisando que essa é uma afirmação com uma visão de longo prazo. Aviso aos navegantes, vamos comprar euro em algum momento, e ele vai subir bastante” .... Considero esse call corajoso naquele momento, se vocês lembrarem o mercado inteiro acreditava numa alta do dólar.

Porém houve uma falha de curto prazo, pois eu acreditava que ainda restava uma última queda, que levaria o euro a paridade, o que acabou não acontecendo. Veja a figura a seguir.


Embora meu objetivo fosse a paridade, como analista técnico sou obrigado a fornecer outros objetivos, caso o ativo em análise continua em sua trajetória. Essa é a razão para os pontos em rosa.

Depois de ser stopado numa posição vendida no início do ano, comecei a desconfiar que o objetivo da paridade não seria alcançado, assim, busquei me posicionar com intenção de alta.

No curto prazo, o post desemprego-com-em-tempo-de-guerra, apresento os possíveis cenários para o euro. Estamos com uma posição comprada cujo o stoploss está bem próximo de ser executado. Porém, mesmo que isso aconteça, ainda espero uma nova alta superando a máxima atingida esse ano de 1,2080. O gráfico abaixo apresenta essas possibilidades que podem acontecer depois de que até € 1,17, ou € 1,15, ou € 1,13.


E o que poderá acontecer com o euro em 2018? O Mosca trabalha com uma alta de pelo menos € 1,28. Entretanto, daí em diante, paira uma grande dúvida. O gráfico a seguir aponta para um pivô nesse nível na parte superior do triângulo.


Em diversas ocasiões no passado, ao tentar romper essa linha, o mercado retrocedeu. Em algum momento esse triangulo será rompido, o que não sabemos se será desta vez (1). Em todo caso, se isso acontecer, o euro poderá atingir € 1,40 ou até acima disso, vai depender da forma como ocorre esse rompimento. Olhando pelo o lado fundamental, isso parece só ser possível se Mario Draghi for sumariamente despedido do ECB, onde um burocrata do Bundesbak alemão tomaria as rédeas.

Mas se a linha for respeitada e ao atingir a marca de € 1,28 o euro dá meia volta (2), o nível de € 1,10 parece que será revisitado. Depois disso, dá mesma forma que mencionei acima, o encontro com a linha do triângulo inferior é importante. O dilema do rompimento passaria a ser o mesmo. Como isso está distante, recomendo que os leitores acompanhem as publicações diárias.

- David, mas o que você acha mais provável acontecer no pivô?
Não tenho uma preferência no momento, vai depender da forma como o euro chega lá. Se for “direto, sem escalas” como estou apostando atualmente, as chances de romper se eleva. Se por outro lado, o euro chega até lá com “sobes e desces”, acredito que ficará mais difícil o rompimento.

Mas esse assunto não deve preocupar os leitores, por enquanto o euro é para cima, só dependendo de que ponto começa (ou já começou!), a alta.

- Então não considera sob nenhuma hipótese que o euro possa cair antes de atingir o nível de € 1,28?
Sempre existe essa hipótese. Eu diria que abaixo de € 1,13 essa possibilidade ganha força, e caso a moeda única rompe o triangulo inferior (~ € 1,05), o cenário que eu havia traçado para o ano em curso entra em voga. Mas por enquanto isso é só uma especulação. 

O SP500 fechou a 2.664, com alta de 0,15%; o USDBRL a R$ 3,3064, sem variação; o EURUSD a € 1,1740, com alta de 0,24%; e o ouro a U$ 1.243, sem variação.


Fique ligado!

11 de dezembro de 2017

Real: Sob tensão

No post de ontem tratei do tema para o próximo ano 2018: Vestibular político. Fiz um breve relato dos principais candidatos que revelaram sua intenção em participar das eleições para presidente. Olhando de hoje, e considerando as pesquisas existentes, as perspectivas não são muito promissoras. Também observei as mudanças no campo eleitoral em função da mídia digital.

Os mercados consideram essa indecisão de forma distinta: a bolsa de valores, já faz alguns meses, que se encontra estagnada dentro de um intervalo entre 72.000 e 78.000; o câmbio da mesma forma entre R$ 3,10 – R$ 3,30; e no mercado de títulos, os juros projetados subiram mesmo havendo quedas da taxa SELIC. A maior distorção se encontra nos títulos pré-fixados, as LTNs. Só como exemplo, as taxas embutidas nesses títulos consideram uma elevação da SELIC em 200 pontos para 2018 e depois disso uma média de 11,5% a.a. Recomendo investimento nesse papel, pois existe risco, mais existe muito retorno!

Porém, do ponto de vista técnico, o que podemos esperar para o dólar em 2018? Meu cenário básico é de uma queda das cotações até o nível de R$ 2,90 – R$ 2,80 e depois um movimento de alta que levaria o real até R$ 3,55 – R$ 3,75.


- Só isso David, jogou os números sem mais delongas?
Pois é meu amigo, você já sabe como eu não gosto de fazer previsões anuais, mas tenho que me adaptar a concorrência! Ao analisar minhas previsões do ano anterior o cenário base acabou não acontecendo, vejamos a seguir o que eu havia sugerido:

... “In god we trust” – Este é o cenário que eu acredito mais provável ...” venho frisando que é necessário o dólar ultrapassar a barreira dos R$ 3,65 e depois R$ 3,75; antes disso ainda é incerto” ... ...” No post não-arrisque-ficar-rico-pela-segunda-vez comentei: ... “O objetivo será entre R$ 3,60 – R$ 3,75 a ser definido melhor mais à frente. Caso o que estou esperando aconteça, ficarei bastante confiante numa alta mais consistente do dólar no longo prazo. Posso adiantar que o nível de R$ 4,25 será testado novamente, seria uma alta expressiva superior a 25%! ” ...

... “Zen” – Nesta situação o dólar ainda permaneceria “zen” por mais um tempo e poderia atingir o nível de R$ 2,80, para em seguida iniciar seu movimento de alta para níveis maiores R$ 4,50 e R$ 5,50” ... ...” como em toda avaliação técnica, é importante identificar o nível onde a análise está errada e, neste caso, seria R$ 2,50” ...

O que acabou acontecendo foi a predominância do cenário “Zen”, que não era o meu favorito. Do ponto de vista técnico realizei alguns ajustes em função do movimento observado em 2017.

São necessárias algumas observações adicionais à previsão exposta acima. No caso de o dólar continuar caindo, o próximo nível seria de R$ 2,60, onde obrigatoriamente deveria reverter a queda. Caso isso não aconteça, e principalmente se o patamar de R$ 2,50 for rompido, vou ter que refazer minha análise.

Do outro lado, como frisei no último post bitcoin-piramide-digital, o dólar estaria dentro de uma mini correção de alta para em seguida voltaria a cair.

 

Existe uma possibilidade de a queda para R$ 2,90 não acontecer e já estarmos vivendo o cenário de alta do dólar. Isso ficara mais evidente caso ultrapasse o nível de R$ 3,50. Os objetivos nesse caso apontariam para as projeções do início deste trabalho – R$ 3,55/R$ 3,75.

Acredito que buscar todas as possibilidades não seria de grande utilidade aos leitores além de confundir. Só gostaria de deixar registrado que caso o dólar ultrapasse o nível de R$ 3,75, a opção do ano anterior “In God weTrust” poderá voltar à tona. Ouvi Lula na plateia? Hahaha ...

Bem, agora que eu já combinei tudo com o Bolsonaro, ou quem estiver na frente nas pesquisas, sugiro acompanhar o Mosca para os futuros trades. Detalhe, com o Lula não combino nada! Hahaha ....  

O SP500 fechou a 2.659, com alta de 0,32%; o USDBRL a R$ 3,3047, com alta de 0,39%; o EURUSD a 1,1768, sem alteração; e o ouro a U$ 1.241, com baixa de 0,48%.


Fique ligado!

10 de dezembro de 2017

2018: o ano do Vestibular político


Existe uma grande indefinição sobre quem será eleito presidente do Brasil em 2018. Esse foi o recado que deduzi depois de participar do Brazil Opportunities Conference, organizada pelo JP Morgan, na semana passada.

2018 será a primeira eleição onde o efeito da mídia digital terá sua influencia integral. Os especialistas revelaram estatísticas impressionantes das quais destaco: Nas últimas eleições 1/3 dos eleitores escolheram seu candidato no dia da eleição; hoje em dia é possível criar 2.500 mensagens diferentes que são enviadas aos eleitores de forma eletrônica, contendo a mensagem que cada grupo deseja encontrar em seu candidato; as pesquisas de opinião hoje em dia são de pouca valia, em função da volatilidade dos eleitores na sua escolha. Se um candidato está subindo e outro caindo, mesmo que o primeiro esteja à frente nas pesquisas, e possível que o outro ganhe.

A menos de um ano de conhecermos o novo presidente, os candidatos que já se alistaram deixam dúvidas se o Brasil dará um passo para o futuro. Depois de três anos assistindo quase diariamente relatos de empresários e políticos sobre a corrupção que reina no país, isso já deveria ser suficiente para eliminar um sem numero desses pretendentes, mas infelizmente não é isso que está acontecendo.

Dentre os candidatos o mais berrante é o caso do Lula. Como pode ter 30% de preferência? Será que esses eleitores não tem o mínimo de julgamento? Mesmo para quem é petista e está optando pelo Lula, não deveria ter vergonha! Um psicopata que manipula as informações de tal forma, que passa ser difícil entender como alguém pode acreditar em uma só palavra sua. Espero que esses números se mostrem errados mais a frente, e/ou que ele seja condenado pelos seus crimes na segunda instância. Se ele ganhar, já sabe, o Mosca vai publicar de outro pais, não aguentaria vê-lo na TV, dizendo que não tem magoa dos que o atacaram e que vai fazer um governo para todos os brasileiros. Mentira! A sua raiva fará com que persiga esse grupo.

Em seguida surge Bolsonaro, um ex-capitão do exercito que promete colocar ordem no galinheiro. Seu passado é cheio de atitudes autoritárias, essa característica o faz ser rejeitado por parte da população. Mas 57% dos eleitores brasileiros querem mudança, e para esses Bolsonaro é o que sobrou. Na conferencia do JP, os especialistas em big data dizem que ele é um caso impressionante. Com  40 milhões de visualizações diárias, um crescimento expressivos de novos seguidores, o colocam quase certamente no segundo turno. Se não surgir um outsider é bem provável que será eleito.

Agora no meu entender,  é uma piada o candidato do PSDB. Realmente acho que a cúpula quer enterrar de vez o partido. Geraldo Alkmin terá uma votação menor que 10%, um fiasco! Não se esqueçam das informações acima, se Lula e Bolsonaro estiverem liderando a corrida presidencial uma boa parte dos eleitores de Alkmin migrarão para esse último.

Além de presidente, as próximas eleições serão bastante completas, com a escolha de governadores, deputados e senadores. Boa parte do Congresso e Senado será trocada. Um presidente sozinho tem poderes limitados de gestão, pois grandes mudanças necessitam de aprovação das duas casas.

Ao final do próximo ano saberemos se passamos no vestibular político, ou o Brasil continuará com uma classe política semelhante a atual, onde os interesses pessoais ultrapassam o interesse nacional. Não sou ingênuo em acreditar que será uma mudança radical, mas espero que o pendulo mude de direção, pois caso contrário, teremos mais um período de estagnação a mercê de um crescimento extremo para não naufragar.

Para ser aprovado numa boa Universidade é necessário competência, e nesse caso honestidade. Assim, será que o novo presidente será aprovado na USP, Anhanguera ou voltará ao cursinho ao ser reprovado em todas as faculdades?

Fique ligado


8 de dezembro de 2017

Quando a lógica não prevalece


Durante as últimas décadas criou-se uma ideia no mercado que, quando o diferencial de juros entre dois países é elevado, a moeda daquele com maior juro tende a se valorizar em relação ao outro. Naturalmente esse raciocínio é mais efetivo em países desenvolvidos, o G-10. Com o passar do tempo, moedas de países emergentes também ganharam esse status, só não sendo valido quando a sua balança de pagamentos apresentava déficits crescentes.

Desde o ano passado, o FED começou sua política de ajuste dos juros enquanto o ECB permanece com taxas negativas. O diferencial entre eles vem subindo conforme se pode verificar a seguir.


Seria de se esperar que o dólar se valorizasse em relação ao euro. No post publicado essa semana o-fiasco-do-dólar, mostrei que aconteceu exatamente ao contrário, o dólar caiu 9% esse ano em relação ao euro. Esse fato tem deixado parte dos analistas perplexos, onde está lógica prevaleceu por tantos anos.

O Mosca não se preocupa com esses motivos, se baseia nos gráficos. Outro dia, fui indagado por um leitor se eu não levava em consideração os fundamentos. Claro que levo, boa parte do meu dia passo pesquisando e lendo relatórios diversos. A diferença é que não monto, nem sugiro, nenhuma operação só porque os fundamentos aconselham. Quando esse é o caso – evidência nos fundamentos, faço uma análise dos gráficos e se esses apontam na mesma direção, ótimo, caso contrário, não faço nada.

Em relação ao euro, acredito que existem diversos motivos para essa anomalia, primeiro que só os garçons do Boulevard Saint German não estavam vendidos no euro, afinal esse era o lógico a fazer.

Mas durante o ano de 2017, a Europa começou a melhorar muito mais que o esperado, vejam a seguir o crescimento surpreendendo a cada novo dado.



Depois de uma longa história atuante em mercados cambias, aprendi que o que vale nesse mercado é o fluxo. Com a intervenção dos bancos centrais ao redor do planeta, e considerando que seus critérios de alocação são muito distintos ao dos investidores, presencie diversas vezes situações similares a descrita acima.

No caso específico, mesmo com juros negativos, vem ocorrendo uma migração de investimentos da bolsa americana para a europeia, função dos preços mais convidativos desse último em termos de valor.

Também não quero advogar contra esse argumento pois ele é importante também. Assim, se o FED continuar subindo os juros como prometido em suas minutas e o ECB continuar sua teimosia mantendo os juros negativos, isso poderá ter efeito na taxa cambial. Mas não é o que indica os gráficos, por enquanto o euro é para cima. Será que o ECB vai jogar a toalha? Não sei, só sei os que os gráficos me dizem!

Os dados de desemprego saíram um pouco melhores que o esperado com a criação de 228 mil vagas. A taxa de desemprego manteve-se em 4,1%. O que surpreendentemente continua baixo são os salários, que cresceram meros 0,2%, acarretando numa taxa anual de 2,5%.

Já aqui no Brasil, foi publicado o IPCA de novembro que ficou em 0,28%. Na comparação anual subiu levemente para 2,8%. Os alimentos ainda permanecem como um dos principais elementos de pressão para baixo, engatando na sua sétima deflação consecutiva. Daqui a pouco a comida vai ficar literalmente de graça! Hahaha ....

Faltando apenas um mês para o termino do ano, é bem provável que a inflação anual feche em 2,8%, segundo a Rosenberg. O nosso Presidente do banco central, Ilan Goldfajn pode começar a preparar seu Power Point para explicar ao Senado porque a inflação ficou abaixo do limite inferior da banda. Como medida prática, aumenta a chance da taxa SELIC estender a queda para 6,5% a.a., que mesmo assim, representa um juro real ex post elevado de 3,8%a.a.


Agora sabemos quem anda puxando as cotações do bitcoin, veja a foto ao lado. King Jong-um deve estar aplicando suas esparsas reservas para provocar Trump. É provável que o FED esteja preocupado com a evolução meteórica das cotações. Conhecendo a personalidade do presidente americano, aliado ao fato que na próxima semana se inicia a negociação no mercado futuro, não me surpreenderá ver o presidente americano sorrindo numa outra foto com as cotações caindo, resultado da venda a descoberto dessa cryptocurrency! Hahaha ...


No post 2018-esta-chegando, fiz os seguintes comentários do juro de 10 anos: ...” como apontei, a resolução final está próxima, acredito que até o Natal no máximo, o mercado nos dirá se os juros estão mirando para 2,65% a.a. ou mais, ou se as forças que comandam a queda, conforme descrevi no post riscos-frente, empurram os juros na busca de novas mínimas. É verdade que nessa última hipótese, muita agua vai rolar antes que isso aconteça” ...

Não preciso nem repetir o gráfico postado anteriormente. Como podem notar a seguir, os juros se mantem contidos dentro de um pequeno triangulo.


Acredito que meu timing está bom, até o Natal essa batalha será resolvida. Rompimentos de triangulo são fortes, é como se o mercado ficasse contido por um tempo num intervalo, pela divisão de opiniões. Quando um dos lados vence, o outro sai correndo zerando suas posições. Como é de se esperar, triângulos tendem a romper no sentido do movimento anterior que nesse caso é para cima.



O SP500 fechou a 2.651, com alta de 0,55%; o USDBRL a R$ 3,2918, sem variação; o EURUSD a 1,1764, sem variação; o ouro a U$ 1.247, com alta de 0,11%.

Fique ligado!

7 de dezembro de 2017

BCB: Fechado para balanço


Ontem o banco central brasileiro baixou a taxa SELIC em 0,50% situando-se agora a 7% a.a. Esse movimento era largamente esperado não causando nenhum impacto maior. O que o mercado buscava nas minutas publicadas após a reunião, era saber se ainda existem mais quedas a frente. O que se pode inferir com certeza das minutas é que se houverem novas quedas serão menores que 0,50%, o que sugere pelo menos mais um corte em fevereiro de 0,25%.


O gráfico acima não deixa dúvida sobre o que representa uma política econômica desastrosa contra uma outra coerente. É impressionante a inclinação da alta dos juros que ocorreu entre o final de 2012 até 2015. Naturalmente, a queda observada no período que antecedeu a esse período foi artificial, a Dilma mandou baixar os juros por que ela queria.

Mas agora se encontram sob comando de profissionais competentes e um governo que mantem atitudes corretas do ponto de vista econômico. O que acontecerá depois de 2018 pouco gente sabe, esse será o tema do Mosca para 2018.

Um fator que permite uma certa tranquilidade ao banco central e a elevada capacidade ociosa mediada pelo output gap – esse resultado indica que a economia poderá crescer sem gerar pressão inflacionária.


A ilustração a seguir é bastante sugestiva, indica o grau de endividamento das pessoas em diversos países. Nos quadros superiores encontra-se na sua maioria países desenvolvidos, enquanto na parte inferior países em desenvolvimento ou emergentes como são normalmente chamados. Esses últimos com níveis de endividamento muito inferiores aos primeiros. Essa diferença é causada por vários motivos onde se pode elencar o baixo grau de penetração do sistema bancário, baixa renda e no caso brasileiro elevada taxa de juros.


Eu vislumbro um cenário, pelo menos até as eleições, com uma inflação controlada e baixa entre 3% - 4% a.a. Acredito que estou sendo conservador. Esse baixo nível de endividamento agregado a uma melhora nos níveis de desemprego deverá impulsionar nossa economia sensivelmente daqui em diante. Um novo boom de crédito poderá estar por acontecer em breve. Esse efeito terá impacto sobre as eleições, mas esse é um assunto para próxima semana.

Ontem foi publicado o dado de emprego pelo ADP, e numa das únicas vezes que me recordo onde o previsto foi igual ao realizado. Isso não indica nada, mas é estranho, pois sempre existe divergência. Foram criadas 195 mil vagas onde uma boa parte – 40 mil - foram no setor de manufatura, setor que vem perdendo vagas há vários anos. Amanhã será publicado o resultado oficial cuja projeção média é da criação de 190 mil vagas.


Depois de um bom tempo sem analisar ouro, parece que surgiu uma oportunidade. No post deficit-hdl, fiz os seguintes comentários: ...” comentei sobre uma configuração denominada de megafone, que aparece também no metal – veja a seguir em preto” ... ...” o ouro está no meio do megafone, ficando aberta qualquer direção. Tenho uma leve preferência no sentido de queda, mas nada suficiente para sugerir um trade” ...


...” até calculei que poderia ter um trade de venda com um fechamento abaixo de U$ 1.265, onde o stoploss ficaria em U$ 1.310, um risco de 3,5% para um ganho potencial de 4,5%, não é mal. Mas acredito que o movimento não será numa linha reta e numa dessas voltadas o stoploss pode ser acionado. Mas não achou mal, desde que, rompa o nível de U$ 1.265” ... pois bem, na terça-feira esse nível foi rompido depois de passar quase 30 dias num movimento errático.


Vou propor um trade de venda ao nível atual de U$ 1.255 com stoploss a U$ 1.275. Como apontei na figura acima tenho dois objetivos o primeiro a U$ 1.200 e o segundo a U$ 1.120.

Os compromissos da semana passada acabaram afetando minha programação, onde dei mais atenção aos mercados em que possuímos posições. Mas também não foi uma perda tão grande nesse caso, talvez tivesse sugerido o trade de venda a U$ 1.265, vou ficar devendo esses U$ 10 aos leitores! Hahaha ....

O SP500 fechou a 2.636, com alta de 0,29%; o USDBRL a R$ 3,2901, com alta de 1,68%; o EURUSD a € 1,1771, com queda de 0,19%; e o ouro a U$ 1.246, com queda de 1,34%.


Fique ligado!

6 de dezembro de 2017

O Fiasco do dólar


Já preparando o terreno para o próximo ano, hoje vou comentar sobre o fiasco que os analistas cometeram ao projetar o futuro do dólar para 2017. Era consenso generalizado que o dólar só poderia subir depois da eleição do presidente Trump. Tudo indicava nesse sentido. Com o Mosca não foi diferente, no post euro-uma-ideia-de-jerico, projetava que a moeda única caísse pelo menos até a paridade. Naquele momento as cotações se encontravam a € 1,0450.

Sim, o Mosca também errou, mas com uma diferença muitíssimo importante, frisei que a moeda única estava próxima a mudar de rumo e começar a subir: ...” não sei se perceberam, mais eu projeto que o euro vai reverter em algum momento, ou seja, voltara a subir. A moeda única se encontra em seu último estágio de queda, frisando que essa é uma afirmação com uma visão de longo prazo. Aviso aos navegantes, vamos comprar euro em algum momento, e ele vai subir bastante” ...

O euro acabou não tocando o nível esperado, porém chegou bastante próximo, sendo que a mínima atingiu € 1,0339 no dia 06/01, no início do ano. Assim, quem não se adaptou rapidamente deve ter perdido um bom dinheiro.

O dólar caiu mais de 9% no acumulado do ano, e contra uma ampla cesta de moedas caiu mais de 10%. Como Garfield Reynolds da Bloomberg adverte, o pior ano do dólar desde 2003 está prestes a ficar "ainda mais sombrio em 2018” .... Será? Esse pessoal erra muito!


Os dados do CFTC – bolsa de mercadorias, mostravam que os investidores começaram a diminuir suas posições em dólares, no início do ano. Porém, somente em junho, resolveram apostar contra a moeda americana.  .


A alta do dólar no final de 2016 foi construída em torno do crescimento acelerado dos EUA e crença de que o FED lideraria o mundo desenvolvido no aperto da política monetária. O crescimento dos EUA ainda é forte, e o FED está subindo os juros, mas o resto do mundo está se recuperando e há dúvida se os EUA podem lidar se houver altas significativas do dólar.

O achatamento da curva de juros - com rendimentos de referência de 10 anos totalmente vinculados - é outro voto de falta de confiança da moeda americana. Espera-se ver novas fugas para o EUR e JPY, já que os respectivos bancos centrais são forçados a reduzir o estímulo, graças ao crescimento crescente da Europa, e à exaustão das políticas no Japão. O gráfico a seguir mostra uma elevada correlação entre a diferença de juros dos títulos de 10 anos contra o de 2 anos e o dólar index – DXY.


Desta vez, há doze meses, os mercados estavam se preparando para o "Ano do dólar". Isso acabou mal, mas o ano seguinte poderá ser ainda mais sombrio agora que seus fãs o abandonaram, na opinião da Bloomberg. Para o Mosca aguardem a próxima semana.

No ´post china-menos-ótimo, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” Os outros dois pontos marcados no gráfico em azul são níveis potencialmente importantes para um eventual topo. Ainda continuo com um viés positivo, pois caso contrário liquidaria toda a posição, mas considero que o mercado está ficando perigoso...”


Como podem verificar a seguir, o primeiro ponto a 2.600 o mercado passou sem problemas, agora o segundo a 2.650 parece merecer um certo cuidado.


Nesses últimos dias as cotações tiveram um comportamento no mínimo diferente do que vinha acontecendo. Na última sexta-feira ocorreu uma oscilação “grande” para os padrões de hoje, na segunda atingiu novo recorde durante o dia para em seguida terminar em baixa. Isso parece pouco, mas para quem espera uma reversão a qualquer momento todo cuidado é pouco.

Por outro lado, não estou dando uma recomendação de venda como gostaria alguns dos meus leitores, cansados de observar a bolsa subir contra sua crença. Vivem me perguntando “ não está na hora de comprar uma opção de venda? ”. Eu venho rechaçando essa ideia desde quando o índice estava por volta dos dois mil e poucos pontos. Querem acertar no bumbum da mosca!

Honestamente não tenho esta pretensão nem acredito que teria alguma utilidade financeira importante, é mais para poder dizer que acertou exatamente na virada. Enfatizo que satisfazer o ego normalmente dá mais prejuízo que lucro!

Voltando a análise do SP500, não tenho nada diferente a acrescentar a exceção de atualizar o stoploss para 2.590, da pequena posição remanescente. Se formos estopados tudo bem, realizaremos um lucro. Se a bolsa continuar a subir temos uns trocados em jogo, onde o próximo nível de observação seria ao redor de 2.700. Mas nem pensar em ficar vendido, não por enquanto. Para esses leitores quem estão “raivosos” com a bolsa, peço um pouco mais de paciência.

- David, o que significa a bola com números dentro que você aponta no gráfico acima? Um sorteio da Loto? Hahahaha ....
Esse meu amigo ultimamente está me esculachando, conquistou muita liberdade! Eu quis enfatizar que o nível de 2.650 pode ser um mega ponto de reversão. Quando eu marcar muitos “5” em cores diferentes, significa que minha contagem, usando Elliot Wave, pode estar chegando a um nível importante. Quanto mais “5s”, mais importante e perigoso. Se estivesse querendo acertar o bumbum da mosca esse seria um candidato, como não quero, é só uma referência relevante.

O SP500 fechou a 2.629, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,2356, com queda de 0,18%; o EURUSD a € 1,1795, com queda de 0,25%; e o ouro a U$ 1.263, com queda de 0,24%.


Fique ligado!

5 de dezembro de 2017

Desemprego como em tempo de guerra


Tudo hoje em dia parece mais acelerado que no passado. Não basta a conturbação das cryptocurrencies, que estão polarizando opiniões, outra aera em que a tecnologia está prestes a causar um enorme estrago é na substituição de empregos por robôs. Isso é a conclusão da aera de pesquisa da Mckinsey, através de um novo relatório que abrange 46 nações e mais de 800 ocupações.

Cerca de 800 milhões de trabalhadores em todo o mundo podem perder seus empregos para robôs e automação até 2030, equivalentes a mais de um quinto da força de trabalho global de hoje.

A empresa de consultoria relatou que, tanto os países desenvolvidos como os emergentes, serão impactados. Os operadores de máquinas, funcionários de fast-food, e cargos administrativos estão entre aqueles que serão mais afetados se a automação se espalhar rapidamente pelo local de trabalho.


Mesmo que o aumento no uso de robôs seja mais lento, cerca de 400 milhões de trabalhadores ainda poderiam se encontrar deslocados pela automação e precisariam encontrar novos empregos, nos próximos 13 anos, revelou esse estudo.

A boa notícia para os deslocados é que haverá empregos para a transição, embora em muitos casos eles tenham que aprender novas habilidades para fazer o trabalho. Esses empregos incluirão prestadores de cuidados de saúde para o envelhecimento das populações, especialistas em tecnologia e até jardineiros, de acordo com o relatório.

"Todos nós teremos que mudar e aprender a fazer coisas novas ao longo do tempo", disse Michael Chui, um parceiro do instituto em San Francisco, em uma entrevista.

Me recordo bem, numa das reuniões na Rosenberg, um assunto sobre substituição de trabalho veio à tona. Notei que os economistas apresentam este tipo de solução de forma pragmática, como se fosse fácil mudar de profissão. Talvez essa forma de pensar é consequência do que aprenderam nos livros texto de economia. Eu já não encaro da mesma forma, é muito complicado essa transição e passível de conturbação social indesejável.

Uma das aeras que terá uma demanda crescente, será a de cuidados aos idosos, e como estarei inserido nesse grupo, vou preferir que um humano tome conta de mim ao invés de um robô.

Por outro lado, vejam a seguir, como a população ficará mais velha nos próximos anos.


Ontem escrevi sobre o bitcoin, e recebi alguns elogios pelo trabalho. Obrigado! Veja a chamada da Bloomberg. Acho que os seguidores desse canal não entenderam bem minhas observações. Vou repetir: É uma Bolha!!!!!!


Os últimos dados de manufatura mostram recuperação dos países desenvolvidos por toda parte. O gráfico a seguir mostra que na Europa a performance é melhor que nos EUA, embora ambos sejam positivos.

 
Mas os EUA não têm o que reclamar, o PIB estimado pelo FED de Atlanta, para o trimestre em curso, está projetando 3,5% de crescimento. Se isso acabar acontecendo, o ano de 2017 terminará muito melhor que qualquer previsão.


No post ilan-godlfajn-esqueceram-de-mim, originalmente fiz a seguinte proposta de trade: ...” vou sugerir um trade de compra a € 1,1750, com um stoploss a € 1,1650. O meu objetivo é algo em torno de € 1,1880 a € 1,20, pelo menos. O gráfico a seguir exibe qual é minha ideia” ...


Porém fui um pouco “guloso” e não realizei o resultado. Mas tinha bons motivos para tanto, como frisei e apontei no mesmo post: ...” Se acontecer esse rompimento, os níveis apontados anteriormente estarão validos, sendo o primeiro, bastante próximo dos níveis atuais. Como medida de precaução vamos subir o stoploss para € 1,17 e caso o nível de € 1,19 seja rompido, podemos mover o stoploss para € 1,175” ...


Esse rompimento aconteceu, e o euro chegou a negociar na máxima a € 1,1960. Desde então a moeda única recuou e se encontra a € 1,1820. Nitidamente o euro entrou numa mini correção.

No gráfico a seguir marquei dois pontos onde poderia acontecer a reversão, para depois subir. O mais provável é que isso aconteça na região entre € 1,175 - € 1,180 (1), mas não posso descartar € 1,1710 (2). Assim vou alterar o stoploss para € 1,170.


A confiança que a moeda única já estaria no movimento de novas altas, acima de € 1.2080, não é muito elevada. Outras possibilidades continuam abertas que vislumbram quedas a níveis de € 1,15 ou até € 1,13. Porém todas essas hipóteses estão em aberto.

Estas como outras situações, ilustram as armadilhas das correções. Operar nesses momentos, sujeita-se a erros que devem ser limitados pelo stoploss. Outro problema que ocorre são as grandes distâncias (percentual) entre os extremos, o que não admite uma postura estanque. Minha forma de atuar é:  efetuar um trader e observar como o mercado responde. Se for da forma pensada, siga em frente, caso contrário reavalie se ainda deseja continuar ou cair fora, mesmo que isso signifique entrar mais à frente com preços piores. Busco ganhos de “reais gordos” e não de “centavos magros”!

O SP500 fechou a 2.629, com baixa de 0,37%; o USDBRL a R$ 3,2414, sem variação; o EURUSD a € 1,1824, com baixa de 0,31%; e o ouro a U$ 1.266, com queda de 0,79%.


Fique ligado!