Inflação: A Revanche

31 de março de 2016

Cabo de guerra

Antes de iniciar o assunto do post, queria comentar uma frase pronunciada pela Dilma hoje, no encontro com artistas e intelectuais – depois é bom verificar essa lista -, ao dizer que: ..."seus antecessores deveriam ter sofrido impeachment por pedaladas”... Ela provavelmente não percebeu, mas já assume ser destituída do cargo.

Em todo caso, a frase da Presidente me fez lembrar aquelas situações que nossos filhos, ao irem mal numa matéria, argumentavam que todos seus colegas também foram! Eu me recordo, que nessas situações dizia que esse argumento não interessava, pois eles não passariam de ano ao se compararem aos outros.

Para mim, a Dilma já era! O Temer pode se preparar para assumir, desde que não haja tempo hábil para julgar se houve recursos para a campanha que não foram declarados, o que sem dúvida existiu.

Vocês já brincaram de cabo de guerra? Claro que sim. Quando prestei serviço militar eram comuns estas disputas, quem perdia, tinha que pagar em flexões de braços, 20, 30, e etc... Não me recordo bem das disputas, mas ao lembrar bem do castigo, devo ter pago inúmeras! Hahaha...

Acho que eu descobri o que a Yelen quis dizer essa semana, quando mencionou estar preocupada com as incertezas globais. Enquanto a maioria dos analistas foi buscar onde e em que economias poderiam estar suas preocupações, ao examinar uma série de dados, uma hipótese surgiu.

Amanhã será publicado os dados de emprego, e ao esmiuçar uma batelada de informações, cheguei a conclusão que essa área vai bem obrigada. Selecionei alguns itens para justificar minha afirmação.

O gráfico a seguir mostra que a criação de empregos, que inicialmente estava concentrada nos postos de maiores salários, consequentemente de maior nível escolar, agora encontram-se distribuídas em todas as camadas.


Mas sem dúvida, essa foi uma recuperação onde os mais educados foram beneficiados.

O próximo gráfico é uma estatística de quantos candidatos disponíveis existem para cada posto de trabalho, ou seja, quanto menor, é mais difícil para as empresas contratarem.


O FED tem um mandato duplo, nível de emprego e inflação. Considerando que o primeiro não é sua preocupação no momento, o segundo passa a ser o foco, haja visto que, a inflação encontra-se abaixo do objetivo traçado de 2% a.a.

Eu já publiquei em alguns posts, ilustrações que apontam para uma elevação dos níveis inflacionários. Essa foi uma das razões que fez com que o FED elevasse a taxa de juros em dezembro último.


Mas então onde está o problema? Vejam a seguir os argumentos que estão influenciando os juros americanos:
  • As expectativas do FED, apresentada na probabilidade de seus membros (puxa os juros para cima)
  •  Injeções de liquidez – QE pelo ECB e BoJ (puxa os juros para baixo)
  • Demanda de investidores estrangeiros (puxa os juros para baixo)
  •  FED subir lentamente (puxa os juros longos para baixo)
As linhas em itálico mostram que o FED não teve outra alternativa, senão baixar suas expectativas nas altas de juros. Caso assim não o fizesse, poderia sofrer consequências negativas como: subida do dólar afetando a economia e possível queda das bolsas, entre outras.


Este é o cabo de guerra que se desenvolve no momento na área de juros, por um lado seria mais prudente elevar, uma vez que, a política monetária tem um efeito retardado, além dos juros atualmente estarem muito negativos, e por outro lado, a demanda dos investidores deprime os juros.

O gráfico a seguir mostra como a venda efetuada pelos bancos centrais vem sendo absorvida por investidores privados.


No post bipolar, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ..." Vou continuar com a hipótese que o ouro está consolidando, e fazer um pequeno ajuste na ordem original, onde o novo preço de compra passa para US$ 1.200, mantendo o stoploss a US$ 1.140. Por outro lado, não posso garantir que o metal chegue nesse nível, Pode ser que, o mesmo suba de um nível superior. Mas prefiro ficar com as evidências técnicas e estatísticas”...


Na última segunda-feira ele quase chegou lá com a mínima atingindo US$ 1.208, depois disso voltou a subir, e agora encontra-se no mesmo nível anterior. Eu mantenho o mesmo alerta grifado acima, mas ainda tenho confiança que compraremos no nível indicado. Se isso acontecer, evitamos um monte de sofrimento e frustrações destes últimos dias. O mercado está nitidamente consolidando. Stay Calm!



O dólar negociou hoje abaixo de R$ 3,57 citado no post alta-tensão. O fechamento de hoje, ao nível de R$ 3,5875, passa a ser importante na definição do que pode ocorrer daqui em diante, estamos alerta.

O SP500 fechou a 2.059, com queda de 0,20%; o USDBRL a R$ 3,5890, com queda de 0,30%; o EURUSD a 1,1379, com alta de 0,37%, vamos considerar que a sugestão de compra está valendo; e o ouro a US$ 1.213, com alta de 0,56%.
Fique ligado!

30 de março de 2016

Piano piano se va lontano


A Presidente do FED, Janet Yelen, fez alguns comentários ontem, no Economic Club de New York, dizendo que as incertezas globais garantem um enfoque cauteloso na política monetária. Esses comentários são posteriores aos de outros diretores do FED que estão otimistas com a economia americana, deixando a porta aberta para elevação de juros já na próxima reunião de abril.

O Deustche Bank fez uma estatística de quantas vezes os assuntos internacionais são mencionados por Yellen em seus discursos, veja a seguir.


Embora os argumentos entre Yelen e seus diretores não sejam totalmente conflitantes, uma vez que a economia americana pode estar indo bem e a global não, o resultado final é. O que os investidores querem saber é, se o FED irá ou não subir os juros e quando, os argumentos para tal decisão são problemas deles!

O mercado resolveu apostar na Yellen e praticamente eliminou qualquer alteração nos juros na próxima reunião de abril, as chances agora são de 5%.

Os mercados reagiram de acordo, os juros e o dólar caíram, enquanto as bolsas e commodities subiram. Esta melhoria de humor já é vista no fluxo de recursos para os mercados emergentes, tanto nas bolsas quanto nos títulos de dívida.


Os resultados do ADP, uma proxy dos dados de emprego que serão publicados na próxima sexta-feira, apontou para uma criação de 200.000 novos postos. Esse é um resultado positivo e mantém a média ao redor 200.000 nos últimos anos.


O que chama a atenção é a repartição entre os setores, pois enquanto na indústria criou-se somente 9 mil, na área de serviços foram de 191 mil, a quase totalidade.

Mesmo assim, algumas disparidades podem ser vistas nas várias estatísticas, primeiro ao se comparar o emprego com o ISM de serviços.



Depois a mesma comparação com os lucros das empresas. Neste caso, sempre que os lucros caíram, o emprego recua mais à frente.


Se vocês acham que eu sei a resposta se enganaram. Mas também não sou o único, o FED parece não saber também. Por tudo isso, a Yelen resolveu usar o provérbio italiano "Piano piano se va lontano"

No post você-contrataria-seu-ex-chefe, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ..."A área em verde no gráfico acima, entre 1,14 e 1,17, deveria conter a moeda única, caso o triângulo rume para baixo. Quero lembrar os leitores, que a maior chance é de rompimento para baixo (2/3), mas existe também uma chance de 1/3 de romper para cima. Let´s the market speak!"...

Agora o euro se aproxima do nível de 1,14, e uma oportunidade de trade surge. As condições são as seguintes: comprar euro num fechamento acima de 1,1380, com um stop a 1,1280 e um target ao redor de 1,17, a ser melhor definido. 

Já faz longos 12 meses que o euro está contido na área em verde - Palmeirenses vocês não estão sozinhos nessa fase ruim, a seleção brasileira está com vocês! Os leitores do Mosca sabem que eu não acreditava muito na queda do euro como o mercado, tanto é verdade, que a maior parte das sugestões de trade foram de compra.  

No post citado acima, e com uma visão mais longa, parece que a moeda única está formando um triângulo, e a maior chance seria de queda. Porém, no momento, o euro se aproxima da parte superior do triângulo, e eu não ficarei nem vermelho, nem surpreso se ele subir. Podem estar certos, se isso acontecer, haverá muitos prejuízos por aí, estimo o nível ao redor de 1,20!

O SP500 fechou com alta de 0,44%; o USDBRL a R$ 3,6116, com baixa de 0,72%; o EURUSD a 1,1332, com alta de 0,36%; e o ouro a US$ 1.225, com queda de 1,35%.
Fique ligado!

29 de março de 2016

Alta tensão


Agora como é certo o desembarque do PMDB do governo, a probabilidade do impeachment deve se elevar a cada hora. Qualquer político sabe que não consegue fazer nada sem apoio, que pode ser do governo ou da bancada de deputados ou senadores. No momento atual, os partidos aliados do governo, têm um compromisso de apoio desde que possam vislumbrar benefícios. A partir do momento que a chance do governo ser destituído se eleva, porque manteriam seu apoio, se no novo governo serão considerados como inimigos?

É o que se denomina em economia de ciclo virtuoso ou efeito manada, a cada deputado ou senador que adere a favor do impeachment, aumenta a chance dos indecisos também aderirem.

Fiquei pensando, como o PT e seus correligionários reagirão daqui em diante, ao ver a nave sucumbir. A minha mente remete ao imperador Romano Nero, que segundo dizem as lendas, resolveu colocar fogo em Roma, uma vez que o senado romano havia indeferido seu projeto para construir um complexo palaciano. Será que vamos assistir cenas de violência incentivadas pelo governo, ao se portar como vítima de um golpe? Não considero improvável, principalmente se houver demora no processo de cassação.

O "cumpanheiro" que mais parece uma barata tonta tentando costurar algum acordo com os partidos, só não deve estar feliz com essa situação porque corre sério risco de ser preso. Se esse não fosse o caso, se portaria como vítima da situação, lamentaria a queda de Dilma e se colocaria em campanha para 2018. Mas sua ganância e arrogância foram tamanhas, que deixou rastro por toda parte. Até o faqueiro de ouro ofertado pela Rainha Elizabeth em 1968 para o Brasil, estava em seu cofre. Ah, pegou por engano, pensou que tinha trazido de sua casa antes de assumir a Presidência! "Shame on you!"

Na sexta-feira serão publicados os dados de emprego, e como é de costume chama a atenção do mercado. No front econômico, a previsão de PIB feita pelo FED de Atlanta sofreu um revés espetacular nos últimos dias. Depois de ter se igualado a previsão dos analistas ao redor do meio de março, mudou de direção e agora aponta um crescimento para o 1º trimestre ao redor de 0,5%. Não é um dado bom!


Na mesma linha, a pesquisa feita pelo FED de Dallas aponta o 15º mês consecutivo de contração, algo somente visto em recessões. Ao se verificar os detalhes, o emprego, horas trabalhadas, investimentos, todos estão em contração, além das expectativas futuras para novas ordens e empregos  que despencaram.



Essa região dos USA é muito impactada pelo petróleo, e boa parte desse resultado é consequência da queda do preço do óleo. É natural que não seja o espelho de todo o país, mas que não ajuda, não ajuda.

Mas nem tudo é consenso, como exemplo abaixo encontra-se o PMI regional da indústria, comparado com o índice ISM de todo o país, a ser publicado no final do mês.



E assim, os analistas estão sendo expostos a informações que são conflitantes. Está muito difícil ter uma posição clara, se realmente os USA estão acelerando sua economia, ou esses dados melhores são apenas um espasmo. 

No post inside-information, comentei que o dólar ainda teria novas mínimas a serem atingidas antes que um trade seja sugerido: ..."Eu só posso dizer que o real vai cair mais, se negociar abaixo da mínima de R$ 3,57, antes disso é palpite"... ..."acredito que a mais provável é entre R$ 3,40 - 3,45."...


O nível apontado acima não foi atingido e a moeda encontra-se negociando nos últimos dias, dentro de um intervalo pequeno. Deve estar contando as secções até a aprovação do impeachment!

As linhas em verde - que fase do Palmeiras! - deveria "dirigir" o dólar ao target apontado no gráfico em torno de R$ 3,40 - R$ 3,45, nos próximos dias. Por outro lado, ultrapassando R$ 3,75 e principalmente R$ 3,85, algo de novo pode estar acontecendo.

Assim como cidadãos, não existe nada a fazer a não ser esperar pelo desfecho da ação de impeachment, o mercado de câmbio parece estar na mesma sintonia. Quero deixar claro que, o dólar contra o real, além desse fator interno, tem influencia dos fatores externos, e qualquer movimento mais acentuado do 'dólar - dólar', poderá ter efeito nas cotações aqui. Em outras palavras, poderá somar ou subtrair do resultado político.

No post no-limite, atualizei o stoploss para os juros de 10 anos para 1,85%, o mesmo nível de entrada. Hoje fomos executados no zero a zero. O mercado fechou a 1,81%, depois da Yelen ter baixado a bola de quem esperava várias elevações de juros pelo FED. Mais comentários amanhã.

O SP500 fechou a 2.055, com alta de 0,88%; o USDBRL a R$ 3,6399, com alta de 0,34%; o EURUSD a 1,1290, com alta de 0,87%; e o ouro a US$ 1.241, com alta de 1,74%.

28 de março de 2016

Liquidez em local errado


Aconteceu a crise de 2009 e os bancos centrais imprimiram quantias elevadas de dinheiro. Para onde esse dinheiro foi, e por que não gerou crescimento global?

Com essa pergunta começa um relatório do Deustche Bank.

Um volume considerado de dinheiro criado desde de 2009, foi usado pelos bancos centrais na compra de ativos financeiros. Assim, uma resposta é que as autoridades monetárias derrubaram as taxas de juros e elevaram os preços das ações, de uma forma direta (Japão) ou indireta (USA e Europa).

Adicionalmente, uma boa quantidade de recursos criados, incentivou os empréstimos na economia. Entretanto, boa parte desse aumento foi originado pelas empresas e pouco pelos consumidores. Nesses empréstimos, as companhias ao invés de usarem para novos investimentos, o objetivo era recomprar suas próprias ações, o que ajudou na alta da bolsa.

Assim, a resposta à essa questão é que, a ação dos bancos centrais desde 2009, criou uma significativa inflação de ativos via compras diretas e via juros baixos.

Para dizer a verdade, a ação dos bancos centrais vêm ajudando as economias, mas não o quanto se esperava. A principal razão é que os ativos financeiros não são distribuídos de forma equânime. O primeiro gráfico é sobre a distribuição de renda em função do percentil da população.


O próximo mostra o incremento de riqueza pelo percentil de renda.


Já na Europa e Japão, os ativos financeiros estão menos nas mãos dos indivíduos e mais nas instituições, como os fundos de pensões e companhias seguradoras, que não gastam em consumo nem em investimentos diretos.

Como resultado, a principal razão que o dinheiro impresso pelos bancos centrais não gerou crescimento global, é que o efeito riqueza foi fraco, não só nos USA, mas também na Europa e Japão. Em outras palavras, a política monetária expansiva não criou o que o livro texto de economia prega: ..."juros baixos aumentam o consumo e empréstimos e por consequência  o PIB"... O que se viu, foi que o canal de transmissão se deu via elevação nos preços dos ativos, gerando efeito riqueza.

Olhando para frente, o que pode ser feito da próxima vez em que os USA entre em recessão? É incerto, se elevarem ainda mais os preços dos ativos irá ajudar muito mais, em particular se os valores das ações, títulos e imóveis, chegarem a um ponto que os investidores se tornem céticos quanto ao valor futuro desses ativos. Assim, só resta a política fiscal. Também é obscuro se mais gastos com infraestrutura é uma boa ideia, veja gráfico a seguir.


Por outro lado, os "helicópteros" - veja post helicópteros-sem-limites sobre o assunto - são uma opção. A resposta geral para o que se pode fazer da próxima vez, é que, qualquer política econômica, incluindo a política fiscal, de colocar mais dinheiro na mão das pessoas para gastar, será útil.

Como uma tese de investimentos, as ideias colocadas acima, são complicadas e desassociadas dos fundamentos tradicionais. Como resultado, observando os mercados atualmente, e considerando que os bancos centrais estão tão envolvidos em "controlar" os preços dos ativos, não se pode culpar os investidores de acompanhar com muita atenção, ativos mais simples como o petróleo.

Tenho observado vários analistas sugerindo que os bancos centrais tentem outra forma para buscar o crescimento da economia. De certa forma, está se criando um consenso que o que foi tentado não funcionou bem, e que é chegada a hora de usar a política fiscal. Se essa minha hipótese é verdadeira, qualquer ação por algum banco central usando as armas antigas será considerada pelo mercado como inútil, assim, não surtirá efeitos, só restando a última bala de prata que é a política fiscal.

Da próxima vez que viajarem para o exterior, fiquem atentos ao céu, pois quem sabe terão a sorte de capturar algumas notas de dólares, atiradas pelos helicópteros! Hahaha...

No post fed-para-ou-continua, dia da indicação de Lula para o Ministério, fiz os seguintes comentários sobre o índice Bovespa: ..."Certamente o mercado não gostou da indicação do Lula, não estava no programa, quando a bolsa subiu fortemente. Mas eu coloco mais ênfase no fato dos vendidos já terem liquidado suas posições, e depois disso, o mercado deve ter se posicionado comprado"... ..."mas não acredito que o mercado virou completamente, acho que deve ser uma realização mais forte, a bolsa subiu muito rapidamente. Eu apontei no gráfico abaixo, um intervalo que acredito ser importante no curto prazo, entre 44.500 - 45.500"...



A mínima de 46.500 foi atingida no dia seguinte a essa publicação, voltando a subir na sequência, como se pode verificar no gráfico abaixo.



Embora minha hipótese esteja correta ao não acreditar que a bolsa tinha virado, ainda permaneceremos sem posição. A recomendação de trade anotada acima está cancelada. Vou aguardar melhores momentos para comprar. Por enquanto, aconselho a acompanharem o desenrolar da situação política, que parece oferecer mais emoções! Hahaha...

O SP500 fechou a 2.037, sem variação; o USDBRL a R$ 3,6227, com queda de 1,64%; o EURUSD a 1,1191, com alta de 0,25%; e o ouro a US$ 1.121, com lata de 0,41%.
Fique ligado!

23 de março de 2016

Helicópteros sem limites


O Mosca usou o termo “helicópteros” indiscriminadamente, para indicar ações dos bancos centrais ao redor do mundo, injetando liquidez no sistema global. Essa nomenclatura deve-se a um discurso feito por Bernanke, conforme será descrito logo abaixo. Ela tornou-se popular nos últimos anos, e é fundamentado pelo economista Milton Friedman.

O artigo a seguir foi publicado na Bloomberg, e tem como objetivo, revelar na sua forma original o que esse termo significa. No texto existem vários economistas defendendo seu uso, bem como, outros alertando para os riscos de uma ação nunca antes experimentada.

Depois de mais de 600 cortes de juros e US $ 12 trilhões em compras de ativos, não ter conseguido elevar a inflação, os bancos centrais podem precisar entrar de cabeça, ainda mais fundo, em território desconhecido.

A maneira de tirar o mundo da sua rotina desinflacionária poderia ser através de financiamento direto de estímulo para o governo - uma estratégia conhecida como “jogar dinheiro pelo helicóptero", proposta esta, sugerida pelo Prêmio Nobel Milton Friedman, em 1969.

Os economistas do Citibank, HSBC e Commerzbank, sugerem essa ação, em seus relatórios publicados aos investidores, sobre o tema nas últimas duas semanas. Funcionários do Banco Central Europeu já estão discutindo sobre o que o presidente Mario Draghi chama de "conceito muito interessante."

..."Nós não sabemos com certeza se essa será a próxima cartada a ser tentada, porém o tema está recebendo muita mais atenção"..., disse Gabriel Stein, economista da Oxford Economics, em Londres. ..."A probabilidade é razoavelmente alta, de alguma forma ser implementada em algum lugar”...



A teoria - nunca antes tentada por uma grande economia moderna - é para fundir as políticas monetárias e fiscais, agora ambas “sem limites”. Os governos precisam de dinheiro, então vendem títulos de curto prazo direto ao seu banco central. O dinheiro recém-impresso é então injetado na economia, através de cortes de impostos ou programas de despesas. Os intermediários usuais, como os bancos, são ignorados.

A ideia é estimular os gastos e investimentos diretamente, ao invés dos rendimentos de títulos baixos influenciarem os investidores a correrem risco. Os bancos centrais podem ser salvos dos governos, de forma permanente, através do estabelecimento das taxas de crescimento ou limites para a inflação.

Num discurso feito em 2002, que lhe valeu o apelido de "helicóptero Ben", o então governador da Reserva Federal, Ben Bernanke, disse que jogar aos céus cédulas de dólar, seria: ..."quase certamente, um estímulo eficaz para o consumo e, consequentemente, aos preços”...

Relançar o debate é a constatação do fracasso da inflação em acelerar em grande parte do mundo. O Banco of América calculou que, a partir fevereiro de 2008, os bancos centrais cortaram as taxas de juros em 637 vezes, passando a deter US$ 12,3 trilhões em ativos. Ele também estimou que 489 milhões de pessoas, vivem agora em países onde as taxas de juros são negativas.

Inflação Galopante

Para Dalio, fundador do Hedge Fund Bridgewater, cujos ativos administrados montam a US$ 154 bilhões, tudo isso indica que o próximo passo deve ser para fazer ainda mais, com o objetivo de provocar a demanda.

..."Se você olhar ao redor do mundo o nosso risco não é a inflação, e também não é o superaquecimento econômico"... ... "Eles terão que ir mais diretamente aos gastos”... Disse Dalio, em entrevista a Bloomberg.

Então, o que há para não gostar? Os críticos dizem que a pulverização do dinheiro acabaria gerando uma inflação galopante e a dívida pública ficaria sem controle – segundo o economista Weimar. A independência e credibilidade dos bancos centrais seria potencialmente danificada. E a política poderia sair pela culatra se as famílias poupassem ao invés de gastar.

O Presidente do Bundesbank, Jens Weidmann,  já disse que "dinheiro de helicóptero": ..."iria abrir enormes buracos nos balanços dos bancos centrais"...  e deixar os governos e os contribuintes para ..."pagar a conta no final"...

“Free Lunch”

Depois, há a legislação. O BCE está proibido de financiar estados e carece de um único Tesouro para trabalhar, enquanto o FED é limitado nos ativos que pode comprar.

..."A opção de helicóptero é simples, de fácil implementação, e para alguns oferece a coisa mais próxima de um almoço grátis"..., disse Stephen King, assessor econômico sênior para o HSBC. ..."Se isso soa bom demais para ser verdade, é porque é!”...

Draghi disse na semana passada que por enquanto o BCE não estudou o conceito: ..."envolve claramente complexidades, tanto na contabilidade como no jurídico"... Colleague Peter Praet, no entanto, recusou-se a descartar isso como uma opção quando solicitado.

O debate pode permanecer acadêmico. Nos EUA, os preços estão subindo, e o Fundo Monetário Internacional ainda prevê que nas economias avançadas a inflação acelere para 1,7% no próximo ano, contra 1,1% atualmente.

Pensando no Inimaginável

..."Eu não acho que o “dinheiro de helicóptero” se desenrolou bastante ainda"..., disse Ewen Cameron-Watt, estrategista de investimentos da BlackRock . ..."Você precisa de uma desaceleração considerável e queda ainda maior das expectativas de inflação em primeiro lugar”...

Ainda assim, se as economias não se acelerarem de novo, Jonathan Loynes, da Capital Economics, observou que os bancos centrais têm mostrado vontade de revisitar ideias outrora rejeitadas.

..."A lição clara dos últimos anos tem sido que as medidas políticas, aparentemente inimagináveis anteriormente, confinadas à teoria ou a livros de história, podem se tornar realidade se as circunstâncias econômicas extraordinárias persistirem  por tempo suficiente"..., disse ele.

O Mosca não acredita que será necessário esse experimento, pois parece que a economia americana poderá, no mínimo, empurrar mais para frente essa decisão. Mas também não se pode descartar com níveis de endividamento globais tão elevados. Nem sempre se consegue sair do que se chama “armadilha da liquidez”, onde a economia permanece estagnada mesmo com injeções de recursos.

Caso isso aconteça, não vejo com bons olhos seus resultados, pois ou podemos ser levados a um processo inflacionário em espiral, ou uma deflação clássica, ambos muito ruins para os investidores.


Espero que o pessoal do nosso governo não leia meu post hoje, pois podem ser compelidos a dizer que o déficit público cresceu por se encontrarem “Ahead of the curve”, ou seja, já se antecipou a essa nova ideia! Hahaha...

No post no-limite, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ..."Nesses últimos pregões fiquei mais preocupado, e resolvi colocar o stoploss no nível de entrada 1,85%"... ..."Eu sei que a economia americana apresenta sinais positivos, vou mostrar isso na próxima segunda-feira, mas com tantos países com juros negativos, talvez os investidores estejam diversificando em outros papéis"...

Essa é a única posição que temos em aberto. Hoje o mercado teve queda dos juros. Neste momento estamos próximos ao nosso stop a 1,88%. Tudo indica que seremos stopados hoje à noite ou amanhã pela manhã.

O único dado relevante hoje foi o PMI, elaborado pela empresa Markit. O oficial é publicado no final do mês. 


Com um resultado praticamente igual ao de fevereiro, parece que o mercado esperava mais. O fato desse dado ter pouca relevância, e observando o impacto que teve nos juros, me fez ficar descrente da nossa posição. Se formos stopado, bye, bye, mas sem prejuízo! Para dizer a verdade, daria até para apostar ao contrário, no curto prazo.


Com o fim de semana prolongado, o Mosca deve voltar normalmente na próxima segunda-feira. Como nada está "normal" por aqui, eu publico caso haja algo relevante.
Boa Páscoa!

O SP500 fechou a 2.036, com queda de 0,64%; o USDBRL a R$ 3,6841, com alta de 2,51%; o EURUSD a 1,1183, com queda de 0,30%; e o ouro a US$ 1.220, com queda de 2,17%.
Fique ligado!

22 de março de 2016

Um E.T. bate a sua porta



O título de hoje do Mosca é figurativo, meu objetivo foi simplesmente passar uma mensagem de mudanças que deverão acontecer nos próximos anos. Já fiz alguns posts comentando sobre a substituição de empregos por robôs, e esse processo vem tomado um rumo crescente.

Foi publicada uma pesquisa com os americanos para saber quais eram suas expectativas sobre a substituição de trabalhos por robôs.

Como pode-se observar, a maior parte, inclusive dos trabalhadores, acredita que a maioria dos empregos serão executados por A.I., um acrônimo usado para os robôs.

Num mundo de baixo crescimento, mesmo os trabalhos de baixa especialização, é apropriado a substituição de empregos efetuados por humanos por robôs /drones, para cortar custos. Um exemplo disso pode ser observado na cidade de Seatlle, onde recentemente, por conta de um elevação do salário mínimo,  o emprego recuou. Vejam o que ocorreu.


Além do McDonalds que já se moveu nesse sentido, instalando caixas robotizadas, a empresa de pizza Domino parece que caminha no mesma direção. Pizza entregue por um robô? Isso pode parecer ficção científica, mas essa ideia pode estar mais próxima à realidade do que parece. A foto do post é o que essa empresa denominou de DRU, que irá trazer o pedido de pizza diretamente à sua porta.

Esse é um projeto em colaboração com uma empresa australiana Maraton Targets, que criou os primeiros robôs autônomos para a Força de Defesa Australiana no final dos anos 2000. Esse veiculo é totalmente autônomo, fabricado com um plástico acrílico exterior e a parte interior de alumínio, permitindo que as ordens fiquem nas melhores condições. Usa uma outra tecnologia sensorial de laser de luz, para detectar e navegar em torno de obstáculos ao longo do caminho..

Até agora, a DRU foi testada em vias e estradas aprovadas, aliás, os mesmos que a McDonalds começou a testar seu primeiro modelo de entrega. A sua velocidade e navegação significa que não estarão ainda ruas regulares ou auto-pistas. Se os fabricantes de DRU continuarem aprimorando sua tecnologia, se enquadrando a atender as diretrizes de alimentos e segurança rodoviária, não é difícil de imaginar que usando a orientação do Google Maps, em breve, poderemos estar recebendo pizzas dessa maneira, no resto do mundo.

Outra projeção neste mesmo assunto apresenta em quais países existem mais riscos dos robôs substituírem os empregos.


Aqui no Brasil, uma grande demanda existira já para esses robôs, na Polícia Federal. Imagine se ao invés do "Japa" aparecessem um robozinhos desses para fazer as prisões da lava-jato? Pelo andar da carruagem, precisariam centenas de DRU por vários anos! Hahaha...

Desde a última atualização do SP500 no post virada-no-2º-tempo, o índice acabou subindo levemente, aproximando-se  agora do limite superior apontado: ..."Entre 1.890 e 2.010, é o que se denomina como terra de ninguém. Rompendo para baixo, o nível 1.890 e principalmente abaixo de 1.810, uma nova onda de quedas deverá acontecer. Na parte superior, acima de 2.010, o próximo ponto será 2.100, que caso seja ultrapassado, novas máximas estariam nas cartas"... Também disse qual era minha preferência: ..."Tenho uma pequena preferência pela alta, e se alguém quiser se aventurar, sugiro um stoploss "pão duro" a 1.940, ou mais correto 1.890"...

Antes de continuar com a análise, quero atualizar o gráfico do VIX que é uma medida de volatilidade.


Depois de ter passado pelo stress do começo do ano, está próximo a adentrar nos níveis mais baixos, isso por si só, é um indicador de alta da bolsa.

Os últimos indicadores que tenho visto, e que são consistentes com a opinião dos investidores, encontram-se ou com posição vendida na bolsa, ou menos expostos. Caso o mercado ultrapasse o nível de 2.100, a alta poderá ser expressiva, pois o mercado não sai do lugar faz praticamente um ano. Se acontecer, nós vamos comprar.

Talvez a resiliência vista aqui no Bovespa seja ocasionada por situações semelhantes, vamos ficar de olho também.

Minha experiência me diz que nestas situações é necessária uma notícia catalisadora, como por exemplo: Trump não foi aprovado por seu partido, Lula é preso, e etc... Todos já sabemos que, segundo Nietzsche é preciso alguma explicação. Vejam que o atentado de hoje em Bruxelas, não teve quase impacto nos mercados.

Embora a maioria dos analistas esteja prevendo uma queda das bolsas, ela pode não acontecer. Nós não estamos aqui para julgar quem acertou ou quem errou, nosso compromisso é com o bolso! 

O SP500 fechou a 2.049, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,5939, com queda de 0,64%; o EURUSD a 1,1217, com baixa de 0,20%; e o ouro a US$ 1.247, com alta de 0,33%.
Fique ligado!

21 de março de 2016

Bipolar



Com um fim de semana mais calmo que os anteriores, em consequência do desenrolar da operação lava-jato, retorno a assuntos mais voltados a economia. Isso não significa que haverá uma estabilização política, longe disso, apenas um refresco como se diz na gíria.

No post de sexta-feira frisei que comentaria hoje sobre as informações mais recentes da economia americana. Um relatório elaborado pelo banco Goldaman Sachs, enfatiza que os últimos movimentos da maioria dos BC's, parece uma tentativa coordenada para aliviar as condições financeiras, e ao mesmo tempo, evitar uma pressão maior na moeda americana, em especial ao yuan Chinês.



Mas a economia americana está numa posição cíclica mais forte que seus pares, fazendo com que, esse episódio tenha curta duração. Esse banco está mais confiante que, tantos os salários como a inflação começaram a subir. Acreditam que, ao final desse ano, um crescimento acima da trajetória, será menos desejado.

No gráfico a seguir, com sete medidas distintas para a o núcleo PCE, indicador usado pelo FED para medir a inflação, e o CPI - foram calculados extraindo os itens mais voláteis como alimentos e combustíveis, enquanto outros cálculos apresentados abaixo, usam ferramentas estatísticas para reduzir a volatilidade do índice. A conclusão que se pode tirar é que, essas sete medidas se aceleraram consistentemente nos últimos 6-9 meses. É importante ressaltar que, a inflação ainda está abaixo do objetivo do FED, porém sua diferença vem se reduzindo sensivelmente.

No próximo gráfico são apontadas cinco métricas distintas do custo de produção, através de diversas medidas. De novo, se observa uma aceleração gradual, de uma média de 2% a.a. em 2012, para algo em torno de 2 1/2% agora. Considerando outras variáveis como a produtividade que se mantém abaixo das expectativas, o banco conclui que os dados do mercado de trabalho são consistentes com uma folga limitada de oferta, mas não muito.


Recentemente, um argumento importante para uma política monetária cautelosa, em função de um crescimento baixo de 1% do PIB no 4º trimestre, desapontou a maioria dos economistas. Entretanto o gráfico a seguir, mostra que ultimamente as surpresas nos USA tornaram-se levemente positivas. Além do mais, os dados publicados mais recentemente, como o desemprego e vários outros, apontam para resultados ainda melhores.



Colocar novamente a economia dentro da trajetória desejada implicará um aumento significativo nas taxas de juros, acima do que os mercados vêm precificando. .

O banco admite que essas análises estatísticas podem acarretar um risco de minimizar o impacto da elevação de juros nos USA, nas condições financeiras globais e crescimento, no mundo atual. Em particular, suas análises sobre a contaminação da China sobre o crescimento global, simplesmente não suporta esse excesso de sensibilidade que vem ocorrendo atualmente. Assim, eles esperam que o FED eleve os juros mais três vezes esse ano, embora admitam que o viés seja para baixo.

O banco Goldman Sachs, tido como um dos maiores players no mercado financeiro global, e com uma equipe de analistas destacada, tem uma visão que nada de negativo deveria se esperar para o futuro, ao contrário, se existe algo à se preocupar, é com o excesso de liquidez que está presente hoje nos mercados.

Minha única observação seria para um evento exógeno, que poderia modificar esse raciocínio, como a nomeação de Donald Trump como o próximo Presidente dos USA.

Bipolaridade é uma doença caracterizada por variações acentuadas do humor. Esse conceito pode ser estendido aos mercados, uma vez que, os investidores são seres humanos, e movimentos do mercado podem gerar reações diversas sobre as pessoas. Essa alternância de expectativas entre esses dois grupos - os economistas e o mercado, terão alguma convergência em algum momento. Mas até que alguma das partes não se junte às crenças da outra, podemos esperar movimentos bipolares do mercado.

No post duro-na-queda, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ..."O ouro negociou acima de US$ 1.260 por cinco dias, porém em nenhum deles fechou acima de US$ 1.265. E o que é pior, no dia que ultrapassou essa marca, chegou a US$ 1.280, e fechou com pequena queda."... ..."Agora acredito que, o movimento que eu estava esperando, poderá ocorrer. Vale então a sugestão de trade antiga: ..."comprar o metal a US$ 1.190, com um stop a US$ 1.140"...


Nem uma coisa, nem outra, depois de ameaçar queda abaixo de US$ 1.230, o que poderia completar nossa ordem, recuperou em dois dias US$ 40 e agora encontra-se no meio do caminho a US$ 1.245.


Vou continuar com a hipótese que o ouro está consolidando, e fazer um pequeno ajuste na ordem original, onde o novo preço de compra passa para US$ 1.200, mantendo o stoploss a US$ 1.140. Por outro lado, não posso garantir que o metal chegue  nesse nível, Pode ser que, o mesmo suba de um nível superior. Mas prefiro ficar com as evidências técnicas e estatísticas.

O SP500 fechou a 2.051, com alta de 0,10%; o USDBRL a R$ 3,6130, com baixa de 0,26%; o EURUSD a 1,1243, com queda de 0, 21%; e o ouro a US$ 1.243, com queda de 0,86%.
Fique ligado!

18 de março de 2016

No limite


Peço desculpas aos leitores se boa parte do material do Mosca ultimamente está mais para um blog jurídico e policial, que econômico. Mais por outro lado, é inegável que esses acontecimentos podem ter repercussões importantes em nossa economia.

Ontem ao assistir o Jornal Nacional, me vi contestando á TV quando Dilma falava na posse do Lula. Mas como controlar esse sentimento, ao se deparar com tantas mentiras? Eu sei que, quando sentimos raiva é porque já não existe a menor esperança que o outro mude, então é justo o que sinto.

Mas ao refletir com um pouco mais de calma, percebi que o governo está se isolando cada vez mais. Sabe-se que Lula aceitou o Ministério para tentar salvar sua pele. Se conseguir assumir, não vai fazer nada, a única coisa que faz bem! A outra especialidade sua, que é mais rentável, se tornou muito perigosa pelo excelente trabalho do Moro. Não vai tentar nenhuma esperteza agora, mas como é um psicopata, nada está garantido!

Em relação a Dilma, podia-se ver em seu semblante na quinta-feira antes das gravações, que estava aliviada ao anunciar o "cumpanheiro" como Ministro, era sua salvação. Mal sabia ela, que ele a faria afundar mais rápido, pois nessas últimas 48 horas, fora todos os inimigos que tinha, ganhou mais uma série deles. O PMDB já deu o seu recado, os gatos, cachorros, pombos, águias e sei mais lá o que, todos no telhado. Estão de malas prontas para abandonar o barco. O Supremo virou de ponta basta analisar as últimas declarações do Ministro Celso de Melo, o Judiciário em uníssono. Os jornalistas foram caçar Janot na Suíça, que parecia uma peça á favor do governo, e segundo sua mais recentes declarações, deixa claro que está nesse cargo pelo seu histórico de trabalho e não por favores!

Quem ficou do lado do governo, a turma do PT que ou deve as calças de favores e sem ele no governo terão que buscar trabalho sério por aí, e mais alguns jovens que infelizmente não estão separando o seu viés político, com o caráter das pessoas que estão governando, além de mais meia dúzia de gatos pingados que usam o momento para aparecer.

Eu faço um apelo aos jovens que se encontram apáticos nesse momento. Eu também já fui jovem e é normal no período de formação, que se tenha um viés de esquerda. Quanto a isso não tenho problemas, podemos discutir, eu aceito. Porém, deve-se analisar quem está exercendo sua crença política, são pessoas idôneas ou usam o cargo em benefício próprio? Se você está em dúvida porque a justiça não apresentou provas, me diga se na sua vida particular essa situação que o Lula apresenta existe? Se tem algum amigo seu que te dá em consignação um sítio para usar a vontade, faz todas as reformas e etc...? E o Guarujá? Isso para dizer pouco. E as construtoras, não acredita nas prisões? Quem é o chefão do lado do governo. tem que existir um.

Outro argumento que tenho ouvido é: ..."mas quem não rouba, todos os políticos são iguais"... O grande estadista Francês disse uma frase que espelha bem a situação atual; ..."O difícil não é decidir sobre duas opções boas, mas sim sobre duas opções ruins"... Lembrem-se disso em suas vidas, irão acontecer algumas situações dessas. Por exemplo, sugiro assistir o filme a Escolha de Sófia.

Este é o caso em que se apresenta, realmente nossa classe política, não deve escapar quase ninguém, mas isso não é um pouco o espelho dos brasileiros, a famosa lei de Gerson? O PT montou uma organização para usar nosso dinheiro em seu benefício, é dessa forma que os fatos apontam. Só para seu conhecimento, o caso da Petrobrás envolve um valor enorme de R$ 50 bilhões.

Prendendo-se em argumentos verdadeiros, mas não aplicáveis à situação, você está apoiando um governo que está usando o dinheiro público para se perpetuar no poder e também em benefício próprio Vocês estão de acordo? Os outros políticos podem não ser bons, mas não existe nenhum outro partido que se lançou com um programa de corrupção tão audacioso. Bem, chega por hoje!

Vamos ver a seguir quais são as perspectivas da Rosenberg no caso dos dois cenários que existem daqui em diante, em relação ao governo.


Quero enfatizar que também é opinião daquela casa que, a probabilidade da Dilma ficar é de 15%, muito baixa. O cenário sem ela é mais incerto, como ficaria o governo? Mas nitidamente os resultados seriam muito melhores. Para traçar um paralelo, veja como um país pode mudar rapidamente, ao tirar governantes ruins. Desde que assumiu a Argentina, Macri tem dado rumo certo aquele país. Outro dia tive ciência de captações Internacionais para a Cidade de Buenos Aires, coisa que não acontecia à muito tempo.

Não estão convencidos, então veja a evolução da dívida brasileira desde 2014, comparadas com alguns países.



Bonito não!

Vamos pragmaticamente pensar na corrupção, afinal ela está aí. Eu penso que existem duas formas de corromper, uma o corruptor está está fazendo algo de útil para empresa gerando mais lucro. Essa pessoa resolve colocar um sobre preço para si. Nesse caso, é como se ela estivesse participando do lucro desse projeto. Agora outro caso, onde o corruptor inventa qualquer projeto, de tal forma que possa lhe proporcionar o lucro que deseja, mas que dará prejuízo à empresa. Nesse caso, o resultado negativo é maior que o original.

E dessa última forma que o governo se envolvia com as construtoras, o objetivo da propina era gerar recursos para eles, tanto faz o impacto para a empresa. Por exemplo, o caso de Pasadena, uma empresa que já não valia nada, mas era de grande utilidade para gerar propina no exterior.

No post trincou-o-copo, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ..."Marquei no gráfico os pontos que, se ultrapassados, colocam nosso trade em situação melhor. Primeiro o nível de 2,05 - 2,10% e depois e mais importante 2,30%. Vou reajustar levemente o stop para 1,70%. Para dizer a verdade, fiquei na dúvida se deveria subir mais agressivamente para 1,80%, mas preferi ficar com o anterior"... 



Como vocês podem verificar eu já estava um pouco desconfiado sobre a forma como os juros estavam subindo, tanto é, que queria colocar o stoploss um pouco mais elevado. Nesses últimos pregões fiquei mais preocupado, e resolvi colocar o stoploss no nível de entrada 1,85%.


Está marcado acima o que eu não gostei. Pode ser que eu esteja me precipitando e daqui a pouco o mercado volte a subir, mas prefiro tirar as fichas da mesa agora. Eu esperava uma alta mais vigorosa, e não é o que está acontecendo. Eu sei que a economia americana apresenta sinais positivos, vou mostrar isso na próxima segunda-feira, mas com tantos países com juros negativos, talvez os investidores estejam diversificando em outros papéis.

Vejam o que uma das maiores seguradoras alemãs, Munich Reis, resolveu fazer, para não ter que aplicar seus euros à taxas negativas: ..."The German company will store at least 10 million euros ($11 million) in two currencies so it won’t have to pay for the right to access the money at short notice, Chief Executive Officer Nikolaus von Bomhardsaid at a press conference in Munich on Wednesday. “We will also observe what others are doing to avoid paying negative interest rates,” he said"... E não é uma empresa qualquer de fundo de quintal, administra 230 bilhões de euros!

Para terminar este post longo, não poderia deixar de publicar o twitter do candidato a Presidência dos USA, Donald Trump.

Já queria fazer meus protestos antecipados, pois se Donald Trump pedir ajuda do Moro para resolver o caso, saio às ruas! Hahaha...



O SP500 fechou a 2.049, com alta de 0,44%; o USDBRL a R$ 3,6225, sem alteração; o EURUSD a 1,1267, com queda de 0,44%; e o ouro a US$ 1.254, com queda de 0,20%.
Fique ligado!