Inflação: A Revanche

28 de junho de 2013

Riscos do final de semana


Desculpe mas tenho que comentar sobre o jogo de ontem entre Espanha x Itália. Eu sempre acompanho um site de apostas para verificar a expectativa dos torcedores, e antes do jogo a Espanha era franca favorita para ganhar o jogo nos 90 minutos, só para vocês terem uma ideia uma aposta de R$ 1,00 na Itália pagava R$ 6,00 de lucro. 

Sou fã do técnico Italiano Cesar Prandelli, em suas entrevistas mostra uma clara visão de jogo sem torcida, ontem ele demonstrou que ninguém é invencível e como o futebol moderno mudou. Qual foi sua brilhante ideia que parou a máquina espanhola? Marcá-los no campo adversário, não os deixando sair com a bola, isto foi suficiente para desmontar a tática envolvente espanhola, ficaram sem saber o que fazer.

Agora para tudo isso dar certo é necessário muita disciplina dos jogadores italianos, e muito preparo físico, ou seja, os jogadores de ataque tem que defender também. Funcionou e a partida que era uma barbada para Espanha foi para os pênaltis e aí é loteria, e infelizmente eles perderam.

Domingo vai se realizar a esperada final Espanha x Brasil e o Felipão não tem como usar a mesma tática, vocês acham que Hulk, Neymar e Fred conseguem marcar alguém? Nem pensar, quando tentam, fazem falta e principalmente o Neymar fica muito irritado, aumentando a chance de ser expulso. Vamos aguardar e torcer que o Brasil consiga fazer jogadas que o levem ao gol.
A nossa Presidenta deve ter um fim de semana tenso, pois além da possível greve geral, tem que torcer muito para o Brasil ganhar e justificar o gasto com os estádios. Vamos Brasillllll!

Já nos mercados internacionais, o fim de semana é bem vindo, depois de uma semana estressante. Na próxima semana serão publicados dados importantes, culminando com a taxa de desemprego na sexta-feira. Ontem foi publicado os dados de inflação que o FED se utiliza e comentado no post bernake-go, o mesmo continua em queda.


Uma empresa especializada em avaliar com antecedência os riscos de uma recessão no futuro, desenvolveu um indicador composto de vários componentes, e com uma probabilidade maior que 67%. Eles, já há algumas semanas, vêm alertando que o indicador está em queda e as forças apontam para baixo até abril de 2014, vejam o gráfico a seguir.


Por outro lado, o PIB composto por todas as economias, também não mostra nenhum alento, estão todos contraindo.


No post de ontem eu desenvolvi um raciocínio que parece estar se materializando, vejam o título do artigo publicado hoje na bloomberg. ..."Fed Officials Intensify Effort to Curb Surge in Interest Rates"...Será que acertei na mosca? Hahahahah....

Eu ia fazer alguns comentários sobre o euro, e fui verificar a última vez que postei, naquele momento a moeda única se encontrava a 1,335 um pouco acima da atual (a-dança-da-cadeiras). Mas o que eu poderia mostrar de diferente do que já fiz? Nada! Prefiro aguardar um outro momento ao invés de encher linguiça.

O SP500 fechou a 1.606, com queda de 0,43%; o real a R$ 2,295, com alta de 1,4%; o euro a 1,3015, com queda de 0,15% e o ouro a US$ 1.234, com alta de 2,83%.
Fique ligado!

27 de junho de 2013

Bernanke: To do list

Depois de cinco anos tentando colocar a economia dos USA nos trilhos fez com que Bernanke e sua turma usasse e abusasse do helicópteros, afinal ele como o especialista no assunto sabe que se titubear a economia entraria numa deflação e aí não teria mais nenhuma bala na agulha.
Ele sabe também que o risco da "overdose" é alto, uma volta rápida da atividade e uma possível elevação da inflação é perigoso, ou seja, todo cuidado é pouco.

Imagino quantas e quantas noites o Presidente do FED passou acordado listando o que deveria fazer quando o sinal de melhora da economia americana se aproximasse, fez o seu to do list, e deve ter repassado inúmeras vezes, da mesma forma que quando tínhamos uma prova difícil no dia seguinte. Imagino que o item número um da sua lista deve ser: "O mercado não pode ser pego de surpresa", e a razão é muito simples pois se ele não dá os sinais que vai agir, o mercado pode interpretar que está na "torcida" e as taxas de juros longas subiriam como um foguete.

Acredito que foi essa a sua intenção ultimamente e que fez os mercados chacolharem. Acontece que como definiu o que vai acontecer no tempo, através de suas projeções, os investidores já foram direto ao ponto e recalcularam os preços dos ativos, levando em conta que até 2014 termina os helicópteros e em 2015 os juros começam a subir, assumiram  como um given.

Veja como são as estimativas dos membros do FED para os juros ao final de 2015, notem também que nesta última reunião havia apenas 3 membros que achavam que os juros poderiam estar na casa dos 3% a.a. e a grande maioria ( 15 de 19) acreditam que será inferior a 1,5% a.a.


Vários analistas, onde me incluo, não entendem esta re-precificação forte, pois no mínimo, tem que combinar com os Russos! Eu não posso imaginar que o Bernanke não sabia que causaria um estrago, e para ele é melhor vir agora com interpretações do tipo "senta que o leão é manso", pois todo mundo já está ligado no assunto.

-David, então o Bernanke foi gênio, pois não tem nenhum risco na sua atitude.
Acho que foi perspicaz sim, mas só tem um problema, se suas projeções falharem e a economia não estiver melhorando do jeito que ele imagina, o tiro pode sair pela culatra e o FED ficar sem credibilidade, além da troca de comando, com a programada saída do Bernanke. Também é muito fácil ficar de espectador, mas fazer  a gestão deste momento é muito delicado, não aceitaria este emprego por preço nenhum.

Ontem foram retificados os dados sobre o PIB no 1º trimestre, que foi reduzido de uma primeira estimativa de 2,4% para 1,8%. O gráfico a seguir apresenta a evolução do PIB real, bem como o PIB per capta desde 2.000, não parece nada animador.


A economia americana depende em sua maioria de seu consumidor, o acompanhamento da renda é importante. O gráfico a seguir mostra a evolução real desde o ano 2.000, e pode-se notar a dependência do crédito para que continuasse crescendo, pois desde então teve uma evolução predominantemente negativa, mas desde a grande recessão não há nenhum sinal de melhoria, pelo contrário só tem tido quedas.


Pode até ser que as coisas melhorem bem daqui em diante, mas os dados reais ainda não apontaram este otimismo, o que sim, pode dar um alento é a valorização da bolsa de valores e dos imóveis, e se estes forem os motes, nada está mudando na maior economia do mundo que é movida por crédito mais crédito!

O real vem evoluindo da forma que eu imaginava manifestações-nova-mania-nacional, recuando da máxima atingida de R$ 2,275, porém imagino que ainda uma nova alta do dólar deve acontecer mais à frente.

 Acredito que entre R$ 2,16/R$ 2,14 deve-se comprar dólares com um stop entre R$ 2,095 a R$ 2,06. Como a volatilidade subiu, eu deixei um intervalo para o stop, uma vez que entre o preço de compra médio e o nível de R$ 2,06 a perda seria de 4,3%, um pouco elevada. Para vocês entenderem este intervalo é que se o dólar cair abaixo de R$ 2,095 provavelmente não vai seguir o curso que imaginei, porém a certeza é somente abaixo de R$ 2,06. Em todo caso preciso combinar com muita gente ainda, vamos ver se ele primeiro vai para o intervalo de compra, depois decidimos.

O SP500 fechou a 1.613, com alta de 0,62%; o real a R$ 2,1954, com alta de 0,41%; o euro a 1,3042, com alta de 0,21% e o ouro a US$ 1.200, com queda de 1,97%.
Fique ligado!

26 de junho de 2013

O futuro é sempre incerto

Esta frase, o futuro é incerto, não apresenta nenhuma novidade. Durante a vida de uma pessoa, em vários momentos passamos a imaginar situações futuras que podem ou não se concretizar, não há nada de mal nisso, desde que estas especulações não passem a ser uma paranoia para a realidade encaixar-se nos sonhos.

No mundo das finanças, se têm algo que é importante para ser bem-sucedido em seus investimentos, é ter uma projeção sobre o futuro, assim você direciona suas aplicações, e é aí que o orgulho pode atrapalhar se não comparamos nossas hipóteses com a realidade.

Não é fácil assumir um erro, pode ser seu emprego que vai para o brejo, a vergonha de ter que enfrentar as gozações e assim por diante, é menos dolorido "teimar" e colocar a culpa em alguém, no mercado, governo, qualquer um, desde que não seja você. Esta é a armadilha da análise fundamentalista, pois como justificar o erro, o que poderia ser? Resposta: Os preços são formados pelas reações de humanos, que nem sempre usam só a razão, e nestes momentos o fundamento não funciona.

Hoje os ex-popstars levaram mais um tombo, e vejam estas previsões do ouro feitas nos últimos meses.

Bank of America (MacNeil Curry) - US$ 3.000 a US$ 5.000
Ben Davies - acima de US$ 6.000
Citibank (Tom Fitzpatrick) - US$ 6.300
Nomura (Bob Janjuah) - Estava em dúvida entre US$ 7.000 ou US$ 14.000
Ertse Group - U$ 8.300
Societe Generale - US$ 8.500
Michael Pento - US$ 10.000
Jean-Marie Eveillard - US$ 15.000

Notem que eram estimativas muito acima dos preços negociados, só posso imaginar que tinham uma leitura que o dólar viraria pó, imaginem como estão se sentindo.

É por estas e outras que, cada vez mais eu uso a análise técnica junto com o stoploss, que é um limite imposto antecipadamente e não leva em consideração nenhum sentimento. Mesmo assim, às vezes, "força-se" o gráfico a encaixar nas suas ideias, o bom é que dura pouco, pois você vai ser stopado rapidinho.

Vou me estender um pouco, pois este post tem um caráter educativo, de como os gráficos e suas análises podem evitar grandes prejuízos e gerar oportunidades. No final de 2012, quando o ouro estava ao redor de US$ 1.700, no post gold-come-on eu não estava muito seguro se haveriam novas altas, mas meu viés era mais para comprar.

 Veja que eu vislumbrava 2 possibilidades, e frisei que só poderia ter uma visão altista depois de ultrapassar US$ 1.900 e baixista abaixo de US$ 1.550. A partir daí acompanhando os movimentos, cada vez mais fiquei propenso ao cenário da queda, que resultou num trade de venda e um lucro de 12,5%. O mosca passou de comprador para vendedor de ouro somente pelo movimento dos preços e indicadores técnicos.

Vamos ver daqui em diante, o que esperar.

Dos 3 pontos que eu mencionei no post que-fase, só resta o último ao nível de US$ 1.150, de onde uma alta poderá acontecer mais à frente, abaixo precisaria fazer uma nova análise.

Tenho os seguintes argumentos para acreditar que o ouro não vai virar pó: a) A queda desde o máximo de US$ 1.930, atingido em setembro de 2011, tem um shape de correção; e b) Nesta "tipo" de correção o sentimento é que o mercado mudou, passando de alta para baixa num horizonte mais longo, e parece que é esse o mood  do ouro agora.

Independente do que acontecer com o metal, quero enfatizar que quando eu coloco que um ativo pode subir ou pode cair, explicita meu respeito a imprevisibilidade sobre o futuro. Não me engano, pois varias vezes sou traído pela vaidade, ou fico constrangido de ter que assumir que errei, mas é por pouco tempo, o stop resolve minhas questões, e o tempo me coloca nos trilhos.

NUNCA DEIXE DE ESTABELECER O STOPLOSS NO INÍCIO DO TRADE!

O SP500 fechou a 1.603, com alta de 0,96%; o real a R$ 2,1872, com queda de 1,2%; o euro a 1,3009, com baixa de 0,57% e o ouro a US$ 1.226, com queda de 4,16%.
Fique ligado!

25 de junho de 2013

Bombeiros de plantão

As bolsas na Asia inciaram o dia com quedas generalizadas, a da China num determinado momento chegou a cair mais de 5% (gráfico abaixo), quando um comunicado do BC Chinês salvou a pátria, lá dizia que manteria as taxas de juros em níveis "razoáveis" e as forças sazonais que impulsionaram as mesmas para cima vão desaparecer gradualmente. A partir daí, o índice retornou aos níveis de abertura.

O JP Morgan realizou um estudo para identificar o motivo desta alta, sem entrar no detalhe do mesmo, o fato é que o sistema bancário arrumou um "jeitinho" para burlar as regras impostas pelas autoridades monetárias, que a partir de junho foram fechadas. Se este é um motivo plausível, as condições de liquidez foram alteradas significantemente, principalmente para os bancos menores, que culminou com a explosão das taxas de curto prazo, criando este squeeze temporário.

Na Europa um membro do ECB, Benoit Couere, afirmou que as condições monetárias continuaram folgadas e medidas não ortodoxas permanecerão enquanto forem necessárias, uma vez que a região luta para sair de sua mais longa recessão, ou seja, usarão tantos helicópteros quanto necessários. Com tudo isso os mercados na Europa abriram mais calmos. Do lado do FED dois membros descartaram a iminência de uma retirada dos estímulos. Tecnicamente os mercados estão "super vendidos" é isto pode ser um elemento que pode tranquilizar no curto prazo.

Localmente a Presidenta realizou uma reunião com os 27 Governadores e uma de suas propostas é de um Plebiscito para reforma política, que já está sendo contestada legalmente. Outro movimento que se nota é o cancelamento de elevações nos preços públicos, como por exemplo nosso Governador Geraldo Alckmin que cancelou o aumento do pedágio. Nitidamente os governantes estão com receio de novas manifestações, mas este tipo de atitude tem uma contra partida muito negativa, que é o desestímulo para novos investimentos em infraestrutura, que tanto precisamos. Que fase!

No post emissão-digital tracei alguns pontos que poderiam alertar sobre uma queda mais forte do SP500, estes pontos foram penetrados ontem como pode-se observar no gráfico.

- David, finalmente a onda C começou?
Pode ser, mas eu não aposto ainda por 2 motivos: a) O movimento desta queda não tem um "perfil" característico desta onda; b) É necessário uma penetração mais profunda do que a que ocorreu, ou seja, não sou vendedor ainda.

Outro dia me deparei com um gráfico interessante onde foram apontados todas as demissões nas Instituições Financeiras desde a crise de 2009. Eu escrevi um post está-na-hora-de-procurar-outra-vaca, no final de 2011, um dos mais lidos no mosca, onde projeto que o boom da área financeira já passou, veja a seguir.


 Parece que os empregos nos bancos atravessam períodos de vacas magras!

O SP500 fechou a 1.588, com alta de 0,95%; o real a R$ 2,2137, com queda de 0,70%; o euro a 1,3084, com queda de 0,30% e o ouro a US$ 1.276, com queda de 0,47%.
Fique ligado!

24 de junho de 2013

Manifestações: A nova mania nacional

Ao assistir o jornal matutino, chamou minha atenção a quantidade de manifestações que se realizaram neste final de semana, nas mais variadas cidades e por razões diversas. O que mais me surpreendeu foi um grupo de crianças em frente ao Palácio do Planalto acompanhadas pelos seus país, que pintavam a bandeira nacional. Ao ser entrevistada pelo repórter, uma menina de uns 6 a 7 anos disse o porque estava lá ..."contra a corrupção, mais escolas e saúde"...foi bem treinada. Mas de que adianta todo este esforço? Acredito que não muito, a não ser gerar dispersão e frustração, uma vez que é impossível satisfazer a Gregos e Troianos!

Como comentei no post samba-do-crioulo-doido o risco maior é de uma desorganização gerar violência, e já se nota que os assaltantes estão aproveitando este direcionamento de foco da polícia e intensificando o número de assaltos, nada bom! E para terminar, achei uma falta total de visão por parte do PT ao propor a volta do Lula para as eleições do próximo ano, será que eles não entenderam o recado das ruas, mudança!

Lei_de_Murphy parece se encaixar bem a situação atual, não bastasse os problemas internos, lá fora as coisas não andam bem para os emergentes e ondas de stress tem vindo da China. Esta noite a bolsa caiu 5,3%, depois que o BC Chinês publicou uma nota em seu site cujo teor para os bancos pode ser resumido em "se vira". Em todo caso as taxas de juros no interbancário que estavam muito pressionadas cederam na sexta-feira e hoje, mas ainda estão em níveis elevados.

Na semana passada foram publicados os dados cambiais do Brasil e o déficit acumulado em 12 meses atingiu a marca recorde de US$ 73,0 bilhões ( 3,2% do PIB), o principal culpado é a piora em nossa balança comercial que anteriormente apresentava superavit elevado e hoje pequeno. Como pode-se verificar nos gráficos, o investimento externo continua sendo uma fonte importante de financiamento e não foi afetado pelos últimos acontecimentos, ocasionando um honroso zero a zero no balanço de pagamentos, ou seja, o BC não precisou vender suas reservas, ainda!


David, agora que você se meteu a ser cientista político perdeu o foco, onde está o pragmatismo de: É para comprar ou para vender?
Será que você tem razão? vou pensar. Eu já pretendia comentar sobre o real, pois talvez é o ativo que mais mexe com meus leitores neste momento, recentemente no post atrás-das-cortinas, eu sugeri que o dólar poderia passar por uma correção ate R$ 2,10/R$ 2,15 que até o momento não aconteceu. A seguir está a ilustração do que eu espero.

- David, eu não entendo, como você chega a conclusão que é este o caminho?
Hahahaha... eu não sou adivinho, se é isso que você quis deixar implícito! Eu uso minhas ferramentas técnicas que me fornecem, com uma certa probabilidade, o que pode ocorrer. Neste caso, minha previsão é baseada em 2 pontos, primeiro que está acontecendo uma divergência nos osciladores e quando isso acontece é provável uma retração e não seria esperado, do ponto de vista técnico, o real ir direto ao seu target de R$ 2,36/R$ 2,40. 

Vou propor uma manifestação contra a alta do dólar e convidar o nosso BC para acompanhar, assim ele não precisa gastar tanta munição. Acho que tive uma ideia melhor, posso convidar os mexicanos, argentinos, turcos, australianos, e etc... com seus respectivos BC's para fazer um manifestação global contra a interrupção dos helicópteros do Bernanke, que tal? Hahahahah.... 

O SP500 fechou a 1.573, com queda de 1,21%; o real a R$ 2,2294, com queda de 0,60; o euro a 1,3124, sem variação e o ouro a US$ 1.282, com queda de 1,09%.
Fique ligado!

21 de junho de 2013

Samba do Crioulo Doido

Fui buscar a origem da frase Samba_do_Crioulo_Doido, usada para se referir a situações sem nexo. Ao contrário do que eu esperava, as manifestações continuam ganhando destaques diários. Em conversa com meu filho que cursa Ciências Sociais, buscamos mapear alguns pontos que merecem uma atenção maior:
1) As manifestações não tem um líder e depois que o preço dos ônibus foram reduzidos na marra, demandas de vários grupos surgem sobre assuntos diversos, até os índios reivindicam do governo.
2) Desorganização pode gerar terror, diferente do poder que gera força, ou seja, aumentam as chances de algo mais sério na área institucional.
Não é para menos que a Presidenta realizou uma reunião de urgência com seus Ministros, afinal ela já esteve do outro lado quando era jovem. É o samba do crioulo doido que ao invés de musica, tem barulho de bombas!

Ordens de stop loss foram executadas ontem em todos os mercados e atingiram vários ativos ao redor do globo, nestas situações sempre é preciso uma explicação que neste caso recaem sobre o FED. Eu ainda insisto na minha visão que nada de muito diferente do esperado foi anunciado.
Vou apresentar alguns dados para justificar meu ponto de vista começando com uma pesquisa com vários economistas, efetuadas pelo Wall Street Journal, sobre a taxa de juros de 10 anos dos títulos americanos e os juros de curto prazo.

Vejam como as expectativas são díspares, porém a maioria acredita nas projeções do FED.


Agora vamos avaliar como as projeções pela autoridade americana do PIB se comportou em relação ao ocorrido.


Para compreender, as barras sólidas correspondem ao que efetivamente aconteceu e as linhas coloridas são as projeções feitas pelo FED com suas atualizações periódicas, notem também que sempre é publicado uma projeção para dois anos à frente. A conclusão é que ouve um excesso de otimismo que não se concretizou, e nos últimos anos o crescimento manteve-se ao redor de 2%.

Vejamos agora as informações sobre o emprego.


Para esta variável, havia uma expectativa de que a taxa de desemprego caísse mais rápido do que ocorreu e recentemente apresenta uma tendencia lenta de declínio.

E por último os dados da inflação.


Em 2011 o FED subestimou significativamente a inflação. Entretanto, em 2012 as projeções e a realidade ficaram mais ou menos alinhadas, já em 2013, o desvio entre as expectativas e a realidade mais uma vez destoaram ocasionada pela crescente pressão deflacionária, fazendo com que a inflação corrente e as projeções caíssem expressivamente.

Com o FED empenhado em continuar seu programa de compra de ativos (QE), e implantação de metas e desempenho específicos, a questão da eficácia é grande. Bernanke tem sido bastante vocal ao longo do último ano em que o estímulo monetário não é uma panaceia, tem limites. A realidade é que esta política pode ter encontrado os limites de sua eficácia com a queda dos lucros, os dados econômicos piorando e o desemprego permanece elevado, colocando a ameaça da deflação e de uma possível recessão.

Resumindo, diferente de nosso Ministro Guido Mantega, que anunciou outro dia que o Governo tem ..." muita bala na agulha"... não parece ser o caso do Bernanke, talvez a única semelhança entre ambos é que o final de seus mandatos estão próximos, mas de formas diferentes! Não preciso explicar porque, certo? Hahahah.....

Lembra alguém?

O SP500 fechou a 1.592, com alta de 0,27%; o real a R$ 2,2430, com queda de 0,67%; o euro a 1,3125, com baixa de 0,70%; e o ouro a US$ 1.293, com alta de 1,22%.
Fique ligado!


20 de junho de 2013

Atrás das cortinas

Antes de começar a descrever sobre o assunto do dia, um pequeno comentário sobre os jogos de ontem, o Brasil jogou bem contra um México que jogou mal, os gols surgiram nos pés de Neymar em 2 jogadas compatíveis com jogadores fora da curva. O Fred, deu a lógica, não marcou nenhum gol até agora, onde esta sua promessa? É melhor ele tomar cuidado, pois está prestes a perder seu lugar paro o Jô, que entrou nas duas partidas no final do segundo tempo e faturou 2 gols. Quanto ao Japão foi uma tremenda injustiça, mereciam ganhar, melhoraram muito e devem fazer uma boa participação na Copa do Mundo, ainda bem que não jogaram desta forma contra o Brasil!

Os mercados de risco continuaram o seu movimento de queda na sessão da Asia, onde o único ganhador foi o "dólar dólar", como diz um amigo, as razões seriam as palavras do Bernanke, onde o mercado considera que foram mais Hakwish (agressivas). Talvez eu e o Bill Gross tivemos uma interpretação mais neutra e enfatizamos a inflação muito baixa, mas como o mercado não achou isso, é ele que está dando o tom no momento.

Já há alguns dias uma informação tem me deixado intrigado, porém a imprensa não deu muita importância, o motivo é que a taxa de juros no mercado interbancário na China tem subindo expressivamente. O banco da China vem injetando recursos através de operações no mercado aberto. Hoje as taxas de 7 dias atingiram 10,77% a.a., a mais elevada desde 2003, enquanto a "SELIC" de lá foram a 12,85% a.a. Estes apertos de liquidez acontecem nesta parte do ano, porém o que está ocorrendo agora é mais preocupante. 
Ontem também foi publicado o Purchasing_Managers_Index da China e o índice ficou marginalmente abaixo das expectativas em 48,9 e embora esteja se recuperando ultimamente, um número abaixo de 50 indica contração. A bolsa vem sofrendo e já apresenta retorno negativo no ano.




A reação violenta dos mercados, principalmente no câmbio dos emergentes, podem estar associados a desconfiança em relação ao que estaria acontecendo na China, pois o que o FED está alertando é que os helicópteros podem ser tirados do ar pelo bom motivo, ou seja, crescimento melhor dos USA, portanto os últimos acontecimentos da China podem ser o que realmente está incomodando os mercados, e o que está atrás das cortinas!

Os pop stars levaram um tombo de respeito, já na abertura o ouro caia 4,6% e a prata 7,1%. Os leitores do mosca não devem estar surpresos, pois no post finalmente-uma-boa-noticia, visionei uma queda aos níveis de US$ 1.300, o que acabou acontecendo hoje. Estou repetindo um gráfico do ouro que postei que-fase, com minhas avaliações naquele momento.

Eu espero que em um dos 3 intervalos apontados, possa haver a reversão:
  1. Entre US$ 1.420/US$ 1.400, onde abriu hoje, com um novo tombo em relação a sexta-feira.
  2. Entre US$ 1.300/US$ 1.285, o meu preferido.
  3. Ao redor de US$ 1.150, que se não for contido vai colocar minha perspectiva de alta futura em cheque, e abaixo de U$ 1.000 o ouro vai virar pó! Hahahahah...
A partir de agora não sou mais vendedor de ouro.

- David, vamos às compras?
Acho que eu não me expressei direito, eu vou buscar momentos de compra e não acho que seja agora, pois existem ainda outros preços possíveis como os apontados acima. O que eu quero enfatizar é que, se o ouro tiver que subir os preços de entrada deverão ocorrer ao redor deste preços. Não quero me vangloriar que eventualmente compramos no mínimo, isto só acontece por sorte, prefiro comprar mais caro com evidências melhores de alta.

O real está próximo do ponto que comentei no post manifestação-x-real, com muito stress, acho que vai respeitar e é provável que o dólar recue para região de R$ 2,10/R$ 2,15 nos próximos dias. Quem quiser vender, e tiver coragem, pode ganhar alguns pontos, it´s up to you, mas eu não ficaria comprado em dólar nos níveis atuais.

O SP500 fechou a 1.588, com queda de 2,50%; o real a R$ 2,2580, com alta de 1,53%; o euro a 1,3218, com queda de 0,57% e o ouro a US$ 1.277, com queda expressiva de 5,71%!
Fique ligado!

19 de junho de 2013

Bernake Go!

Nem parece que a seleção brasileira vai jogar hoje, o Brasil acordou com uma sensação de desesperança! Ontem os protestos continuaram onde varias cidades, inclusive pequenas, aderiram aos protestos, esta é a força da internet. Ao contrário do que eu imaginava, o sangue ainda está quente, e hoje os protestos poderão acontecer dentro do estádio.

Nossa Presidente fez uma declaração onde enalteceu a democracia, em seguida disse ..." Essa mensagem direta das ruas é por mais cidadania, por melhores escolas, melhores hospitais, postos de saúde, pelo direito à participação..."Essa mensagem direta das ruas é de repúdio à corrupção e ao uso indevido do dinheiro público"... Depois disso, nossa Presidenta enumerou o que tem feito, e terminou com uma menção subjetiva que seu governo quer mais. Não entendi, pois não vi nenhum movimento de mudança, mas de continuidade, e não é isso que as ruas estão pedindo.

Minha esposa me critica algumas vezes por opinar sobre assuntos onde eu não tenho um conhecimento profundo, ela tem uma certa razão, mas na área de investimentos o que acontece na sociedade pode ter impacto importante nos preços dos ativos. Eu já comentei anteriormente que existe uma matéria em economia Behavioral_economics que estuda este assunto. Eu tenho trocado ideia e informações com meu filho, que é "do ramo", e ontem ele me enviou um artigo publicado por Pablo Villaça sobre os acontecimentos, é excelente E daqui, para onde vamos?

Vou comentar ao final do post o resultado da reunião do FED, que vai acontecer no período da tarde, e qualquer especulação agora é desnecessária. Ontem foram publicados os dados de inflação de maio nos USA e a mesma continua abaixo do objetivo traçado pela autoridade monetária.


Inicialmente observem que no gráfico existem dois índices: o CPI que é o mais comum e o PCE que o FED utiliza para suas avaliações por ser menos volátil, talvez o tiro tenha saído pela culatra, pois se no passado o seu uso se justificava com uma inflação menor, agora não é o que o Bernanke quer. Se forem consistentes em seu raciocínio, o PCE está próximo de 1% a.a e caindo, afastando-se perigosamente do target. Será que estamos caminhando para a deflação?

O FED anunciou o conteúdo da tão esperada reunião, não há grandes mudanças, mas o que pode-se destacar é que o comitê vê uma diminuição dos riscos na economia americana, embora tenha mantido todos os helicópteros no ar. Dois membros discordaram do comunicado por entender que manter os juros tão baixos aumentam o risco de desbalanceamentos econômicos e financeiros. O mercado decidiu dar um voto de confiança e o dólar se valorizou expressivamente contra todas as moedas inclusive o real, que passou direto pelo nível apontado no post manifestação-x-real, agora o próximo ponto se localiza entre R$ 2,24/R$ 2,27, eliminando a alternativa 1.

Hoje as manifestações foram em Wall Street onde uma multidão saiu as ruas para comprar dólares e estavam dispostos a vender qualquer ativo a qualquer preço: euro, pesos mexicanos, dólares australianos e reais! Hahahah...

O SP500 fechou a 1.628, com baixa de 1,39%; o real a R$ 2,2238, com alta de 2,23% Ualll...; o euro a 1,3294, com baixa de 0,83% e o ouro a US$ 1.351, com queda de 1,23%.
Fique ligado!

18 de junho de 2013

Manifestação X Real

Antes de iniciar o assunto de hoje, eu li um artigo sobre o efeito da queda de preços de alguns serviços que vieram a ser oferecidos pela internet no-denying-deflation, complementando o post de ontem.
As mudanças tecnológicas dos últimos tempos tem impacto nos preços dos serviços oferecidos aos consumidores, porém a sua medição nos índices de inflação se tornam difíceis, uma vez que não existiam, porém tem impacto na eficiência, bem como no emprego.

Nos últimos dias o assunto nacional tem sido as manifestações que se iniciaram com a elevação das tarifas de ônibus e foram ganhando outra dimensão. Não pretendo comentar os detalhes, uma vez que os jornais dão plena cobertura sobre o assunto, mas vou focar-me nos possíveis efeitos sobre os ativos brasileiros, e principalmente o real. Hoje eu não tenho muita dúvida que a principal razão é a insatisfação dos brasileiros em três assuntos: corrupção, segurança e impunidade, o ônibus foi o mecanismo de entrada. Ontem houveram manifestações por todo Brasil, e relata-se adesão de 250.000 pessoas.

David, você disse que não iria comentar!
Calma, estou desenvolvendo meu raciocínio. Muito bem, eu acredito que daqui uma semana já estaremos próximos da normalidade, o auge foi na noite da segunda-feira. Os meus motivos para tal "otimismo" são que não houveram grandes incidentes, e isto acalma e por outro lado desmotiva novas investidas, em seguida que não tem nenhuma demanda específica, com exceção do ônibus e por último e muito mais importante, não parece factível que um movimento popular perdure quando a taxa de desemprego está nos níveis de 5%.

David, então você acha que foi uma perda de tempo?
De jeito nenhum! Se o Governo e políticos forem perspicazes vão perceber que receberam um puxão de orelhas, e que os cidadãos não estão mais dispostos a tolerar o que vem acontecendo nos últimos anos, depois que o PT assumiu o poder. Qualquer escorregão daqui em diante pode ter repercussão bem maior. Aconteceu o que em finanças se chama um waking call.

Em relação aos mercados é natural que tudo fique pressionado, a bolsa, os juros e câmbio. Li que alguns analistas acreditam que o BC vai que subir os juros em 0,75% na próxima reunião do COPOM, duvido, não deve acontecer! Já em relação ao real o BC vem intervindo diariamente e as cotações continuam subindo lentamente, mas subindo. Se não fossem as fôrças externas, eu diria que estamos próximos de um momento interessante de compra de ativos brasileiros, pois quando este tipo de assunto vira primeira página de jornal, é provável que esteja no topo.

Amanhã tem reunião do FED e o Ben Bernanke, que já está arrumando as malas, depois da declaração do Obama ontem elogiando seu trabalho, mas que chegou a hora de trocar de comando, deve estar se sentindo um pouco culpado quando anunciou que "o gato subiu no telhado", eu tenho a impressão que ele vai deixar implícito nas sessão de perguntas e respostas que ainda muita água pode rolar antes do FED agir, mas que continuara alerta para novas evidencias, ou seja, vai dar uma amenizada.

Como vocês podem perceber, está difícil de visualizar os próximos passos e o gráfico do real espelha estas dúvidas também, vejamos:

Talvez a primeira vista parece confuso, mas vamos por etapas, fixe inicialmente no movimento 1, onde o real atingiria a cotação ao redor de R$ 2,20, depois uma retração e em seguida uma nova alta. A alternativa 2 seria uma alta um pouco maior ao nível de R$ 2,25, seguida de uma queda. Notem que, caso a trajetória seja esta última, eu não saberia dizer se existirão novas altas, mas este é um assunto que agora teria que combinar com muita gente! Hahahahah.....

Não sou comprador de dólares neste nível, também não dá para comprar reais ainda, apostas contra a tendência, que nitidamente é de alta do dólar, podem machucar muito.

Vi um comentário sui generis: ..." É melhor ter mais professores do que Neymars" ...ou seja, até raiva contra o futebol a população expressou. O Governo virou refém da Copa das Confederações, que pode ser muito bom para acalmar, ou explosivo se o Brasil perder, a sorte é que a final é daqui a duas semanas e até lá espero que esteja tudo mais calmo. Quando a raiva prevalece é preciso de algum culpado, já dizia Nietzsche.

O SP500 estava (*) a 1.652, com alta de 0,85%; o real a R$ 2,1753, com alta de 0,25%; o euro a 1,3405 com alta de 0,28% e o ouro a US$ 1.366, com queda de 1,27%.
Fique ligado!

17 de junho de 2013

A dança da cadeiras

Quem já não participou da dança das cadeiras? Era divertido, ficava rodando em círculos até que o som parasse, e aí rapidamente buscávamos sentar para não sair da brincadeira. Se alguém tentasse se antecipar, e num lapso sentava na cadeira sem a música parar, era eliminado, até que sobravam dois participantes e uma cadeira. Bons tempos de infância!

Fiz este paralelo, pois estamos vivendo uma situação semelhante, onde sabemos que a música irá parar em algum momento, quando o FED começar a retirar seus estímulos, aí os investidores buscarão sair dos ativos, imaginando que vão cair. Diferente da brincadeira infantil, a impressão é que tem muito, muito menos cadeiras, e então quem bobear vai ficar com dor nas pernas, ou melhor, nos bolsos! Hahahah....

Uma avant premiere está acontecendo nestes últimos dias, desde que o Bernanke avisou que um dia a música vai parar, a partir daí vários investidores "sentaram na cadeira", mesmo correndo o risco de sair do jogo por uma atitude prematura. É compreensível, uma vez que os ativos subiram muito e parece que o dowside é maior que o upside, apertaram o gatilho!

Recebi um relatório do meu "guru" Bill Gross da PIMCO e vi que eu não era o único que tinha interpretado as palavras de Bernanke de uma forma diferente do mercado Which-way-for-bonds-Mapping-a-path-forward, recomendo a leitura, é curto, ele dá suas sugestões do que fazer, inclusive com uma visão positiva sobre o Brasil.

Eu tive o privilégio de fazer terapia com a Dra. Judith Adreucci, que infelizmente faleceu há alguns anos, na época era uma senhora com mais de 80 anos e tinha uma clareza e conhecimento humano ímpar. Numa determinada secção eu perguntei à ela como poderia saber se um pensamento era intuição ou fantasia e sua resposta foi: ..." David, observe a realidade e se a mesma confirmar seu pensamento você teve uma intuição, caso contrário foi uma fantasia"...e desde então busco usar este conselho. Vocês já sabem que o meu maior dilema é sobre uma possível deflação, que vêm sendo combatida com unhas e dentes pelos BC´s. Minha intuição (ou fantasia) diz que SIM! Vamos examinar os pontos a favor e contra:

A Favor da Deflação



Contra a Deflação

  • A emissão de moeda atinge níveis elevados aumentando o risco de inflação emissão-digital.
  • Mercado de trabalho está mais apertado que o FED imagina economista-pede-divorcio.
  • O setor Imobiliário vem apresentando melhoras, inclusive com aumento dos preços das casas.
  • O PIB teve um desempenho bom no último trimestre, além das empresas apresentarem lucros elevados.
Mas é a taxa de inflação onde a deflação pode ser medida, e como pode-se verificar a seguir, a mesma deve estar tirando o sono do Bernanke.


-David, o que fazer?
Usando os conselhos da Dra. Judith, ficar acompanhando os dados e não embarcar em nenhuma das duas possibilidades antes que fique mais claro, mas confesso que tecnicamente, se o cenário da onda C se materializar, a deflação parece ser o mais provável.

Um comentário breve sobre os jogos da Copa das Confederações, nosso time ganhou com facilidade do Japão apresentando um bom futebol, entretanto o time da Espanha joga um futebol esplendoroso, a forma rápida e envolvente como os jogadores tocam a bola, dão a impressão que é fácil jogar futebol, mas não é. Parece que eles têm um "chip" implantado, que efetua os cálculos complicados nas trocas de passes e lançamentos, dado a sua perfeição (isto é fantasia! Hahahaha...). Se tudo der certo, parece que a final será entre o Brasil e eles, let´s see!

Na última vez comentei sobre o euro foi no post o-santos-vai-receber, e como havia enfatizado, operar a moeda única tem sido repleta de armadilhas. Estávamos comprado e realizamos um pequeno lucro (apontado abaixo), a partir daí as cotações subiram e hoje encontra-se num preço que ainda não sugere ação. Como ela está numa correção, nenhum comprometimento é recomendável. Poderemos até vender em níveis inferiores, tudo depende da forma como performa, sem compromisso pré estabelecido.

O real acabou não se comportando como eu esperava emergentes-bola-da-vez, republico o gráfico com a observação em vermelho.
Não quero me precipitar e recomendo não tomar posição no momento pois os indicadores técnicos estão muito "esticados", aguardem uma nova análise para amanhã.

O SP500 fechou a 1.639, com alta de 0,76%; o real a R$ 2,1645, com alta de 0,59%; o euro a 1,3368 com alta de 0,17% e o ouro a US$ 1.384, com queda de 0,42%.
Fique ligado!


14 de junho de 2013

Os americanos estão na torcida

- David, chega de futebol!
Hahahah... hoje eu te peguei! O assunto parece futebol mas não é, vou comentar sobre o consumidor americano e como ele vem reagindo nos últimos anos. Nós sabemos que os yankees adoram uma "comprinha" , foram incentivados pelos Governos Republicanos a esta atitude, e por causa disso é um dos países que tem a maior parcela do PIB proveniente do consumo em 70%.

O Instituto Gallup realiza uma pesquisa de intenção de compras e vem apontando uma melhora neste ano, entretanto isto é o que os pesquisados "dizem", por outro lado o acompanhamento das vendas reais do comércio, o que eles "fazem", apontam uma atitude diversa como pode-se verificar no gráfico abaixo.


Os salários estão num processo declinante há muito tempo e todo o crescimento destes últimos anos foi possível através do aumento do crédito.


Uma outra fonte usada para a "orgia" aquisitiva dos americanos, foi conseguida pela diminuição de suas poupanças, uma vez que psicologicamente com a valorização das bolsas e imóveis se sentem mais "ricos" e propensos a consumir.


Por outro lado historicamente a correlação entre a confiança do consumidor e as vendas são grandes, mas como não estamos em situação "normal", isto pode estar mudando.


Os últimos dados econômicos não são muito convincentes e muito mais fracos que o apontado nas pesquisas de consumo, e parece que não é esperado um crescimento robusto para o futuro. O sentimento está sendo influenciado fortemente pelos preços inflados dos ativos. O problema é que o sentimento pode alterar rapidamente e tornar-se negativo com alguma crise que, por ventura aconteça. Resumindo, por enquanto a melhora está baseada na torcida e torcida não ganha jogo! 

Para terminar, e invertendo a ordem do post de hoje por conta da intervenção do "nosso amigo" antes que eu começasse a escrever, vamos ver se nossa seleção apresenta um bom futebol ou vamos também ter que ficar na torcida! Hahahahah.....

O SP500 fechou a 1.626, com baixa de 0,59%; o real a R$ 2,1465, com alta de 1,18%; o euro a 1,3347, com baixa de 0,20% e o ouro a US$ 1.389, com alta de 0,32%.
Fique ligado!

13 de junho de 2013

Especuladores em pânico

Neste final de semana começa a Copa das Confederações, honestamente nunca entendi muito bem qual o critério para que um país participe, bem como a sua importância. Como vocês já devem ter percebido, eu adoro futebol e quaisquer que sejam as repostas acima, eu vou assistir.

Não estou muito confiante em nossa seleção, por motivos que já coloquei no blog, agora a vitória contra a França fez alguns jogadores perderem a noção da realidade, o nosso centro avante, na minha avaliação mediano, Fred além de "queimar" o último treinador da seleção disse que faria um gol por partida. O sucesso subiu à sua cabeça, pois primeiro precisa saber se será escalado e depois é melhor ele combinar com os Russos, com diria nosso saudoso Garrincha!
O jogo de abertura será contra o Japão, que tem uma equipe que vem melhorando bem. Os Japoneses são fanáticos por Futebol e deverão estar aqui em peso para assistir os jogos.

No post 1-us-100 comentei a subida meteórica tanto da bolsa Japonesa quanto da queda do Yen contra o dólar, ou seja, até a torcida do Kashima, o Corinthians do Japão, está posicionada. Alguns especuladores para financiar a sua viagem fizeram estas apostas, assim na volta era só colherem os lucros.

O mercado de câmbio opera US$ 4,7 trilhões por dia, e é sem dúvida o mais liquido dos instrumentos financeiros, existem hoje milhares de sites que com uma quantia modesta de US$ 10.000 pode-se abrir uma conta e operar via internet qualquer moeda, com um custo muito baixo. O gráfico abaixo mostra a quantidade excessiva de especuladores que estão apostando contra o yen, afinal é "bater em morto" que o Yen deve se desvalorizar.

Um dos post mais lidos do mosca $ não-é-capim é bem aplicado a este momento, com o stress que os emergentes vêm sofrendo, não tinha como estas operações não serem afetadas, deu no que deu o yen caiu 10% do seu máximo, depois de ter subido 40%.

No índice de bolsa o estrago foi ainda maior, depois de ter subido 88%,  recou nos últimos dias 21%. A retração correspondeu a mais ou menos 25% da alta, em ambos os casos.


-David, isto pode ser o início da onda C, que você tanto prega, mas que até agora nada! Hahaha..
Tinha certeza que você não iria perder esta chance para me cutucar! Por enquanto está mais parecendo uma correção forte, do que o início desta onda devastadora. Por que? Primeiro que a "personalidade" deste movimento de queda ainda não se parece com uma onda C e segundo que o SP500 não rompeu o ponto que comentei no post emissão-digital.

Usa-se um termo nos mercados nestes momentos, chacoalhar a macieira, e os "mão fracas" são colocados para fora do mercado quando o saldo da conta vai para zero Quanto aos especuladores que estavam financiando sua viagem com estes ativos, ou nem conseguiram embarcar ou vão ter que assistir pela televisão!

O SP500 fechou a 1.636, com alta de 1,48%; o real a R$ 2,1238, com baixa de 1,45%; o euro a 1,3376, com alta de 0,30% e o ouro a US$ 1.384, com queda de 0,23%.
Fique ligado!

12 de junho de 2013

Vai ou não vai?

O mercado nos últimos meses assumiu que finalmente a economia americana está se recuperando, e portanto pode-se esperar um crescimento de 3% a.a. As declarações do Bernanke, que se as coisas melhorarem vai retirar os helicópteros, foi suficiente para os otimistas reafirmarem suas expectativas.
Reconheço que existem melhoras em alguns indicadores, porém alguns outros requerem cautela.

Um dos indicadores Purchasing_Managers_Index, calculado através de uma pesquisa com as empresas, mostraram no passado uma correlação muito próxima com o PIB. Na semana passada foi publicado o índice do mês de junho e situou-se em 49, o mais baixo desde junho de 2009, quando a economia estava ainda se recuperando.

Outro indicador oriundo desta pesquisa, são as novas ordens subtraída dos estoques, que sugere uma redução notável no crescimento.

E finalmente em relação aos preços, indica um poder baixo das empresas em aumentá-los.

Em pesquisa feita pela Bloomberg com os Presidentes de algumas companhias, foi identificado um ceticismo quanto as perspectivas futuras, e que de certa forma também afetou o emprego neste setor com uma queda de 8.000 vagas no mês passado.

Como comentei no post de ontem emergentes-bola-da-vez, os emergentes estão sentindo na pele, o gráfico a seguir apresenta a performance do dólar australiano, que é considerado uma moeda muito atrelada a variação das commodities e o índice de bolsa dos países emergentes.


Ambos estão em posições tecnicamente delicadas, qualquer escorregão pode causar uma aceleração nas ordens de venda. Então o que vocês acreditam, vai ou não recuperar? Na minha opinião, se as economias se mantiverem como hoje já estaria bom. Agora não se enganem, com todo o estímulo dado é fundamental o  crescimento, caso contrário o cenário mais negro deflacionário vai ganhar força. Lembrem-se da onda C!

O SP500 fechou a 1.612 com queda de 0,84%; o real a R$ 2,1537, com alta de 1,03%; o euro a 1,331, com alta de 0,11% e o ouro a US$ 1.388, com alta de 0,70%.
Fique ligado!