Inflação: A Revanche

29 de maio de 2015

O termômetro estava quebrado

O frio foi maior que o imaginado? A dúvida surge pela atualização do PIB americano do 1º trimestre, que ao invés de uma alta de 0,2%, indicam uma queda de 0,7%. Mas tudo bem, afinal dados passados não são garantia de dados futuros, esse lembrete muito usado na indústria de fundos, se aplica aqui também. O mais interessante foi a repórter da Bloomberg ter anunciado como uma boa notícia, pois o esperado pelo mercado era menor ainda.

A reação do mercado foi praticamente nula, uma vez que as explicações de exceção para um número tão ruim se elevaram. Além do frio, acrescentou-se o elevado déficit comercial, os estoques que cresceram pouco e uma greve nos portos da Califórnia. Não vou me surpreender se daqui a pouco um "economático", mistura de economista com matemático, elabore um modelo que preveja o PIB em função da temperatura. A proliferação de modelos ultimamente é impressionante, parece que se quer desenvolver um modelo infalível.

Pena que por aqui não faz tanto frio, pois poderia ser uma bela desculpa para a desaceleração econômica que passamos. Mas diferente dos USA, o PIB publicado hoje foi menos ruim, mostrando uma queda de 0,2%. Uhhh... estamos melhores que os americanos! Entretanto, a economia acumula uma queda de 0,9% em 12 meses.
Já para o segundo trimestre, diferentemente dos USA, espera-se uma queda mais forte do que ao do primeiro trimestre, 1,6%. Este dado sofrerá influências estatísticas por conta da Copa do Mundo, negativas é claro. Para o ano de 2015, a Rosenberg espera uma queda de 1,5%, e fazendo força para não ser pior.

No post ações-preço-de-banana, comentei sobre a forte alta da bolsa Chinesa em 2015. No dia seguinte o índice levou um tombo de 6,5%. Alguns leitores me enviaram mensagens parabenizando: "acertou na mosca". A esses leitores quero esclarecer que foi pura coincidência, senão eu já estaria rico e poderia aposentar o blog! Hahahaha ...Ontem, no início do pregão por lá, a queda estendeu-se por mais 5%, acumulando um total de 11%, em duas sessões. Durante o dia recuperou-se,  fechando estável.

Uma das minhas repostas a estes leitores foi, "o jogo ainda não terminou", pois o motivo da queda foram novas regras de margem para os contratos futuros. O volume de entrada de recursos para aquela bolsa, ainda continua bastante elevados. A única coisa que podemos afirmar é que subiu muito, nada mais. Não se surpreendam se, daqui alguns dias, volte a bater novos recordes. Mas com certeza, situações como essa tiram alguns especuladores do mercado, agora se eles são substituídos por investidores "mãos fortes", será bom. Isso não é uma conclusão, apenas ideias em função das informações.

No post o-ministro-não-esta-para-brincadeira, fiz um breve comentário sobre o euro: ...Os remanescentes 1/3 de nossa posição de euro foi stopada hoje, assim o resultado médio foi de 1,1242, gerando um lucro de 1,5%. Nada excepcional, mas melhor que um prejuízo! Hahahaha ... Agora vou esperar um pouco, e provavelmente a próxima operação também será de compra. Mas isso é uma outra história, para uma outra vez... Não tenho ainda uma posição definida do que fazer.
Atente-se primeiro as marcações em azul - cenário 1. O euro chegou a negociar na mínima desta nova baixa a 1,08, tudo bonitinho - by the books. Acontece que a recuperação nessas últimas horas é muito fraca, o que me deixa na dúvida se, não estaria tomando fôlego para seguir o caminho em vermelho - cenário 2. Nesse cenário, o nível de 1,048 é crucial, caso negocie abaixo, vou mudar 360 graus e partir para venda do euro.

- David, 360 graus? Esqueceu os básicos de geometria! 
Não, é só para ver se você estava atento! Hahahaha ....Por enquanto, nada a fazer.

O SP500 fechou a 2.107, com queda de 0,63%; o USDBRL a R$ 3,1850, com alta de 0,72% o euro a 1,0985, com alta de 0,36%; e o ouro a US$ 1.189, com alta de 0,16%.
Fique ligado!

28 de maio de 2015

Mundo solitário

Não é novidade para ninguém a quantidade de horas cada vez maior que, no mundo inteiro, as pessoas passam entretidas com seu celulares ou computadores. Ao sair para jantar, é raro observar alguma mesa aonde as pessoas não estejam no seu Whatsapp, Facebook e outros aplicativos sociais. Em mesas grandes, até entre si trocam-se mensagens. Não digo que não sofro desse mal, eu também me vejo várias vezes nessa situação.

Agora, mais marcante é quando alguém está à espera de outra pessoas, é 100% de certeza que estará entretido com sua máquina, e confesso nem percebe-se que o outro está atrasado. Eu não sou sociólogo, mas minha intuição diz que tudo isso não é bom. Me faço explicar, o Whatsapp é fantástico, uma forma inteligente de comunicação, onde respeita-se o horário da outra pessoa, que responde quando está disponível, além de eventuais emergências e consultas, que são resolvidas com muita rapidez. Porém o exagero leva ao isolamento, é mais fácil discutir por esse meio que pessoalmente, ou até encerrar uma conversa que não te interessa, sem que você tenha que ser rude, simplesmente para!

Outro dia recebi um desses videos pelo Whatsapp, seu nome Twerking Butt. É um conjunto de equipamentos que visa propiciar o sexo de uma forma solitária. Fica difícil explicar com palavras, porém seu objetivo é tornar o ato sexual masculino o mais próximo da realidade, usando inclusive, artifícios de imagem com óculos em 3 dimensões, sofisticado, mas ao mesmo tempo disgusting!

Tudo isso combina com uma estatística que recebi hoje, onde mostra a evolução da percentagem de casamentos na população americana, entre jovens de 18 - 32 anos, veja você mesmo.

É isso mesmo, hoje em dia, somente um em cada cinco americanos, é casado, e a tendência não parece ter se estabilizado. Pode até ser, que os jovens estejam preferindo se juntar ao invés de casar, que seria uma forma de impactar esta estatística, mas mesmo assim, é uma forma de não ter comprometimento.

Acho que tudo o que comentei deve estar, de certa forma, relacionado. Na época em que eu era jovem, e não tinha nada o que fazer, pegava meu carro e ia "paquerar". O jovem de hoje em dia, que não tem o que fazer, prefere ficar com seu smartphone acreditando que está sendo social.

Na história da humanidade existem vários momentos em que a sociedade passa por perda dos seus valores éticos e morais, como no Império Romano, onde festas e jantares luxuosos costumavam a evoluir para a orgia. Também a Revolução Francesa que teve em uma de suas causas, os elevados gastos da nobreza com luxo (festas, banquetes, roupas, e etc ...), enquanto a grande parte da população vivia em péssimas condições. Este último fator também pode ser observado nos dias de hoje, pela elevada concentração de renda. O gráfico a seguir, mostra claramente que toda a produtividade conquistada nesses últimos anos, veio em benefício dos detentores de ações, enquanto os salários ficaram estagnados.

Não sei onde isso vai terminar, se é que vai terminar. Por outro lado, não é uma situação saudável, é de desequilíbrio. Desequilíbrios tendem a buscar o equilíbrio de uma forma natural ou forçada.

Falando em desequilíbrios ou raridades, já faz um bom tempo que não comento sobre a volatilidade da bolsa americana. Num espaço de 115 anos, a variação entre o preço mínimo e máximo dentro de um dia, observada neste ano, atingiu o quarto menor de toda a história.


Isto está acontecendo numa conjectura muito importante para o SP500, conforme venho comentando em diversos posts, e no mais recente a-china-vai-investir-50-paus: ... O triângulo está afunilando e em algum momento haverá o rompimento. Ontem o mercado tentou e no fechamento, ficou um "tostão" acima dos 2.120, mas isso não é suficiente para declarar vitória dos que acreditam na alta, é preciso algo mais consistente... ,onde postei o gráfico a seguir.
Uma visão mais de longo prazo, dá uma ideia de como a situação é extremante delicada. O gráfico a seguir diz tudo, dentro em breve, deveremos ter uma decisão se a bolsa vai continuar subindo, ou estamos num ponto de inflexão, apontando para quedas.

Let´s the market speak!

O SP500 fechou a 2.120, com queda de 0,13%; o USDBRL a R$ 3,1611, com alta de 0,69%; o EURUSD a 1,0945, com alta de 0,39%; e o ouro a US$ 1.188, sem alteração.
Fique ligado!

27 de maio de 2015

O FED pode nos complicar?

O assunto mais discutido nos últimos tempos, é quando o FED vai iniciar o ciclo de normalização de suas taxas de juros. Este prazo tem se estendido em função da frustração pela fraqueza dos dados publicados nos últimos meses. Mas parece que em algum momento, esta angústia vai terminar.

Fico pensando se a atividade econômica, daqui em diante, não suportar esta ação para subir os juros, como o mercado reagiria. Acredito que muito mal, afinal os juros não estariam subindo pelo que eu denomino de mal motivo. E se é assim, todo o estímulo feito nestes últimos anos não foram suficientes, ou melhor, não funcionaram. Vamos deixar isso de lado por enquanto, chega de ideias ruins pela manhã.

Partindo do pressuposto que nos próximos 6 a 9 meses, o FED dará esse passo inicial, o que isto poderia nos afetar?

Ontem foram publicados os dados cambiais brasileiros, e, lembro a vocês, que sua publicação sofreu mudanças, conforme expus no post new-look. A série histórica disponibilizada pelo BC até agora é bem limitada, dificultando a análise, bem como a elaboração de gráficos.

O déficit do mês de abril foi de US$ 6,9 bilhões, registrando um boa redução em relação ao do ano anterior de US$ 9,2 bilhões. O acumulado nos últimos 12 meses ficou com um saldo negativo de US$ 100,2 bilhões, equivalentes a 4,53% do PIB. Dos três grupos principais: conta de serviços; despesas líquidas de rendas (nova denominação da antiga "rendas"); e balança comercial, destaca-se a redução da primeira, principalmente pela diminuição nas viagens internacionais dos brasileiros, em seguida, as despesas de lucros e dividendos com uma redução de US$ 4,1 bilhões no ano anterior, contra US$ 2,4 bilhões em abril último.

Para financiar este déficit, destaca-se o ingresso líquido de U$ 5,8 bilhões em investimento direto, que acumula em 12 meses US$ 86,1 bilhões. Certamente a fonte mais importante de cobertura das contas cambiais, representando 86% do total. Outra fonte importante de financiamento foi o investimento em carteira, que apresentou ingresso expressivo de US$ 6,6 bilhões, sendo US$ 3,2 bilhões em ações, US$ 2,8 bilhões em títulos de renda fixa e US$ 1,0 bilhão em fundos de investimento.

No resumo, o hiato financeiro, diferença entre o déficit em transações correntes (excluindo os recursos reinvestidos no país) e a entrada líquida da conta financeira, apresentou um resultado positivo de US$ 8,2 bilhões, distribuído entre aumento de reservas e créditos na conta de Bancos brasileiros no exterior. Com isso, as reservas internacionais encontram-se em US$ 373 bilhões, com uma elevação de US$ 1,9 bilhão no mês.

Você pode se perguntar: Existe a crise cambial que muitos analistas e investidores protagonizam? Nenhuma, mas não se pode perder de vista que vivemos com um elevado déficit há muito tempo. Desde de 2014, o déficit deu um salto aproximado de US$ 40 bilhões, num curto espaço de um ano, e desde então, manteve-se nesse novo patamar. No post desequilíbrio-estável, criei um nome fantasia para essa anomalia, usando um trocadilho do fenômeno de física, conhecido como equilíbrio instável. E é a situação em que se encontram as nossas contas cambiais, que possuem um déficit expressivo, mas que vem sendo financiado sem problemas.

Isso nos remete ao título de hoje, que suscitou a seguinte dúvida: Quando o FED começar a subir os juros, nossas contas cambiais poderão ser afetadas, ocasionando uma queda de nossas reservas? Algum impacto deverá ter, pois o mercado está muito preocupado com o que  acontecerá com os ativos, de uma maneira geral.

Vou me permitir uma pequena simulação de um cenário. Vamos imaginar que no período de 2 anos, a taxa dos FED vá para 3,5% a.a. Nessa situação, das duas principais fontes de financiamento de nosso déficit, o que isso poderá impactar? O mais importante em termos de valores são os investimentos diretos, será que haveria uma queda expressiva? Não acredito, por dois motivos, primeiro porque estes investimentos têm vindo para o país com taxas de retornos esperadas, bastante elevadas, dado nosso nível de taxas internas, e segundo que são investimentos estratégicos, onde as empresas ou investidores vislumbram o tamanho do mercado brasileiro. Já os investimentos em títulos poderá ser afetado, mas 14% a.a., ou quem sabe 15% a.a., é muito juros. Será que a ganância não vai se sobressair?

O grande problema, na minha visão, vem da balança comercial, pois como já venho dizendo há muito tempo, 85% das exportações dependem do preço das commodities. Desta forma, se a situação acima acontecer, nós só poderemos crescer se o preços das commodities subirem, uma vez que crescimento implica em aumento das importações. Agora, ilude-se quem acreditar que um câmbio mais depreciado resolve o problema da balança comercial. Não resolve, não temos o que exportar além das commodities. O resto é torcida e pequenas melhoras de curto prazo, nada alentador!

Na segunda-feira eu fiz uma análise do real e a minha sugestão de trade foi executada a R$ 3,15. Também deixei claro que o stop correto é a R$ 3,32 ... Entretanto, fique alerta para implementar a estratégia proposta acima e cientes que o stop correto é a R$ 3,32, mas eu ficaria com o definido acima... Hoje fiz uma análise mais detalhada e corremos o risco de sermos stopados e em seguida, o mercado virar mais adiante. Para evitar isso, sugiro alterar o stop para um dos seguintes níveis: 1) "pão duro" = R$ 3,25; ou 2) "correto" = R$ 3,32. O primeiro poderá implicar uma perda de 3,2% e o segundo 5,4%, fica a critério do seu bolso e da sua crença. Eu vou ficar com o segundo.

Já faz algum tempo que eu não comparo o real aos seus pares mais correlatos, para sabermos se a alta do dólar está ocorrendo por causa do "dólar - dólar" ou "Dilma". Veja a seguir.

Não custa repetir que as linhas em preto correspondem a flutuação da moeda em relação ao dólar, assim, uma alta corresponde ao dólar subindo, e vice-versa. A linha em vermelho é a oscilação dessa moeda em relação ao real, se subir significa melhora do real se cair, piora do real 

Como pode-se notar, desde a queda de março do real, vis-à-vis estes pares de moedas, desde então, a oscilação está contida num intervalo menor, sem uma tendência clara, nem para um lado, nem para o outro. Desta forma, podemos concluir que a alta do dólar por aqui, não tem nada a ver com o "resfriado" do Ministro Joaquim Levy. Coitado, está em recuperação diária de tanta pressão! Hahaha  ...

O SP500 fechou a 2.123, com alta de 0,92%; o USDBRL a R$ 3,1394, com queda de 0,43%; o EURUSD a 1,0903, com alta de 0,28%; e o ouro a U$ 1.187, sem variação.
Fique ligado!

26 de maio de 2015

Ações a preço de banana

A história diz que em 1929, um pouco antes do Crash da bolsa americana, um executivo da área financeira foi engraxar os seus sapatos. Em conversa com o engraxate, o mesmo lhe disse que tinha comprado várias ações. Depois disso, ao caminhar a seu escritório, pensou que seria hora de vender suas ações, afinal se até o engraxate que nada entendia de empresas estava comprando, esse processo não iria terminar bem. Este foi um dos casos das pessoas que conseguiram sair na hora certa.

A bolsa de valores na China vem chamando a atenção em 2015, agora é oficial, sua alta supera os 100%. No post camelô-de-mercado, mostrei coisas inéditas que vem acontecendo naquele país, como um camelô dando aulas de como investir na bolsa.
Agora, a foto a seguir nos faz associar ao caso do engraxate relatado acima, mas de uma forma mais moderna. Naquele época, nem as informações das cotações e muito menos das execuções, eram tão fáceis como hoje em dia.
Com certeza, deve estar dando mais lucro comprar e vender ações, que vender frutas! Ou será que as ações estão a preços de banana? Hahahaha ...A economia não está compatível com tanto otimismo, parece que a esperança de ver uma elevação do consumo interno, para substituir as suas exportações, está andando a passos de tartaruga. O governo para reativar a sua economia, pois tem que que criar milhares de emprego ano após ano, lançou ontem um plano para investir US$ 317 bilhões em mais de 1.000 projetos de infra estrutura, em setores como: transportes, conservação de água e serviços públicos.

Outra ação do governo Chinês, foi a de abrir seu mercado de títulos para os investidores estrangeiros. E com as taxas de juros praticamente inexistentes no mundo, parece haver boa demanda do exterior.


É visível a intenção da China em desbancar o dólar como moeda de troca, e em algum momento, deverá liberar a livre conversão de sua moeda, o Yuan. Um estudo recente calcula a cotação da moeda Chinesa contra o dólar, usando uma média ponderada pelo volume de comércio exterior, e apontam para um nível mais valorizado que a do mercado, conforme pode-se verificar no gráfico a seguir.

Os USA sempre acusaram a China de manipular sua moeda, ao forçar para uma cotação mais baixa. Entretanto esses tipo de estudo mostra como foi acertada a política adotada pelos Chineses, ao promoverem uma equalização mais "justa" de uma forma gradual.

No post o-ministro-não-esta-para-brincadeira, fiz alguns comentários sobre o ouro: ...vou manter minha recomendação de compra a US$ 1.167, com stop a US$ 1.135, e esperar que o mercado decida para que lado quer ir... Estamos entrando praticamente no quarto mês que o metal não sabe o que fazer, se tenta buscar novas altas acima de US$ 1.300, ou novas quedas abaixo de US$ 1.130. Eu ainda vou manter a mesma sugestão de trade indicada acima, em algum momento o mercado vai decidir para que lado vai, e eu acredito que será para cima, com uma convicção 3 (0 a 10)...

Como pode-se verificar a seguir, o ouro sofreu um bom recuo e encontra-se mais próximo do nível de trade que sugeri.
Vou fazer uma pequena alteração no preço de compra para US$ 1.170, mantendo o mesmo stop a US$ 1.135. Repito o que disse anteriormente, meu grau de convicção não é alto, assim não entre de cabeça nesse trade, escolha uma posição pequena, e se o desenrolar for a nosso favor, teremos tempo de aumentar depois.

O SP500 fechou a 2.104, com queda de 1,03%; o USDBRL a R$ 3,1530, com alta de 1,85%; o EURUSD a 1,0873, com queda de 0,93%; e o ouro a US$ 1.186, com queda de 1,67%.
Fique ligado!

25 de maio de 2015

Tic,Tac,Tic,Tac ....

Hoje é feriado nos USA onde comemora-se o Memorial day, uma data importante para os americanos. Eles enfatizam a importância das lutas contra os inimigos externos para proteger o seu país, e a sua liberdade contra os inimigos.

Muitas homenagens são prestadas aos veteranos que defenderam os USA, e várias manifestações de agradecimento são esperadas no dia de hoje. Isto é cidadania! Tenho certeza que eventos como a morte do médico Jaime Gold, que foi covardemente esfaqueado por um menor ao andar de bicicleta no Rio de Janeiro, teria outras repercussões por lá. Neste final de semana, aqui houve uma manifestação com aproximadamente 500 ciclistas, que pediam controle da violência, mas que de nada vai adiantar, nada!

Enquanto a população não se unir e tomar uma atitude de constranger esses pivetes, eles continuarão a tirar vidas de cidadãos comuns, sem pena. Para quem frequenta os locais onde atuam, sabem exatamente que eles são, porém tem medo de enfrenta-los, afinal, o pensamento é: "Ufa, ainda bem que não foi comigo ou com a minha família". Atitudes assim, demonstram a total falta de cidadania em que vivemos no Brasil. Esperar por uma ação da polícia, não está adiantando nada, o crime continua como um "negócio" em expansão, com taxas positivas, ano a ano!

Antigamente os relógios faziam um barulho característico quando funcionavam, pois seus mecanismos eram mecânicos. Não é o caso de hoje, pois em sua grande maioria são digitais. Eu me lembro que eu tinha um despertador que era um tormento, e naquelas noites de insônia, aquele barulhinho era uma tortura, tic, tac, tic, tac.... Pois bem, Alex Tsipras, Primeiro-Ministro Grego, encontra-se em momento semelhante, com uma pequena diferença, está ouvindo o barulho, tic, tac ... de dia e de noite!

Depois de 4 meses de frenética, infrutíferas e irresponsáveis negociações, o momento da verdade está chegando. Os dois lados permanecem essencialmente em um impasse, exatamente onde eles começaram. Os tecnocratas de Bruxelas querem ver seu programa de austeridade implementado, enquanto os ideólogos de Atenas pretendem colocar uma abordagem iluminada para resgatar a sociedade do naufrágio.

Mas como é o perfil da dívida Grega? Em sua grande maioria, 75% está nas mão dos governos Europeus.


Enquanto internamente discute-se se o governo terá condições de pagar 300 milhões de euros aos funcionários públicos no final deste mês, expondo sua dramática situação de iliquidez, afinal são quantias de café pequeno como se diz na gíria. Na próxima semana encontra-se o momento final, a Grécia não tem o dinheiro para pagar uma parcela a vencer com o FMI.

Mais uma nova situação se apresenta ao Primeiro-Ministro Grego, sua popularidade declinou significativamente em função de sua posição negocial. Segundo uma pesquisa recentemente conduzida, reduziu de 72% em fevereiro, para menos de 1/3 nesta última. Mas por outro lado, a pesquisa mostra também que ele não tem nenhum opositor que possa desafiá-lo.

Ainda existe o prazo de 31 de maio, acertado entre Tsipras e Merkel para a entrega de um plano. Mas será que na última hora alguém irá ceder? Olha, se a dupla pop star, conseguir este feito, vou lhes dar um parabéns com louvor, e reforça minha tese que ambos poderiam desenvolver uma carreira artística. Que sangue frio! Caso contrário, mesmo não falando grego e sem entender seu alfabeto, pode-se ver na foto acima, que o partido do Primeiro-Ministro vai virar só Piza! Hahahaha ....

No post ilusão-financeira, fiz alguns comentários e sugestão de trade para o real: ...É provável que o dólar atinja a cotação de R$ 3,15, nível indicado no post comprados-e-vendidos-quem-são:... entre R$ 3,10 - 3,15, o dólar deveria reverter e começar a cair novamente, para buscar novas baixas que se confirmarão negociando abaixo de R$ 2,88... Também sugeri um trade : ...Se você for corajoso, pode arriscar uma venda de dólar a R$ 3,15 com um stop a R$ 3,22, arriscar 2.2% para buscar um retorno superior a 9%.... Só que agora, passa a ser uma sugestão firme, mesmo para os menos corajosos! Hahahah...

Muito "burburinho" criou-se, com a ausência de Joaquim Levy na última sexta-feira, quando apresentaram-se os cortes no orçamento. O Ministro justificou-se dizendo que estava resfriado, e isso não convenceu  a imprensa. Vários comentários foram publicados dando notícia das desavenças entre ambos. Não me surpreende, afinal o "salvador da pátria" não é do PT, é das finanças! 

Acho que ele foi habilidoso e ganhou muitos pontos, primeiro evitou alguns constrangimentos durante a secção de perguntas, depois deixou claro seu cacife, uma vez que o dólar subiu 4%. A Presidente não tem escolha e sabe que, qualquer ruptura agora, pode levar a economia para uma depressão, assim deve manter o stauts quo. Desta forma, Levy fica ainda mais forte!


O Mosca não tinha nenhuma informação das desavenças, quando publicou o post acima, porém os indicadores técnicos mostravam a probabilidade de alta, talvez eles (os dados) tivessem! Hahahaha .... Hoje a máxima atingida foi de R$ 3,1334, pode ter sido essa a alta. Entretanto, fique de alerta para implementar a estratégia proposta acima e cientes que o stop correto é a R$ 3,32, mas eu ficaria com o definido acima.

O USDBRL fechou a R$ 3,0957, sem alteração; o EURUSD a 1,0975, com queda de 0,33%; e o ouro a US$ 1.206, sem alteração.
Fique ligado!

22 de maio de 2015

O Ministro não está para brincadeira

O Ministro das Finanças, Joaquim Levy vem tentando há 2 meses, convencer os políticos que é absolutamente necessária a aprovação de seu pacote fiscal. Ele sabe muito bem que, se fizer corpo mole, a situação de crédito brasileira vai rumar ladeira abaixo, e para um país que necessita de muito crédito externo, isso não é nada bom.

Tanto Renan Calheiros, Presidente do Senado bem como Eduardo Cunha, Presidente da Câmera dos deputados, ambos citados na operação lava-jato, resolveram enfrentar a Presidente Dilma. Sabemos que o PMDB não é um partido com boa reputação, tido como oportunista. Sentindo a fraqueza do atual governo, resolveram colocar a faca no pescoço da atual mandante, e tem dificultado em muito qualquer ação do governo que dependa de aprovação das duas casas.

Acontece, que  existe um pequeno detalhe que os políticos se esqueceram, o Ministro Levy tem a chave do cofre, e assim, anunciará um corte expressivo de R$ 70 bilhões, atingindo todos os ministérios, além das emendas parlamentares em R$ 23 bilhões. Vão sentir na pele a falta de recursos para seus compadres.

As informações anteriores de Levy, de que ele é "pão duro", se confirmam, não abre mão de nada para atingir seus objetivos. Deve estar se inspirando no ex-Presidente americano Henry Truman, que dizia: "Eu me preocupo como os cents, que os dólares se preocupam com eles mesmos" .

Parece que nossos políticos não se aperceberam da real situação brasileira e querem continuar com o jogo que existia até então, por que perder popularidade votando assuntos que são ruim para a seus eleitores, deixa que o governo dá um jeito. Só que agora não tem jeito nem pedaladas, esta foi a razão que eu caricaturei nosso Ministro como o "salvador da pátria", pois ele está sendo obrigado a limpar toda a sujeira do governo "antigo". Sim antigo, porque a Presidente percebeu que só tem uma bala na agulha e resolveu bancar qualquer pedido de seu Ministro. Tudo isso é boa notícia!

Ontem foi publicado o PMI nos USA com uma pequena melhora. O gráfico a seguir compara os vários indicadores de atividade, e como pode-se observar não apontam nada muito animador, no máximo poderíamos afirmar que não estão piorando. Se os analistas esperam este trimestre para compensar o fiasco do 1º trimestre, é bom que comece logo, senão, já, já estará terminando.

Já a inflação, hoje foi publicado o CPI, que subiu 0,1% no mês e -0,2% a.a., em 12 meses. Já, excluindo os combustíveis e alimentos a alta foi 0,3% no mês,  porém a taxa em 12 meses manteve-se em 1,8% a.a. A seguir um gráfico contendo vários índices de inflação, onde o PCE (verde) é a medida que o FED usa para traçar seus objetivos

Observem mais a seguir como o mercado de ouro está indeciso. No post fantasmas-rondam-Europa, eu comentei:  ...Em todo caso, vou manter minha recomendação de compra a US$ 1.167, com stop a US$ 1.135, e esperar que o mercado decida para que lado quer ir. Agora, se por um acaso subir e ultrapassar US$ 1.225, vamos fazer como no euro, e comprar nesse nível..Se no fechamento de NY os preços estiverem acima de US$ 1.225, considero o trade efetuado. Acontece que não fechou e a partir daí retrocedeu.

Estamos entrando praticamente no quarto mês que o metal não sabe o que fazer, se tenta buscar novas altas acima de US$ 1.300, ou novas quedas abaixo de US$ 1.130. Eu ainda vou manter a mesma sugestão de trade indicada acima, em algum momento o mercado vai decidir para que lado vai e eu acredito que será para cima, com uma convicção 3 (0 a 10). Por essa razão, vou esperar romper os US$ 1.225.

Os remanescentes 1/3 de nossa posição de euro foi stopada hoje, assim o resultado médio foi de 1,1242, gerando um lucro de 1,5%. Nada excepcional, mas melhor que um prejuízo! Hahahaha ... Agora vou esperar um pouco, e provavelmente a próxima operação também será de compra. Mas isso é uma outra história, para uma outra vez. 

O SP500 fechou a 2.126, com baixa de 0,22%; o USDBRL a R$ 3,0990, com alta de 2,02%; o EURUSD a 1,1011, com baixa de 0,91%; e o ouro a US$ 1.205, sem variação.
Fique ligado!

21 de maio de 2015

Ilusão Financeira

Quando nos deparamos com um gráfico que mostra a rentabilidade elevada de algum ativo, naturalmente sentimos uma certa culpa, misturada com inveja. Como não tivemos a ideia de investir? Imediatamente, um pensamento vem a mente, não seria a hora de entrar rapidamente antes que mais pessoas tenham acesso a esta informação, e seja o que Deus quiser? Estes relâmpagos de emoção podem ter consequências no futuro e valem uma reflexão.

Para citar um exemplo, vou usar alguns gráficos onde o autor calcula a taxa de retorno anual, em horizontes fixos de tempo (5 anos, 10 anos, ...), para um investidor que comprasse uma carteira de ações idêntica ao SP500. Vamos começar pelo mais curto, a de 5 anos.

A leitura a ser feita nesse gráfico é a seguinte: A linha em vermelho é o retorno anual obtido nos 5 últimos anos, para cada ano. Por exemplo, quem investiu nos últimos 5 anos na bolsa, obteve um retorno anual de 12,15% a.a., assim, para cada US$ 1.000 investidos, este valor hoje seria U$ 1.774 - o cálculo foi obtido capitalizando essa taxa anual por 5 anos. A primeira conclusão que pode-se tirar, através de uma visualização rápida, é que existem muito mais pontos acima do zero do que abaixo, então é bom investir na bolsa, sempre.

Para reforçar essa linha de raciocínio, vou direto ao gráfico mais longo, onde o intervalo é de 30 anos.
Nossa, essa parece melhor ainda! Não existe nenhum ano, desde 1900, onde o retorno ficou negativo, pode ter sido baixo, mas não negativo. Efetuando-se o mesmo cálculo acima, os mesmos US$ 1.000, aplicados nos últimos 30 anos resultariam num valor de U$ 10.374. Com um Capital de US$ 100.000, você já seria um milionário, sem fazer força, nada mal! Ah, e se seu avô, um velhinho muito generoso, resolveu em 1870 comprar US$ 100 em ações em seu nome, hoje você também seria um milionário

Agora pare um pouco e responda as seguintes perguntas:

- Você comprou alguma ação, há mais de 5 anos, que ainda está na sua carteira? Pode até ser que exista, mas é exceção e não a regra.
- Como você reagiria, se houvesse um período semelhante a crise de 2008, onde o SP500 chegou a cair mais de 50%? Ficaria tranquilo e não venderia toda sua carteira?
- Como reagiria se depois de 5 anos, "por azar", o retorno fosse de (8,12% a.a.) - os mesmos US 1.000 equivaleriam a U$ 654?
- Não vale nem comentar sobre um perído de 30 anos, pois no meu caso é de pouco uso, não sei se meu taxímetro chega até lá! Hahahaha ...

Todos esses gráficos e cálculos tem pouca ou nenhuma utilidade, considero mais como um exercício de matemática financeira do que uma indicação de investimento. Para quem teve a ideia desses gráficos, sugiro fazer uma pesquisa de quantas pessoas se encaixam nesta forma de investir. A tudo isso chamo de ilusão financeira.

Está é a parte do mês que começam a ser publicados os PMI dos países, e o da China é de vital interesse seu acompanhamento.  Esta noite na Ásia foi publicado a desse país, e embora tenha ficado acima do de abril, ainda está abaixo de 50, que indica retração.
Mesmo assim, isso não foi suficiente para acalmar a fúria dos investidores na Bolsa Chinesa, que continua subindo, firme e forte, fazendo com que o SP500 pareça dormente.

O mercado acredita em números "mágicos", às vezes surgem por representarem um nível que os analistas técnicos apontam como importantes, outras vezes por fatores psicológicos e/ou vasta cobertura da mídia. Vocês podem estar certos, os preços não ficam lá por muito tempo, um dos lados roerá a corda. Existe uma exceção quando algum governo, sustenta artificialmente os preços. Neste caso, temos que aguardar seu arrependimento ou o término da bala.

É isso, o que eu acho que está acontecendo com o real, resolveu ficar flertando com a cotação de R$ 3,00, é um número bonito, redondo! Fiz um breve comentário no post fantasmas-rondam-Europa, enfatizando esse efeito, e ele continua lá, como se estivesse aguardando "alguém" definir para que lado vai. Tecnicamente, está se formando um triângulo no curto prazo, como pode-se ver no gráfico abaixo.

É provável que o dólar atinja a cotação de R$ 3,15, nível indicado no post comprados-e-vendidos-quem-são: ... entre R$ 3,10 - 3,15, o dólar deveria reverter e começar a cair novamente, para buscar novas baixas que se confirmarão negociando abaixo de R$ 2,88... Também sugeri um trade : ...Se você for corajoso, pode arriscar uma venda de dólar a R$ 3,15 com um stop a R$ 3,22, arriscar 2.2% para buscar um retorno superior a 9%.... Só que agora, passa a ser uma sugestão firme, mesmo para os menos corajosos! Hahahah...

O SP500 fechou a 2.130, com alta de 0,23%; o USDBRL a R$ 3,0422, com alta de 1,35%; o EURUSD a 1,1110, com alta de 0,17%; o ouro a US$ 1.205, com queda de 031%.
Fique ligado!

20 de maio de 2015

Dicas de um Guru

Da mesma forma que estar bem informado é importante no mundo dos Investimentos, seguir algumas regras de execução também o é. A Análise técnica é uma grande ferramenta para estabelecer oportunidades e limites, porém ainda falta um elemento, que é o fator emocional, pois ele pode contaminar todo o resto.

O post de hoje é dedicado a 13 dicas, que uma das feras do mercado financeiro publicou recentemente. Seu nome é Paul Tudor Jones, gestor de Hedge Funds, desde 1980, e que acumulou uma fortuna de alguns bilhões de dólares, segundo a revista Forbes. Vejam a seguir:

  1. O mercado tem consistentemente passado por eventos de magnitude de "100 anos", a cada 5 anos. Por mais que eu gaste tempo na análise e coleta de informações fundamentais, no final do dia, eu sou escravo das cotações.
  2. A geração jovem tem dificuldade de entender (e racionalizar), porque algo tem que subir ou cair. No momento em que se torna evidente, o movimento terminou.
  3. Quando eu entrei neste negócio, tinha muito poucas informações fundamentais, e o pouco que se tinha, era imperfeita. Eu aprendi a seguir os gráficos. ( Por que trabalhar quando o Sr. Mercado pode fazer isso para você?).
  4. Existem muito mais intelectuais nesse negócio hoje. Isso, mais a explosão das informações na internet, cria uma ilusão de existir uma explicação para tudo. Assim, o pensamento vai, e sua principal tarefa é encontrar esta explicação. Como resultado dessa abordagem, a análise técnica está em último lugar para muitos desta geração mais jovem, uma vez que esse método os obriga a fechar os olhos e confiar na ação dos preços. A dor de ganhar é demasiadamente alta para suportar.
  5. Não existe treinamento - sala de aula ou qualquer outra forma - que pode te preparar para o último 1/3 de um movimento, se é o fim do mercado de alta ou de um mercado de baixa, ninguém sabe. Não há nenhuma lógica; a irracionalidade reina, e nenhum curso pode te ensinar o que fazer durante esse breve reinado, volátil. A única forma de aprender a operar nesse momento, e vivê-lo.
  6. Fundamentos podem ser bons para o primeiro terço ou os primeiros 50% a 60% de um movimento, mas no último terço de um mercado de alta é uma explosão, quando a mania prevalece e os preços têm movimento parabólico. 
  7. Foi o mercado de algodão que quase me quebrou. Nesse ponto eu me perguntei, " Sr. Estúpido, por que arriscar tudo numa operação? Por que não tornar sua vida buscando a felicidade, em vez de dor?"
  8. Se eu tiver posições que estão indo em direção contrária, eu elimino, se estão indo ao meu favor, eu mantenho ...Controlar o risco é a coisa mais importante em investimentos. Se você tem uma posição que o está deixando desconfortável, a solução é simples, saia fora, porque você sempre vai poder retornar.
  9. Fazer preço médio para baixo, é uma tática perdedora.
  10. O conceito de comprar uma ação, cujo P/L é 100 ( muitíssimo elevado) é apenas um anátema. Dito isso, no final do dia, seu trabalho é comprar o que vai subir e vender o vai cair, de modo que, quem se importa como o P/L?
  11. A progressão normal da maioria dos traders que eu vi, é que algo acontece com o passar do tempo. As vezes, em função de seu sucesso, tornam-se mais conservadores. Isso é certamente o que eu tive que enfrentar nos últimos 12 a 18 meses. Você tem que administrar ativamente contra esta tendência de se tornar mais conservador.
  12. Eu procuro oportunidades com preços tremendamente distorcidos para recompensar o risco. Não existe nunca razão para tomar riscos substanciais, porque você deve sempre ser capaz de encontrar várias outras oportunidades, que oferecem baixo risco de perda e alta possibilidade de ganho.
  13. Eu acredito que as melhores oportunidades acontecem quando o mercado muda de direção. Todo mundo diz que você será liquidado ao tentar pegar os picos e vales , e onde você ganha, é apostando no meio do movimento. Bem, por doze anos eu fui deixando a "comida" do meio, mas eu fiz um monte de dinheiro nos picos e vales.
Vale uma reflexão individual de como você vem atuando, e com certeza algumas dessas situações aconteceram. A postura de Tudor é bastante pragmática, como deve ser alguém que usa análise técnica. 

A Análise de hoje será sobre o Ibovespa, no post camelô-de-mercado, fiz os seguintes comentários: ...Se a bolsa continuar subindo, e os dados de momentum, estão positivos, o próximo ponto será no intervalo entre 60.000 - 62.000...Vejam a seguir, o que ocorreu depois disso.
Depois de atingir uma máxima de 58.500 no início de maio, a bolsa vem recuando levemente, situando-se atualmente ao redor de 55.000. Não se pode afirmar que o movimento de queda que estou aguardando, já começou, ou se ainda buscará atingir os 60.000 - 62.000. O meu real interesse é no retângulo em vermelho, ou caso suba vai depender.

- David, se você dependesse do Ibovespa, já não teria mais nenhum leitor!
Estou sentindo sua falta, o que está acontecendo com você? Saudades! Hahahaha ... Em relação a sua afirmação, considere que eu sempre disse, eu não acompanho muito esse mercado, dou sempre uma visão mais de longo prazo. Depois leia melhor as dicas do Paul Tudor acima, e veja que ele sugere não estar no mercado sempre, somente em algumas situações, e é como eu sugiro meus trades, com raras exceções.

O SP500 fechou a 2.125, sem variação; o USDBRL a R$ 3,0025 com queda de 1,21%; o EURUSD a 1,1099, com queda de 0,43%; e o ouro a US$ 1.209, com alta de 0,18%.
Fique ligado!

19 de maio de 2015

O Banco Central se inspira no FED

Se você ficou animado com o título do post de hoje imaginando que o juros irão cair por aqui, pode tirar o cavalo da chuva! Hahahaha.... A relação que imaginei é para fatos que aconteceram no final dos anos 70 quando Paul Volker foi nomeado Presidente do FED. Para quem não conhece, vou fazer um breve relato. Tudo começou com o embargo de Petróleo declarado em 1973 pela OPEC aos países que eram aliados de Israel. Como consequência, o preço do petróleo dobrou no espaço de meses, ocasionando uma elevação dos índices de inflação e ao mesmo tempo uma recessão.

O FED ao verificar a queda de atividade, resolveu baixar os juros de 11% a.a para 9% a.a., com o objetivo de reativar a economia. Porém o efeito fez com que a inflação voltasse a subir, e os salários não conseguiram reajustar perdendo poder de compra. Assim, a atividade econômica não reagiu.

A autoridade monetária preocupada com uma inflação de dois dígitos em 1974, resolveu mudar sua política e elevar os juros para 14% a.a. Em seguida a inflação começou a retroceder, porém a um custo contracionista. A economia entrou novamente em recessão e a taxa de desemprego atingiu 9% em 1975.

Em 1979, a economia teve um outro choque de petróleo, causando uma elevação de mais de 100% num curto espaço de tempo. Foi quando entra em ação Paul Volker, que foi apontado para assumir o FED, pelo então Presidente Jimmy Carter, com um mandato de recolocar a inflação a níveis suportáveis, carta branca. Para implementar sua estratégia de combate a inflação, elevou a taxa de juros a 20% a.a., o maior nível histórico.

Até recentemente, estávamos acostumados com um BC que sofria pressões políticas. Na "outra" gestão da Presidente, não ficava claro quem estabelecia os juros, se era ela ou o COPOM, mas isso parece que mudou. No encontro entre economistas de instituições financeiras e consultorias com o diretor de Politica Monetária, Luiz Awazu Pereira ontem, ficou a percepção que os juros continuarão a subir.

Em conversa com pessoas que estiveram presentes, a sensação foi de apreensão, pois o mercado trabalhava com mais uma alta de 0,50% e uma outra terminal de 0,25%, levando a estonteantes 14% a.a. Acontece que isso talvez não seja suficiente na visão do BC, uma vez que estão fixados em levar a inflação para o centro da meta de 4,5%, muito distante dos níveis atuais de 8%. Outra preocupação do BC é o risco de contaminação dos preços administrados para os livres, situação comentada no post dreams.

Está mudança de postura deve ter sido mais um dos pedidos feitos a Presidente, por Joaquim Levy: "O BC vai ter carta branca para recolocar a inflação sob controle", e é como estão agindo.

Mesmo correndo o risco de ser criticado por vários leitores, gostei! Daqui em diante, vale a teoria econômica para definir os parâmetros de Política Monetária, e não os "achismos". Os juros estão altos, é indiscutível, mas a inflação também.

Eu resumiria com a seguinte frase: Os juros vão continuar subindo 0,50%, até segunda ordem. Entendam que a segunda ordem para interromper só vira, quando as expectativas de inflação derem mostras de queda e os índices de inflação tiverem um recuo consistente. Agora, a atividade econômica e o emprego, vão penar e muito!

Parece que Luiz Awazu e a equipe do BC, resolveu colocar seus conhecimentos econômicos em prática, e devem ter se inspirarado em Paul Volker, que viveu situação semelhante.

Euro, que papelão! depois de ter atingido o nível de 1,1465 na sexta-feira, levou um tombo! Agora pela manhã, está sendo negociado a 1,1136, uma queda nada desprezível de 3% em menos de dois de negociação. Partes da posição comprada foram liquidas a: 1/3 a 1,1245 ideia-fixa; 1/3 a 1,14 perigos-do-sucesso. Neste último post fiz os seguintes comentários: ...Vou liquidar mais 1/3 da posição a 1,14. Talvez eu esteja me precipitando e poderia aguardar o meu objetivo, porém o fato de ser tão noticiado, indica que muita gente já caiu fora. Mania de Contrarian! ...E agora, o que fazer?


O euro está muito próximo de nosso stop, assim, não vou fazer nada por enquanto. O que pode acontecer daqui em diante sugerem várias hipóteses e nenhuma delas está definida. O mais provável, é que o euro entrou numa correção mais extensa, mas existem outras alternativas possíveis, tenho que aguardar para que fique mais claro. Por enquanto, aguente firme, que na pior das hipóteses, não vamos ganhar nada neste último 1/3 da posição.

Outro que deu um alerta falso, foi o ouro que depois de testar US$ 1.225, voltou para os níveis US$ 1.207. Fica cancelado a sugestão de trade no metal fantasmas-rondam-Europa.

O SP500 fechou a 2.127, sem variação; o USDBRL a R$ 3,0391, com alta de 1,09%; o EURUSD a 1,1147, com queda de 1,73%; e o ouro a US$ 1.207, com queda de 1,47%.
Fique ligado!

18 de maio de 2015

Fantasmas rondam a Europa

Quem tem medo de fantasma? Se prontamente respondeu que não, pense melhor naquelas noites em que estava sozinho em casa e de repente, ouvia um barulho. Por via das dúvidas, era preferível não levantar da cama, e como diz aquele ditado espanhol: Yo no creo em brujas pero que las hay, las hay! 

Parece que é este o momento da Europa em relação a Grécia, por mais que todos acreditam que, uma saída desse país do euro seja algo que não teria grandes repercussões, mas quem pode garantir que sera assim? O mês de junho é desafiador. Depois do pagamento efetuado em maio e tão reportado pela imprensa, o Primeiro-Ministro Alexis Tsipras, escreveu uma carta para a Gerente Geral do FMI, Christine Lagarde, alertando que não conseguira pagar a próxima parcela . Vejam a seguir os próximos vencimentos.

Neste meio tempo, o governo Grego deu um literal "enrrolation" em seus credores, ao fazer muito pouco do que havia se comprometido, em termos de reformas e cortes. Os valores são relativamente pequenos quando comparado com países como Alemanha, França e outros, mas o grande problema da Unidade Européia é que todos os membros têm que estar de acordo. Existem alguns rumores que a Comissão Européia teria oferecido um pacote generoso para os Gregos. Mas como comentado acima, vai depender da aceitação individual de cada membro.

Como no caso do fantasma quando crianças, neste caso, o fantasma pode ser real, agora se ele sera um Gasparzinho, só esperando para ver! Hahahaha ....

No post o-PT-perdeu-as-eleições, fiz uma sugestão de trade para o ouro: ...Em todo caso, vou manter minha recomendação de compra a US$ 1.167, com stop a US$ 1.135, e esperar que o mercado decida para que lado quer ir. Agora, se por um acaso subir e ultrapassar US$ 1.225, vamos fazer como no euro, e comprar nesse nível... E na Europa, pela manhã, negociou acima desse nível.

Se no fechamento de NY os preços estiverem acima de US$ 1.225, considero o trade efetuado e assim, o stoploss pode ser colocado em US$ 1.200.

- David, esqueceu do real?
De maneira nenhuma, acontece que não aconteceu nada de muito interessante. No post comprados-e-vendidos-quem-são?.comentei que existiam dois níveis onde alguma ação poderia acontecer: ...Para resumir, entre R$ 3,10 - 3,15, o dólar deveria reverter e começar a cair novamente, para buscar novas baixas que se confirmará negociando abaixo de R$ 2,88. Se por outro lado, as cotações não reverterem e penetrarem a região de R$ 3,15 - 3,32, vamos ficar observando, e só acima desse último, o movimento de alta do dólar pode estar ganhando força de novo. ...Se você for corajoso, pode arriscar uma venda de dólar a R$ 3,15 com um stop a R$ 3,22, arriscar 2.2% para buscar um retorno superior a 9%...

No gráfico acima, a região dentro do retângulo azul não motiva a nenhuma ação. O preço de R$ 3,00, parece existir tabu. Já ouvi várias pessoas dizendo que abaixo desse nível deve-se comprar todos os dólares disponíveis. Não acredito nesses números mágicos, eles o são, até a hora que não são mais, e depois ninguém se lembra mais. 

Esta foi a razão de não ter atualizado antes, não tenho nada a acrescentar!

O SP500 fechou a 2.129, com alta de 0,30%; o USDBRL a R$ 3,0062, com alta de 0,35%; o EURUSD a 1,1314, com queda de 1,21%; e o ouro a U$1.225, com alta de 0,25%.
Fique ligado!

15 de maio de 2015

A China vai investir 50 paus

Outro dia comentei no post investimento-5-paus, como esta unidade é variável dependendo do assunto que se está tratando. Quando se trata de China e investimentos, já pode-se concluir que esses paus são dos grandes! Hahahaha ....

Foi noticiado na imprensa internacional que, às vésperas da visita do Primeiro-Ministro Chinês Li Keqiang, que a China pretende investir R$ 50 bilhões em projetos de infraestrutura. Confesso que ao ler, fiquei com uma sensação boa, afinal estamos acostumados a só ver notícias ruins, é Lava-jato para cá e para lá, mortes, assaltos e etc ..., não esperava. Só para dar um exemplo, o incidente ocorrido ontem no jogo de futebol entre Boca Juniors X River Plate, realizado na Argentina. Antes do início do 2º tempo, no túnel de entrada do campo, os torcedores jogaram spray de pimenta nos jogadores do River Plate. Hermanos, por favor!

Bem vamos aos chineses, que nem sei se irão investir essa quantia, pois foi o nosso secretário de Estado, Jose Graça Lima que anunciou. Mas vamos sonhar um pouco, pois projetos nessa área são necessários aos montes aqui. Pagar uma taxa de retorno mais alta para atrair esses recursos agora, é peanuts. Além do mais, nem pensar em esquemas Lava-jato com esses sócios. Imagino que ninguém se atreverá, pois caso contrário, o assunto não será resolvido nos Tribunais.

Ontem foi publicado o índice de inflação no atacado nos USA, e embora o preço do petróleo vem se recuperando, conforme pode ser visualizado mais adiante, não teve impacto nesse índice, que ficou com uma taxa negativa e abaixo das expectativas do mercado.


Esses últimos dados estão fazendo com que o mercado "empurre" mais para frente, a data em que o FED deveria iniciar o ciclo de normalização dos juros, já mais próximo de fevereiro do próximo ano.
Entretanto, os economistas ainda não refizeram suas previsões e consideram que a data mais provável é setembro próximo.
Quem será que vai acertar? Esses, economistas ....

Para nós brasileiros, o preço das commodities é importantíssimo, afinal é delas que depende 80%, direta ou indiretamente, nossas exportações. Existe um índice que acompanha uma cesta delas, e que está num ponto técnico importante, conforme figura abaixo.


Se romper a linha apontada acima, como dizia aquele famoso programa de televisão - saí de baixo. Ao contrário, se for um ponto de inflexão pode subir bem. Notem que, no gráfico mais embaixo, o sentimento é bastante negativo. No post de ontem listei os vários tipos de atuação de um investidor perigos-do-sucesso. Assim, se você é um Follower vai tender a acreditar que esse índice continuará caindo, caso contrário, se for um Contrarian, vai arriscar uma compra. Agora, vocês já conhecem meu estilo, sabem qual seria minha sugestão.

Eu venho repetidamente enfatizando que o SP500 está num momento técnico muito importante. No post dedo-no-gatilho, comentei: ...Em todo caso, uma solução parece eminente, observem que por 4 vezes o SP500 tentou romper o nível recorde de 2.120 e não conseguiu. Por outro lado, quando retrocedeu, ficou contido na reta ascendente anotada no gráfico. Do ponto de vista técnico, é mais provável que o rompimento seja para cima, mas é só isso, mais provável...
E não é só o Mosca que acha isso, o mercado também, basta observar a quantidade de vezes que tentou vencer a barreira e retrocedeu. Mas a decisão será conhecida brevemente. O triângulo está afunilando e em algum momento haverá o rompimento. Ontem o mercado tentou e no fechamento, ficou um "tostão" acima dos 2.120, mas isso não é suficiente para declarar vitória dos que acreditam na alta, é preciso algo mais consistente.

Façam suas apostas e já sabem, Follower ou Contrarian, porque os coitadinhos dos Mean Revesrion, já devem ter perdido as calças! Hahahaha ....

O SP500 fechou a 2.122,73, sem variação; o USDBRL a R$ 2,9957, sem variação; o EURUSD a 1,1451, com alta de 0,38%; e o ouro a US$ 1.222, com alta de 0,10%.
Fique ligado!

14 de maio de 2015

Perigos do sucesso

O que aconteceu com o Corinthians? O time paulista foi eliminado na mais importante competição da América Latina, a Taça Libertadores. Se fosse ainda para um time do padrão Boca Juniores, tudo bem, mas para um desconhecido time paraguaio, Guaraní! É verdade que a derrota anterior, na casa do adversário, já era um pré-anúncio de problema, pois teria que ganhar de 3 x 0 para se classificar. Mas mesmo assim, o "Coringão" era tido como o grande candidato ao título. Pois é, talvez seja consequência do futebol decadente que o Brasil vive, em função das limitações que já comentei anteriormente. O elenco, ou tem jogadores muito jovens ou muito velhos, os maduros bons vão para o exterior.

Existem três tipos de classificação na forma como um investidor atua. Na literatura inglesa são conhecidos como: Mean reversion; Trend Following; e Contrarian, vamos as suas definições:

Mean reversion - Parte do pressuposto que os preços dos ativos tendem a voltar à média no tempo. Para usar este método, é necessário identificar o intervalo desse ativo e calcular a sua média. É bastante utilizado em ações, e também no mercado de câmbio, onde a volta para a média pode envolver períodos longos.

Trend Following - Neste método busca-se identificar padrões de preço em desenvolvimento, e executam-se trades nessa direção, se e quando acontecerem. Usam-se apenas o preço atual e histórico do ativo para tomar decisões. Pode-se resumir com a expressão "siga o rebanho".

Contrarian - Este outro estilo atua contra uma determinada tendência do mercado, comprando ativos que estão performando mal e depois vende quando estão subindo. O racional é que, as pessoas que acreditam que um determinado ativo vai subir, já estão totalmente investidas e não pretendem mais comprar. Neste ponto, o mercado estaria num pico, e esses investidores que acreditavam na alta terão que vender suas posições.

Então onde você se encaixa? O ideal seria poder atuar destas 3 formas dependendo da situação, não sei se é possível. Em todo caso, sempre tem uma delas em que nos encaixamos mais, e no meu caso acredito que sou um Contrarian!

Ao ler as manchetes dos principais meios financeiros hoje, o destaque é a queda do dólar nos últimos 60 dias. Cada uma delas procura identificar quais foram os motivos e se essa queda irá perdurar. Por exemplo, o Wall Street Journal, comenta que vários investidores fizeram a apostas inversas (Contrarian), ao comprar euros e contratos de petróleo, acreditando que haviam caído muito. Para justificar esses argumentos, expuseram o volume de contratos futuros desses dois ativos.


Já num artigo da Bloomberg, cuja chamada é "o que deu errado na aposta do dólar"(Trend Following)  Elencam a fraqueza da economia americana e a melhora da Europeia, como comentei no post de ontem Europa-o-azarão.

Nietzsche já daria um outro argumento: "é melhor alguma explicação que nenhuma!" E nós aqui do Mosca, o que pensamos? Preço! Venho alertando há um bom tempo que o 'dólar - dólar' estava "muito esticado" e que uma correção poderia acontecer.

Vamos dar uma olhada no DXY. No gráfico a seguir. pode-se visualizar a queda nos últimos dois meses.

Depois de atingir 100.5, houve uma queda de aproximadamente 8%, que é muito semelhante a alta do euro, dado o grande peso dessa moeda neste índice. No gráfico, apontei dois pontos de importância, primeiro 92.2 e em seguida 89.7, correspondendo uma queda adicional de 1,5% e 4,0%, respectivamente.

Pelos dados técnicos acima, ainda tem muita gente comprada, ou seja, espaço para novas quedas. Mas a partir de agora todo cuidado é pouco, pois quando começam sair notícias nos jornais, é necessário cautela para que o emocional não tome conta de quem está na ponta certa, e ache que somos Midas. Não somos mesmo!

O euro chegou próximo do meu limite para liquidação (1,15), negociando hoje à noite na Ásia a 1,1445. Vou liquidar mais 1/3 da posição a 1,14. Talvez eu esteja me precipitando e poderia aguardar o meu objetivo, porém o fato de ser tão noticiado, indica que muita gente já caiu fora. Mania de Contrarian! Hahahahaha ....

Acredito que depois de 1,15 algumas coisas terão que acontecer para que a moeda única continue nesse movimento de alta, que listo a seguir:

- Um acordo com a Grécia visto como positivo pelo mercado, uma ruptura pode ser ruim.
- Os USA desapontem no crescimento, fazendo com que os juros longos caiam.
- A Europa continue a mostrar dados positivos.

Não são objetivos nada evidentes, tem para todo lado. Entenderam minha cautela.

O SP500 fechou a 2.121, com alta de 1,08%, um recorde histórico; o USDBRL a R$ 2,9933, com queda de 1,49%; o EURUSD a 1,1412, com alta de 0,48%; e o ouro a US$ 1.220, com alta de 0,43%.
Fique ligado!