Inflação: A Revanche

30 de setembro de 2014

Hipoinflação

O conceito de hipotermia cabe bem a situação que os países desenvolvidos têm sido expostos, em relação aos níveis inflacionários - " A hipotermia hipoinflação ocorre quando a temperatura corporal do organismo inflação cai abaixo do normal (35°C) 2% a.a., de modo não intencional, sendo seu metabolismo prejudicado. Se a temperatura inflação ficar abaixo de 32°C 0%, a condição pode ficar crítica ou até fatal.". Não é perfeito? Hahahaha....

Neste final de mês foram publicados os dados de inflação, primeiramente vejamos os dos USA, o PCE, índice usado pelo FED para implementar suas decisões de política monetária, foi de 1,46% a.a. e o que exclui alimentos e combustíveis de 1,47% a.a., com uma leve tendência de queda.



Ao observar o gráfico acima, desde de 2009, a inflação encontra-se entre 1% e 2%, e mais recentemente no meio deste intervalo. No caso americano, isto não seria alarmante, se não houvesse elevadas injeções de liquidez neste período, a farra dos helicópteros! Imagino, que dentro do FED, os membros devem estar coçando a cabeça com a seguinte dúvida: Sem os helicópteros, será que a inflação vai para o target de 2.0%-2,5%?" 

Já na Europa, mais do mesmo, é o 12º mês que a inflação tem ficado abaixo de 1%, e bem distante do objetivo traçado pelo ECB de 2%.


Mais importante, também mostra que mesmo após 3 meses que o euro vem caindo, não houve nenhum impacto nas exportações europeias, uma vez que o Continente está beirando uma recessão, e que o ECB está completamente sem força para criar uma "faísca" inflacionária, uma vez que a Eurozona está flertando com a desinflação. Mas o pior é que, cada vez mais países europeus estão em iminente deflação.

Vale a pena ressaltar os enormes riscos de um país entrar em deflação, por um lado os consumidores tendem a postergar suas compras, pois percebem que os preços caem, depois as dívidas das empresas ficam mais arriscadas, uma vez que a taxa real de juros se eleva. Da mesma forma que a hipotermia é um estado perigoso para o corpo humano, a deflação é para economia. Assim estou sugerindo a criação do termo hipoinflação, onde o nível de inflação atinge um nível perigoso, anterior a deflação.

No post a-china-está-comendo-pelo-centro eu fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...Eu calculo que existem 2 pontos interessantes para compra: primeiro ao redor de 1,28 e outro ao redor de 1,27. Eu nem sei se vou propor um trade quando isso acontecer, pois operar contra a tendência é como segurar uma faca caindo, pode machucar... Embora não tenha sido uma recomendação firme, pois como eu mesmo citei, operar contra a tendência é como segurar uma faca caindo, o euro negociou abaixo de 1,26. Se no fechamento de Nova York a moeda única se situar abaixo de 1,26, acabou, caso contrário, quem resolveu se envolver nesta loucura, continue. Veja a seguir os motivos e gráfico.

Eu sei que para boa parte dos leitores não é fácil entender estes gráficos, parece uma árvore de Natal! Hahahah... Mas para os mais técnicos é importante que conheçam minhas premissas. Eu recomendo que abram o gráfico numa nova janela, fica mais fácil a visualização. Se o euro não aguentar o movimento de venda, provocado por este número ruim de inflação, o próximo ponto de interesse é o intervalo entre 1,25/1,245 e logo a seguir 1,24/1,235. Depois disso fica o longínquo e importante 1,205, que se for rompido, levará o euro rumo ao 1,10.

O dólar virou ouro em pó, e não aos preços atuais, é sim daqueles a US$ 1.900! Hahahah ...Se me pedissem um argumento único, diria que este movimento é mais mérito do "verdão", pois se espera um USA melhor que o resto. Nem pensar no Palmeiras, que me desculpe os Palmeirenses, eu perco o amigo, mas não perco a piada. 

Ah, quem imaginaria ver o dólar nesta ascensão, quando alguns anos atrás, todos diziam que o dólar iria virar pó. Menos o mosca in-god-we-trustMas não vai ser para toda vida, em algum momento o dólar vai se esborrachar, mas isto é para o futuro.

A seguir o painel comparativo do dólar contra as moedas dos países desenvolvidos.


Em seguida, em relação aos países emergentes e/ou produtores de commodities.


Perceberam, porque o real perdeu terreno nestes últimos dias? Lógico que, a corrida eleitoral jogou gasolina, e se a Marina estivesse na frente, talvez fosse menos pior.

Eu não entro nesta festa do dólar agora, minhas premissas em geral estavam erradas, esperava mais uma escorregada para entrar. Com este erro, preciso aguardar uma correção, antes disso fico só assistindo. Mas em algum momento a correção vai acontecer, e vai ser forte, pois todos que estão na festa, vão acionar seu stop.

O SP500 fechou a 1.979, com queda de 0,28%; o USDBRL a R$ 2,4463, sem alteração; o EURUSD a 1,2630, com queda de 0,43%; e o ouro a US$ 1.208, com queda de 0,60%.
Fique ligado! 


29 de setembro de 2014

Virada de jogo

Quando era jovem jogava voleibol por um clube. Naquela época, mesmo com minha estatura baixa de 1,75, tive minha chance de participar em várias competições. Hoje em dia isso seria impossível, nem ficar no banco eu conseguiria. Eu me lembro de um jogo quando terminamos o segundo set, com um placar de 2 x 0, sentíamos que a vitória era certa. No 3º set, sem muita concentração, afinal como poderíamos perder com esta vantagem, estávamos relaxados, com certeza demais, perdemos! No 4º set falamos entre nós, "vamos lá é só mais um set", mas parecia que nada dava certo e perdemos também. O 5º set nem preciso dizer, com o moral baixo, foi moleza, perdemos feio.

Aquele momento me marcou muito, a sensação depois do jogo terminado é de luto, algo tido como certo, não aconteceu. Isto me remete ao momento eleitoral em que vivemos, pois a situação hoje é semelhante, do ponto de vista emocional. Logo após a morte trágica de Eduardo Campos, sua parceira Marina Silva, despontou como futura Presidenta. Naquele momento, pensei: Até que enfim parte dos eleitores entendeu que precisamos de mudanças. Acontece que Dilma e até Aécio, entraram metralhando Marina e ela não soube se defender, ou melhor, contra atacar. As pesquisas foram piorando seu score e perdeu terreno para seus dois oponentes.

Esta é a última semana antes do primeiro turno, e é o momento onde os debates acontecem. Ontem foi o da rede Record, e eu tive oportunidade de assistir, confesso que não até o fim. Com uma postura prepotente e ríspida, Dilma nem respondia as perguntas, falava do tema que mais lhe interessava. O assunto generalizado foi a corrupção no governo, principalmente na Petrobras, sobre propostas de governo, literalmente zero! Eu fiquei perplexo de como alguém pode ainda votar na Dilma. Se na busca de um trabalho, alguém tivesse as referências e evidências apresentadas, semelhantes a esta situação, garanto que nenhum dos leitores a contraria. E como que ela está liderando? Porque a maioria dos eleitores, que acabam decidindo as eleições, nem assistem o debate, ou acabam têm medo de mudanças.

Assim temos que trabalhar com a hipótese mais provável de reeleição, restando apenas, algum fator mais grave que poderia alterar este quadro no 2º turno. Por outro lado, o Brasil precisa muito de mudanças, a continuidade nos levará a mais sofrimento e retrocesso. Fico pensando qual será a atitude da Dilma, caso ganhe o segundo mandato, e antevejo os seguintes cenários:

1) More of the same
Seria uma morte lenta, crescimento do PIB ínfimo, continuidade na intervenção da economia; falta de investimentos, e o resto você já sabe.

 2) Para os amigos tudo, e para os inimigos justiça
Parafraseando Maluf, este caso seria o caso mais delicado, com uma postura ainda mais intervencionista, e atitudes vingativas aos que não à apoiaram. Assim, ideias de nossos vizinhos poderiam ser usadas por aqui.

3) Virar o jogo
Se conscientiza que os formadores de opinião estão, em sua maioria, em desacordo com o governo, e resolve fazer parcialmente o que deve ser feito. Percebe que caso contrário, o país pode ficar ingovernável.

Como ninguém pode responder qual será o modelo adotado, só nos resta esperar e por que não, torcer.

Embora o Ibovespa chegou a cair mais de 5% na abertura, é o USDBRL que vou comentar hoje. No post mesa-de-operações-um-mito, fiz os seguintes comentários: ...Preciso deixar claro que somente acima de R$ 2,45 às alternativas mosca e triângulo, são totalmente eliminadas... E foi o que aconteceu hoje, estamos no up now.

- David, agora que você parou de torcer, o céu é o limite?
Eu venho dizendo que o USDBRL, do ponto de visto técnico, tem várias possibilidades, e ainda não dá para descartar nenhuma, olhando mais a médio prazo. Veja abaixo quais os pontos que devem ser observados daqui em diante.


No gráfico acima grifei os 3 pontos onde poderia haver uma reversão da alta do dólar, o primeiro é entre R$ 2,48/2,52, e parece um candidato forte, em função de vários indicadores técnicos, o segundo ao redor de R$ 2,70 e o último ao redor de R$ 2,90.

- David, e o que você propõe?
Se você estava esperando uma sugestão de compra, vou ter que te frustrar, tenho muitas dúvidas se esta alta vai continuar, ou no mínimo, uma correção está batendo à porta, não sei! E quando se está em dúvida, a melhor coisa é esperar, não agir por impulso.

O SP500 fechou a 1,977, com baixa de 0,25%; o USDBRL a R$ 2,4521, com alta de 1,33%; o EURUSD a 1,2687, sem variação; e o ouro a US$ 1.215, com queda de 0,27%.
Fique ligado!


26 de setembro de 2014

Os homens são de marte e as mulheres são de business

Os homens são de marte e as mulheres são de vénus é um livro que fez bastante sucesso há um tempo atrás. Ele trata da psique do homem e da mulher em geral, e foi escrito por um canadense, John Grey. Além das diferenças de sexo, há muitas variações visíveis e invisíveis na maneira como os homens e mulheres pensam e se comportam. Mas além do relacionamento na vida pessoal, cada vez mais, a mulher está presente em atividades profissionais, que no passado eram ocupados por homens.

Tenho que confessar que, durante minha vida profissional, existia sim preconceito com as mulheres, era raro ver uma num posto de destaque, eu por exemplo, nunca tive uma chefe mulher. Entretanto tive gratas surpresas de colaboradoras do sexo feminino, e é bom ressaltar que eram pelas suas qualidades na "jurídica"! Hahahah....

Quando eu trabalhava na Planibanc, era responsável pela área de Renda Fixa. Nós dependíamos dos bancos para financiar a carteira de títulos privados, a ideia era simples, comprava-se um CDB e para cobrir a conta, tomava recursos emprestados lastreados nestes títulos, isto era feito diariamente

A responsável pelos operadores era uma mulher de muita competência e fibra. Um certo dia, ao passar pela mesa de operações, ela estava muito nervosa, e em voz alta dizia ao telefone:
- Com quem você pensa que está falando! Aqui é da Planibanc!
É natural que quem estava do outro lado sabia que era da Planibanc, ela estava enfatizando que nós éramos fu#$@os!
Fiquei intrigado e pedi um minuto, estava curioso em saber qual era o Banco. Ela me respondeu:
- Chase Manhattan Bank.
Quase tive um ataque, aguardei ela terminar sua conversa, elogiei sua atitude de proteger a empresa, porém expliquei que o Chase era o 2º maior Banco dos USA!

Mas o motivo do post de hoje é mais intrigante, um relatório elaborado pelo Credit Suisse, reportou que entre todas as companhias do mundo, com um valor de mercado superior a US$ 10 bilhões e com pelo menos uma mulher no board de diretores, tiveram uma performance 26% superior, quando comparadas as companhias que não têm nenhuma mulher.


Para os machistas, não tem o que ponderar, pois o período é longo o suficiente, além de compreender empresas de todo o mundo. Ao se fazer uma separação por região, o resultado se confirma na Ásia, Europa e USA, sendo que, na Ásia o diferencial é ainda maior 55%! Vocês devem estar se perguntando, qual seria o motivo? Logicamente o estudo feito não tem esta resposta. Maior diversidade? Melhor conhecimento do público feminino como consumidor? Difícil responder, mas que fez diferença, fez!

Fica um alerta para os Presidentes de companhias que não aceitam mulheres na direção de suas empresas, se vocês querem aumentar o seu bônus, acho melhor procurar alguns executivos do sexo feminino. Depois prepararem-se para os dias que elas estarão de TPM, vale a pena! Hahahahah ....

Confesso que nestes últimos dias tem sido difícil assistir a valorização do dólar e não ter participado desta festa. E não só contra o real, mas contra todas as moedas. Pode ser que eu quis ser muito "pão duro", e acreditei que estava faltando ainda mais uma queda. A única coisa que me consola, é que eu não coloquei dinheiro em risco nesta ideia, e o motivo foi que, minha visão de médio prazo é de alta do dólar. In god we trust! Lembram?

Não vou comentar sobre o real hoje, no final de semana farei uma análise mais fria. Em todo caso, está próximo do nível de R$ 2,45 e vamos saber logo, logo, se rompe ou não. O mercado que está um pouco intrigante é o de juros de 10 anos. No post what-f#@k fiz o seguinte comentário: ...Eu poderia declarar encerrado este call do mosca, que diga-se de passagem foi contrário a da maioria do mercado. Porém, não parece ser o que os gráficos mostram, ainda continuo com os objetivos acima de 2,20% e 2,00%, até segunda ordem. Para quem continua com esta aposta, colocaria um stoploss a 2,70%...

Ao contrário dos movimentos vistos nos mercados de câmbios, onde o dólar vem atingindo novas altas quase que diariamente, neste caso, os juros tentaram romper a linha de resistência e recuaram, eu destaquei em azul no gráfico. 

- David, estes ativos são "amiguinhos", tem que andar de mãos dadas? Hahahah....
Ainda bem que você está de bom humor, eu não estou muito. O principal argumento para estes movimentos, alta do dólar e dos juros, é que como me disse um grande administrador de fundos: " Se os USA não está indo tão bem, está muito melhor que a Europa e Japão", assim os juros tinham que estar de mãos dadas com o resto.

Bem, vamos dar um tempo, existem outras explicações. Não vou me alongar, pois pode ser mais um caso "tipo" Nietzsche! Hahahah ...Na minha recomendação acima, tinha fixado um stoploss a 2,70%. Se os juros reverterem, e começarem a subir de novo ultrapassando este nível, tudo ficará mais lógico. Caso contrário, o dólar vai teria que recuar. 

O SP500 fechou a 1.982, com alta de 0,86%; o USDBRL a R$ ,4155, com baixa de 0,50%; o EURUSD a 1,2683, com baixa de 0,52%; e o ouro a US$ 1.217, com baixa de 0,41%.
Fique ligado!

25 de setembro de 2014

No limite

O conceito de na margem e de estoque, é fundamental no entendimento da evolução dos preços de uma moeda. O que eu quero dizer, é que se você tem uma reserva de dólares e na margem começa a perder reservas, dependendo da velocidade de perda, em algum momento, a relação de troca terá que se alterar. E este raciocínio aplica-se ao USDBRL, que se valorizou nos últimos dias. Antes de estender este assunto, vejamos os últimos dados cambias publicados ontem.

O déficit em transações correntes atingiu US$ 5,5 bilhões no mês de agosto, o que representa estabilidade em relação aos dados do ano anterior. Com isso, o déficit acumulado em 12 meses permaneceu estável em US$ 78,4 bilhões (3,47% do PIB). O destaque foi a forte entrada no mês de US$ 6,8 bilhões de investimentos direto estrangeiro, que alcançou US$ 67,0 bilhões em 12 meses. Além disso, houve uma entrada de US$ 5,4 bilhões de investimentos em carteira, concentrado em sua maioria na renda fixa.

No detalhamento do déficit em transações correntes, a Balança comercial contribui com um saldo positivo de US$ 1,2 bilhão; a Conta de serviços com um déficit de US$ 3,8 bilhões, com destaque para a elevação das viagens internacionais atingindo US$ 1,9 bilhão; e a Conta de rendas com aprofundamento para US$ 3,0 bilhões, pela elevação da remessa de dividendos de US$ 2,3 bilhões.


O resultado da balança de pagamentos apresentou um superávit de US$ 2,4 bilhões, pelo oitavo mês consecutivo. No cômputo de 12 meses, o saldo é de US$ 10,2 bilhões, embora seja importante frisar que, isso se deve as entradas na conta de capital e financeira, que podem apresentar maior volatilidade em momentos de estresse.


Nossas reservas mantêm-se estáveis ao redor de US$ 380 bilhões, bem como a dívida externa em US$ 333 bilhões. Ou seja, poderia dizer que numericamente os dados cambias são levemente melhores e do ponto de vista relativo, muito melhores. E por que eu acho isso? Neste momento onde existe uma clara ação por parte dos investidores de liquidarem suas posições de seus ativos em mercados emergentes, no caso do Brasil, este movimento não aconteceu. Ao contrário, é de certa forma surpreendente, o elevado volume de investimentos estrangeiros.

É importante para os leitores entenderem as operações que vem sendo efetuadas pelo BCB. Este oferece a venda de dólares futuro contra o real a um preço pré-estabelecido, na data de sua liquidação, sera calculado a diferença entre a taxa fixada e o câmbio do dia, esta diferença será paga ou recebida em reais. O que eu quero dizer com isso, é que esta operação não implica na perda de dólares pelo BC. Quando vocês lerem os comentários de alguns analistas, que o volume destas operações é enorme e que representam um grande risco, esta afirmação é verdadeira, se e somente se, o equivalente em reais fossem transformados em dólares e remetidos ao exterior, o que não vem sendo o caso.

Assim, passados mais de 1 ano, o volume de swaps atingiu o montante aproximado de US$ 90 bilhões. Pode-se considerar que nenhum dólar saiu do país. Quem detêm estes contratos, ou é porque tem uma exposição cambial e quer se proteger ou é quem acredita que no futuro haverá o movimento de compra de dólares. Para estes últimos, só vão ganhar dinheiro se o estoque de dólares cair, e nada de US$ 10 a US$ 20 bilhões, isto não faz nem cócegas!

Para terminar este assunto levanto dois pontos, primeiro que não estou advogando que nossa situação é tranquila, quase US$ 80 bilhões de déficit anual é muito dinheiro, e segundo, fico intrigado do por que os estrangeiros continuam investindo no Brasil, neste momento de indefinição. O que eles estão enxergando que nós não?

Para quem decidiu seguir minha recomendação de compra do euro a-china-está-comendo-pelo-centro, uma quase loucura, já deve estar dentro do trade, hoje pela manhã atingiu a mínima de 1,2697 ... Eu calculo que existem 2 pontos interessantes para compra: primeiro ao redor de 1,28 e outro ao redor de 1,27 ...

No fechamento está negociando a 1,2745, mas não solte rojões, a situação ainda é muito delicada e requer atenção e presteza. Minha recomendação no curto prazo é manter o stop a 1,26 e caso o euro negocie a 1,28, suba o stoploss para 1,27, assim eliminamos a chance de perda. Dedo no gatilho!

O SP500 fechou a 1.965, com queda de 1,62%; o USDBRL a R$ 2,431, com forte alta de 2,03 % eliminando completamente o cenário mosca; o EURUSD a 1,2745, com baixa de 0,27%; e o ouro a US$ 1.220, com alta de 0,31%.
Fique ligado!


24 de setembro de 2014

Quando o futuro é hoje

No início dos anos 90, eu e um grande amigo da faculdade, costumávamos a caminhar pelas ruas de São Paulo. Naquela época ainda não era comum ver dois adultos caminhando pelas ruas logo pela manhã.

Este meu amigo, além de estar na minha lista dos Top 5 de mais inteligentes que conheço, é empresário do ramo têxtil. Talvez nós fomos os precursores do Whatsapp, pois quando um ligava ao outro para confirmar a caminhada, as palavras eram: "7 horas flores" e só. Era entendida como, estou confirmando te encontrar as 7 horas, nesta quinta-feira, na esquina da floricultura. Ah, tínhamos também uma outra condição que, se o chão estivesse molhado, ou nuvens pretas no céu, a caminhada era cancelada automaticamente, bons tempos!


Como mencionei, mesmo ele não sendo do mercado financeiro, entendia perfeitamente sobre todos os ativos, podia trocar muitas ideias com ele. Além disso, também conversávamos sobre o seu negócio, e me recordo que naquela época ele exportava para os USA. Ao ouvir a enorme dificuldade deste setor, pois já naquele momento, os custos de mão de obra eram elevados se comparados com os outros países, a ineficiência local, elevados impostos e todos os outros que os industriais conhecem bem, só tinha o câmbio que podia salvar. Num belo dia eu disse: "Acho que você deveria abandonar este setor, pois depender da taxa de câmbio é como depender da droga, um dia você vai ficar na sarjeta", e ele concordou sem pestanejar.

Passados 25 anos, acho que minha visão estava correta, se existe setor que foi e é castigado ao máximo, o têxtil ganha medalha de ouro! Fiz um outro alerta logo que comecei o mosca, no post está-na-hora-de-procurar-outra-vaca, onde eu explico os motivos pelo qual acredito que as oportunidades do mercado financeiro tendem a diminuir: ...Este ano o número de demissões nos bancos, dos países desenvolvidos, já alcança 120.000. Não escapa nenhum, dos melhores (Goldman Sachs) aos piores... É verdade que eu imaginava que a queda da bolsa seria o motivo de diminuição no número de empregos, porém é na área de renda fixa que se observa este fenômeno, recentemente.

Uma matéria publicada pela Bloomberg, comenta o declínio desta área de negócios ..."No passado era onde você poderia encontrar os mais talentosos profissionais, as mesas de operações eram compostas por centenas de pessoas conversando nos telefones, era palpável, como um evento esportivo"... comenta Kerry Stein, responsável pela mesa do Llyods Securities, e atua neste mercado desde 1985.

Embora o mercado de bonds tenha crescido mais de 15% desde 2008, o volume transacionado diariamente caiu mais de 20%, como pode-se ver nos gráficos a seguir.
O principal motivo para este movimento inverso, é que os compradores e vendedores são correspondidos diretamente por transações eletrônicas, eliminando a intermediação dos bancos. As remunerações dos traders reduziram-se em 50% em media. Como consequência, o número de funcionários, numa das empresas entrevistadas, foi reduzido em 30%. O restante da reportagem, é de depoimentos de autos executivos, que no auge de sua carreira profissional, foram obrigados a buscar novas áreas de atuação.

Embora os motivos que estão ocasionando a diminuição da atratividade profissional no mercado financeiro sejam a tecnologia e no caso dos bonds, a falta de volatilidade, o movimento é neste sentido. Se ao contrário, as bolsas ainda estão dando oportunidade para estas vaquinhas fornecerem leite, não vai ser por muito tempo, pois como eu notei no post ...Daqui a pouco "banco vai ser banco", mais salário menos bônus...

É provável que eu e este meu amigo vamos nos lembrar no futuro desta previsão, quando estivermos tomando um café no shopping, pois a caminhada seria a passos de tartaruga, se Deus quiser! Hahahahah....

Hoje o BCB resolveu aumentar o volume de dólares oferecido ao mercado, passando de US 300 milhões diários, para US$ 750 milhões. Talvez a possibilidade de continuar por mais um mandato Presidencial, deu motivação à equipe para agir, uma vez que a disputa está literalmente empatada, segundo os últimos dados do IBOPE. Em função disso, o real teve uma tímida recuperação pela manhã, mas neste momento encontra-se praticamente estável ao fechamento.

No post mesa-de-operações-um-mito, defini uma tabela para acompanhamento das alternativas que tracei:
< R$ 2,40 - todas ainda no páreo.
< R$ 2,42 - triângulo e up now.
> R$ 2,45 - up now.


A opção mosca, está descartada, restando tão somente: triângulo e up now. Embora seja muito pouco provável, se o dólar fechar hoje abaixo de R$ 2,40, ainda fica uma pequena chance para a alternativa mosca.
A situação atual do USDBRL, do ponto de vista técnico, está me deixando confuso, vejamos minhas dúvidas: Como já tinha observado antes, o movimento anotado na elipse em azul é característico de uma correção, assim ele tem "cara" da opção triângulo; já o contido no retângulo em verde tem "cara" de up now, porém deveria ter sido acompanhado com um aumento no volume transacionado (vermelho), o que não aconteceu.

- David, pode parar! Você quer jogar a decisão para nós?
Eu realmente me perguntei nestes últimos dias se estou torcendo para o dólar cair, afinal seria um call fora do consenso, e é gratificante vencer o Golias de novo! Hahahah... Só o tempo vai poder dizer, e parece não estar muito distante, basta o USDBRL negociar acima de R$ 2,45. Mas os pontos que levantei acima, têm que ser considerados.

Se eu errar, só posso dizer que não foi a primeira vez e nem será a última, mas o que mais importa é não arriscar recursos, só porque eu tinha uma ideia que não está se concretizando, sem limites. No caso específico do USDBRL, se vocês se lembram, fomos estopados onde-está-Obama ... embora tenha ficado no limite do stoploss, vou considerar encerrada a posição com resultado zero no preço, porém ao se considerar que foi efetuada no dia 04/06, com os juros deste período, este trade resultou num ganho de aproximadamente 1,75% ... e desde então não propus mais nenhum trade, embora tivesse o call de queda, mas não quis arriscar.

Queria aproveitar e desejar aos leitores da Colonia Judaica, Shaná Tova! E que neste próximo tenham um ano doce, e com ótimas notícias no curto prazo. Entenderam? Hahahahah....

O SP500 fechou a 1.998, com alta de 0,81%; o USDBRL a R$ 2,3857, com queda de 1,02%; o EURUSD a 1,2778, com queda de 0,51%, e dentro do intervalo que sugeri no post de ontem modelos-matemáticos; e o ouro a US$ 1.216, com queda de 0,49%.
Fique ligado!

23 de setembro de 2014

Modelos matemáticos

Hoje o assunto é controverso, para eu que tenho uma formação baseada na lógica, deveria ser um adepto do uso de modelos matemáticos, com o intuito de projetar dados econômicos. Além do mais, a análise técnica o que seria, senão o uso de ferramentas semelhantes?

Inicialmente, queria fazer uma distinção entre elas, ambas visam a projeção de algum número, no primeiro caso, PIB, inflação, e etc... e no segundo preços de ativos, porém a análise técnica tem duas diferenças: supõe a repetição de movimentos, e estabelece limites onde o analista é obrigado a rever suas hipóteses.

O Federal Reserve Bank of New York, desenvolveu um modelo estrutural sofisticado, com o intuito de entender a economia americana e fornecer previsões econômicas. O modelo denominado de DSGE, que significa equilíbrio geral dinâmico estocástico, além de toda a tecnicidade de variáveis, que não é de interesse dos leitores, um de seus benefícios é que pode proporcionar uma visão para se compreender o comportamento da economia.

Os mentores deste modelo perceberam que em previsões de curto prazo, o DSGE está em desvantagem quando comparados com previsões feitas por profissionais. No médio e longo prazo são mais competitivos, ou superiores as previsões dos economistas.

Este modelo não necessariamente é usado pelos membros do FED, mas certamente faz parte de sua base de consulta, conjuntamente com outros elementos dos quais o público não tem acesso, Mas imaginem que um fundo resolvesse usar somente este modelo para tomar suas decisões de investimento e a título de exemplo vou usar a projeção das taxas de juros dos membros do Comitê do FED, nestes últimos anos,

Com exceção de 2012 e 2013, onde as projeções indicavam taxas próximas de 0%, nos demais anos teria perdido uma fortuna! E por que os modelos podem falhar de uma forma tão expressiva? Na minha opinião, é porque a economia não é uma ciência exata, uma vez que a reação das pessoas nem sempre segue a lógica, e quando isso acontece os modelos falham feio.

A famosa frase do economista John Maynard Keynes, "que no longo prazo todos estaremos mortos", se encaixam neste tema. Diz-se que, na grande depressão de 1929, este economista perdeu muito dinheiro especulando no mercado de ações, talvez tenha sido este o motivo desta frase. Eu trabalhei rodeado de economistas, e talvez por serem vaidosos, uma vez que são pessoas com alto grau de escolaridade, esquecem que para que suas previsões se concretizem, tem que combinar o povo, ou como diria Garrincha, com os Russos! Faltaria estabelecer o stoploss de suas previsões baseadas em modelos.

Estamos entrando na fase do mês onde são publicados os PMI, índice de confiança das companhias do setor privado. Os dois principais grupos que conduzem estas pesquisas são o Markit Group e o ISM. Este primeiro publicou os dados da Eurozona, e como já seria de se esperar, ficou abaixo de Agosto, embora acima de 50 que indica crescimento.

- David, e você ainda sugere comprar euro?
Sim, e friso que é especulativo, o motivo é de certa forma explicado acima, os mercados são pessoas comprando e vendendo. Usam a razão, mas também são levados pela ganância ou pelo medo.

Desde a última atualização sobre o Ibovespa a-síndrome-das-segundas-feiras, as ações buscaram uma leve reação, porém em seguida voltaram a cair, Veja meus comentários: ...se nas próximas semanas a Dilma conseguir dar a volta por cima, o mercado vai encarar muito negativamente ... se ao contrário a Marina se fortalecer, só vai melhorar se  no exterior acontecer alguma mudança, ou o mercado se convencer que a Yellen, não vai subir os juros tão cedo ...

Ontem eu participei de um encontro promovido por um empresário, onde a candidata Marina da Silva, teve oportunidade para expor suas ideias de governo. Todos ficaram muito bem impressionados e imagino que recebeu o apoio de todos para sua candidatura. As dúvidas que ficaram é de como ela pretende governar com os políticos que fazem parte do nosso Congresso. Em sua opinião, ela se sente confortável em fazer alianças com os "bons" que lá se encontram, mas que recentemente foram "esquecidos". Citou alguns nomes como Pedro Simon, José Serra e etc.. Enfatizou que os que apareceram recentemente são os "desconhecidos", cujo objetivo não está alinhado com os interesses do Brasil, então deveriam ser isolados.

Em relação as chances de sua eleição, considera que o povo brasileiro está clamando por mudanças, e que ela é encarada como a candidata apta para tanto. Diz que não vai usar das mesmas armas usadas pelos seus concorrentes, pois considera antiético inventar mentiras para atacar seus adversários. Comentou também, que mesmo com apenas 2 minutos de exposição, provavelmente irá ao segundo turno, e aí com 10 minutos cada um, a situação fica bem diferente. Esta semana novas pesquisas serão publicadas e é importante verificar se o quadro de melhora da Dilma estanca ou continua a crescer.

Quanto ao Ibovespa continuo com as mesmas premissas que tracei no post mencionado acima, o qual seja, o índice deveria começar a melhorar a partir dos níveis atuais, para o movimento de alta ter continuidade.

O SP500 fechou a 1.982, com queda de 0,58%; o USDBRL a R$ 2,4085, com alta de 0,44%; o EURUSD a 1,2857, sem alteração; e o ouro a US$ 1.223, com alta de 0,67%.
Fique ligado!

22 de setembro de 2014

A China está comendo pelo centro

Existe um famoso ditado que diz: "comendo pelas beiradas", todos conhecem seu significado. Até então, esta era a estratégia da China, quando países tinham alguma disputa em algum assunto comercial. Se era de seu interesse, entrava comendo pelas beiradas. Mas recentemente isso mudou, agora não come mais pelas beiradas e sim pelo centro, diretamente.

Desde que a China disparou seu primeiro tiro no mercado de Petrodólares, um ano atrás, houve uma onda crescente de "desdolarização", em todo comércio de energia do mundo. O uso de PetroYuan não ficou longe das manchetes no ano passado, com a China, cada vez mais, elevando sua ascensão como potência econômica. Houve o maior aumento incremental de exportações de hidrocarbonetos, no Golfo Pérsico e na antiga União Soviética, para circunscrever a dominância do dólar no mercado de energia, com potenciais ramificações na estratégica posição americana.

O mais recente movimento do Chineses foi o de aportar um destróier no porto de Bandar-Abbas, sul do Irã. O motivo declarado pelo chefe deste porto é que, a visita de 4 dias era para que as duas marinhas partilhem conhecimentos na área de salvamento marítimo, além de procedimentos para combater a pirataria.  Este movimento é visto como parte de um esforço feito pelo Irã, para encontrar um equilíbrio entre os navios presentes nas proximidades, uma vez que 1/5 de todo o petróleo do Golfo Pérsico transita por lá.



Olhando para o futuro, o uso do Yuan nos contratos internacionais de hidrocarbono, vai certamente aumentar, acelerando o declínio da influência americana nas regiões de produções estratégicas. Também será marginalmente mais difícil para Washington, financiar o que a China e outras potências, consideram excessiva intervenção americana nas políticas estrangeiras.

Por outro lado, o consumo de gasolina vem passando por uma mudança estrutural, no mercado americano, já há algum tempo. Abaixo encontra-se um gráfico, onde compara-se o preço de mercado, com o seu consumo ajustado pela população, a fim de que se tenha uma visão mais real de sua evolução.

  
Sabemos que o óleo é um produto denominado em economia como inelástico ao preço, ou seja, um aumento ou diminuição em seus preços, tem pouco impacto na demanda. Isto é valido para o curto prazo, porém uma alta persistente, faz com que os consumidores busquem formas de economia. Nitidamente, após 2005, iniciou-se um movimento de diminuição constante. Os principais motivos que podem ter gerado este fator são: O envelhecimento da população americana ocasiona uma queda natural do consumo; novas formas de comunicação que evitam os deslocamentos e a nova geração está mudando os costumes e usando menos carros. 

Hoje eu vou comentar sobre o euro, e acredito numa oportunidade de compra dentro em breve.

- David, você bebeu no final de semana? Comprar, está louco!
Hahahahah... você tem toda razão, não que eu tenha bebido muito no final de semana, mas como alguém pode propor uma compra da moeda única, se até o Mario Draghi, Presidente do ECB, está fazendo tudo para que ela caia? Estes fatos são em parte razão do meu call. Antes de começar a expor minhas idéias, quero deixar claro que é uma opção especulativa, e eu acredito que o euro está no caminho da cotação de 1,10, que aliás já alerto há muito tempo, mas tudo tem sua hora.

Muito bem, se todo mundo está vendendo euro, quem poderia comprar? Os Bancos Centrais, inclusive o Chinês.

- Eles são burros?
Não é este o motivo, e sim porque eles não tem objetivos de lucro, agem para manter uma alocação de sua carteira estável. Por exemplo, se seu objetivo é ter 25% de euros, e se num determinado momento o euro cai, eles vendem as outras moedas e compram o euro de tal forma a balancear sua carteira nestas novas cotações, agem como se fossem um estabilizador. 

Assim, como o seus volumes de reservas são enormes, e continuam aumentando, aliado ao fato de o mercado está extremamente vendido em euros, os dados técnicos indicam, que deveria acontecer uma correção. Vejamos:

Eu calculo que existem 2 pontos interessantes para compra: primeiro ao redor de 1,28 e outro ao redor de 1,27. Eu nem sei se vou propor um trade quando isso acontecer, pois operar contra a tendência é como segurar uma faca caindo, pode machucar.

Assim, para quem quiser se aventurar a fazer esta loucura, seguindo minha sugestão, sugiro um stop curto, por exemplo 1,26. Eu imagino que o retorno pode ser interessante algo entre 1,32/1,33. Só consigo precisar melhor, depois que o movimento se iniciar. 

O SP500 fechou a 1.994, com baixa de 0,80%; o USDBRL a R$ 2,3926, com alta de 1,06%; o EURUSD a 1,2844, com alta de 0,12%; e o ouro a US$ 1.215, sem alteração.
Fique ligado!

19 de setembro de 2014

Mesa de operações: Um mito

Para quem nunca trabalhou numa instituição financeira, o nome mesa de operações soa estranho. A primeira imagem que vem à mente é de uma sala de cirurgia, e alguns podem acreditar que este nome foi dado, porque quem lá cair, vão tirar uma "lasca"! Hahahah...

Mas a verdade, é que nada mais é que um local onde ficam agrupados, funcionários de Bancos com características especiais. Na minha opinião estas resumem-se em 2 principais: Uma formação acadêmica sólida, com um elevado controle e disciplina emocional, não adianta uma sem a outra.

Por causa disso é um ambiente muito diferente, vibrações e frustrações se espalham tornando-a única. Se você já foi convidado para visitar uma, tenho certeza que ao entrar sentiu-se intimidado, por estas ondas que transpiram no ar. Este foi meu habitat durante maior parte de minha vida profissional, eu adorava esta convivência. Por outro lado, vivi inúmeras situações de estresse e euforia.

Vou contar uma passagem vivida no início de minha carreira, assim poderão constatar como o mundo mudou. O Banco Francês e Brasileiro era uma filial do Credit Lyonnais aqui no Brasil, e sem querer me vangloriar, naquela época estávamos entre os Top 3 de bancos estrangeiros, no mercado local. Para o acionista majoritário os lucros gerados aqui estavam entre os mais elevados dentre suas filiais.

Numa mesa de operações tudo pode acontecer, o que cada trader executa, tem impacto no caixa do Banco, assim o controle de suas operações é muito importante. Nos anos 80, não existia computadores na mesa, era a época dos main frame, tudo era processado a noite. Assim, o caixa era controlado numa HP-80, que pouca gente deve ter conhecido. A cada operação fechada, um boleto era "jogado" para o controle, que as lançava.

Pela manhã, os Bancos trocavam suas reservas, e por volta das 13 horas paravam, íamos almoçar e a tarde era reservada somente para operações marginais. Bons tempos aqueles, sem monitores da Bloomberg, onde tudo era transacionado por telefone!

Eu era novo na função, quando um desses dias, meu controler me liga a tarde, eu sabia que não era para dar boa tarde, lá vinha algum pepino.

- David: existe ainda alguma operação pendente?
- Mario: Que eu saiba não, por que?
- Mario: O caixa está furado em R$ xxxxx Bi!
- David: O que? f#@$u!

Larguei tudo e fui para mesa de operações, onde o pessoal estava tranquilo, mas quando viram minha expressão, notaram que tinha um problema. Depois de fazer um pequena verificação nos boletos, percebeu-se que o controle lançou algumas operações com sinal trocado. Dei orientação para meu chefe de mesa: Zera esta porra!

Neste dia, tive certeza que a lei de Murphy funciona, pois o chefe da mesa me informou, que já pela manhã, a liquidez estava muito apertada e que achava muito difícil captar aquela quantia. Comecei a suar frio, o que um jovem de 28 anos poderia fazer naquela situação?

Foi quando alguém sugeriu: "Por que não entramos no redesconto do BC?" O redesconto era uma linha especial que o BC dispunha aos bancos, para ser usado em situações de necessidade de liquidez. Para se utilizar deste recurso tinha uma certa burocracia, que terminava com a assinatura de uma Nota Promissória e uma ligação para Brasília, explicando os motivos.

Liguei para o meu chefe, não tinha jeito, e ele foi tranquilo, acho que já tinha passado outras situações semelhantes. Com um português carregado de sotaque Francês disse:

- David: Merde alors! Se virri, um banco estrrangerro nunca pidi pinico parra  BC!
Entendi o recado, fui para a mesa e disse: " Ligue para os "abutres" e zerem a qualquer preço!" Só para terminar esta passagem, o Banco conseguiu tomar os recursos necessários e pagou uma taxa exorbitante, mais ou menos como se nos níveis atuais de 11% a.a do SELIC, pagasse 50% a.a.! Ainda bem que era só por um dia.

Agora as coisas mudaram muito, hoje é o contrário, os BC's ao redor do mundo imploram para que os Bancos levem seus recursos de "graça" por uma eternidade, e nem sempre eles aceitam. Ontem o ECB fez o seu primeiro leilão de TLTRO que é uma extensão do antigo LTRO, nem me perguntem o que significa estas siglas! Hahahah... A expectativa era que os Bancos, "quebrassem o galho" do ECB e tomassem uma quantia ao redor de 300 bilhões de euros, Ah, um detalhe, tanto faz qual origem das 382 instituições aprovadas para entrar no leilão, representando 1.372 instituições de crédito. O resultado foi de meros 82,6 bilhões de euros, indicando que o problema hoje não é falta de liquidez, e sim para quem os Bancos estão dispostos a emprestar, numa economia Europeia caindo aos pedaços.

Dúvida: Será que o motivo deste volume tão baixo, ainda é consequência dos traumas do passado, como a que eu relatei acima! Hahahahahah....

Quanto a tão esperada votação do Sim ou Não na Escócia, o Não venceu evitando um problema que ninguém tinha a menor ideia como resolver. Agora veja a gafe que a CNN cometeu ao publicar o resultado da votação.

O problema para quem viu esta informação, era que, não saberia dizer qual dos dois estava errado!

No post a-china-está-perdendo-o-charme coloquei 3 alternativas possíveis para o real, para relembrar: mosca, triângulo e up now. Até o momento não posso descartar nenhuma, porém com a evolução da cotação do USDBRL, cada dia que passa, a opção mosca vai perdendo pontos. No gráfico a seguir vou assinalar as cotações que são importantes acompanhar.

Preciso deixar claro que somente acima de R$ 2,45 às alternativas mosca e triângulo são totalmente eliminadas, mas as chances vão diminuindo conforme as cotações vão subindo, então veja minha classificação abaixo:

< R$ 2,40 - todas ainda no páreo.
< R$ 2,42 - triângulo e up now.
> R$ 2,45 - up now.

Let´s the market speak!

O SP500 fechou a 2.010, sem variação; o USDBRL a R$ 2,3714, com alta de 0,31%; o EURUSD a 1,2836, com queda de 0,67%; e o ouro a US$ 1.216, com baixa de 0,71%.
Fique ligado!

18 de setembro de 2014

Alea jacta est

Ao se fazer uma análise pormenorizada, sobre o conteúdo escrito da minuta do FED, nada de muito diferente do comunicado anterior pode ser extraído, com exceção da extensão de seu texto, que bateu o recorde conforme pode-se verificar no gráfico a seguir. Anexo a este, a autoridade monetária também publica suas revisões dos principais indicadores econômicos, bem como a tabela contendo a expectativa de taxas de juros, que cada membro acredita para os próximos anos, e é aí que as primeiras evidências começam a aparecer.


Antes de entrar na análise do gráfico conhecido como dots, é importante frisar o desvio significativo em relação as previsões do PIB. Como o gráfico abaixo mostra, a projeção desta variável para 2014, prevista no início de 2012 até hoje, acarretou num erro de 43%. Assim, sob esta ótica, não dá para confiar muito nas suas previsões, nestes tempos com excessiva interferência do FED. 


Vamos agora às previsões dos juros, na tabela abaixo do lado esquerdo, encontra-se o que foi publicado em junho, e do lado direto, agora em setembro.


A primeira observação que salta a vista, é em relação a 2015, onde antes havia uma concentração maior na faixa de 0% - 1% e agora está mais dispersa; entretanto é em 2016 que os dados chamam mais a atenção, existe uma nítida tendência de alta no nível médio de juros esperado. Porém, notem que a dispersão ficou muito maior, e não menos importante, agora 3 membros acreditam num nível de 1% (em rosa). A conclusão mais clara, é que existe muita divergência entre os membros, de como estará a economia nos próximos anos. 

Eu assisti a toda seção de perguntas e respostas, e o momento mais importante na minha opinião, foi quando a Yellen foi questionada sobre quanto tempo representa o termo considerable time. Sua resposta não foi assertiva em dar um período de tempo específico. Ela disse que, se os dados no futuro mostrarem uma melhora antes que o esperado, o FED vai antecipar a data de início da elevação dos juros, caso contrário irá postergar. Isto, mais a forma que respondeu outras perguntas, me fez concluir que o cenário esperado para o futuro é totalmente incerto, e isso é para eles, que têm muito mais informações que qualquer um de nós.

A primeira reação do mercado foi apostar no cenário que é crença atual, que consiste na melhora mais rápida. Porém, fica claro que é por sua conta e risco, pois esta ação não pode ser extraída dos comentários e percepções do FED. O título do post de hoje espelha a minha interpretação sobre os fatos, pois o termo, Alea jacta est, foi supostamente proferido por Júlio Cesar ao tomar a decisão de cruzar com suas legiões o rio Rubricão. A sorte está lançada, é a tradução para o português, e aplica-se em situações que os fatores determinantes de um resultado já foram realizados, restando apenas revelá-los ou descobri-los.

Vou comentar sobre o ouro hoje, embora não tenha muito mais a acrescentar ao que eu comentei no post só-para-americano-ver: ...Existe uma formação de triângulo não muito comum, que pode ser o caso em questão. Me explico, ao invés do ouro ter reagido ao nível de US$ 1.260, pode ser que aconteça no intervalo atual entre US$ 1.190 e US$ 1.240 ...

A única coisa que posso antecipar, é que a decisão está próxima, com US$30 separando os preços atuais de US$ 1.190, ou o ouro sobe proximamente, ou vou ter que assumir que a última queda que espero está em curso.

- David, não vale uma compra especulativa?
Poderia até arriscar, mas prefiro esperar alguma evidência melhor, ou só aguardar a alta para asssim vender, pois os indicadores de momento são fortemente de queda.

- E então uma venda?
Seria o mais lógico, afinal estaria na tendência do mercado, por outro lado, os investidores estão muito "vendidos", e não é improvável que a alta aconteça, assim onde você colocaria o stop? O correto deveria ser em US$ 1.340, ou seja, US$ 120 do preço atual. Quanto é a previsão de ganho? Eu teria que calcular, mas supondo que os mesmos US$ 120, nos levaria a um preço de US$ 1.100, onde eu não quero estar vendido, de jeito nenhum. Então, quando o prejuízo é maior que o lucro, devemos ficar fora!

O SP500 fechou a 2.011, com alta de 0,49%; o USDBRL a R$ 2,3644, com alta de 0,25%; o EURUSD a 1,2922, com alta de 0,44%; e o ouro a US$ 1.225, com alta de 0,14%.
Fique ligado!

17 de setembro de 2014

Password: Considerable time

Hoje no final da tarde teremos o anúncio da minuta do FED, e em seguida uma seção com a Yellen de perguntas e respostas. Desde o término das férias no hemisfério norte, os analistas resolveram apostar que a época dos helicópteros está no fim, e mais dia, menos dia os juros terão que subir para um nível minimamente decente. Assim, desta reunião é importante saber se haverá alguma modificação nos termos usados.

Vários relatórios e opiniões sobre o que o FED pode fazer ou não, foram elaborados nestes últimos dias, que podem ser resumidos em uma única ação, nos textos anteriores, quando comentava sobre os juros, a autoridade repetiu por vários anos, que os juros ficariam baixos por um tempo considerável - considerable time - O mercado elegeu este termo como o seu password, assim se ele for retirado, será interpretado que os juros deveriam subir daqui a 6 meses, caso contrário, tudo fica postergado.

Dois pontos importantes que devem ser considerados nesta reunião são: primeiro que os dados de emprego, este mês, não foram muito positivos e hoje pela manhã, foi publicado o CPI, indicie de inflação, em -0,2% e excluindo-se alimentos e combustíveis 0%, ocasionando uma retração em bases anuais para 1,7% a.a em ambos.


Na última reunião em que houve a seção de perguntas e respostas, a Yellen baixou o tom do pessoal que estava dizendo que o FED iria ser pego de calças curtas, uma vez que, a inflação tinha subido recentemente, Ela, disse que, aquela alta, era um noisy e que a inflação ainda estava em níveis inferiores aos objetivos traçados pelo FED. Acertou na mosca! Acredito, que se o password for alterado, os mercados irão reagir como o esperado: alta dos juros e do dólar, a bolsa tenho dúvidas.

O Wells Fargo Bank, através de seu economista, publicou suas estimativas para a taxa de juros, que eu republico abaixo, com um adendo do mosca, para 2017. Claro que não é minha previsão, apenas usei o raciocínio utilizado por esta instituição e completei o ciclo de alta, que deveria terminar com uma taxa de 3,5% a.a.


Se estes níveis se concretizarem, os juros dos títulos do governo americano deveriam situar-se de acordo com a tabela abaixo:


Como pode-se ver, o problema seria maior nos títulos acima de 2 anos, onde os juros deveriam sofrer uma forte correção, se podemos classificar de forte 0,37% a.a. Mas num mundo de"volatilidadizinha" qualquer espirro é resfriado! Hahahah....

Depois da reunião do ECB, onde o Super Mário resolveu abrir os bolsos e anunciar helicópteros a vontade, o euro levou um tombo para 1,29, e está morfando por aí. No post super-Mario-surpreendeu eu comentei: ...vamos aguardar o próximo ponto a 1,29. Antes que você pergunte, não vou me envolver na venda agora, de jeito nenhum ... 

Pelo menos o euro respeitou um ponto tecnicamente importante de 1,29, mas também não apresentou nenhuma recuperação decente, pelo contrário ainda está vulnerável. Amanhã será realizado o primeiro leilão de linhas que estará disponível aos bancos pelo prazo de 4 anos. Sem dúvida este é um fator importante para a moeda única, mas também hoje a tarde se a Yellen mudar o password, é provável que o euro caia, afinal é melhor ganhar juros de 1% a.a. em dólares, do que 0% a.a. em euros. Será que chegamos neste grau de "requinte", que os dólares deveriam valer muito mais por causa desta mísera diferença?

Eu pretendo comentar amanhã com mais detalhes a minuta e a seção de perguntas e respostas com a Presidenta do FED Janet Yellen, mas neste meio tempo quero adiantar que o termo considerable time, ficou mantido com algumas alterações nas projeções dos juros. Isto foi suficiente para o mercado crer, que o juros vão subir antes, então o dólar e os juros subiram, e a bolsa também, nada muito expressivo, mas foram neste sentido.

Finalizando, o dólar subiu contra o real, mesmo com a Marina melhorando sua posição na última pesquisa publicada ontem pelo IBOPE, reforçando minha tese que o que importa no momento é como o dólar se comporta no exterior. Vamos ver amanhã, como os meios de comunicação vão enfrentar esta discrepância em seus raciocínios.

O SP500 fechou a 2.001, com alta de 0,13%; o USDBRL a R$ 2,3589, com alta de 1,15%; o EURUSD a 1,2873, com queda de 0,67%; e o ouro a US$ 1.222, com queda de 0,98%.
Fique ligado!

16 de setembro de 2014

A China está perdendo o charme?

Nestes últimos anos, não existe país que mais chamou a atenção no mundo, do que a China. De uma forma determinada os Chineses colocaram como objetivo tornarem-se uma potência, onde é necessário, um território extenso, poderio militar e economia poderosa, e há 30 anos faltava este último. Através de um capitalismo pragmático, hoje é a 2º economia do planeta. Missão cumprida!

O modelo para atingir este objetivo, todos sabem de cor e salteado, foi através de investimentos e exportações de seus produtos, será que isto está mudando? Quando eclodiu a crise de 2008, as economias dos países desenvolvidos, acreditaram que o modelo Chinês teria que mudar, incentivando seu mercado interno em detrimento das exportações, uma vez que as mesmas (exportações para esses países) deveriam se desacelerar. Passados mais de 5 anos, isto aconteceu de uma forma tímida, imagino que deve ser difícil fazer com que um povo que poupa quase 50% de sua renda, comece a comprar iphone, BMW, Chanel e etc...

Recentemente, os dados econômicos vindos daquele país tem frustrado parte dos analistas, que esperavam um crescimento mais robusto, haja visto um mini pacote de estímulo feito alguns meses atrás. Como todas os países a China não é exceção, seu volume de crédito é elevado. Considerando o governo, indivíduos e empresas atingiu um nível de 240% do PIB. Assim, qualquer estímulo creditício obtém resultados temporários, principalmente no primeiro trimestre após a injeção. Como se pode esperar, com o efeito diminuindo, e ficando até negativo nos trimestres seguintes, é necessário novas injeções. O gráfico abaixo espelha este fenômeno para a China.

Está nova situação deve estar afetando a taxa de retorno nos investimentos feitos naquele país, afinal se existia uma expectativa de crescimento acelerado por vários anos, a não realização deste objetivo, ou mesmo uma diminuição no ritmo, vai tornar vários projetos não rentáveis, e o efeito disso pode-se observar no ingresso de investimentos diretos.


Também em conversas com alguns empresários que mantém relações comerciais com a China, eles observam que não é mais vantajoso o custo de sua mão de obra, alertando que fábricas como a LG entre outras, fechou sua unidade na China e abriu no Vietnã.

Os mercados aguardam um novo pacote, objetivando atingir a meta de crescimento do PIB de 7,5% a.a, Vale ressaltar que desde 2007, esta variável vem caindo. As autoridades estão enfrentando uma decisão difícil: a elevação na dívida para obter um crescimento maior no curto prazo, e que trazem um risco maior de longo prazo; ou aceitar um crescimento menor. Os sinais têm sido inconsistentes este ano, porém o Premier Li Keqiang, declarou na semana passada no World Economic Forum, que está confortável com um crescimento um pouco menor. Assim, pode-se esperar que o PIB vai estar mais para 7% a.a. do que 7,5% a.a., Nesta situação, o Brasil deverá sofrer este impacto, ou já vem sofrendo, nos preços das commodities, que vem caindo recentemente.

Em todo caso, os Chineses não têm o que reclamar, com um mundo beirando a estagnação quase em todas as partes, crescer 7% a.a. é espetacular, menos para os empresários que investiram muito capital, acreditando que a China cresceria a taxas de 10% a.a. ad infinutm!

Uma última informação interessante, é a respeito de uma pesquisa realizada com  os indivíduos de alta renda, perguntando se eles pretendem mudar de seu país, nos próximos 5 anos. Vejam os resultados:


Quase a metade dos Chineses pretendem sair de seu país, os motivos citados foram: educação; oportunidades, segurança econômica, clima. O autor ficou surpreso pelo fato de ninguém mencionar o item: risco de processo por corrupção política, também alguém teria coragem de assinalar esta opção? Hahahahah....

Eu imagino que dos mercados que eu cubro, o real é o que está mais demandando atenção, afinal ele é importante em nosso dia a dia. Minha avaliação semanal aponta, do ponto de vista de momento, muito positivo para a alta do dólar, mas observado sobre outros critérios, ainda não estou convencido. Eu citei no passado que o gráfico do real é passível de várias interpretações e este fator complica sua análise neste momento.

- David, chega de milongas, admita que neste movimento você errou!
Eu não posso negar que o fator emocional tem peso, mas minhas avaliações técnicas ainda me deixam em dúvida. Eu não posso mudar de opinião "empurrado" pela mídia, pois se estiver errado não vou me perdoar por ter me precipitado. Não sei se já estamos rumo aos R$ 2,60 >, ou se ainda vai permanecer contido nesta correção, eu preciso de mais tempo!

Enquanto isso, vou dividir com vocês 3 possibilidades  que imagino possam acontecer nos próximos meses, a ordem não significa minha preferência.

1) Cenário Mosca

O nome dado a esta hipótese é óbvia! Uma queda das cotações até o nível de R$ 2,10 (mais provável) e após uma alta acima de R$ 2,45 (a ser melhor calculada). Quero enfatizar que, em algum momento passado, eu aventei a hipótese do dólar cair abaixo de R$ 1,90, esta situação fica descartada, por enquanto.

2) Triângulo

Aqui pode-se esperar que a alta atinja níveis próximos de R$ 2,40, para em seguida uma retração ao redor de R$2,20/2,25, para então seguir a níveis superiores à R$ 2,45.

3) Up now!


Nesta situação, as cotações teriam retrações mínimas e já estaria rumo ao rompimento dos R$ 2,45.

- David, se no final, o dólar vai subir em todos seus cenários, por que não comprar já, deixa de ser pão duro!
Talvez se estivéssemos falando de outra moeda, o euro por exemplo, seu raciocínio seria mais válido, mas mesmo assim, imagina comprando agora, e daqui um tempo a cotação cai 12% ( de R$ 2,34 para R$ 2,10), você não ficaria nada feliz, certo? No caso do real é ainda mais grave, pois teria que somar os juros elevados embutidos nos contratos futuros. Para entender melhor o que quero dizer, releia o post desmistificando-o-hedge.

Tenho que aceitar que os odds não estão a meu favor, porém em alguns momentos você têm que usar todos os seus recursos e não só a lógica. Neste caso os juros estão a meu favor, além de não sentir que estou na torcida, pois não tenho nenhuma posição. Agora se você tem alguma exposição em dólares, ou não está disposto a esperar, compre dólares, eu não vou, até que alguns destes cenários fiquem mais claros.

O SP500 fechou a 1.998, com alta de 0,75%; o USDBRL a R$ 2,3271, com baixa de 0,64%; o EURUSD a 1,2960, com alta de 0,15%; e o ouro a US$ 1.235, com alta de 0,21%.
Fique ligado!