Inflação: A Revanche

27 de abril de 2014

Engano do Drone

No post competição-e-produtividade, mostrei como a Amazon está alterando a maneira que as vendas estão sendo feitas, utilizando-se da internet. Com um número proporcionalmente menor de empregados e sem lojas, está permitindo baixar os preços aos consumidores. No final do ano passado, Jeff Bezos Presidente desta companhia, anunciou o teste de uma forma inédita para entrega de seus produtos, através de Drones, o que permitirá aos seus clientes, receberem os produtos em 30 minutos ou menos.

Acontece que houve uma pequena "falha" nos testes realizados, apresentados no vídeo acima. O Drone ao invés levar os produtos, vejam o que estava carregando.


O gráfico acima, são das ações da Amazon, onde o seu pico aconteceu no anuncio deste novo equipamento, mas em seguida, "aterrizou" com os preços de suas ações . Do ponto de vista técnico, denota uma trajetória perigosa, agregando a lista que comentei no post não-basta-ser-rico, copiado abaixo.


Recentemente fiz uma análise do SP500, onde conclui que não havia evidências, até o momento, para uma mudança na tendência do mercado a-passos-de-tartaruga. Vejam meus comentários ...Para vender agora "nem a pau"; para comprar, aguarde o rompimento dos 1.900 e coloque um stop curto; e não fazer nada é a minha preferência, que reconheço, me fez perder uma grande oportunidade, mas estamos num mundo perigoso, cheio de helicópteros que distorceram os preços dos ativos, dinheiro não é capim! ... 

É natural que quando um índice de ações cai, as ações compostas deste índice devem cair também. Porém quando é um de suas ícones, desconfie que algo está errado, principalmente como no caso da Amazon, que ao anunciar algo revolucionário, suas ações ao invés de subirem caíram!

Fique ligado!

25 de abril de 2014

Micrômetro Financeiro

Vocês se lembram dos submúltiplos de medidas quando estudaram matemática, tais como metro, decímetro, centímetro e etc?... Uma dessas medidas é o micrométro, equivalente a um milionésimo de um metro. Ele é usado para descrever a espessura ou o diâmetro de objetos microscópicos, tais como micro-organismos. Para quem fez engenharia, conhece o instrumento chamado de micrômetro, que é capaz de aferir as dimensões lineares de um objeto com a precisão da ordem de micrométros.

Em uma das aulas de laboratório, o professor trouxe este instrumento para que fizéssemos uma série de medições, não sei porque, mas me chamou muito a atenção, ficou marcado.

- Ah, já entendi, você ficou de DP na matéria máquinas operatrizes.
Não me pegou não, me orgulho de ter terminado o curso sem nenhuma DP, o que hoje parece ser uma exceção.

Muito pouco se ouve falar sobre a Dinamarca, país que está dentro do mercado comum Europeu, mas não aderiu a moeda única, assim como seus vizinhos a Noruega e Suécia. Diferente destes dois últimos onde suas moedas oscilam em relação ao euro, a Dinamarca resolveu atrelar ao euro de uma forma informal. Para que vocês vejam um histórico, o gráfico a seguir é da evolução do euro em relação a Krona, desde 1975.

 - David, te peguei! O euro não foi criado em 1993? Este gráfico é fajuto!
Está arisco hoje! Têm razão, assim para os dados anteriores a 1993, efetua-se uma simulação usando as moedas e proporções utilizadas na criação da moeda única, capisce!

Em seguida, vejam as oscilações a partir de 1993, onde o governo implementou esta estratégia de atrelar a sua moeda ao euro. Em 2012, quando a crise do euro rondava os países da periferia, a Dinamarca por ser um dos únicos países a ter uma classificação de risco AAA, começou a receber enormes quantidades de recursos, e interviu no câmbio para manter a sua moeda estável em relação ao euro, apontado no gráfico, com um círculo. Em julho deste mesmo ano, resolveu baixar os juros para menos (negativo) 0,1%.

Com o passar do tempo, a situação na Europa foi se acalmando e o fluxo reverteu, fazendo com que a Krona se desvaloriza-se em relação ao euro, notem que são necessários 7,46 Kronas para comprar um euro, assim se a cotação sobe precisa-se de mais Kronas para comprar o mesmo euro, igual a nossa moeda em relação ao dólar.

Muito bem, Lars Rohde, Presidente do Banco Central Dinamarquês, resolveu tomar medidas "enérgicas" para conter a fuga de capitais daquele país, subiu o juros para 0,01% a.a., não me enganei, é isso mesmo. Notem também que entre a cotação mínima e a máxima, neste período de 15 anos, foi de 0,67%. Até o Yuan, moeda Chinesa, variou mais que isso.

Ao ler esta notícia me perguntei, será que o Sr. Lars Rohde tem uma nova forma micométrica de executar política monetária? Provavelmente deve ser engenheiro e resolveu experimentar o micrômetro em finanças! Hahahaha... A título de exercício, para cada US$ 100.000.000,00 depositados naquele BC, os bancos receberão juros US$ 10.000,00 por ano, isso vai estancar a saída de recursos?

Como é costume, sexta-feira é dia de análise do real, no post a-indecisão-prevalece fiz o seguinte comentário: ...Não esperem uma linha reta, é possível uma recuperação parcial, até R$ 2,30 para depois cair novamente ... E é o que vem acontecendo desde então.

Para o período em que vou ficar ausente, utilize os seguintes parâmetros: 1) É esperado que esta mini correção se estenda até o intervalo de R$ 2,28/2,32, para em seguida voltar a cair; 2) Uma atenção maior é necessária, caso o dólar continue a subir, mas até a R$ 2,35 ainda é aceitável; 3) E por último, se ultrapassar este nível é preciso avaliar este movimento, não dá para concluir a priori.

Agora podem ficar tranquilos que eu já combinei com a FIFA, que entrará em contato com todos os times de países, afinal estamos em clima de copa do mundo, e os estrangeiros estão vindo de todas as partes para "beliscar um jurinho" de 11% a.a., ou quem sabe 11,25%. Assim, todo cuidado é pouco! Hahahah....

O SP500 fechou a 1.863, com queda de 0,81%; o USDBRL a R$ 2,2421, com alta de 1,31%; o EURUSD a 1,3834, sem variação; e o ouro a US$ 1.310, com alta de 0,67%.
Fique ligado!

24 de abril de 2014

O futuro dos carros é o museu?

Quem não sonha em fazer 18 anos para ganhar um carro? É o sonho da liberdade, mover-se de lá para cá, sem depender de transporte público ou de terceiros, além de ser sinônimo de status, "para ganhar as minas" dizia-se na minha época.

A indústria automobilística é grande empregadora de mão de obra, tanto direta como indiretamente. Aqui no Brasil, nos últimos anos, houve um grande incentivo por parte do governo, tanto pelo motivo acima, bem como para combater os efeitos da crise de 2009. Assim, o prazo de financiamento elevou-se para 60 meses e reduziu-se os impostos incidentes sobre os carros. A consequência, é enfrentada diariamente nas grandes cidades, elevada poluição e trânsito insuportável.

Então por que o título de hoje? Nos países desenvolvidos, principalmente nos USA, está acontecendo uma mudança estrutural, que pode ser verificada no consumo de gasolina. O gráfico a seguir é corrigido pela inflação e ajustado pela população com mais de 16 anos.


Como poderia se esperar, o rápido aumento no preço da gasolina, a partir de 2003, foi acompanhado por uma queda significativa no volume de gasolina vendida. Com o término da recessão em junho de 2009, as vendas reverteram um pouco até 2010, e a partir dai, voltaram a cair.

Alguns argumentos poderiam justificar esta queda, que até o momento representa uma  redução expressiva de 21% de seu pico em 1989.

  • Uma proporção maior da população está se aposentando (baby boomers), com uso menor de automóvel.
  • Alguns trabalhos são realizados em casa.
  • A evolução dos aplicativos sociais, é uma alternativa a interações face a face, além das compras on line.
  • Uma tendência geral entre os adultos para dirigir menos.
  • Novas formas de energia, principalmente os carros elétricos, onde a marca Tesla vêm ganhando market share, veja a evolução parabólica de suas ações nestes últimos 12 meses.
Imaginar que os carros não vão mais circular nas ruas daqui a 100 anos, parece muito pretensioso, mas que a demanda global parece estar diminuindo é uma premissa razoável. As montadoras, notando esta tendência, movem-se para ganhar mercados em países emergentes, onde este fenômeno ainda não acontece.

Agora, o pessoal mais jovem, para "ganhar as minas" é melhor usar o Facebook, Whatsapp! Hahahahah....

Lembro bem, quando diariamente havia comentários sobre o ouro, naquela época, eram várias as projeções de preços: de US$ 5.000; US$ 10.000; e alguns levantavam a hipótese que os preços iriam explodir, pois teria uma ecasses grande que era impossível calcular, o racional era que o dólar valeria pó! Isto não faz tanto tempo, foi quando eu comecei o mosca, há 2 1/2 anos. Agora virou matéria de 5ª categoria, e os prognósticos são que o metal, vai valer pó, literalmente! Ah, mercados....

Eu acredito que em algum momento o ouro vai subir e ultrapassar seu máximo histórico de US$ 1.920, e ando buscando este ponto de compra. Tenho também um preço onde revejo minhas premissas de alta. Vejamos então qual a estratégia:

Vamos começar pelo preço aonde terei que refazer meus estudos, anotem bem US$ 1.050, abaixo disso não sei o que vai acontecer, será necessário aguardar, então ficamos com o alerta por enquanto. O mais provável é o que comentei no post fichas-na-mesa ... Ao analisar num intervalo mais curto não surge nada esclarecedor, e os níveis de momento indicam indecisão. Vou continuar com a mesma postura, e observar os próximos movimentos, tendo como alertas os preços de US$ 1,380/US$ 1.430 para cima e US$ 1.150 para baixo ...

Hoje, depois de atingir a mínima hoje de US$ 1.268, recuperou-se à tarde, mas está com uma tendência no curto prazo de queda, o racional são as expectativas de melhora nas economias, o que ocasionaria um desinteresse pelo metal. Não me parece que enquanto eu ficar ausente, muita coisa deveria mudar, mas mercado é mercado, e se eu perceber alguma oportunidade vou postar. Vocês agora já são especialistas no assunto, então podem fazer também suas apostas, usando estes preços acima como balizadores, principalmente se os preços caírem.

O SP500 fechou a 1.878, com alta de 0,17%; o USDBRL a R$ 2,2146, com baixa de 0,27%; o EURUSD a 1,3833, com alta de 0,12%; e o ouro a US$ 1.292, com alta de 0,72%.
Fique ligado!

23 de abril de 2014

A passos de tartaruga

Como eu havia citado ontem, de agora em diante começam as publicações dos PMI´s, índice que permite uma avaliação da indústria. A começar pela China, que apresenta uma situação de "ou vai ou racha" nos seus índices acionários, como mostrarei em seguida, registrou um índice de 48.3, que indica uma contração. Acontece que a expectativa era de 48, então foi bom ou ruim? Melhor definido como "sem sal"!

Já faz um bom tempo que a manufatura da China não apresenta muita motivação, e os analistas esperam um pacote de estimulo que não deveria ser da magnitude do de 2009. Já os bancos  retraíram suas concessões de crédito, haja visto o 'zum zum'de empresas que não vêm honrando com seus vencimentos.

Do ponto de vista técnico, tanto o índice da bolsa Chinesa (Shanghai Index), quanto o dos mercados emergentes (EEM), e o preço do cobre, que têm um correlação forte com a atividade na China, apresentam-se num momento de decisão, como pode-se ver a seguir.


Acredito que, se os analistas mais otimistas como o do Deutsche Bank, estiverem corretos, o mais provável seria que estes índices rompem-se para cima, pois não parece razoável supor, que a China não participaria desta festa.

Já na Europa, more of the same, enquanto a Alemanha melhora, a França retrai, se estes países já têm uma rixa secular, imaginem agora. A boa notícia é que os países da periferia vem melhorando, tudo isso coloca pressão no euro para se valorizar. Enquanto o emprego, mantém-se estável.


Vejam a seguir como evolui a dívida em relação ao PIB, dos países compostos pelo euro, a passos de tartaruga, e com níveis considerados elevadíssimos!


Hoje sobrou a tarefa ingrata de análise do SP500, muito se têm dito, previsões de catástrofe eminente, mas ele continua firme e forte. Ultimamente dos artigos que tenho lido, diria que mais de 80% é no sentido de alertar, os argumentos são consistentes, mas nada de cair! No último post sobre o assunto onde-está-o-gato, fiz os seguintes comentários, acompanhado do gráfico abaixo ..."o nível atual, próximo a 1.900, é um divisor de águas, se conseguir ultrapassar, pode-se esperar para o futuro 2.200 ou 3.100, uma alta de 17% e 65%, respectivamente" ... 


Desde então houve uma ameaça de queda, que foi retrocedida quase que integralmente, com pode-se verificar no gráfico, além do mais, mais parece uma correção que uma mudança de rumo.

Para agregar aos argumentos altistas, vejam como têm-se comportado o VIX, com um nível baixo, indicando calmaria.

Em algum momento a bolsa vai passar pelo menos por uma correção, e aí o pessoal que está com a visão mais pessimista, vai dizer: "Eu avisei!", mas a pergunta a ser feita é, a que nível foi feita a recomendação, a 1.500, 1.600, 1.700, 1.800? Faz uma bruta diferença.

- David, não se esquive, é para comprar ou para vender?
Você me coloca numa posição delicada, mas para evitar novos comentários que sou bem pago para isso, vamos por partes: Para vender agora "nem a pau"; para comprar, aguarde o rompimento dos 1.900 e coloque um stop curto; e não fazer nada é a minha preferência, que reconheço, me fez perder uma grande oportunidade, mas estamos num mundo perigoso, cheio de helicópteros que distorceram os preços dos ativos, dinheiro não é capim!

O SP500 fechou a 1.875, com queda de 0,22%; o USDBRL a R$ 2,2236, com 0,61% de queda; o EURUSD a 1,3817, com alta de 0,10%; e o ouro a US$ 1.283, sem variação.
Fique ligado!

22 de abril de 2014

Inércia

Depois de um "feriadão" como o desta Páscoa, a volta a rotina é lenta, e não estou falando só do mosca, pois nada aconteceu nestes dias que merecesse algum destaque. Assim é o ser humano, por opção prefere a praia ao trabalho! Hahahah.

Antes de começar o post de hoje, queria informar que entre os dias 28/04 até 12/05 não haverá publicações, o motivo é que eu estarei viajando com grupo de empresários brasileiros, com destino a Israel, cujo objetivo é conhecer empresas na área de tecnologia daquele país.

Para quem não sabe, é muito grande o número de start ups, em setores como negócios e também na área médica, talvez o mais conhecido é o caso do Waze, aplicativo que se tornou um must toda vez que se pretende andar em cidades com trânsito como São Paulo, vamos falar com um de seus fundadores. Na volta deverei ter muitos assuntos a compartilhar com vocês, enquanto isso vou acompanhar os mercados de uma forma mais sucinta, mas publicarei caso haja alguma situação que mereça destaque. Assim, essa semana vou analisar cada um dos mercados que cubro, abrangendo um período mais longo.

Hoje vou tratar de um assunto que comentei extensamente aqui, que é o otimismo dos mercados em relação ao crescimento das economias desenvolvidas, principalmente os USA. Nos próximos meses vamos saber se o PIB está crescendo mais forte, se a criação de empregos é suficiente para gerar aumento das vendas e se a inflação se eleva ao nível de 2% a.a. O gráfico abaixo mostra claramente a decepção da previsão para 2014 e do que foi efetivamente realizado até agora. A justificativa são as baixas temperaturas do último inverno, segundo as explicações dos analistas e crença do FED.


Os mercados acionários mundiais já vêm apostando neste cenário, há algum tempo, afinal a primeira normalmente antecipa as expectativas futuras. Nitidamente, desde o ano passado, aconteceu um divórcio entre eles.


Nas próximas semanas serão publicados dados que deverão começar a desvendar estas dúvidas, os PMI´s, empregos e inflação, fiquem de olho, qualquer derrapada pode ser um catalisador para as bolsas.

Minha recomendação hoje vai ser para o euro que se encontra "dividido" ao continuar subindo contra tudo e contra todos, principalmente o ECB, ou se começa a cair. Não tenho muito mais a comentar além do que publiquei no post futebol-robotizado.

O euro continua "surfando" em cima da linha apontada no gráfico, sem ainda despontar alguma direção mais clara. Ultrapassando o nível de 1,39, aumentam as chances de atingir o target que aponto de 1,43/1,46, este é o cenário que me parece mais provável, porém já enfatizei também, que do ponto de vista técnico, a correção pode ter terminado, assim, caso comece a cair, o nível de 1,35 deve ser um alerta. Neste caso, a queda teria que ser mais íngreme.

O SP500 fechou a 1.879, com alta de 0,41%; o USDBRL a R$ 2,2372, sem alteração; o EURUSD a 1,3805, com alta de 0,10%; e o ouro a US$ 1,283, com baixa de 0,35%.
Fique ligado!

17 de abril de 2014

Dicas para a prova

Ontem a Presidenta do FED, Janet Yellen, proferiu um discurso sobre política monetária e recuperação econômica. Os ouvidos se voltaram para lá, pois quem sabe ela já marcaria na folhinha o dia exato que vai subir os juros! Hahahah.... Como vêm demonstrando até agora, nestas ocasiões, parece que ela está dando uma aula na Universidade, como aqueles poucos professores que nós admirávamos quando da vida acadêmica. Assim ela deu dicas do que vai cair na prova, e de uma forma didática, o fez através de 3 perguntas a serem respondidas.

  • Existe ainda uma folga significativa no mercado de trabalho?

... I will refer to the shortfall in employment relative to its mandate-consistent level as labor market slack, and there are a number of different indicators of this slack. Probably the best single indicator is the unemployment rate. At 6.7 percent, it is now slightly more than 1 percentage point above the 5.2 to 5.6 percent central tendency of the Committee's projections for the longer-run normal unemployment rate. This shortfall remains significant, and in our baseline outlook, it will take more than two years to close ... 

Além da colocação acima reforçou que existem ainda outras folgas: trabalho em período parcial; o baixo nível do participation rate; e não existe ainda pressão visível nos custos da mão-de-obra.
  • A inflação caminha para os 2%?

Ela acredita que quando o mercado de trabalho diminuir sua folga, vai exercer menos pressão de baixa na inflação. Entretanto, durante a recuperação, com elevados níveis de desemprego, não geraram também uma pressão baixista sobre a inflação, assim é importante verificar se ao diminuir a folga no emprego vai ajudar na inflação. Além disso, o FED acredita que as expectativas de inflação permanecerão bem ancoradas aos níveis atuais de 2% e propiciam um retorno natural a este nível. 

O FED também está ciente que a inflação pode subir substancialmente acima dos 2%, entretanto no momento ela acredita que as chances são significativamente inferiores as chances de a inflação persistir abaixo de 2%. 

  • Quais fatores podem comprometer a recuperação?

Ela cita como exemplo, ao longo destes últimos 5 anos, que afetaram a economia americana, os elevados déficits fiscais e problemas de dívidas de alguns países europeus, isto implicou naquele momento uma alteração nos cenários esperados.

A pergunta que vai cair na prova todos sabemos, quando o juros vão subir. Como a Yellen vê folga substancial no mercado de trabalho e está mais preocupada com a baixa inflação que a alta, logo a resposta correta é que: Eles ficarão baixos por um bom tempo.

Nesta véspera de feriado os mercados não apresentam nada de muito sugestivo, assim resolvi revisitar o gráfico das moedas dos países emergentes que passam por um "refresco".


O ponto em vermelho representa o pior momento que ocorreu ao redor de fevereiro deste ano, e partindo-se de cima, da esquerda para a direita, encontra-se inicialmente o dólar australiano, em seguida o real, o dólar neo zelandês, o rand sul africano, o peso mexicano e por último o dólar canadense. Dá para ficar tranquilo? Não! Uma vez que parecem recuperações e não mudanças de tendências, principalmente as moedas da linha inferior.
Boa Páscoa!

O SP500 fechou a 1.864, com alta de 0,14%; o USDBRL a R$ 2,2348, com baixa de 0,37%; o EURUSD a 1,3810, sem variação; e o ouro a US$ 1.293, com baixa de 0,68%.
Fique ligado!

16 de abril de 2014

Ilusão de uma carreira financeira

O mercado financeiro desperta um fascínio entre os jovens, operar na bolsa de valores parece algo mágico, aquela multidão de operadores gritando no pregão é motivador! Além disso, sempre ouvem-se histórias de ganhos mirabolantes, quantias enormes. Por exemplo, recentemente, um gestor de hedge funds "Jimmy", com apenas 31 anos, recebeu US$ 131 milhões de gratificação, por administrar um fundo de US$ 7,5 bilhões, ganhando mais que qualquer Presidente de companhias americanas. Qual foi o seu segredo? Apostou em créditos estruturados, que propiciaram um lucro aos seus investidores de US$ 2,0 bilhões, um retorno 27%, nada mal para um mundo de juros zero! O que ninguém se pergunta é qual o risco que teve que correr. Será que vai repetir este feito? Me parece difícil, acredito que ele achou uma oportunidade única, agora seus pares já devem estar copiando sua ideia.

Mas quais são as perspectivas para quem resolve entrar neste grupo seleto? Muito, muito pequenas, a maior chance é que seja mal sucedido. A figura acima é uma boa caracterização de seu futuro, enquanto as outras profissões tem um caminho "normal", a de trading está cheia de perigos. Comentei no post está-na-hora-de-procurar-outra-vaca, um dos mais visitados, o porque não recomendo mais esta área, mas se você quer tentar, te desejo muita sorte.

Ontem foi publicado o índice que mede a inflação nos USA, o CPI que não é o utilizado pelo FED, porém é um indicador seguido por todos os investidores. Para alívio de todos, teve uma pequena melhora, subiu um pouco por causa dos alimentos e moradia.


No momento, ainda existe uma discrepância grande entre a inflação dos serviços e dos bens, que segundo o Deutsche Bank deverá perdurar ainda em 2014.


Resumindo, até agora os dados de inflação ainda não são tranquilizadores para que o FED inicie o processo de normalização das taxas de juros, embora tenha membros do Comitê acreditando que a inflação já atingiu sua mínima. Por outro lado, também não são tão preocupantes como os da Europa, que beiram a deflação.

Meus comentários hoje são sobre o euro, sua resiliência em cair está deixando o Super Mário, que anda meio esquecido ultimamente, preocupado. Na semana passada fez uma declaração explícita dizendo que o nível do euro está elevado, mas dizer e não atuar, têm um valor limitado. No post futebol-robotizado, frisei que acima de 1,39 abriria a porta para novas altas, de lá para cá não aconteceu muita coisa.


Os países desenvolvidos, com exceção dos Asiáticos, tem uma ojeriza em intervir no câmbio, experiências como a de George Soros nos anos 1990, que numa queda de braços com o Banco da Inglaterra, culminou com uma forte desvalorização da libra esterlina, e mais outras na Suécia e etc... sabem que "peitar" o mercado têm riscos. No caso do BCE, para que ele possa intervir no euro são necessárias várias condições, o que tornam este ação pouco provável, restando somente, a intervenção verbal.

Fiz anotações no gráfico acima, porque do ponto de vista técnico, quando as altas são em níveis mais elevados (em verde) que as baixas (em vermelho), é indicação que o mercado tende a subir, até que esta situação se reverta. O euro, encontra-se numa formação terminal, que antecede uma baixa mais à frente. Eu ainda acredito que o nível psicológico de 1,40 deve ser ultrapassado, mas todo cuidado é pouco e não sugiro compra, a não ser com um stop curtinho, para dar um "belisco" e é só.

O SP500 fechou a 1.862, com alta de 1,05%; o USDBRL a R$ 2,2399, com alta de 0,34%; o EURUSD a 1,3815, sem variação; e o ouro a US$ 1.301, sem variação.
Fique ligado!

15 de abril de 2014

Muuuuy amigas!

Vocês devem lembrar o personagem que o humorista Jô Soares representava na década de 80, Gardélon, era um pobre Argentino, que sempre lhe passavam tarefas nada fáceis e terminava a cena com a expressão: Muuuy amigo! Ontem nossa Presidenta foi a um evento da Petrobras para reforçar seu apoio a empresa e dizer que vai apurar com rigor as irregularidades desvendadas ultimamente. Aproveitou para enfatizar que a oposição quer usar este fato por razões políticas. Dilma apareceu abraçada a Presidenta da empresa, porém em nenhum momento anunciou que iria corrigir os preços da gasolina e diesel que se encontram muito defasados, da ordem de 20%, razão pela qual, as ações da Companhia estão na bacia das almas. Acredito que Graça Foster, ao final gostaria de imitar Jô Soares e dizer, "Presidenta, usted es muy amiga!"

Ontem tivemos a reunião mensal da Rosenberg e depois de considerações e explicações sobre o câmbio, que dão uma percepção que as coisas melhoraram por aqui. O humor foi mudando, ao analisar os dados da economia brasileira, resumindo diria que: Na Balança Comercial, los hermanos nos empurraram para um déficit; A Balança de Pagamentos salva por enquanto pelos gringos ávidos de juros; inflação, nem falar, podem contar com estouro da meta em breve e nenhum refresco para o próximo ano; setor industrial negociando seu túmulo; cumprimento da meta fiscal, missão impossível e etc... saí deprimido! No momento só resta o Banco Central que está carregando o piano. Não fosse o tamanho do país que desperta interesse de estrangeiros e nossas reservas em dólares em níveis bem elevados, o câmbio estaria em outro patamar.

- David, vai jogar a toalha e recomendar a compra de dólar?
Ahahahahah... nesta área quem manda são os gráficos e por enquanto, "segue o jogo".

Outro fator de preocupação na reunião foi a China, e hoje foi publicado um dado que não animou muito, o M2, informação sobre os meios de pagamento, que caiu 12,1%, o menor desde 2001, aumentando o risco de uma desaceleração mais acentuada da economia.


Este dado afetou também a cotação do USDCNY, moeda Chinesa. O dólar se aproxima das suas máximas recentes, Hummm....


No post de ontem fichas-na-mesa, comentei alguns dados publicados pelo Deutsche Bank, onde apresentou um quadro estável para a China, vamos rezar para que esteja certo!

Acho que meu post de ontem foi muito lido pelos Chineses, pois, após o mosca ter dado um parecer neutro, sem muito entusiasmo para o ouro, resolveram vender pesado suas posições, ocasionando uma queda do metal de US$ 32! Hahahahah ....Frisei no post também, que iria observar os próximos movimentos e o de hoje, deu um teor mais negativo para o ouro, aumentando as chances de novas baixas.

A minha afirmação baseia-se no fato da queda ter sido íngreme, veja como difere das alta recente (1), e se romper o nível de US$ 1.277, parece que o caminho da baixa estará aberto.

O SP500 fechou a 1.842, com alta de 0,68%; o USDBRL a R$ 2,2335, com alta de 0,93%; o EURUSD a 1,3811, sem variação; e o ouro a US$ 1.302, com queda de 1,79%.
Fique ligado!

14 de abril de 2014

Fichas na mesa

Antes de entrar nos assuntos de hoje, queria fazer um breve comentário sobre as finais dos Campeonatos Estaduais de futebol neste final de semana. Para resumir, lamentável! Começamos pelo Paulista, onde o Santos, perdeu o Campeonato na disputa de pênaltis.

Normalmente é um evento, quando um time pequeno alcança uma glória. Acontece que foi uma vitória do não futebol, foram 90 minutos onde as exceções foram os momentos de chance de gol, a maioria, chutão para cá e para lá, se o Ituano teve algum mérito, foi na cobrança de pênaltis, onde executou com muita precisão. Não quero com isso dizer que meu time foi injustiçado, também não jogou nada. Já no Campeonato Carioca foi pior ainda, um jogo horrível, que terminou com um gol do Flamengo, em situação irregular, aos 45' minutos do segundo tempo.

O futebol Brasileiro está passando por uma crise estrutural e não sei se os dirigentes percebem o que está acontecendo, se nada mudar, estamos fadados a ter um esporte que tende a perder o interesse das torcidas no longo prazo, ou pior, acontecer fatos como a ameaça que o jogador Fred e sua família vem sofrendo de torcedores fanáticos do Fluminense. Não vejo nenhuma luz, nem no final do túnel.

Voltando aos mercados, e como relatei no post a-indecisão-prevalece, a única notícia que teve algum impacto neste final de semana, foi a tensão que aumentou na Ucrânia, onde acusações são feitas as milícias Pró-Rússia por ignorarem o ultimato e mantem a ocupação. Na verdade, o mundo presenciou a primeira ocupação de um país por uma potência no século XXI, e os países ocidentais por enquanto só ameaçaram sem tomar nenhuma atitude. Putin mostra novamente que dá as cartas.

O Deutsche Bank publicou um relatório contendo quais são suas premissas para o crescimento em 2014, bem como as ameaças ao seu cenário. Este banco tem uma das visões mais otimistas das que acompanho, e alguns calls fora do consenso, como a de que o FED vai começar a subir os juros no final deste ano ou início do próximo.


Inicialmente este gráfico mostra o retorno dos vários ativos durante 2014, separados por classe. Vejam que na última linha está o retorno para o ano de 2013, e eles destacaram a bolsa Japonesa que subiu muito no ano passado e tem o pior retorno este ano, assim como o ouro, com comportamento semelhante.

A seguir um quadro onde quantificam os principais riscos em seus cenários, com uma avaliação de possível impacto, caso aconteça. Notem que a maioria tem uma probabilidade média com um impacto significativo.



E por último suas expectativas de crescimento para os principais países do planeta, onde além de níveis muito bons para os países de língua Inglesa, a China praticamente mantém o mesmo nível do ano passado, eliminando a grande ameaça que paira no ar sobre aquele país.


Faço uma comparação com o jogo de Texas holdem pôquer, onde este banco, como uma boa parte do mercado, têm cartas boas nas mãos, vamos dizer um par de As, e as cartas que abriram na mesa são um valete e um sete, de naipes diferentes. Bem, a estatística sugere que com estas cartas você deve apostar alto para tirar seus concorrentes da mesa, acontece que neste caso o pessoal mais cauteloso, fez a aposta all in, e continua no jogo. Isto significa que vai até a abertura de todas as cartas para ver quem ganha. A diferença que na situação dos mercados, a abertura das cartas são lentas, e até que isto aconteça, não existe outra alternativa que não esperar, as fichas já estão na mesa!

O ouro desde que fomos stopados vem traçando uma trajetória tortuosa, sem uma definição clara. No post usar-o-whatsapp-é-caro? fiz o seguinte comentário ...Vamos ficar fora por enquanto e observar os próximos movimentos, não dá para falar nada agora, nem que irá subir aos US$ 1.430 ou se vai buscar os US$ 1.150, estamos quietinhos!... No movimento de queda atual, atingiu a mínima de US$ 1.277 e agora se encontra a US$ 1.325.

Ao analisar este gráfico com uma visão de médio prazo, salta os olhos uma semelhança de formação que eu apontei como 1 e 2, que indicaria uma queda mais adiante. Por outro lado, em correções nunca é esperado repetição de formações, ou seja, se um movimento foi de um tipo, o outro será diferente, o que contradiz a evidência acima. Ao analisar num intervalo mais curto não surge nada esclarecedor, e os níveis de momento indicam indecisão. Vou continuar com a mesma postura, e observar os próximos movimentos, tendo como alertas os preços de US$ 1,380/US$ 1.430 para cima e US$ 1.150 para baixo. Agora se os investidores estão em dúvida não é natural que o ouro também esteja?

O SP500 fechou a 1.830, com alta de 0,82%; o USDBRL a R$ 2,2130, com baixa de 0,19%; o EURUSD a 1,3820, com baixa de 0,46%; e o ouro a US$ 1.326, com alta de 0,65%.
Fique ligado!

11 de abril de 2014

A indecisão prevalece

Quando estamos em dúvida é esperado um período de imobilização, melhor que agir sem segurança do que se está fazendo. Nem sempre isso é possível, pois algumas vezes, movidos pela emoção, reagimos e os resultados, em sua maioria são ruins. Dependendo de cada pessoa, este período de espera pode ter impactos em seu humor de formas distintas, no meu caso tendo a ficar um pouco deprimido, gosto de ação.

Os mercados parecem estar neste momento de dúvida, se as economias dos países desenvolvidos se aceleram ou não, e qual a sua intensidade. Assim, somente com a publicação dos dados nos próximos meses vamos saber se a hipótese do mercado, se concretiza. Mas o que fazer enquanto isso? Ter paciência e acompanhar os gráficos.

Quando eu comecei a me envolver com a análise técnica, tinha a ilusão que se acompanhasse os gráficos e aplicasse as suas regras, era bater em morto, o lucro viria logo em seguida, doce engano! Com o passar do tempo aprendi que análise técnica sugere um movimento, associado a uma determinada probabilidade de dar certo, uma boa probabilidade, não à de um Cassino.

As concretização das expectativas são muito importantes, pois poderá influenciar os BC´s a agirem, retirando seus estímulos e a começar normalizar o nível de taxas de juros. Além disso, se vão conseguir executar esta tarefa sem causar maiores transtornos aos mercados. Enquanto nada acontece, as volatilidades permanecem baixas e há uma tendência de elevação dos riscos.

Nestes últimos dias presenciamos baixas das bolsas ao redor do mundo, nada muito expressivo, mas os baixistas começam a alertar que a queda mais profunda começou. Eu não estou convencido, pois não é ainda o que os meus gráficos sugerem, embora o SP500 subiu até o nível de 1.900, nível que eu denominei como divisor de águas, veja os comentários no post onde-esta-o-gato?

Na Europa os analistas, na sua maioria, estão esperando que o ECB tome medidas para evitar uma deflação, que já pode estar acontecendo, haja visto os baixos níveis de inflação.


Para se ter uma ideia como estas apostas estão aumentando, além da queda dos juros dos países do Club Med a níveis pré-crise, o nível de taxas de juros dos títulos alemães de 10 anos estão a 1,50% a.a., revertendo toda a alta do ano de 2013, muito diferente de seus pares americanos que se encontram atualmente em 2,60% a.a.


Quem vai ganhar esta queda de braço entre o mercado e o ECB? Só o tempo dirá, mas o fato do euro estar subindo parece ilógico! Ao analisar os gráficos, parece que o ECB ainda vai segurar por mais algum tempo esta decisão, forçando os vendidos em euro a ir zerando suas posições lentamente.

Eu percebi que normalmente comento sobre o USDBRL nas sextas-feiras, coincidência? Não deve ser, mas tanto faz. No post champanhe-volta-para-geladeira eu comentei ... Nos próximos dias, é provável que o mercado irá testar o nível de R$ 2,22 apontado no gráfico, e aí pode ser um nível importante, como mencionei nos posts destacados acima ... Para quem está vendido, ou seja, ninguém! Hahahah.... ficaria de olho nos R$ 2,22, mas o meu preferido é a região de R$ 2,10/R$ 2,15 ... E foi o que aconteceu, ele testou e chegou a negociar na mínima a R$ 2,1809.


Já repararam que nem uma inflação elevada de 0,92%, publicada ontem, fez cócegas no dólar? Alguns dias atrás seria motivo para uma alta, e nem as pessoas ficam mais vermelhas quando alguém, prevê uma cotação de R$ 2,10 ou até R$ 1,90. O motivo é que os comprados em dólar estão zerando suas posições, e os analistas mudando suas previsões, assim daqui em diante minha atenção redobra, para identificar um ponto de compra do dólar. 

Por enquanto só dei um call para quem estava vendido em dólares, para reduzir suas posições a R$ 2,22, agora têm que se aguardar e observar se atinge os R$ 2,10. Não esperem uma linha reta, e possível uma recuperação parcial, até R$ 2,30 para depois cair novamente. Como diria Milton Leite, "segue o jogo", e falando nisso, domingo têm decisão do Campeonato Paulista, estarei prestigiando, vamos Santosssssssssssss!


O SP500 fechou 1.815, com queda de 0,95%; o USDBRL a R$ 2,2154, com alta de 0,43%; o EURUSD a 1,2882, sem variação; e o ouro a US$ 1.318, sem variação.
Fique ligado!

10 de abril de 2014

Futebol robotizado!

Há 60 dias da copa do mundo, o assunto será cada dia mais ventilado, afinal o futebol é brasileiro, diz uma frase muito difundida aqui. Mas será que ela ainda é verdadeira? Minha resposta é um Não! Existem vários fatores que acarretaram a perda deste "troféu", onde o mais importante é que o dinheiro fala mais alto, não existe nenhum time por aqui, que possuí uma verba como a do Barcelona de aproximadamente US$ 1,0 bilhão/ano, os outros motivos são consequência.

Então seria de se esperar que com um elenco milionário, composto de jogadores como: Messi, Iniesta, Neymar e etc... não haveria concorrência? Doce engano, ontem o Atlético de Madrid mostrou que com um orçamento de 10% de seu rival, tirou o time Catalão do Champions League, "o campeonato de futebol", o resto é resto! Mas como foi isso possível? O novo futebol, que eu denominei de robotizado, me explico melhor.

Quem teve oportunidade de assistir a Copa do Mundo de 1974, conheceu o futebol envolvente da Holanda, que foi apelidada de "a laranja mecânica", pela cor de seu uniforme. A ideia era simples, os 10 jogadores corriam onde a bola se encontrava, não dando chance para que o jogador adversário pudesse pensar o que fazer. O Atlético de Madrid aplica um modelo semelhante, onde parte do mesmo princípio que os jogadores podem estar em qualquer parte do campo, porque não atacar e defender com todos eles? Ah, menos o goleiro! Hahahah.... Para executar esta tática, precisa que seus jogadores tenham um excelente preparo físico e uma disciplina tática germânica, e é o que seu técnico, um ex-jogador da equipe Argentina, Diego Simeone, implantou.

O jogo de ontem foi um massacre, e o placar não espelhou a realidade do jogo, ao vencer o Barcelona por 1 x 0, merecia muito mais. Já no início, surpreendeu seus adversários e nos primeiros minutos, fez um gol e 3 bolas na trave, já no segundo tempo esperou fechado na defesa, não deixando muitas oportunidades de gols para o Barcelona. Nosso Neymar, embora muito elogiado pelos comentaristas da Globo, dá Ibope, não fez quase nada, Messi também ficou apagado, e vale lembrar que o principal craque do Atlético de Madrid, Dieogo Costa, não jogou por estar machucado.

Fico preocupado com a Copa do Mundo, a população brasileira está, de certa forma, crítica com os investimentos feitos para a realização do evento no país, agora imaginem se nossa seleção não apresentar um bom futebol e for desclassificada prematuramente, podem comprar dólares! Hahahahah.... O que tenho observado é que não tem mais favorito, a força física e a disciplina falam mais alto, e estas não são características de nossos jogadores, afinal reina por aqui que o futebol tem que ser bonito. Mas o que adianta, se não fizer gol? Espero estar errado, mas fica o alerta, cuidado com a Bélgica, México, e outros azarões por aí, além da fortíssima candidata a Alemanha, Holanda, Espanha....

Ontem foi publicada a ata da última reunião do FED e algumas observações feitas sobre as projeções, sobre as taxas de juros, levaram o mercado a acreditar que a data de início não é tão certa assim, empurrando mais para o futuro este evento. Assim, os mercados reagiram com discretas altas nas bolsas, queda nos juros e no dólar. O euro, por sua vez, continua sem muita direção, mas também não conseguiu cair como era esperado pela maioria dos analistas. No post um-toque-feminino-no-fed comentei ... Inicialmente a anotação em verde, é onde eu acredito que o euro irá, para depois mudar de direção. A zona em vermelho passa a ter um acompanhamento importante, pois adentrando é passível de uma reversão precoce, e por último, veja como as cotações estão "surfando" na linha cinza, tentando definir se "vai ou racha"...  O gráfico publicado encontra-se a seguir.
Como podem notar o surf acabou! Agora está se aproximando da máxima recente de 1,39, que denominei de divisor, que se ultrapassado abre as portas para atingir o target de 1,43/1,45.
O SP500 fechou a 1.833, com baixa de 2,09%; o USDBRL a R$ 2,2024, com alta de 0,78%; o EURUSD a 1,3887, com alta de 0,23%; e o ouro a US$ 1.317, com alta de 0,46%.
Fique ligado!

9 de abril de 2014

No mundo da lua

Como comentei ontem, a quantidade de relatórios com citações de exagero no mercado de ações, se multiplicam. Fiquei imaginando qual seria o motivo desta reação, e acredito que esta pequena queda vivida nestes últimos dias, faz com que os "ursos", como são chamados o pessoal baixista, saiam de suas tocas. Nestes momentos, onde os índices quebram recordes de alta, frequentemente, estes argumentos tornam-se mais convincentes, afinal quem quer ser o último a comprar antes de uma queda?

Para não entupir o blog com inúmeros gráficos que sustentam estas hipóteses, escolhi um publicado por Lance Roberts, comparando o SP500 e o VIX, índice que mede a volatilidade das ações.


Até a publicação do post novo-paradigma, onde o Banco Goldman Sachs advoga que vivemos num mundo de baixa volatilidade, minha tendência ao observar o gráfico acima, seria: "Esta volatilidade é muita baixa, vai ter que subir (a volatilidade)", hoje minha atitude é mais cautelosa, verifico que é baixo mesmo, porém daí concluir que a bolsa está na eminência de cair, têm uma certa distância.

Para quem trilhou sua vida profissional no mercado financeiro, o mundo real está muito distante do nosso dia a dia. Quando um amigo ou cliente, nos leva para conhecer sua fábrica, ficamos encantados, "nossa que incrível, Como eu nunca havia pensado nisso". Nós vivemos alienados disso, acompanhamos notícias, gráficos, relatórios, para chegar a uma única conclusão, simples, diga-se de passagem, vai subir ou cair? É só isso que interessa, o resto é perfumaria. Mas até chegar à esta conclusão, muitos pensamentos e raciocínios são necessários, ficamos sonhando com o futuro, no mundo da lua, como se diz.

Assim, às vezes algumas informações podem te questionar, quando são diferente de suas premissas. Este foi o caso quando me deparei com a apresentação da Alcoa, uma das maiores fabricantes de alumínio no mundo, sobre o que espera para este ano, vejam:


O título já diz tudo, crescimento da demanda de alumínio é solida 7%! O que chamou minha atenção, foi sua previsão para a China com alta de 10%, onde está a desaceleração que todos temem por lá? Esta informação é suficiente para ficarmos calmo, assim o SP500 não vai derreter? De jeito nenhum, pois tudo isso já pode estar nos preços, mas por outro lado não parece que está prestes a acontecer. Também vale ressaltar que isto não resolve a vida do FED, pois não significa que choverá empregos, lembrem-se da terceirização e robotização.

E assim vamos nesta jornada de "adivinhar" o futuro, pois é só assim que deve-se classificar qualquer projeção. A análise técnica é, cada dia mais, minha ferramenta de maior utilidade, pois espelha a somatória de todas as opiniões, nos preços, e ajuda na questão básica: É para comprar ou para vender?

O anúncio do IPCA de abril em 0,92% deve ter dado um frio na barriga da equipe econômica, por mais que fosse esperado um número elevado, gerou um incômodo, os membros do BC já incorporaram mentalmente mais uma alta da SELIC na próxima reunião.

A tabela fala por si, só tem vermelho! Em função disso o Ibovespa está caindo 1,7%, depois de vários dias de alta. No post preparando-se-para-prova, eu comentei ... Muito bem, se minha premissa de um triplo zig-zag, estiver correta, o índice deveria parar nos 52.000 pontos, para depois começar a cair rumo aos 39.000, de outro lado se ao invés de parar no ponto acima, continuar subindo e ultrapassar os 57.000, podemos estar em um novo movimento de alta mais consistente ... 

Do ponto de vista técnico respeitou o limite apontado no gráfico, o que pode ser a indicação de uma reversão em direção aos 39.000. É ainda muito cedo para esta afirmação, somente abaixo de 44.000 pontos. Não tenho muito mais a acrescentar, mas se a alternativa de nova queda vingar, deverá ser rápida, então fique de olho nos 49.500/50.000, abaixo disso, muito cuidado se estiver comprado.

O SP500 fechou a 1.82, com alta de 1,09%; o USDBRL a R$ 2,1870, com queda de 0,65%; o EURUSD a 1,3854, com alta de 0,53%; e o ouro a US$ 1.311, com alta de 0,23%.
Fique ligado!