Inflação: A Revanche

30 de novembro de 2012

Só sobrou o bagaço


A laranja é uma fruta nutritiva, dizem os especialistas que é boa para tratar resfriados e gripe, na linguagem informal não tem um significado positivo. Para fazer um bom suco você tem que espremer a laranja e o que sobra é o bagaço.
David, não acredito, vai concorrer com a Ana Maria Braga? Hahahaha....
Gostei, bem sacado, mas esta introdução é para associar a situação do americano a esta fruta, veja a seguir a evolução do crédito naquele país.


É impressionante, realmente os americanos é um povo que gosta de consumir, recentemente li um artigo onde o autor demonstra que a dívida privada é a grande responsável pelas crises, ao invés da crença popular, cuja causadora é a dívida pública, anexo o link private-debt-is-the-main-problem.
Outro ponto que também me deixa intrigado é a distribuição da riqueza por grupo de idade.


Como pode-se notar, o grupo que deveria estar juntando patrimônio para o futuro é o que mais foi afetado pelas últimas crises, perdendo mais de 50%! Imagino que devam estar preocupados com suas perspectivas e deveriam ter uma atitude mais conservadora. Mas o Bernanke precisa desesperadamente que eles consumam. Parece que fica claro, que para o mundo se recuperar, depende-se das economias emergentes e especialmente da China, mas com salários de U$ 100/mês o que dá para esperar deles que não comer e trabalhar duro?

Nas últimas décadas os países desenvolvidos viveram momentos de felicidade onde a população tinha bons empregos e salários, os ativos valorizavam e aumentavam seu consumo através de crédito, enquanto este cenário não muda, todos ficam tranquilos. Mas esta equação de assumir crédito, implica numa antecipação do consumo futuro, e não dá para continuar sem fim, num determinado momento o futuro chega  e tem que se pagar a conta. Parece que este momento chegou e todo o suco já foi tirado da laranja, agora sobrou o bagaço!

O SP500 fechou a 1.416, sem variação; o real a R$ 2,1350, com alta de 1,75% ualll...;o euro a 1,3005, com alta de 0,22% e o ouro a US$ 1.714, com queda de 0,60%.
Fique ligado!



29 de novembro de 2012

Assim é a China



No post nuvens-negras-na-china externei minha preocupação quanto ao desempenho da bolsa Chinesa, que diga-se de passagem, ontem atingiu uma nova mínima dos últimos 4 anos, quando todas as outras bolsas tiveram um desempenho positivo. Acima atualizei o gráfico comparativo com o SP500, ele diz por si só. Mas realmente o que chamou a minha atenção foi esta foto abaixo, confesso que quando eu olhei pela primeira vez, tive dificuldade de entender o que tinha ocorrido. 


Ao ler o artigo me inteirei que o dono deste imóvel se recusou a vender sua propriedade para que pudesse passar uma avenida, como não se chegou a um acordo, foi essa a solução dada. O que tem isto com nossos negócios? Este fato demonstra a forma como os Orientais encaram a sua vida, onde a honra prevalece sobre qualquer lógica.
O dono deste prédio vai ter uma vida horrível, não terá mais sossego, e para quem transita na rodovia é um desconforto enorme e perigoso. Mas nenhuma das partes abriu mão, mesmo que a solução fosse péssima para ambos.

Está situação me faz refletir que, nós projetamos quais seriam os passos lógicos que a China deveria tomar para se enquadrar numa economia de mercado, mas do ponto de vista deles este é um fator menor, o que importa é quais são seus objetivos, e se estes se chocam com a de seus parceiros. Cuidado não use a lógica acreditando que irão ceder porque faz mais sentido, se não for de seu interesse pode esperar uma estrada com um prédio no centro.

Vocês já ouviram a frase que Investimento em ações é para o longo prazo? Tenho certeza que sim, pois bem, veja o gráfico abaixo que apresenta o número de meses que os investidores mantem uma ação em seu portfólio, nos USA.

Algum fator fez com que os investidores alterassem muito seu comportamento, e não é  recente, já vem acontecendo há muito tempo. O que será? Altas expressivas fez com que realizassem lucros? Maior acesso à informações das empresas em períodos cada vez menores? Falta de confiança no futuro? Não sei responder, mas que ações não são mais investimentos de longo prazo, não são! 

O SP500 fechou a 1.415, com alta de 0,43%; o real a R$ 2,0980, com alta de 0,29%; o euro a 1,2973, com alta de 0,18% e o ouro a US$ 1.725, com alta de 0,33%.
Fique ligado!


28 de novembro de 2012

No mundo das bolhas


O IFL Instituo de Formação de Líderes, uma entidade cujo compromisso é formar lideranças empresariais dentro dos princípios de liberdade, me convidou para fazer uma palestra ontem.
O tema que escolhi foi: No mundo das bolhas, que não é sobre banhos de bebês! Hahahah... Versa sobre os excessos ocorridos na área Imobiliária americana bem como a situação na Europa. Como este grupo preza a não intervenção dos Governos  no mundo empresarial , este assunto cai como uma luva, pois é o que temos visto quase que diariamente.

A seguir está o link dos slides desta apresentação no mundo das bolhas, que contém uma breve história das principais bolhas, como os Governos reagiram, quais as perspetivas para o futuro, e as considerações finais.
Este trabalho me levou a uma pesquisa e reflexão mais profunda sobre o assunto. Eu tenho ojeriza quando os Governos intervêm em assuntos privados, normalmente é atrasado e as medidas mal feitas, mas sou sincero em admitir que no caso especifico destas bolhas, se nada fosse feito, não sei como estaria o mundo hoje. Sabemos que Maquiavel aconselha que o mal se faça de uma vez, mas não sei se esta premissa se aplica nestes casos.

O grande problema hoje é a Europa, onde existe muita discordância e disparidades entre os países, não consigo enxergar uma saída boa. Enquanto os USA deverão ter um crescimento baixo por muitos anos, a Europa ficará muitos anos com uma queda baixa, mas é queda. A população vai aguentar?
Termino com uma frase de Shakespeare adaptada: Intervir ou não intervir está é a questão.

Estamos comprados há mais de 40 dias no ouro e até agora não está claro o que vai acontecer com o metal. O movimento de hoje me colocou em alerta e resolvi atualizar nosso stoploss para US$ 1.670, veja o motivos a seguir:

Enquanto o ouro estiver dentro do retângulo anotado em azul, nenhuma direção pode ser assumida com mais segurança, o intervalo é entre US$ 1.920 a US$ 1.520, uma diferença expressiva, de mais de 25%, hoje estamos a U$ 1.710 no centro destes pontos. Como não quero estar exposto na queda, atualizei o stoploss até o ponto 1, em vermelho. Se o metal cair abaixo deste nível o próximo ponto de interesse passa a ser o ponto 2. 
Não me interpretem mal, isto não significa que vai testar obrigatoriamente aquele ponto (2), pode reverter antes disso, mas a formação que eu estava esperando se desfaz no ponto 1, por esta razão prefiro realizar o prejuízo e esperar. O que desejamos é que atinga o ponto 1 em azul e se rompido teste o ponto 2, também em azul. Agora que está tudo combinado só falta  falar com alguém que não seja os Russos, nem Indianos, nem Chineses, não funcionou até agora, vou continuar procurando! Hahahahah......

O SP500 fechou a 1.410, com alta de 0,79%; o real a R$ 2,0920, com alta de 0,39%; o euro a 1,2938, sem variação e o ouro a US$ 1.718, com baixa de 1,38%.
Fique ligado!

27 de novembro de 2012

Nuvens negras na China


Eu venho alertando seguidamente sobre a performance da Bolsa de Valores da China, e também a minha perplexidade pelas suas seguidas quedas enquanto o resto do mundo parece estar melhorando ultimamente. Desde de 2.007 a queda é de astronômicos 70% e tecnicamente, parece perto de uma nova escorregada.

O que está acontecendo na bolsa da China? Será que ela está nos enviando algum recado? De tudo o que eu tenho lido ultimamente, não vejo ninguém comentando sobre este perigo, ao contrário vários analistas estão dando recomendações de compra. Acontece que tecnicamente os sinais são ruins e até com um certo perigo, pois se romper o ponto anotado no gráfico, sai de baixo literalmente.


Como mostra a charge, ao invés de se preocupar com o fiscal cliff, que significa abismo em português, vamos ficar alertas ao China Cliff, pois o primeiro, parece que algum alívio fiscal está para vir nos USA, mas o segundo não tem alívio, ali é o mercado que manda! A China como sempre é um grande mistério, só que no passado sua economia não era a 2ª do Mundo. 

Incluí está figura abaixo onde pode-se visualizar o inacreditável número de habitantes que algumas cidades Chinesas possuem, e alem disso a taxa de urbanização é da ordem de 50%. Hoje vivem nas cidades um total de 690.000.000 de Chineses e por volta de 2.030 atingirá a marca de 1.000.000.000. Cidades com 1.000.000 de habitantes existem várias, como eles conseguem viver? Mais um mistério!



Para nós aqui no Brasil, estes acontecimentos podem indicar uma diminuição da demanda por lá, o que afetaria muito nossa economia pelo lado das exportações de commodities, tanto do ponto de vista quantitativo, como de preço. Este tombo faria os investimentos do pré sal da Petrobras, virarem “pó sal”, o real ficaria extremamente pressionado, deixando nosso Ministro feliz, mas vale lembrá-lo que seria pelo mal motivo, muito mal.

O SP500 fechou a 1.398, com queda de 0,51%; o real a R$ 2,0838, sem variação; o euro a 1,2938, com queda de 0,26% e o ouro a US$ 1.742, com queda de 0,35%.
Fique ligado!


TRADE 27112012

Eu havia comentado que em breve faria uma proposição de trade no SP500, e parece que este momento está se aproximando, nos últimos dias a bolsa recuperou parte das quedas apresentadas desde setembro.
Está é uma nova tentativa, visa um target inicial que poderá ser estendido, se a queda se materializar.


TRADE : 27112012
ATIVO: SP500
POSIÇÃO: VENDA
NÍVEL: 1.425
SLOSS: 1.470
TARGET: 1.280

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26 de novembro de 2012

Are you having fun?


Are you having fun? Está é a pergunta que eu faço para os investidores envolvidos em operar o euro. Durante todo este ano o mosca foi muito cético em relação as previsões catastróficas para a moeda única, eu sempre me posicionei com cautela, pois não era o que as minhas analises apontavam. Eu republiquei o gráfico e tenho as seguintes considerações:


1.       Entre a cotação máxima e a mínima a variação foi de meros 5,5%.
2.       Ficou a maior parte do tempo acima da cotação média 1,275, portanto quem ficou comprado de olhos fechados, deve ter se dado melhor.

- David, chega de confete, e daqui para frente?
Não é confete não, mas como eu venho repetindo, você sempre deve analisar o risco retorno, e neste caso ficar vendido, foi péssimo. Daqui para frente eu continuo achando que o euro vai primeiro a 1,35 ou até 1,45 antes de cair feio, mas vai ser da mesma forma que você viu até agora, 2 passos a frente e 1 a 1,5 para trás. Em todo caso, com foco oportunista acredito que em breve vou propor um trade, aguarde.
Dá para ficar alegre?

o SP500 fechou a 1.406, com baixa de 0,20%; o real a R$ 2,0829, sem variação; o euro 1,2968, sem variação e o ouro a US$ 1.748, com baixa de 0,22%.
Fique ligado!


25 de novembro de 2012

Don't cry for me Argentina


A rivalidade entre brasileiros e argentinos é grande, principalmente no futebol. Segundo um grande entendido no assunto, grandes craques surgem por lá com frequência, e não estou me referindo ao Messi, que é fora de série. Mas na escolha de Presidentes da República sempre deixaram a desejar, Perón, Evita, os "milicos" e etc... Mas a Sra. Kirchner vai entrar na história, nos últimos tempos são inacreditáveis suas barbeiragens.

O problema que surgiu recentemente não foi por causa dos mandos e desmandos daquela senhora, e sim uma ação que já corre no tribunal americano desde 2001. Naquele ano, o poderoso Ministro das Finanças da época Domingo Cavallo, imprimiu um calote memorável aos detentores da dívida portenha, com um agravante, quem não aderisse ao plano de troca compulsória, não receberia ningúm peso! Acontece que alguns hedge funds, decidiram peitar e entraram na justiça. O processo se arrastou por todo este tempo, e na semana passada um Juiz americano deu ganho de causa aos credores ordenando que seja depositado até 15 de dezembro, a quantia de U$ 1,3 bilhão.

Como o Governo trata de uma forma beligerante com quem não concorda com suas vontades, e considerando que os cofres lá não são como do Tio Rico, é bem provável que não façam este depósito. As condições econômicas não estão  ruins, porém esta situação vai gerar um default técnico, acionando todos os contratos de CDS


No mercado de dólares, voltou o câmbio negro, que está cotado com 42% de desconto sobre a taxa oficial. Em todo caso, vai ter um segmento que se beneficiara muito, a indústria de panelas! Hahahahah.... 

Nós temos acompanhado os absurdos implementados pela Sra. Kirchner que mais parece Governar com raiva do que com objetividade, não está preparada nem para administrar uma Churrascaria, e mesmo assim foi reeleita! Enganos econômicos tem custo, em algum dia se paga literalmente a conta. A Presidenta vai poder contar com o auxílio de su compañero Hugo Chavez, ou conforme foi noticiado hoje, com a abertura de negócios com o Irã!
Don't  cry for me Argentina.

Fique ligado!


23 de novembro de 2012

Dia D


Hoje é o dia D para o câmbio, ontem o Presidente do BC deu algumas declarações sobre a política cambial que pretende adotar, e sinceramente não disse nada de novo, apenas reforçou as ações tomadas nos últimos meses, que foram: a) Câmbio abaixo de R$ 2,00, só embaixo de seu cadáver; b) Se subir muito atuará vendendo dólares, e mais intrigante c) O câmbio é flutuante, é mesmo? Mas o  importante hoje é saber se ele vai atuar ou não, é isto que o mercado vai testar.

Pela manhã o BC anunciou a rolagem dos contratos de swap, sem entrar na tecnicidade deste contrato, ele renovou uma operação antiga, e se isto foi suficiente para o dólar recuar de R$ 2,1168 para abaixo de R$ 2,09, acho que não vai ser desta vez que o real vai romper aquele número fatídico de R$ 2,105, abrindo a possibilidade de mais um retorno ao níveis de R$2,00. 
Sr. mercado, decepcionante!

A minha leitura é que o BC deixa aberta a porta para uma nova rodada de desvalorização do real mais a frente, tecnicamente combina com o cenário que venho postando ultimamente, projetando uma alta até R$ 2,20/R$ 2,25. A partir daí poderia entrar com a venda de dólares no mercado à vista, onde o efeito nas cotações é mais direto. Será que o Tombini está lendo o mosca? Hahahahah.....
Para o leitor assíduo, que comentei no post 2013-está-chegandolamento, não foi desta vez!



mosca busca informar seus leitores de uma forma neutra, ou tenta pelo menos. O analista Neil Irwin publicou hoje 4 motivos que motivam esperança na recuperação americana:

1.       A dívida dos americanos está em rota descendente - Depois de atingir 98% do PIB em 2009, a mesma caiu para 83%, este fato ocasionou uma queda dos pagamentos de juros de 14% da renda para 10,7%.


1.       Eletricidade e gás natural tiveram queda - O preço ao consumidor do gás caiu 8,4% este ano e a eletricidade 1,2%, no mesmo período.

2.       As empresas não estão dispensando funcionários - Embora não estejam contratando na quantidade desejada, não estão demitindo.

3.       As residências estão muito mais acessíveis - No pico da bolha de imóveis em 2.006, a prestação média de uma casa típica americana estava por volta de US$ 1,247 mensais, os preços dos imóveis caíram bem como as taxas de juros, assim a mesma casa hoje tem uma prestação de US$ 899.

Vocês já ouviram o termo "fazer o jogo do contente"? É o que acho destes comentários, pois embora sejam todos positivos só explicam porque a economia não está deprimida, mas até aí ficar otimista, ainda falta muito.

O SP500 fechou antecipadamente as 13 hs. horário de Nova York a 1.409, com alta de 1,30%; o real a R$ 2,0812, com queda de 1,08%; o euro a 1,2971, com alta de 0,69% e o ouro a US$ 1.752, com alta de 1,34%.
Fique ligado!



22 de novembro de 2012

Thanksgiving


Hoje é dia de Thanksgiving nos USA e os mercados permaneceram fechados, enquanto os americanos estão reunidos com suas famílias,  nada vai acontecer de muito importante nos outros mercados.
Vou aproveitar para apresentar um assunto que aponta para mudanças da sociedade americana. Nos USA quem não tem um carro? Veja o gráfico abaixo a quantidade de milhas rodadas nas estradas, é visível que desde 2008 houve uma mudança.



Nos últimos 5 anos, este parâmetro se encontra mais ou menos estabilizado, quebrando a tendência crescente apresentada no passado, observe também que nos períodos em que a economia esteve em recessão (azul) permanecia estável para logo em seguida voltar a crescer. Você pode estar se perguntado o que mudou, foi o preço da gasolina? Estão usando os carros de uma forma mais eficiente? Envelhecimento da população? A resposta é um pouco de tudo, os preços da gasolina estão mais caros hoje que no ano passado, a população está envelhecendo e o padrão de milhas dirigidas muda sensivelmente (gráfico a seguir) e sem dúvida a estagnação no crescimento dos salários.


Até faz muito sentido, porém um estudo feito pela Public Interest Research Group observou que entre 2001 e 2009 a media anual de milhas rodadas pelos americanos com idade entre 16 e 34 anos caíram de 10.300 para 7.900 per capta entre todos os adultos e de 12.800 para 10.700 entre os que tem emprego, ou seja, parece que os jovens estão mudando seus hábitos independente da situação econômica atual. Será que é por conta da preservação do Planeta? Tomara! Em todo caso esta mudança pode afetar a demanda de combustível no longo prazo, mas em compensação nos países emergentes ainda estão muito longe de ter atingido o pico, haja visto o trânsito nas principais capitais.

Um analista que fez uma associação interessante entre o real e o rand, moeda Sul Africana, veja a seguir:


Embora não tem nenhuma relação aparente entre os dois países, eles são vistos como emergentes. Mesmo que os movimentos não são iguais, foram similares, no mesmo período, na mesma direção e com magnitude semelhante. Hummm.... será que os investidores estão diminuindo sua exposição? 

O real fechou a R$ 2,1040, com alta de 0,27%, amanhã é o dia ou o BC entra logo pela manhã ou estaremos rumo aos R$ 2,20; o euro a 1,2883, com alta de 0,42% e o ouro a US$ 1.729 sem variação.
Fique ligado!

21 de novembro de 2012

2013 está chegando


Depois de alguns dias parcialmente desconectado dos mercados estamos de volta, e com a proximidade do final do ano, que diga-se de passagem não foi nada agradável, novas previsões começam a surgir. Como vocês sabem, eu criei uma sigla para o ano de 2.012, D de disciplina, F de flexibilidade, P de plano de ação e H de humildade, não fiz ainda uma contabilidade do ano, mas se tem algo que o mosca acertou, foi prever muita dificuldade neste ano que termina, mas vamos deixar este assunto mais para o final do ano.

Uma grande corretora Japonesa, Nomura Securities, já fez sua colocação: 2013 será um ano de crescimento baixo, seus argumentos se resumem a:

1.       Resquícios do estouro da bolha em 2007- A continuidade da baixa performance dos mercados desenvolvidos são as repercussões remanescentes do estouro da bolha de crédito, há 5 anos. As famílias, empresas e o setor financeiro são temas que se apresentam em muitos países, o que vem limitando a alavancagem no sistema.

2.       A Crise em curso da zona do euro – Uma segunda razão para a fraqueza no crescimento global é a continuidade desta crise. As políticas em curso, de aperto fiscal pró cíclica, visionam crescimentos negativos para a região por um bom tempo. Para piorar, os países do Club Med enfrentam problemas sérios de liquidez, fraqueza de seu sistema bancário, e manifestações da população cada vez mais frequentes. Ontem a agência de risco Moody´s rebaixou a nota de crédito da França.

3.       Políticas fiscais restringem a demanda – A terceira restrição é relativa a política fiscal. Nos USA, mesmo que o fiscal cliff for administrado suavemente, pelo menos 1% será reduzido do crescimento no próximo ano, nem pensar se nada for feito, que faria a economia mergulhar numa recessão. Na Europa já foi explanado acima, a política anticíclica que está levando vários países a equilíbrios instáveis, quanto a Grã-Bretanha, não se espera que o Governo pisque, caso aquele país entre num crescimento anêmico, neste caso, seu déficit continuará a crescer. Um País que poderá ter um problema importante é o Japão, que planejou uma elevação dos impostos relativos ao consumo, visando diminuir sua dívida gigante, mas parece que nos últimos meses as coisas não estão indo tão bem por lá, pois a repercussão da crise entre este país e a China, acarretou uma queda enorme nas exportações de carros.

- David, pode parar. Como você mesmo diz, é para comprar ou para vender?
Como comentei acima, ainda não fiz uma previsão de como eu imagino será 2013, e para ser honesto, estas previsões de começo de ano tem muito pouca utilidade tem mais um efeito psicológico. Será que existe uma cisão entre o ano velho e o ano novo? Lógico que não, são como as tão difundidas previsões do horóscopo, que quando acerta leva o mérito e quando erra cai no esquecimento. Mesmo assim vou fazer as minhas usando parâmetros técnicos, afinal como dizia Nietzsche: É melhor uma explicação que nenhuma.



No último post direto-ao-ponto, disse que o real estava se preparando para um "salto" acima dos R$ 2,105 e com as cotações de hoje este momento está se aproximando. Ao ler vários comentários de analistas, parece haver um consenso que o BC vai entrar vendendo dólares quando a cotação penetrar nestes níveis, estamos muito próximo deste teste. Quando acontecer o rompimento, a alta será forte, pois vai pegar "meio mundo de calças curtas".

Todo Investidor tem um certo viés, alguns mais otimistas, outros mais céticos e alguns mais pessimistas. Muito bem, hoje vou me dirigir a um leitor assíduo que se enquadra na ultima categoria. Nos últimos dias estou  recebendo seus emails, cobrando o mosca para sair do muro, em relação ao real. Inicialmente, fiquei surpreso, pois imaginei ter deixado claro minha posição anteriormente, em seguida entendi que ele quer me "empurrar" para um trade de compra do dólar. Acontece que eu não acho um bom risco retorno, veja meus motivos: a) Não sei se o BC vai entrar ou não vendendo agora; b) Se romper os R$ 2,105, meu target é de R$ 2,20/2,25, ou seja um ganho máximo de 7% e c) Depois deste movimento, minha previsão, é que o dólar recue para no mínimo a R$ 1,98. Então, um trade para satisfazer o ego, e correr o risco de "queimar a mão"? Se quiser se aventurar, boa sorte, mas depois de romper seja rápido, imagine que num determinado dia, você vai dormir com o real a R$ 2,20, e na abertura do dia seguinte o BC entra vendendo. Capixe!

O SP500 fechou a 1.391, com alta de 0,23%; o real a R$ 2,0984, com alta de 0,88%; o euro a 1,2826, sem variação e o ouro a US$ 1.728, sem variação.
Fique ligado!

14 de novembro de 2012

Direto ao ponto


Hoje vamos direto ao ponto, afinal estamos às vésperas de um feriadão, o último do ano, e imagino que a cabeça está voltada aos preparativos. A foto que encontrei para o post de hoje é sugestiva, e tem uma relação com o nosso logo, só que o alvo não é  a mosca e sim um homem! Se passou pela sua cabeça que nós queremos acertar o adversário, talvez esta seja a dura realidade desta área, pois o que uma pessoa ganha, a outra perde! Sorry assim é a vida, e desde que não seja nós e nem saibamos que está na outra ponta, vamos em frente.

Antes de começar, vale observar que a Europa está integralmente coordenada em manifestações contra o plano de austeridade. Espanhóis, Portugueses, Gregos, Franceses e outros estão nas ruas. Opa, esqueci dos Alemães? Não, eles não saíram às ruas, afinal não tem motivos.

Eu venho observando que o real nestes últimos dias tem colocado uma “pulga atrás da orelha” em quem acreditava que entre R$ 2,01 e R$ 2,05, era bater em morto, podia operar nos extremos e faturar uns tostões. Ontem o BC disse que não deixaria o dólar subir, e iria intervir caso isto acontecesse, mas agora pela manhã a cotação já está acima de R$ 2,065, eu imagino que o número do BC seja mais próximo de R$ 2,10. 


Eu vejo duas possibilidades no curto prazo, um rompimento já, acima de R$ 2,10 (vermelho) ou ainda ficar negociando dentro da banda extended de R$ 2,01 a R$ 2,10, tudo vai depender do SP500.
David, explica aí, o que tem a ver o “bumbum” com as calças?

Como você é um assíduo leitor, deve ter lido que no post sinal-verde minha previsão para o SP500 não é muito boa, mas mesmo lá tem um caminho mais curto e outro mais demorado, que ainda não dá para dizer a priori. 

Mas quando a bolsa começar a cair com gusto, vai ter um movimento de aversão ao risco e como vocês sabem bem, nesta situação é comprar dólar e vender tudo. No caso específico do real, acho que o ultimo cenário ainda é o mais provável, mas como diz um analista que eu gosto bastante,  let´s de market speak!

Por conta do feriado o acertar na mosca vai voltar a postar à partir da próxima quarta-feria dia 21, a não ser que algo importante aconteça neste meio tempo. Bom feriado!

O SP500 fechou a 1.355, com queda de 1,38%; o real a R$ 2,0667, com alta de 0,44%; o euro a 1,2733, com alta de 0,25% e o ouro a US$ 1.725, sem variação.
Fique ligado!

13 de novembro de 2012

Scrooge McDuck


Duvido que alguém não tenha lido as histórias do Tio Patinhas quando era criança, podem me chamar de saudosista, talvez eu seja mesmo, mas para o assunto de hoje ele é o personagem que mais se encaixa. Se eu tivesse que apontar duas de suas características seriam: Ser"pão duro" e mergulhar em seu cofre-forte lotado de moedas. Fale a verdade, você já teve vontade de mergulhar numa piscina similar! Hahahahah....
Seu nome em Francês é Scrooge McDuck.

O ECB, comandado pelo super Mário, anunciou que faria o possível e o impossível para salvar o euro, e para tanto liquidez não seria problema, era só passar no caixa. Acontece que os Bancos levantaram montanhas de dinheiro, dando em garantia títulos de dívida dos países europeus e ao invés de emprestar este recursos, estão depositando de volta no ECB, veja figura abaixo.

Embora o incremento esteja desacelerando, neste último trimestre cresceu 3% em relação ao anterior, o esperado é que estivesse caindo pois só assim mostraria uma maior confiança dos bancos em emprestar estes recursos. A estratégia dos bancos foi fazer apenas um lucro ao invés de dois. Me explico, imagine que o DB ao saber do financiamento do ECB por  3 anos a juros de 1%a.a, resolve financiar sua carteira de papéis do Club Med, rendendo mais de 5% a.a. Não precisa ser um grande financista para calcular que auferiria um lucro de 4% a.a., nada mal nos tempos de hoje, este é o lucro um. Ao fazer isso recebe os recursos do ECB, e em seguida pode alocar este dinheiro para empréstimos, realizando o lucro dois. Mas ao invés disso, o banco resolveu redepositar o dinheiro no ECB.


Assim o Super Mário que esperava dar um tempo em seus mergulhos no cofre por uns 3 anos, de repente viu a sua "piscina de moedas" se encher novamente, e se continuar insistindo por este caminho vai fazer a felicidade do sistema bancário Europeu além dos Governos, pois a cada nova rodada de injeção, as taxas dos títulos Governamentais tendem a cair e o lucro dos bancos aumentam. O único probleminha é que, ao passar o tempo, se algum país ficar insolvente, o grande prejuízo será do ECB, uma vez que os bancos, por não conseguir saldar suas dívidas com o ECB, deixariam o pepino com ele. Se isto acontecer, os  "eurinhos" do Super Mário McDuck vão perder valor, da mesma forma que as do Tio Patinhas!

O SP500 fechou a 1.374, com queda de 0,40%; o real a R$ 2,0575, com alta de 0,33% ( Xiiiiii o BC esqueceu da banda!); o euro a 1,2705, sem variação e o ouro a US$ 1.724, com queda de 0,20%
Fique ligado!

12 de novembro de 2012

Sinal Verde


Hoje vamos falar do SP500, no post Obama +4 eu mencionei que caso este índice quebrasse o nível de 1.420, eu teria que refazer minhas análises. Pois bem foi o que aconteceu na semana passada após a vitoria do Presidente Obama.

Depois de estudar seu comportamento neste final de semana, vislumbro duas possibilidades : Uma queda adicional de aproximadamente 10%, ou uma grande queda até níveis muito mais baixos que você possa imaginar, e que neste momento não quero nem adiantar. 

A razão está baseada em dados técnicos como vocês já bem sabem, entretanto a situação política nos USA, com o embróglio dos impostos e resultados anunciados das empresas decepcionando, dão um pano de fundo para estáaprevisão. Alem disso vejam abaixo dois gráficos interessantes, comparando o SP500, inicialmente o acompanhamento deste índice em três momentos de pico e em cada um deles uma ação ícone teve um movimento parabólico ( Microsoft, Petrochina e Apple, nesta sequência), em seguida a comparação com as ações do setor financeiro.



Como tática vou esperar uma melhora do índice, mais ou menos ao redor de 1.400, e sugerir uma operação de venda, aguardem um novo trade em breve.

O SP500 fechou a 1.380, sem variação; o real a R$ 2,0507, com alta de 0,25%; o euro a 1,2708, sem variação e o ouro a US$ 1.727, com baixa de 0,19%.
Fique ligado! 


11 de novembro de 2012

Superávits Primários

Bem vocês já sabem que eu sou fã incondicional do brilhante economista Dr. Affonso Celso Pastore, quando trabalhei no Deutsche Bank tive o privilégio de conviver com ele e pude notar o seu extenso e equilibrado conhecimento da matéria.

Eu estou republicando uma matéria sua, inserida no Estadão de hoje, onde explica de uma forma simples, e calcula, o custo dos inúmeros subsídios que o Governo está aplicando na economia. Os principais são na redução de impostos, juros praticados pelo BNDES e Bancos públicos e o "tabelamento" disfarçado do cambio. Sobre este último queria acrescentar que venho advogando a possibilidade de o dólar subir dentro em breve banda-fantasma, mas me entendam bem, se acontecer seria pelo mal motivo, onde um movimento de aversão ao risco vindo do exterior, causaria uma fuga generalizada para o dólar. Esta situação implicaria uma piora da atividade econômica. Se isto não acontecer, a hipótese levantada pelo Prof. Pastore, de elevação das compras pelo BC, é bastante factível.
Sr. Ministro, fachh-favor!

A seguir o link para o mencionado artigo, que recomendo bastante, se vocês não gostarem devolvo o dinheiro! Hahahahah.....A Selic e os superávits primários.

No post da última sexta-feira não publiquei o acompanhamento da operação de ouro que se encontra em aberto. COOL.

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Tempo de permanência no emprego


A figura a seguir apresenta informações sobre o tempo de permanência num emprego no mercado americano. Embora sejam dados de outro país achei que poderiam mostrar algum tipo de tendencia. Uma estatística que chamou minha atenção, é que metade da força de trabalho, fica até 4 anos em seu emprego. Não é muito pouco?


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9 de novembro de 2012

Degustação



Quem não gosta da comida Japonesa? Acho que pouca gente, hoje em dia existem mais restaurantes Japoneses que pizzarias! Esta introdução é para dizer que hoje vou comentar, brevemente, sobre assuntos variados, uma vez que os gráficos falam por si só.

Inicialmente vejam a evolução dos gastos e receitas Governamentais americanas, desde do início deste século passaram para um leve déficit, porém foi a partir de 2008 que a situação piorou sensivelmente, pois a despesa continuou em seu caminho, e até subiu, e a receita levou um tombo, abriu uma "boca de jacaré" . Com a reeleição de Obama o mercado está muito preocupado, qual será a decisão do governo uma vez que uma série de incentivos terminam no final de 2012. Se nada for feito, a economia entrará em recessão, pois o efeito é de uma queda de aproximadamente 3% no PIB, se tudo for renovado o gráfico vai manter a mesma tendência.

Todo mundo sabe que esta situação terá que ser revertida em algum momento, e o Governo precisa que a economia cresça para fazer a mudança. É uma situação conhecida com a frase " o ovo ou a galinha". O que podemos dizer, é que do mesmo jeito que uma mordida de jacaré é mortal, o deficit continuar com a "boca aberta" também é, e se o mercado perder confiança numa reversão, o primeiro impacto seria uma desvalorização do dólar e elevação dos juros nos títulos longos! Obama, cuidado com o jacaré! Hahahahah....


O gráfico a seguir é muito ilustrativo, mostra como está o mood dos americanos. É um gráfico de longo prazo, com o fluxo de recursos nos fundos de ações. Todos sabemos que os "gringos" são aficcionados por ações, afinal a frase buy on the dips, funcionou por muito tempo, mas não nos últimos 10 anos. Depois do tombo de 2008 é notório como eles se tornaram mais conservadores e o fluxo é consistentemente negativo, por outro lado os ingressos nos fundos de renda fixa batem recordes. Analisando este dado, podemos afirmar que estão mais preocupados em garantir o principal do que arriscar. Tudo isso faz parte nestes períodos de desalavancagem.


Uallll.... parece que a leitura do blog de hoje foi maciça, após o post de ontem banda-fantasma, o dólar deu um pulo atingindo a máxima de 2,0670. Se tem algo que eu aprendi nestes anos todos, é que não existe combinado no mercado, afinal é um jogo de soma zero, o que um ganha o outro perde. Quanto ao real nada à alterar, só acima de R$ 2,105, até lá o que aconteceu hoje pode ter sido só um susto, mas os operadores vão ficar mais alertas.


E por último vejam que maravilha esta Corvette, desculpe o saudosismo, mas este carro era o máximo quando eu era jovem, e para adiantar, não aceito gozação dos leitores dizendo que estou ficando velho!


O SP500 fechou a 1.379, com alta de 0,17%; o real a R$ 2,0455, com alta de 0,26%, o euro a 1,2712, com queda de 0,26% e o ouro a US$ 1.731, sem variação.
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8 de novembro de 2012

Banda fantasma


Os mercados em geral, têm se movimentado bastante nestes últimos dias, e desde que o Bernake anunciou os helicópteros sem limites, os mercados mudaram de mão e passaram a cair. Nem mesmo a vitória de Obama, que gerou um espasmo de otimismo, durou apenas algumas horas. 
Entretanto, só tem um mercado que nada acontece, sabe qual? Nossa moeda, o real, o mercado assumiu que  BC fixou uma banda "fantasma" entre R$ 2,01 a R$ 2,04, basta verificar no gráfico abaixo.


Ontem foram publicados os resultados cambiais de outubro e não só não entraram dólares, como acabou saindo tanto na conta financeira, bem como na comercial, que já está negativa há 5 meses! Hummmm.... Nossa tese explicada no post tsunami-reversa está se confirmando. Porém existe outro dado que também chamou atenção, que é em relação a posição dos bancos, que pela primeira vez em 2012 passou a ser vendida, ou seja, o fluxo negativo de U$ 3,8 bilhões de outubro teve como contra partida os dólares das Instituições Financeiras.


Eu que sou "macaco velho" não caio na história desta banda, pois basta acontecer qualquer fator, o mercado ficará vendo a banda passar, como na música de Chico Buarque! Hahahah....
A partir de agora se o U$ começar a subir no exterior, o risco de aqui ultrapassar o nível de R$ 2,10 se eleva, ou seja, fiquem alertas!

O SP500 fechou a 1.377, com baixa de 1,22%; o real a R$ 2,0402, com alta de 0,35%; o euro a 1,2744, com baixa de 0,22% e o ouro a 1.732, com alta de 0,95%.
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7 de novembro de 2012

Obama +4


O Presidente Obama foi escolhido para continuar na Casa Branca por mais quatro anos, diferente das previsões de uma eleição apertada, a vitória acabou acontecendo até com uma certa folga. Vai fazer muita diferença? Esta resposta é irrelevante, se verificarmos os programas de ambos, tem muita semelhança, mas acredito que se Rommey tivesse ganho as eleições, as chances de haver mudanças seriam maiores, mas agora “ Inês é morta”, e todos já conhecem o estilo e ideias de Obama. No front econômico, helicópteros à vontade, e é provável que Bernanke continue, se for louco! Hahahahah...

O grande desafio, que o novo-velho Presidente terá é a continuidade, ou não, dos abatimentos de impostos, chamado de fiscal cliff. O primeiro impacto nos mercados, na Ásia, foram positivos, porém com o desenrolar dos negócios na Europa foram retraindo e as bolsas terminaram no vermelho, parece que ao contrário das outras eleições, o mercado não ficou muito satisfeito com a reeleição.

Hoje voltarei a analise do SP500, o mercado parece estar rompendo o retângulo em vermelho que eu havia comentado no post indecisão, reforçando minha ideia. Continuo ainda com as duas possibilidades, a primeira, o SP500 atingiria o nível de 1.370, para em seguida buscar novas altas até o nível de +/- 1.500, ou já estamos no movimento de queda mais forte onde a máxima de 1.480 não será vista por muito tempo.

- David, como vamos saber em qual situação estamos?
Nos próximos dias fique atento a "forma" como este índice vai se comportar, se a queda for como a de um tijolo, estamos no último caso, se for mais lento pode se materializar o primeiro caso. Neste ponto não há nada a ser feito, a não ser assistir, enjoy!


O SP500 fechou a 1.394, com queda de 2,37%; o real a R$ 2,0330, sem variação ( que beleza!); o euro a 1,2767; com queda de 0,37% e o ouro a US$ 1.716 sem alteração.
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6 de novembro de 2012

Sócrates


O assunto do dia são as eleições nos USA e como fazer previsões no mercado é uma tarefa difícil nos dias de hoje, palpitar sobre quem vai ganhar as eleições é futurologia, vou aguardar o anúncio final.

O título de um artigo, "Admita a ignorância econômica" e o seu autor, Professor Edward Hadas, chamou a minha atenção. A seguir, transcrevo seus principais trechos:

.. "É hora dos economistas admitirem que estão perplexos. Quatro anos depois de serem pegos de surpresa pelo colapso da Lehman Brothers, a profissão ainda está tropeçando no escuro. Os formuladores de políticas e especialistas ainda fazem pronunciamentos confiantes, mas as conclusões são radicalmente diferentes"...

1) O que cria inflação no varejo?
Se como alguns economistas pensam que amplo abastecimento de dinheiro empurram a inflação para cima, por que a mesma se encontra estacionada em 2% a.a.?

2) Como o preço de ativos financeiros afetam a economia real?
Antes do estouro da bolha, a maioria dos economistas acreditava que elevados preços nos ativos financeiros eram o sinal de economias fortes. Agora mercados de alta são mais perigosos.

3) Grandes déficits fiscais causam danos a economia?
Fãs de austeridade estão convencidos de que os déficits são prejudiciais, os fãs de estímulo são igualmente certo que eles não são. A evidência do Japão, Europa e Estados Unidos, é inconclusiva.

4) O que a injeção de liquidez realmente impacta?
O balanço dos Bancos Centrais certamente se expandem, fora isso nada é muito claro. O excesso de moeda pode deprimir as taxas de juros dos títulos, mas aumentam o medo de inflação, que podem eventualmente elevar as taxas. Podem também encorajar os bancos a emprestar mais, ou não.

5) Quanta alavancagem, é demais?
Algum montante de dívida é desejável em uma economia, porém em algum ponto excesso de dívidas é ruim, pois uma pequena falência pode detonar uma reação em cadeia gerando falhas institucionais. Não parece existir nenhuma maneira de saber quando a linha da fronteira entre os níveis úteis e perigosos foi atravessado.

6) Como desalavancar sem prejudicar a economia?
A linha de perigo da dívida certamente foi cruzada em algum momento antes da crise financeira de 2008. Agora os políticos estão tentando reduzir os níveis da dívida sem prejudicar a economia real. Até agora eles conseguiram fazer muito pouco transferindo as dívidas do setor privado para o setor público. Isto pode ser mais prejudicial que útil.

Acredito que ao ler estes questionamentos, não restam dúvidas de seu ponto de vista, bem como, estas indefinições causam as angústias dos dias atuais, afinal em termos de política econômica estamos vivendo um experimento nunca antes testado, e parece que não está funcionando bem. Ele termina com uma frase de Sócrates, o pai da filosofia ocidental, ..."Enquanto eu não sabia mais dos meus rivais sofistas, era um pouquinho mais sábio, porque pelo menos eu sabia que não sabia"... A Admissão da ignorância pode abrir a mente!

O SP500 fechou a 1.428, com alta de 0,78%; o real a R$ 2,0319, com queda de 0,15%; o euro a 1,2816, com alta de 0,18% e o ouro a US$ 1.716, com alta de 1,88%.
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5 de novembro de 2012

Bicho Preguiça


Acredito que todos já se depararam com um bicho preguiça pela frente, é um animal “simpático”, mas demora uma eternidade para se locomover, e é desta forma que eu vejo a criação de vagas nos USA, lento, muito lento!
Na última sexta-feira foram publicados os últimos dados sobre emprego, os números foram melhores que os esperados, no que tange a criação de vagas, enquanto a taxa de desemprego foi marginalmente pior a 7,9%. 


Mas esta tendência é suficiente para o Bernanke ficar calmo? Vejamos os detalhes: Durante este ano foram criados 1,55 milhões de empregos, que projetados chegaria a 1,9 milhões, além de ser inferior ao do ano anterior, é pouco para a quantidade de pessoas que entram no mercado de trabalho, necessitando criar 2,4 milhões de empregos adicionais. A reação do mercado, na sexta-feira, inicialmente foi positiva na abertura dos negócios, porém foi perdendo a força conforme o mercado caminhava, fechando nas mínimas do dia.


Vocês podem se perguntar por que a taxa de desemprego vem caindo, mesmo com  números baixos de criação de vagas, inferiores a 200.000 por mês. Para responder a esta pergunta, vejam o gráfico abaixo.


O total representa os americanos com idade superior a 16 anos que residem nos USA, menos os militares. A linha em azul representa os cidadãos empregados, e em vermelho os desempregados. Como é visível, uma boa parcela não está na força de trabalho, e este número vem crescendo mais acentuadamente após a crise de 2008. Em outras palavras, mesmo que a taxa de desemprego não esteja tão elevada, tem um "estoque" que por algum motivo desistiu de buscar emprego, e a maioria é de jovens até 25 anos.
Na minha opinião é este gráfico que está tirando o sono do Bernanke, e para melhorar a criação de empregos teria que crescer muito mais do que vem acontecendo.

Amanhã é dia de eleições na América e as pesquisas de voto indicam um empate técnico, isto pode ser um problema para anunciar o novo presidente, pois os americanos podem votar pelo correio e este fato pode atrasar bastante o resultado final, isto não seria nada bom para os mercados.

O SP500 fechou a 1.414, com alta de 0,20%; o real a R$ 2,0349, com alta de 0,23%; o euro a 1,2789, com baixa de 0,18% e o ouro a US$ 1.683, com alta de 0,42%.
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