Inflação: A Revanche

20 de dezembro de 2014

Tidbits


Algumas dicas para o curto prazo.

USDBRL

Entrou num período de correção. Imagino uma pequena volta do dólar a nível de R$ 2,69/2,71.
Recomendo venda nesse nível com stop a R$ 2,76 e um target entre R$ 2,55/2,50. veja no twitter detalhes do gráfico.

- Ei David, como eu vou saber onde sair?
Espero que nesses 3 ¹/² anos vocês já tivesse craque em análise gráfica. Se não for o caso, use seu bom senso e vai ajustando o stop conforme o dólar caia.

Até a volta
Fique ligado!

19 de dezembro de 2014

Sonho X Realidade

No dia 31 de dezembro de cada ano, costumo fazer um balanço. Esta avaliação é separada por áreas: trabalho; família que no meu caso engloba intersecções; saúde e pessoal. Não tem jeito, sei que minha esposa vai me criticar, mas dou uma nota global para o ano. Quando penso no ano seguinte, tenho mais dificuldades de pensar nos objetivos, afinal como aplicar os gráficos no quesito família? Hahahahah ...

Nesses vários anos que faço análise, aprendi a diferença entre sonho e realidade, ambos são muito importantes. A vida não tem graça sem sonhos, porém, quando não se realizam, não se pode viver esperando que aconteça um milagre. Assim, é muito importante confrontá-los com a realidade, e isto não é uma tarefa muito fácil. Trabalhar com mercados ajuda muito, pois se você continua sonhando com objetivos impossíveis, não será por muito tempo, o dinheiro acaba logo. Não sei se já comentei, mas estatisticamente, 80% dos investidores perdem tudo que tem. Estabelecer stoploss é uma garantia para que isso não aconteça.

E o que dizer das previsões dos economistas e analistas? Aplica-se o mesmo princípio acima, acompanhe para verificar se a realidade confirmam suas hipóteses. Esta talvez seja a razão de eu não gostar de hedge funds, pois este julgamento fica a critério do gestor, e normalmente seu ego é tão grande, que não consegue admitir seus erros. Definitivamente, não gosto! Pode ser o maior gênio do mundo, mas como qualquer ser humano, o sucesso pode subir a cabeça. É natural que alguns não sejam desta forma, mas como saber ex-ante?

Eu deixei a análise dos juros de 10 anos dos USA por último, o acompanhamento deste ativo em 2015. Vai ser interessante e desafiador, para o FED, e por consequência o mercado. o Deutsche Bank realizou uma pesquisa interessante, ao verificar como as previsões dos economistas se confrontaram com a realidade nos últimos 10 anos, veja a seguir.

O gráfico diz tudo, um erro consistente! Se nós tivéssemos certeza que esta tendência se perpetuaria, eu como trader pagaria uma fortuna por esta informação.

- David, bebeu muito ontem? Você está louco!
Caro amigo, para quem acerta 100% do tempo, ou erra 100% do tempo, ambos tem o mesmo valor para um trader. No segundo caso, basta apostar ao contrário! Capisce?

A última pesquisa dos profissionais prevê que os juros dos 10 anos subirão para 3% a.a., basta ver a última linha pontilhada no gráfico acima. Se considerarmos o erro médio de 0,60% a menos neste período, chega-se a 2,4% a.a., faça sua aposta, porque eu, vou seguir os gráficos.

No último post sobre os juros ptcopatas, comentei que por enquanto não se tinha nada a fazer: ...O pessoal de Wall Street, junto com os economistas, estão até carecas de tanto coçar a cabeça para entender por que os juros não sobem. Por enquanto vamos observar se os juros não caem abaixo dos 2,08%. Se cair, sinal laranja!...

Os juros chegaram a negociar perto de 2% a.a. e em seguida se recuperaram, voltamos a estaca zero. Na tendência mais a longo prazo, o que podemos esperar para 2015 e adiante? Meu cenário é de alta de juros e acredito que a taxa poderá alcançar 2,9% a.a., e se ultrapassar, 3,4%a.a. Tudo isso, se os juros não caírem abaixo de 2,0% a.a e principalmente 1,85% a.a. Talvez os economistas irão acertar este ano.

Para quem quiser fazer uma aposta é uma boa, eu colocaria o stop a 1,98% a.a. Vamos com o consenso, agora vai!

Pode ser que amanhã ainda publique algumas observações dentro de minha última análise de 2014. Em relação ao Mosca, acredito que vou atingir a marca de 1.000 publicações no próximo ano. Em relação as visitas, estamos até agora com mais de 70.000 e a marca de 100.000 será uma grande conquista. Para realizar este sonho dependo de vocês leitores, só tenho a agradecer a confiança, muito obrigado. 

O SP500 fechou a 2.070, com alta de 0,46%; o USDBRL a R$ 2,6593, com baixa de 0,11%; o EURUSD a 1,2230 com baixa 0,45%; e ouro a US$ 1.194, com queda de 0,30%.
Fique ligado!



Feliz 2015!

18 de dezembro de 2014

Quando a média engana

Quando ainda estava na faculdade, comprei uma régua de cálculo "turbinada" para fazer uma prova de estatística. Sim, não existiam máquinas de calcular, era tudo na mão. Confesso que não sabia usar direto a régua, era necessário ler o manual com atenção. A prova era com consulta e eu estava bem na matéria, pois mesmo se tirasse zero, passaria de semestre. Este não era o caso de vários colegas que precisavam de muita nota para passar. No intuito de ajudá-los, resolvi uma questão usando minha poderosa arma, e transcrevi num papel a resolução. A folha circulou por muitos, afinal se eu tinha notas boas, era um bom auxílio.

Na semana seguinte, quando as notas foram publicadas, eu e vários colegas ficamos chocados, havia nove zeros! O que tinha acontecido? Eu errei na conta, e todos erraram iguaizinhos, até a vírgula! Me senti culpado, alguns ficaram de DP. Mas esta história triste não termina por aí, dois meses depois, um outro colega me entrega a prova do crime, a maldita folha com a resolução. Agora, tinha um detalhe, este colega não tinha tirado zero. Eu perguntei:

David: Por que você não tirou zero?
Colega: Esta folha foi cair na minha carteira, eu dei uma olhada e vi que as contas não estavam certas, decidi não copiar!

No próximo ano vamos comemorar 40 anos de formados, é muito tempo! E minha turma é bem unida, é muito divertidos esses encontros. Em todas as comemorações anteriores, esse caso é sempre levantado, afinal porque esse colega não nos avisou? Ele vai pagar este constrangimento, até que a morte nos separe! Hahahah.....

Vários analistas deram suas opiniões sobre o resultado da reunião de ontem do FED. Em geral, são otimistas, pois enfatizam que a autoridade monetária está satisfeita com o desenrolar da economia americana, e não estão preocupados com o que vem  acontecendo nos emergentes. Acreditam que o FED vai subir os juros, mais tarde e devagar. Por isso, a bolsa subiu forte ontem. Estas conclusões basearam-se na média das expectativas dos membros. Será que dá para confiar nessa premissa?

Os membros publicam a sua estimativa pessoal de taxas de juros para o futuro, e esta informação é publicada na forma abaixo.

 Vamos nos atentar ao ano de 2106, notem como existe uma boa dispersão entre os membros, com uma concentração entre 2% - 3% a.a. É verdade que em 2017, o consenso é mais fidedigno, mas podemos confiar num horizonte tão distante? Eu não entro nessa, o track record nesse campo, tem sido ruim. Na minha humilde avaliação sobre a reunião é que: O FED não sabe o que vai acontecer, e está dividido! O mercado odeia indecisão e decidiu apostar na média. Será que é uma boa aposta, ou os "cálculos" estão errados? Em todo caso, a Yellen afirmou na secção de perguntas e repostas várias vezes, que são os dados que motivarão o FED a agir, tanto subindo os juros, como mantendo os atuais.

Ontem foi publicado o dado de inflação CPI, e como já era esperado, o índice total foi negativo em -0,3% e o que exclui gasolina e alimentos em 0,1%. Em bases anuais, todos estão ao redor de 1,7% a.a, estabilizados e sem nenhuma tendência nos últimos anos.


A Presidenta do FED disse que, enquanto a inflação não for para a meta estabelecida de 2% a.a., nem pensar em subir juros. Enfatizou também, que o petróleo terá um impacto por tempo limitado nesse índice. O que não foi dito, e nem poderia, é se o petróleo vai parar de cair ou uma nova roda de vendas vai levá-lo a US$ 35. Falando em petróleo, eu estou surpreso como ninguém ainda calculou o lucro adicional que a Petrobrás está tendo com a queda de preços internacionais. Veja a seguir a defasagem entre os preços locais e os internacionais, que antigamente eram um custo para Petrobrás, agora é receita.

Basta o governo "fingir de morto" e não baixar o preço da gasolina. Imagino daqui um tempo, a Petrobras vai estar nadando em dinheiro. O único risco é o pessoal do PT ter uma recaída e lançar o - Lava  a jato II - The return! Hahahahah...

Hoje o assunto de mercado é o euro, antes de começar, ontem fomos stopados em nossa posição de compra no empate a 1,2370. Vejamos a seguir o que podemos esperar desta moeda maldita! Hahahah.... No curto prazo eu estou projetando (ou torcendo?), uma pequena recuperação até o nível de 1,29/1,30, para em seguida continuar o movimento de queda, veja a seguir.

Esta queda poderá ir até o nível de 1,17 ou 1,05, a ser melhor detalhado mais à frente. Depois disso, um movimento de alta deverá ocorrer.

- David, pode parar! Primeiro fiquei chocado ao saber que você colou na sua juventude, depois sem muita cerimônia, projeta que o euro vai subir! Te desafio a achar alguém que acredite nisso?
Desculpe se eu te decepcionei, mas gostaria que me apontasse alguém que nunca colou, e que não está mentindo! Sobre o euro, eu sei que ainda é muito prematura essa previsão, até fiquei na dúvida se eu deveria colocar agora, mas é o que eu acho por enquanto. É natural que eu me dê o direito de avaliar mais à frente, mas é isso que eu visualizo nos gráficos. Agora da mesma forma que o dólar estava virando pó em 2011, o euro hoje está numa situação semelhante. Só para especular um pouco, suponha que a França, Itália ou ambas decidam abandonar o euro, sobrando a Alemanha e uns gatos-pingados, o que você acha que aconteceria com o euro-marc? Hahahah ....

Mas isso está distante, e como vocês sabem, tudo pode mudar. Por enquanto vamos  nos ater ao curto prazo. No post FED-buscando-palavras eu aventei a hipótese do euro romper uma formação que estava se formando, conforme gráfico abaixo.
E este rompimento acabou acontecendo, porém ontem retornou a cair. Enquanto a mínima de 1,2245 não for ultrapassada, ainda existe uma chance, mas é bem baixa, o mais provável é que aconteça o que está apontado no gráfico a seguir

Uma nova mínima ao redor de 1,21, para depois provocar uma recuperação que estou desejando.

- David, você deve estar com muita raiva do euro, ele não está te dando, nenhuma oportunidade.!
A palavra melhor é frustrado, mas não posso me deixar levar por está esta emoção e simplesmente jogar a toalha. Por enquanto não tive evidências que eu deva mudar.

O SP500 fechou 2061, com alta de 2,40%; o USDBRL a R$ 2,6623, com baixa de 1,92; o EURUSD a 1,22877, com baixa de 0,43%; e o ouro a US$ 1.198, com alta de 0,82%.
Fique ligado

17 de dezembro de 2014

Contagem regressiva

Acho que acontece com todos nós, nos dias que antecedem o período de férias, lembramos a época de estudante. Sente-se uma mistura de um certo alívio, vislumbrando o descanso, com a obrigação de verificar as notas das provas. Hoje saíram duas importantes: o índice de inflação CPI e a decisão do FED.

Nas últimas horas, o assunto do dia foi a Rússia. Eu me pergunto, quanto já não está embutido nos preços? Não entendo nada sobre o mercado de petróleo, mas já deve ter o mundo vendido! Nestas situações, de repente, uma notícia de pouca relevância em outros momentos, vão fazer os preços do óleo subir como um foguete, pegando muitos stops. Mas este é um trade para quem está acompanhando de perto este mercado. Outro problema também, e saber de qual ponto isso vai acontecer, e tem um monte de operadores que buscam o que se denomina botton fishing.

Abaixo encontra-se o gráfico do rublo atualizado com as cotações de agora de manhã. Definir o momento, torna-se importante, pois a evolução dessa moeda mais parece uma roleta russa! Hahahah .... Do ponto máximo atingindo ontem a 80 rublos por dólar, até a cotação negociada neste momento, a moeda Russa apreciou a bagatela de quase 20%. Daria para ficar rico, ou pobre! Notem também que, a cotação está no mesmo nível que estava antes do anúncio da elevação dos juros para 17% a.a. Infelizmente, perdemos a taça de campões nesse quesito.


No post o-castigo, eu me lamentei por ter liquidado uma posição de ouro, prematuramente: ...o ouro ainda tem que ultrapassar o nível de US$ 1.260, ou melhor, o intervalo apontado acima... Acontece que este nível acabou não acontecendo, veja o gráfico a seguir.


A US$ 1.200, encontra-se completamente indefinido. Mas meu objetivo hoje, é analisar o que esperar para o ouro no próximo ano.

Acho que 2015 será um ano importante para o metal. Irá se definir se o ouro restabelece seu movimento de alta. Caso contrário, os US$ 1.920, talvez seja considerado seu topo por muitos anos. É importante frisar o talvez, porque depende do desenrolar que você vai entender abaixo.

Curto prazo

O que eu venho tentando nestes últimos meses, é sugerir operações de compra, uma vez que o ouro atingiu um preço importante indicando um mínimo. Até o momento não posso afirmar que já aconteceu. Este é o motivo do ponto de interrogação no gráfico. Ao contrário, nestes últimos dias fiquei decepcionado com a alta, veja no primeiro gráfico acima, o "sacrifício" que vem sendo para subir um míseros US$ 50/US$70. Se ou ouro der meia volta e cair, o nível de US$ 1.050, é muito importante. Se rompido, elimina minha contagem, uma vez que violará uma das três regras básicas de Elliott Wave.

Se isso acabar acontecendo, vou ter que me debruçar com mais detalhes, nas minhas análises anteriores, porém o mais provável, é que devo sugerir venda! É por isso que eu digo, que não dá para fazer previsões para final de ano. Neste caso seria da seguinte  forma: ... Minha previsão para o ouro no final de 2015 é US$ 1.500/1.600 ou US$ 700.... Eu perderia um monte de leitores.

Médio Prazo

Considerando que o que expliquei acima não aconteça, o ouro deverá experimentar um movimento de alta importante e mais direcional, chega de correção! Se isso acontecer, vocês poderão presenciar uma mudança significativa no modo de operar, aguardem.

Na ata da sua última reunião do ano, o FED retirou a palavra Considerable, que foi substituída por patient. O que mais chamou minha atenção foram as explicações complicadas deste documento. Isso é consequência da divisão que ocorre entre seus membros. No que interessa, descartou qualquer alteração dos juros, pelo menos nas próximas duas reuniões, mas também afirmou que a maioria quer inciar o processo de elevação em 2015. O impacto nos mercados foi a alta da bolsa e do dólar, enquanto os juros dos títulos de 10 anos, tiveram uma reação pífia.

O SP500 fechou a 2012, com alta de 2,03%; o USDBRL a R$ 2,7145, com baixa de 0,87%; o EURUSD 1,2340, com queda 1,33%; e o ouro a US$ 1.186, com queda de 0,83%.
Fique ligado!

16 de dezembro de 2014

Papai Noel grego

Para quem não sabe, a expressão "presente de grego", vêm da famosa Guerra de Tróia, quando os gregos deixaram um cavalo de madeira junto aos muros de Tróia, supostamente como um presente. Os troianos levaram o cavalo para dentro de seus muros, acreditando que suposto presente era uma rendição dos gregos. Entretanto, dentro do cavalo se encontravam vários soldados gregos. Durante a noite e após os troianos terem se embebedado, os gregos abriram os portões para que todo exército entrasse.

A Grécia depois da crise vivida durante 2012, conseguiu, na melhor das hipóteses, estancar uma recessão forte que estava caminhando, mas é só isso! Assim, com um grande número de desempregados, e nesta época de final de ano, resolveu "exportar" seus Papais Noel. Fizeram uma pesquisa ao redor do mundo, e chegaram a conclusão que os Russos, por estarem vivendo um momento crítico, precisavam de um presente logo, não dava para esperar o dia de Natal. Assim, para estancar a crise, deixaram um pacote na porta do BC russo, com um envelope de Boas Festas e um "vale juros" de 17% a.a. A autoridade russa gostou da ideia, e implantou imediatamente, na última noite.

Se você fosse um russo e estivesse tentando lidar com uma recessão econômica e uma implosão da moeda, não há muito o que o seu Banco Central pode fazer. Estes aumentos de juros ao invés de trazer novos compradores do rublo, está provocando mais venda, inclusive por um crescente número de depositantes preocupados em manter suas poupanças em moeda local. Quanto maior for esta troca, mais aumenta a pressão sobre sua moeda.

A atual turbulência da Rússia tem sido provocada pela queda acentuada dos preços do petróleo e do impacto das sanções econômicas ocidentais. Por outro lado, o Banco Central Russo possui US$ 400 bilhões de reservas, e está exitante em retomar as intervenções em larga escala, no mercado cambial, um detalhe não menos importante, é que metade dessas reservas está investida em ativos com pouca liquidez. Parece que o governo decidiu sua estratégia para combater este momento, os juros. O principal motivo, é que mantendo elevada suas reservas, evita temores sobre uma moratória eminente. O gráfico a seguir mostra a impressionante queda nos preços do petróleo recentemente, e parece não ter se estabilizado. Tecnicamente, pode-se esperar uma queda até o níveis de US$35, significando uma retração adicional de 35% dos preços atuais!

Mas não é só o petróleo que está caindo, as commodities estão experimentando quedas semelhantes. Veja a seguir o crb-index de commodities metálicas com uma queda recente de 22%.


Em 1988 aconteceu uma situação semelhante a que vem ocorrendo agora, os preços do petróleo também caíram muito e as moedas dos países emergentes desmoronaram. Mas exitem algumas diferenças importantes, entre estas a que julgo mais importante, são os volumes de reservas detidas pelos países. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional, este grupo tinha em 1999 - US$ 659 bilhões e hoje - US$ 8,1 trilhões, contando com a China é claro. Nenhuma crise é igual a outra, e esta, parece ser o prenúncio de uma nova era deflacionária, ocasionada pelo elevado avanço tecnológico.

- David, e o que tem a ver a historinha infantil que você inventou, sobre Papai Noel?
Ah, já ia me esquecendo, o aumento dos juros na Rússia teve um primeiro impacto de queda do dólar, Veja a evolução da moeda, no primeiro gráfico a esquerda uma alta nada desprezível de 130% desde o início do ano, e mais a direita o detalhe de hoje, desde o anúncio da elevação dos juros.


 Os russos achavam que tinham estancado a alta, pois o dólar abriu em queda. Mas não foi o que aconteceu quando a Europa abriu suas portas e levou o dólar para as alturas, atingindo novos recordes. A alta de juros, foi um presente de grego! Hahahahah....

Eu ia comentar hoje, sobre o mercado de ouro, mas o real atropelou, pois entrou numa zona de alerta, ao atingir a cotação de R$ 2,76. Além disso, alguns outros fatores menores, também devem ser considerados: O euro rompeu o triângulo que mencionei no post PTcopatas, aproveito para elevar nosso stoploss para 1,2370; outras moedas também apresentam uma recuperação em relação ao dólar (Yen, franco suíço, dólar australiano, e etc ...), nada fantástico, mas não estão caindo; e os juros de 10 anos a 2,06%).

As perspectivas para o real em 2015 é um desafio do ponto de vista técnico, venho repetindo isso, já algum tempo. Eu não vou poder dar uma opinião firme, se o dólar está caminhando rumo aos R$ 4,00 ou se num determinado momento reverte a alta e começa a cair. I´m so sorry! Mas o único consolo que posso dar é, continue a ler o Mosca!

Vamos então por partes, hoje o real entrou num ponto que merece alta atenção, se você está comprado sugiro que no mínimo coloque um stop. Vejamos os motivos no gráfico.

- David, o que é isso, uma árvore de Natal! Você acha que dá para entender alguma coisa?
Vamos devagar, o retângulo em verde é a área que eu estou adotando como a zona de cotações em que, o dólar pode atingir. A primeira está acontecendo hoje ao redor de R$ 2,75, razão da minha urgência. Caso o dólar não comesse a cair  a partir de R$ 2,75, o próximo ponto de interesse passa a ser ao redor de R$ 3,10. Este seria o ponto máximo dentro do meu plano básico, em se confirmando, poderia se esperar um período de alguns anos de queda do dólar.

Se por acaso isso não acontecer, e o dólar continuar subindo acima de R$ 3,10, não tenho nenhum plano ainda do que fazer, vai depender muito, de como ele chega até lá. Não quero me comprometer, nem que vou comprar, nem que vou vender, fico agora com meu plano básico. Vocês podem se perguntar, como que eu posso trabalhar com um cenário onde o real vai se valorizar. Em 2015 eu disse que vou acompanhar o índice de dólar (DXY), afinal é o tema do ano 2015-sera-um-ano-feliz?, Não quero alongar, nem complicar as ideias, mas só para deixar registrado, eu acredito que o dólar deverá cair muito. Nesse momento o Mosca não vai poder mais clamar In God we trust, como foi o caso em 2011, em que todos achavam que iria virar pó,

Duas observações antes de terminar, primeiro será que por conta de todas estas dificuldades que os países emergentes vem passando ultimamente, será que o FED vai voltar atrás na intenção de retirar o considerable time? Segundo, é bom avisar o Papai Noel grego, que nem pense em aparecer por aqui pois já recebemos vários presentes nos últimos meses: Petrobrás, eleições, inflação, juros, indústria e muitos outros. Mas se insistir, corre o riso de levar alguns desses para a Grécia! Hahahah....

o SP500 fechou a 1.927, com queda de 0,85%; o USDBRL a R$ 2,7382, com alta de 1,60%; o EURUSD a 1,2507, com alta de 0,57%; e o ouro a US$ 1.196, com alta de 0,33%.
Fique ligado!

15 de dezembro de 2014

Super Mário quer voltar à Nintendo

Eu conheci Ibraim Eris, muito antes dele ter assumido a Presidência do Banco Central. Quando eu estava no BFB nos anos 80, ele participava de algumas reuniões de Consultoria da empresa MB. Quando de sua posse, fui a Brasília prestigiá-lo, fiquei na fila de espera para comprimentos e quando dei um abraço, lhe desejei sucesso e disse que estava feliz por sua indicação. Foi quando ele sussurrou em meu ouvido ..."quero ver se você vai achar isso amanhã"...

Saí da fila e fiquei intrigado, o que ele queria dizer?. Fui de encontro a meu chefe, e perguntei o que ele achava. Pensando juntos, concluímos: Conhecendo o "turco", vinha chumbo grosso. Para quem não conhece os detalhes do plano, recomendo o link Plano_Collor, que contem um breve histórico. Mas basicamente, os brasileiros acordaram na segunda-feira, com umas migalhas na conta, e o restante de seus recursos foram bloqueados, por 18 meses. Nunca vou esquecer, quando a jornalista da Globo, Lilian Witte Fibe, anunciando as varias medidas, se apercebeu que até a Caderneta de Poupança não tinha escapado. Comentei com um colega, ...pelo seu espanto, pegou o dela!...

Depois de um tempo no BC, começou a ficar insatisfeito com o que estava vivenciando, assim em conversas com amigos, confidenciava que queria sair. Num determinado dia sugeri:
- Pega suas coisas e vai embora!
E ele me respondeu.
- Quando você está num cargo desses, sair não depende só da sua vontade.

Enquanto todo mundo financeiro olha com lupas, cada palavra pronunciada por Mario Draghi, na esperança que finalmente a Europa melhore. Espera-se, que o BCE se junte aos outros BC's injetando trilhões de euros no "que for preciso". Porém, algo de muito diferente, pode estar acontecendo nos bastidores. De acordo com pelo menos um jornalista, "Draghi parece estar pronto para sair de Frankfurt e retornar a seu país natal a Itália, na primeira chance que der.

Dizem algumas fontes, que isso já poderia acontecer em janeiro, "Draghi quer sair! Está farto e frustrado com Berlim". Sua saída seria um evento inesperado e poderia ter impacto importante nos mercados financeiros se, do dia para noite, ele resolver dizer sayonara a Berlim. Sem entrar em especulações quem poderia ser seu substituto,e considerações de como ficaria a política monetária nesse caso, eu daria como sugestão ao Super Mário, que conversasse com pessoas que passaram por situações semelhantes, como foi o caso de Ibrahim Eris. Assim, duvido que ela saia já, ou nos próximos 3 meses. Por enquanto, pode avisar a Nintendo, que vai demorar! Hahahah ...

Ontem publiquei um post para explicar o novo tema de 2015 do Mosca: dólar-dólar x Dilma. Para quem não teve oportunidade de ler, recomendo, assim podem entender seu significado 2015:-sera-um-ano-feliz? Também disse que, como esta sera a última semana que vou postar o Mosca, pois ficarei de férias até o dia 19/01, publicaria análises dos mercados que eu acompanho. Vou começar pelo SP500.

Em março deste ano, nos post eu-avisei, fiz os seguintes comentários: ...próximo a 1.900, é um divisor de águas, se conseguir ultrapassar, podem esperar para o futuro 2.200 ou 3.100, uma alta de 17% e 65%, respectivamente... Só em outubro, foi que a bolsa deu um susto nos comprados, com uma oscilação entre a mínima e máxima, ao redor de 10%. Parecia que o momento de uma queda maior, tinha chegado. Mas não foi o que aconteceu, pois dentro do próprio mês, o SP500 recuperou todas as sua perdas.


Os dados técnicos continuam intactos, algumas tempestades de curto prazo, podem acontecer. Porém, com uma visão de mais longo prazo, nada de preocupante surgiu. Assim, o primeiro objetivo de 2.200 deverá ser atingido brevemente. Como já mencionei, não costumo colocar objetivos para o final do ano, afinal posso mudar completamente de opinião. 

Já em relação ao nosso IBOVESPA, num de meus últimos posts sobre o assunto procura-se-ceo, eu comentei: ...Voltamos ao foco original de longo prazo, aguardando a queda até o nível de 40.000, o que deveria acontecer nos próximos meses ... Hoje a bolsa encontra-se nos 48.000, um dos menores valores do ano. 


Acredito que em 2015 o índice caia até 39.000/40.000, e nesse momento, vamos estudar a possibilidade de uma compra. Até lá, não tenho nenhuma sugestão de trade, resta somente aguardar.

Conclusão: Se depender da bolsa, eu morreria de fome! Tanto nos USA como aqui no Brasil, não tenho convicção e nem acredito que seja um bom risco retorno, nem comprar ou vender. 

O SP500 fechou a 1.989, com queda de 0,64%; o USDBRL a R$ 2,6952, com alta de 1,55%; o EURUSD a 1,2435, com baixa de 0,20%; e o ouro a US$ 1.192, com baixa de 2,43%.
Fique ligado!

14 de dezembro de 2014

2015: Será um ano feliz?

Faltam poucos dias para terminar 2014, um ano bastante conturbado, tanto internamente como externamente. Mas daqui alguns dias tudo sera diferente, basta mudar o calendário. Se fosse assim fácil, era só aguardar em casa a festa de Réveillon!

Analistas e economistas aproveitam este momento elaborando suas previsões para o próximo ano e o Mosca não poderia ficar para trás. Assim, durante está semana, vou publicar minhas idéias para os principais mercados que acompanho. Agora existe uma diferença fundamental entre o trabalho que eu apresento, e o dos analistas. Se minhas previsões não se concretizarem, e os níveis de reavaliações forem atingidos, eu mudo! Meu compromisso é com o bolso, não com minhas opiniões ou desejos.

Nesses últimos dias, fiquei pensando quais serão os desafios para 2015, e são muitos. Veja uma breve lista:
  • Os Estados Unidos vão crescer segundo os níveis esperados? O FED vai subir os juros?
  • A Europa consegue se livrar de uma recessão?
  • O Japão, depois do estímulo monstruoso, vai conseguir crescer em níveis sustentáveis?
  • A China consegue manter um nível de crescimento desejado e não ocasionar um crash?
  • Estamos caminhando para uma deflação no mundo? Se sim, a boa ou a ruim?
  • O Brasil vai promover o ajuste fiscal planejado? A inflação vai sair do controle?
  • A nova equipe econômica conseguirá ter resultados concretos?
Não faltam dúvidas e parece que 2015 sera um ano desafiante, para dizer pouco. Como escolher um tema? Depois de refletir, cheguei a conclusão que o câmbio vai ser impactado, por boa parte das dúvidas existentes. A cotação do real se dará por uma composição de dois vetores. Cada um desses vetores poderá agir no mesmo sentido ou em sentidos opostos.

- David, chega de enrolar, fala logo!

(dólar - dólar) X (Dilma)

Temos assistido nestes últimos meses um grande movimento do dólar nos mercados internacionais, com valorização da moeda americana contra todas as outras. A principal razão que justifica este movimento, é o fato dos USA apresentaram dados econômicos melhores que seus pares, principalmente quando comparados  com os da Europa. Além disso, a maciça intervenção do BOJ, a fim de evitar que o Japão entrasse numa recessão, deu ainda mais fôrça a moeda americana.

Em relação aos emergentes, além do fator acima, uma queda generalizada no preço das commodities, turbinou a queda dessas moedas. Mais recentemente o colapso no preço do petróleo, comprometeu muito a Rússia e Venezuela, grandes produtores. No caso do Brasil, o real sofreu uma desvalorização importante de aproximadamente de 25%, se considerarmos a menor cotação durante o ano, uma Maxi com os padrões do passado! O motivo por aqui é o descontrole da economia, ocasionado por políticas erradas em praticamente em todas as áreas.

Projeta-se para o próximo ano a continuidade desses movimentos, então o Mosca deveria sugerir compra de dólar indiscriminadamente, inclusive contra o real?  Eu não sou  um analista econômico, pois nesse caso, seria levado a responder que sim! Como sou analista técnico também, minha resposta é talvez.

Quando sou indagado a fornecer uma previsão de qualquer ativo, numa data específica, tenho grandes dificuldades, procuro me esquivar. Mas qual a razão, se o Mosca precisa desta informação para indicar os melhores investimentos? O motivo é que posso mudar radicalmente de posição, se durante o percurso do ano, minha premissa não se concretizar.

Em 2015 vou acompanhar o DXY - dólar index, que é o índice de uma cesta de moedas, com grande concentração no euro (57,6%), contra o dólar. Contém em sua maioria, moedas que pertencessem ao G-7. No momento, ele se está numa conjuntura interessante.

O nível atual situa-se ao redor de 88. Os dados de momentum, apresentam-se bastante esticados. Assim, no mínimo, uma correção (queda do dólar) é esperada. Mas pensando mais à frente, a dúvida ficará, caso ultrapasse a região 90 - 92. Aí sim, pode-se esperar, um primeiro objetivo ao nível de 96 (9% de alta); ou 102 (15% de alta). Considerando uma correlação de 100% com o euro, e só a título de projeção simples, esses níveis corresponderiam no euro a 1,14 e 1,08, respectivamente. Isso estaria dentro dos meus objetivos para a moeda única.

Conclusão: Para o dólar no curto prazo, uma correção. No médio prazo, verificar se rompe a região 90 - 92.

- David, o que você quer dizer com o vetor Dilma, seria no caso de um impeachment?
Hahahahah .... acho que nem os espíritos sabem! Eu usei o nome da Presidenta para identificar quais serão os resultados econômicos do "novo" governo. Em todas as conversas que tive, desde a indicação de Joaquim Levy ao cargo de Ministro da Economia, levantou-se a seguinte pergunta: Quanto tempo ele fica? Os "chutes" variaram entre três meses até no máximo um ano. Eu não sou tão pessimista, na minha visão a escolha de um modelo antagônico com as idéias da Presidenta, terá um período de avaliação de 1 a 2 anos. Se os resultados forem bons, ele fica, caso contrário, Dilma queima o Ministro. Portanto, este não é um assunto para 2015. Agora se ele vai conseguir implantar o que quer, veremos!

Se as coisas melhorarem por aqui, o efeito "Dilma" pode  ter uma influência positiva na moeda, e caso contrário, negativa. Isso será de fundamental importância na hora de decidir suas posições. A tabela abaixo resume o sentido das operações, conforme o cenário para cada uma das situações.


- Xiiiii David, que complicado! Por quê não ficar no arroz com feijão de comprar ou vender dólar contra o real?
JUROS! Veja o que aconteceu esse ano com o fundo Verde, administrado por Luís Stuhlberger. Ele previu que a situação no Brasil iria piorar e também contava com a valorização do dólar no exterior, mas errou o timing. Isso foi suficiente para que seu fundo só conseguisse se recuperar, no final do ano. Ainda assim, luta para ultrapassar o ganho do CDI.

- E como vamos implementar isso? Que moeda dos emergentes usar?
Vamos deixar isso para o momento certo, por enquanto gostaria que vocês entendessem que a aposta contra o real não é tão clara. Por isso, é importante separar o joio do trigo!
Feliz 2015!

  

12 de dezembro de 2014

"PTcopatas"


Não lembro bem em qual oportunidade de emprego eu fiz o Teste_de_Rorschach, mais conhecido como o "teste do borrão de tinta". Para quem não conhece você recebe dez pranchas contendo desenhos, e consiste em dar respostas com o que se parecem as figuras.

O desenho abaixo é um delas. Sem pensar muito minha resposta foi morcego. Lembro que naquela ocasião fiquei muito irritado durante o teste, eu pensei: "Esses caras estão querendo o quê de mim, será que eles não sabem que eu estudei engenharia, ridículo!" Acredito que esse teste aconteceu quando eu estava no processo de seleção do BFB. Assim como fui aprovado, não sou louco!


Mas existe uma organização que deveria usar este teste ou um assemelhado de forma contrária, o PT. Me explico, quem deseja filiar-se ao partido para trilhar uma carreira política, precisa passas por este teste e caso o resultado apontar traços de psicopata, é aceito. Para que não haja dúvida, veja a definição dada pelo wikipédia:

Psicopatia e/ou sociopatia (como também é conhecida) é a designação atribuída para um indivíduo portador de uma desordem de personalidade, caracterizada em parte por um comportamento antissocial, diminuição da capacidade de empatia/remorso e baixo controle comportamental ou, por outro, pela pertença de uma atitude de dominância desmedida.

O caso da Petrobrás é um grande desafio para o PT. Um dos objetivos, é avaliar se seu processo de seleção de "PTcopatas". Por enquanto, eles vêm se saindo bem, a começar pelo mais afetado, o ex-Presidente Lula. Nós normais, nos deparamos a cada dia, com novas conexões do assalto feito numa das ex-maiores companhias do mundo. O Lula colocou em teste seu arsenal de justificativas, ontem no 5º Congresso do PT. Vitimizou o PT, dizendo eles são a "bola da vez". Criticou a elite e os meios de comunicação e pediu para que não aceitem a pencha de corruptos. Acho que só um psicopata pode defender isso sem pestanejar. Assim, eu sugiro que o Lula ao invés de conclamar seus partidários de companheiros, o faça como "PTcopatas" vai ficar mais fácil a identificação!

Se alguém tinha dúvidas que a Lei de Murphy existe, o caso da Petrobrás não deixa a menor dúvida, além dos escândalos, que dariam uma telenovela com audiência máxima, o preço do petróleo não para de cair.

 Nos últimos seis meses uma queda nada desprezível de 45%, como se diz na gíria de mercado, o óleo "derreteu". Outro dia, fui questionado sobre qual a minha previsão para o preço desta commoditie, minha reposta foi que se negociasse abaixo de US$ 65, poderia-se esperar US$ 35, fui vaiado! Olhando de hoje, já não parece ser tão impossível, pois ou os preços se recuperam rapidamente ao primeiro nível, ou é uma questão de tempo para chegar ao segundo. Agora tudo isso tem muitas implicações, as mais claras são as de primeira ordem, e a Petrobrás corre o risco de precisar de socorro e rápido, o crédito para ela e todas as petrolíferas já secou. Mas quem vai socorrer? O novo Ministro da Economia, Joaquim Levy é linha dura.

Se faz necessário a troca da Presidente da Petrobrás, já que ela não se toca que deve pedir demissão, ainda mais agora depois da matéria publicada hoje no jornal Valor, onde Venina Velosa diz ter informado das irregularidades a sua chefe, desde 2009.  Eu tenho uma boas sugestão, o ex-Presidente Lula. Enquanto ele espera 2018 para tentar de novo a Presidência da República, poderia assumir a Petrobrás. Com seu carisma "PTcopata" vai esbravejar que suas finanças estão ótimas; os casos de corrupção não aconteceram, inclusive Venina foi despedida por incompetência; os pagamentos de propina na verdade são empréstimos para pessoas de altíssima credibilidade; e que o petróleo não está caindo realmente, o que se tem visto é fruto de especuladores do PSDB, basta fechar as bolsas que tudo se normaliza. Pensando bem, é melhor eu nem dar a ideia, dá de ele gostar! Hahahah...

Um dos mercados que estou acompanhando diariamente, é o dos juros de 10 anos americanos, afinal se estamos numa deflação, ele é o "cara" que vai nos indicar. No post vitoria-da-economia-americana, eu comentei: ...Para finalizar, as análises de momentum, ainda apontam queda nos juros até 2,20% - 2,15%, e depois uma alta. Mas se os juros caírem abaixo de 2,05, alguma coisa importante terá que acontecer. Não faço nenhuma aposta nestes níveis, vamos aguardar e ver se chega aos 2,14%... Chegou!

- E aí David, arrisca alguma operação?
Nenhuma! O pessoal de Wall Street, junto com os economistas, estão até carecas de tanto coçar a cabeça para entender por que os juros não sobem. Por enquanto vamos observar se os juros não caem abaixo dos 2,08%. Se cair, sinal laranja!

Ontem eu sugeri que se aumentasse a posição comprada de euro, caso a moeda chegasse a 1,2370 ... Pode-se elevar o stoploss para 1,2330 e caso negocie novamente ~1,2370, compre mais uma porção igual a primeira... A flecha em vermelho no gráfico, mostra a execução acima.
O meu cenário mais provável é uma mini queda até 1,236 e depois uma alta (1), ou uma alta já (2). Para quem quiser acompanhar mais de perto está operação, eu estou postando no meu twiter. Para se inscrever, o link está no início do blog a direita. Aguardem também, neste final de semana, o anúncio do tema para 2015.

O SP500 fechou a 2.002, com uma queda mais forte de 1,62%; o USDBRL a R$ 2,6541, com alta de 0,18%; o EURUSD a 1,2456, com alta de 0,58%; e o ouro a US$ 1.222, com queda de 0,16%.
Fique ligado!

11 de dezembro de 2014

Waze financeiro

O aplicativo Waze é fantástico, principalmente numa cidade como São Paulo, onde o trânsito é caótico. Vocês já devem ter ficado na dúvida ao consultar um percurso sugerido. De repente ele indica a Avenida Rebouças. O seu bom senso resolve não aceitar e opta por outro caminho, que indicava mais trânsito. Se arrependimento matasse! Numa outra ocasião, sem consultar o Waze, resolve pegar a Rebouças, só que nesse dia estava um caos. Eu já resolvi, independente de eu já ter feito um caminho centenas de vezes, consulto o aplicativo e não discuto, sigo!

Seria muito bom se existisse um Waze financeiro, que evitasse os perigos na área de investimentos. Mas não fique triste, você pode usar o Mosca! Hahahah....

Você deve responder as seguintes questões: O crescimento econômico esperado é positivo ou negativo? O ambiente será inflacionário ou deflacionário? Com estas respostas, o "Waze financeiro" recomenda:

A grande questão é se o mundo está entrando numa deflação. Muito se tem escrito sobre o assunto e ironicamente, grande parte do BC's tem injetado montantes elevados de moeda no sistema. Como essa ação não gerou inflação? O gráfico a seguir, não deixa dúvida que a situação é perigosa, vivemos as menores taxas de inflação das últimas décadas.


Será que as autoridades monetárias estão usando políticas apropriadas? Num mundo onde o trabalho e o Capital é abundante, deixar os juros em 0% resolve? O Capital pode ser utilizado pelas empresas de duas formas:
  1. Emprestar para abrir novas fábricas, equipamentos, novas contratações - Isso acarretaria em crescimento econômico, criação de empregos e acumulo de Capital.
  2. Emprestar para recomprar suas ações ou comprar os competidores - Não existe formação de Capital, destruição de empregos, concentração de ativos em poucas mãos, e elevação do risco pelo aumento da alavancagem.
Não se tem dúvidas que o que vem acontecendo ultimamente é o segundo caso, o que torna mais importante identificar que tipo de deflação podemos estar vivendo. Eu escrevi bastante sobre o assunto desde que o Mosca foi postado. Se você quiser consultar estes posts, use o link  deflação. Existem dois tipos de deflação, a ruim e a boa, na ilustração acima  a primeira é denominada como Deflationary Bust, e a segunda, Deflationary Boom. Em qual cenário estamos?

Vou listar as forças que têm levado as economias para a deflação.

Capitalismo

O Capitalismo por si já é deflacionário, a busca por redução de custos e aumento dos lucros é uma busca incessante para baratear os produtos. Este processo continua em andamento e recentemente turbinado pela mudança do custo relativo do trabalho e capital pela robótica, assunto amplamente apresentado no blog.

 Xisto

A elevada produção do Xisto pelos USA nos últimos 10 anos, competindo diretamente com o petróleo alterou significativamente dois itens muito importantes: a diminuição das importações de petróleo, com um impacto significativo na balança de pagamentos e a recente queda abrupta do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Dólar-Dólar

A recente alta do dólar nos mercados de câmbios contra todas as moedas, tem um efeito deflacionário, uma vez que os produtos tendem a ficar mais baratos nessa moeda. O gráfico a seguir relativo ao U.S._Dollar_Index, uma cesta de moedas, mostra claramente a alta da moeda americana desde 2011.
Eu aproveitei para anotar nesse gráfico o momento que o blog começou. Os leitores antigos sabem, que eu recomendei a compra de dólares, quando nos mercados o dólar estava sendo questionado como moeda de troca, iria virar pó in-god-we-trust. Daquele momento até hoje, uma valorização de 23%!

Europa

O que mais pode-se dizer da Europa do que já foi dito? Está uma draga! Desafiando aquele ditado onde um negócio só é bom, se for para os dois lados, no caso do euro como moeda única, só foi bom para a Alemanha. Também são os únicos que trabalham sério!


Em que deflação nos encontramos, a boa ou a ruim? Pelos movimentos dos mercados financeiros, o "Waze financeiro" aponta para o ruim: Buy : Government Bonds - Sell: Emerging Markets, Commodities. 

- David, parece preocupante, o que você sugere?
Por enquanto os mercados vêm dominados pelo medo da deflação ruim, e os gráficos vem apontando para isso, com exceção da bolsa. Assim como o trafico, que um dia é melhor ir pela a Rebouças, outro não, vamos ficar ligados no Waze financeiro que uso, os gráficos.

O euro está indo bem, no post FED-buscando-palavras, minha recomendação de compra a 1,2370/1,2350 foi executada, o mínimo foi de 1,2361. Pode-se elevar o stoploss para 1,2340 e caso negocie novamente ~1,2370, compre mais uma porção igual a primeira, mantendo o mesmo stop. Aumentarão as chances da moeda única ir buscar a casa dos 1,29.

Mas hoje vou comentar sobre o real. No último post sangue-frio publiquei um gráfico importante para sua decisão. Veja a seguir, atualizado pela cotação atual de R$ 2,66

Notem que anteriormente, a data onde o limite I seria atingido era agosto/2015, agora com esta nova cotação passa a ser abril/2015. No post comentei que: ...É o que eu antevejo, mas o movimento de alta vai me dar mais pistas, por enquanto estou imaginado os R$ 2,75, depois vamos ver...

Tudo indica que os R$ 2,75 será um presente de Natal para o BCB, mais pressão na inflação e aumento do déficit pelo custo do hedge. Melhor dizendo, um presente de grego. Se tudo correr conforme aparenta ainda teremos mais 3,5% de alta do dólar. Mas existem dois fatores que me preocupariam caso estivesse comprado no dólar: 1) Acreditando que o euro entrou numa fase de correção, isso deveria impactar as outras moedas; 2) Os dados de mometum vem mostrando cansaço.

Trabalhar com gráficos é trabalhar com probabilidades. Se você compra um carro que tem 1% de chance de vir com defeito, mas é o seu que apresentou o defeito, para você a chance é de 100%. O ideal seria que houvesse um spike do dólar, e atingisse os R$ 2,75. Se isto acontecer, caia fora do dólar rápido.

O SP500 fechou a 2.035, com alta de 0,45%; o USDBRL a R$ 2,6494, com alta de 1,32%; o EURUSD a 1,2392, com baixa de 0,44%; o ouro US$ 1.224, com queda de 0,11%.
Fique ligado!

10 de dezembro de 2014

O castigo

Educar um filho é uma tarefa que não existe manual. Quando pequenos, tudo é alegria, suas descobertas do mundo são lembranças que ficam gravadas para sempre, porém quando crescem, as coisas começam a ficar mais complicadas. Vale aquele ditado: "filhos pequenos, pequenos problemas, filhos grandes, grandes problemas". A adolescência é uma fase crítica, pois dizem os psicólogos que é nesta fase que precisam desconstruir os pais para construir sua própria identidade. Neste momento é que os limites são fundamentais para sua formação.

Para os casais que tem mais de um filho sabem que cada filho é diferente do outro, e que os limites a serem impostos são diferentes para cada um. Mas como agir? Normalmente um dos filhos é mais frágil que os outros, e os pais tendem a não colocar os limites de forma mais firme, ficam com "pena", esse sentimento não é racional. Qual vai funcionar melhor é uma incógnita, pois entra em cena uma série de variáveis. Agora, certamente o que não se deve fazer é colocar um castigo e não cumprir, as consequências virão no futuro, tanto para os pais, como para os próprios filhos.

Para não estender mais neste assunto que foge ao Mosca, só queria acrescentar que, quando os pais são separados, situação bastante corriqueira nos dias de hoje, a educação é um desafio muitíssimo maior, afinal se o casal se separou, é porque não concordavam entre si. Faço parte de um grupo de homens separados que se encontram a cada quinze dias para jantar. Durante esses seis anos, o compartilhamento das situações é muito enriquecedor e educativo. Minha experiência indica que, os casais que se separam, conseguem raramente ajustar suas divergências, impactando negativamente nas crianças. A diretriz  com os filhos fica muito misturada, onde as disputas entre o casais refletem diretamente nos filhos.

O ano de 2015 vislumbra com muitas divergências entre os principais países, A seguir, destaco quatro:

  1. Os Estados Unidos devem continuar melhorando sua performance econômica. Com um mercado de trabalho mais forte, acompanhado de uma recuperação nos salários.
  2. A China deverá se estabilizar com um crescimento menor do que ocorreu nos últimos anos, e continuando a maturar estruturalmente.
  3. A Europa vai lutar, uma vez que a estagnação econômica acarretará desencanto social e político em alguns países, complicando as decisões regionais.
  4.  E por último, os países "coringas" cujo tamanho e conectividade podem ter implicações sistêmicas importantes. Destacam-se dois: Rússia e Brasil. O primeiro, com problemas de fuga de Capitais, uma moeda em colapso terá que decidir se re-acopla ou não ao Ocidente, e construir uma economia mais estável; o segundo como bem sabemos, a "nova" Presidenta vai estar por um lado enfrentando as consequências da corrupção, interminável na Petrobrás & Cia, e uma economia que precisa crescer, mais que também, precisa ser posta em ordem. Tarefas que são conflitantes para o próximo ano.
Nesse final de semana vou escrever um post explicando o tema do Mosca para 2015. Posso adiantar que leva em consideração dois dos tópicos acima. No tópico 1, independente das discussões colocadas no post de ontem fed-buscando-palavras, se o FED vai ou não, substituir o Considerable time, ficará a dúvida se ele sobe ou não os juros no próximo ano.

Jeff Gunlach, o novo titã no mercado de títulos, em sua última apresentação disse: ..."Eu estou razoavelmente convencido que o FED vai subir os juros"... Enfatiza que não será por questões fundamentais mais filosóficas. Acrescenta que, alguns membros do FED estão nervosos com as implicações dessa política de juros 0%..."Eles vão subir os juros só para ver o que acontece". O gráfico abaixo, mostra as expectativas do mercado para os juros nos últimos anos.


Eu simpatizo com seus argumentos, já faz muito tempo que o mercado está desafiando o FED a elevar as taxas de juros, e que em seguida, terão muitas dificuldades em administrar. Como no caso dos limites dados aos filhos, os membros do FED podem ser compelidos a subir os juros, para mostrar sua autoridade. Se terá algum efeito ou não, vamos ter que conferir.

Ele apresentou alguns outros slides que são interessantes, o próximo estratifica quem são os maiores detentores da dívida americana, não apresentando concentração em nenhum grupo.


O próximo e mais preocupante, apresenta a projeção das receitas e despesas do governo americano, como percentagem do PIB.


E por último, compara o nível de alavancagem, em vários momentos no tempo, incluindo o FED.


Parece não haver dúvidas, que eu me precipitei com a liquidação da posição de ouro. No post tortura-sem-fim, fiz os seguintes comentários ...Calculo que, uma nova mínima é possível num patamar abaixo de US$ 1.130 (A). Agora, se por acaso o ouro ao invés de cair, subir, ultrapassando o nível de US$ 1.260 (B), com certeza eu me precipitei. Paciência ...com o gráfico a seguir.


Antigamente, uma situação dessas me deixava furioso, ficava com a sensação que tinha perdido a oportunidade da vida! O pior era quando, por sentir tanta raiva, decidia apostar ao contrário. Por exemplo neste caso pensaria: Como o ouro não tinha seguido o que eu projetava? O mercado é burro, vai cair! Agora não, aguardo para ver quais são os próximos passos. Mas as vezes tenho recaídas! Hahahah...

Como mencionado acima, o ouro ainda tem que ultrapassar o nível de US$ 1.260, ou melhor, o intervalo apontado acima. Se o rumo do ouro mudou de baixa para alta, algo que eu estou esperando, teremos muito tempo para entrar na posição. O objetivo não é acertar o bumbum da mosca, isso só acontece por sorte, e sim na mosca!

O SP500 fechou a 2.26, com queda de 1,64%; o USDBRL a R$ 2,6150, com alta de 0,86%; o EURUSD a 1,2443, com alta de 0,55%; e o ouro a US$ 1.226, com queda de 0,34%.
Fique ligado!

9 de dezembro de 2014

FED: Buscando palavras

Em 2001, quando decidiu-se vender a área de Asset Mangement do Deutsche Bank para o Bradesco, fiquei encarregado do período de transição. Eu sabia que não iria continuar no cargo, uma vez que meu par na outra instituição já existia. Isso não me abalou, pois continuar com o negócio acarretaria numa morte lenta e gradual, até o dia que viria uma ordem da Alemanha para fechar. Era melhor salvar o que podia, além de receber um valor pela transação.

O negócio foi fechado sob sigilo e nenhum dos meus subordinados sabia. Fiz questão que o acordo de compra e venda, incluísse o aproveitamento dos profissionais envolvidos, tanto do front office como back office. Como eu faria o anúncio? Fiquei alguns dias pensando no comunicado, meu objetivo era dar esperança à minha equipe que, na nova instituição,  todos os clientes seriam atendidos com o mesmo padrão Deustche Bank. Não foi nada fácil, mas acho que fui bem sucedido, inicialmente houve 90% de adesão e até hoje alguns ainda continuam.

Antes de iniciar quero fazer uma correção, no post assunto-serio e por-traz-da-maquiagem, eu erroneamente citei que a reunião do FED seria esta semana, quando na verdade será na próxima semana dia 17/12. Os últimos dados da economia americana, tem encorajado o mercado a acreditar que agora a economia americana está entrando nos eixos. Como o gráfico abaixo demonstra, os economistas acreditam que this time is different, parafraseando o título do livro de grande sucesso do economista Kenneth Rogoff.

Notem que em todos estes anos, começou-se o ano com expectativas de crescimento do PIB, que foram gradativamente sendo rebaixadas. Se agora será diferente ou não, só o tempo dirá.

Em todo caso, existe uma palavra no comunicado do FED, incluída durante os 5 últimos anos, que deve ser removida  em algum momento - considerable time -, e parece que este momento chegou. Esta menção foi feita para indicar ao mercado, que o FED considerava que os juros não iriam subir por um bom tempo. Interessante também que, em uma das secções de perguntas e respostas, perguntaram para a Yellen, quanto tempo era considerable time, e ela ingenuamente respondeu, aproximadamente 6 meses, e é isto o que o mercado entende e ponto.

Depois desta reunião de dezembro as próximas serão no dia 28/01/2015 e 18/03/2015, até aí nenhum problema, poderia deixar uma eventual mudança para a próxima. Acontece que na primeira, não haverá a secção de perguntas e respostas, e certamente a retirada desta palavra, vai gerar uma série de interpretações. A de março, poderá ser tarde demais, se por acaso resolver subir os juros, a partir de junho. Acredito que será nesta próxima, assim, o que colocar no lugar?

A aposta que mais deu prejuízo ao mercado internacional em 2014, eram as apostas que os juros longos subiriam. Eu comentei diversas vezes, que os indicadores técnicos indicavam ainda queda dos juros, quando o mercado em quase sua totalidade acreditava numa alta disparou-o-alerta.

Os juros continuam ainda bastante baixos, veja no gráfico abaixo, como o mercado refez suas expectativas do movimento de alta, ficando abaixo da média das expectativas dos membros do FED.


Não precisa ser um grande financista para constatar que as taxas de juros dos títulos de 10 anos estão muito baixas, vejamos as premissas que o mercado assume:
  • Economia cresce minimamente  2% a.a.
  • A inflação fica próxima a 2% a.a, e fora da zona de risco de uma deflação.
  • O FED coloca as taxas de juros de curto prazo no mínimo a 2% a.a.
Num cenário desses, por quê alguém compraria um título do Governo com taxa de 2,25% a.a, compensa o risco? 

- Bastante lógico David! Vamos apostar que as taxas vão subir, parece que o risco é baixo.
Acordou cedo! Hahahah ...., Meu amigo isso é a lógica, se as premissas acontecerem, e tecnicamente ainda não tive um sinal neste sentido, então por enquanto, relax!

Voltando ao dilema do FED, ele precisa achar uma palavra que o deixe livre para agir, caso necessário em junho, mas ao mesmo tempo, não assustar o mercado, como o ocorrido em maio de 2013, onde as taxas subirem de 1,5% a.a. para 3,0% a.a (gráfico abaixo). Considerable! Hahahahah...

O FED também não pode fazer um comunicado tal qual um manual de instruções:

- Se a economia piorar - mantém a frase
- Se a inflação não subir - mantém a frase
- Se a taxa de desemprego cair - muda a frase
e etc ....


Que tal: The interest rate will stay low for a variable time. 

Depois, com as informações na mão, é só definir quanto tempo é variable! Já posso me candidatar para membro do FED? Hahahahah ....

Venho advogando que não é hora de vender euro. Nos últimos dois meses, sugeri que a moeda única precisa de uma correção, aí sim, me sentiria mais confortável em vender. Não tive muito sucesso, pois o euro estava ao redor de 1,27 e ontem chegou a negociar uns centavos abaixo de 1,23. Mas talvez chegou o momento ...

- Oba David, finalmente  foi vencido pelo cansaço, vamos a venda Uhhhh....!
Não amigão, vamos às compras!
- É, realmente não sei porque continuo a seguir o Mosca!

Um movimento de curto prazo me animou. No post China-na-moita comentei: ...o gráfico, me diz duas coisas importantes: 1 - uma concentração de medidas técnicas ao redor de 1,23; 2 - A formação contida nas duas linhas em cinza, indicam que, com uma boa probabilidade, um esgotamento do movimento de queda. A partir de agora, uma alta é esperada de qualquer ponto...Veja o gráfico atualizado.

Minha sugestão é comprar euro entre 1,2370/1,2350 e colocar um stoploss a 1,2245, meu target é ao redor de 1,29 (a ser melhor calculado). Este início de movimento pode não estar completo, o que só vamos saber nas próximas horas. Para quem acompanha meu twitter, vou postar com mais frequência.

A torcida do Manchester United, Barcelona, Bayer de Munique, Juventus e outros mais vendidos, que se cuide! Hahahahah ...Antes que eu me esqueça, se acontecer o que imagino, será um caminho tortuoso, não uma linha reta.

O SP500 fechou a 2.059, sem alteração; o USDBRL a R$ 2,5928, com queda de 0,26%; o EURUSD a 1,2373, com alta de 0,50%; e o ouro a US$ 1.230, com alta de 2,24%.
Fique ligado!