Inflação: A Revanche

28 de fevereiro de 2013

Direto ao assunto


Eu poderia continuar escrevendo muitos parágrafos descrevendo a situação na Europa, e já fiz isto em inúmeros posts. Neste caso, para se apurar a eficácia de uma opinião, nada mais justo que acompanhar a evolução do euro, lá deveria estar refletido a somatória das opiniões do mercado. Entretanto, como vocês visualizarão a seguir, absolutamente nada poderia ser concluído, muito barulho para pouquíssimo resultado!

Eu venho enfatizando que a moeda única está num processo de correção complexa e neste ponto acho que acertei na mosca! Faz mais de 18 meses que ela ameaça ir para baixo e se arrepende, depois ameaça ir para cima e o mesmo acontece. Observando este caso, fico satisfeito de usar analise técnica, pois por este ponto de vista, o que vem acontecendo era esperado.

Então, ao invés de julgar qual será a repercussão da eleição Italiana, o efeito da declaração de políticos Alemães dizendo que dois palhaços foram eleitos, o desemprego dos jovens, a indignação dos Gregos e assim vai, vamos direto ao assunto: GRÁFICOS!


Conforme descrito no post quem-diria, o euro vem se comportando conforme o script,depois de atingir uma máxima de 1,37, recuou e encontra-se hoje a 1,31. O meu melhor guess é que o caminho 1 será seguido, e uma nova alta entre 1,40/1,45 deveria ser atingida, antes da queda finale. Mas também não posso deixar de mencionar, uma outra hipótese, a de que a alta de 1,37 foi o máximo e que já estaríamos a caminho de 1,10.

-David,  e aí, o que eu faço?
Agora você me colocou numa sinuca, para seu entendimento, a razão de eu ter destacando a opção 2, é que a configuração desta alta iniciada em junho de 2012 já são suficientes, em termos técnicos, para considerar está fase completa, não é ideal mas não dá para descartar.

O que você pode fazer? Não iniciaria uma estratégia de venda ainda, e até ao contrario, compraria se o euro cair até 1,28/1,29, com um stop curto, caso contrário, aguardaria perto da região que apontei como target para vender.

Pela minha experiência, imagino que operar o euro não está dando alegrais a ninguém, e nestas situações observar de fora permite uma avaliação mais neutra. Não se deixem enganar pelas evidencias das notícias vamos navegar pelos instrumentos. 

O SP500 fechou a 1.515, sem variação; o real a R$ 1,9795, com alta de 0,35%; o euro a 1,3056, com queda de 0,63% e o ouro a US$ 1.580, com queda de 1,1%.
Fique ligado!

27 de fevereiro de 2013

SP500: Acompanhamento no radar


Nos últimos anos assistimos o crescimento da economia Chinesa, em detrimento do decréscimo de outros países, tudo que tinha mão de obra intensiva, e podia ser fabricado e entregue nos mercados consumidores, foi sendo canalizado para aquele país. Passadas três décadas, o tamanho da economia Chinesa é tão grande que as exportações de inúmeros países dependem deles.

O gráfico abaixo mostra 35 países cujas exportações são dirigidas à China. Alguns pontos me chamam a atenção, primeiro os mais dependentes são os países Africanos, que provavelmente devem exportar algum tipo de commodities; em seguida aparece a Austrália e Coreia do Sul, com níveis acima de 30%; e por último vários países conhecidos por serem produtores de matérias-primas, onde nós nos incluímos. Agora vocês já sabem se a China balançar quem vai ser mais afetado.


Hoje vou comentar um pouco sobre as bolsas, e em especial o SP500, esta semana, por conta da insegurança gerada pela eleição Italiana, as ações sofreram algumas quedas. Nós estamos atentos para buscar identificar o término da onda B. 
Do ponto de vista técnico eu espero a trajetória anotada do gráfico a seguir.

Imagino algumas semanas onde o SP500 poderia corrigir até 1.470 no caso 1, ou 1.435 no caso 2, para em seguida, ao redor de abril/maio terminar a onda B. Somente uma continuação da queda atual abaixo de 1.380 poderia indicar que estamos a caminho de um movimento mais profundo. Se eu estiver correto, sugiro ficar aguardando pois estes movimentos podem inverter rapidamente, se quiserem fazer uma aposta que seja com um viés bem pragmático e com stops adequados.


O SP500 fechou a 1.515, com alta de 1,27%; o real a R$ 1,9720, com queda de 0,48%; o euro a 1,3133, com alta de 0,57% e o ouro a US$ 1.597, com baixa de 1,00%.
Fique ligado!

26 de fevereiro de 2013

Tiririca Italiano



Quando o Tiririca foi eleito como o deputado mais votado com 1,3 milhões de votos, você ficou no mínimo perplexo. Nas eleições ocorridas neste final de semana na Itália aconteceu algo semelhante, o comediante Beppe Grilo obteve quase 1/4 dos votos. Coincidência? Na minha opinião não, embora o motivo seja diferente, uma vez que o nosso deputado foi eleito pela revolta da população contra a corrupção na política, no caso da Itália a indignação é a situação econômica.

Eu não tenho formação em Ciências Sociais, este talvez seja um assunto para meu filho, mas na minha visão estamos presenciando um movimento estrutural de excesso de mão de obra, ocasionado pelos grandes avanços tecnológicos, agravado pelos trabalhadores da China e Índia, que tem estão dispostos a trabalhar com um salário muito inferior aos seus pares do mundo ocidental. Para complicar, os Governos na ânsia de evitar grandes catástrofe, adotaram políticas monetárias expansionistas proporcionando créditos abundantes com taxas de juros negativas, que originou bolhas globais em varios ativos. Isto pode acabar bem? Não é o que a história demonstra, normalmente estes desequilíbrios geram revoltas que culminam com destruição de riqueza e vidas humanas. Acordei de mau humor? Hahahahah.....

Agora na Itália está tudo indefinido, pois até o Berlusconi envolvido em inúmeros escândalos pessoais e políticos obteve 30% dos votos. Alguma semelhança com a eleição de Renan Calheiros como Presidente do Senado?
Por conta destes resultados as bolsas caíram ao redor do mundo, mas ainda não dá para confirmar que a onda B, terminou.

Se você é empresário, vai ficar p--o da vida, o gráfico a seguir apresenta os lucros das companhias americanas antes e depois dos impostos, desde 1987. 


A área em azul seria a alíquota de imposto calculada sobre estes dados. Em 1987 era de 40% e hoje está ao redor de 20%, embora seja divulgado que a aliquota é de 35%, a verdade é que as companhias pagam muito menos, seriam as famosas operações fiscais? É bem provável, pois no post USA-melhora-ou-manutenção?alertei para o caixa que as grandes empresas deixam no exterior para evitar tributação. Diferentemente do Brasil, lá se a lei permite uma brecha para se pagar menos imposto, é valido, não tem discussão.

Agora, porque eles não alteram, uma vez que estão desesperados por arrecadação? Medo! Medo de uma maior tributação induzir a bolsa cair. A título de curiosidade, o autor deste trabalho calculou qual seria o adicional de arrecadação caso a alíquota fosse os 35%, este valor seria a bagatela de US$ 1,9 trilhão!


O real está se aproximando de uma região importante para  dar sustentabilidade à alta do dólar e consequente queda do real.

Desde da minha sugestão de compra e-agora-Jose?, o real vem perdendo o impeto de valorização e os argumentos se dissipando, prevalecendo mais a realidade que é um fluxo cambial persistentemente negativo. Do ponto de vista técnico e também psicológico a cotação de R$ 2,00 é importante, e ela está se aproximando. Se rompido, abre caminho para alta do dólar que antevejo, caso contrario pode buscar cotações mais baixas apontadas no gráfico com o retangulo em vermelho. Vamos aguardar. 

O SP500 fechou a 1.496, com alta de 0,61%; o real a R$ 1,9830, sem variação; o euro a 1,3061, sem variação e o ouro a US$ 1.614, com alta de 1,20%.
Fique ligado!

25 de fevereiro de 2013

A desigualdade está explodindo


Hoje o post será curto tenho um compromisso durante o dia.
Linda esta foto de Nova Iorque, não? É uma cidade que não tem comparação com nenhuma outra, para quem trabalha no mercado financeiro é o auge ter um trabalho por lá, o desejo de todo profissional. Mas isto que você vê é de propriedade de 1% dos americanos, os outros 99% não estão tão bem, ou melhor nada bem.
Hoje foi publicado um artigo sobre a desigualdade da população americana e vários economistas alertam para os perigos de tal situação. Vou destacar alguns pontos e anexar o artigo caso queiram maiores detalhes.


Vocês lembram que no ano passado havia um movimento de ocupação em Wall Street, reclamavam do lucro do bancos e de dos altos salários de seus executivos, se denominavam como os "99%". Os gráficos a seguir mostram com clareza que suas demandas eram muito pertinentes. Segundo alguns estudos, estas desigualdades atuais são duas vezes piores que a da Roma antiga, Tunísia, Iémen e as vividas pelos escravos em 1774 na América colonial.


Agora o mais impressionante é que estas diferenças apareceram com maior intensidade no Governo Obama,  os cálculos apontam que mais de 100% de todos os ganhos recentes foram capturados pelos ricos! O discurso do Obama está longe da realidade, realmente o Presidente não conseguiu fazer muita coisa, sua liderança foi e é um fiasco!


Se você quer saber as causas deste fenômeno leia o link a seguir why-are-inequality-levels-skyrocketing.

O SP500 fechou a 1.487, com baixa de 1,83%; o real a R$ 1,9825, com alta de 0,46%; o euro a 1,3068, com baixa de 0,88% e o ouro a US$ 1.594, com alta de 0,84%.
Fique ligado!


22 de fevereiro de 2013

Dissecando a inflação


Como mencionei no post dissidência-no-FED, a inflação passa a ser uma informação com acompanhamento de perto. Ontem foi publicada a do mês de janeiro e permaneceu estável em 1,9% a.a. Vejam abaixo os pesos para cada subitem, notem que alugueis/residências, alimentos e transportes, representam mais de 70%, sendo que o primeiro é responsável por 41%!


Em seguida a evolução dos índices nos últimos 5 anos, o core é o que exclui os itens mais voláteis, gasolina e alimentos. Observem que desde 2010 a inflação encontra-se incrivelmente estável, mesmo com todos os estímulos implementados neste período.


No acumulado por categoria os grandes vilões foram colégio, energia e planos de saúde. Agora voltem ao primeiro gráfico acima e vejam que o primeiro está contido no item Education & Comunication (6,8%), energia em Transportation (17%) e por último, saúde em Medical Care (7%), ou seja, inferior a 30% do índice algo em torno de15% - 20%. O que eu quero enfatizar, é que a inflação do jeito que é calculada hoje só vai subir forte se os imóveis apresentarem valorização importantee/ou as commodities subirem.



A inflação é um fator monetário ocasionado pela desconfiança na moeda, ou seja, os indivíduos antecipam suas compras porque acreditam que no futuro estes itens vão custar mais caro, e ao ganhar dinâmica pode levar a níveis perigosos de desorganização na economia.

Nós aqui no Brasil temos memória destes tempos, que só não foi mais grave porque os investimentos naquela época eram indexados, mas os salários tinham mecanismos de proteção mais lentos que levou ao empobrecimento deste grupo social. Como eu citei ontem, a inflação não é ruim para todos, e no Brasil aconteceu o esperado, os beneficiários foram os bancos e quem tinha capital.

Quanto a situação nos USA, não existe até o momento nenhuma evidencia de preocupação, mas o pessoal do FED mais a "esquerda" está. Se a economia começar a melhorar muito pelo alto estímulo, a porta para inflações mais elevadas estaria aberta, enquanto Bernanke e sua turma ainda está preocupado que as melhorias não são tão sólidas.

Se vocês me perguntarem qual o cenário que eu antevejo, a resposta é um NÃO SEI! Por esta razão não dei sugestões nos juros longos.

David, espera ai, eu me lembro que você recomendou vender toda a carteira de títulos longos, há um tempo atrás.
Sim, quando as taxas nos títtulos de 10 anos estavam em torno de 1,5% a.a. Naquele momento meu argumento era que o risco retorno não compensava, este era o principal motivador, além dos gráficos indicarem que a festa no bonds está próxima do fim.

O SP500 fechou a 1.515, com alta de 0,88%; o real a R$ 1,9724, sem variação; o euro a 1,3184, sem variação e o ouro a US$ 1.579, com alta de 0,23%.
Fique ligado!

21 de fevereiro de 2013

Dissidência no FED


Agora é oficial, os membros do FED tem divergências sobre a conduta da política monetária, ontem foi publicado a minuta da última reunião e lá constatou-se que vários membros enfatizaram que devem estar preparados para alterar o ritmo da compra de ativos (helicópteros no ar), em resposta a mudanças nas condições econômicas ou na avaliação da eficácia e custos que estas compras envolvem. Resumo: Cover the ass!

Um outro grupo contra-atacou que o custo potencial de reduzir ou terminar muito cedo estas compras é elevado também, ou que a compra de ativos deveria continuar até que uma melhora substancial no mercado de trabalho ocorra. Resumo: Cover the ass!

É muito difícil para quem não participou desta reunião saber exatamente como foram as discussões, talvez daqui alguns dias alguém em off vai dar alguma pista, mas tem uma conclusão que podemos tirar, daqui para frente o programa será menor ou igual, aumentar nem pensar. Helicópteros on sale! Hahahaha....

Talvez estes membros dissidentes fizeram a conta que o FED atualmente tem uma carteira de títulos de US$ 2,6 trilhões com prazo mais longo, em torno de 7 anos, financiado parcialmente por um total de depósitos do sistema bancário de US$ 1,6 trilhão pagando 0% de juros. Bem, no não passado o FED ganhou muito com essa posição, porém se os juros tiverem que subir, vai entrar no vermelho e grande. Em todo caso, no curto prazo o mercado não deu bola a estas ameaças, afinal não está claro o que vai acontecer, e o dólar subiu ontem contra todos os ativos: Ouro (perto de nosso primeiro limite), bolsas e outras moedas, afinal vai faltar dólares! Hahahaha...

A partir de agora, além dos dados de emprego, os de inflação passam a ser importantes, pois o grupo da " esquerda" ganha força se começar a subir. Como temos visto, nada de importante tem acontecido neste front por enquanto.

David, a inflação é boa para alguém?
Eu digo o seguinte, se existe algo que é ruim para todo mundo ele não acontece, e neste caso não é exceção, veja alguns dados para nossa conclusão. A seguir a evolução da renda real nos USA, por quintil, nos últimos 50 anos. Só o topo ganhou em detrimento da base da pirâmide.



Agora veja como é distribuída a quantidade de americanos em função do total de seu  patrimônio.


Existem 114 milhões de famílias, deste total 8,6 milhões (7,5%) tem um patrimônio superior a US$ 1,0 milhão, 37 milhões com US$ 100.000 ou mais e 77 milhões (67,5%) com patrimônio inferior a US$ 100.000 com suas casas valendo menos que a sua dívida, e portanto,provavelmente com um patrimônio líquido negativo.
Então, para quem é bom a inflação? Para aqueles que tem patrimônio e acesso a crédito: Bancos e ricos! 

O SP500 fechou a 1.502, com baixa de 0,61%; o real a R$ 1,9733, com alta de 0,64%; o euro a 1,3186, com baixa de 0,72% e o ouro a US$ 1.575, com alta de 0,82%.
Fique ligado!

20 de fevereiro de 2013

SP500: A Alta é sólida?


O mosca completou 18 meses de vida em Fevereiro e para quem acompanha o blog com assiduidade já conhece o meu jeito, sabe também, que um bom peso das minhas decisões são baseadas nos gráficos, jamais consigo me envolver quando eles apontam na direção contrária dos fundamentos.

Não me entendam mal, os fundamentos são importantes e eu os acompanho da mesma forma, mas o que acontece é que os preços espelham a opinião dos investidores, e o emocional pode “distorcer” os fundamentos por um bom tempo. Então porque não usar os gráficos, que segundo os estudiosos, levam tudo em consideração? Outra enorme vantagem é que é mais difícil colocar um stoploss quando a decisão foi tomada por seus parâmetros do que pelos gráficos, o ego atrapalha muito no primeiro caso.

Bem, todos já sabemos que a bolsa americana é “o termômetro", para onde ela vai os outros mercados vão atrás. Recentemente a maioria dos fundamentalistas estão bem positivos achando que é para cima, enquanto os técnicos estão mais cautelosos. 
Um analista publicou 10 razões para ficar desconfiado e também declara como é difícil ser um contrário quando a maioria está otimista. ...”Dada a natureza incerta do futuro, permanecer confiante em sua posição especialmente quando os preços se movem contra você, é um desafio solitário”....

Bem, eu escolhi três de seus argumentos para justificar o seu ponto de vista.
  • Excessos em uma direção vão conduzir a excessos na outra direção
Mercados exageram na alta como na baixa, como um pêndulo, no longo prazo vale a 3ª lei de Newton “ Para cada ação corresponde uma reação de igual intensidade em sentido contrário”.


  • O público investe mais nos topos do que nas baixas
Isto acontece pelo fator emocional, da ganância quando os mercados sobem, e do medo quando caem. A lógica diria para fazer o contrário, que quando uma venda massiva acontece seria o melhor momento para entrar na bolsa, porém as evidências provam o contrário.
O gráfico a seguir mostra o fluxo dos fundos de investimentos voltados à bolsa.


  • Mercados em alta são muito mais divertidos que os de baixa
Psicologicamente, quando os mercados sobem, os investidores começam a acreditar que são “gênios” porque seus investimentos estão se valorizando. Na realidade, é basicamente mais por “sorte” do que “inteligência”.
Os investidores reagem mais ou menos como as pessoas que se envolvem com o jogo. Quando estão ganhando, acreditam que o sucesso é baseado nas suas habilidades, entretanto quando começam a perder, continuam jogando imaginando que a próxima mão vai coloca-los de novo sob controle dos lucros. Eventualmente eles abandonam a mesa “quebrados”.



Façam suas apostas! A minha vocês já conhecem, onda B cuidado!

O SP500 fechou a 1.511, com queda de 1,24%; o real a R$ 1,9608, com alta de 0,37%; o euro a 1,3279, com baixa de 0,80% e o ouro a US$ 1.563, com queda de 2,60%. Uallll..... dia agitado
Fique ligado!

19 de fevereiro de 2013

Petrobrás: "Shame on you"


O Governo da Presidenta Dilma tem primado pela ingerência em vários ramos de atividades, das alíquotas de importação no setor automobilístico, mudança das regras na área de distribuição e geração de energia, IOF´s colocados e retirados para desincentivar ou incentivar os investidores estrangeiros, administração da taxa de câmbio, queda da taxas de juros sem um claro sinal vindo da inflação, aumento da participação dos bancos estatais na área de empréstimos sem a contra partida de capital próprio, e por último a gestão da Petrobrás, que vou comentar hoje.

Os investidores detestam quando qualquer Governo que resolve entrar na administração de uma empresa, o principal motivo é que as decisões passam a ter um peso político que superam os motivos econômicos, além de outros fatores como competência e a possibilidade de corrupção. Quando esta companhia tem ações na bolsa é pior ainda, normalmente eles abandonam o barco.

Esta situação já tem custado ao Brasil, no ano passado houveram somente 3 operações de IPO e depois de 9 meses sem nenhum negócio, no dia 06 de fevereiro a fabricante de software Linx fez uma oferta de US$ 268,0 milhões. Já nosso Índice Bovespa caiu 23% em dólares contra uma alta de 1% no MSCI Emerging Market, no ano passado. Um gestor de um grande banco estrangeiro, que administra US$ 2,5 bilhões em termos globais, fez a seguinte declaração a Bloomberg ...”O Governo do Brasil tem sido muito intervencionista em vários setores, o que feriu o sentimento”...

Hoje resolvi atualizar um gráfico que postei há um tempo atrás, e vejam vocês mesmos o resultado.


É a evolução comparativa dos preços da Exxon com a Petrobrás, nem preciso dizer quem é quem. Até setembro de 2010 elas andavam mais ou menos iguais, exceção ao descolamento durante a crise, mas depois “divorciaram-se”, parece que não tem nenhuma relação entre elas, e não foi por coincidência, pois foi quando houveram os investimentos para o pré-sal com dinheiro do contribuinte quer-ganhar-35% sem-risco.

Desde de criança nós somos avaliados, na escola através das notas, nos empregos das promoções e nas empresas pela evolução dos negócios e lucros. Para uma companhia com ações negociadas na bolsa, os preços das ações é um parâmetro muito importante, lógico que é uma avaliação relativa, você verifica seus pares. Será que alguém está vendo estes números para avaliar, ou os interesses de segurar a inflação, ou outros estão prevalecendo?

Somos um país com muitas reservas do tão valioso petróleo, e a nossa empresa responsável pela exploração e distribuição vem "capengando" Se eu fosse o CEO, e dado as condições impostas por forças superiores, já teria pedido demissão há muito tempo!

O SP500 fechou a 1.530, com alta de 0,75%; o real a R$ 1,9535, com baixa de 0,45%; o euro a 1,3389, com alta de 0,28% e o ouro a US$ 1.604, com baixa de 0,31%.
Fique ligado!

18 de fevereiro de 2013

Ouro: A Queda de um astro


O ouro tomou um tombo de US$ 60 na semana passada, não que isto seja um desastre, pois representa uma queda de 3,7%, mas num mundo cuja volatilidade está baixíssima, parece elevado. Em todo caso, desde do início do mosca, onde o preço atingiu a máxima de US$ 1.920, ele está num processo complexo de correção, estamos falando de 18 meses, onde as cotações estiveram contidas entre aquela máxima, ou melhor, US$ 1.800 e US$ 1.520.


Na última vez que postei ouro-sem-direção já externei minhas dúvidas sobre o metal e agora parece provável um novo teste do nível de US$ 1.525, e caso não suporte, um novo intervalo entre US$  1.450/US$ 1.300.

- David, como operar numa situação desta?
Você tem basicamente duas formas:

  1. Esperar sem posição – Ao se aproximar do preço indicado na opção buy 1, compre e coloque um stop para não amargar prejuízo, caso vá para o intervalo da alternativa buy2. Também um stop deverá ser colocado aí, pois se rompido pode ser que a máxima já tenha sido atingida, mas este é um assunto para o futuro.
  2. Ficar vendido – Vender posições pequenas, e com um stop hoje por volta de US$ 1.700, seria minha sugestão. Mas você vai ter que ser muito disciplinado e não virar "torcedor" caso seja stopado,  posso dizer por experiencia própria que é comum ficar teimando na venda. só para satisfazer o ego. Não se esqueça, que estará operando contra a tendência, pois o movimento de longo prazo é de alta.

Eu venho frisando bastante a dificuldade de investir em períodos de correção, e parece que vários mercados estão neste momento, o que não é de se estranhar. Como diz um leitor nestes momentos, Lamento!

Como os jogadores de futebol, artistas e modismo em geral, o ouro perdeu seu título de pop star por enquanto. A realidade é dura para estes “astros”, que ou fazem sucesso (preço sobe) ou são esquecidos, assim é muito comum que entrem em depressão. Será que tínhamos que comprar umas caixinhas de prozac para o metal? Hahahah.....

Hoje foi feriado em Nova York e as bolsas permaneceram fechadas; o real fechou a R$ 1,9615, com queda de 0,33% e o euro a 1,3351, sem alteração.
Fique ligado!


15 de fevereiro de 2013

Ações no longo prazo?



Uma frase que todo mundo conhece na área de Investimentos é que: Ação é bom Investimento no longo prazo. Na primeira vez que ouvimos, parece fazer todo o sentido do mundo, afinal é uma aplicação arriscada, que pode oscilar no curto prazo, mas no longo prazo deveria dar lucro. Conforme o tempo vai passando e pelas  experiências vividas, as vezes funciona e as vezes não. 
Algumas perguntas devem ser feitas: 
  1. O que é longo prazo, 5 anos, 10 anos ou 30 anos? 
  2. Qual o retorno esperado comparado com outras alternativas?
  3. É necessário uma gestão ativa da carteira?

Vou me basear num estudo feito sobre o SP500, onde os dividendos recebidos foram totalmente reinvestidos e os preços ajustados pela inflação. A linha em azul é a evolução com as considerações acima e em vermelho o retorno obtido após um período de 5 anos.

Por exemplo, se você tivesse investido US$ 10.000 há 5 anos atrás, teria hoje US$ 11.071, uma taxa medíocre de 2,04% a.a. Se fosse feita a mesma pergunta em março de 2009 o seu total seria de US$ 5.521, uma perda de quase metade do seu capital.


Se ao invés, o período fosse de 10 anos, seu retorno teria aumentado significativamente, o valor final hoje seria de aproximadamente US$ 16,0 mil, um retorno de 4,8% a.a. Se você estivesse no ano 2000, o retorno dos últimos 10 anos seria de US$ 49.638, uma taxa anualizada de 16,13% a.a.!


Se a janela passasse agora para 20 anos, a volatilidade diminuiriá bastante onde as mínimas seriam mais altas e as máximas menos elevadas.



Para um período mais longo de 30 anos ficou contido entre 2% e 11%.


E ai, o que achou? É natural que ao observar este último gráfico, um certo conforto aparente levaria você a considerar o refrão, mas quantos períodos de 30 anos se vive? Outro fator provável é que o acumulo de seu patrimônio é feito no período em que estava trabalho, e é mais provável que você tenha mais recursos quando estiver mais velho, quando não dá para arriscar tanto.

Durante minha vida profissional eu não fui muito de equities, minha experiência maior foi na renda fixa e câmbio. Por que? Não sei, talvez eu seja um investidor arrojado, mas não agressivo. Bem, paciência, agora só na próxima encarnação! Hahahahah.... Em todo caso, a minha conclusão é que você ganharia mais por sorte do que qualquer outro argumento.

David, mas não dá para saber se uma ação está cara ou barata fundamentalmente?
Bem vindo,  já faz um bom tempo que não aparece! Você está correto, mas o que adianta isso, se quando as ações estão caras a frenética de compra empurra mais para cima, ou quando estão baratas, o medo empurra para baixo? Mas eu concordo que se você decidir comprar, a chance de dar certo é maior quando o P/L está baixo.

Quanto ao último argumento, é mais fácil responder quais eram, há 30 anos atrás, as maiores companhias americanas? Das companhias pertencentes ao Dow Jones, somente oito ainda continuam, confira!




O SP500 fechou a 1.519, com queda de 0,10%; o real a R$ 1,9680, com alta de 0,56% e novas declarações de nosso Ministro Mantega que o real não vai se valorizar muito e que se a inflação subir o BC deveria subir os juros! Será que ele leu o mosca? Hahahahah....; o euro a 1,3362, sem alteração e o ouro a US$ 1,609, com baixa de 1,62%, Uallll!!! comentários na segunda-feira.
Fique ligado!

14 de fevereiro de 2013

Repassando os mercados


Nestes últimos dias a única coisa importante que aconteceu foi o erro na previsão do tempo, onde era esperado um tempo chuvoso para o Carnaval, que felizmente acabou não acontecendo! Hahahahah...
Nos mercados, nada de interessante apenas uma continuidade dos movimentos que vem acontecendo desde o início do ano. Em termos de dados econômicos, uma melhora discreta e como consequência um otimismo dos investidores "agora vai".

Vamos avaliar os ganhadores e perdedores neste período. Vejam a performance do SP500, que após um alta expressiva no dia 03 de janeiro, vem lentamente subindo, dia após dia, deixando os pessimistas com um gosto amargo. Se eu tivesse que buscar um exemplo de uma onda B, este movimento se encaixaria bem, afinal faz jus ao apelido de "destruidora de resultados".



Já nos mercados de câmbio a historia é um pouco diferente, vamos iniciar pela obvia, os pares em relação ao yen Japonês. No gráfico abaixo pode-se observar que contra o dólar americano, dólar australiano e won sul-coreano, a moeda japonesa caiu 15%, já em relação ao euro um pouco mais de 20%. Ou seja, depois do anuncio do premie Japonês que vai fazer de tudo para incentivar a economia, os especuladores resolveram acompanhar vendendo pesadamente esta moeda. Agora vem a "chiadeira" na reunião do G7, que realiza-se esta semana. Ficou surpreso? Alguma novidade? Helicópteros a vontade? Sem comentários!


Agora vejam a seguir a comparação em relação ao dólar, contra o yen já sabemos mas vis a vis o euro, real e dólar australiano, nada muito claro, por enquanto.


Na últimas semanas tem-se noticiado intensamente no exterior, que os investidores estão abandonando a renda fixa para investir em ações,  "o pior já passou". Não compartilho com esta ideia e os gráficos não mostram este cenário, embora consiga entender a razão deste movimento, mas que com os estímulos financeiros gigantescos que estamos presenciando, e uma volatilidade absurdamente baixa (veja abaixo), não acredito que os preços dos ativos estão corretos.  Prefiro não me deixar levar pela ganância de curto prazo, continuem gozando o final de Carnaval, vai ser mais divertido!


O SP500 fechou a 1.521, sem variação; o real R$ 1,9570, com baixa de 0,36%; o euro a 1,3355, com baixa de 0,73% e o ouro a US$ 1.634, com queda de 0,52%.
Fique ligado!



OBRIGADO!



8 de fevereiro de 2013

E agora José?


E agora José? Este é um termo conhecido por todos os brasileiros e não requer explicações, vou fazer uma pequena adaptação: E agora Ministro Mantega, qual vai ser o coelho da cartola? Parece que o nosso Ministro não se abalou, mesmo a inflação sendo manchete de todos os jornais, declarou .." O recente pico da inflação não é motivo para alarde"... O post negando-realidade, já apontou esta patologia de nosso Ministro, aguardem, é só questão de tempo para mudanças. 

Em maio do ano passado, no post surprise..., alertei para abandonarem as aplicações indexadas ao CDI e para migrarem para títulos indexados a inflação, espero que tenham seguido meus conselhos. Ontem foi publicado o IPCA do mês de janeiro que atingiu 0,86%, é a maior taxa para o mês de janeiro desde 2.005. Não fosse o desconto nas contas de energia, este índice teria atingido 0,99%, alguma recordação do passado? O pior é que o grau de difusão atingiu o recorde histórico de 75%. Continua valendo a leitura de que muitos itens estão em alta, alguns com elevações expressivas, e poucos em baixa, com variação pequena.


Vocês devem ter observado que, nos últimos meses a inflação vem acelerando. Preparei uma tabela onde fica visível este fato, a primeira linha é a inflação nos últimos 12 meses em bases mensais e anuais, em seguida ao dos últimos 6 meses, e finalmente a dos últimos 3 meses.


Nossa David! Vamos para inflações de 2 dígitos?
Ainda não acredito que estamos neste cenário, pois no ano passado alguns fatores contribuíram para a elevação da inflação. Eu poderia citar a desvalorização do real, e alta das commodities agrícolas, que não deverão se repetir este ano com a mesma magnitude, porém como a política monetária está frouxa, ou melhor, na “torcida”, e estamos em pleno emprego agregado a “memória” inflacionária, todo cuidado é pouco.

Venho frisando que o Governo quer controlar tudo e como isto não é possível, os “trancos” vão acontecendo sem aviso. Se houver uma expectativa generalizada, pelos agentes econômicos,  que a inflação vai continuar subindo, ou o BC “manda bala” nos juros, ou não quero nem pensar! Em todo caso, fujam do CDI!  Espero que o Governo não adote as ideias do país vizinho, que resolveu seu problema de inflação tabelando os preços.

Hoje o real penetrou abaixo do nível de R$ 1,96, com a minima de R$ 1,9503. No post guerra-cambial indiquei está região como um ponto de compra, é e o que executei. Os argumentos do mercado para queda, são exatamente o que eu havia citado, a de que o BC usaria o câmbio para segurar a inflação, eu não acredito! Vá as compras e caso o BC, faça esta “barbeiragem”,  o stoploss garante que não vamos perder as calças! Hahahaha......



O SP500 fechou a 1517, com alta de 0,57%; o real a R$ 1,9725, com alta de 0,32; o euro a 1,3365, com queda de 0,23% e 0 ouro a US$ 1.668, com baixa de 0,13%.


Hoje começa o carnaval e o mosca pretende publicar na próxima quinta-feira a não ser que algo importante aconteça no exterior, divirta-se.

Fique ligado!

7 de fevereiro de 2013

A recuperação da China é sólida?


O ano novo Chinês começa em fevereiro e está associado a um animal, que neste ano será a serpente. Embora eu não acredite neste tipo de previsão, vou colocar as características descritas por um especialista.

..."Este ano será difícil de prever ( Xiiii eles também acham? Hahahah...). O Ano do Dragão, foi um ano bastante próspero, expansivo, mas como viajamos na cauda do Dragão, o final do ano foi perturbado por uma tendência para uma possível recessão, que começou a surgir”...

No post USA-melhora-ou-manutenção? disse que faria alguns comentários sobre a economia Chinesa, ultimamente os analistas tem ficado mais confiantes, pois alguns dados foram positivos como o PIB que cresceu 7,9% em 2012, superior aos 7,4% de 2011, assim marcou o seu segundo soft lending em menos de quatro anos. Todos esperam que a demanda interna cresça, mas aquele país está pesadamente dependente das exportações e consequentemente da demanda das principais economias.

Diferente dos outros países, a China mantém amplo espaço para políticas fiscais e monetárias. Entretanto a China tornou-se mais instável, com lentidão importante no crescimento real do PIB em 2009 e novamente em 2012. Seus desequilíbrios pioraram, a percentagem de investimento está a níveis elevados de mais de 50% do PIB e o consumo interno caiu abaixo de 35%.

Resumindo, o modelo de crescimento foi esticado como nunca antes. É, como um elástico, mais tempo ele permanece esticado, maior a chance de retroceder, ou mesmo romper. Como sintetiza o economista Stephen Roach, ..”  A economia Chinesa atravessou duas grandes crises mundiais nos últimos quatro anos. Na superfície, a sua capacidade de recuperação tem sido impressionante é a primeira a se recuperar, como os líderes Chineses sempre querem destacar. Mas, abaixo da superfície, é uma economia desequilibrada, instável, descoordenada e insustentável, arriscando perder sua capacidade de resiliência. Sem reequilíbrio e reformas, os dias de soft lending terminaram”...  Vejam que este economista sempre foi muito otimista em relação a este pais.

Estamos hoje vivendo uma recuperação anêmica nas maiores economias do mundo, e a China, é o único local onde o crescimento é potente, não esquecendo, da sua importância, por trata-se do 2º maior PIB do planeta. Eu estou convencido que, se algo importante acontecer naquele país, o mundo não terá como combater a força deflacionária que impera nos dias de hoje.  Em todo caso a bolsa lá tem reagido positivamente nos últimos meses, vejam abaixo.


















O SP500 fechou a 1.509, com baixa de 0,18%; o real a R$ 1,9663, com baixa de 1,19%; o euro a 1,3398, com baixa de 0,90% e o ouro a US$ 1.671, com queda de 0,36%.
Fique ligado!

6 de fevereiro de 2013

Dá para acreditar em previsões?


Há mais ou menos dez anos, eu resolvi estudar com mais profundidade análise técnica, até então era muito cético quanto a atualização desta ferramenta. Tem sido um período longo, pois tive que ir adaptando-me a momentos onde o que eu “achava” era diferente do que os gráficos apontavam. No começo não dava muita importância aos gráficos, porém o track record me mostrou que não tinha sido uma boa decisão, e assim fui acreditando mais e mais nesta ferramenta, a tal ponto que hoje não começo uma operação onde haja divergência entre o fundamento e o técnico.

Eu criei uma frase, que uso muito, para provocar meus amigos economistas “ Os economistas trocam de opinião como eu troco de camisa, diariamente”. É lógico que é figurativa, mas está categoria, pelo alto grau de competência, tende a ter uma atitude levemente (ou grandemente?) narcisista, mas eles são muito eloquentes.

Mark Twain sugere que, é melhor ficar quieto a ser considerado um tolo. Será que os “gurus” que povoam o campo de investimentos seguem este conselho? Duvido  Pois bem vejam que interessante o estudo feito pela empresa CXO advisory, que vem acompanhando e publicando as previsões deste “gurus” desde 1998. A conclusão apontada no gráfico abaixo é que a precisão ao longo do tempo é em torno de 47%, menor do que decidir jogando uma moeda para o alto!


A evidência não termina aí, os gráficos a seguir foram extraídos do livro Behavioural  Investment de James Montier, vejam que nestes casos os analistas parecem fazer um trabalho notável de descrever o que aconteceu, mas parecem não ter qualquer visão sobre o que vai acontecer.




Não termina por ai vejam a seguir as previsões feitas pelo FED, não apresentam talento nenhum sobre o que vai acontecer no futuro. No gráfico a dispersão mostra como as previsões das taxas de juros depois de seis meses são negativamente correlacionadas com os resultados reais, observado nos últimos 20 anos. Então quer colocar suas fichas que os juros vão permanecer em zero até 2015? O track record não foi bom!


A vantagem da análise técnica é que você não precisa ter uma opinião forte sobre um assunto, faça uma avaliação técnica, estabeleça seus targets e principalmente o stop loss. Ao usar os gráficos corretamente, eles vão te apontar em que nível sua assunção estava errada, e é neste ponto que ela difere do fundamento,  pois aceitar que você teve uma ideia errada e tem que realizar um prejuízo, é mais difícil que colocar a culpa no gráfico, somos humanos. 
Para seguir uma opinião que pode ser um fifty fifty,prefiro jogar no cassino! Tire suas próprias conclusões. 

O SP500 fechou a 1.512, sem variação; o real a R$ 1,9899, com alta de 0,32%; o euro a 1,3516, com queda de 0,47% e o ouro a US$ 1.677, com alta de 0,28%.
Fique ligado!