Inflação: A Revanche

29 de maio de 2013

Ualllll.......

Acabo de chegar na praia e ao ligar o meu computador me deparo com a alta do dólar contra o real, 1,78% só hoje! Não tenho muita dúvida que várias ordens de stop foram executadas, será que estão lendo o mosca? Hahahahah... O BC "fingiu de morto", não entrando no mercado para vender dólares, e mesmo que quisesse hoje tem reunião do COPOM , não seria recomendado qualquer intervenção, portanto foi uma festa para quem estava comprado em dólares.


Depois deste estrago, meu cenário foi por água abaixo ficando mais provável uma outra hipótese que era menos provável. Vou analisar com mais detalhes no feriado.

Fique ligado!

O BCB está indeciso

Em política monetária o Brasil está na contra mão, a maioria dos BC´s ou estão diminuindo ou mantendo os juros, enquanto nós por aqui vamos ter que subir. Isto é consequência de uma precipitação de quando o processo de queda iniciou-se em 2011, onde as taxas foram "derrubadas" de 12,5% a.a., para 7,25% a.a. num espaço muito curto, sem fundamentos para tanto. Esta atitude foi uma das causas pela elevação dos níveis de inflação, que estão no limiar de romper a banda superior estabelecida no programa de metas.

Hoje será anunciado o novo nível para a taxa SELIC e segundo informações a diretoria do BC está dividida em elevar 0,25% ou 0,50%, os diretores mais preocupados com o nível da inflação tendem para o nível mais elevado, enquanto os outros imaginam que o ambiente de incerteza internacional poderá trazer algum alívio à alta de preços. A Rosenberg, que vem fazendo um bom trabalho na leitura dos dados macro econômicos, está com um call de 0,50%.

Este momento me fez lembrar que quando eramos crianças, para decidir sobre uma dúvida apelava-se para: "Minha mãe mando escolher este daqui....." , Recomendo que se use o mesmo modelo pois pouca diferença, para não dizer nenhuma, terá qualquer uma das duas opções, o único impacto será da expectativa, pois uma decisão de 0,25% mostrará uma certa fraqueza. Uma vez que se existe meta de inflação, e ela deve ser seguida, o BC tem que elevar os juros até que ela se enquadre novamente, doa a quem doer.

Quanto ao real desde o último post crescimento-de-anão, ele vem se desvalorizando lentamente e ontem teve uma queda maior, penetrando no limite que lá mencionei. Hoje o mercado continuou com seu movimento de depreciação do real se aproximando do nível de R$ 2,10.
Outro fator que merece atenção é o fato do dólar estar se valorizando frente a todas as moedas dos países emergentes e produtores de commodities: dólar australiano, neozelandês, peso mexicano, Rand da Africa do Sul, dólar canadense e real, na sequência abaixo.


Como pode ser visualizado, desde de final de abril todas vem caindo, vejam que eu adaptei a cotação destas moedas, para que ficasse mais fácil a visualização.

Acima dos R$ 2,08 o real não tem muita margem de manobra e se as outras moedas continuarem na mesma trajetória é provável que a alta atingida no final do ano passado de R$ 2,14 seja testada e eventualmente rompida. Vou aguardar mais um pouco para um eventual reposicionamento, não que eu não espere uma alta do dólar em relação ao real como mencionei no post o-real-contra-ataca, mas esperava mais para frente.

As 12h00 o SP 500 estava a 1.640, com queda de 1,16%, o real a R$ 2,0935, com alta de 0,90%, o euro a 1,2953, com alta de 0,77% e o ouro a US$ 1.386, com alta de 0,52%.
A próxima publicação do mosca será depois do feriado, dia 03/06.
Fique ligado!

28 de maio de 2013

O Santos vai receber?

Finalmente terminou a novela, Neymar foi vendido para o Barcelona. É incrível como os meios de comunicação ficaram polarizados, porque será? Acho que poderia listar alguns motivos, primeiro que um exemplo de sucesso indiscutível é sempre notícia, afinal não é todo dia que um menino de 21 anos conquista a simpatia de todos os brasileiros, segundo que faltam boas notícias, pois no dia a dia, é morte, assalto, etc...
Daqui em diante é que as coisas vão começar a complicar para o jogador, pois no Barça ele não será "o cara", mas mais um jogador. Espero que ele perceba que ficar caindo a todo minuto, simulando que foi atingindo violentamente não é bem visto na Europa. Neymar boa sorte e foque no futebol se quiser continuar com sua carreira promissora.

A Espanha é o país com a menor chance de trazer seu déficit público para a meta estabelecida para a região de 3%, depois que no ano passado, atingiu a marca negativa de 10,6% do PIB. O FMI projeta que a dívida deste país irá atingir a marca de 100% no próximo ano. Talvez alguns países podem ganhar algum  tempo extra da Comissão Européia no intuito de reduzir estes números, mas quanto tempo será necessário para se atingir este índice, será crível?

O gráficos a seguir apresentam o déficit público e em seguida a dívida pública no ano passado, ambos sobre o PIB, para a região do euro.




Nos anos 80, tinha-se como crença que um país que tivesse uma dívida superior a 65% do PIB, poderia mandar emitir a passagem e "passar o chapéu" no FMI, se condicionando a todas as sua exigências. Se esta ideia fosse verdadeira nos dias de hoje, iria faltar chapéu! Hahahahahah... O que mudou? Esta relação estava errada ou seriam tantos países que não se conseguiria implementar por falta de recursos?

Agora a situação não é igual para todos, vejam a pesquisa abaixo feita com a população dos principais países Europeus.


Eu não sei como foi acertada a liquidação financeira do Neymar, mas se foi a prazo existe um risco aí dos interessados penarem para receber, pois se a Espanha não melhorar, as bilheterias serão afetadas. Se ele tivesse tomado uma decisão mais pragmática deveria ter ido para o Bayer, só o tempo dirá!

Sobre o euro eu não teria muito a acrescentar o que foi dito no post euro-conforme-o-esperado, conforme pode se ver no gráfico abaixo, a indecisão continua, e mais uma vez fica constatado que operar a moeda única por enquanto é um como andar num terreno repleto de armadilhas.

o SP500 fechou a 1.660, com alta de 0,63%; o real a R$ 2,0708, com alta de 0,80%; o euro a 1,2854, com queda de 0,60% e o ouro a US$ 1.380, com queda de 1,00%.
Fique ligado!

27 de maio de 2013

Cuidado com a sedução

Hoje é feriado em Nova York e nestes dias pouco acontece nos mercados, fica em "banho-maria". Vou comentar sobre uma categoria de fundo que causa bastante polêmica, e de tempos em tempos atraem o interesse dos investidores, os hedge funds.

Começando pelo nome que indica exatamente ao que eles não se propõem a fazer, veja a definição: "Making an investment to reduce the risk of adverse price movements in an asset. Normally, a hedge consists of taking an offsetting position in a related security, such as a futures contract."

Inicialmente quando eles foram criados, a ideia era proteger uma carteira de ações que alguém pudesse ter, vendendo derivativos quando o administrador do fundo acreditasse que a bolsa iria cair. Porém, com o passar do tempo estes fundos foram ficando mais abrangentes e hoje seu nome correto deveria ser total returns, ou seja, buscam rentabilizar com alternativas de ganhos nos diversos mercados.

Existe uma empresa (HFRX Global Hedge Fund Index) que acompanha esta categoria, vejamos as estatísticas deste segmento nos mercados internacionais. O total é de US$ 2,13 trilhões ou o equivalente a 1,1% de todos os ativos das instituições financeiras. Nos últimos cinco anos, o índice que mede estes fundos sofreu uma perda de 13,6%, enquanto o SP500 subiu 16%.

A maioria cobra uma taxa de administração de 2% a.a. e uma taxa de performance de 20%, enquanto os outros fundos só cobram taxa de administração. O grande problema destas taxas é que elas são cobradas periodicamente (semestral ou anual) e quando o fundo ganha é cobrado a performance, mas quando perde não devolve. De acordo com Simão Lack, que passou sua vida profissional no JPMrogan Chase e autor do livro Hedge-Fund-Mirage-Illusion-Money, diz: " Embora a indústria gerou riquezas fabulosas e criou muitas fortunas, em grande parte o fez em benefício próprio. Vejamos alguns de seus levantamentos:

  • De 1998 a 2010, os administradores de fundos hedge ganharam US$ 379 bilhões em taxas. Os investidores destes fundos ganharam apenas US$ 70 bilhões.
  • Os gestores ficaram com 84% dos lucros, enquanto seus clientes com 16%.
Além disso não se pode esquecer que normalmente o resgate tem uma carência que varia de três meses até um ano, e se uma crise como a de 2008 se repetir, eles simplesmente vão fechar o fundo para resgates, como lá o fizeram. E o que diria do caso Madoff, que não só enganou investidores experientes mas também alguns dos grandes bancos, "sumindo" com US$ 50,0 bilhões?

Vocês podem se perguntar o porquê deste sucesso? Na minha visão esta categoria tem um certo ar de magia, afinal é mais seguro deixar a decisão do que fazer para quem é o "bam bam bam" no assunto, acreditando que são infalíveis, e aí é que a premissa não está certa, são como todo ser humano passíveis de erros, e dependendo da sua ganância podem perder a maioria do seu capital.

Aqui no Brasil ficaram conhecidos na categoria de multimercados. Com exceção de alguns gestores, que tem um track record invejável, a maioria seguiu o padrão, prometendo, e até entregando por um tempo um bom retorno. Mas aqui, não tem porque ser diferente do exterior.

David, você está cuspindo no prato que comeu!
Poxa hoje você foi direto no estômago! Para ser honesto eu pensei bastante antes de escrever este post, mas decidi fazê-lo, afinal eu estou relatando o que foi publicado e vocês são maiores de idade para tomar suas decisões. Vejam, não estou dizendo que os gestores são mal intencionados, longe disso, eles querem que todos seus investidores fiquem bilionários, mas não é possível, não é real! Acreditem na frase que acompanha todos os fundos:

Resultados passados não são garantia de resultados futuros.

O real fechou a R$ 2,0566, com alta de 0,25%; o euro a 1,2929, sem variação e o ouro a US$ 1.394, com alta de 0,62%.
Fique ligado! 

24 de maio de 2013

China de olhos bem abertos

O formato dos olhos é uma característica física típica dos orientais, para nós ocidentais às vezes é difícil de reconhecer se são Japoneses, Coreanos ou Chineses, mas não tem-se dúvida que são desta região, isto não significa que tenham alguma dificuldade de enxergar.
O mundo vem acompanhando o crescimento acelerado da China nestes últimos anos, e porque não, perplexos de como não aconteceu nenhum grande descontrole como a falta de matérias-primas, na infraestrutura, alimentos e etc... Um dos motivos é o fato de planejarem e executarem seus planos de longo prazo com muita disciplina.

Pelas imagens que temos acesso, é impressionante o desenvolvimento urbano que lá ocorreu, e para executar tantas obras é necessário muita matéria-prima, tornando a China um dos maiores importadores mundiais da atualidade.


O mapa acima dá a dimensão como aquele país inciou sua jornada na África, onde os países ocidentais não se atreveram muito no passado, em busca de commodities. Ai o pragmatismo oriental prevaleceu a racionalidade, pois a situação política dos países deste Continente estão longe de alguma estabilidade, porém mesmo assim resolveram arriscar, afinal se der certo vão garantir o suprimento que tanto necessitam sem grande concorrência.

Numa outra empreitada com este objetivo, conseguiu o status de observador no conselho ártico, composto de 8 membros, que tem como tarefa a governança das fronteiras e direitos dos povos indígenas. Além disso, outro assunto que está ganhando interesse é com o derretimento polar, causado pela extração de recursos desta região. A China planeja obter 40% de sua importação de minério de ferro das suas minas que possui nesta região até 2015, reduzindo sua dependência de outra fontes estrangeiras. Outro grande potencial de reservas é a estimativa de 50 bilhões de barris de petróleo e gás.

A Dinamarca se opôs ao Investimentos Chineses, o que levou os políticos da Groenlândia a clamar pela sua independência. Para mudar a região, com uma pequena população de 58.000 habitantes, seriam necessários substanciais volumes de investimentos, o que a China está disposta a realizar, e o track record alcançado na África, onde os Chineses ofereceram ajuda oficial e investimentos, está motivando os Groenlandeses.

 A Bloomberg elaborou um gráfico onde coletou os artigos contendo "Conselho Ártico" desde 2005 ( em laranja) e a mesma estatística contendo a China.


Enquanto o resto do mundo está preocupado em helicópteros, desemprego, juros, os Chineses "vão comendo pela beirada", aumentando seu investimentos no exterior voltado a diminuir seus riscos de falta de matéria-prima, se vão dar lucro ou não é de segunda ordem, estão de olhos bem abertos!

O SP500 fechou a 1.649, sem alteração; o real a R$ 2,0493, com alta de 0,23%; o euro a 1,2933, sem alteração e o ouro a US$ 1.383, com queda de 0,49%.
Fique ligado!

23 de maio de 2013

Más companhias

Quando nossos filhos entram na adolescência a preocupação aumenta, não que quando sejam pequenos mereçam menos atenção, mas é nesta faixa etária que se rebelam contra os pais, e se suas amizades não são "boas" muitos riscos podem surgir, é também nesta idade que iniciam as transgressões, testando os limites. Quem já não ouviu o argumento " mas todos meus amigos tem, ou fazem?"


Pois bem, acho que isto está acontecendo de certa forma com o nosso Governo. Presenciamos nestes últimos tempos ações absurdas tomadas por nossos vizinhos. A Argentina está um caos graças a teimosia de sua Presidenta em implementar medidas autoritárias.  A Venezuela sem comando, após o falecimento de Hugo Chaves, cujo o único objetivo paranoico era destruir os USA. E assim vai com Bolívia, Equador, talvez o único que se salva é o Chile. Aqui no Brasil temos assistido algumas medidas que de certa forma preocupam, mas ainda não comprometeram nossa saúde financeira.

Ontem foram publicados os resultados de nossas contas cambiais, e a cada publicação piora um pouco o-brasil-esta-derrapando, o déficit no mês passado atingiu US$ 8,3 bilhões e com isso este indicador em 12 meses atingiu a marca de US$ 70,0 bilhões, e não fosse os Investimentos diretos o resultado poderia ser bem pior.


O balanço de pagamentos, que mede o fluxo total de entradas menos saídas, conseguiu um honroso zero a zero, graças a conta de capital e financeira. Mas a sua trajetória é nitidamente para baixo.


Parece que de nada está adiantando as medidas para reverter situações como da nossa Indústria, e tantas outras. Outra área que também está tirando o sono de nossas autoridades é a inflação, que não dá o menor sinal de arrefecimento. Aí a "coisa pega", pois se tem uma variável que pode comprometer a reeleição de nossa Presidenta é a inflação. Ontem ela agiu sobre o recém empossado prefeito de São Paulo e "sugeriu" que as passagens de ônibus, que já deveriam ter sido reajustas em janeiro, subissem 6,7% ao invés de 13,3%. Como as empresas não vão bancar o prejuízo,  uma compensação será feita através da diminuição de impostos e outros benefícios. 

Não parece que estamos indo lentamente para o modelo Argentino de administrar? Más companhias! 

Todos estes desaforos são suportáveis, mesmo a violência sem limites a que a população vive, uma vez que a atitude ainda é: "ainda bem que não foi com ninguém da minha família". No caso das contas públicas nosso colchão é muito grande, são US$ 380 bilhões de reservas, não apostem contra! Mas como diz o ditado, "água em pedra dura tão bate até que fura".

O SP500 fechou a 1.650, com queda de 0,29%; o real a R$ 2,0438, com queda de 0,22%; o euro a 1,2939, com alta de 0,65% e o ouro a US$ 1.391, com alta de 1,68%.
Fique ligado!

22 de maio de 2013

Estudando de madrugada

Todos os anos o Presidente do FED é sabatinado pelo Senado Americano, e hoje  Ben Bernanke estará lá presente. Não fossem os últimos acontecimentos, nada de muito novo poderia se esperar, mas dado a pressão que o mesmo vêm sofrendo de vários membros do FED para interromper o programa de injeção de liquidez, ele deve ter virado à noite passada "rachando", mas quem já não passou por isso? O problema é que alguns dados já deveriam estar melhorando e, ou não estão, ou estão de uma forma muito lenta.

Para os leitores assíduos, lembro o post um-pouco-de-teoria, publicado o ano passado onde eu explanei simplificadamente, sobre a teoria quantitativa da moeda. Em todo caso, a fórmula abaixo é de uma certa forma auto-explicativa.

       (oferta monetária) x (velocidade)= (PIB real) x (nível de preços)

Do lado esquerdo da equação a primeira variável o FED tem controle, são as injeções, e a segunda é medida, veja como ela vem se comportando.


Vai de mal a pior, a velocidade está nos níveis mais baixos históricos, então se mais liquidez não for injetada, ou o PIB cai ou os preços caem! Bem, tenho certeza que o Bernanke não precisa consultar o mosca para chegar nesta conclusão. Hahahahah.....

A Bloomberg publicou um artigo alertando para os perigos de uma deflação, argumentam que a demanda puxa a inflação, mas acontece que a demanda está a níveis muito baixos desde de 2009, assim o comércio não consegue impor preços mais elevados para os produtos.

Um número de companhias comentou que o consumidor está num ambiente mais apertado de consumo. O CEO de uma cadeia de restaurantes citou que, os restaurantes continuam com muitas dúvidas e inconsistência dos consumidores, quanto aos seus gastos discricionários.

Por outro lado os preços tendem a subir quando as commodities e salários sobem. Este tipo de inflação não é problema atualmente, o CRB_Index, está num movimento de queda e a maioria dos indicadores de renda e salários estão beirando os mínimos históricos.

Num relatório produzido por esta agência, e de acordo com o CEO da PPG Industries, a companhia está observando que os preços de suas matérias primas estão estáveis para levemente negativa, "Entretanto, o que temos notado nas últimas semanas, são mais quedas nas commodities com exceção do gás natural".

Imagino que Bernanke, já com um pé fora do FED, não vai abandonar suas crenças agora, então podemos esperar que os helicópteros vão continuar até que o desemprego ou a inflação atinjam os parâmetros por ele definido, e quem no FED, não gostar, que mude de emprego!

As notas acima foram escritas pela manhã e o Bernanke reafirmou que por enquanto os helicópteros vão continuar como o planejado. A primeira reação do mercado foi positiva mas em seguida reverteu, pois percebeu que o motivo da revoada continuar é consequência  da economia ainda não está firme. No meu entender foi mais uma realização de lucros, pois tudo o que disse não é nenhuma novidade.

O SP500 fechou a 1.655, com baixa de 0,83%; o real a R$ 2,0502, com alta de 0,47%; o euro a 1,2855, com baixa de 0,41% e o ouro a US$ 1.366, com baixa de 0,67%.
Fique ligado!

21 de maio de 2013

Crescimento de anão!


Ontem eu fiz uma atualização sobre as perspectivas da bolsa americana a-história-não-se-repete e tecnicamente tracei duas possibilidades com caminhos divergentes, o que eu não mencionei é que a situação atual não pode perdurar por muito tempo, ou vai ou raxa! A minha impressão é que o principal drive desta alta é o excesso de liquidez que paira por aí, e as evoluções tecnológicas que estão causando aumento da produtividade impulsionando os lucros das empresas no curto prazo. Agora ao se analisar a evolução das economias, nada de muito animador surge.


O gráfico acima é do Global Leading Indicator GLI, que é uma medida de como a economia mundial está performando, vejam que depois da crise de 2009, este indicador subiu de uma forma robusta, como se é esperado ao final de períodos de recessão. Depois disso retrocedeu em 2011 a níveis perigosos, influenciado pela crise Europeia, só que daí em diante vem recuperando muito lentamente, o que é preocupante. Onde está o crescimento que justifica toda a euforia das bolsas? 

Outra mudança que vem acontecendo é  no consumo de gasolina nos USA, vejam a seguir.


O gráfico acima mede o crescimento do consumo a partir de 1971, ajustado pelo crescimento da população, o pico foi atingido em 2005 e a partir desta data vem caindo consistentemente.


Um dos motivos poderia ser o aumento do preço nas bombas, porém o gráfico acima mina esta percepção, pois não apresenta correlação, ficamos então com as premissas que a população está ficando mais velha e como consequência andam menos de automóvel, e pelas mudanças ocasionadas pelo uso da internet onde muitas compras são feitas on-line.

O real vem caindo lentamente nos últimos dias, embora o fluxo cambial tenha melhorado um pouco. Como mencionei no post a-apple-não-acabou, enquanto estiver abaixo de R$ 2,08, podemos estar dentro de uma correção. Outro fator que pode estar influenciando, é o fato do dólar estar subindo contra todas as moedas e em especial a dos emergentes. Nada a fazer!

O SP500 fechou a 1.669, com alta de 0,17%; o real a R$ 2,040, com alta de 0,10%; o euro a 1,2905, com alta de 0,13% e o ouro a US$ 1.375, com queda de 1,28%.
Fique ligado!

20 de maio de 2013

A história NÃO se repete

Quem já não ouviu a frase que a história se repete? Ela é usada em várias situações, como por exemplo uma pessoa que repete seus hábitos, ou uma máquina que apresenta o mesmo defeito, mas a sua extensão para a história em si é falsa.

Antes de entrar nos mercados, vamos a alguns comentários sobre a final do Campeonato Paulista, disputado ontem entre meu time Santos e o Corinthians. Deu a lógica, o Coringão, com um time mais inteiro, mereceu o título mesmo empatando o jogo, tirando a possibilidade do tetra pelo peixe. Aqui a história ficou longe de se repetir, pois com um time dependente do Neymar, simplesmente não conseguiu fazer nada. A única coisa de boa que pode acontecer agora é a sua saída do clube, não que eu não queria ter um jogador como ele, mas não dá para ter uma equipe com um único jogador. Espero que a diretoria aprenda com o erro!

Nos mercados buscam-se semelhanças que nunca se repetem, pelo menos de uma forma idêntica. De tempos em tempos são publicados estudos comparando a evolução de uma cotação numa determinada época com a atual. A ideia é, de uma certa forma, induzir o leitor a projetar o futuro por semelhança.

Logo que eclodiu a crise de 2009, vários analistas compararam esta com a de 1929, assim gráficos como o ao seguir surgiram.

Aqui pode-se ver o comportamento do SP500 atualmente, o Dow Jones em 1929 e o índice Nikkei em 1989. Pode-se tirar alguma conclusão? Sim, a história não se repete! É natural a busca de alguma dica sobre o futuro, mas desta forma não funciona.

-David, foi bom tocar no assunto, onde está a onda C que você tanto está esperando?
No último dia de dezembro de 2012 fiz um relato do que eu esperava para 2013, e também como é a "personalidade" das ondas B e C previsão-para-o-próximo-ano. Vejamos uma atualização do SP500, note que eu usei escala logarítmica para uma melhor visualização.
Podemos tirar algumas conclusões, primeiro que o movimento dos anos 80 até o final de 99 é quase uma linha reta, indicando claramente um mercado de alta, depois desta data até agora está numa correção. Segundo, reparem como neste último período de correção, as quedas são mais "rápidas" que as altas, o que se adéqua ao cenário que vislumbro.

Depois de uma correção terminada, um novo movimento com tendencia se inicia, que pode ser uma continuidade ou reversão do movimento anterior.Vai dar verde ou marrom? Se der verde cometi um grande erro na minha previsão e vou ter que me ajustar, se der marrom é o que eu espero, onda C.

Desde o início do ano o SP500 já subiu 16% não é pouca coisa num mundo desesperado por rendimento, meu único consolo é que não teimei apostando contra, ou seja, não perdemos nada. Honestamente não me contento muito com este argumento, parece uma desculpa! Em todo caso é real. Tenho dificuldades de embarcar no campo dos otimistas, pois a situação nos USA não parece justificar tal atitude e algumas das analises técnicas ainda apontam para a cautela.

Não estou preparado para mudar de ponta, é como se eu tivesse sendo empurrado para uma piscina que parece "muito gelada". Teimosia? Talvez, mas realmente não me sentiria confortável, pelo menos até o momento. Sorry!

O SP500 fechou a 1.666 (número feio!), sem alteração; o real a R$ 2,0390, com alta de 0,19%; o euro a 1,2888, com alta de 0,6% e o ouro, depois de uma reviravolta durante o dia, fechou a US$ 1.394, com alta de 2,6%.
Fique ligado!

17 de maio de 2013

The Chicago Boys

Como de costume, a cada anuncio do desemprego e da publicação da taxa de inflação, fico atento, afinal estes são os critérios explicitados pelo FED na decisão se os helicópteros param ou continuam. Ontem foi o dia da inflação, e a mesma continua caindo, flertando com o nível de 1,0% a.a. Eu entendo o argumento dos analistas pela queda do preço do petróleo, mas convenhamos, a inflação total é baixa e ponto!

Nos anos 70, um grupo de economistas Chilenos, pós graduados na Universidade de Chicago, formularam a política econômica do General Pinochet, foram os pioneiros do pensamento neoliberal, antecipando o que Margaret Tachet implementou no Reino Unido uma década depois, ficaram conhecidos como Chicago Boys. O grande mentor deste pensamento é nada mais, nada menos, que Milton Fridman, se ele estivesse vivo não tenho muita dúvida que seria um crítico ferrenho dos helicópteros, mas qual seria sua explicação para o que vem acontecendo? Provavelmente diria que é uma questão de tempo para os USA terem um problema sério nos níveis de inflação, ou será que daria sua mão a palmatória aos Keynesianos? Who knows!


O gráfico a seguir mostra que a quantidade de moeda injetada pelo FED continua aumentando, e outro detalhe que pode-se observar, é que a quantidade de títulos longos, superiores a 3 anos, representa a maior parcela.


Onde isto vai terminar ninguém sabe, cada grupo defende seu ponto de vista, Bernanke acha que não tem problema, pois por enquanto a economia não está com toda esta força, veja por exemplo o volume de carga transportado por via férrea, fraco!


O outro grupo diz que é uma questão de tempo para a inflação se elevar, pois o FED vai se enrolar todo para retirar todo este estimulo, fora os helicópteros dos vizinhos. Eu não tenho opinião já há muito tempo e vou me basear na análise técnica, e por enquanto não existe nenhum sinal mais claro.

Eu recebi um relatório que merece ser dividido com vocês e ajuda a compreender por que nossa Indústria está fadada a sumir!


Agora, a competitividade não depende exclusivamente dos salários, mas sem dúvida é o principal fator, considere também que não houve nenhuma ajuda do câmbio neste período cuja cotação está nos mesmos níveis do ano 2000, só com um milagre! 

1993 x 2013 - Todos os itens na foto de cima foram substituído pelo smart phone!



O SP500 fechou a 1.666, com alta de 0,95%; o real a R$ 2,0370, com alta de 0,51%; o euro a 1,2825, com baixa de 0,44% e o ouro a US$ 1.356, com queda de 2,13%.
Fique ligado!

16 de maio de 2013

O que vale é bola na rede

Para quem assistiu o jogo de ontem do Corinthians entendeu bem esta famosa frase ..." O que vale é bola na rede"... O jogador de los hermanos, Riquelme fez um bonito gol, mas improvável que se repita. Se ele tentasse a mesma jogada mais cem vezes, talvez acertaria uma, depois disso o Coringão ficou um pouco perdido em campo.

E o juiz?  Queria dar uma de "aqui eu mando" e no exagero de sua atitude deixou de marcar dois pênaltis e anulou dois gols, não é pouca coisa. Tudo podia ser diferente, mas não foi, agora só o Atlético Mineiro para tirar a desforra.

Vou continuar um pouco mais no assunto, nos últimos anos vários times brasileiros têm ido ao exterior para trazer de volta, jogadores brasileiros, que foram jogar lá, mas eles custam caro, são negociados em Euros, assim vão a caça de pechinchas. Agem como os investidores quando compram determinadas ações só porque caiu muito. O resultado tem sido muito aquém do esperado, estes jogadores normalmente tem algum problema, se machucam muito, estão "velhos", muito briguentos e etc...dos que eu tenho visto, poucos se deram bem, pensem nisto.

Na semana passada eu liquidei a posição vendida de ouro extra-liquidação-da-posição-de-ouro, depois disso os preços só caíram! Agora não adianta se lamentar, mas uma análise mais detalhada é necessária.

O primeiro motivo, foi que o ouro está numa correção e o movimento de longo prazo é de alta, segundo que os preços já chegaram muito próximo a meu objetivo esperado de US$ 1.300/US$ 1.250 e por último a formação que eu esperava no curto prazo (anotado em azul), seria sucedida por uma alta. Mas vejamos o que aconteceu desde então.


Deixamos na mesa US$90, ou seja, 6% não é pouco! Mas agora não adianta reclamar do juiz! Hahahah...Eu aprendi durante estes anos, que devemos controlar o máximo possível nossa raiva, a vontade que dá é usar o seguinte raciocínio..." Eu estava certo, vou entrar de novo"... pura ganância, cuidado com ela.

De uma forma mais pragmática, o que pode acontecer com o ouro considerando que meu objetivo ainda será atingido?
  • O meu receio inicial que o ouro ainda iria para  a casa dos US$ 1.500 antes de cair, acontece, com uma alta a partir de agora (1).
  • Continua a queda até chegar no objetivo (2)
-David, o que você sugere, já que seus palpites no ouro funcionaram?
Antes de tudo, como se diz no ramo .." resultados passados não são garantias de resultados futuros"... portanto tenho que me desvencilhar do que aconteceu para não ficar deslumbrado! Neste momento não temos nada com um bom risco x retorno, pois se vender pode subir US$ 130, e não vamos gostar, se comprar pode cair US$ 120, também não vamos gostar.
Prefiro que ele suba, não sei se para satisfazer meu ego ou para uma nova oportunidade de venda, mas é só torcida!

O SP500 fechou a 1.650, com queda de 0,51%; o real a R$ 2,0270, com alta de 0,25%; o euro a 1,2877, sem variação e o ouro a US$ 1.386, com queda de 0,40%.
Fique ligado!

15 de maio de 2013

Euro, Conforme o esperado

Algumas realidades da vida são difíceis de aceitar, elas podem acontecer em vários campos, os maiores candidatos são no trabalho, na família, principalmente quando o assunto são os filhos e no seu time predileto. Cada uma delas vai gerar um "prejuízo".

Um exemplo recente, para quem é Palmeirense e assistiu o jogo de ontem contra o Tijuana, aconteceu  logo depois de uma infelicidade do goleiro Bruno, ao tomar um "frango" como se diz na gíria. A sorte do jogo foi selada ali, pois o time perdeu a confiança em seu guardião. Para quem como eu, estava assistindo somente por gostar de futebol, coloquei as chances de virada mínimas, agora para os torcedores que acreditavam que o Palestra poderia ganhar, ficaram literalmente na torcida, e torcida não ganha jogo!

- David, você realmente precisa conversar com a sua analista!
Vejam, estas colocações iniciais são para dar um pouco de vida para um assunto tão frio como finanças, se vocês não gostam, me digam, caso contrário vou continuar.

Hoje foram publicados os PIBs do 1º trimestre da zona do euro, ficando em 0,2% negativo.


A Alemanha que era o motor da Europa está sendo puxada para baixo, não está aguentando carregar todos nas costas, assim cresceu meros 0,1%, enquanto Itália e Espanha tiveram queda de 0,5% e a França, que está oficialmente em recessão, uma queda de 0,2%. Como no futebol, os "torcedores" que neste caso são os órgãos públicos, acreditavam que poderiam ficar num honroso "zero a zero", porém a realidade se sobrepõe, e a cada trimestre revisões são necessárias. Para quem está de fora, sabe que pelo caminho adotado, o que vem acontecendo é normal, nada agradável, mas esperado.

A minha posição do euro iniciada em março jorrando-dinheiro foi liquidada hoje a 1,29, conforme a minha última atualização o-mercado-enlouqueceu. Vejam o percurso da moeda única neste período.

Agora a cotação está num pivô anotado na figura acima, se vai subir ou cair ainda não está claro, mas eu resolvi sair por quinze motivos, o primeiro é porque bateu no meu stop e os outros quatorze tanto faz! Hahahahah..... 

Vocês são testemunhas do meu ceticismo em relação ao euro, onde tudo pode acontecer, subir ou cair. No ano passado, no post cest-ne-pas-possible, coloquei minhas previsões para 2013. O gráfico a seguir é uma composição do que eu havia publicado naquela ocasião ( em vermelho) e uma possibilidade com os últimos acontecimentos ( em amarelo).

Talvez o euro esteja rumo a queda que o levaria a paridade já, ao invés do imaginado  anteriormente, mas é muito cedo para assumir esta premissa, afinal algo de grave teria que acontecer antes. Como eu não estou aqui para ser adivinho, coloco o micro lucro no bolso de 1,8%! e vamos para a numerada por enquanto. Alias, hoje á noite tem o jogo do Corinthians contra los hermanos, o Boca Juniors, vamos Corinthians!

O SP500 fechou a 1.658, com alta de 0,51%; o real a R$ 2,0244, com alta de 0,22%; o euro a 1,2881, com queda de 0,29%; o ouro a U$ 1.392, com queda de 1,67%, com certeza eu liquidei minha posição antes do tempo extra-liquidação-da-posição-de-ouro, amanhã vou comentar o que saiu diferente.
cFique ligado!

14 de maio de 2013

Procura-se: Presidente do FED

Quem já mudou de chefe sabe como este momento é difícil, a troca do conhecido pelo desconhecido. Mas a vida é feita de mudanças e depois de algum tempo, na maioria dos casos, nos adaptamos. Agora eu queria falar de uma mudança que poderá ter efeitos importantes para todos os mercados financeiros, pois em janeiro de 2014, Ben Bernanke será substituído.

Acredito que ele esteja contando na folhinha, dia após dia, ele pode ser criticado por muitos, mas pegou um abacaxi de respeito! Na sua avaliação deve-se levar em conta que não deixou o barco afundar, e se colocou muitos ou poucos helicópteros, ninguém sabe. Quem vai substituí-lo passa a ser uma grande dúvida, normalmente é alguém de dentro do FED, sera do time dos "helicopterianos" ou seja manutenção, ou dos "chutar o pau da barraca"?

Nada mais justo nesta hora que um remember das ações do Bernanke. Um analista  elaborou um resumo juntamente com algumas evidencias, que passo a discutir a seguir.
O incremento do excesso de reservas foi canalizado diretamente para ativos de risco, com o objetivo de gerar retornos. Assim a correlação é de 85% entre o aumento destas reservas e o SP500.


Durante seu mandato existiram 3 programas de Quantitative Easing (QE), os dois primeiros tinham uma data de termino, enquanto este último não tem uma data pré definida, mas depende da taxa de desemprego e do nível de inflação, destacado no post de ontem labirinto.

Porém, como investidores podemos buscar pistas para dizer se o FED inciou o processo para encerrar o programa de QE atual:

  • Dólar americano
Outros países tendem a depositar suas reservas excedentes em dólares, quando sentem que a economia americana está mais forte, ou melhor que em outros países. Portanto uma desvalorização do dólar pode ser um indicador que o programa estaria terminando.


  • Ouro e Commodities
O ouro não está se comportando neste QE como nos programas anteriores. O metal subiu forte nos dois  anteriores pelo receio de uma hiperinflação, entretanto neste último caiu em função dos receios de uma deflação.


É provável que o ouro suba nos próximos meses se a economia fraquejar, com uma visão de proteção. 

O gráfico a seguir mostra as commodities durante os mesmo programas de QE. Os  metais estão sinalizando uma deflação e fraqueza econômica, e que sem os estimulo do FED, a economia americana estaria se apresentando mais débil que a atualmente.



  • Bonds
O mesmo acontece com os bonds, durante os programas de QE os juros subiram, uma vez que os recursos de "risco" foram alocados em ações. Entretanto o oposto ocorreu ao final dos programas quando saíram das bolsas para ativos "seguros".


Quando o QE3 terminar as taxas de juros deverão cair mais pela inevitável reversão nos preços da ações e  a busca de refugio.

  • O final
Não precisamos ter dúvidas que o FED fará o possível e impossível para acalmar os mercados quando decidir parar os helicópteros, mas isto não será suficiente, uma vez que o mercado de ações está muito vulnerável a uma correção expressiva, pela elevada complacência apresentada nestes últimos anos. Nas outras ocasiões onde houveram fortes quedas, 2000 e 2008, tudo parecia correr bem, até que repentinamente o medo suplantou a ganância e as quedas vieram. A mudança prevista no FED, é mais um fator de risco, e porque não, elevado risco que vai acontecer num momento delicado.

Na semana passada apresentei o raciocínio do economista David Rosenberg economista-pede-divórcio, que tem uma visão diferente deste analista. Quem está certo, ou qual eu julgo mais provável? Não saberia dizer, em determinados momentos penso que haverá aumento de inflação, e em outros, que o pior não passou e ainda vamos passar por uma deflação.Tempos difíceis, e como diz o velho ditado, quem viver verá.

O SP500 fechou a 1.650, com alta de 1,01% Uallllll.......; o real a R$ 2,0185, com alta de 0,56%; o euro a 1,2936, com queda de 0,30%; o ouro a US$ 1.425, com queda de 0,30%.
Fique ligado!

13 de maio de 2013

Labirinto

As taxas de juros dos títulos longos americanos tiveram uma boa alta, desde a publicação dos dados de emprego naquele país. Também sabemos que alguns membros do FED estão desconfortáveis com os helicópteros, e esta situação foi externada nos último comunicado. Entretanto o outro grupo que acredita que qualquer tentativa de tirar o pé do acelerador agora, poderá minar a fraca recuperação que se presencia, resolveram deixar explicito os parâmetros para entrar em ação:



  • Taxa de desemprego menor que 6,5%, hoje se encontra a 7,5%.
  • E inflação acima de 2% a.a., hoje se encontra a 1,5% a.a.
Alguns analistas de respeito vêm levantando alertas, em função de mudanças estruturais, acarretando que os empregados disponíveis não tem a qualificação necessária para os postos de trabalhos ofertados, criando uma situação inusitada, onde existe desemprego e ao mesmo tempo os salários aumentam. Se fossem "mercadorias", seria fácil, exporta o que sobra importa o que falta, mas não é. Vejamos a seguir estas mudanças, o primeiro gráfico mostra a queda da participação do setor de manufatura em detrimento do setor de educação e saúde.


Este próximo mostra, dentro de cada setor, o tipo de qualificação necessária.


E por último a evolução de acordo com o sexo em cada categoria.


Parece que não adianta fixar um nível mínimo de desemprego para que o FED entre em ação, pois o mesmo pode estar acompanhando um índice inadequado. O que aconteceu era esperado, uma vez que nos últimos anos as empresas americanas, e porque não europeias, deslocaram suas fábricas para a China, eliminando os trabalhos menos qualificados nos USA. Para resolver esta encruzilhada leva muito tempo, uma vez que você não forma as pessoas rapidamente. Pior, pode não ser possível, afinal depende de QI´s mais elevados, que podem não existir.

Este é um dos subprodutos da globalização e também da elevada produtividade, oriunda dos elevados avanços tecnológicos. Como já comentei anteriormente, como consumidor é ótimo, mas como cidadão do mundo é temeroso!

O SP500 fechou a 1.633, sem alteração; o real a 2,0074, com queda de 0,68%; o euro a 1,2969, sem variação e o ouro a US$ 1.430, com queda de 1,18%.
Fique ligado!