Inflação: A Revanche

30 de setembro de 2012

Os números não mentem


O FED vem seguidamente intervindo através de mecanismos monetários, sem ter nenhum resultado econômico até o momento, a não ser ter evitado uma espiral deflacionaria com prejuízos letais.

O gráfico abaixo, vem sendo usado intensamente para mostrar a relação próxima entre as ações do BC americano e a bolsa, entretanto correlação não implica causa. Poderia ter algum outro motivo para esta espetacular performance desde 2009?


Vejamos intuitivamente o que ocorreu com os lucros das empresas.


Se existe uma ligação entre os vários helicópteros e os lucros, deveria aparecer nas receitas das companhias representadas no SP500. Entretanto as vendas cresceram somente 16,5% durante os últimos 3,5 anos, muito distante da valorização do SP500 que subiu 60%, deixando duvidas sobre esta relação de causa efeito.


O que aconteceu foi um espetacular aumento da produtividade, por conta de corte de custos de mão-de-obra. Como o FED está totalmente focado na criação de empregos, seria duvidoso ele considerar este salto na produtividade, como positivo na criação de novas vagas.

Alguns fatos recentes apontam para uma diminuição nos lucros:
  • Vendas quadrimestrais e lucros atingiram seus picos nos últimos 9-12 meses.
  • Os Lucros corporativos estão nas máximas históricas.


Desta forma, é perigoso assumir que as margens vão se expandir no futuro. De agora em diante, as empresas terão que crescer suas vendas para aumentar seus lucros, mas infelizmente a demanda está rateando.
Os salários americanos, atualmente nas mínimas dos últimos 50 anos, se comparados com o PIB, estão crescendo lentamente, tão lento que estão prejudicando os gastos dos consumidores. A inflação cresce a 1,7% a.a. enquanto este último a 1,2% a.a.

Abaixo o gráfico que compara a injeção de recursos do FED com os preços das Commodities, diferente do caso das ações, é difícil de encontrar algum argumento, que não o excesso de liquidez, para explicar esta alta expressiva. Considerando que as economias estão tendo crescimentos pífios, fica a dúvida, do porque as Commodities não caíram de preço.


O FED que aumentar o emprego, mas postos de trabalho não são criados do ar, e não parece que este momento é favorável. Mas salários baixos e aumento de inflação, podem perversamente agravar a situação do FED.
O BC americano tem a esperança, que haverá valorização dos ativos, através da bolsa de valores, imóveis e aumentos de salários, mas a nova realidade americana não ajuda.

  • As famílias diminuíram muito suas poupanças em ações desde 2007.
  •   Os imóveis caíram 30% desde 2006 e recentemente estavam nos níveis de 2003.
  • As dívidas imobiliárias declinaram somente 7,5%, desde 2008, e ainda existem 10,8 milhões de residências cujas dívidas são superiores ao valor do imóvel.

Agora que os USA, Europa e Japão injetaram "heroína" financeira necessária para compensar a irresponsabilidade dos políticos, deveríamos comprar ações? Os Investidores profissionais vão "puxar" as cotações para cima? 
O risco é que da mesma forma que os empresários, os investidores individuais fiquem mais cautelosos. Diferentemente do início de 2009, os seguintes fatores não vão mais contribuir positivamente:

·         Os Lucros estavam numa trajetória ascendente.
·         O petróleo em níveis muito inferiores.
·         Os salários nos USA tinham algum crescimento.
·         A Europa não estava em recessão.
·         A China estava crescendo fortemente.

Agora, por um minuto imaginem que os infinitos helicópteros não tem mais impacto nas bolsas e empregos, e o único efeito é elevar a inflação. Nesta situação somente Deus pode saber o que vai acontecer.

Este trabalho, de certa forma, tem relação com os dados técnicos que venho acompanhando. Em todo caso, seria prematuro apostar considerando estes argumentos, mas por outro lado reforça minha tese de não comprar títulos de 10 anos, fujam desta aplicação.

Acompanhem está semana o blog, pois se o ouro chegar próximo de US$ 1.750, vamos propor um trade de compra.
Fique ligado!

28 de setembro de 2012

Alerta: Alta dos alimentos


Qualquer juiz tende a relevar um delito, quando o motivo é fome. Se uma pessoa rouba comida para alimentar seu filho, será provavelmente perdoada, afinal, alimento é uma necessidade básica.
Neste final de semana vou publicar um post no mínimo intrigante, e versa sobre o efeito dos helicópteros nos ativos, principalmente commodities, aguardem. Neste meio tempo, dois pesquisadores publicaram um estudo examinando a correlação entre o preço dos alimentos e distúrbios civis, uma quantidade de tumultos está acontecendo no mundo por esta razão. Isto não é novidade e a Revolução Francesa é um exemplo clássico, a economia Francesa foi destruída depois de décadas, com práticas fiscais e monetárias insustentáveis. A seca e subsequente inverno rigoroso em 1788, desencadeou a revolução.

Estes pesquisadores foram um passo adiante, eles modelaram a evolução dos preços com os distúrbios e chegaram a uma conclusão simples, que sempre que o índice de preços publicados pela FAO - Food and Agricultural Organization, ultrapassa o nível de 210, as condições de inquietação amadurecem.



No gráfico, está anotado entre parênteses, a quantidade de distúrbios, ocorridos em cada país. Hoje o índice encontra-se em 213 e continua subindo. Há vários fatores que conduzem a esta elevação de preços, tais como aumento da população mundial, principalmente em países em desenvolvimento. Do ponto de vista da oferta, a seca, erosão do solo e a redução de terras agrícolas disponíveis, contribuem para a ecasses de alimentos. 

Eles não conseguem imaginar uma desaceleração em qualquer destes fatores, tão cedo. Os BC's emitindo moedas, as pessoas continuando a procriar e os países em desenvolvimento tornado-se mais ricos. Se os preços continuarem em alta, os alimentos serão os melhores investimentos da década.

Talvez estes pesquisadores não conhecem ou não viveram, em locais onde o povo está faminto, os governantes nestas situações tendem s tomar medidas não ortodoxas, como confiscar terras, tabelar preços e etc.... Portanto é um bom investimento desde que os preços não saiam do razoável. Sugiro a eles uma visita à China, e uma conversa com seus lideres, pois se tem algo que é potencialmente explosivo, é a cotação do preço do porco!

O SP500 fechou a 1.440, com queda de 0,45%; o real a R$ 1,0199, com queda de 0,38%; o euro a 1,2847, com queda de 0,50% e o ouro a US$ 1771 com queda de 0,26%.
Fique ligado!
COOL





27 de setembro de 2012

Helicópteros da China


Os Chineses têm fama de copiar os produtos dos Ocidentais, mas desta vez parece que inovaram. A foto ao lado é de um helicóptero não tripulado, com autonomia de 4 horas de voo e com capacidade de carregar 80kg. O BC Chinês, sentindo que sua economia está fraquejando, estuda usar milhares destes equipamentos para "esparramar" liquidez, afinal atingir 1,3 bilhão de pessoas não é fácil! Hahahahahah....

Hoje a bolsa na China subiu 3%, motivada por uma especulação que a Comissão Regulatória daquele país irá anunciar 10 medidas de estímulos, no vácuo as Commodities tiveram um dia positivo.

Em compensação, na Europa as coisas não andam tão bem, pois os mercados percebem que o ECB não é exatamente igual a um BC "clássico", como nos USA, Reino Unido ou Japão. A diferença é que mesmo após o anúncio do Super Mário, há alguns dias, provendo quantidade ilimitada de recursos a seus membros, esta é condicionada a um plano de supervisão, e é aí que surge um problema que o ECB não pode resolver. Os protestos em Madrid nos dizem que dinheiro barato não vai resolver o problema, e sim um plano de crescimento, neste ponto o Presidente do ECB vira um simples Mário.

Já na Grécia a situação está perigosamente rondando a ruptura, o país está beirando a depressão e não tem nada que o Draghi possa fazer. Tendo um Banco Central independente, que pode dizer "chega", não resolve, pois aí entram fatores políticos, onde nacionalismos e orgulho tomam conta da situação, dando força aos partidos radicais.

O grande problema do mundo hoje é incentivar o crescimento a qualquer custo, e cada país busca alternativas para si, tentando isolar a onda gelada da deflação. O problema maior é que este processo de desalavancagem vem acontecendo nos países com maior PIB, substitui-los do dia para noite é uma missão praticamente impossível! 

Depois de analisar o ouro, e com quase todos os parâmetros técnicos apontando para o norte, existe um fator que está me intrigando.


No post tensão-nos-mares-da-china, comentei que estava aguardando uma retração para comprar, e desde então só houveram quedas marginais, em todo caso o metal continua atuando conforme eu imaginava. Ainda exitem 2 regiões que necessitam ser conquistadas, a primeira ao redor de US$1.800 e a segunda acima de US$1.940, abrindo caminho para novas máximas. Tudo indica que este desenrolar, porém observo um fator que não encaixa com este cenário (círculo em vermelho), sem entrar nos detalhes técnicos, resumo com uma frase, "não deveria estar ai". Esta formação é muito rara  aparecer nesta posição, para vocês terem uma ideia, eu não me lembro de ter visto uma.

- David, de novo tentando tirar da reta?
Não é verdade, estou dando todas as indicações que o ouro vai subir mais, mas ultimamente acreditava numa queda, pois queria comprar a um preço mais baixo. O que estou sim fazendo, é dividindo minhas dúvidas, e principalmente numa situação cujo um dos parâmetros técnicos é baseado num evento raro. Se você quiser comprar, não vejo problemas, mas eu vou ficar atento a esta anomalia, e sempre estabelecer stops que evitem prejuízos grandes, afinal 2012 é o ano DFPH, não esqueça.

O SP500 fechou a 1.447, com alta de 0,96%; o real a R$ 2,0293, com baixa de 0,30%;  o euro a 1,2912, com alta de 0,30% e o ouro a 1.777, com alta de 1,33%.
Fique ligado!



26 de setembro de 2012

Pragmatismo, sim!


Hoje o post será curto por conta do feriado Judaico de Yom Kippur.
Que tal, surpreso com a foto? Não deveria, afinal um bom negócio tem que ser bom para os dois lados. Os Venezuelanos recebem empréstimos dos Chineses desde 2007, num total de US$ 42,5 bilhões, com garantias colaterais das reservas de petróleo, esta dinheirama deu "gasolina" para o Chavez fazer suas benevolências aos mais pobres, e os Chineses, executam obras, através de contratos com suas companhias petrolíferas. Capixe!   

O trade-24092012 foi executado hoje, vejam o gráfico abaixo do euro.

A partir de agora, que salga el toro! Hahahahahah......

O SP500 fechou a 1.433, com queda de 0,55%; o real a R$ 2,0335, com alta de 0,14%; o euro a 1,2855 com baixa de 0,38 e o ouro a US$ 1.750 com queda de 0,53%.
Fique ligado!


25 de setembro de 2012

Emaranhado


Todos já ouviram a expressão usada quando moradores se aproveitam de energia elétrica sem pagar, "fazer um gato". Nestes casos, quando a empresa de energia tiver que fazer alguma manutenção, será que algum técnico tem coragem de colocar a mão no poste? Precisa ser macho!

Eu acredito que a situação na Europa não é muito diferente, esta semana é crucial para a Espanha, que havia solicitado uma ajuda para seus bancos há pouco tempo atrás. Os protestos já são esperados para hoje contra cortes no orçamento, uma vez que o mesmo será apresentado até o final de semana, e não deve trazer notícias muito boas. O Primeiro ministro recém-empossado, Mariano Roy, já deu um ultimato ao ECB, pois quer saber quanto dinheiro será destinado a seus bancos. 

Na Alemanha, a Primeira ministra Merkel, conseguiu uma vitória na semana passada para ir em frente, mas o poderoso Bundesbank, Banco Central Alemão, já disse em alto e bom tom, que não concorda com este modelo. Paralelamente os bancos germânicos estão atolados de dívidas Espanholas, que quando originadas tinham dupla garantia, do devedor e também dos imóveis que estavam sendo financiados, modelo copiado dos USA. Entretanto, com a queda dos preços dos imóveis, agora dependem somente do devedor. A tabela abaixo dá uma boa dimensão do problema nos maiores bancos.


Entenderam? Não? Tudo bem, nem quem está envolvido entendeu, mas o problema está longe de ser resolvido. Quem quer colocar a mão no "poste Europeu" que tem mais "gatos" que uma favela? 

Mudando de assunto vejam abaixo o gráfico sobre a evolução do comércio mundial, talvez seja por isso que a bolsa Chinesa vem caindo. Esperar que suas exportações sejam canalizadas para o mercado interno? Como dizia meu ex-colega da Planibanc: Não tem a menor chance!



O SP500 fechou a 1.441, com baixa de 1,04%; o euro a 1,2906 com queda de 0,19%; o real a R$ 2,0305 com alta de 0,22% e o ouro a US$ 1.760, com queda de 0,15%.
Fique ligado!

24 de setembro de 2012

Ameaças Sociais a vista


Venho publicando dados sobre o empobrecimento das classes médias, principalmente nos países desenvolvidos. Vários movimentos foram e são organizados nos USA (Occupy Wall Street) e principalmente na Europa. Socialmente estas manifestações acontecem em ondas, e quanto mais a situação piora, mais violentas elas ficam.
Um nome conhecido na administração de fundos Hedge, é Ray Dalio. Na semana passada deu uma entrevista a rede CNBC, do qual extrai alguns pontos. Diferentemente de seus pares que palpitam sobre o dólar, ouro, bolsa e helicópteros, sua maior preocupação é a conexão entre a fraqueza económica e a instabilidade social.

Eu não sei se já passamos o ponto de poder administrar com sucesso está situação. Estou com receio que uma nova recessão causaria rupturas sociais, porque a desalavancagem é um processo muito doloroso, que depende da sua administração.
“Quando existem disputas entre ricos e pobres, esquerda e direita e assim por diante, a situação é muito ameaçadora. Por exemplo, quando Hitler assumiu o poder em 1933, foi o momento mais profundo da depressão por causa da tensão social entre as fações. O fato do partido Neonazista estar em crescimento na Grécia indica que a conexão entre o crescimento dos radicais e a depressão, continua como um fenômeno, mesmo em 2012.
Em outros países mais ricos, esta situação não aparece ainda. Mas níveis elevados de desemprego, colocam em cheque a democracia no longo prazo.”

Um gráfico da evolução do desemprego e o crescimento dos votos Nazistas na Alemanha nos anos 30, diz tudo, veja abaixo.


Hoje em dia, os países desenvolvidos, em sua maioria, têm enfrentado taxas de desemprego elevadas, oriundas de um processo de transferência de suas indústrias para a China, o que vem minando a oferta de trabalho. Enquanto a economia está crescendo, estes efeitos não são sentidos, pois as vagas crescem, porém quando desacelera, ficam expostos a estes eventos. Aqui no Brasil, por conta de uma série de fatores que contribuíram, nossas taxas de desemprego estão nos níveis mais baixos históricos, e enquanto o mundo não sofrer nada mais grave, parece pouco provável que teremos estes tipos de problemas, mas se o Cenário Horror, citado no post twilight-zone, ocorrer, não vamos escapar! 
Mesmo com todas estas ameaças, publiquei durante a tarde, uma sugestão de trade, para comprar o euro, compromisso com o bolso! 


Minha homenagem, é para o cinquentenário dos Jetsons. Quem é da "velha guarda" deve adorar esta série. Hoje em dia, suas ideias futurísticas parecem mais factíveis, como a empregada robot Rose, mas o que eu estou esperando mesmo, é o carro espacial que vira uma maleta! 

O SP500 fechou a 1.456, com baixa de 0,22%; o real a R$ 2,0250, com alta de 0,11%; o euro a 1,2929, com baixa de 0,35% e o ouro a US$ 1.764 com queda de 1%.
Fique ligado!



TRADE 24092012


Vocês já sabem minha visão oportunística na moeda única, e de certa forma contra o consenso. No post alerta-no-euro disse que se o euro ficar acima de 1,30 poderia ir visitar cotações bem superiores, e de lá para cá, vem retrocedendo lentamente.
Veja abaixo minha sugestão de trade:

TRADE: 24092012
ATIVO - EURO
POSIÇÃO - COMPRA
PREÇO DE ENTRADA - 1,2850
STOPLOSS - 1,2650
TARGET - > 1,33 ( a ser melhor definido)

-David, você não se enganou? Compra?
Pois é, compra mesmo! Eu sei que você deve estar pensando em todas estas notícias ruins da Europa que vem sendo publicadas, mas não é exclusividade da região. Depois 1>2 certo? Porém convicção, não no ano DFPH.
Ainda bem que eu publiquei antes do post diário, pois caso contrário, meu "amigo" ia cair matando em cima de mim, vejam mais tarde por que.
Fique ligado! 


23 de setembro de 2012

Empregos Futuros


Hoje a publicação é breve, encontrei este estudo feito nos USA, onde mostra quias os setores que terão maior crescimento no número de empregos. Notem, que a área financeira não tem boas perspectivas.
Aqui no Brasil pode ser diferente, mas não deixa de ser uma informação útil, principalmente para os jovens.


Fique ligado!




21 de setembro de 2012

Pinball


Quem não jogou Pinball na infância? Acho que todos, mesmo os mais jovens devem ter presenciado o final desta mania. Eu me lembro que tinha um local na Rua Estados Unidos, próximo a rua Augusta, onde eu ficava horas jogando contra meus amigos, competindo quem fazia mais pontos, era muito divertido.
Acho que o nosso BC está usando o mesmo conceito com o real, quando chega próximo de R$2,00 , aciona a alavanca para cima e quando se aproxima dos R$ 2,05 a alavanca para baixo, vejam o gráfico abaixo, já neste formato.


Que tal, convencido? Hahahahahah....

Diferentemente do jogo, que quanto mais a bolinha bate de um lado para o outro mais você acumula pontos, no caso do real cada “batida” num lado significa algum impacto nas reservas, ou elevação na dívida pública, uma vez que as reservas são crescentes. No momento a bolinha está batendo mais no lado dos R$2,00, pelos inúmeros helicópteros soltos pelo ar. 
Quanto tempo o BC pode jogar Pinball? Não sei, mas pode ser por um bom tempo, a não ser que o dólar apresente uma tendência de queda generalizada contra as outras moedas, aí o BC pode deixar a bolinha "cair".
Continuo com a mesma opinião do post BC-ou-analise-técnica?, e não pretendo mudar por enquanto, neste meio tempo, enjoy!

Ontem foi publicado o PMI, lembram, índice de compra dos gerentes, na China, e o número não foi nada bom, ficou novamente abaixo de 50, que indica contração. Olhando com um viés otimista a velocidade da queda está se estabilizando, Humm.....


A bolsa na China não quis saber, fechou na mínima do ano e se aproximando do ponto mais baixo, atingido em setembro de 2008.

- David, e você quer ficar otimista?
Tem razão, se eu passar para o lado otimista é sem muita convicção, vou seguir os instrumentos.

O SP500 fechou a 1.460, sem alteração; o real a R$ 2,0220, sem alteração; o euro a 1,2984, com alta de 0,15% e o ouro a US$ 1.773 com alta de 0,29%. Realmente sem nenhuma emoção!
Fique ligado! 

20 de setembro de 2012

Os helicópteros funcionam?


O Soup du Jour continua sendo a discussão sobre a eficiência dos helicópteros, encontrei um trabalho interessante, onde questiona seus resultados.
A definição da taxa de desemprego, é a divisão do número de pessoas procurando emprego, pela força total de trabalhadores. Desde 2009 nos USA, o número de pessoas que pararam de procurar emprego aumentou, consequentemente, eles não são mais considerados desempregados. No gráfico abaixo as barras em vermelho representam os empregos criados, que totalizam 3,4 milhões, número bastante inferior ao esperado em recuperações econômicas, do outro lado as barras em azul representam as pessoas que desistiram de buscar emprego, num total de 8,4 milhões. Julgando estas informações, os helicópteros não ajudaram os empregos.


Do ponto de vista do consumo, o efeito dos gastos com gasolina e comida, como percentagem dos salários, é crucial. Como estes itens consomem boa parte dos ganhos, a elevação dos preços deixa menos recursos disponíveis, para compra de outros bens. O gráfico abaixo mostra um dilema, pois alem dos salários totais estarem em queda, os gastos com alimentos e gasolina, tem-se elevado.


Na área dos imóveis, depois de inúmeros incentivos, e principalmente a queda expressiva dos juros, apenas um pequeno resultado pode ser observado, veja o gráfico a seguir.
Será que mais uma queda de 0,25% a.a. alterará este quadro?


E por último, uma falsa impressão que a implementação destes programas, fizeram as taxas de juros declinarem, porém não foi o que aconteceu, pois as taxas subiram, talvez motivado pela troca de títulos de renda fixa por ações. Notem entretanto, que passado algum tempo, o processo reverte parcialmente as altas da bolsa e os juros atingem níveis inferiores.



Com o consumo fraco, desemprego elevado, muitos problemas ainda nos imóveis e as empresas contidas pela falta de demanda, existe pouca necessidade ou desejo de aumentar o crédito. 
Se o analista que escreveu este relatório, leu o post twilight-zone, colocou um "x" no cenário “horror”.

O SP500 fechou a 1.460, sem alteração; o real a R$ 2,0226, sem alteração; o eruo a 1,2968, com baixa de 0,61% e o ouro a US$ 1.768, sem alteração. 
Puxa quantos mercados sem alteração! Será que o post o-mosca-no-divã está acontecendo?
Fique ligado!


19 de setembro de 2012

Twilight Zone


Twilight Zone - Crepúsculo, Zona de indefinição, é este o título do relatório produzido pelo economista do Banco Morgan Stanley, Joachim Fels. Ele denominou assim, por entender que estamos presos, a uma expansão total ou uma volta da recessão.
"Estas medidas são provavelmente suficientes para impulsionar o SP500 ao maior nível desde 2007, o teste é se os BCs podem tirar a economia global dos níveis pífios de crescimentos atuais".

Hoje pela manhã fomos surpreendidos (será?) pelo Bank of Japan, que elevou a quantidade de títulos que irá adquirir, ou seja, mais helicópteros. E assim vamos caminhando, com ações diárias dos BCs lançando helicópteros. Nenhum quer ficar com a batata quente na mão!

Fels prevê que os Bancos Centrais da área do euro, China, Reino Unido e Japão, irão flexibilizar as políticas monetárias ainda mais. Ao fazer isso, eles vão incentivar a alta dos preços dos ativos, com o objetivo de evitar quebras, deflação e manter algum crescimento econômico.O que eles não conseguem fazer é substituir os políticos que terão cortes expressivos a implementar na Europa, e diminuição de gastos e aumentos de impostos nos USA.

- David, blá, blá, blá,... É para comprar ou vender?
É isso aí que interessa, não tenho dúvidas, mas a situação hoje em dia não está tão clara assim, e é o que apontam os dados técnicos, períodos positivos, e em seguida negativos.
Vou tentar resumir o dilema que o mundo econômico está vivendo. De um lado as economias desenvolvidas estão num processo de diminuição de dívidas, eu venho publicando a piora da renda nestes países, de outro lado os BCs estão injetando liquidez de forma inimaginável, para que os ativos em geral, bolsas, imóveis, subam de preço. Num primeiro instante é isto que acontece, e podemos ver os resultados nestes últimos anos, porém se a economia não recupera por suas próprias forças, tende a cair mais a frente.

Acredito que existem 3 cenários para o futuro: 
1) Maravilha - O crescimento volta a níveis razoáveis, a inflação sobe um pouco, mas não muito, e os BCs retiraram os estímulos sem grandes problemas; 
2) Fuga - Os investidores ficam recessos com o poder de compra das moedas, e para se protegerem de uma inflação ascendente, compram "ativos reais", como ouro, Commodities, imóveis; 
3) Horror - Os consumidores continuam diminuindo suas dívidas, com receio de perder seus empregos. Assim, num determinado momento, de nada vai adiantar mais estímulos monetários, e como consequência, os ativos irão despencar, uns mais, outros menos.

Avaliando a reação dos mercados diria que a aposta no momento se encontra entre os cenários "maravilha" e "fuga", poucos acreditam no "horror", eu honestamente não sei qual deles vai prevalecer, mas, o menos provável é o primeiro. Agora talvez vocês entendam, quando enfatizo que deve-se ficar somente em ativos líquidos, ao embarcar no campo das compras, ser rígido nos stop loss, e por último não se comprometer com nenhum dos cenários, ninguém sabe o que vai acontecer.

Twilight Zone!

O SP500m fechou a 1.461, com alta de 0,12%; o real a R$ 2,0246, com alta de 0,10%; o euro a 1,3051, sem variação e o ouro a US$ 1.770, sem variação.
Fique ligado!

18 de setembro de 2012

Tensão nos mares da China


Há alguns dias, vem sendo noticiada a disputa entre o Japão e a China, relativo a um arquipélago inabitado, que no Japão é conhecido como Senkaku Islands e na China Diaoyu Islands. Politicamente o momento não podia ser pior, pois os USA estão em plena campanha política e o candidato Mitt Romney está acusando Barack Obama de ser muito “frouxo” com os Chineses na área de comércio, na China os líderes estão sob pressão interna, para parecerem durões e agradarem os militares durante a transição política. Enquanto isto, as manifestações dentro da China estão ganhando força e se espalham de Pequim a Guangzou, forçando algumas companhias Japonesas a fecharem suas fábricas naquele país.

Como diz a frase popular, esta é uma briga de cachorro grande, com um final imprevisível, considerando a raiva que predomina na região contra os Japoneses. No cenário económico atual, qualquer marola pode virar uma Tsunami!

Hoje vou comentar sobre o ouro, no post good-news, eu aventei 2 possibilidades: 1) Cenário Good News - O metal subiria até +/- US$ 1.750 e depois voltaria a cair, 2) Cenário Bad News - Não haveria esta queda, implicando em altas acima da máxima. Com as medidas adotadas pelo FED na semana passada parece cada vez mais provável que o ultimo é mais provável que o primeiro, meus indicadores técnicos estão apontando para isto. Para que esta possibilidade se materialize é necessário o rompimento de dois pontos importantes, inicialmente US$ 1.800 e depois US$ 1.940, até lá podemos estar numa “armadilha” de baixa, o que neste ano DFPH não surpreende.

E aí David, o que você vai fazer?
Como o movimento recente de alta foi muito íngreme, eu vou aguardar uma queda para estudar uma compra. Neste momento, o stop loss tecnicamente correto, deveria situar-se em US$ 1.640, muito distante dos preços atuais. Parece que minha intenção de comprar a US$ 1.300 está cada vez mais distante, mas assim é a vida, nem sempre acontece do jeito que nós queremos ou imaginamos.

O SP500 fechou a 1.459, com queda de 0,13%; o real a R$ 2,0226, com queda de 0,46%; o euro a 1,3040, com queda de 0,55% e o ouro a US$ 1.769, com alta de 0,46%.
Fique ligado!




17 de setembro de 2012

A Liquidez Evaporou!


Hoje o post será resumindo, por conta do feriado judaico. Veja abaixo, o gráfico sobre o contrato futuro do SP500, na parte superior estão os preços, e na inferior as ordens em aberto. Tudo isso aconteceu no dia 12 de setembro, minutos antes do anúncio do FED. É normal esperar uma queda no número de contratos antes de eventos importantes, mas não tão rápida, em 2 minutos! Uma hipótese, é que uma empresa concentra a maioria da liquidez. Hummm.... Muito estranho!




Este outro gráfico, classifica as bolsas no mundo de acordo com suas cotações máximas.


Realcei 3 situações de interesse: Em azul, a bolsa do México encontra-se nas cotações mais elevadas historicamente, enquanto o Japão, a 25% do valor atingido em 1989. Em verde, a Alemanha próxima das máximas, enquanto a Europa a 50%, e por ultimo em vermelho, os índices americanos praticamente recuperaram as quedas experimentadas desde 2007.

O SP500 fechou a 1.461, com baixa de 0,31%; o real a R$ 2,0300, com alta de 0,91%; o euro a 1,3108, com baixa de 0,14% e o ouro a US$ 1.757, com queda de 0,84%.
Fique ligado!





16 de setembro de 2012

O mosca no divã


Quem já passou por uma secção de terapia Freudiana sabe porque deita-se no divã, para quem não sabe, o motivo é evitar que o contacto visual com o analista interfira nos seus pensamentos. Acho que a situação merece este cuidado, tenho que avaliar a realidade dos fatos sem prejulgamento.

Antes de começar, quero enfatizar como é importante o stoploss. É bem provável que, se eu não tivesse estabelecido este limite, poderíamos ainda estar em posições a cada dia aumentando os prejuízos, e o que é pior, na torcida esperando que o mercado virasse. Já comentei antes que os meus maiores prejuízos aconteceram quando por algum motivo, não fixei este número. Nunca deixem de usar, nunca!

Já há algum tempo, o gráfico do VIX está me intrigando, todas as vezes que atingia um patamar mais baixo, eu alertava acreditando que fosse subir, porém não foi o que aconteceu. Agora ele está nos níveis mínimos históricos. Abaixo estão os gráficos do SP500 e do VIX, onde busquei avaliar os períodos em que esteve nestas mínimas. Como podem notar, nestes últimos 22 anos, o primeiro aconteceu entre jun/92 até final de 96 e o segundo entre nov/2004 até nov/2007, vejam também que em ambos os casos, a bolsa subiu muito lentamente o que é esperado.


Busquei observar qual foi o comportamento das taxas de juros dos títulos de 10 anos. No primeiro período houve uma oscilação expressiva onde a taxa chegou a uma mínima de 5,5% a.a., até uma máxima de 8% a.a. (que saudades! Hahahahah.),  no segundo a flutuação foi menor, ficando entre 4% e 5% a.a.

Já na taxa de câmbio U.S.Dollar_Index, coincidentemente estavam no mesmo nível nos dois períodos, entre 80 e 90.
Quanto ao PIB, o primeiro período precedeu um dos melhores anos de crescimento da economia americana, entre 96 a 2000, enquanto no segundo período, logo em seguida, o PIB caiu culminando com a recessão de 2008.


Ou seja, existem períodos em que o mercado acionário fica com "dúvidas" sobre o comportamento futuro da economia, e aí permanece num compasso de espera até que o cenário fique mais claro. Esta situação se encaixa no momento atual, uma vez que é muito incerto o que ocorrerá daqui a 2 ou 3 anos, portanto é possível que o VIX entre neste estado "reflexivo". Acredito que a política expansionista adotada pelos BCs, dão mais sustentação a este argumento.

Entretanto fatores exógenos podem influir e muito neste quadro. São tantos os elementos de risco existentes hoje, Europa, China, Geopolíticos, para citar alguns, que provavelmente culminariam com a queda das bolsas e elevação do VIX.
É, não parece ser fácil embarcar no campo otimista!

Vou deixar vocês refletirem um pouco sobre estas minhas ideias. Como de costume, vou fazer minhas análises semanais, desta vez com uma visão mais agnóstica possível. Aguardem para breve atualizações sobre os ativos que acompanho.
Fique ligado!






14 de setembro de 2012

Por mares nunca dantes navegados


Na hora da entrevista Ben Bernanke estava tenso, dava para perceber em seu semblante. Muitas perguntas "saia justa" foram feitas, mas ele se saiu bem. Sem entrar no mérito das medidas, vou externar os pontos que me fizeram refletir. 

Lendo o comunicado fica claro que a bola da vez é o emprego e a inflação que se dane! Lógico que você nunca vai ouvir isso de um Presidente de BC, mas basta ver suas ações, e para o Bernanke entre ter inflação ou deflação, não tenham nenhuma dúvida. Outro ponto que todos sabemos, mas não consideramos, é que estamos vivendo um experimento, palavras ditas pelo próprio, então qualquer paralelo com outras situações, talvez seja de pouca valia. Querer ensinar macro economia para o Bernanke, é no mínimo pretensioso, ele é PHd no assunto e principalmente em deflação, logo ficar falando, " cuidado com a inflação", "cuidado com o preço do ouro" e etc.. é ridículo, no mi frega! Acredito que ele saiba melhor que todos dos riscos, isto não quer dizer que não possa cometer erros, mas ensinar o padre-nosso para o vigário? Come on! E por último, se alguém tinha alguma dúvida que suas balas terminaram, ele disse: "Aqui não faltam helicópteros". O que eu quero dizer com isso, é que ele fez a sua escolha de como combater esta crise, e só vai abandonar morto, basta ler seus papers sobre o assunto.

Mas porque os mercados subiram, se as medidas tomadas, que até hoje não deram certo, são para melhorar a economia? Os investidores não deveriam ficar com receio? A minha interpretação é que, primeiro ainda há confiança no FED e segundo, os investidores se questionam: "Ganhar zero de juros? Nem a pau, vou para o risco". Então é vender dólares e comprar: ações, euro, ouro e commodities em geral. Bingo! Talvez um título longo, haja visto que o Bernanke disse que só vai subir os juros a partir de 2015? Este é o único mercado que não reagiu de acordo, as taxas subiram!!!!

Em investimentos é importante saber como os outros vão agir, de pouca valia, ou quase nenhuma é como você pensa, principalmente quando o momento é movido a emoção ao invés da razão. É lógico que a razão prevalece no longo prazo, caso contrário seria uma bolha atrás da outra. Nossa função como analistas é saber se estamos caminhando sobre um muro de 1 metro ou 10 metros, não dá para vendar os olhos e seja o que Deus quiser, mas bem protegidos e com cautela, podemos caminhar em terrenos mais perigosos.

Eu sou engenheiro, e como tal como investir quando não estou convencido? Você não é obrigado, pode decidir participar ou não da festa. Se decidir participar, use a análise técnica, compre ativos líquidos, que possa liquidar a qualquer hora, e principalmente use stoploss. A partir daí não tente entender muito, siga os parâmetros. Eu não quero dizer que vou mudar de ponta ainda, mas se mudar, será desta forma. Se em algum reverter, vamos devolver um pedaço do ganho, se houver.

Nada melhor que a obra de Camões, "Por mares nunca dantes navegados" onde se acompanha os dramas pessoais e coletivos das pessoas embarcadas nos navios lusitanos, no tempo dos Descobrimentos e das Grandes Navegações. O Inferno podia se instalar durante tempestades, calmarias e naufrágios. Assim é retratada a luta pela sobrevivência entre os embarcados. E se a travessia marítima não era fácil, o desembarque,
 também podia reservar surpresas e situações perigosas. 

Alguém sabe quando e como isso vai acabar? Ninguém! Assim se embarcamos nesta jornada preparem-se para as emoções.

- David, nem vou comentar, vou aguardar quieto.
Justo! Aguardem para este final de semana: O mosca no divã.

O SP500 fechou a 1.465 com alta de 0,40%; o real a R$ 2,0106 com baixa de 0,50% e próximo do "piso" ; o euro a 1,3121 com alta de 1,05% e rompeu o pivot traçado no post alerta-no-euro e o ouro a US$ 1.770 com alta de 0,12% e num ponto importante good-news.
Fique ligado!




13 de setembro de 2012

Shana Tova Bernanke, aproveite para rezar!



Como vocês já sabem, hoje é o dia em que vamos saber se terão mais helicópteros ou não. Depois do anúncio, todas as boas notícias que estavam para ser anunciadas no curto prazo acabarão, e a partir daí veremos como os mercados vão se comportar.

Uma matéria do Wall Street Journal chamou minha atenção, é sobre a evolução da renda dos americanos. O Título é sugestivo: “A Renda Familiar despencou para os níveis de 95”, ou seja, durante estes 17 anos, ela não só não subiu, como caiu 9%! Vamos acompanhar alguns pontos que destaquei no gráfico acima.

No primeiro quadro, sobre a renda, vejam que em todas as categorias houve queda, porém os negros é o grupo com a menor média. No segundo nenhuma novidade os ricos estão ficando mais ricos e os pobres mais pobres. No terceiro, o índice de pobreza vem aumentando desde o final dos anos 90, observem como já um bom número vive com benefícios do Governo é o “ Family bag” deles! Hahahahahah.... E por último, os planos de saúde suportados pelo Governo estão aumentando, enquanto os privados diminuindo, fator que eleva o deficit público.

Está informação não ajudará em nada nossas operações no curto prazo, mas nos alerta de uma tendência estrutural que a sociedade americana está passando. Eu penso, que esta deterioração pode ter sido causada pelas seguintes razões: a) Transferência de empregos dos USA para China com a globalização, b) Consumo motivado por excesso de crédito, e c) O Efeito riqueza gerado pela valorização dos ativos nos finais dos anos 90, e que sumiram parcialmente nos últimos anos.

 O que o Bernanke pode fazer para resolver ou aumentar a renda? Muito pouco, pois inundar o mercado com dólares esperando que os americanos consumam, ou desesperadamente segurando as cotações de bolsa e dos Imóveis para que não caiam, é louvável. Mas se o desemprego não cair e se a economia não crescer, só prolongará o sofrimento.

O Efeito desta queda na renda gera a desalavancagem, palavra que causa calafrios no FED. Eu nem vou falar agora do efeito gerado pela aposentadoria dos baby boomers, que por si só também piora este quadro, uma vez que, quando uma pessoa se aposenta, ela diminui sensivelmente seus gastos, e tende a não ser agressivo em sua carteira de ativos.

Vamos Bernanke, helicópteros, muitos helicópteros e reze muito na próxima semana, na passagem do Ano Novo Judaico!


Vou comentar em mais detalhes as medidas do FED amanhã, mas muitos helicópteros estão preparados para voar, já a partir de amanhã. Os mercados reagiram de acordo, e tiveram altas generalizadas em todos os ativos, com consequente queda do dólar.

O SP500 fechou a 1.459,99 com alta de 1,63% ( on sale? Hahahah...); o euro a 1,2985 com alta de 0,67% ( veja post publicado hoje alerta-no-euro; o real R$ 2,0192 com baixa de 0,34%, aqui vale uma observação, as outras moedas comparáveis subiram bem mais, veja post bc-ou-analise-técnica?, e o ouro US$ 1.764 com alta de 2,00%.
Fique ligado!

Alerta no Euro!


Estou escrevendo este post antes do término da reunião do FED, e como já havia mencionando antes, o euro está num pivot, o evento de hoje poderá esclarecer seu caminho.

Um leitor me questionou se este não seria um bom momento para vender o euro, uma vez que não acreditava nas medidas adotadas e principalmente para o Club Med pode sair da recessão, precisaria de um euro mais barato e não mais caro. Sua visão é correta.

Com estas dúvidas vamos aos gráficos, e eles me dizem que se o euro subir e ficar acima de 1,30, poderemos chegar a níveis bem superiores, porém se não conseguir sustentar, caminharia para 1,18. Existem momentos no mercado que o melhor é observar e esperar os próximos passos, ao invés de “arriscar” um palpite, mesmo que faça toda a lógica do mundo. Eu tenho uma frase que me acompanha há muito tempo: “ No mercado de moedas não tem bom”.

Take your seat and watch!
Fique ligado!


12 de setembro de 2012

Helicópteros: Stop or Go?


Hoje pela manhã, a corte Alemã aprovou a operação proposta pelo ECB, esta atitude, tirou um elemento de risco do mercado e impulsionou a cotação do euro que está dentro da zona, onde eu considero um pivot dilema.
O foco passa a ser a reunião do FED e se os helicópteros levantarão voo ou ficarão no chão. Os gráficos abaixo ilustram os impactos nos mercados de juros de 10 anos dos USA, e no SP500.




É inegável que os dois tiveram algum tipo de impacto por conta destas medidas monetárias, a dúvida é se ao retirar estes estímulos a economia irá crescer por suas próprias pernas, ou não aguentaria e voltaria a recessão. 

A maioria do mercado aposta que os helicópteros vão voar, porém um analista levantou alguns pontos, do porque ele não acredita que o FED ira agir desta vez, vejamos seus 3 argumentos:

Ø  O Fed é uma entidade independente e procura evitar que suas medidas tenham algum impacto político, desta forma, e considerando que a economia não está uma draga, seria mais prudente esperar o termino deste periodo pré-eleitoral.
Ø  O dados de desemprego não são nada animadores, mas no campo da inflação, que se encontra a 2,1% a.a., um novo estimulo sempre pode causar um risco inflacionário. Este indicador sugere que uma pausa é mais prudente.
Ø  A sinalização é a mais poderosa arma que o FED tem ainda, só com o aceno de um novo QE3, fez com que os mercados já se antecipassem, subindo nos últimos dias. Assim, é melhor deixar a bazuca na mesa pelo maior tempo possível.

Na minha opinião, se nada for anunciado, os mercados vão cair, pelo menos no curto prazo, e sabendo disso, acho que o FED vai anunciar pelo menos alguns helicópteros, mas nenhum, seria muito arriscado.

Hoje teve a tão esperada apresentação do iphone5. Já há algum tempo estou usando o Samsung III, e posso dizer que é espetacular, por enquanto não troco. Vejam o gráfico da Apple, onde a linha vermelha é o fechamento de ontem, o retângulo os negócios durante o dia e a flecha o momento do anúncio.


Parece que não teve nenhuma grande novidade que já não era do conhecimento do mercado, a performance da ação, foi um retrato do novo aparelho, normal! Eu venho dizendo que a Apple não é a mesma companhia do passado, afinal substituir Steve Jobs vai ser muito difícil. Se minha afirmação é verdadeira, será assim precificada, e não como uma inovadora.



O SP500 fechou a 1.436 com alta de 0,21%; o real a R$ 2,0255 com alta de 0,47%; o euro a 1,2892 com alta de 0,32% e o ouro a US$ 1.731 sem variação.
Fique ligado!