Inflação: A Revanche

29 de abril de 2016

Mais estimulos


Para começar os comentários hoje, queria complementar um gráfico bastante interessante relacionado ao post elevação-improdutiva-da-população, que considero importante para a geração de nossos filhos. Vejam a seguir a comparação entre a pirâmide populacional na Índia e no Japão. Segundo as informações do post acima, pode-se esperar que a Índia também apresentará uma figura semelhante ao do Japão daqui a algumas décadas.


Fiquei pensando como será o mundo dominado por pessoas com menos recursos e sem muita educação. Não parece tranquilizador!

Ontem foi publicado o PIB americano e sem muito alarde o resultado foi pífio. A única previsão que acertou na mosca foi a do FED de Atlanta que cravou em suas projeções um crescimento de 0,5%, aliás, os acertos vem se tornando rotina ultimamente. O gráfico abaixo não deixa dúvidas que a queda do PIB americano tem uma tendência estrutural. Crescimento de 4% a.a. é coisa do passado, de agora em diante 2% a.a. pode ser o normal, se não for menor.

Mas tudo bem, os economistas consideram esse último trimestre, uma exceção uma vez que o consenso é de 2,5% para o trimestre em curso. Embora seja evidente a tendência de queda da atividade econômica americana junto com uma fragilidade global, poucos economistas acreditam numa recessão este ano. Mas será que dá para acreditar em suas previsões?

O gráfico acima questiona se não atingimos um pico do PIB neste mini-cíclo de alta, como vem acontecendo de forma consistente desde de 1950, notem que, o cálculo é feito com uma média móvel de 3 anos, a fim de suavizar o deslocamento. Caso isso seja verdade, implica que a economia americana tera um crescimento médio nos próximos três anos de -0,7%.

Existe uma crença que, a bolsa de valores antecipa o futuro, ou seja ela caí antes que uma recessão esteja acontecendo e sobe antes que o PIB aponte crescimento. Por tanto não adianta esperar a publicação do crescimento negativo para que o investidor tome uma atitude em relação ao seu portfólio.

Os resultados econômicos não são convincentes para uma política de juros mais apertada como quer o FED, isso do ponto de vista de crescimento. Por outro lado, o mercado de trabalho está próximo ao pleno emprego, embora esse é um indicador que reage com atraso. O momento de indecisão entre o mercado e os economistas parece fazer sentido, quem vai ganhar eu não sei, mas esses últimos não tem feito um bom trabalho.

No post a-caminho-da-radicalização, fiz alguns comentários sobre o euro: ...” O gráfico a seguir tem uma visão de curto prazo, e como pode se verificar, nestes últimos dias, ainda existe indefinição em qual será o rumo da moeda única”...

...” Como anotei, ao redor de 1,15, passa a ser o grande teste. Se o euro ultrapassar, é provável que iremos entrar num trade de compra. Inversamente, se cair abaixo de 1,1230, poderá estender mais a queda. Tenho uma preferência para esse último”...

Eu propositalmente grifei o último parágrafo acima para frisar meu possível erro, ao indicar uma preferência pela queda. No gráfico atualizado abaixo o euro está próximo do limite superior de 1,15.


Vejamos a diferença entre a análise fundamentalista e a técnica. Se eu estivesse usando a primeira em minhas previsões, poderia colocar uma série de justificativas para sugerir a venda do euro. Por exemplo bastaria citar as taxas de juros negativas praticadas em vários países europeus, além da injeção de recursos feita mensalmente pelo ECB.


Mas o mercado não está indicando desta maneira, ao contrário, o euro está próximo de romper uma barreira importante no nível de 1,15 e onde poderá ter muitas liquidações de posições vendidas em euro.

Então é melhor seguir o que se imagina ou o que se vê? A sua "opinião" ou as evidências do mercado?


Estou sugerindo uma operação de compra de euro a 1,1470 (no fechamento) com stop a 1,1330. As minhas respostas, as perguntas acima está implícita! Hahaha...


O SP500 fechou a 2.063, com queda de 0,51%; o USDBRL a R$ 3,4368, com queda de 1,45%; o EURUSD a 1,1452, com alta de 0,89%; e o ouro a US$ 1.293, com alta de 2,17%.
Fique ligado!

28 de abril de 2016

Paste copy

Parece que o banco central japonês –BoJ, está preferindo seguir os passos de outros BC’s ao invés de ter uma política monetária própria. Para entender meu ponto de vista, vou analisar inicialmente o resultado da última reunião do FED de ontem.

O FED não subiu os juros, o que era esperado pela quase totalidade dos analistas, mas também não descartou, nem confirmou que irá atuar em junho próximo. 

Permanecem ainda desconectados os investidores e a autoridade monetária. Enquanto esse último, baseado em suas projeções, espera dois aumentos ainda esse ano, o juro implícito nos mercados futuros sugere que os participantes veem apenas uma pequena probabilidade de elevação em junho, e mais provável, um aumento só no final do ano.

Talvez o real objetivo do FED fosse deixar o mercado acostumado a ideia de um aumento em junho, sem causar uma turbulência nos mercados, o que tornaria difícil implementar esse aumento. Se os americanos conhecessem a frase, o gato subiu no telhado, essa se encaixaria bem nesta situação.

Ontem, depois da reunião do FED, o BoJ realizou sua reunião de política monetária e era esperada ação pelo seu Presidente, Haruhiko Kuroda. Ele decidiu por não fazer nada, assim, não perdeu o poder de sacudir o mercado, só que desta vez por inação.

No final de janeiro, depois que o ECB decidiu enveredar pelo caminho dos juros negativos, o BoJ resolveu seguir o mesmo caminho. Naquele momento deixou a porta aberta para novos movimentos neste sentido, caso a economia e a inflação japonesa não correspondessem à seus objetivos.

E era isso que a maioria do mercado esperava ontem do BoJ. A inflação do mês de março sofreu a sua pior queda desde 2013, aproximando-se de níveis que flertam com a deflação. Por esta e mais outras, e considerando que, a ação do início de janeiro teve efeito contrário na moeda – valorização do yen, o mercado ficou decepcionado. Uma das declarações mostra o grau de frustração dos investidores “Eu estou muito desapontado. Eu queria que o BoJ fizesse algo. Kuroda criou surpresas positivas em geral, mas desta vez é muito negativa”.

No gráfico acima a escala encontra-se invertida para facilitar a leitura, assim uma alta significa uma valorização do yen. Em janeiro o tiro saiu pela culatra e, ao invés do yen se desvalorizar, o que almejava aquele BC, aconteceu o inverso. E ontem, o que seria esperado, o yen subiu próximo a 3%, aproximando-se das mínimas de outubro de 2014.

Essa situação se parece com aquela anedota inglesa, onde um bêbado depois de ter enchido a cara, vai caminhando para sua casa quando seu molho de chaves caí no chão. Ele sem a menor condição de achar nada, se abaixa e vai tateando o solo, quando de repente aparece um “Gentlemen” e pergunta:

Gentlemen: Posso ajudar?
Bêbado: Eu perdi meu molho de chaves e não estou encontrando.

O inglês se abaixa e procura daqui, procura dali, e nada.

Gentlemen: Vamos reconstituir desde o começo, de onde você veio?

O bêbado aponta uns 15 metros do local onde estavam.

Gentlemen: E por que veio procurar tão longe?
Bêbado: É porque lá não dava para enxergar nada!

Será que o BoJ não está fazendo o mesmo? Não sabia bem o que fazer e resolveu copiar o ECB, não encontrou as chaves, agora copiou o FED e nada de achar as chaves! Espero que não tenham a brilhante ideia de copiar o nosso BCB. Se fizerem, vão quebrar o Japão no dia seguinte ao colocar os juros em 14,25% a.a.! Hahaha...

No post a-ilusão-do-gênio,fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” A única coisa que pode se afirmar é que, está numa correção e sem uma direção ainda clara. Está é a razão que sugeri um trade com preços duplos: Ou comprar a US$ 1.180 ou a US$ 1.282”...

O momento parece estar próximo de uma definição, e como o gráfico acima indica, parece que será rompendo o nível de US$ 1.282, ponto de entrada que defini para o trade.

- David, larga de ser teimoso, entra agora e irá economizar alguns dólares.
Entendo sua ansiedade, mas disciplina neste negócio é fundamental. Vou repetir o que escrevi no post Temer-test-drive:

...”se compramos agora a US$ 1.254, e o mercado cair, o stop teria que ser no nível de US$ 1.140, o mesmo sugerido no trade bipolar. Neste caso, nosso risco seria de US$ 114,00.

Já se comprarmos a US$ 1.254 e o mercado subir, haveria um ganho extra comprando agora, de US$ 28 (1.282-1.254).

Assim, você arrisca um ganho de US$ 28 para uma perda de US$ 114, não parece um bom risco x retorno, não acha? ”...

Embora as contas não sejam exatamente essas, pois o ouro encontra-se agora um pouco acima, o raciocínio e os stop são os mesmos. Já presenciei diversas vezes situações semelhantes, onde parecia evidente que o mercado seguiria um determinado rumo, e um pouquinho antes virou. Vamos manter a mesma recomendação e fiquem atentos ao nível de US$ 1.282, no fechamento. Cuidado com o “false break” – Que neste caso, corresponde a romper esse nível -US$ 1.282 durante o dia, porém fechar abaixo.

O SP500 fechou a 2.075, com queda de 0,92%; o USDBRL a R$ 3,4855, com queda de 1,15%; o EURUSD a 1,1352, com alta de 0,29%; e o ouro a US$ 1.266, com ata de 1,64%.
Fique ligado!

27 de abril de 2016

Apple: "The return back!"

Há três semanas o governo daquele país decretou um dia adicional de descanso por semana para a população. Adotaram o que é sonho de todos nós naquelas discussões de botequim, depois de alguns drinks, que seria melhor uma semana com quatro dias de trabalho e três de descanso. Acontece que o Presidente “Podre” – nem Maduro é mais - Hahaha... agiu assim para poupar energia, uma vez que, a principal hidroelétrica do país estava com pouca água.

Ontem num ato mais desesperador, anunciou que a semana de trabalho será de apenas dois dias para os funcionários do governo. O governo lembra que essa atitude é temporária. O nível da hidroelétrica de Guri está a 2 metros do nível para ordenar o seu fechamento. Essa fonte representa 75% do total da energia do país.

Esse é um exemplo como um Presidente pode levar um país à ruína. Ele deve rezar toda noite para seu guru Hugo Chaves, o equivalente ao nosso “cumpanheiro” e agora São Pedro. Enquanto isso, os funcionários públicos daquele país, que devem ser favoráveis ao governo, se deliciam com o sonho de qualquer cidadão, trabalhar dois dias e descansar cinco. Só que eles esqueceram que os Chineses trabalham sete dias por semana e descansam quando dá!

Os leitores do Mosca sabem, de longa data, minha opinião sobre as ações da Apple. Em vários posts disse que essa empresa teria que se adaptar a evolução do ciclo de produtos. No último, gestão-101, elenquei algumas questões para quem tinha ações da Apple:

...”Se você possui ações da Apple, está apostando que:

A Apple irá manter ou até mesmo aumentar a sua participação de mercado, já enorme, em smartphones.

Ninguém nunca vai construir um aparelho melhor.

O smartphone irá resistir à comoditização que aconteceu com praticamente todos os produtos de tecnologia.

Parece que só há uma maneira para que as coisas deem certo, e muitas maneiras para que as coisas deem errado”...

Ontem a empresa publicou seu primeiro declínio nas vendas em treze anos. Segundo matéria do Wall Street Journal, faz os seguintes comentários: ...”Esses resultados questionam se os melhores dias da Apple estão no passado”...



Os argumentos de seu Presidente, Tim Cook, são que as vendas de smartphones caíram de uma maneira geral, e que as pessoas acabaram não substituindo seus celulares antigos pelos novos, haja visto que, não tem muitas diferenças. Outra causa foi a queda de vendas na China em 26%, quando no ano anterior subiram 71%.

Acredito que dentro dos motivos que eu havia listado, existe um pouco de cada um, e a grande pergunta que fica para o futuro é se a Apple será a líder daqui a dez anos, ou outra marca irá substituí-la – Xaomi talvez?

Com o resultado de ontem as ações da Apple caem mais de 7% e como o gráfico acima aponta, está rompendo uma linha importante. Do ponto de vista técnico ainda é cedo para avaliar quais seriam os pontos esperados nessa queda. De uma forma grosseira indicaria os níveis de $ 85 e $ 70.

- David, também você jogou tanta uruca que acabou acontecendo.
Não tenho todo esse poder!

Aqui no Brasil o processo de impeachment vai transcorrendo de forma organizada e tranquila. Na semana passada, quando a Presidente foi à Nova York e resolveu dar uma passada no MOMA, para mim ficou claro que ela tinha jogado a toalha. Em sua cabeça deve ter assumido que não tem nada a fazer agora e só resta infernizar a vida de Temer e preparar sua defesa. Em contrapartida, Temer já está com sua equipe montada e deve se tornar pública, um minuto após o afastamento da Dilma, no próximo dia 11. Terá um trabalho dificilíssimo.

 No post quando-perda-significa-mortelogo após o impeachment no Congresso, ressaltei que o real poderia já ter atingido a sua mínima: ...”Posso dizer que, do ponto de vista técnico, o dólar pode ter atingido o seu objetivo, igual ao livro texto. Eu não ficaria surpreso se começasse a subir agora. No gráfico apontei o nível, onde o gato subiu no telhado - R$ 3,72”... Acontece que nestes últimos dias o dólar não vem sofrendo muitas oscilações.

Como anotei acima, antes de R$ 3,72 ser ultrapassado, na dúvida, o movimento ainda é de queda. Vejam que, quando escrevi o post acima, eu estava desconfiado que o movimento pudesse estar revertendo. Por isso, é importante que se estabeleça o nível que confirmaria essa hipótese. Não adianta só você, o mercado também tem que acreditar e principalmente agir!

Por enquanto, não mudo uma palavra do que disse acima, mas se o dólar cair abaixo de R$ 3,45, o próximo intervalo é de R$ 3,25, como venho apontando desde o começo deste ano. Algumas outras hipóteses existem, mas não quero encher vocês de dúvidas, acompanhem o Mosca para novas atualizações. 

O SP500 fechou a 2.095, com alta de 0,16%; o USDBRL a R$ 3,5262, sem alteração; o EURUSD a 1,1319, com alta de 0,27%; o ouro a US$ 1.245, com alta de 0,24%.
Fique ligado!


26 de abril de 2016

Elevação improdutiva da população

O mundo atualmente está sofrendo de duas tendências aparentemente opostas: Superpopulação e a “despopulação”! A primeira é causada pelo aumento da longevidade da população, enquanto a segunda é consequência da queda expressiva na taxa de natalidade, esse fenômeno observa-se no grupo cuja idade é inferior a 25 anos (exceto a África) e entre muitos com idade inferior a 45 anos.

Conclusão: Os idosos vivem décadas a mais que uma geração passada, porém seus filhos adultos estão tendo menos filhos. Os efeitos econômicos são enormes e sem nenhum precedente histórico. Nenhum dos modelos considerou um encolhimento da população jovem, com inexistência de renda, poupança, ou oportunidade de empregos para uma população que encolhe, contra um crescimento substantivo de idosos cuja vasta maioria depende de programas governamentais para seus planos de previdência insuficientes.

O gráfico a seguir é sobre o crescimento da população separado pelas nações da OECD (33 mais ricas nações representando 1,3 bilhões de pessoas), BRIICS (Brasil, Rússia, Índia, Indonésia, China, África do Sul, representando 3,4 bilhões de pessoas), e o ROW (Resto do mundo, representando aproximadamente 3 bilhões de pessoas).


Conclusões: 1) O crescimento da população mundial teve seu pico em 1988 e vem desacelerando desde então, com uma queda de 13%; 2) O crescimento está mudando do BRIICS para o ROW - resto do mundo.

Uma visão mais detalhada é apresentada a seguir, quando se compara o crescimento total da população versus o crescimento da população com idade inferior a 45 anos. As conclusões são que: 1) a população com idade inferior a 45 anos decresceu aproximadamente 60%; 2) Todo o crescimento líquido desse último grupo se dá nos países mais pobres – ROW.


O próximo gráfico mostra claramente como o número de pessoas idosas (> 75 anos), compradas a população infantil (0- 5 anos), vêm se acelerando e devem ter a mesma quantidade em 2050. Em termos econômicos esse tendência é crucial, pois enquanto em 1950 existiam 10 bebês para cada adulto, em 2050 essa proporção passará a 1 x 1!


Um sistema econômico cuja premissa é baseada em crescimento perpétuo está na eminência de encontrar graves problemas. A desaceleração inevitável do crescimento populacional foi o gatilho para que os bancos centrais incentivassem o crédito barato. Porém sua eficácia é questionável, uma vez que, a troca de compradores potenciais futuros por idosos, tem um efeito dramático no consumo.

Essa parece ser a forma correta de entender: porque o PIB vem enfraquecendo de forma continua; porque temos uma super oferta de commodities, agravado pela diminuição da demanda; porque os títulos do governo americano continuam a ter uma alta demanda, mesmo que, não haja um atrativo em termos de taxas de juros; porque as ações são demandadas (mesmo que pelo motivo errado); e porque a valorização dos metais é pífia em face de um ataque monetário.

No post um-ET-bate-sua-porta, fiz uma análise sobre o SP500: ... ” Os últimos indicadores que tenho visto, e que são consistentes com a opinião dos investidores, encontram-se ou com posição vendida na bolsa, ou menos expostos. Caso o mercado ultrapasse o nível de 2.100, a alta poderá ser expressiva, pois o mercado não sai do lugar faz praticamente um ano”...

Vejam o número de vezes que o SP500 testou o rompimento da área contida entre 2.100 -2.130 desde março de 2015. A grande diferença entre 2015 e agora, é o fato que está grifado acima, o que não ocorreu no ano passado.

Segundo estatística elaborada com os clientes do Bank of América, apresentada abaixo, todas as categorias de clientes, hedge funds, institucionais e pessoas físicas, apresentam fluxo negativo de recursos desde o final do ano passado. Vocês podem se perguntar quem estaria comprando. Uma parte são as recompras feitas pelas próprias empresas, e a outra, possivelmente os estrangeiros.

Em análise técnica essas informações são de valia secundária, o que importa mesmo são os preços, neles estão espelhadas as ações de todos os investidores. E por enquanto, o SP500 está suportando a venda dos grupos mencionados acima.

Como já enfatizei, se romper o intervalo entre 2.100 – 2.130, deverá subir forte. Vou propor um trade caso aconteça.

- David, o post hoje está meio confuso, se por um lado o mundo caminha para uma diminuição de consumo e crescimento, como você pode sugerir a compra de bolsa?

Vou responder com uma única frase: Como dizia Keynes, no longo prazo todos estaremos mortos! Com certeza em 2050 não estarei mais publicando o Mosca. Até lá, enjoy the run! Hahaha...

O SP500 fechou a 2.091, com alat de 0,19%; o USDBRL a R$ 3,5240, com baixa de 0,85%; o EURUSD a 1,1288, com alta de 0,21%; e o ouro a US$ 1.242, com alta de 0,42%.
Fique ligado!

25 de abril de 2016

Nocaute próximo

Foi pouco noticiado o encontro a portas fechadas entre o Presidente Obama, o Vice-Presidente Biden – não é o Bin Laden, Hahaha! - e Janet Yellen, na semana passada. Ao término deste encontro a Casa Branca soltou o seguinte comunicado: “O Presidente Obama e a Presidente do FED Yellen, se encontraram esta tarde como parte de um diálogo sobre o estado da economia americana. Eles discutiram as perspectivas de crescimento no longo prazo, a situação do mercado de trabalho, desigualdades, e riscos potenciais para a economia. Também discutiram o progresso significativo em andamento, com as reformas em Wall Street, para fortalecer nosso sistema financeiro, e proteger os consumidores”.

O investidor, Ron Paul, não gostando da linguagem “requentada” desse comunicado, pediu ao FED a ata dessa reunião. A resposta foi ...“Nos não mantemos!”...

Em função dessa resposta, esse investidor resolveu tirar suas próprias conclusões, tentando responder a seguinte pergunta: O que a Presidente do FED disse a Obama?

O encontro secreto entre Obama e Yellen, foi seguido por uma reunião secreta e emergencial dentro do FED. O FED teve outra reunião secreta para discutir a reforma bancária. Todas essas reuniões acontecerem após o FED de Atlanta ter atualizado a sua previsão do PIB, para 0,01% de crescimento, perigosamente próximo da definição oficial de recessão.

Assim, a real razão para todas essas reuniões secretas, pode ter sido o pânico que depois de oito anos da criação monetária explosiva, não só falhou em reativar a economia, mas também pode causar uma queda abrupta do mercado.

Na interpretação desse investidor, os políticos e economistas acham as falhas do FED intrigantes. De acordo com o paradigma Keynesiano, que ainda domina a maioria do pensamento de formuladores de políticas, a criação de dinheiro pelo FED deveria ter produzido crescimento, de tal forma, que o FED estaria hoje subindo os juros para evitar o “superaquecimento”.

Mas a única resposta do FED aos seus fracassos é encontrar novas maneiras de injetar dinheiro na economia. Desta forma, eles estão realmente pensando em implementar taxas de juros negativas.
Termina dizendo acreditar que o FED está numa situação inevitável de colapso da moeda. Se medidas imediatas não forem tomadas, esse colapso levará a uma catástrofe econômica, superando a grande depressão.

Será que ele tem razão? Entendo sua angústia ao ver que nada está funcionando e que as alternativas que o FED tem, são unicamente injetar mais recursos, ou implementar uma política de juros negativos, que vem sendo duramente criticada por diversos economistas.

Esta semana será realizada mais uma reunião de Política Monetária pelo FED, e não existe expectativa de elevação de juros. No gráfico a seguir, mesmo na reunião de junho a probabilidade é baixa, da ordem de 20%.



O juro ainda é o instrumento de política monetária mais polêmico nesses dias, vejam a seguir, como o de 10 anos está se comportando.

No post ..mudança para... fiz os seguintes comentários: ...” Parece que o mercado resolveu reagir e saiu da zona de perigo ao nível de 1,65% a.a. Como pode se verificar no gráfico acima, as taxas chegaram próximas a 1,80%. Ainda permanece indefinido, qual será seu próximo movimento. Eu vou manter a minha recomendação, e ela só deve ser eliminada caso os juros ultrapassem 1,85%”.... Como as taxas encontram-se em 1,89%, nossa sugestão de trade fica cancelada.


Desde de 2012, o juro americano vem se movendo dentro de um triângulo, conforme anotado no gráfico acima. Como via de regra, em 2/3 dos casos, o triângulo tende a romper na direção que antecede, e neste caso seria para baixo. Porém, nada impede que seja para cima, contemplando os outros 1/3, somente é menos provável.

Gostaria de comentar o trade que acabou não se realizando. Para alguns leitores pode parecer estranho uma orientação de venda abaixo do nível vigente no mercado, num determinado instante. Porque não vender imediatamente a um preço mais elevado? Se tivéssemos certeza que o mercado irá cair, lógico que seria melhor. Mas quando se tem dúvidas, como neste caso, somente através de uma “confirmação” do mercado que nasce o trade. No final, se estivermos corretos, o resultado será pouco afetado, apenas um pouco menor.

O juro de 10 anos carrega todas as dúvidas do mercado, além da procura pelos investidores estrangeiros por títulos com algum juro, onde as taxas em seus países são negativas. Numa tendência de alta, acima de 2% a.a. daria a primeira indicação, porém é acima de 2,20% - 2,30%, onde ficará mais forte o sinal. Caso contrário, na queda, o nível de 1,65% a.a. rompido, oferecerá o sinal para novas quedas. Entre esses intervalos, é pouco recomendado qualquer trade.

Com o passar do tempo, as retas que contém o triângulo tendem a diminuir, e quanto mais demorar, mais explosivo será o rompimento. Os economistas estão na linha de cima, enquanto o mercado, onde se inclui o investidor citado acima, estão na linha de baixo. Quem irá a nocaute? Hahaha...

Queria terminar o post de hoje exteriorizando minha tristeza com a morte do cantor Billy Paul. Ele foi um astro da minha juventude, e traz muitas lembranças boas daquela época. Suas músicas fizeram muito sucesso, mas certamente, Me and Mrs Jones é a mais conhecida.

Incluiu esse sucesso no post de hoje em sua homenagem. Que descanse em paz!


O SP 500 fechou a 2.087, com queda de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,5525, com queda de 0,31%; o EURUSD a 1,1267, com alta de 0,32%; e o ouor a US$ 1.237, com alta de 0,43%.
Fique ligado!


20 de abril de 2016

A caminho da radicalização

O Deputado Bolsonaro gerou uma reação de indignação através das redes sociais. Ao votar no domingo, exaltou o Coronel Brilhante Ustra, considerado um dos maiores torturadores da época Militar. Ao contrário da maior parte dos Parlamentares, que homenagearam seus familiares, esse deputado exaltou “Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante, o pavor de Dilma Rossueff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, meu voto é sim”.

O não menos radical, porém de esquerda, Deputado Jean Wiilians, cuspiu na cara de Bolsonaro, e foi manchete dos jornais ontem. Seu motivo maior é que Bolsonaro prega ser contra os homossexuais, diz ser uma doença que tem que ser tratada. Mas Wiilians também tem uma postura nada democrática, por exemplo ao criticar um jovem de 19 anos que teve sua matéria publicada na Folha de São Paulo, dizendo que esse rapaz é um analfabeto político.

Esse rapaz, Kim Kataguiri, publicou um vídeo na internet com suas colocações que são bastante convincentes, do qual extrai alguns trechos: “Como pode deputado Jean, que diz defender os negros e os gays, idolatrar Che Guevara?” Ele lembra que se Wiilians lá estivesse, na Revolução Cubana, seria fuzilado por ser gay. “Assinar um projeto de lei que inclui o islamismo nas escolas, movimento que mata mulheres e homossexuais”. É, parece que o deputado Willians, também não merece aplausos.

Esses casos parecem ser dois exemplos de parlamentares que pregam a radicalização em sentidos opostos, um para direita e outro para a esquerda.

A história da humanidade é recheada de exemplos onde extremistas tomaram o poder. O que é comum em todos os casos, é que a sociedade está tão insatisfeita que se afasta da democracia e busca soluções nos extremos.

Mas é só aqui que estas radicalizações estão acontecendo? Não, minha resposta mira para o norte do Continente, os USA. Parece que Donald Trump segue firme para ganhar a nomeação do partido Republicano e concorrer à Casa Branca, no final deste ano. Alguns gurus de Wall Street, como Jeffrey Gundlach, gestor de um dos mais bem-sucedidos fundos de bonds, disse numa entrevista ao Financial Times que, se Trump for o candidato dos Republicanos vai ganhar a presidência.

Pensem bem, Trump e Bolsonaro têm muita diferença em seus discursos? Não no conteúdo específico, mas na essência. Vocês podem ser perguntar como um país tão democrático, com leis que funcionam tão bem, empreendedor, desenvolvido, primeira economia do planeta, pode eleger um americano com ideias tão radicais? A resposta na minha humilde avaliação está no gráfico abaixo

Enquanto uma pequena parcela enriqueceu nos últimos 50 anos, a maioria da população permaneceu com uma renda praticamente estagnada.

Movimentos sociais têm comportamento reativo como o do equilíbrio instável em Física. Um exemplo clássico consiste no experimento de colocar grãos de areia num castelo na praia, até que este desmorone. Mesmo bilhões de simulações, com o objetivo de identificar depois de qual grão o castelo irá ruir, não conseguem chegar a um resultado. O castelo cai sem que se consiga prever quando.

Será que estamos entrando numa era de radicalizações de esquerda e direita globalizada? Ninguém tem a resposta, mas sente se no ar que as pessoas não estão satisfeitas. A história não traz um bom track record desses momentos. E neste caso, diferente do disclaimer colocado no rodapé dos fundos, os resultados se repetem.

No post cada-macaco-no-seu-galho, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...”O movimento desta semana levantou a possibilidade que está esboçada em verde, ou seja, que o euro está traçando um triângulo. Isso olhado de hoje, ainda é só uma possibilidade e não me aventuraria a nenhuma posição agora”...
O gráfico a seguir tem uma visão de curto prazo, e como pode se verificar, nestes últimos dias, ainda existe indefinição em qual será o rumo da moeda única.
Como anotei, ao redor de 1,15, passa a ser o grande teste. Se o euro ultrapassar, é provável que iremos entrar num trade de compra. Inversamente, se cair abaixo de 1,1230, poderá estender mais a queda. Tenho uma preferência para esse último.


A hipótese que aventei no post acima, de que o euro estaria contido dentro de um triângulo, só poderá ser confirmada com o tempo, em todo caso, se alguém quiser apostar na venda do euro, sugiro um stoploss ao redor de 1,145.

O SP500 fechou a 2.102, sem variação; o USDBRL a R$ 3,5280, com queda de 0,13%; o EURUSD a 1,1292, com queda de 0,55%; e o ouro a US$ 1.244, com queda de 0,51%.
Fique ligado!

19 de abril de 2016

A ilusão do gênio


Dentre todas as classes de fundos de investimento disponíveis ao público, a dos Hedge Funds é a mais misteriosa. Enquanto as outras categorias se sabe o que se pode esperar como retorno, ficando apenas a discussão de um desvio em relação ao benchmark, essa outra se compromete a perfomar quaisquer que sejam as condições de mercado. Assim, por terem liberdade de ação, podem se beneficiar de mercados em alta ou em baixa, da bolsa ao ouro, e etc...

O que os investidores consideram na escolha desses fundos são: quem são seus administradores; e os seus retornos passados. Para realizarem esse serviço cobram uma taxa de administração de2 % a.a. e uma taxa de sucesso de 20% do que exceder seu benchmark – no caso brasileiro, majoritariamente o CDI.

Desde 2015 eu estou frequentando as aulas da FEA dos cursos de mestrado e doutorado, na área de finanças. Essa minha empreitada me colocou em contato com diversos estudos acadêmicos. Especificamente a esses fundos, os resultados não são muito animadores, pois mostram que o retorno não tem uniformidade no longo prazo. Neste semestre, eu e mais uma colega, pretendemos analisar se um portfólio de fundos multimercados apresenta um retorno superior a uma simulação de carteiras escolhidas por sorteio. Vamos ver quais serão os resultados.

Em qualquer prospecto de fundo existe um disclaimer, normalmente em letras minúsculas, dizendo que resultados passados não são garantia de resultados futuros, isso não poderia ser mais verdadeiro nessa classe. Uma estatística feita pela ANBIMA, chega à conclusão que 80% dos fundos brasileiros não existem mais depois de 5 anos, uma proporção elevadíssima.

Mas qual seria o motivo para um índice tão elevado? As pessoas erram! Além do mais, despois de um período onde um gestor acerta na mosca, o mesmo é levado a crer que é um gênio, e sabe com "certeza" o que vai acontecer. Mas geralmente ocorre ao contrário, e o seu ego não permite realizar seus erros. Quando entra num período como esses, os resgates se aceleram e a gestão do fundo entra num ciclo vicioso.

É natural que existam vencedores, mas são exceções e não a regra. Além do mais, o custo para o cliente é muito elevado, e a performance depois de cobrada não retorna ao fundo num eventual período de retornos ruins. Não estou cuspindo no prato em que comi, mas é desta maneira que encaro hoje este segmento. Minha carteira de investimentos não tem nenhuma dessas estrelas!

Recentemente o Wall Street Journal publicou um artigo, onde aponta que, os maiores fundos de pensão americanos estão resgatando enormes quantias dessa classe de fundos. Marc Levine, Presidente do Illinois State Board, que administra US$ 16 bilhões em investimentos, fez a seguinte pergunta: ...”Why do I need you?”... E muitos administradores estão se fazendo a mesma pergunta. Esses gestores concluíram que os resultados dos últimos 6 anos ficaram atrás de um mix mais tradicional de títulos de renda fixa e ações.

A categoria não irá se extinguir. Segundo empresa que acompanha esses fundos nos USA, os mesmos contabilizam no 4º trimestre de 2015, um total de US$ 2,9 trilhões. Novos fundos entrarão e outros serão fechados. Parece que uma gestão dinâmica de troca de fundos seria recomendada, mas qual o critério para seleção de quem entra e quem saí? Não saberia responder, vamos ver se o trabalho que estamos desenvolvendo fornece alguma luz. Nesse meio tempo, se você tem recursos aplicados ou pretende aplicar, considere os argumentos acima.

No curto prazo, o gráfico a seguir aponta que os Hegde Funds não se encontram posicionados na bolsa americana, muito diferente de suas posições no ano passado.

Já o VIX, que mede a volatilidade da bolsa, encontra-se nos patamares mínimos históricos, o que pode indicar um movimento de alta da bolsa.
Caso isso aconteça, os resultados desses fundos ficarão abaixo dos fundos de ações, o que pode aprofundar os resgates dessa categoria. Como diria Milton Leite: ...“Que fase! ”...

Eu venho comentando que a melhora dos preços de ativos brasileiros é razão de duas componentes, a possibilidade do impeachment da Dilma – o que se encontra a caminho, e a alta dos preços das commodities. O gráfico abaixo apresenta a correlação do real com as commodities.
Notem que o maior deslocamento aconteceu entre julho e outubro de 2015, onde estávamos numa crise política sem vislumbrar uma saída. A partir daí, voltou a seguir muito de perto o índice de commodities. CQD!

No post Temer-test-drive, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Em função disso, sugiro dois caminhos, o que eu ainda mais acredito, é que a correção ainda não terminou (1) e ainda podemos comprar o ouro a US$ 1.180, e a outra é que se encontra no primeiro estágio de uma nova alta (2), neste caso, o nível de US$ 1.282 é o triger”... ...”Para o caso (2) recomendo compra, se no fechamento esteja acima de US$ 1.282, com stoploss a US$ 1.240...
Depois de ter caído nos últimos dias até US$ 1.225, retornou hoje ao ponto onde estava desde a última atualização.

Como é visível, desde de fevereiro que o metal não sabe para onde vai. Com altas e baixas contidas entre US$ 1.200 – US$ 1.270, um intervalo bastante pequeno de 5%, se considerado a volatilidade esperada. A única coisa que pode se afirmar é que, está numa correção e sem uma direção ainda clara. Está é a razão que sugeri um trade com preços duplos: Ou comprar a US$ 1.180 ou a US$ 1.282. No post indicado acima, existe uma explicação do por que.

O SP500 fechou a 2.100, com alta de 0,31%; o USDBRL a R$ 3,5327, com queda de 2,27%; o EURUSD a 1,1358, com alta de 0,42%; e o ouro a US$ 1.249, com alta de 1,49%.
Fique ligado!

18 de abril de 2016

Quando a perda significa a morte


Pelo Mosca, meu voto é sim!

Para quem passou 6 horas assistindo à votação da Câmara dos Deputados, notou a quantidade de parlamentares que associaram o seu voto a familiares: mãe, pai, filhos, tias e etc.... por que eu não poderia reverenciar o Mosca! Hahaha... Confesso que entendo o fator emocional envolvido naquele momento, mas a razão do voto deveria venerar seus eleitores e não seus familiares, afinal a quem eles estão representando?

O placar final não deixa dúvidas, quase 72% dos deputados votaram pelo sim. É natural sentirmos um grande alívio. As comemorações mais lembram as conquistas obtidas pela seleção de futebol nos velhos tempos. Será que daqui em diante, ao invés do futebol, que anda de mal a pior, vamos comemorar o banimento da corrupção?

Hoje estamos no day after, e uma sensação de vazio deve acometer a quem luta para tirar esse governo do poder. Inicialmente pensei que a Presidente Dilma faria um pronunciamento, e diria que respeitava a decisão da Câmara, mas que continuaria a lutar para provar sua inocência. Mas sei que não vai acontecer, não com o PT. A razão é que eles encaram as situações diferentes de nós, a palavra perda e morte estão muito próximas.

Vocês já devem ter conhecido pessoas que não aceitam perder. Deve ser um processo de manipulação mental, para que não sofram a dor das desilusões. Melhor debater até a morte do que passar pela frustração. Os seres humanos normais aprendem com seus erros e evoluem, enquanto essas outras ficam estagnadas. A característica mais visível é que essas pessoas são chatas e tendem a não ter muitos amigos.

Não vou nem falar do Lula, cujo objetivo maior é não ser preso, e esse último resultado aumenta muito o risco.  Levando em consideração o seu perfil, buscará se proteger em comícios e discursos para passar a imagem que, mexer com ele é mexer com o povo. 

E o Temer, será que vai fazer um bom governo se assumir? Confesso que fiquei surpreso com sua capacidade de articulação. Sempre foi uma figura discreta, mas isso não significava que permanecia na inércia. Ele é o que se conhece, em linguagem popular, como “moita”. As notícias dizem que está preparando sua equipe, e os nomes que são especulados, principalmente da área econômica, são excelentes. Se conseguir convencer Armínio Fraga, o mercado financeiro interpretaria como o equivalente a um Sergio Moro da economia.

Um passo enorme foi dado na direção correta, mas o caminho será longo, tanto juridicamente, com oponentes dispostos a "lutar até a morte", bem como no convencimento dos parlamentares da necessidade de mudanças intensas, que mexerá com o status quo atual.

Para frente Brasil, mãos à obra!

A maior parte do espaço hoje, foi ocupado com a repercussão do processo de impeachment, o que não poderia ser diferente. Dessa forma, vou ser breve nos dados econômicos. Um gráfico chamou muito a minha atenção, é a velocidade da moeda M2 nos USA.


Esse número mede a quantidade de vezes que é o dólar é usado para comprar produtos e serviços domésticos, por unidade de tempo. De uma forma simplista reflete como o dinheiro circula.  O gráfico cobre o período de 1959 a 2015. Durante as recessões (em cinza), a velocidade tende a decrescer – consumidores poupam mais e as empresas investem menos. 

Acontece que, desde 2007, a velocidade vem caindo, o que significa que os consumidores e as empresas ainda estão segurando caixa ao invés de gastar. Este comportamento reflete a queda da inflação, e sugere que a confiança na recuperação ainda é baixa. Se a confiança for restabelecida, podemos esperar uma recuperação da velocidade de circulação da moeda. Mas por enquanto parece que não existe nenhum sinal disso.

No post um-peso-duas-medidas, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ... ”Com o dólar negociando hoje abaixo de R$ 3,57, parece que o primeiro teste do nível ao redor de R$ 3,45, deverá acontecer essa semana. Acho que o dilema permanecerá no final de semana, onde será votado o processo de impeachment da Dilma”... ...”Mesmo que eu tivesse certeza que a Presidente seria afastada, não operaria o dólar em cima dessa informação. Do ponto de vista técnico não existe razão para comprar dólar agora, e assim seguirei com essa indicação”...

Se eu mostrasse o gráfico atualizado hoje, e vocês não soubessem qual foi o resultado do impeachment, diriam com certeza que a Dilma permaneceu no cargo. Aí poderiam contra argumentar que, o dólar está subindo pelo fato do BC ter entrado, efetuando operações de swap reverso – comprando dólares, no montante de US$ 4 bilhões. Pode ser a razão, mas todo mundo acreditava que o dólar iria derreter depois da votação.

O real está na contramão hoje, enquanto a maioria das moedas dos países emergentes se valorizou, a nossa caiu 2%.

Posso dizer que, do ponto de vista técnico, o dólar pode ter atingido o seu objetivo, igual ao livro texto. Eu não ficaria surpreso se começasse a subir agora. No gráfico apontei o nível, onde o gato subiu no telhado - R$ 3,72. Não sou comprador ainda, mas a reação do mercado hoje me deixa desconfiado, claro, sempre do ponto de vista técnico.

Outro fator que não se pode deixar de considerar, e de suma importância, é que o BC não deveria mais vender operações de proteção. Se eles vêm recomprando dólares nos níveis atuais, entre R$ 3,80 – R$ 3,50, não faz o menor sentido atuar, na melhor das hipóteses, antes de R$ 4,00.

Embora o volume ainda em estoque deva ser da ordem de US$ 80 bilhões, a atitude do BC indica que o mercado deveria, a partir de agora, encontrar sozinho o preço de equilíbrio, e abaixo de R$ 3,45, ele continuará se desfazendo de seu estoque.

O SP500 fechou a 2.04, com alta de 0,65%; o USDBRL a R$ 3,6122, com alta de 2,26%; o EURUSD a 1,1310, com alta de 0,27%; e o ouro a US$ 1.232, sem variação.
Fique ligado!



15 de abril de 2016

Mudança para um Brasil melhor


Este será um fim de semana histórico para o Brasil, não são todos os dias que um processo de impeachment é instaurado. Busquei um paralelo com o futebol para caracterizar este momento, mas acho que não se aplica. Se for possível confiar nas pesquisas, parece que o impeachment é o mais provável de acontecer. O fato de ser voto aberto não permitirá traições sem custo, para ambas as partes.

Ainda observo muitas pessoas que são a favor do impeachment, mas se sentem muito desconfortável pelo fato de Temer assumir o governo. O motivo é que ele também deve estar envolvido em alguma irregularidade. Acredito que neste momento é imprescindível que tenhamos uma postura pragmática.

Que ninguém escapa isso é um fato, mas as pessoas que são a favor da queda da Dilma, mas contra o Temer assumir, consideram a cultura enraizada no Brasil? Alguém é 100% correto? Não é! A sociedade brasileira está contaminada por atitudes que visam levar vantagens. É natural que o grau de desvio não é o mesmo. Se assumirmos isso como um fato, não dá para imaginar que do dia para noite todos agirão estritamente dentro da lei, é um processo de mudança que levará gerações.

Quem já não transferiu as multas de trânsito do seu filho para si? Pagou um serviço sem nota porque tinha um desconto? E assim poderia enumerar muitos outros. Volto novamente a minha frase: Se a honestidade fosse uma pirâmide,  ado Brasil seria um trapézio, ninguém no topo!

Depois desses argumentos, vamos voltar à possibilidade de Temer assumir. Eu não quero defendê-lo aqui, do ponto de vista ético, pois não tenho nenhuma informação. Mas sei o quanto Lula e seu partido PT ocasionou de prejuízo ao Brasil: Primeiro uma roubalheira que não existe nenhum paralelo. E não terminou, podem estar certos que muita coisa será descoberta nos bancos oficiais – BB, Caixa e BNDES, fundos de pensão, e etc..., quando seus dirigentes forem substituídos num eventual novo governo; uma incompetência gerencial disseminada, e o motivo é simples, que profissional honesto aceitaria trabalhar num ambiente tão corrupto?

Temer está selecionado pessoas de alto gabarito para assumir cargos importantíssimos nesse momento. A situação brasileira é dramática, nossas contas públicas precisam de pessoas capacitadas a enfrentar grandes desafios. Não se enganem, tempos muitos difíceis nos esperam, mas com muito mais esperança. Não é uma pessoa com uma formação simples que saberá equacionar as soluções. Se fosse assim, qualquer gestor com um título de PHD não teria valor.

“Cumpanheiro” vai causar mal em outro lugar! O prejuízo que você impôs ao povo brasileiro é gigante. E que não venham profissionais de outros campos, palpitarem na área econômica. Como diz o título do post de ontem, cada macaco no seu galho!

Para terminar as palavras ácidas de hoje, eu resumiria que o Lula e sua turma são como um câncer já em estado terminal de metástase, enquanto Temer pode ser um H1N1, tem cura!

Vamos lá Brasil, eu confio numa mudança para um país melhor!

A China publicou alguns dados sobre sua economia que desta vez surpreendeu para melhor. A produção industrial cresceu 6,8% enquanto se esperava 5,9%.


Outros indicadores de Investimentos em ativos fixos, novos empréstimos, e aumento na construção de casas, foram todos acima das previsões dos analistas.

Em relação ao PIB muita controvérsia existe sobre a veracidade desse número. O Mosca publicou em vários posts, a opinião de analistas que questionam o dado oficial. A Bloomberg resolveu criar seu próprio indicador. No gráfico a seguir sugere que essa estimativa e a oficial, estão bastante próximas.


As própias commodities já ensaiam uma recuperação de preços. O próximo gráfico mostra um comparativo desde o início de 2016, entre as empresas do setor de metais e o SP500. Uma alta de 43% da primeira, enquanto o SP500 ficou praticamente estável.


Tenho conversado ultimamente com alguns leitores que se dizem surpresos com a recuperação dos preços dos ativos brasileiros. Começando pela Bovespa, câmbio, títulos brasileiros no exterior e etc... A surpresa deve-se ao fato que, a situação política ainda está indefinida e os dados econômicos são um desastre, como poderiam estar melhorando? Minha resposta a essa sensível recuperação deve-se a dois componentes, um externo onde o Brasil é beneficiado pelo argumento acima, e segundo que existe uma boa possibilidade de uma solução interna. Se não existisse a melhora externa, eu acredito que o câmbio estaria mais para R$ 3,80.

No post desafiando-logica, fiz uma proposta de trade para os juros de 10 anos: ...” Vou propor um trade caso os juros fechem algum dia abaixo de 1,65%: comprar os juros, acreditando que caiam mais. Isso equivale a compra do título de 10 anos a vista. O stoploss pode ser a 1,80%”...


Parece que o mercado resolveu reagir e saiu da zona de perigo ao nível de 1,65% a.a. Como pode se verificar no gráfico acima, as taxas chegaram próximas a 1,80%. Ainda permanece indefinido, qual será seu próximo movimento. Eu vou manter a minha recomendação, e ela só deve ser eliminada caso os juros ultrapassem 1,85%.

É incrível como um título de 10 anos de vencimento, com uma taxa de juros tão baixa, permaneça com tão pouca volatilidade. Só para efeito ilustrativo, uma variação entre o nível de nosso trade a 1,65% e o stoploss a 1,80%, significa um pequeno prejuízo de 1,15%. E quanto mais os juros caem, menores essas variações de preços nos títulos. Bons tempos aqueles, quando as taxas desses papéis eram de 8% a.a.!  Ou será que poderemos vê-las de novo? Olha, se isso acontecer, os bonds de 10 anos cairiam 50% dos preços atuais. Terrorismo! Hahaha...



O SP500 fechou a 2.080, com queda de 0,10%; o USDBRL a R$ 3,5295, com alta de 1,35%; o EURUSD a 1,1281, com alta de 0,14%; e o ouro a US$ 1.233, com alta de 0,55%.
Fique ligado!

14 de abril de 2016

"Ringing the Bell"

Hoje foi publicado o índice de inflação nos USA – CPI do mês de março. O índice que exclui petróleo e alimentos -Core, subiu 0,1% no mês e em 12 meses atingiu 2,2%, próximo as marcas mais elevadas dos últimos oito anos. Já o núcleo subiu 0,1% no mês e 1,0% em 12 meses.


A grande disparidade entre o índice “cheio” e o que exclui os itens mais voláteis, deve-se majoritariamente a queda vertiginosa do petróleo, que nos últimos 20 meses, veio de US$ 100 o barril para atingir a mínima de US$ 25. Acontece que, desde final de janeiro, o óleo está se recuperando. Essa alta recente deverá ter um efeito inverso daqui em diante no índice que exclui petróleo e alimentos.

O FED de Atlanta, além de divulgar suas projeções do PIB, publica também um índice de inflação denominado de “sticky-price” – que é a média ponderada de uma cesta de itens, cuja variação de preços é relativamente “lenta”. Em outras palavras, é um indicador do núcleo, do núcleo, da inflação. Sobre esta métrica a inflação está no mais altos níveis dos últimos 6 anos. 


O FED de Atlanta observa:  ...“Alguns itens que compõem o CPI se alteram frequentemente, enquanto outros são vagarosos às mudanças. Nós exploramos se esses dois grupos – “stick e flexible” fornecem diferentes aspectos do processo inflacionário. Nossa medida de “stick price” parece conter componentes sobre expectativa de inflação, e esse componente, pode ser útil na tentativa de acompanhar para onde a inflação está tendendo”...

Janet Yelen, Presidente do FED, telegrafou ao mercado que os membros do Comitê de política monetária, continuam preocupados com a situação externa. O mercado entendeu que o FED poderá ir mais devagar nos acréscimos das taxas de juros. Acontece que o mercado de trabalho encontra-se próximo dos níveis considerados de pleno emprego, enquanto a inflação, na métrica observada pelo FED, está abaixo de seu objetivo de 2% a.a.

Como comentado acima, a inflação “cheia” não parece ser um bom indicador de inflação futura neste momento, seria mais prudente acompanhar os outros indicadores. Estudos indicam que o efeito de um ciclo de elevação ou baixa de juros, demora 9 meses até que surta efeito. Assim, se o FED demorar, é bem possível que fiquem “behind the curve”, termo usado no mercado para indicar que um BC está atrasado. Agindo assim, arrisca uma inflação indesejavelmente mais elevada no futuro.

Atualmente, com as intervenções feitas pelos BC’s dos últimos anos, a inflação pode ser mais “alavancada” que em situações normais. Não tenho dúvidas que, se a inflação subir de forma perigosa e recorrente, o FED aumentará os juros muito mais rápido que qualquer um pode imaginar. Nesse caso, os ativos que subiram de forma intensa poderão cair precipitadamente.

Existem momentos na economia onde é necessário conviver com dois cenários opostos na cabeça. Isso é muito difícil, pois sempre existe uma certa preferência.  Esse é o caso no quesito inflação americana. Certos momentos, acho que a deflação é mais provável, e em outros, acredito na inflação mais acelerada. O recado que deixo hoje, mais que as explicações sobre essas visões sobre a inflação, é que deve se acompanhar de perto a inflação, sem viés.

No post revolta-dos-poupadores, fiz os seguintes comentários sobre o Bovespa:  ...” teremos duas opções no curto prazo, voltar a subir e ultrapassar os 53.000, ou romper para baixo. Nesse último caso, dois níveis serão de interesse 46.500 e 45.000”... ...”Quero deixar registrado que, com uma visão de mais longo prazo, não se pode afirmar que nossa bolsa reverteu o movimento de baixa iniciado no final de 2010, serão necessárias mais evidências”...


O mercado optou pela primeira hipótese e ontem atingiu a máxima de 53.800. O pregão de hoje contém dois componentes de baixa, primeiro o fechamento nas mínimas do dia a 52.400, e segundo não conseguiu romper a linha verde para cima.


- Opa, o mercado está dando uma indicação que o impeachment não vai passar?
Nem brinca com isso! Minha resposta é que a indicação pode ser qualquer um das duas, ou seja, Dilma saí ou fica.

- Como assim! Entendo que a bolsa deva cair se a Dilma ficar, mas por que haveria de cair se o impeachment passar?
Preço “cumpanheiro”! Hahaha... Desde que o Mosca sugeriu comprar o Bovespa em janeiro a 38.000, a bolsa subiu a bagatela de 41%. Já ouviu aquela frase: ...“sobe no boato e caí no fato?”... Esse pode ser um caso clássico de aplicação.


 Independente de qual seja o motivo, o indicador de curto prazo é de queda.

O SP500 fechou a 2.082 sem alteração; o USDBRL a R$ 3,4824, com queda de 0,15%; o EURUSD a 1,1266, sem alteração; e o ouro a US$ 1.227, com queda de 1,21%.
Fique ligado!

13 de abril de 2016

Cada macaco no seu galho



Uma frase que eu carrego ao longo de minha vida é: ninguém é bom em tudo que faz. Ela se aplica a liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal em relação à forma de calcular a dívida dos Estados com a União. Incialmente esse recurso foi obtido pelo governo de Santa Catarina, na segunda-feira o governo do Rio Grande do Sul conseguiu liminar semelhante, e os governos de Alagoas e Rio confirmaram que vão entrar com pedido semelhante.

O relator da causa, o ministro Edson Fachin, até o julgamento do mérito, determinou que o governo gaúcho está autorizado a fazer o pagamento das parcelas com aplicação de juros simples (e não compostos). O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, saiu desesperado solicitando que o Supremo julgue o mérito da questão o mais rápido possível.

O cálculo inicial, se todos os estados entrarem com essa ação, é da ordem de R$ 300 bilhões. Fora todo o questionamento dos títulos do sistema financeiro como CDB, LCA, LCI, caderneta de poupança, Tesouro Direto e muitos outros contratos.

Como se já não bastasse toda a tensão vivida pelo país com o processo de impeachment em sua semana derradeira na Câmara dos deputados, mais essa bomba se coloca à frente.

Eu tenho até dificuldades de imaginar que um ministro possa ter dado uma liminar deste tipo. Para quem é entendido do assunto, sabe que não existe o uso de juros simples, ele é apenas uma forma de expressar sem utilidade técnica. Na prática, não existe nenhum contrato que não se aplique os juros compostos.

Um leigo pode ser até enganado se usar os juros simples em algumas situações, por exemplo, uma taxa de 14% a.a. cobrada diariamente implica num juro composto de 15% a.a. Sem falar num título que paga os juros no final, como as LTN’s, que não seriam afetadas, uma vez que, são calculadas usando o juro composto.

Qualquer curso elementar de finanças ensina como não se deve entrar na armadilha dos juros simples, pois a realidade implica que a maneira correta de cálculo é do juro composto.

Fiquei pensando qual a motivação desse ministro em aprovar essa liminar sem perguntar a um especialista sobre o assunto. Só vejo um sentimento de “pena” do Estado, a União pode pagar porque é mais rica. Esse é um caso típico, onde esses assuntos não poderiam ser resolvidos nessa instância, o risco é muito elevado de tomar se uma decisão sem o menor respaldo técnico.

Se essa ação for confirmada pelo Supremo, vou rasgar meu diploma. O que eu poderia ensinar, que os juros simples estão certos? Me recuso! Sr. Ministro seja mais humilde e assume que não entende do assunto, pergunte a opinião de uma especialista!

A publicação da balança comercial chinesa gerou certo alívio nos mercados. Com as exportações crescendo 18,7% a.a. e as importações caindo 1,7% a.a. Mesmo considerando que essa alta é consequência de uma base menor – como pode se verificar no gráfico abaixo, qualquer notícia positiva hoje em dia é bem-vinda.


No post de ontem eu mostrei o resultado da previsão do PIB pelo FED de Atlanta, mas esse último ganhou um concorrente. O FED de Nova York resolveu publicar a sua previsão do mesmo indicador. O interessante de ambos é que essas previsões são realizadas em cima dos dados publicados, usando modelos estatísticos sem nenhum julgamento humano.


Como podem notar, o modelo de NY estima um PIB de 1,1% e superior ao de Atlanta. Vamos verificar quem tem o modelo melhor com o tempo. Em todo o caso, o de Atlanta não decepcionou até agora e tem um nível bem melhor de acertos que os economistas, inclusive os do FED!

Queria registrar que no post de ontem Temer-test-drive houve um engano num dos gráficos postados, eu já efetuei a correção.

No post hemorragia-fiscalfiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” O círculo em verde mostra certa indefinição no curto prazo. Só nos resta aguardar que haja o rompimento do nível de 1,15. Caso contrário, ainda não seria desta vez que o euro surpreenderá os analistas, inclusive o ECB!”...

O gráfico abaixo é de uma visão mais de longo prazo. O movimento desta semana levantou a possibilidade que está esboçada em verde, ou seja, que o euro está traçando um triângulo. Isso olhado de hoje, ainda é só uma possibilidade e não me aventuraria a nenhuma posição agora. Nosso trade foi liquidado hoje com um prejuízo de 0,90%.

Essa experiência – trade, exemplifica dois pontos importantes: primeiro de como é difícil de operar quando o ativo está em correção, e segundo que, quando se opera contra a tendência de longo prazo, deve-se ter muita cautela e estabelecer stoploss pequenos.

O SP500 fechou a 2,082, com alta de 1%; o USDBRL a R$ 3,4878, com queda de 0,12%; o EURUSD a 1,1274, com queda de 0,97%; e o ouro a US$ 1.242, com queda de 1,03%.
Fique ligado!