Inflação: A Revanche

31 de janeiro de 2013

USA: Melhora ou manutenção?


O Presidente do FED está fazendo tudo que está a seu alcance para reanimar a economia americana, podem existir inúmeras críticas da forma como ele vem conduzindo este processo, mas ele está seguindo aquilo que acredita e estudou em sua vida acadêmica. Agora se vai dar certo ou não, ninguém sabe, e imagino que ao terminar o seu mandato gostaria de ter o reconhecimento I did the best!

Se não der certo a culpa é dele? Claro que não, foi de quem criou este "mundo das bolhas" que vivemos e o Mr. Greenspan tem uma boa culpa no cartório, mas se este for o caso dificilmente escapara deste fardo, afinal adaptando a frase de Nietzsche .." É melhor um culpado qualquer que nenhum". Hahahah....

Ontem foi publicado o PIB do 3º trimestre e o número não foi bom, apontou uma queda de 0,1%, várias foram as explicações: A dúvida sobre o fiscal cliff; o furacão Sandy entre outras, mas o crescimento foi negativo. Vejamos os detalhes abaixo.

















Os consumidores fizeram sua parte, mas a grande draga foi o Governo que diminuiu as despesas com armamentos, as balança comercial já não vem contribuindo há um bom tempo e os investimentos secaram. Então, combina os argumentos com a realidade? Não parece.

Fui buscar um gráfico que poderia dar uma visão de longo prazo e ai fica claro que a media do PIB, depois da crise de 2008, parece ter se estabilizado num patamar bem inferior a media dos últimos 50 anos. A não ser que algo inusitado aconteça a economia parece mais com uma pífia, "a la Japão" que ainda não se recuperou, do que a que estávamos acostumados.

















Outro fator intrigante é a elevação do volume de caixa que as empresas americanas, listadas em bolsa, vem acumulando nos últimos anos.












Motivos? Primeiro é que a legislação tributária americana é meio burra, pois os lucros obtidos no exterior se forem deixados lá, não são tributados, porém se retornarem são tributados, e o segundo é a insegurança sobre o futuro.
A figura a seguir mostra o caixa das principais empresas de tecnologia que estão depositados no exterior, parece fazer sentido, o segundo argumento é muito genérico, mas o que é certo é que o caixa está mal aplicado, a 0% de juros.


















Quando uma pessoa doente é hospitalizada, dependendo da gravidade, pode ter que ficar na UTI  ou semi UTI, fazendo um paralelo com a economia dos gringos em 2.008, eu diria que ela foi para a "Ultra UTI" e agora está sendo acompanhada. Os analistas acreditam que agora virá uma recuperação que vai tirá-la de lá, mas os dados ainda não indicam isto, na melhor das hipóteses está mantendo-a viva.
Vamos torcer para que não venha nenhuma piora por conta de uma complicação inesperada, leia-se China, bem este é um assunto para outro dia, amanhã temos os dados tão esperados do desemprego. 

O SP500 fechou a 1.498, com baixa de 0,26%; o real a R$ 1,9902, sem variação; o euro a 1,3579, sem variação e o ouro a US$ 1.663, com queda de 0,78%.
Fique ligado!



30 de janeiro de 2013

Quem diria!


Quem diria, o euro virou o novo pop star do mercado! Depois de vários meses teve-se dúvida, se o Club Med iria abandonar a moeda única, ou talvez a própria Alemanha, onde selaria a sua morte, agora surge como “a moeda”. Sua valorização é geral e irrestrita, contra o Yen, que virou a bola da vez, Libra, Dólar e etc... Novidade? Não para os leitores do mosca, venho alertando há um bom tempo que a queda não aconteceria agora.

- David, já que é assim, porque você não sugeriu um trade?
Correção! A nossa amiga está traçando uma trajetória difícil de operar, mas o que importa neste momento é não estar na contra mão, oportunidades irão surgir, basta ter paciência, lembre de um dos post mais lidos $ não-é-capim.

Bem, vamos ao gráfico!


A linha em vermelho é minha melhor previsão do que deve ocorrer, uma retração dos níveis atuais ou um pouco mais acima (~1,38) e depois uma alta final na região apontada em vermelho. Somente depois disso eu espero ver o euro abaixo de 1,20. 
O máximo que dá para fazer neste meio tempo, são operações de curto prazo, o que foge ao objetivo do blog. Cést ce!

Este gráfico comparativo entre as atitudes de investidorrs amadores e profissionais, é ilustrativo. Onde você se encaixa?


O SP500 fechou a 1.501, com queda de 0,39%; o real a R$ 1,9902, com alta de 0,24%; o euro a 1,3564, com alta de 0,54% e o ouro a US$ 1.675, com alta de 0,72%.
Fique ligado!


29 de janeiro de 2013

Nunca mais R$ 2,00!


Quantas vezes vocês não viram, nos últimos meses, a afirmação que o Governo não deixaria o real cair abaixo de R$ 2,00? Inúmeras, inclusive de nosso Ministro das Finanças. Desde de setembro do ano passado BC-ou-análise-técnica, venho reforçando minha crença que o BC não fixa banda nenhuma, ou até pode fazê-lo por algum tempo, enquanto interessa.

Vou contar uma passagem de minha vida profissional vivida no início dos anos 80, naquela época o Governo publicava suas ações através de medidas provisórias e como não existiam computadores, os bancos montavam esquemas mirabolantes em frente ao BC para conseguir a minuta, o mais rápido possível.
Numa destas vezes, estavam para serem anunciadas medidas importantes, e antes da reunião que iria definí-las, um grande banco começou a montar uma posição enorme no mercado de renda fixa. Em conversa com meu chefe de mesa eu disse: " Eles devem ter inside information".

Resolvi ficar na minha e aguardar, logo que tive acesso as medidas, e depois de raciocinar um pouco, concluí que a posição a ser tomada deveria ser totalmente oposta a daquele banco, orientei minha mesa de operações, e go! Não preciso dizer que tal banco teve um prejuízo enorme.
Depois de alguns dias apareceu na minha mesa uma cópia de uma medida provisória não assinada, que justificaria a posição do mesmo, em seguida pensei:  Pelo menos eles foram coerentes e tomaram a decisão correta, só tinha um detalhe, "alguém" forneceu o documento que já estava pronto para ser assinado, porém durante a reunião outros "alguéns" resolveram mudar!
Conclusão: Se uma decisão será tomada por um grupo, a opinião de apenas um dos membros, tem pouca valia.

- David, gráficos!
Ah, já está acreditando mais na análise técnica, pois bem, já chego lá. Ontem  tinha um vencimento de operações de câmbio, e a dúvida do mercado era se o BC iria rolar estas posições ou deixar vencer, pois bem, ele decidiu rolar. Como o câmbio estava próximo de R$ 2,00 o mercado resolveu testar este nível, e como não houve resposta do BC, entendeu que a porteira estava aberta, para baixo. 

Para mim o recado é claro, estão preocupados com a inflação e não querem pressão vinda pelo câmbio. Agora se eles estão achando que uma valorização do real vai fazer a inflação cair, acredito que será uma grande ilusão, pois a inflação está se materializando principalmente nos serviços.
Se o custo do m² de um imóvel aqui é equivalente a US$ 5.000, ou a conta de um bom restaurante está por volta de US$ 100, mesmo com a cotação caindo de R$ 2,10 para R$ 1,95, nenhum destes itens irá baixar o preço.
Agora, e no longo prazo? Com já dizia Keynes,..."no longo prazo estaremos todos mortos!" 
Hahahahah.....

Da mesma forma, como depois de tomar um porre juramos que nunca mais vamos colocar uma gota de álcool na boca e depois não cumprimos, nos mercados, não existe nunca mais para uma cotação, sempre é possível!


Por enquanto o mercado tem tratado bem o mosca, assim acredito que teremos uma oportunidade por volta de R$ 1,97/1,95, para comprar dólares, esta é a minha opção favorita (em vermelho), porém o dólar pode cair mais um pouco, por volta de R$ 1,90 (em verde). Agora, se continuar caindo, e principalmente visitar R$ 1,8320, vou ter que rever minhas ideias, este ponto é muito importante.

Bem eu já combinei com os Russos, mas eles não estão muito confiáveis, afinal nada está confiável ultimamente! 

O SP500 (às 18:30 hs.) estava a 1509, com alta de 0,59%; o real a R$ 1.9855, com baixa de 0,48%; o euro a 1,3495, com alta de 0,30% e o ouro a US$ 1.663, com alta de 0,58%.
Fique ligado! 


28 de janeiro de 2013

Movido a Helicópteros


Mercados financeiros e ciclos econômicos são influenciados por ondas de otimismo e pessimismo. Investidores, consumidores e companhias fazem suas decisões, baseados em certas crenças e intuição. Quando muitos participantes têm a mesma visão, uma onda de otimismo ou pessimismo acontece, que pode durar muito tempo, uma vez que as pessoas se reforçam umas as outras tendendo a ignorar os fatos que não estão de acordo com suas previsões. O otimismo está no ar, vários analistas em contato com seus clientes reportam que os mesmos acreditam que 2013 será um ano bom, seus argumentos são que a economia Global será melhor, a crise do euro está para traz e os investidores farão uma migração da renda fixa para as ações. 

Nos últimos anos introduziu-se uma nova matéria em economia chamada Financial Behavioral, que estuda os efeitos sociais, cognitivos e fatores emocionais nas decisões dos Indivíduos, e é sobre isto que reza o post de hoje.

Um estudo muito interessante relaciona a evolução do SP500 em função da ação do FED. Os argumentos atuais para sustentar as últimas altas são: a) Lucros melhores que os esperados; b) Crescimento  econômico robusto a frente; c) O final da bolha dos Bonds (queda dos juros); d) As ações estão baratas. Mas a real razão são os US$ 85 bilhões que o FED está injetando mensalmente, através do programas QE3 e QE4, como contra partida as reservas dos bancos depositadas no FED vem crescendo sistematicamente e hoje se encontram na casa dos US$ 1,58 trilhão, a título informativo antes de 2008 estas reservas estavam na casa dos US$ 20 bilhões, uma pequena alta! Veja a seguir o gráfico que compara este valor com a evolução do SP500, cuja correlação histórica é de 85%.


A cada alta da bolsa espera-se que continue ad infinutm. A realidade é que nunca acontece, e as correções são inevitáveis e inesperadas. A alta atual, que pode ser vista no gráfico abaixo e na tabela, poderão seguir o mesmo curso dos outros programas de QE (não sabem o que é esta sigla? HELICÓPTEROS). O objetivo teórico desta alta é o SP500 em 1.560, que acarretaria uma alta de 11%. A partir do momento que este patamar for atingido, a expectativa é de diminuição dos retornos, uma vez que este programa já estará totalmente precificado pelo mercado.



Parece razoável assumir que o FED está firmemente sob controle da situação no momento, por conta da liquidez que está sendo injetada. Entretanto cada programa anterior terminou com uma correção importante em ambos, no mercado e na economia, uma vez que os fundamentos foram suportados artificialmente, unicamente pelas intervenções.

Embora a intervenção do FED tem sido única, mercados impulsionados pela liquidez não. A alta do mercado, anterior a 2008, foi desta forma. A única diferença é que naquele ciclo o mercado de Imóveis foi impulsionado através de sua valorização, seus proprietários realizavam esta diferença (valorização) em dinheiro, como se fossem "caixas eletrônicos" tamanha era a facilidade de tal operação.

O gráfico a seguir mostra a impressionante semelhança entre os dois movimentos da bolsa e não é necessário frisar aqui, como terminou aquele ciclo de 2008.













Olhando agora sobre meu ponto de vista técnico, onde estamos na onda B, esta visão se encaixa muito bem. Vamos aguardar o início da onda C no camarote, ou melhor dentro do "Forte", liquidos!

Parece que depos do post real-zzzzz, nossa moeda resolveu acordar a valorização em relação ao dólar hoje, foi expressiva, conforme minha suspeita o caminho mais provável aconteceu. Não esqueçam "os gráficos não mentem jamais"! Hahahahah.... Aguarde amanhã novas análises do real.

O SP500 fechou a 1.500, com queda de 0,18%; o real a R$ 1,9950, com queda de 1,68%; o euro a 1,3452 sem variação e o ouro a US$ 1.654, com queda de 0,18%.
Fique ligado!

24 de janeiro de 2013

Real: Zzzzz....


Já faz um tempo que não publico comentários sobre o real, mas era necessário? Acredito que não. Vamos inicialmente fazer uma análise das contas externas que foram recentemente publicadas, e não precisa perguntar que logo em seguida vamos ao gráfico. Fui mais rápido hoje! Hahahahah.....

O déficit no ano de 2012 foi de US$ 54,2 bilhões, número este semelhante ao de 2011, este valor foi financiado pela entrada de investimentos estrangeiros de US$ 65,3 bilhões, também semelhante ao de 2011, até aí nenhuma novidade, poderíamos assumir como estável, porém algumas alterações nas contas merecem destaque: A remessa de lucros e dividendos sofreu uma redução de US$ 10, 0 bilhões, enquanto do outro lado, houve uma piora no déficit por conta da Balança Comercial e da conta de serviços, como podem ser vistas nos gráficos abaixo.


Resumindo, a qualidade de nossas contas vem piorando, pois as remessas de lucros diminuiu pela queda nos retornos dos investimentos, enquanto a Balança Comercial está indo de mal a pior, é evidente que com quase US$ 400 bilhões de reserva, nada vai acontecer no curto prazo, porém com a mania criada no Governo, de querer se intrometer em todos as áreas, as perspetivas futuras ficam mais sombrias. Vejam no caso do câmbio, para a Balança Comercial seria melhor um dólar mais depreciado e para inflação o contrário, o que fazer? O BC vem "tabelando" nos níveis atuais!
Sem mais delongas para que meu "amigo" não me cobre, vamos aos gráficos:


- David, Não dá para entender nada neste gráfico, um monte de rabiscos coloridos!
Você tem toda razão, está confuso, mas é assim que eu trabalho e sempre procuro destacar o que considero importante, por outro lado, quem é mais técnico pode verificar minhas assunções, calma que agente chega lá! 
Primeiro veja o que destaquei em azul, praticamente entre abril de 2012 até agora, o real trabalhou a maioria do tempo entre R$ 2,01 a R$ 2,05, onde se encontra atualmente, em função da atuação do BC. Por enquanto eu ainda trabalho com uma nova alta do dólar, onde o caminho 1 parece ser o mais provável, neste caso pode-se esperar objetivos de R$ 2,25 ou talvez R$ 2,40. Se as cotações caírem abaixo de R$ 1,97, o caminho 2 ganha força e não vou traçar agora qual seria seu comportamento.

Não se esqueçam que o real está num movimento de correção desde 2008 e agora vocês já são experts no assunto, correção é correção!

Vou atrever-me a fazer uma previsão mais de longo prazo, o dólar contra todas as moedas com exceção do yen, está corrigindo as perdas dos últimos anos e ainda tem mais para acontecer, ou seja, espero valorizações do dólar contra todas as moedas. Depois disto, sai de baixo, ele vai se esborrachar, só para colocar pimenta nos meus argumentos, eu espero ver o euro acima de 1,60 e o real abaixo de R$ 1,50.

-David, você está louco!
Não, não estou, daqui uns cinco anos poderemos ver estas cotações. Lógico que algo de muito grave deveria acontecer nos USA, veja algumas delas: Elevação da inflação, dúvida sobre os títulos americanos ou uma discórdia com a China forçando a venda de seus Bonds americanos. Tudo isso são hipóteses que justificariam uma derrocada do dólar desta magnitude, que os gráficos sugerem.
Não fiquem receosos, o mosca está atento e no momento não tem nada a se fazer nesta direção, pois ainda In God we Trust, pero no mucho! Hahahahah....


Adivinhem de quem é este gráfico abaixo?
É aquela que é queridinha do mercado, e que era uma questão de tempo bater a cotação de US$1.000.


- Oh David, quer dar uma de gostosão? Só porque acertou esta? APPLE!
Palavra que não é para me vangloriar, é logico que todos nós gostamos de elogio, mas pé no chão, na área de investimentos, bobeou entrega o lucro e mais um pouquinho, eu só queria criar um pouco de sensacionalismo. 
E aí, dá para acreditar um pouco mais nos gráficos? Sempre tendo em consideração que a análise técnica funciona, mas nem sempre, esta é a razão dos stoploss.

Os preços estão se aproximando do intervalo que eu acredito seja um piso, pode  valer uma compra,  mas isto é um assunto para o futuro.

O SP500 fechou a 1.494, sem variação; o real a R$ 2,0290, com baixa de 0,29%; o euro a 1,3371, com alta de 0,41% e o ouro a US$ 1,667, com queda de 1,04%.
Fique ligado!




23 de janeiro de 2013

O que aconteceu com o ouro?


No mundo artístico é muito comum um cantor fazer sucesso com uma música e depois sumir. Será que é isto que aconteceu no mundo dos negócios com o ouro? O metal passou alguns anos como "o popstar" , mas ultimamente virou notícia de roda pé, de terceira categoria! Não acredito que o pico aconteceu no ano passado, quando atingiu a cotação de US$ 1.920, naquele momento o mosca alertou várias vezes que passaria por uma correção e como vocês sabem, correção é correção.

O ouro vinha impulsionado por dois motivos principais, primeiro que o excesso de helicópteros lançados pelo FED fariam com que o dólar se esborrachasse, e segundo que pelo mesmo motivo a inflação iria disparar. Em relação ao primeiro fator nada aconteceu de muito grave, pois como o BCE, BOJ, BC da Suiça, BOE e outros mais também lançaram mão de seus helicópteros, um anula o outro! Hahahahah.... Quanto ao segundo item, a inflação tem estado muitíssimo bem comportada. Estes fatores tiraram a excitação, no curto prazo, sobre o metal.

Por outro lado os BCs vêm incrementando suas posições de ouro, um a um, e a demanda na Ásia, leia-se China e Índia, vem subindo bastante também.

- Bla, bla, bla,....David, é para comprar ou para vender?
Ok, entendi o recado, vamos aos gráficos.

Durante estes 18 meses, o preço tem estado contido entre U$ 1.750 e US$ 1.520, vai para cima, vai para baixo, mas nada de romper as linhas colocadas no retângulo em vermelho, e enquanto isto não acontecer, não tenho nada a comentar, somente operações de curto prazo e sem muita convicção, correção! O que eu teria para acrescentar é que houve um teste da linha cinza, que frisei em azul, e não rompeu. O que isto pode representar? Não muita coisa.

Não vou procurar aqui defender teorias ou limites, se isto acontecer ou aquilo acontecer, objetivamente não tenho nada mais a acrescentar que vocês á não sabem, That´s it!

O SP500 fechou a 1.495, com alta de 0,15%; o real a R$ 2,0350, com baixa de 0,37%; o euro a 1,3319, sem variação e o oruo a 1.685, com baixa de 0,36%.
Fique ligado!

22 de janeiro de 2013

Isto é normal?


O Japão resolveu atacar sua longa estagnação econômica que perdura desde o início dos anos 90. No final do ano passado foi eleito um novo  primeiro-ministro, Shinzo Abe. Desde de sua posse deixou claro que fará de tudo para recuperar sua economia e desde então o Yen, moeda Japonesa, já se desvalorizou em 10%.

O índice da bolsa Japonesa neste mesmo período, o Nikei, subiu 20% Uallll......


Qual foi a solução mágica? HELICÓPTEROS! Estão copiando o modelo do FED e para conseguir implementar seu plano, precisa que o BOJ implemente suas ideias. Em qualquer lugar do mundo sério, o BC é independente do Governo, eu não saberia dizer se este é o caso lá, mas como haverá troca de Presidente em abril, Abe pode ficar tranquilo que seus helicópteros vão voar e muito!

Ontem o BOJ fez seu maior compromisso para terminar duas décadas de estagnação, eles votaram em maioria definindo um objetivo de 2% para a inflação, e um programa sem limites de tempo e valores para compra de ativos, sound familiar? Em que mundo nós vivemos, onde os BCs, ao invés de controlarem a inflação para não subir, estão tomando medidas para elevar este índice, para nós engenheiros seria como um BC "a menos 1”!

Será que vai funcionar? Duvido, o Japão tem um problema demográfico enorme, com uma população muito velha e uma taxa de nascimento que diminuiu nos últimos anos, uma dívida cavalar onde uma elevação dos juros a tornaria impagável. Eles estão brincando com fogo! Outra pergunta que devemos nos fazer é: Se o BOJ inundar o mercado com Yens, isto vai valorizar as outras moedas, então como vai reagir o FED? Provavelmente mais helicópteros! É um jogo sem fim, ninguém quer ficar com mico, onde o mico neste caso é a própria moeda!
Como dizia um dos personagens do programa humorístico Viva o gordo: “Isto é normal?”

O SP500 fechou a 1.492, com alta de 0,43%; o real a R$ 2,0426, sem variação; o euro a 1,3315, sem variação e o ouro a US$ 1.690, sem variação.
Fique ligado!


21 de janeiro de 2013

Esmiuçando o SP500


Hoje é feriado nos USA, dia de Martin Luter King, e quando isto acontece os mercados ficam em banho-maria. Vou aproveitar para fazer uma análise mais detalhada do SP500, afinal ele é “ o cara”, ou melhor “, o indicador”! Hahahahah.....

No final de 2012 eu imaginava que este indicador, após um primeiro movimento de queda, teria uma recuperação parcial e iniciaria uma nova queda. O gráfico abaixo, que publiquei no post trade-17122012 e onde iniciei um trade, me parecia que a queda seria iminente. Porém, alguns dias depois, liquidei a posição, pois o desenrolar dos preços não estavam como o esperado, o que se mostrou correto, caso contrário o prejuízo seria maior. Como houve o rompimento da linha superior, uma análise mais profunda torna-se necessária.


O próximo gráfico tem uma visão de longo prazo, vejam que a elipse em roxo (1) e a linha verde (2) referem-se ao que descrevi acima. Análise Técnica trabalha com probabilidades, o nível atual de 1.485 até a área em vermelho, cujo pico é de 1.576 (3), indica que este intervalo deve ser acompanhado, aproximadamente 6% de alta.

Um outro indicador que acompanho, não mostra nenhum sinal de reversão, o que me faz crer que as altas ainda tem mais fôlego. Já este mesmo indicador, com uma visão mais de curto prazo, aparece um pouco mais “estressado”, ou seja, pode-se esperar uma pequena correção e novas altas mais adiante.

David, você jogou a toalha? Vai apostar na alta?
Ou você quer me pegar, ou não está lendo meus posts! Na sexta-feira em alarme-pre-tsunami, eu fiz questão de escrever sobre a personalidade da onda B, e lá frisei que ela é traiçoeira. Mas respondendo a sua pergunta, pode ser que eu me envolva na compra com um espírito oportunista, minha visão ainda é de queda mais a frente.

O que acontece se este índice passar dos 1.576?
Nada! Hahahahah... agora sério, pelo que entendi de sua pergunta, você quer saber se ai sim jogo definitivamente a toalha. A resposta é não com os dados que tenho até hoje, ou seja, poderá romper aquele ponto e mesmo assim cair depois. Se isto acontecer, terá outras implicações na extensão da queda.

Resumindo, o mercado pode subir ainda mais um pouco antes de começar a grande queda, agora todo cuidado é pouco e eu sugiro ficar fora, pois o ganho é muito pequeno e surfar na onda B não é aconselhável.


As bolsas ficaram fechadas hoje; o real fechou a R$ 2,0417, com alta de 0,11%; o euro a 1,3316, sem variação e o ouro a US$ 1.689, com alta de 0,36%.
Fique ligado!



18 de janeiro de 2013

Alarme pré Tsunami


No post previsão-para-o-proximo-ano, eu comentei sobre uma tal de onda B, e que ao terminar começaria uma outra chamada de onda C, imagino que para quem não tem conhecimento técnico minha colocação fica um pouco vaga. Eu não pretendo nem ensinar e nem que vocês aprendam o assunto, mas por outro lado somente dizer cuidado sem algo concreto parece “chutometro”.

Fui buscar a definição da personalidade desta onda, verifiquem se as condições atuais se encaixam: ... Estas ondas são “falsas”, é uma armadilha para os otimistas, paraíso dos especuladores, orgias de lucros fácies, complacência institucional, são tecnicamente fracas. Se o analista pode facilmente dizer, Tem alguma coisa errada com este mercado, são grandes as chances, de que é uma onda B.... Vocês não acham que se enquadra com as condições atuais? Se eu enumerar as dúvidas que existem hoje chegaria facilmente a mais de dez e todas elas com impacto importante. E as bolsas, não pararam de subir? Entrada recorde de recursos, porque o investidor quer fugir do rendimento zero? Hummm... no mínimo é muita complacência.

Fazendo um paralelo é como o período que antecede um Tsunami, calmo muito calmo. Nos últimos tempos tenho visto vários analistas técnicos alertando sobre está possibilidade de cenário. Eu não tenho transcrito aqui por achar que seria de difícil interpretação dos meus leitores.

- David, mas como você mesmo diz, eles podem mudar de opinião do dia para noite.
Bom ponto, lógico que é possível, eu aprendi  há muitos anos que suas ideias sobre o futuro só tem valor se concretizam, caso contrário é wishful thinking! Sempre podemos estar errados, mas o que o mosca não quer é errar forte gerando grandes prejuízos, e este é o caso quando uma onda B termina e começa a onda C, uma Tsunami! Não vou definir está onda agora, mas acreditem ela é violenta pega todo mercado comprado, e ai fica difícil sair.

David, é eminente?
Não sei, ninguém sabe, meu conselho para quem está “surfando” no otimismo é, coloque um stoploss e respeite, mesmo que do dia para noite tenha uma queda maior que você esperava. Eu vou ficar de belisco em belisco, e preferencialmente em mercados que tem liquidez abundante.

O SP500 fechou a 1.485, com alta de 0,34%; o real a R$ 2,0395, sem alteração; o euro a 1,3317, com queda de 0,46% e o ouro a US$1.684, com queda de 0,17.
Fique ligado!

17 de janeiro de 2013

Jogo dos 4 acertos


Dentro do período que venho publicando o mosca, minha opinião sobre a taxa de juros nos USA sempre foi cautelosa, pois por um lado vejo fatores deflacionários que fariam os juros permanecerem baixos e opostamente, pelo fato dos enormes estímulos criados pelos BC’s no mundo, poderem gerar pressões inflacionárias. É verdade também que sugeri a venda destes títulos quando os juros caíram muito, mas botar na reta não fiz em nenhum momento.

Todos conhecem o jogo infantil dos sete erros, pois bem, eu vou fazer com vocês o jogo dos 4 acertos, não entenderam? Veja a seguir.
Abaixo estão os gráficos da inflação e da taxa de juros num período longo. 




Observem que os juros contemplam um período mais longo que a inflação, tomem este cuidado quando fizerem a comparação. Sem muitas delongas, na figura abaixo anotei 4 períodos com cores diferentes e levando em consideração a inflação nestes períodos, o que eles apresentam em comum?


Dou lhe uma, dou lhe duas, dou lhe três!

Vermelho: No período em questão, entre 1870 a 1900, houve uma deflação importante por conta do  elevado desemprego. Conclusão: Faz sentido a queda dos juros.

Cinza: Depois do Crash de 1929, os USA passaram por um período de estagnação econômica, passando também por uma deflação. Conclusão: Faz sentido a queda dos juros.

Verde: Muitos estímulos foram dados depois do final da II Guerra Mundial que aliados à crise do petróleo fizeram com que a inflação se elevasse entre 1970 e 1980. Conclusão: Faz sentido a alta dos juros.

Roxo: A partir de uma política monetária restritiva a inflação começou a retroceder. Vale notar que em nenhum outro período a inflação apresentou tanta estabilidade. Conclusão: faz sentido a queda dos juros.

David, eu tenho mais o que fazer! Onde você quer chegar?
Já estava esperando! Queria deixar "duas pulgas atrás da orelha", a primeira que no passado, quando uma série de estímulos foram dados (1930-1960), alguns anos depois a inflação subiu consideravelmente (1970-1980), e a segunda em nenhum período da história os juros foram tão baixos sem que houvesse deflação.

Será que, se daqui há alguns anos se a inflação subir significativamente, vamos olhar para traz e dizer: Era óbvio?

O SP500 fechou a 1.480, com alta de 0,56%; o real a R$ 2,0383, com baixa de 0,19%; o euro a 1,3379, com alta de 0,68% e o ouro a US$ 1.687, com alta de 0,53%.
Fique ligado!

16 de janeiro de 2013

Salada de frutas


Antes que meu “amigo” pergunte, o mosca não pretende entrar na área de culinária, portanto o título de hoje é figurativo. Desde o anúncio da taxa de desemprego nos USA, os índices da bolsa foram empurrados para cima. Mas o mercado está, de certa forma, “desconfiado” pois tecnicamente encontra-se num nível perigoso, como expus no post de ontem ameaça-da-tecnologia. Desta forma as atenções estão focadas nos índices acionários, que nos últimos dias, não estão saindo do lugar.

Vocês devem lembrar que em 2012, comentei varias vezes sobre a má performance da bolsa Chinesa. No gráfico a seguir encontra-se uma atualização deste indicador, como podem observar houve uma recuperação nos últimos 30 dias de 18%, será que vai continuar subindo?


Outro assunto que queria trazer, é relativo ao consumidor americano. Sabemos que 70% do PIB daquele país depende dos gringos saírem as compras. Vejam como as estatísticas podem distorcer a realidade, neste primeiro gráfico é apresentado as vendas mensais no varejo dessazonalisadas. Que tal? Ruim, mas não desesperador.


Muito bem, agora veja este outro onde são expressas as vendas mensais no varejo, excluindo gasolina e ajustada pelo crescimento da população e inflação, ou seja, quanto cada pessoa consumiu em valores reais, sem considerar os gastos com gasolina.


E agora, mudou de figura? Parece, pois o consumo está 7,2% abaixo do pico em 2005, e igual ao de fevereiro de 1999. Depois de tudo que foi feito, este resultado pífio mostra que os esquadrões de helicópteros somente evitaram uma catástrofe, mas não foram suficientes para colocar o principal consumidor do planeta a plena carga.

Hoje foram publicados os dados de inflação e a taxa mensal ficou em meros 0,1%. Vejam no gráfico a seguir que  as taxas anuais já se encontram abaixo de 2,0% a.a, para ser mais preciso 1,9%, e com tendência de queda. Provavelmente o Bernanke já mandou preparar mais helicópteros! Hummmm.....Duvido que ele não esteja em dúvida, se esta política vai dar certo!


E por último um gráfico da evolução do PIB Mundial separado por região, que tal, animador? A salada de frutas hoje está com a laranja azeda, sem chantili e com as frutas meio passadas. Hummm...... que droga!


O SP500 fechou a 1.472, sem alteração; o real a R$ 2,0422, com alta de 0,33%; o euro a 1,3284, com baixa de 0,14% e o ouro a US$ 1.680, sem variação.
Fique ligado!

15 de janeiro de 2013

Ameaça da tecnología


Ontem não houve publicação do mosca, à partir de agora, de volta a Capital, as postagens retornam a normalidade.

Os mercados começaram 2.013 bastante animados, as informações apontam para entradas significativas nos fundos dedicados as ações nos USA. A situação no Club Med virou notícia de 2ª ordem, caiu no esquecimento e o Super Mário vem sendo apontado como o salvador da pátria, ou melhor, do Continente. Podemos confiar? Não sei, parece existir uma certa esperança que se confunde com otimismo, por enquanto não vejo nada de interessante para propor.

O gráfico a seguir é auto explicativo, quando grandes volumes foram depositados e a volatilidade medida pelo VIX foi baixa, normalmente precederam quedas na bolsa.


Toda torcida dos Yankees sabe que o número que importa é o emprego, e o Bernanke até colocou um objetivo de 6,5% para a taxa de desemprego, sendo que atualmente se encontra em 7,8%. Tive acesso a um estudo interessante que analisa quais setores contribuíram positivamente e negativamente, desde 2007.


Os perdedores são:
A construção civil foi o maior destruidor de vagas com 2,3 milhões, em seguida a Indústria que teve uma perda de 1,9 milhão e o varejo com 0,8 milhão, que combinados acumulam 5,1 milhões.

Os ganhadores são:
Saúde com 1,5 milhão, Escolas privadas com 0,4 milhão e Hotéis 0,2 milhão.

O grande problema é que parte destes empregos foram perdidos para sempre e com as ameaças dos robots e a tecnologia, a situação é preocupante. Segundo Michael Saylor, Presidente da MicroStrategy  “ 10% das pessoas que trabalham no setor de serviços, podem perder seus empregos nos próximos 5 anos, resultante da eficiência gerada pelos smarthphones, isto equivale a 12 milhões!”.
Se isto se concretizar, não tem taxa de juros que resolva o desemprego. O desenvolvimento tem o seu lado cruel, e que na situação debilitada que o mundo se encontra, pode gerar muita revolta.


A primeira vez que eu postei sobre a Apple foi há 1 ano, sempre estive cético quanto a performance desta empresa, que é uma inovadora no campo da tecnologia, ou melhor era! Desde que o Steve Jobs nos deixou as coisas mudaram bastante, e não era para menos, pois mesmo acreditando que ninguém é insubstituível, não vale para este Gênio. Ele não é! 
O mercado foi percebendo pouco a pouco e como consequência as ações da Apple caem sem parar desde setembro, acumulando uma retração de 32%. Hoje fechou a US$ 485, e parece que o intervalo que comentei no post apito-final-10/12/2012 (gráfico abaixo), de US$ 360/US$ 430, torna-se provável.


Ontem num jantar muito agradável, eu era o único que não tinha um iphone, é verdade que as gozações de alguns meses atrás cessaram, mas mesmo assim estava sozinho. No próximo ano vamos ver quem vai dar o braço a torcer e trocar seu iphone, afinal pessoas inteligentes mudam! Hahahahah.....

O SP500 fechou a 1.472, com alta de 0,11%; o real a R$ 2,0355, com alta de 0,19%; o euro a 1,3309, com queda de 0,54% e o ouro a US$ 1.67, com alta de 0,73%.
Fique ligado! 


11 de janeiro de 2013

Messi ou Pelé?


Ontem o Super Mario deu um kick off no euro, ao comentar que a situação melhorou bastante na Europa. O mercado interpretou imediatamente que não se deveria esperar mais reduções dos juros. O euro reagiu subindo como um foguete, só ontem 1.5%, e nos dias de hoje, que os ativos mal e mal se mexem, foi um grande movimento. 
Vocês são testemunhas do meu ceticismo quando no ano passado esperava-se que a moeda única fosse se esborrachar, mas até ai uma declaração destas de um “torcedor” ter ocasionado esta reação, só pode ter sido por conta do “vendidos”!

O gráfico publicado no post cest-ne-pas-possible, apresentado abaixo, parece estar traçando o rumo que eu esperava. Nas cotações atuais de 1,335, não temos nada a fazer, somente aguardar ou preços mais baixos para arriscar uma compra, ou mais elevados numa venda.
O euro está exatamente no meio do caminho e não apresenta um bom risco retorno, vamos deixar o Super Mario comandar até que nós interessemos por alguma posição.


Ontem eu recebi um link com todos os 91 gols feitos este ano por Leonel Messi. Assistam, é uma maravilha. Ele é ou não melhor que o Pelé? Meu lado racional diz que sim e o emocional não. Como o Pelé não joga mais, tentei traçar um paralelo com Neymar e a conclusão que cheguei é que o jogador Santista faz jogadas mirabolantes, enquanto o Messi incríveis, a diferença é que o ultimo é muito mais efetivo em fazer gols, não erra, é preciso! 
Como vai ser na copa de 2.014? Como comentei no post estou-vendo-fantasmas, não temos um bom técnico para combater estas feras do futebol moderno, só sobrou a torcida. Vamos Brasil! Mas não aposto 1 centavo.

O SP500 fechou a 1.472, sem alteração; o real a R$ 2,0330, com alta de 0,21%; o euro a 1,338, com alta de 0,52% e o ouro a US$ 1.662, com queda de 0,72%.
Fique ligado!




10 de janeiro de 2013

O Governo está na torcida


Em 1986 quando eu era diretor da Planibanc um dos sócios, Luis Carlos Mendonça de Barros foi convidado para assumir a diretoria do BC de Política Monetária, quando da implantação do Plano Cruzado. O plano era para controlar a inflação através do tabelamento de preços, bem não preciso dizer que foi um fracasso! O Mendonça é um excelente profissional e com larga experiência em finanças, mas mesmo assim quando lá estava  virou um “torcedor”, acreditou que daria certo. Ficou pouco tempo pois a razão logo prevaleceu.

Porque eu iniciei comentando está passagem? Por que acredito que nosso Ministro da Fazenda Guido Mantega está passando pela mesma situação, que é virar torcedor quando se assume algum cargo no Governo. Ontem foram publicados os dados finais de nossas contas externas, não foram boas, vejam a seguir, os gráficos do fluxo cambial.


Até 2008 a balança comercial foi o grande contribuidor para a acumulação de nossas reservas, enquanto que o fluxo financeiro mais atrapalhou que ajudou, principalmente em 2008. A partir daí o saldo comercial diminuiu significativamente enquanto o financeiro teve sua contribuição bem distante dos mega incrementos de reservas, na melhor das hipóteses, um magro 1X0.

Como diz um colega, o que interessa no câmbio é o fluxo na margem e não o estoque, e neste quesito 2012 foi muito ruim em ambas as contas, no comercial mesmo depois de inúmeras ações para diminuir as importações (elevação de impostos, atuação no câmbio e etc..), citados aqui no blog, obteve-se um saldo positivo de U$ 8,4 bilhões, isto graças a Petrobrás que postergou em muito suas importações, e no financeiro dois fatores contribuíram para os magros U$ 8,2 bilhões, primeiro a venda da AMIL para um grupo estrangeiro e os bancos que saíram de uma posição comprada para uma posição vendida (gráfico abaixo). 


E daqui para frente?  Nos últimos meses o “discurso” do Governo mudou, antes não queria ver o dólar abaixo de R$2,00 e agora não quer acima de R$ 2,10. Como temos reservas acima de U$350 bilhões, e a situação externa é “morna”, parece que o BC quer  baixa volatilidade, sem se comprometer com um determinado nível. Mas não se enganem, os gringos não estão mais tão otimistas com o Brasil.

Do ponto de vista técnico parece que meu cenário publicado no post o-real-contra-ataca, está se concretizando...

David pode parar por ai, você já sabe que os leitores dizem de suas opiniões: ..Se não cair sobe..! Hahahahah...
Sem gozação! Observe bem as minhas ideias deste post, postulei três opções, todas de queda do dólar, a dúvida era até que nível iría cair, ou seja, a direção estava correta. Agora estamos entre a opção 1 ou 3, e veja que a primeira é minha preferida. Do ponto de vista da estratégia do BC se o dólar cair muito atrapalha as exportações se subir muito complica a inflação. 
Nossos Governantes estão pagando o preço de querer se intrometer demais na economia, vão acabar se embaralhando!


O SP500 fechou a 1.472, com alta de 0,76%; o real a R$ 2,0287, com queda de 0,45%; o euro a 1,3259, com alta de 1,5%! Uallll...; o ouro a US$ 1.673, com alta de 0,97%.
Fique ligado!




9 de janeiro de 2013

Track Record: Cuidado


Hoje eu vou comentar sobre um assunto indigesto para mim, fundos de Investimentos. Vocês devem conhecer a famosa frase “nunca cuspa no prato que comeu”, mas não acredito que seja este o caso, pois vou procurar ser imparcial. Para quem me conhece, sabe que passei boa parte de  minha vida profissional administrando fundos de terceiros, e portanto aprendi muitas coisas sobre este negócio. Vou aproveitar também um artigo publicado que contem alguns dados.

Em qualquer fundo que você investir, terá que assinar um documento sobre os riscos que está correndo, e em letras minúsculas, “ resultados passados não são garantia de resultados futuros”. Acredito que, a maioria das pessoas, não lê este documento pois está motivada e esperançosa em ganhar dinheiro.

…There is strong evidence that chasing managers with strong 3 and 5 year track records is actually harmful to your portfolio health…

O estudo feito por este analista refere-se aos fundos americanos, mas as conclusões se aplicam a Indústria como um todo. Neste primeiro gráfico ele compara o desempenho nos últimos 20 anos dos fundos de ações e renda fixa.


O próximo gráfico é então mais marcante, pois demonstra que a tendência de gestores que publicam desempenhos trimestrais nos últimos 5 anos acima da media, não repetem a mesma performance nos próximos 5 anos. Espera-se que aleatoriamente 25% deles deveriam estar na lista, porem a realidade é um pouco diferente.



As razões podem ser varias, porém a mais importante é que os administradores são seres humanos, e por causa disso, expressam confiança em excesso, adquirem hábitos incoerentes, ideologias e tendências emocionais da mais perigosa caixa preta que existe, nosso cérebro!
Os fundos hedge onde o gestor tem liberdade de investir em vários mercados, e até em posições vendidas, a caixa é "mais"preta.

- David, você está sugerindo para não investir em fundos?
Oh colega reapareceu? Feliz Ano Novo! Não, não é este meu intuito, pois alguns fundos são interessantes e podem ser um bom investimento, alem de existir exceções como o Hedge Griffo Verde, administrado por Luis Stulhberger, que obteve retornos positivos por muitos anos. 
Em todo caso, preparei uma lista que você deve verificar antes de investir:

Verifique as taxas cobradas
Nos dias de hoje pagar 2% a.a. de taxa de administração acrescido de 20% de performance é extremamente elevado, suas chances de perder é maior do que ganhar.

Prazo de resgate
Fuja dos fundos onde o período entre sua solicitação de resgate e o recebimento dos recursos, seja muito longo. Nada muito mais que 30 dias.

Desconfie de fundos que nunca perderam
Vocês devem se lembrar do caso Madoff  alguns anos atrás. A título de curiosidade, naquela época, um investidor me perguntou o que eu achava destes fundos dizendo que eles tinham uma estratégia de compra e venda de ações sem risco, única, secreta! Eu pensei: Conhecendo Wall Street como eu conheço, como ele teria uma formula única? Estratégia sem risco? Come on! Desconfie de milagres.

Cuidado com altos retornos
Não se engane, altos retornos = altos riscos, a diferença é que você não acompanha a carteira no dia a dia, só vê a foto no final do mês.

Prefira os fundos Indicias
Se você acha que a bolsa vai subir compre um fundo de algum índice de bolsa.

David Espera ai, no ano passado alguns fundos no Brasil renderam bem, enquanto o do índice Bovespa, foi pífio. 
Ah, as ações de empresas menores foram melhor que as grandes empresas como Petro e Vale, então foi isso que eu disse, compre o fundo indicial de pequenas empresas. Acho melhor que entrar num fundo que tem uma carência enorme para sair e caso a bolsa como um todo caia, estas ações vão sofrer mais. Lembra, a onda B vai terminar em algum momento previsão-para-o-próximo-ano.

O SP500 fechou a 1.461, com alta de 0,27%; o real a R$ 2,0378, com queda de 0,17%; o euro a 1,3067, sem alteração e o ouro a US$ 1.657, sem alteração.
Fique ligado!