Inflação: A Revanche

31 de março de 2014

Abandonando o barco

O mundo das finanças é uma guerra, o principal motivo, é que é um jogo de soma zero, ou seja, para alguém ganhar um outro tem que perder. Não tem acordos, nem benevolência, enganos podem custar caro. Aprendi que os acertos e erros precisam análises baseadas em fatos, não em pensamentos. Antes de revelar, segundo meu entendimento, qual foi a razão da queda do dólar, vou contar uma situação vivida por 2 titãs no segmento mais sofisticado da área de investimentos, os hedge funds.

Antes do estouro da bolha da internet, em março de 2000, de um lado estava George Soros e seu fundo Quantum, e do outro lado Julian Roberts com o Tiger Fund, feras! Muito bem, Soros acreditava que a alta da bolsa de valores tinha mais mais folego e por isso, mantinha uma posição comprada em ações do NASDAQ. Do outro lado Roberts, acreditava que os múltiplos das ações de tecnologia eram absurdos, e que em algum momento o NASDAQ iria cair, era uma bolha, assim mantinha uma posição vendida nestas ações.

O que aconteceu? Ambos perderam muito dinheiro! Roberts porque montou sua posição com muita antecedência e acabou jogando a toalha em fevereiro de 2000, um mês antes da queda, enquanto Soros estava confortavelmente no positivo, mas depois da queda violenta de março, teve que liquidar sua posição em abril do mesmo ano, para não fechar seu fundo. Esta situação merece uma reflexão, pois como pode Julian Roberts perder mesmo estando certo? E Soros, por que continuou comprado quando o risco era muito elevado?

Antes de revelar quem vendeu dólares, gostaria de fazer 2 observações: Primeiro a capa da revista Veja, desta semana, aponta que o fato da bolsa ter subido, foi ocasionado pela queda da Dilma. Não se deixem enganar, esta lógica encaixa muito bem em seus objetivos de mostrar como o governo é ruim para o Brasil; e segundo, uma empresa que elabora e vende análises de ações, começou a dar palpites na área macroeconômica. Assim, vinham sustentando uma expressiva alta do dólar, baseado nos erros do governo. Mas o que eu considerei pior, foi confirmar seu call, baseado na posição tomada por um excelente gestor: ... "Se o Luis Stulberger está comprado em dólares, ele sabe o que faz" ... Ora, então para que se deveria pagar os serviços desta empresa? Vou direto ao fundo! Era melhor que esta empresa limitasse a fornecer suas opiniões em ações, que já é muito difícil, pois a forma que sugere comprar ou vender dólares, é um mero palpite!

- David, seja mais objetivo, quem originou a venda?
Os estrangeiros abandonaram o barco! Enquanto que, localmente ficava-se discutindo, as mazelas do governo, trapalhadas do Ministro, rebaixamento pela Standard em Poors, elevação da inflação, os hedge funds reduziram á metade suas posições compradas em dólar, veja a seguir o gráfico produzido pelo Deutsche Bank.
Embora as notícias nos últimos tempos tenham sido bem ruins, existem dois fatores que provavelmente ocasionaram esta diminuição significativa: A elevada posição de reservas do Brasil, que em nenhum momento diminuiu e o processo de elevação de juros por parte do Banco Central. Assim, enquanto os trombeteiros por aqui ficavam jogando m##da no ventilador, os estrangeiros aproveitaram para realizar seus lucros, na "moita", e contra o fluxo não têm argumentos.

Muito bem, depois de tudo isso, o que esperar do dólar? Fiz minha lição de casa neste final semana e minhas conclusões são as seguintes: Numa visão mais de longo prazo, para daqui a 2 a 3 anos, e como já havia mencionado em posts anteriores, não dá para concluir nada! Poderá buscar uma nova mínima dos últimos anos abaixo de R$ 1,55 ou novas máximas acima de R$ 4,00, como bem diz um leitor: ... "estas previsões seriam melhor para um blog de nome: Acertar no elefante!"... Hahahahah... Então vamos esquecer por enquanto o longo prazo, e focar mais no curto e médio prazo, ai fica mais claro e valem ainda os parâmetros que eu defini no post onde-está-wally.

Neste gráfico semanal apontei 3 hipóteses consistentes com o que já havia publicado, em azul representa uma hipótese compatível com as anotações também em azul, durante a alta das cotações de R$ 1,55 a R$ 2,45, assim seria aconselhável uma compra entre R$ 2,00/R$ 2,10. Quero frisar também  que, R$ 2,22 é um ponto de observação, pois a alta poderia começar daí, é pouco provável. Já, se considerar as anotações em vermelho, o ponto de compra seria entre R$ 1,88/R$2,00, e por último abaixo de R$1,88 é necessário uma reavaliação.

Poderia citar vários argumentos que podem originar estas novas altas, por exemplo, o BC ao ver as cotações caírem, inicie uma diminuição em suas vendas diárias, o dólar começar a se fortalecer no exterior contra as moedas dos emergentes, mas tudo isso é um wishfull thinking, vamos continuar neste jogo, e no momento não aconselho compras de dólar.


Hoje faz 50 anos que os militares consumaram um golpe contra o Presidente Jango Goulart e a democracia. Eu me lembro deste dia, afinal vocês não imaginavam que eu tivesse 30 anos! Hahahah..., era um garoto e vi meus país comentarem, bem baixinho, sobre este assunto, confesso que fiquei com medo e olhava pela janela para ver se havia tiros ou bombas. Não ter democracia é ruim, mas partir para uma desordem, não é nada bom.

O SP500 fechou a 1.872, com alta de 0,79%; o USDBRL a R$ 2,2269, com alta de 0,26%; o EURUSD a 1,3777, com alta de 0,18%; e o ouro a US$ 1.283, com baixa de 0,76%.
Fique ligado!

28 de março de 2014

Nietzsche na cabeça!

Eu não sou nem curioso de filosofia e assemelhados, esta área de atuação é de interesse de meu filho mais velho, que é um apaixonado pelo assunto, mas foi Friederich Nietzsche que ganhou minha simpatia. Teve uma vida muito curta, se ainda considerar que aos 35 anos foi acometido de uma doença grave, que o obrigou a abandonar sua carreira promissora. Quero frisar um fato importante, pois no final de sua vida, foi cuidado por sua irmã cujo marido era um proeminente nacionalista e anti-semita. Ela retrabalhou os escritos do irmão para adequar a ideologia do seu marido, muitas contrárias às suas opiniões expressas, que estavam fortemente e explicitamente opostas ao anti-semitismo e nacionalismo. Em função disso, Nietzsche foi erroneamente associado ao militarismo alemão e ao nazismo, embora estudiosos tentaram neutralizar isso, posteriormente.

Eu acredito que se ele tivesse se envolvido no mundo das finanças, teria tido um material riquíssimo para confirmar suas teses, pois dentre as suas centenas de citações, esta ... "é melhor qualquer explicação que nenhuma" ... , encaixa-se quase sempre no cotidiano financeiro. Por que esta breve introdução? O dólar levou um tombo em relação ao real, e o mosca vinha alertando da concentração extremada de pessimismo, sem que as cotações viessem apresentando um comportamento compatível, que seria uma alta do dólar. No post brasil-ficou-de-recuperação, depois do rebaixamento do Brasil pela agência Standard & Poors, frisei que o nível de R$ 2,30, abriria a porta para novas quedas, e foi o que aconteceu ontem.

Eu sei que, quando você está na ponta certa, e o mercado vai em sua direção, a tendência é de encarar com uma certa naturalidade, pois suas premissas parecem estar se confirmando, mas para quem está na outra ponta a história é diferente, é preciso encontrar um culpado, pois assumir um erro é muito doloroso para o ser humano. No caso do real que estamos vivendo, é ainda pior, como poderia ter dado errado se todos achavam que iria subir? A falha neste caso é o todos, quando todos têm a mesma crença, e os preços não saem do lugar, cuidado, o mais provável é acontecer o contrário.

Ontem, no final da tarde, me deparei com a informação que, a reação coordenada da queda do dólar, alta das ações da Petrobras, Banco do Brasil e etc... foi causada por uma pesquisa indicando que a Presidenta Dilma tinha tido uma queda na sua avaliação, de 43% para 36%. Como isso era inesperado, justificaria o erro nas previsões, cover the ass! Vejamos um gráfico com a evolução comparativa, no período de campanha, dos últimos Presidentes.


Numa análise simplista, veja as situações destacadas no círculo verde, onde também houveram queda dos candidatos e mesmo assim ganharam as eleições. Com a taxa de desemprego abaixo de 5% acho que a Dilma seria um caso único mundial a perder uma eleição. Agora que as pessoas estão descontentes e que a corrupção encontra-se a níveis insustentáveis e inquestionável, mas a pergunta que deve-se fazer é: O eleitor vai mudar seu voto por causa destas questões, ou vai preferir manter o conhecido? Na minha humilde avaliação, somente se, algo de muito importante acontecer, para que a mudança de preferência se concretize como: apagão; ou desclassificação do Brasil na copa, até as oitavas de final, para citar algumas.

Muito bem, vamos sonhar um pouco, assumindo que a Dilma perca a eleição, quem seria o novo Presidente? A dupla Eduardo Campos e Marina? Aécio Neves? No primeiro caso, tenho que confessar que sinto um certo desconforto, tenho visto algumas entrevistas deles e estou desconfiado, parece que Campos é um lobo travestido de cordeirinho, será que eles vão se entender? Somente no caso de Aécio Neves uma esperança, parece mais confiável.

Então dizer que o dólar caiu por causa desta pesquisa? Come on! Só para terminar, se realmente algum analista acredita nisso, ele não deveria ter alertado que sua recomendação dependia disso? A verdade é que: É melhor qualquer explicação que nenhuma! Nietzsche na cabeça!

- OK David, depois desta novela eleitoreira, quando vamos comprar dólares?
Como de costume, vou analisar com mais detalhes no final de semana, mas não compra nada por enquanto, também não venda nada, pois veja os níveis que anotei no post onde-está-wally?, que vem baseando minhas previsões: ... Três possibilidades, a primeira uma queda até o nível de R$ 2,25, a segunda R$ 2,15, que parece o mais provável, e por último R$ 2,00/R$ 1,90... 

O mosca pode declarar missão cumprida, pois o primeiro nível de R$ 2,25 já foi atingido, por esta razão não recomendo mas nenhuma operação de venda de dólar agora, a não ser que na condição colocada no próximo parágrafo. Para quem está vendido, ou seja, ninguém! Hahahah.... ficaria de olho nos R$ 2,22, mas o meu preferido é a região de R$ 2,10/R$ 2,15, e aguardem a próxima semana para mais informações.

- Ei, espera um pouco, você não vai dar a condição para ficar vendido em dólar?
Ah, sim já ia me esquecendo, para quem realmente quer ficar vendido e assumir agora um risco x retorno divido, sugiro pagar para o IBOPE realizar uma nova pesquisa e rezar para que a Dilma caia mais! Hahahahah... 

O SP500 fechou a 1.857, com alta de 0,46%; o USDBRL a 2,2578, sem variação; o EURUSD a 1.3755, com alta de 0,11%; e o ouro a US$ 1.291, com alta de 0,11%, sexta-feira sem graça.
Fique ligado!

27 de março de 2014

Novo paradigma

Estive na Patagônia no último Carnaval, e acredito ser um dos lugares mais lindo que já visitei, com uma infinidade de lagos de águas transparentes misturado às montanhas, criam um conjunto espetacular, recomendo. Por outro lado, é imperativo que você faça algum tipo de atividade, pois esta tranquilidade pode tornar-se tediosa com o passar dos dias.

 As economias desenvolvidas vêm apresentando uma característica de vital importância no mundo dos investimentos. Antes da Crise Financeira Global (CFG) de 2008, período compreendido entre 1984 até 2007, e denominado de "Grande Moderação", o consumo, investimento e PIB estavam visivelmente menos volátil, que a média histórica. Este aparente declínio na severidade e frequência das recessões tiveram várias explicações, mas a mais evidenciada, foi a melhoria na conduta da política monetária moderna.

A questão que se coloca, é que se após ter sobrevivido o GFC, é razoável supor que, o mundo retornará aos níveis baixos vividos antes da crise, ou ainda menores? Este é o tema de um estudo realizado pelo Banco Goldman Sachs, e que pode ter consequências importantes para os investimentos. Na sua opinião, não só esta hipótese é factível, como é possível que já estejamos vivendo. Como exemplo, o gráfico a seguir, mostra que a média da volatilidade, do emprego do setor privado nos USA, caiu a seu menor nível nos últimos 50 anos.


Se a moderação voltou, existem varias implicações para o mercado financeiro, mas numa linha geral, uma maior propensão a assumir riscos, beneficiando as operações denominadas de carry trade, que de uma forma simplificada, significa a compra de ativos com taxas mais elevadas, tanto por ter um prazo maior e/ou um risco maior, em detrimento dos considerados "portos seguros" os títulos soberanos. Na opinião deste Banco, este fato não implicará em maiores valorizações, uma vez que estes títulos e ações já estão bem precificados. Assim esta pode ser a explicação, do porque os mercados têm se mantido "pacientes", quando enfrentaram dúvidas de crescimento e resultados, destes últimos meses.

Um fator que contribui também, é que após a GFC, muitas regulamentações foram implantadas no sistema financeiro, além de novas medidas tomadas pelos bancos para melhorar seus créditos. Este é um ponto importante porque é provável que o reduzido acesso ao crédito diminui sensivelmente a alavancagem. Assim esta lógica reforça que a Grande Moderação voltará.

Este fenômeno também é observado nas outras economias desenvolvidas, e para suportar esta ideia , o próximo gráfico apresenta a volatilidade do PIB real.


Sem entrarmos nos detalhes, principalmente no caso do Japão, que ultimamente reflete as mudanças implantadas pelo novo governo, mas genericamente, nem os dados históricos, nem as tendências recentes, sugerem que o cenário de baixa volatilidade chegou ao fim.

Resumindo, o Goldman Sachs acredita que: a evolução na conduta dos instrumentos de política monetária; as novas regulamentações que inibem o crescimento alavancado;  limitação às condições mais frouxas de acesso ao crédito, proveem  mais credibilidade ao sistema financeiro. Como consequência, esperam que a demanda agregada do PIB seja menos vulnerável a ambos os choques, positivos e negativos, que eram evidentes nos períodos pré crise. Ou seja, o crescimento vai andar a 80 km/h.

Para quem viveu anos de excessiva volatilidade como vivemos tanto aqui no Brasil, quanto no exterior, existe um certo desconforto nesta hipótese, fica sempre uma sensação, que a hora que voltar, vai ser para valer. Mas a evidência é inquestionável, em todos os mercados que acompanho, é raro acordar pela manhã, e observar uma oscilação de preços importante, a não ser em casos de eventos esporádicos, que mesmo assim tendem a voltar a normalidade em pouco tempo. Venho notando este fenômeno, da queda da volatilidade, mas não havia assumido como uma tendência mais estrutural.

Do ponto de vista de um analista técnico, esta teoria não é muito crível, pois os preços se movem em ondas, após um período excessivo de calmaria, em seguida, existe um forte movimento, normalmente no sentido contrário.

Depois do teor deste relatório, é essencial uma análise do VIX, índice de volatilidade da bolsa americana. É importante frisar que o mesmo é influenciado por 2 fatores distintos: os resultados das empresas ou setores, e as condições macroeconômicas, assim seu comportamento pode diferir dos índices utilizados no estudo acima.

Fiz um corte da volatilidade ao nível de 20% a.a, ou seja, acima disto é contra o estudo (2 e 3), e abaixo a favor (1). É indiscutível que nestes últimos 10 anos, o mesmo permaneceu muito mais tempo na zona 1, quando esteve acima, observamos características distintas, em três momentos apresentando uma volatilidade temporariamente elevada na zona 2, um spike; e uma, muitíssimo elevada na zona 1, quando da crise econômica inciada em 2008.

Este estudo não irá mudar nosso dia a dia, e nem vou tomar uma atitude passiva de mergulhar de cabeça no risco, afinal, assim estaria violando minhas crenças técnicas, mas este resultado ficará armazenado na memória e assim oriente em algumas formas de como atuar e como não atuar. O primeiro instrumento que me vem à cabeça são as opções, por este estudo, você só deveria vender opções, nunca comprar, memorize isso. Outro muito importante para o USDBRL, se apostar no dólar, tome dois cuidados: Primeiro coloque um stoploss curto e segundo o relatório é estruturalmente favorável a se tomar à posição contrária, ou seja, vender dólar. Não interprete mal minhas palavras, a Goldman não está sugerindo vender dólar contra o real, até o contrário vem sugerindo a compra, mas não é para sempre, e sim até um determinado patamar, com um stop.

Como o visual da Patagônia calmo e tranquilo, é desta forma que o mundo deveria se parecer segundo o Goldman Sachs, porém mesmo naquele local, de tempos em tempos, há a erupção de um vulcão, como o que ocorreu em 2011, pegando toda a população desprevenida. Assim, pode acontecer nos mercados, e o importante nestas situações e não perder o "todo cacife" apenas algumas fichas.

Recebi este gráfico apos escrever o post de hoje, mas vai de encontro a estes conceitos, refere-se a evolução das taxas de juros dos títulos governamentais da Grécia.


Quem diría!!!!!!

O SP500 fechou a 1.849, com queda de 0,19%; o USDBRL, que depois de romper o nível de R$ 2,30 memcionado no post de ontem usar-o-whatsapp-é-caro?, fechou em forte queda de 1,91%, a R$ 2,2575, mais comentários amanhã; o EURUSD a 1,3741, com queda de 0,28%; e o ouro a US$ 1.291, com queda de 0,97%.
Fique ligado!

26 de março de 2014

Usar o Whatsapp é caro?

Vou começar com a experiência que estou passando com a minha filha, ela me pediu para dar uma ajuda na matéria de economia, mal sabe ela que sou um curioso do assunto e não entendido! Assim, durante algumas noites nos encontramos para estudar juntos, interessante, confesso que aprendi também. Mas algo me incomodou bastante, eram as interrupções por seu Whatsapp, pedi então para que ela desligasse enquanto estudávamos.

Atendeu o meu pedido, mas depois de uma hora o break era para verificar suas mensagens, eu perguntei quantas haviam? Ela respondeu: "Ah, nem sei direito, só das minhas amigas mais de 40, as de grupos não vou nem olhar, pois são muito mais". Refleti um pouco sobre o assunto e constatei a elevada quantidade de tempo e atenção perdida, e a tendência no curto prazo, é que o tempo de utilização destes aplicativos ainda devem aumentar. Isto deve se manter? Fiquei seriamente em dúvida

- David, vai reclamar no PROCOM e vamos ao que interessa!
Não dá nem para reclamar, pois você não paga nada para usar. Mas o motivo de eu dividir estas ideias com vocês, e para se perguntarem se daqui há alguns anos, tudo vai continuar neste crescente ou as pessoas vão se encher e deixar de usar? E se isto acontecer, como será refletido nas ações do Facebook e assemelhados?

O fato de poder usar este aplicativo sem limites, de graça, tem um custo associado muito maior, o da perda de tempo. Por um minuto reflita, quantas vezes ele foi realmente útil para você, do tempo total usado? No meu caso muito menos de 5 % e não vale aqui incluir o que considerou como "legal"! Não estou sugerindo que seja abolido, pois é inegável sua utilidade, mas seu uso, como quase tudo hoje em dia, foi banalizado.

Vou voltar ao tema da inflação nos USA, um assunto que não foi resolvido e que a Yellen disse que nem aceita discutir qualquer alteração nas taxas de juros, se o nível de inflação não voltar para os objetivos traçados pelo FED, acima de 2% a.a. Podemos considerar que existem 3 componentes que merecem acompanhamento, por serem indicadores de inflação: velocidade da moeda VM; elevação dos salários e preços das commodities. A velocidade da moeda é quão rápido o dinheiro se move na economia. Como o dinheiro é emprestado às empresas, criam-se novos produtos, construção de fábricas e expansão do emprego. Com o emprego maior, a competição pelos empregados fazem os salários subir. Salários subindo geram maior demanda por produtos e serviços, e isto desemboca na elevação dos preços das commodities. Ou seja, estes 3 componentes trabalham em conjunto para criar inflação.


Como pode-se observar, nenhum deles apresenta qualquer sinal de reação, ao contrário, estão declinando, indicando pouca evidência de uma forte atividade econômica adiante. O risco é a continuidade de uma economia estagnada, com possibilidade de uma deflação no caminho.

O Japão encontra-se mergulhado numa estagnação por mais de 20 anos e os analistas não acreditam que o mesmo possa acontecer nos USA, mas não é prudente descartar, uma vez que o principal argumento é que o consumidor Japonês é diferente do americano, o que é verdade. Mas será que só isto é suficiente? Por precaução, vejamos como foi o seu desenrolar lá.


Durante alguns momentos, o Banco Central Japonês, inciou um movimento de subida de juros, pois acreditava-se que era necessário retirar os helicópteros, ah desculpa, o excesso de liquidez! Hahaha... Em todas elas (veja no gráfico a linha preta indicando alta das taxas de juros para títulos de 1 ano), logo em seguida, a economia entrou em recessão.

Transcrevi os comentários de Lance Robert, que enfatizam os riscos da excessiva injeção de liquidez, no intuito de elevar a atividade econômica ... The Federal Reserve is currently betting on a "one trick pony" to jump start an economic growth cycle. The hope is that the inflation of asset prices and suppression of interest rates will kick start a organic, self-sustaining, economic recovery. However, as I stated before, these programs have in effect actually run in reverse by acting as a transfer of wealth from the middle class to the rich. This "reverse robin hood" mechanism has likely done little more than fuel the next asset bubble without any repairs to the underlying fundamental economy ...

O ouro atingiu a mínima de US$ 1.300,09, considero que fomos estopados, ou não? No post posso-ir-ao-banheiro, veja meus comentários com o gráfico lá postado .... A queda foi muito íngreme e rápida, fugindo um pouco do que eu esperava, assim vou  ajustar o stop para US$ 1.300, e também diminui a probabilidade de atingir US$ 1.430. Nas próximas horas terei um quadro mais claro, se o que eu esperava irá acontecer, ou se uma queda maior está nos planos do metal.... 


Considero encerrada, pois não vou ficar torcendo por US$ 0,09! A perda foi de 2,14%, ou melhor, devolveu-se um pedaço do lucro anterior, Cést la vie! Vamos ficar fora por enquanto e observar os próximos movimentos, não dá para falar nada agora, nem que irá subir aos US$ 1.430 ou se vai buscar os US$ 1.150, estamos quietinhos!

O SP500 fechou a 1.852, com queda de 0,70%; o USDBRL a R$ 2,3082, com queda de 0,11%; o EURUSD a 1,3790, com queda de 0,25%; e o ouro a US$ 1.301, com queda de 0,68%.
Fique ligado!

25 de março de 2014

Brasil ficou de recuperação

Quando um aluno do ciclo médio fica de recuperação, vocês acham que ele vai achar justo? Nunca! Os argumentos são os mais variados: O professor o está perseguindo, vai pedir revisão pois é impossível não ter tirado a nota que precisava e etc..., mas não vai escapar de ter que estudar muito para passar de ano.

Ontem a noite a agencia de risco, Standard and Poors, rebaixou a nota de risco do Brasil para BBB-, um nível muito próximo a ficar fora do que se denomina  Investment Grade, em outras palavras, de ser rebaixado para 2ª divisão! Hahahahah.

Seus argumentos foram: ... " The downgrade reflects the combination of fiscal slippage, the prospect that fiscal execution will remain weak amid subdued growth in the coming years, a constrained ability to adjust policy ahead of the October presidential elections, and some weakening in Brazil's external accounts" ... O Ministro Mantega está desempenhando o papel do adolescente mencionado acima, pois retrucou, "inconsistente e contraditória". Dentre os vários posts escritos sobre suas trapalhadas, escolhi negando-realidade, que já em 2012 identificava o seu perfil psicológico. Além do mais, faltou um pouco de sensibilidade, pois o relatório não é tão ruim assim.

- David, explica melhor, um rebaixamento é bom?
Depende, neste caso dado à situação em que o Brasil foi colocado, só o Ministro estava achando que não seriamos rebaixado, o mercado já esperava de longa data, não foi novidade. O que sim, foi novidade, é que a agência colocou as perspectivas como estável, diminuindo muito a chance de um novo rebaixamento, no curto prazo, o que aí sim teria consequências mais sérias na Classificação de RiscoAgora que o Governo não se engane, pois do jeito que as contas externas estão, é importante muita disciplina, pois precisamos cada vez mais de recursos vindos do exterior para equilibrar a balança de pagamentos. 

Ontem foram publicados os últimos dados de fevereiro e o deficit em transações correntes registrou novo recorde de US$ 7,4 bilhões, é dinheiro! A balança comercial já deixa saudades os superatives do passado e agora estamos no vermelho com a cifra de US$ 2,1 bilhões, é verdade que Los Hermanos estão atrapalhando, e muito, mas assim é a vida. A conta de serviços, que é sempre negativa, o saldo negativo foi de  US$ 3,5 bilhões, já a conta de rendas, teve um deficit um pouco melhor, de US$ 2,0 bilhões, pela forte queda no envio de dividendos.


A boa notícia é por conta da rubrica de Investimentos diretos, que somou US$ 4,1 bilhões no mês e com um acumulado em 12 meses de US$ 65,8 bilhões, quase responsável por toda a cobertura de nosso deficit, que monta em 12 meses US$ 82,5 bilhões. O restante veio da conta de  Investimento estrangeiro em carteira em títulos de renda fixa, no valor de US$ 2,6 bilhões (veja comentários abaixo sobre as recomendações para o real). O saldo líquido no mês ficou em US$ 222 milhões positivos, num honroso zero a zero.


Como nos próximos meses não teremos nenhum refresco na balança comercial, ou na balança de serviços e rendas, dependemos muitíssimo dos investimentos estrangeiros diretos e em carteira, não dá para brincar, tem que fazer a lição de casa e passar de ano. Espero que pelo menos isso nosso Ministro esteja consciente, ao invés de ficar se lamentando da nota baixa!

- David, com estes dados horríveis, como você pode estar seguro que não foi tão grave?
Veja a cotação do dólar, se ela não subiu é porque já estava no preço.

Da última vez que comentei sobre o real no post sonhos-de-uma-noite-de-verão, mencionei  que ... existem motivos de sobra para que o dólar estivesse subindo, não acha? Só para elencar alguns: As últimas do FED; as más notícias da inflação, a Standard and Poors com dedo no gatilho para rebaixar o Brasil e etc..... Como agora já nem esta dúvida se tem mais, o que resta para o pessoal que está comprado no dólar? Gostaria de mencionar um artigo publicado no jornal valor ontem, onde o Banco Barclays e UBS recomendavam a venda de dólar contra o real, isso merece cuidado na minha recomendação do real.

- David, não entendi! Se têm mais gente acreditando como você porque seria pior?
Enquanto tinha só o BCB, com toda sua "bala" vendendo dólares, e o mosca acreditando na queda, todos os outros estavam na outra ponta, a partir da hora que, outros investidores mudam de lado, o jogo começa a se equilibrar mais.


Em todo caso mantenho minhas previsões anteriores ... Três possibilidades, a primeira uma queda até o nível de R$ 2,25 (1), a segunda R$ 2,15 (2), que me parece a mais provável, e por último R$ 2,00/R$ 1,90 ... Sem grandes comemorações, pois se acontecer, o movimento será a duras penas! ...

O SP500 fechou a 1.865, com alta de 0,44%; o USDBRL a R$ 2,3110, com queda de 0,47%; o EURUSD a 1,3825, sem variação e o ouro a US$ 1.311, com alta de 0,10%.
Fique ligado!

24 de março de 2014

Nunca dependa do governo

Quando você tem uma posição no mercado, que foi baseada na expectativa de uma ação do governo, eu te desejo boa sorte, pois na maioria das vezes, vai ficar na mão! Torcer é um martírio, normalmente se perde dinheiro. Outra recomendação que faço é não investir em ativos, cujo principal motivo, é uma economia de imposto, não faça, pois qualquer mudança irá tornar sua aplicação boa, numa ruim. É diferente se, por exemplo, você comprar um ativo com uma taxa atrativa e além disso é isento de imposto de renda, como os Fundos Imobiliários, Letra Hipotecárias e etc.. se a taxa é boa e o risco de crédito também, eu recomendo.

Esta semana começam a ser publicados os Purchasing_Managers_Index dos países e o da China não agradou nada!

Esta variável é publicada por 2 fontes distintas, uma pelo banco HSBC e outra a oficial pelo governo, na parte debaixo do gráfico acima, pode-se verificar a diferença entre ambos, em quem você confia? O índice foi de 48,1, contra uma expectativa de 48,7, vale notar que valores abaixo de 50 indicam retração. O relatório veio acompanhado dos seguintes comentários... "Weakness is broadly-based  with domestic demand softening further. We expect Beijing to launch a series of policy measures to stabilize growth. Likely options include lowering entry barriers for private investment, targeted spending on subways, aircleaning and public housing, and guiding lending rates lower.”...

Observando os detalhes do relatório, nada de muito animador pode-se verificar, veja a seguir.


É verdade que o governo Chinês foi bem sucedido no passado, quando foi compelido a tomar medidas de estímulo, porém o tempo passou e hoje existem várias economias que buscam a mesma coisa, ou seja, crescer, depois de terem lançado inúmeros helicópteros. Para dizer a verdade, acho que eu deveria abandonar a palavra helicópteros, afinal seu criador não está mais na ativa! Hahah...

"We expect Beijing to launch"... é pura torcida!

Já faz algum tempo que não comento sobre as ações da Apple, estou esperando a sua queda pacientemente, será que estou torcendo? Hahahah... Tenho que confessar que, nos lugares que eu frequento, é muito raro encontrar pessoas que não estão com iphone um em suas mãos. Fico intrigado para entender quais os motivos, é uma questão de status ou eu estou "comprado" no Samsung? Hoje eu não teria o menor motivo para retornar, eu acho meu telefone muito superior, mas não dá para brigar com os fatos.

No post f##k-fed comentei: ... vamos acompanhar o desenrolar dos preços, pois pode ser que o nível que eu havia imaginado antes (US$ 590), ainda aconteça, vai depender de como esta queda iniciada recentemente se desenrola ... Naquele momento as ações tinham caído, quando do anúncio de seus resultados, veja a seguir o que ocorreu.


O ponto vermelho é a data a que eu me refiro, e desde então ocorreu uma pequena recuperação, sem que houvesse nenhuma definição mais clara, mantendo assim meus comentários anteriores. Assim é provável que eu tenha que me deparar com a realidade atual, e continuar ouvindo comentários do tipo " David, um cara tão inteligente como você usando um Samsung?" e eu não tenho como contestar, tenho que ficar quieto. Mas meu dia vai chegar, e provavelmente será no anúncio de um novo modelo, quem sabe o novo iphone V, que pelas notícias disponíveis, terá uma tela maior como a do Samsung, ou seja, a Apple de inovadora passa a ser uma copiadora de tendências.

O SP500 fechou a 1.857, com queda de 0,49%; o USDBRL a R$ @,3240, sem variação; o EURUSD a 1,3840, com alta de 0,35; e o ouro a US$ 1.308, com queda de 1,94%.
Fique ligado!

22 de março de 2014

Grande frase

Um gestor e economista de grande renome nos mercados mundiais, Barton Biggs, disse uma frase fantástica!

"Bull Markets Are Just Like Sex, It Feels Best Just Before It Ends."
Resolvi deixar anotado no blog para lembrar que, como já dizia Luis Carlos Mendonça de Barros, " Num mercado em alta é sempre bom sair achando que poderia-se ficar mais um pouco"
Fique ligado!

21 de março de 2014

Sonhos de uma noite de verão

Sonhos de uma noite de verão é um filme antigo de William Shakespeare, versa sobre 4 jovens que encontram-se e desencontram-se, numa noite de verão, num bosque. A partir daí, como se diz na linguagem de hoje, todos "ficam" entre si, e termina com um casamento triplo, pois casam-se e também o Duque de Atenas com a Rainha das amazonas. Ação e movimentação, paixões e casamentos, brigas e reconciliações, equívocos e finais felizes.

Qual o problema da taxa de juros subir se a economia americana melhorar? Nenhum, pois é natural que isto aconteça. Se uma economia em crescimento é função da expansão dos lucros, o que há de errado no gráfico abaixo?


O nível atual de lucro, como porcentagem do PIB, está nos recordes. Isto é interessante porque os resultados das empresas deveria ser um reflexo de uma economia robusta. Entretanto, recentemente, em consequência da engenharia financeira, supressão de empregos e aumento da produtividade, os lucros corporativos desviaram muito desta lógica. Muito destes resultados vieram dos planos de recompra de ações e corte de custos. Acontece que estas recompras, assim como o aumento de dividendos, foram financiados por estes juros baixos, se estes últimos subirem, não será mais uma opção.

O argumento do excesso de caixa das empresas é verdadeiro, em parte, uma vez que o total de ativos líquidos como percentagem do total de ativos está próximo dos níveis recordes. Entretanto as empresas alavancaram seus balanços por causa dos juros baratos.


Com este cenário, a consequência de uma elevação nas taxas de juros terá um impacto significativo no resultado das empresas, crescimento econômico e retorno de ativos financeiros, maior do que se está imaginando. Para justificar esta conclusão, uma visão histórica das ações do FED pode nos dar uma ideia dos resultados futuros. O gráfico a seguir mostra as taxas dos fed funds comparadas com o PIB.


O que é interessante, é que pode-se levantar uma hipótese que as ações de política monetária são potencialmente cúmplices, em ambos, na expansão e queda. Historicamente, quando o FED iniciou um ciclo de alta de juros a economia se desacelerou, ou pior, subsequentemente, ele teve que reverter suas políticas para restartar o crescimento. Além disso, estas expansões do PIB nunca excederam os picos anteriores. Assim, durante os últimos 35 anos, a economia se encontra em continuado declínio.

O mercado embutiu nas taxas de juros, as evidencias captadas nesta última reunião do FED, uma projeção de elevação constante dos fed funds, até o final de 2016, quando estacionaria na casa dos 4%. Tudo isso parece lógico, afinal com 2% a.a. de crescimento e uma inflação de 2%, o livro texto aponta para estes juros. Como no filme sonhos de uma noite de verão, muita coisa vai acontecer, brigas e reconciliações, um sonho. Imagino que nem o FED tem ideia do como estaremos daqui a 6 meses, o que dirá daqui a 3 anos, muita água vai rolar.

Um breve comentário sobre o real. Falem a verdade existem motivos de sobra para que o dólar estivesse subindo, não acha? Só para elencar alguns: As últimas do FED; as más notícias da inflação, a Standard and Poors com dedo no gatilho para rebaixar o Brasil e etc... e o que aconteceu com o dólar? Vem caindo devagar. Comentei inúmeras vezes sobre o porquê desta reação, aparentemente, ilógica, assim recomendo a leitura do post confusão-patrimonial.

Este é o desenrolar no curto prazo, parece que os níveis que apontei naquele post se tornam mais factíveis ...Três possibilidades, a primeira uma queda até o nível de R$ 2,25 (1), a segunda R$ 2,15 (2), que me parece a mais provável, e por último R$ 2,00/R$ 1,90 ... Sem grandes comemorações, pois se acontecer, o movimento será a duras penas!

O SP500 fechou a 1.866, com queda de 0,29%; o USDBRL a R$ 2,3237, com queda de 0,14%; o EURUSD a 1,3791, com alta de 0,10%; e o ouro a US$ 1.333, com alta de 0,38%.
Fique ligado!

20 de março de 2014

Posso ir ao banheiro?

Ontem fiz breves comentários sobre a reunião do FOMC, e a secção de perguntas e respostas. Hoje, ao ter acesso aos comentários dos analistas, notei que o maior peso dado, foi em relação a quando os juros começariam a subir. No texto dizia, ... "depois de um tempo considerável" ... , ao ser questionada, Yellen deu a pista, talvez por ingenuidade ..."ah uns seis meses"..., entregou a arma para o bandido. A partir daí o mercado trabalha como um given, que em junho de 2015, teria a primeira elevação dos FED funds.

Vou contar uma passagem sui generis de minha vida profissional, no início dos anos 80, quando era tesoureiro do BFB, fui convidado pelo diretor de política monetária do BC a participar de um almoço, junto à colegas de outros bancos. Ao chegar no recinto percebi que eram todos de bancos estrangeiros, achei estranho. Naquela época estes bancos detinham grandes posições de títulos do governo indexados ao dólar, uma espécie de hedge do capital, estes papéis tinham um vencimento de 5 anos, uma eternidade.

Já perto da sobremesa, o diretor do BC fez uma sondagem ... "O que vocês acham se o BC começar a emitir papéis cambiais de 2 anos?" ..., meu garfo caiu no prato! Aquela notícia era uma bomba, já tinha contabilizado um prejuízo de no mínimo 5% em meu estoque, lembrem, não tinha nem celular nem whatsapp que seria utilíssimo, bastava mandar um torpedo para a mesa: Venda tudo! Um colega levanta da cadeira e diz:
- Vou ao banheiro.
Eu repliquei.
- Ninguém sai da mesa!
Ouviu-se um gargalhada, e aí o diretor percebeu que jamais deveria ter feito esta pesquisa, anuncia e pronto. O mais engraçado foi na saída, a briga para achar um orelhão disponível!

Em relação a reunião de ontem, gostaria de levantar dois pontos que considero importantes, primeiro já faz algum tempo que existe um debate interno no FED sob como deveria-se conduzir a política monetária, uma parte dos seus membros está desconfortável com o excesso de helicópteros no ar, e nada melhor que uma mudança de Comando, para que este grupo colocasse suas "manguinhas" de fora. É natural que nestes momentos cria-se um vácuo de comando inicial, assim a Yellen não teve muita margem de manobra e talvez engoliu alguns "sapos"; segundo que, talvez por inexperiência, não soube domar os leões que estavam fazendo perguntas, este pessoal só pensa no bolso e com o whatsapp na mão! Hahahah...

Eu tenho uma diretriz antiga, na qual, a taxa de juros não têm data para subir, o que eu quero dizer com isso, é que se todo mercado acredita que os juros irão subir daqui algum tempo, ele sobe já, não espera aquela data. E foi o que aconteceu com a escorregada da Yellen ao fazer a revelação, os títulos com vencimento curto, sofreram o maior ajuste ajuste, veja a reação nos títulos de 3 anos.


- David, depois de toda esta "novela" é para comprar ou para vender?
Acredito que não mudou muita coisa, pois o que o mercado encarou de positivo foi o fato do FED não ter se assustado com os dados piores, anunciados nos últimos dois meses. Agora os preços já embutiram este cenário, e daqui em diante a economia terá que mostrar os resultados esperados, senão o tombo será maior.

Comentei ontem que o SP500 ficou indeciso, porém não deveria, uma vez que as medidas são de diminuição dos helicópteros, mas pelo bom motivo, vamos ver como se comporta nos próximos dias, agora os emergentes entrarão na linha de tiro. Esta noite, o USDCNY chegou a 6,22 e a bolsa Chinesa aproxima-se dos 2.000 pontos, preocupante!


No post o-bc-chinês-puxa-o-tapete eu dei uma recomendação para a compra de ouro, que foi executada ontem, no gráfico que publiquei, tinha a expectativa de uma correção da seguinte forma:

Com os movimentos das últimas horas vejam o que aconteceu.

A queda foi muito íngreme e rápida, fugindo um pouco do que eu esperava, assim vou  ajustar o stop para US$ 1.300, e também diminui a probabilidade de atingir US$ 1.430. Nas próximas horas terei um quadro mais claro, se o que eu esperava irá acontecer, ou se uma queda maior está nos planos do metal. Ah, não se incomode com os círculos coloridos com números dentro, são coisas de análise técnica, foque nos níveis que eu passei.

O SP500 fechou a 1.872, com alta de 0,60%; o USDBRL a R$ 2,3269, com queda de 0,86%; o EURUSD a 1,3778, com queda de 0,36%; e o ouro a US$ 1.327, com queda de 0,28%.
Fique ligado!

19 de março de 2014

Aposta contra as evidências

Eu já comentei uma situação passada vivida na Linear, quando nosso analista acreditava tanto numa empresa que num determinado instante fez a seguinte declaração, "sou capaz de apostar o que não devo que esta empresa vai dar lucro". Não sou preconceituoso, afinal quem sou eu para dizer o que é bom ou ruim para uma pessoa, mas neste caso, como o analista era gay, a sua afirmação dava dupla interpretação, foi bem engraçado.

O Deutsche Bank está super otimista em relação aos USA, a cada anuncio de um dado econômico que não é positivo, sempre tem uma justificativa. Sua última publicação é relativa as perspectivas para a inflação americana, e tem um título sugestivo: ...US inflation: About to turn the corner.... Não esqueçam que a Yellen já reforçou que se não houver uma tendencia de reversão da inflação, nem pensar em subir os juros. Sem entrar muito em detalhes, a principal razão de sua projeção é que, ao se fazer uma separação entre a inflação de bens e serviços, esta última tem se mostrado bastante estável, enquanto a primeira vem apresentando quedas, nos dois índices de interesse o PCE e CPI.

... As economic activity remains above trend in the next year, economic and labor market slack shoud decline,and moderately rising wage pressures along with stable and more elevated inflation expectations shoud exert upward pressure on inflation... Pronto, é só uma questão de tempo, e combinar com os consumidores americanos para que voltem a farra do consumo, pois o desemprego vai melhorar, eles apostam.

Do outro lado vejamos os últimos dados do CPI publicados ontem, e que ainda não mostra o menor sinal de melhora, no máximo uma estabilidade.


Existem outros grupos de analistas que alertam para o risco de estarmos beirando a deflação e que se o FED resolver apertar mais os cintos, poderá desencadear uma situação extremamente perigosa, seus argumentos são: Queda do Yen e da maioria das moedas dos países emergentes, fraco crescimento dos países emergentes, contração dos empréstimos na maioria dos países da eurozona, etc... estes fatores estão criando uma pressão deflacionária. Para provar sua teoria, apontam para a evolução dos preços ao produtor, dos 2 maiores exportadores do mundo, a China e Alemanha.

Hoje será anunciado o resultado da reunião do FED com a tão esperada estreia da Yellen, como a comandante do mais poderoso Banco Central, vou fazer um comentário ao final do post. O FED, nos últimos anos, vem complicando a vida do mercado, com explicações cada vez mais longas, será que o mundo está mais complicado ou as pessoas assim o enxergam?


Como o analista da Linear, os economistas do Deutsche Bank estão apostando em várias frentes, e se não der certo, o que está em jogo são somente seus empregos! Hahahahah....

O FED anunciou o resultado de sua reunião, nada de muito diferente do que era esperado, mas alguns pontos merecem destaque: Primeiro eles compraram o argumento que foi o mal tempo que influenciou os últimos dados piores, segundo que a economia está no caminho de continuar melhorando e por último a maioria dos membros projeta que as taxas de juros estarão em 1% a.a., ao final de 2015, e 2,25% ao final de 2016. Tudo isso animou o mercado, a continuar com suas apostas anteriores, dólar e juros para cima embora a bolsa ficasse indecisa.

Na secção de perguntas e respostas a Yellen se saiu muito bem, respondendo as perguntas de modo claro e didático, acho que os investidores vão gostar, passou bem no primeiro teste. Outro fator que pode ter alguma influencia daqui em diante é que 3 membros do comitê são novos, alterando o equilíbrio anterior.

O ouro caiu aos níveis que indiquei no post o-bc-chines-puxa-o-tapete, a US$ 1.330, o stop encontra-se a US$ 1.310.

O SP500 fechou a 1.860, co queda de 0,61%; o USDBRL a R$ 2,3470, com alta de 0,56%; o EURUSD a 1,3828, com queda de 0,76%; e o ouro a U$ 1.329, com queda de 1,95%.
Fique ligado!

18 de março de 2014

O BC chinês puxa o tapete

Neste último final de semana,  o Banco Central Chinês anunciou que estava alargando sua banda de intervenção no mercado cambial de 1% para 2%. Para quem não sabe, as transações entre a moeda local e o dólar estavam diariamente contidas num intervalo de 1%, o que significava que, caso um dia a banda superior ou inferior fosse tocada, aquela instituição forneceria liquidez ao mercado, para que este intervalo fosse mantido. Agora passa a ser de 2%.

A interpretação do mercado foi imediata, acabou a moleza dos investidores de vender dólares e depois de algum tempo, ganhar o diferencial de juros existente entre as moedas, mais conhecido como currency carry trade, pois a partir de agora o BCC está indicando que, pouco a pouco quer uma flutuação de sua moeda, com menos intervenções. Estes passos parecem ir na direção de tornar o Yuan uma moeda conversível no futuro.

O gráfico a seguir mostra bem esta guinada importante, pois desde o começo do ano o USDCNY subiu 2,65%, o que não é muito percentualmente, porém importante se comparado com o comportamento desde 2010.

Como pode-se ver, this time is diferent, nas outras ocasiões em que houve uma alta do dólar (em verde no gráfico), tanto a forma quanto a magnitude, foram bem distintas da atual. O maior problema é no volume de operações realizadas nos últimos anos que ainda estão em curso, pois até a torcida do Guangzhou Evergrande está vendida em dólares. Um estudo aponta que para cada 0,1 centavo de alta na cotação do USDCNY implica num prejuízo de U$ 4,8 bilhões, o que pode comprometer os resultados das companhias chinesas.

Esta ação terá muitas implicações também nos investimentos diretos naquele país, já no mês de fevereiro houve uma queda de expressivos 79,5% em relação a janeiro. Muitas explicações foram dadas, até que o investidor não pôde sair de casa por conta das baixas temperaturas do hemisfério norte! Hahahah.... Talvez tenham um fundo de razão, porém esta incerteza no câmbio, fará com que a taxa de retorno desejada em projetos naquele país seja superior as anteriores.

Outro mercado que também já sente algum impacto é o imobiliário, destino também dos investimentos "bater em morto", onde já percebe-se uma certa retração em bases anuais, conforme aponta gráfico abaixo.


A China continua sendo a grande incógnita do Universo, sempre com surpresas, anteriormente eram positivas e mais recentemente negativas. Talvez este mistério que ronda o que realmente acontece no país seja a forma de administrar a 2º economia mundial, não expondo suas potenciais fraquezas. 

O ouro foi negociado hoje a US$ 1.350 atingindo o nível que sugeri no post a-altura-da-yellen-determinou-sua indicação... 2 opções para vocês, caso o metal continue subindo neste período e atinja o nível de US$ 1.380: A) Liquidaria e embolsaria o lucro; B) Continuaria, elevando o stop para US$ 1.310, e liquidaria caso atinja US$ 1.430.... e hoje o ouro ultrapassou o nível de US$ 1.380, você decide qual opção tomar... no post atualizei o stop para US$ 1.350. Assim a contabilidade desta operação foi a seguinte: 

  • Caso A - lucro de 5,3%; 
  • Caso B - lucro de 3,1%.

- Boa David, mas e agora?
Agora vamos tentar uma nova posição de compra, se o ouro chegar a US$ 1.330 com um stop a US$ 1.310, veja a seguir o gráfico

Notem que este gráfico tem uma visão de curto prazo, e eu espero um míni movimento de correção, para em seguida ter uma alta aos níveis de US$ 1.430, meu target original.

- David, mas você  combinou com alguém? Hahahah...
Você deve ter notado que os calls do mosca no ouro tem sido bons, e respondendo sua pergunta, sim já consegui uma linha direta com os Indianos! 

O SP500 fechou a 1.872, com alta de 0,72%; o USDBRL a R$ 2,3419, com baixa de 0,29%; o EURUSD a 1,3930, sem variação; e o ouro a US$ 1.354, com queda de 0,85%. 
Fique ligado!

17 de março de 2014

Sinais de atenção emergem

O referendum na Crimea foi um "sucesso", 97% da população votou por um estado independente. Buscam agora, uma permissão para se juntar a Rússia, como uma República. Do outro lado, os membros da União Europeia  ameaçam a Rússia, caso haja uma invasão, uma vez que a constituição Ucraniana não permite tal referendum, tornado-o ilegal. Os mercados por sua vez estão mais tranquilos, mas mesmo não sendo um entendido em geopolítica, não me parece uma situação de fácil resolução.

No post eu-avisei, fiz uma análise do SP500 e defini o nível de 1.900 como um divisor de águas, que até o momento não foi ultrapassado. Também alertei que o momento exige uma atenção redobrada, vejamos a seguir uma série de indicadores das diversas bolsas do mundo.


 Parece um pouco confuso, mas não é tanto, na primeira linha encontram-se 4 índices da bolsa americana: SP500, Nasdaq100, Dow Jones e Russell 2000 (pequenas e medias empresas). Na segunda linha indicadores das bolsas Europeias, e na terceira linha, bolsas da Ásia e países emergentes. Os gráficos que possuem uma marcação em amarelo, mostram fraqueza do ponto de vista técnico. Vale observar que nos USA, o Dow Jones é o único que mostrou alguma preocupação.

Vejamos agora como as ações de cada setor da economia americana, vem performando.


Destes 12 setores, a grande maioria já apresenta algum grau de deterioração, e apenas os setores de materiais, elétrico, saúde e semi condutores, continuam com uma boa performance.

Nada conclusivo, pode-se extrair ainda, pois de certa forma estas informações se encaixam nos principais temores dos mercados a saber: China e Ucrânia, mas de outro lado, confirmam a confiança na recuperação americana. Na próxima quarta-feira acontecerá a primeira reunião do FED sob comando da Yellen, e em seguida uma secção de perguntas e respostas, vamos observar.

Enquanto isso nossa bolsa de valores vai de mal a pior, já não bastasse todas as dúvidas vindas do exterior, internamente nada de animador vem acontecendo, ao contrário o governo encontra-se de certa forma encurralado, evitando tomar medidas mais certeiras com receio de seus impactos nas próximas eleições, restando somente a política monetária. Com a publicação do último dado de inflação, o mercado já trabalha com uma nova elevação da SELIC na próxima reunião do COPOM para 11% a.a. Que fase!

No post bad-news fiz uma análise do Ibovespa ...Parece que nos próximos dias o mercado vai "empurrar" as cotações ao nível de 45.000, para ver o que acontece ... E é o que aconteceu, hoje o índice negocia a 45.400, muito próximo daquela marca.


Parece que está desenvolvendo uma formação denominada de triplo zig-zag, onde a trajetória em vermelho se encaixaria, levando o Ibovespa para os 39.000, o rompimento do nível de 44.000/45.000 abriria a porta para tanto. Se este cenário se materializar, vejo dois possíveis catalisadores: Falta de energia ou eliminação na Copa do Mundo. Existe um lado positivo dentro disso, seria a possibilidade de um novo nome assumir a Presidência. É tão ruim assim? Hahahaha...

O SP500 fechou a 1.858, com alta de 0,96%; o USDBRL a R$ 2,3475, sem alteração; o EURUSD a 1,3921, sem alteração; e o ouro a US$ 1.366, com queda de 1,09%.
Fique ligado!

14 de março de 2014

A altura da Yellen determinou sua indicação?

Há muitos anos, o BCB controlava a taxa de câmbio entre o cruzeiro e o dólar. Não sabe o que é cruzeiro? Uma das inúmeras denominações que a moeda brasileira teve durante os anos de elevada taxa de inflação. O câmbio era, de certa forma, indexado à inflação e de tempos em tempos, efetuava-se um reajuste, que era anunciado depois do fechamento dos mercados. Tomava-se conhecimento durante o Jornal Nacional, lembrem-se que celular e internet não existiam!

Conforme a inflação crescia os intervalos de variação diminuíam, de mensais para semanais. O anúncio era aleatório, e num belo dia a noite o dólar subia 1,5% ou 2%, se você tivesse a informação com antecedência dava para ganhar uma nota, ficando comprado no dólar para venda no dia seguinte, "bater em morto!" Hahahaha... Acontece que eu trabalhava no Banco Francês e Brasileiro e não tinha nenhum inside information, resolvi fazer uma estatística simples para verificar se havia algum dia com maior chance de acontecer, e o final de semana aparecia com boa frequência. Bingo! Comecei a implementar a tática e funcionou por um tempo, até que o mercado também percebeu e o BC mudou seu modelo, passando a usar o cara ou coroa, eu acho! Tinha acabado esta moleza, existiam outras, que vou relatar de tempos em tempos.

Neste final de semana existe outra grande dúvida, é o referendum a se realizar na Crimeia, região da Ucrânia, a fim de decidir se a população quer se juntar a Rússia. Por conta disso os mercados temem por uma escalada da violência com repercussões negativas naquele país e também na Europa. No caso do câmbio, na pior das hipóteses teria uma perda, neste caso ninguém sabe o que pode acontecer, e como mercados não gostam de dúvidas, as bolsas por todo lado caíram.

No post de ontem chamem-karl-marx eu fiz uma atualização do euro, e hoje queria reforçar minha visão mais de longo prazo, mas antes de entrar nos gráficos gostaria de dividir com vocês a situação fiscal americana.


As projeções futuras do déficit americano relativas aos programas sociais, são explosivas, as recentes mudanças na legislação, assim como, os elevados custos do sistema de saúde, colocam em risco a sustentabilidade no futuro.


É uma falácia que estes gastos são necessários no intuito de elevar a expectativa de vida dos americanos, como pode-se ver acima, este dado é inferior aos dos Europeus, que tem um custo quase da metade.

O grande detentor dos títulos do Governo Americano são: o FED, China e Japão. O helicópteros estão diminuindo e em algum dia vão parar, num segundo momento estes títulos vão vencer e terão que ser renovados por alguém. No caso da China, o programa de longo prazo do governo, que incentivar o consumo interno em detrimento de exportações, isto implica numa diminuição de sua posições de títulos, e por último resta o Japão que ainda não se tem claro se seu plano vai funcionar ou não.


- David, se isto acontecer o euro não deveria subir?
Muito boa pergunta, a resposta é sim, mas os gráficos dizem que ainda não chegou o momento. Acho mais fácil apresentar o gráfico de longo prazo com estas premissas e depois comentar.

Atente-se inicialmente ao plano A, ontem eu disse que esperava por uma pequena alta até 1,43/1,45, para em seguida um declínio até 1,10/1,15, uma grande oportunidade de venda, se este cenário se concretizar. Depois de algum tempo, uma oportunidade de compra emergirá com um elevado potencial de valorização, pois o euro deveria ultrapassar 1,60! Antes de terminar este cenário, também disse ontem que, caso tenha euros deveria vende-los ou colocar um stop, pois não é garantido que  busque 1,43/1,45, a queda já pode ter começado, em outras palavras o risco de ficar comprado não compensa mais!

Agora fixe-se no plano B, onde o euro infelizmente, não nos daria a oportunidade de comprar uma barganha. Como vamos saber? Primeiro a zona de perigo em vermelho entre 1,45/1,52, já me deixaria em alerta, pois não deveria ir até lá, mas ainda é aceitável que caia dali em diante, depois disso acima de 1,52 até 1,60, não consigo dizer hoje depende do shape desta alta, mas diminui bem a chance da queda.

- David, o que deveria acontecer na vida real, nestes dois casos?
Normalmente não gosto de fazer este exercício de dados, ou seja, analisar os gráficos, e depois concluir o que deve acontecer, mas vou satisfazer a sua curiosidade com ideias, somente ideias!

  • Caso A - A Europa poderia entrar numa draga, enquanto os USA mostram sinais de melhora, as taxas de juros nos USA subiriam, não por inflação, mas por melhora da atividade. Depois disso ameaça de inflação, e aí sim os juros subiriam pelo mal motivo, com o dólar se esborrachando.
  • Caso B - A economia americana não só não se recupera, mas desacelera, os investidores jogam a toalha e o FED manda todos os helicópteros para o ar, numa ultima tentativa de salvação. Mas isso não convence mais e os investidores que ficam com medo de um calote, assim, os juros iriam para o espaço juntamente com uma queda do dólar.
Você pode escolher um deles e não esqueça de combinar com os marcianos, pois é para lá que eu vou! Hahahah...

David, e o título do post?

A altura dos últimos Presidentes do FED foi decrescente. Isto poderia induzir uma  correlação com um indicador muito importante da economia americana? Sim, a inflação, assim para os níveis atuais baixíssimos a Yellen se encaixou perfeitamente, então se o próximo for um anão já sabem porque! Hahahahah...

O SP500 fechou a 1.841, com queda de 0,28%; o USDBRL a R$ 2,3455, com queda de 0,72%; o EURUSD a 1,3913, com alta de 0,34%; e o ouro a US$ 1.381, com alta de 0,73. Comentei no post cry-for-me-argentina ...2 opções para vocês, caso o metal continue subindo neste período e atinja o nível de US$ 1.380: A) Liquidaria e embolsaria o lucro; B) Continuaria, elevando o stop para US$ 1.310, e liquidar caso atinja US$ 1.430....e hoje o ouro ultrapassou o nível de US$ 1.380, você decide qual opção tomar.

- Ei espera um pouco, e o que você vai fazer?
Segue o jogo, fico na opção B acima, e atualizo o stoploss para US$ 1.350, é ganho na certa! Para falar a verdade nem sempre, pois no final de semana não tem mercado continuo, que droga! Então, um lucro potencial! Hahahaha...
Fique ligado!