Inflação: A Revanche

29 de novembro de 2013

Sexta-feira negra

- David, fala logo qual foi o desastre?
Você está rápido no gatilho, não é este o sentido. Nos USA depois do feriado mais importante do ano, Thanksgiving, o comércio americano implantou o Black Friday, onde várias cadeias de lojas "detonam" os preços de alguns produtos. Além de uma jogada de marketing as vendas deste dia, representam mais de 50% das vendas do final de ano, não é pouca coisa.

Faz alguns anos que esta data também começou a ser usada aqui no Brasil, com o nome em inglês, afinal se fosse traduzido reações como a do meu amigo seriam normal. Eu fico intrigado para saber qual foi o motivo se nós não comemoramos aquele feriado? Acho que ficaria mais charmoso Liquidation! Hahahah...pelo menos assim todos entenderiam o sentido, agora pegar uma carona, não faz o menor sentido.

Hoje vou abordar um assunto que está presente na mídia nestes últimos dias, é sobre o julgamento pelo STF sobre o prejuízo causado aos poupadores pelos planos econômicos, uma vez que os índices de inflação foram modificados. O Poder judiciário e principalmente nas causas trabalhistas, tem adotado uma postura de dar ganho de causa aos "mais fracos" independente de estarem ou não com a razão, estilo Hobin Hood. Neste caso específico, parece que os poupadores estão com grande chance de vitória, haja visto que venceram em estâncias inferiores.

Eu me pergunto como uma causa desta pode ser votada por juízes que não têm conhecimento técnico de como as coisas funcionam. Se foi legal ou não, agora tem pouco importância, pois caso os bancos sejam obrigados a ressarcir de onde eles vão buscar este prejuízo? O banco não teve o lucro da diferença, pois se os poupadores foram prejudicados os mutuários foram beneficiados, e quem vai cobrar deles? Os juízes aceitariam que esta conta fosse transferida para os mesmos? Claro que não, pois usando o mesmo princípio de beneficiar os mais "fracos", este grupo com certeza não teria como pagar.

Então o acionista que comprou ações do banco Itaú, por exemplo, vai ser agraciado com este prejuízo que caiu no seu colo. Como um investidor estrangeiro vai encarar um absurdo destes? Vai encarar que as regras no país não são sérias, pois perder porque a companhia que escolheu  não performou é do jogo, agora pagar uma conta que não é sua, só porque os juízes resolveram fazer caridade!

Mudando de assunto, o gráfico abaixo diz tudo porque o mundo morre de medo da retirada dos helicópteros.

A linha verde são os ativos que estão no balanço do FED e foram adquiridos através de seus vários programas, e em preto a evolução do SP500, veja que no passado recente sempre que houve uma parada do FED a bolsa caiu.

Não é de hoje que a bolsa brasileira está levando um couro da americana, no gráfico abaixo dos últimos 3 anos, fica claro este fato. O problema é que neste ano abriu o que se chama de boca de jacaré, o SP500 foi para cima e o Ibovespa para baixo.


Motivos existem vários: 1) Intromissão do governo como o caso das elétricas e principalmente na Petrobrás; 2) "Pibinho"; 3) Evento "X", uma vez que as empresas de Eike Batista tinham um peso elevado no índice; 4) Ameaça da retirada dos helicópteros.

Vocês devem lembrar de um post que publiquei dinheiro-não-leva-desaforo, quando comentei a subida meteórica das ações da Apple, aqui o motivo é diferente, mais o efeito é o mesmo: dinheiro não leva desaforo, o governo deveria levar isto em consideração!

Plano B - Às vezes é importante traçar planos alternativos quando o que planejamos não acontece, e é isto o que vou fazer para o USDBRL. No post SP500-comprar-ou-não-comprar? eu imagina que estaria se formando um triangulo no curto prazo porém não foi o que aconteceu, pelo contrário abriu a possibilidade de uma nova alta do dólar, vejamos.

A conjuntura é delicada, pois existe uma chance real de ultrapassar o nível de R$ 2,34 se as cotações não começarem a cair de imediato. Se isto acontecer poderemos ver os seguintes níveis:

A vida é dura! Mas não vou ficar na torcida. A vantagem é que saberemos nos próximos dias, fiquem de olho no R$ 2,34.

O SP500 fechou a 1.805, sem variação; o USDBRL a R$ 2,3355, com alta de 0,79%; o euro a 1,3582, com baixa de 0,16%; e o ouro a US$ 1.352, com alta de 0,63%.
Fique ligado!

28 de novembro de 2013

O gato subiu no telhado

Ontem comentei que não postaria hoje, a não ser que houvesse algo importante. Mas, não foi o que aconteceu, eu não sei se o motivo é o que declarei ou se estou viciado! Deixo a vocês julgarem.

Na reunião do COPOM de ontem, deu a lógica, a taxa SELIC foi elevada para 10% a.a. Não consigo esquecer do post que escrevi em maio de 2012 surprise, quando o governo embarcou numa barca furada, ao baixar os juros na marra. Esta parece uma daquelas situações onde no passado, não segui os conselhos de minhã mãe e dava tudo errado, já sabia o que iria escutar! ... Não te falei!... ficava com uma cara de me---a, neste caso, vou usar a mesma técnica de minha mãe: Eu avisei!

Porém aconteceu algo de diferente no comunicado quando o BC eliminou alguns trechos, ao comparar com o relatório anterior. O mercado entendeu o recado: o gato subiu no telhado, e daqui em diante pode-se esperar ou uma interrupção ou no mínimo uma diminuição no ritmo das altas para 0,25%. As taxas recuaram com títulos prefixados caindo 0,25% a.a.

Hoje pela manhã participei de um evento realizado pelo Credit Suisse onde este Banco expôs suas perspectivas para o ano de 2014. Alguns comentários iniciais, primeiro que estava tão lotado que mais parecia uma festa de casamento, impressionante, em segundo que a apresentação foi esplendorosa na sua forma, eles se utilizaram de slides incríveis e com muita clareza, Parabéns!

De uma maneira geral estão otimistas com a economia dos países desenvolvidos e não tão otimistas em relação ao Brasil, que diga-se de passagem é unanimidade entre outros analistas,  não encontrei nenhum Banco que não partilha da mesma opinião. Hummmm..... consenso não é bom!

  • Os USA vai crescer 2,6%, a Europa 1,5% e a China 7,5%.
  • Helicópteros diminuem a partir de março 2014.
  • Juros no exterior permanecem baixos por um bom tempo.
  • Brasil cresce meros 2%. (Pibinho?)
  • Câmbio USDBRL R$ 2,60 para o final de 2014.
  • Selic 10,25% para 2.104 e 12% em 2015! Uallll..
  • Inflação beira 6,2% em Agosto de 2014! (boa data para a Dilma!)
  • Contas externas menos ruins, diminuição do ingresso de investimentos com melhoria da Balança Comercial.
  • A projeção das eleições apresenta um quadro indefinido.
- David, Xiiii.... você está na contra mão no real!
Calma, em nenhum momento eu exclui a possibilidade do USDBRL subir, você deve estar se referindo a meu trade de curto prazo. Estou republicando meu gráfico de longo prazo com os níveis que tinha mencionado antes, agora se vai acontecer no dia 31/12/2014 ou 7/9/2014 9 (opa, este não dá é feriado! Hahahah..) eu não sei! Shshshsh.... nem eles.

O que eu estou operando no curto prazo é uma correção, depois disso meus pontos estão anotados no gráfico e o "pepino" aconteceria se por acaso este par for acima dos R$ 3,00.

- David, você acha uma boa comprar agora para buscar R$ 2,60 no final do ano, se eles estiverem certos?
Façam suas contas, do nível que está hoje R$ 2,33 até aquele corresponde uma elevação de 11,5% e os juros no período de 13 meses, mais ou menos vai ser de 11%, vale a pena? Não esqueça que pode não acontecer, ou este não ser o melhor preço, up to you!

O mercado teve uma liquidez muito baixa e somente operou moedas, bolsa na Europa e o ouro, assim o USDBRL fechou a R$ 2,3292, sem alteração; o EURUSD a 1,3603, com alta de 0,18% e o ouro a US$ 1.243, com alta de 0,52.
Fique ligado!

27 de novembro de 2013

Maldito euro!

Quando eu comecei a me interessar pelo mercado de câmbio, há mais de uma década, acreditava que os relatórios que lia seriam uma boa fonte de ideias na formação de minhas posições. Como comentei no post fundamento-pragmático já não levo muito em consideração os estudos que versam principalmente quando o assunto são moedas, e acredito que vocês puderam acompanhar nestes mais de 2 anos de existência do mosca, o verdadeiro "baile" que o euro deu, e continua dando.

A seguir preparei uma lista de fatores que poderiam explicar uma boa performance de uma moeda. Vamos promover uma sabatina no euro considerando estes itens, assim vamos atribui nota +1 quando for positivo, 0 neutro e -1 quando for negativo

  • Crescimento do PIB - -1
  • Taxa de Juros real - -1
  • Balança Comercial- 0
  • Fluxo de Investimentos de Estrangeiros- -1
  • Expectativa de entrada de recursos na Bolsa de Valores - -1
  • Conversibilidade da moeda +1
  • Outros -?
Embora eu admita que seja uma análise simplista, é inegável, segundo estes critérios, que a moeda única não apresenta fatores de atratividade. No item outros, será que existe algum fator que suplantaria as variáveis clássicas? Sim, são as reservas mantidas pelos BCs.

Não é segredo para ninguém que a China, Japão, Rússia e porque não o Brasil, detêm hoje em dia volumes expressivos de reservas por conta dos helicópteros que rondam os quatro continentes. Assim sendo, seus critérios para diversificação fogem aos modelos de Asset Allocation e baseiam-se em outros parâmetros. como por exemplo seria injustificável para um gestor de recursos ter 100% dos ativos em dólares, assim o euro se encaixa como o candidato natural para este fim.

Enquanto esta situação perdurar, ou seja, os BC's mantiverem  reservas, será muito difícil imaginar grandes mudanças, a não ser que algo importante aconteça colocando em risco a estabilidade da moeda única, como por exemplo, se a Alemanha abolir o uso do euro e reintroduzir sua própria moeda. Imagino que a forma dos BC's alocarem seus investimentos seja balizada nas percentagens de cada um, se por exemplo a China resolve manter 25% de suas reservas em euro e o euro sobe elevando seu peso sobre o todo, ele vende para rebalancear e vice-versa, agindo como um estabilizador indireto da moeda.

O gráfico a seguir mostra claramente como a volatilidade do euro e também da diferença dos juros entre títulos governamentais de 2 anos, dos USA e Europa estão nas mínimas históricas.



- David, você está sugerindo que os economistas rasguem os diplomas?
Não é para tanto, porém deveriam rever seu ceticismo ao uso de modelos técnicos, muito embora vários já se utilizam como ferramenta suplementar. Quando vejo hoje previsões do tipo cotações para o final de 2014, eu me pergunto qual o valor de tal informação, uma vez que, a probabilidade de acontecer é quase igual a de um jogo de azar.

As vezes, nas nossas reuniões mensais sou inquirido para dar meu palpite sobre a cotação do USDBRL, sempre para a data fatídica ... " David, qual a sua previsão do dólar para o final de 2014?" .... A vontade é responder, sei lá! Mas eu posso contribuir com uma opinião se o próximo movimento é de queda ou de alta, e se eu estiver errado quais as novas sugestões, além o que eu espero no longo prazo, agora qual a cotação no dia 31/12/2014? Só com muita sorte! 

No post quando-ter-inflação-é-bom, logo depois da reunião do BCE quando surpreendeu o mercado, e "derrubou" os juros de 0,50% para 0,25%! Hahahah... Veja meus comentários com o gráfico....somente abaixo de 1,28 minha convicção de uma queda mais expressiva se eleva, até lá pode ser mais uma das armadilhas do euro... temos que esperar que esta queda iniciada a partir de 1,38 estanque, e acredito que pode ser ao redor de 1,315, até lá, regarder!...

Nada como ser macaco velho e não entrar nas armadilhas desta moeda, veja bem, por enquanto, pois no futuro teremos 2 oportunidades de ouro, uma de venda, e principalmente outra de compra, mas por enquanto só tristeza!

No curto prazo o euro ao invés de cair, o que seria o esperado, resolveu subir e agora encontra-se num ponto importante, pois se ultrapassar o nível de 1,37 o pessoal que vendeu usando a lógica dos fundamentos pode se preparar para ser stopado. Isto não significa que não possa cair repentinamente a partir daqui, pode, mas significa que não pode mais subir. Maldita moeda! Hahahah...

Amanhã é feriado de Thanksgiving nos USA e como de costume os mercados ficarão fechados, reabrindo na sexta-feira com um pregão parcial. Não vou postar amanhã, a não ser que algo importante acontecer, voltamos na sexta-feira.

O SP500 fechou a 1.807, com alta de 0,25%; o USDBRL a R$ 2,3290, com alta de 1,42% colocando em risco nosso trade; o EURUSD a 1,3573, sem variação e o ouro a US$ 1.237, com queda de 0,40%.
Fique ligado!

26 de novembro de 2013

SP500: Comprar ou não comprar?

A polêmica está instaurada, com o final do ano os analistas são "obrigados" a fazer uma projeção sobre os preços dos ativos. Neste momento, dado a excelente performance do SP500, ultimamente é nele que se concentram as atenções. O mosca não concorda com datas fatídicas, mas também não consegue negar a importância que tal fato ocasiona nos investidores, assim trago hoje algumas opiniões.

Inicialmente vou comentar a análise de Lance Roberts, que se baseia em fatos puramente estatísticos sobre o passado.

Recuperações Econômicas e retornos subsequentes do mercado

Nos ciclos econômicos sempre depois de uma recuperação o mercado corrige suas altas, que normalmente coincidem com uma recessão. O gráfico a seguir mostra todas as recuperações que ocorreram, desde 1879, depois de uma recessão.


A estatística e curiosa:

  • Número de recuperações econômicas = 29 meses
  • Média de meses por recuperação = 39
  • Atual recuperação econômica = 53 meses
  • Números de recuperações que duraram mais que a atual = 6
Como dito acima, depois de um ciclo de alta é esperado uma retração. Abaixo verifica-se como foram estas quedas depois dos ciclos de alta.


Aqui as estatísticas também são interessantes.

  • Media de números de meses de contração = 14
  • Média de contração durante toda a série = - 29,13%
  • Média de contração que se seguiu entre sete maiores recuperações = - 36%
Um outro analista, John Hussman, enviou uma carta aberta ao FED, alertando sobre o risco de uma bolha no mercado de ações, seus motivos podem ser vistos no gráfico abaixo, onde enfatiza seus argumentos bem como a forma que o mercado vem se comportando nos últimos meses.


Do outro lado, Jonatham Golub, acredita que this time is dieferent, quando analisa a saúde do mercado. Para defender sua tese, construiu um índice comparativo entre as 50 ações que mais subiram relativas as outras 450, veja a seguir.


Quando houve a bolha da internet, bem como o período que antecedeu a recessão, as altas ocorreram mais forte sobre estas 50 ações, enquanto que hoje parece ser algo mais generalizado abrangendo a sua grande maioria. Meu contra ponto a este argumento, é que neste período temos os helicópteros que podem ter sido o real motivo deste fato.

Com quem o mosca fica? Com os gráficos! E por enquanto, conforme o que publiquei no post os-pilotos-estão-furiosos, não há nenhuma indicação de queda, embora não acredito que apresenta um bom risco x retorno.

Um breve comentário sobre o USDBRL. Desde que iniciamos um trade de venda de dólar, no post não-compre-gato-por-lebre, o gráfico lá pulicado, encontra-se a seguir.

Tinha então imaginado dois caminhos distintos para a queda e parece que pelos últimos dias está se desenhando o plano (B).


Parece que está se formando um triangulo, e se for assim, o próximo movimento esperado seria de uma queda. Vamos aguardar para verificar se até os Vascaínos vão vender em seguida, afinal depois da vitória suspeita sobre o Cruzeiro stjd-vai-analisar-frase-polemica-de-julio-baptista-contra-o-vasco, Campeão disparado do Brasileirão, também tentarão um "belisco" aqui, mas sem ajuda do adversário! Hahahahah....

O SP500 fechou a 1.802, sem alteração; o USDBRL a R$ 2,2964, com alta de 0,56% o EURUSD a 1,3573, com alta de 0,43% e o ouro a US$ 1.242, com baixa de 0,77%.
Fique ligado!

25 de novembro de 2013

O acordo nuclear será cumprido?

Não é novidade para ninguém, que o Irã assinou um acordo Nuclear em Genebra neste final de semana, o noticiário credita ao Presidente Obama o feito, o que deve ter aliviado o governante americano, uma vez que sua popularidade anda em baixa. Do outro lado a recente troca do Presidente Iraniano, Hassan Rouhani, parece bem diferente de seu antecessor Mahmound Ahmadinejad, que era conhecido por suas declarações radicais.

As sanções impostas ao Irã nos últimos tempos foram fatores determinantes na busca deste acordo. Em função disto, a extração de petróleo se encontra nos níveis mais baixos desde 1990 e estrangulou a economia, que contraiu mais de 5% no ano fiscal terminado em março, a moeda do país sofreu uma desvalorização expressiva e seu valor caiu à metade com a inflação beirando os 40%a.a., ou seja, bateu no bolso!

Por outro lado, o Irã é um país que vem provendo vários movimentos terroristas ao redor do mundo, onde talvez o caso do Iraque seja o mais grave, diariamente se tem notícia de atentados. Será que este acordo vai mudar este cenário? Não é o que acha Israel, país que sempre foi ameaçado de extinção pelo Presidente antigo, assim o Primeiro-ministro daquele país, Benjamin Netanyahu, imediatamente reagiu dizendo que este acordo foi um erro histórico e que os riscos de o Irã construir armas atômicas aumentou. Na sua interpretação pragmática, ele rebate: ... O Irã é mestre em se comprometer com medidas que nunca são cumpridas"... 

Uma outra interpretação mais Maquiavélica seria que, Israel estaria fazendo o papel do bad boy, e caso o Irã não cumprisse o combinado um ataque à aquele país estaria legitimado, o que não poderia acontecer anteriormente, assim uma confrontação entre Israel e Irã estaria mais próxima. Espero que esteja  errados!

O fim de ano está chegando e dentro em pouco, os analistas publicarão suas projeções para 2014, vocês já sabem meu ceticismo em relação a previsões baseadas no calendário Gregoriano, mas não vou lutar contra, em momento adequado vou falar sobre o assunto. Acredito que o tema principal para o próximo ano será sobre a retirada ou não dos helicópteros, bem como quando que o FED irá normalizar sua política monetária.

No mercado de juros é possível se construir uma curva de juros para o futuro em função das taxas dos títulos do governo. Para que vocês entendam imagine que os títulos de 1 ano de vencimento estivessem com um retorno de 1% a.a e o de 2 anos a 1,5% a.a. Pode-se calcular qual é taxa de juros esperada no 2º ano, compondo um título com o outro, que neste caso seria de 2% a.a. para o segundo ano. O gráfico abaixo aponta quais são as taxas de juros que o FED implementaria nos próximos anos.

Como não poderia deixar de ser, o mercado espera que a primeira alta seja no 2º semestre de 2015 e atingiria 3,5% a.a daqui a 5 anos. Uma pesquisa da últimas vezes em que o FED realizou um aperto monetário podem ser visualizadas a seguir.


Um fato que chama a atenção é que no passado a velocidade de elevação, bem como sua duração é bastante distinta da curva implícita pelo mercado atualmente. Resumidamente, nas 4 últimas vezes o aumento foi de 1,75% até 4,25% e durou de 1 a 2 anos.

Assim nas bases atuais, parece que o mercado está convencido que o FED não irá aumentar os juros por um bom tempo, e quando ele finalmente começar será de uma forma mais lenta que no passado. Isto pode ser devido a 2 fatores: Um esforço de comunicação sobre suas ações futuras, e que as condições econômicas não são fortes o suficiente. A tabela abaixo sumariza o que os dados para o emprego e inflação eram em cada um dos episódios passados de subida de juros.


A inflação mais baixa nestas situações foi de 1,6% a.a., enquanto o mais elevado nível de desemprego foi de 6,6%, atualmente estas variáveis se encontram em 0,9% a.a e 7,3 respectivamente.

Não dá para botar a mão no fogo que aquela curva vai se tornar realidade, mas que a situação atual ainda é  inquestionavelmente débil, somente um crescimento vigoroso poderia alterar significativamente este cenário, o que não parece ser o caso.

O ouro continua muito fraco, não que seja um desastre, mais está numa queda lenta, tipo tortura Chinesa para quem está comprado. Os meus dados técnicos indicam ações distintas, um sugeriria uma compra ao redor de US$ 1.200 se chegar lá, o outro está horrível (momento), o que fazer? Honestamente estou com vontade de comprar, e posso fazê-lo usando 2 táticas distintas: A) Bateu o preço comprar; ou B) Esperar ver até onde vai e quando ocorrer um movimento de alta comprar na retração, que vai se seguir. Existe outra que é fazer um pouco de cada.


Uma das razões que mais me motiva é pelo fato do ex-popstar ser considerado agora como um ativo de quinta categoria, e nós sabemos que não é. Para se ter um exemplo, um grande gestor de Fundos Hedge, John Paulson, que acertou muito durante a crise, porém teve péssimos resultados a partir de 2012 ao deter enormes posições de ouro, comunicou a seus clientes que sua posição atual do metal e pequena e que iria manter assim.

Em todo caso, não é "bater em morto", pelo contrário, é especulativa e o stop deve ficar ao redor de US$ 1.180. O que você acham?

- Como é que é, você quer a nossa opinião? Você é muito bem pago para dar a sua!
Ah, então não posso ter dúvidas? Come on!

O SP500 fechou  a 1.802, com baixa de 0,13%; o USDBRL a R$ 1,2835, com 0,43% de alta; o EURUSD a 1,3518, com baixa de 0,22% e o ouro a US$ 1.251, com alta de 0,80%.
Fique ligado!

22 de novembro de 2013

Ações 101

Existem vários modelos para estimar o preço "correto" de uma ação, porém o mais utilizado é o P/L, ou seja, o preço dividido por seus lucros. Conceitualmente este índice indica quantos anos são necessários para você recuperar seu investimento com os lucros gerados. Agora, qual o P/L justo é outra história, alguns fatores influenciam este parâmetro: 1) O nível de juros de longo prazo, quanto mais elevado menor deve ser o P/L; 2) A projeção de lucros para a Companhia; 3) A economia irá crescer o esperado?

Como pode-se imaginar, o cálculo é simples porém se vai performar do jeito projetado depende de muitas variáveis, mas o mercado acredita piamente neste índice e cada vez que são publicados os resultados, o preço da ação se ajusta imediatamente com estas novas informações.

Os analistas de Wall Street sempre tem uma visão "otimista" quando projetam os lucros futuros, e quase sempre não se concretizam. No gráfico abaixo, considerou-se as projeções em algumas datas da soma de todos os lucros por ação das companhias do SP500, as barras são as diferenças entre elas.


É fácil de entender a falha em usar estimativas futuras como uma ferramenta de avaliação. O uso de lucros futuros só é benéfico para os analistas de Wall Street, que precisão criar uma história de "resultados futuros" quando eles realmente não existem. Mesmo assim os lucros efetivos cresceram de $ 99.28 para $ 102.20, do 3º trimestre de 2012 para 3º trimestre de 2013, respectivamente, ou seja 2,9%.

Acontece que vários motivos justificaram esta elevação, uma vez que as vendas não tiveram a mesma evolução, então como foi isso possível? Veja inicialmente a disparidade entre estas 2 variáveis.


Os responsáveis pelo aumento de lucratividade, mesmo com um baixo crescimento das receitas, podem ser classificados em quatro: redução dos salários, elevação da produtividade, eliminação de empregos e recompra de ações. O problema é que cada uma dessas atitudes criam uma ilusão dos resultados corporativos, mas mascaram a fraqueza do ambiente econômico geral. A seguir pode-se verificar como a quantidade de ações existentes no mercado vem decrescendo e o impacto que os lucros teriam sem estas recompras.


A realidade é que as recompras criam uma ilusão de lucratividade. Se uma companhia ganha $ 0.90 por ação e tem um milhão de ações no mercado,  em reduzindo esta quantidade para 900.000, vai elevar o lucro por ação para $ 1.00. Nenhuma venda adicional foi criada, nenhum produto a mais foi vendido, é só uma mágica contábil. Esta ação não melhora o crescimento econômico ou gera riqueza para o acionista, mas mantém a base para deixar Wall Street satisfeito e os executivos felizes.

Embora a visão deste analista seja crítica, eu não compartilho da mesma forma, pois o que ele relata indica que as empresas estão reagindo a três fatores: O excesso de helicópteros, motivando a troca de ações por dívidas; a globalização da mão de obra justificando seu deslocamento para onde o custo é menor; e finalmente o uso de robôs em larga escala. Se os Presidentes das Companhias não se adaptassem ficariam rapidamente fora do jogo.

Hoje meu comentário serão sobre os juros de 10 anos americanos, uma vez que as atenções atuais se focam neste ativo.

Depois de julho e antes do Bernanke anunciar que os helicópteros permanecem, na reunião de setembro, os juros declinaram de 3% a.a para 2,5% a.a. Eu grifei a palavra antes para que percebam que os fatos corroboram o movimento que já tinha começado e não o contrário, assim se bem analisado, o acompanhamento técnico pode antever movimentos.

Depois disso houve uma recuperação parcial e hoje os juros estão na casa dos 2,8% a.a. Minha expectativa, no curto prazo, é de uma nova queda até 2,3% a.a. podendo ser maior, também fica claro que o stop é 3% a.a. Vou complementar a análise com outro indicador técnico associado ao momentum.


A divergência  acontece quando os preços vão num sentido, no caso os juros subindo e o indicador de momentum caindo, é um prenúncio de exaustão.

- David, você quer complicar nossas vidas?
A ideia é que você se familiarize com minhas ferramentas pouco a pouco e perceba que eu não sou adivinho. Quem sabe um dia você me substitua! Hahahah...

O SP500 fechou a 1.804, com alta de 0,50% ( recorde histórico!); o USDBRL a R$ 2,2780, com queda de 1,19%; o EURUSD a 1,3548, com alta de 0,50%; e o ouro a US$ 1.241, sem variação.
Fique ligado!

21 de novembro de 2013

O Mercado está confuso

Na década de 80 o Rio de Janeiro era o local preferido para a sede das Corretoras de Valores, naquela época, a negociação dos títulos públicos era conhecida como "Open Market". O governo, para financiar sua dívida pública, emitia títulos cujo prazo máximo eram de 5 anos. Para atrair os intermediários à compra, pagava uma remuneração de inflação + 6% a.a. e a taxa SELIC era de inflação +0% a.a.

Não precisa ser um grande matemático, nem entender muito de economia, para chegar a conclusão que dava muito lucro, considere que a antiga "1088", resolução que limitava a alavancagem em títulos públicos em 30 vezes o patrimônio, e um lucro de 6% a.a. no financiamento da carteira, chega-se a uma receita de 180% do patrimônio por ano! Tempos bons!

Esta era a razão da proliferação de pequenas corretoras, pois o único cuidado era ficar atento à uma mudança na política monetária, com elevação da taxa SELIC, ai o prejuízo poderia ser razoável. Mas mesmo assim o BC recomprava os títulos nestas situações, para minimizar o "preju do merrrcado".
A estrutura destas corretoras normalmente era composta por 2 sócios, um bom economista e um operador para dar a "porrada", termo usado quando se ganhava muito, e mais 1/2 dúzia de "gatos-pingados".

Logo no início do mosca, relatei uma passagem muito ilustrativa desta época que se encaixa bem ao momento que vivemos, é engraçado, leia no link é-para-comprar-ou-para-vender?. Por que eu digo isso? Ontem o FED disponibizou a ata de sua última reunião, e o que se pode concluir é que seus membros estão muito divididos, porém como o mercado "precisa" saber se o FED vai ou não tirar os helicópteros, mirou numa frase do comunicado que diz: ... "Federal Reserve officials signaled they may taper their $85 billion in monthly bond buying “in coming months” if the economy improves as anticipated"... Pronto isto foi suficiente para iniciar uma venda maciça dos títulos de 10 anos e assemelhados. Eu me pergunto, qual a novidade? Nenhuma! 

Ontem foram publicados alguns dados, inicialmente vejamos a inflação mediada pelo CPI



A linha em vermelho representa a inflação total, observem que caiu abaixo de 1% a.a., enquanto aquela que exclui alimentos e energia recuou levemente e encontra-se a 1,7% a.a. Aqui nenhuma ajuda para retirar os helicópteros. A seguir as vendas no varejo ajustadas pela inflação e crescimento da população.


Pode-se concluir que vem melhorando a passos de tartaruga, pois ainda não atingiu o pico de 2006.

Assim como a situação do operador carioca que queria que seu sócio deixasse de milongas e dissesse se era para comprar o vender, o mercado está querendo que o FED faça o mesmo, acontece que eles também não sabem!  Esta situação está virando um trauma e enquanto a Autoridade Monetária não iniciar uma redução, mesmo que pequena, dos helicópteros, vamos ficar ao sabor destes spikes, eu recomendo fixar-se nos dados.

Quando eu comecei a acompanhar o IBOVESPA enfatizei que não vislumbrava grandes ganhos, uma vez que se encontra numa correção. No post sonho-o-espião-do-inconsciente, me aventurei numa compra, mas com muitas ressalvas veja o texto ... Eu considero uma aposta interessante na compra, o índice está a 54.280, pode-se comprar com um stop a 52.000 e um Target a 60.000, um risco de perda de 4,4% para um ganho de 10,5%, um belisco! ... Pois bem, levamos o belisco e fomos estopados.


O gráfico acima contempla um período mais longo e parece que está se formando uma correção denominada triple zig-zag, observe as cores, o primeiro zig está em verde, em seguida vem o zag em marinho, depois o segundo zig em azul piscina seguido do zag em marinho e por último o terceiro zig em rosa. Eu imaginava que a correção poderia ter terminado com um "primo", o double zig-zag, mas agora observando alguns dados técnicos abriu esta nova possibilidade, que só será negada se o índice superar a marca de 63.500, bem distante de onde estamos. Qual é o grau de confiança? Baixo, razão pela qual não sugiro uma venda, mas também não quero estar com posição.

- Boa David, assim não tem erro, depois do triple vem quadruple e etc...
Hahahah.... esqueci de comentar, só existe triple!

A pedido de um leitor inclui um link onde pode-se acessar um dicionário da infomoney de termos financeiros, ele se encontra na coluna da direita do blog.




O SP500 fechou a 1.795, com alta de 0,81%; o USDBRL a R$ 2,3055, com alta de 1,54%; o EURUSD a 1,3481, com alta de 0,33% e o ouro a US$ 1.242, com queda de 2,66%.
Fique ligado!

19 de novembro de 2013

Bitcoin

Bitcoins são equivalentes a moeda pela internet, se você não ouviu falar é uma questão de tempo. A primeira vez que tomei conhecimento foi há mais ou menos um ano e achei que não iria durar muito tempo, mas por enquanto me enganei, vem ganhando mais visibilidade a cada dia. O Departamento de Justiça Americano descreveu como "meio legal de troca".
Como ela funciona? Para comprar esta moeda você se cadastra num site bitstamp onde transfere seu dinheiro, depois disso você poderá comprar bitcoins através da melhor oferta ou por um preço limite. Neste site é possível comprar usando dólares, euros e outras, para quem quiser mais informações pode consultar o link a seguir Bitcoin.

A ídeia surgiu em 2008, mas sua negociação começou a ganhar impulso a partir de 2010, o intuito é ter uma moeda aceita universalmente e que não tem interferência de nenhum Governo. A quantidade máxima foi estabelecida em 21 milhões e existe uma forma de ganhar um lote emitido, em função da utilização de cada um, limitado a 50 bitcoins por participante, até atingir seu máximo.

Vários estabelecimentos já aceitam vender nesta nova moeda e existe atualmente 12 milhões em circulação, além do intuito de reserva de valor, os custos de transação são mínimos. Acontece que transações especulativas tem tomado conta é representam 25 vezes os números de transações com produtos, o que fez com que seus preços subissem consideravelmente, veja no gráfico a seguir a evolução somente nos 2 últimos meses.

É isto mesmo, saiu de aproximadamente US$ 100 para atingir quase US$ 1.000, para quem entrou no começo, não teve melhor investimento.

Nos dias de hoje, com a quantidade de moeda injetada por vários Bancos Centrais o apelo deste veículo é elevado, mas que credibilidade pode ter uma moeda digital, que nem se sabe quem controla sua emissão? Como garantir que não será usada para troca por produtos ilegais, onde pessoas poderão obter drogas, armas? Em todo caso o volume em circulação ao preço de fechamento ontem equivale a US$ 7,0 trilhões, não é pouca coisa.

- David, o que você acha de comprar um pouco, afinal se pegar o preço vai explodir.
Eu só consigo enxergar o bitcoin como uma moeda especulativa, ou seja, se por acaso o dólar virar "papel de parede" aí este instrumento pode ganhar apelo, depende do desastre. Se você acredita nisso, embarque, mas mesmo assim não vai ter a garantia que um hacker consiga fazer a festa, emitindo bitcoins a vontade. Recomendo a leitura do post $ não-e-capim um dos mais lidos do mosca.

Já que o assunto são outras moedas, vamos analisar o ouro com uma visão de longo prazo. Desde que fomos stopados em nossa posição, no post no-celebration expliquei com detalhes o que me levou a assumir tal posição, daí em diante ainda nada foi conclusivo, valendo aquelas observações.

Para quem entende de uma técnica chamada de Elliott Wave, sabe que eu espero ainda novas altas à frente, ultrapassando o nível atingido em 2011 de US$ 1.920, a dúvida está no curto prazo, pois existe um "imã" ( círculo em marinho) que indica US$ 1.150 como mínimo, a partir daí começaria a subir. Outros indicadores ainda estão bastante ruins, o que me faz pensar que este minimo pode ser atingido , mas não é obrigatório.

Como já mencionei anteriormente em outros posts, se o ouro cair abaixo de US$ 1.030, e basta beliscar este preço, vou ter que reanalisar tudo, mas isto é um assunto para o futuro, se acontecer, por enquanto não é meu cenário básico.

Eu não sei qual o preço que os bitcoins vão atingir, parecem que estão num movimento típico de bolha, e bolha é bolha! Mas se tivesse que apostar no caos, prefiro o velho e bom ouro, que dá inclusive para carregar fisicamente.

O SP500 fechou 1.787, com queda de 0,20%; o USDBRL a R$ 2,2705, com alta de 0,35%; o EURUSD a 1,3436, com alta de 0,24%; o ouro a US$ 1.275, com alta de 0,10%.
Fique ligado!

18 de novembro de 2013

Mais helicópteros?

Garanto que pouquíssimos analistas estão trabalhando com esta hipótese, mas será que isso é possível, ou melhor, pode ser necessário? Lance Roberts é um dos analistas que acompanho e que tem uma postura cética em relação a eficiência das várias intervenções do FED. Seu racional é que os helicópteros estão somente elevando os preços dos ativos, mas o crescimento do PIB ficou muito a desejar.

Acho que ninguém tem muitas dúvidas que a ação do FED impulsionou os ativos de risco, o gráfico a seguir demonstra esta tese.


Além dos programas de QE Quantitative Easing que foram implementados durante estes 5 anos, que diga-se de passagem foi a menor parcela, vários outros programas foram utilizados pelo FED e o Governo para estabilizar a economia.


Se analisarmos o impacto destes programas, na economia vamos encontrar mais resultados desapontadores. O gráfico a seguir mostra o crescimento real do PIB comparado com os suportes, subsídios e salvamentos.


Do 4º trimestre de 2008 até o 3º trimestre de 2013, a economia como um todo cresceu US$ 895 bilhões, durante este mesmo período o total da ação governamental foi de US$ 31.476 bilhões, ou seja, foi necessário US$ 35,17 de intervenção para US$ 1,00 de aumento do PIB.

A futura Presidenta do FED, Janet Yellen, quando foi ao Senado na semana passada, disse que não existe risco de uma bolha estar se formando, "claramente não vê este risco" e com uma atitude pro helicópteros, não é difícil supor que, caso a economia perca estímulo ela possa aumentar a injeção de liquidez no sistema.

O FED nunca reconheceu uma bolha com antecedência e agora não poderia ser diferente. As previsões dos economistas, preveem uma recuperação do PIB acima de 3% para 2014, e caso sejam frustradas, e a autoridade monetária ter que elevar suas intervenções, uma onda de descrédito pode florescer, agindo de uma forma diferente da atual nos ativos.

Se e quando isso acontecer, o ambiente seria o esperado para a ocorrência de uma onda C, como o coiote que depois de correr fica suspenso no ar por alguns segundos para depois cair. A concentração de renda, que venho citando várias vezes, é consequência destas ações do FED e de maneira nenhuma representa um equilibro estável, muito pelo contrário,  é um equilíbrio-instável!

David, finalmente você tomou coragem e vai vender bolsa?
Não meu amigo, os indicadores por enquanto mostram mais altas a frente, e aconselho uma leitura de um trabalho que fiz sobre bolhas no mundo das bolhas, assim você vai entender porque não dá para vender, só porque se acredita que uma bolha esteja se formando.
Ninguém sabe como esta novela vai terminar, se uma estagflação, deflação ou numa boa, o resto são só especulações, vamos acompanhar os gráficos, eles não mentem jamais! Hahahah....

Falando em gráfico, o USDBRL levou um tombo hoje, caindo 2% durante a tarde. Não tenho dúvidas que amanhã haverá muitas explicações nos jornais, agora se alguém achar uma, onde a causa teria sido a prisão do mensaleiros, mande para mim vamos rasgar juntos!

Por enquanto o trade executado no USDBRL, e cujo último comentário se encontra no post não-compre-gato-por-lebre, está indo bem, porém é necessário que a região em vermelho, entre R$ 2,23/2,21, seja rompida, até lá pode dar sobressaltos. No momento eu atualizaria o stoploss para o preço de entrada a R$ 2,34.

- David, bom call! Você acha que vai abaixo de R$ 2,00?
Querido, enquanto as "fichas" estiverem na mesa, não tem essa de bom call, sempre alerta! Mantenho minha previsão anterior entre R$ 2,10/R$ 1,90, aguarde mais à frente.

O SP500 fechou a 1.791, com baixa de 0,35%; o USDBRL a R$ 2,2625, com baixa de 2,48%; o EURUSD a 1,3503, com variação de 0,10% e o ouro a US$ 1.273, com baixa de 1,09%.
Fique ligado!

15 de novembro de 2013

666! Xooo....

Eu não pretendia escrever hoje, mas percebi que o próximo post seria o de número 666 e vocês já sabem que eu sou "parcialmente" supersticioso. Em relação a números eu adoro o 9 e odeio o 6, a razão é um mistério que talvez algum dia eu consiga desvendar, além disso dizem que 666 é o número do diabo.

Eu não teria como fugir desta edição, afinal os post tem uma sequência cronológica, então se o estupro é inevitável, relaxa e aproveite! Vou ser breve e prometo não dar nenhuma prognóstico ou análise, pode dar azar! Hahahahah.....

Veja alguns dados interessantes sobre a atitude dos consumidores, nas compras pela internet.





Pronto! Missão cumprida, para terminar este feriado veja que maravilha esta moto da Susuki


O SP500 fechou a 1.798, com alta de 0,42%; o USDBRL a R$ 2,3187, com alta de 0,25%; o euro a 1,3491, com alta de 0,25% e o ouro a US$ 1.287, sem alteração.
Fique ligado!

14 de novembro de 2013

Os pilotos estão furiosos

A nova Presidente do FED foi sabatinada pelo Senado americano, e todas as atenções se voltam à este evento. Para que não hajam dúvidas da sua maneira de pensar, ontem no final da tarde disponibilizou o texto de seu discurso, medida inteligente, deixando claro, com antecedência, sua posição.

Destaco alguns pontos ... "A economia hoje está forte e continua a melhorar" ... "Nós fizemos um bom progresso, mas temos que continuar para reconquistar o terreno perdido na crise" ... "o desemprego recou de seu pico de 10%, mas a 7,3% em outubro, ainda é muito elevado, refletindo um mercado de trabalho e economia performando muito aquém de seu potencial. Ao mesmo tempo, a inflação está abaixo do objetivo proposto pelo FED de 2% a.a. e é esperado que permaneça assim por algum tempo"....

Durante a secção do Senado ela foi mais enfática ao dizer ... "É imperativo que se faça tudo que for possível para promover uma recuperação robusta" .... "É importante não remover o suporte, especialmente quando a recuperação é frágil e as ferramentas disponíveis são limitadas, uma vez que as taxas de juros estão em 0%" .... "Uma recuperação robusta permitira o FED reduzir os estímulos monetários".... mais conhecidos como helicópteros! Hahahahah.....

Eu marquei algumas palavras que considero importantes na minha análise que se resumiria assim: 1) Os helicópteros funcionam; 2) O mercado de trabalho está muito ruim; 3) Não estou preocupada com a inflação; e 4) Crescimento robusto é algo em torno de 4% e não 1,5%; e 5) Não tem outros instrumentos que não os helicópteros.

Na semana passada reservei alguns posts para expor a opinião de alguns analistas. Considerando estas últimas colocações da nova Presidenta do FED acredito que as idéias de Andy Xie parecem ser mais prováveis quando-ter-inflação-é-bom.

O dia de hoje deve ter acalmado os pilotos de helicópteros que já estão se organizando, afinal se sentem injustiçados, pois durante cinco anos tiveram que dar um duro danado, fazendo horas extras durante a semana e em vários finais de semana. Não bastasse isso, estão se revezando para trabalhos na Europa, Japão, Suíça, Inglaterra e até na China, e de repente, de uma hora para outra, podem ficar sem emprego? Estão lutando pela estabilidade de emprego! Hahahahahah......

Veja como benefícios podem ser usados de uma forma distorcida, a cadeia McDonalds e as lojas Wal-Mart organizaram estruturas internas para que seus funcionários se beneficiem de programas colocados pelo Governo americano, segundo um estudo, somente as cadeias de fast food recebem US$ 7 bilhões em assistência pública.

O McDonalds tem uma linha "MCResource" que ajuda seus funcionários e suas famílias a se inscrever em programas de assistência estaduais e municipais. Já o Wal-Mart tem um salário tão baixo, que eles recebem US$ 1.000 em média em assistência pública. E importante, tudo que eles estão fazendo está dentro da lei, ou seja, estão "rachando" o salário de seus funcionários com o Governo.

Na Europa as coisas não andam tão bem, para os mesmos, claro que não é o caso da Alemanha. Hoje foram publicados os dados do PIB, a Itália e França, tiveram um desempenho negativo de 0,1% no 3º trimestre, enquanto que a Alemanha cresceu 0,3% no mesmo período. Agora se vocês acham que estes dados tiveram algum impacto nas bolsas, se enganaram, os principais índices estavam em alta pela manhã, deve ser por causa dos helicópteros da Yellen!

Ontem eu analisei o SP500 com o viés técnico, sem deixar me influenciar pelas recomendações de alguns analistas que alertam para um perigo eminente, nem pela minha visão da onda C analise-técnica-101, e o que eu conclui é que, até o momento não existe nenhuma indicação mais séria de queda. Abaixo encontra-se o gráfico que costumo publicar de tempos em tempos, contendo o SP500 e o VIX.


Enquanto a volatilidade permanecer nestes níveis baixos, é provável que o SP500 continue desafiando estas previsões mais negativas, e é isto!

- David, como assim é isto! Não vai fazer nada?
Você já me conhece, eu não gosto de entrar em posições cujo risco x retorno não me parece atrativo, mas como me questionou ontem um leitor do mosca, se você quiser ter uma posição na bolsa, eu sugiro que compre um exchange-traded-fund (ETF) e coloque um stoploss, assim se o mercado mudar você limita seu prejuízo e boa sorte!

O SP500 estava (*) a 1.789, com alta de 0,45%; o USDBRL a R$ 2,3138, com baixa de 0,80%; o EURUSD a 1,3451, com queda de 0,24%; e o ouro a US$ 1.284, com alta de 0,46%.
Amanhã não teremos publicação do mosca, bom feriado.
Fique ligado!
(*) as 17:50 hs