US$ - The Return?

23 de setembro de 2016

Agora o BCB tem Xerife


Desde que Ilan Goldfajn assumiu a presidência do banco central do brasil, venho enfatizando sua competência, tecnicamente muitíssimo bem preparado,  além de conhecer as entranhas do cargo, uma vez que, foi diretor de política monetária na gestão de Armínio Fraga.

Os resultados já podem ser sentidos, dos quais eu destaco: uma nova maneira de se comunicar com o mercado através das novas minutas, nível internacional; fixação das metas de inflação sem desculpas, acabou aquela retórica de empurrar a meta de inflação para frente; não tem mais ninguém dando palpites sobre a política de juros, agora é o mercado que aponta suas expectativas através dos mercados futuros. Se vocês notarem ele não abriu mão nenhum minuto do objetivo de atingir o nível de 4,5 % de inflação no final 2017

Tudo isso faz uma enorme diferença pois já está comprovado que as expectativas sobre inflação futura são muito importantes e levadas em consideração na definição da política monetária, assim, ter somente um interlocutor e com credibilidade fornece mais segurança ao mercado que reverte em inflação menor.

Ontem foi publicado o IPCA-15 que já pode dar uma ideia do próximo nível do mês de setembro. Esse é um dado que normalmente não tem muita repercussão, mas como seu resultado foi positivo, teve ampla divulgação pela imprensa. Com essa informação a Rosenberg projeta que este indicador ficará em 0,10% no mês, o que levaria a taxa anual para 8,5% a.a.

O grande responsável pela melhora foi a queda no preço dos alimentos, embora tenha sido essa categoria que fez com que o índice surpreendesse para cima nos meses anteriores.  


Na tabela acima, dois itens justificam uma esperança maior que a inflação está recrudescendo, o índice de difusão encontra-se nos menores níveis históricos, o que indica uma disseminação dos aumentos e uma queda dos preços livres, embora ainda muito pequena.

A Rosenberg trabalha com um fechamento para 2016 do IPCA em 7,5%, e como o gráfico acima indica, podemos estar no caminho de atingir a meta de inflação num futuro próximo, como quer Ilan, talvez no final de 2017.

Não seria tudo isso mais do que necessário para que os juros já estivessem caindo? Eu sempre repito que taxa de juros não depende da vontade das pessoas, a definição de seu nível ideal é muito mais complexa que simplesmente: “baixe os juros aí! ”. É uma conjugação da análise de vários modelos em conjunto com informações de expectativas. Mas felizmente o modelo passado não é o que determina mais essa importante ferramenta de política econômica, agora vale a técnica.

Além dos dados de inflação, o atual presidente do banco central aguarda a aprovação de medidas fiscais pelo Congresso, e isso ainda não aconteceu, embora esteja programado para o começo de outubro. Conhecendo Ilan, duvido muito que haja algum movimento de queda dos juros se as PEC não forem aprovadas. Como no futebol, só vai anunciar vitória depois do jogo terminado, não tem torcida, ou está praticamente aprovada, tem que aparecer no painel!

Por tudo isso, só consigo imaginar que o primeiro corte deva acontecer na reunião de novembro, lógico, se tudo der certo. Mas de quanto poderia ser reduzido os juros? Os cortes deverão ser de 50 em 50 pontos básicos, e talvez no final de 2017 já poderiam estar em 10,75%, uma queda de 350 pontos do nível atual. Mesmo assim, se a inflação estiver em 4,5% a.a., ainda teríamos uma taxa de juro real cavalar de 6% a.a.

Mas tudo isso é o preço que estamos pagando pelos enormes erros cometidos no passado, e vai demorar um bom tempo para que possamos ter juros mais decentes, isso se tudo der certo. Ainda existe uma longa caminhada, mas graças ao Temer na direção correta.

No post etf-é-o-futuro, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...”mas enquanto o ouro não ultrapassar o nível de US$ 1.375, vou ficar observando, pois nada impede que ele retraia aos níveis apontados acima” .... ...” hoje o mercado está próximo do nível de US$ 1.300, o que aumentará as chances de comprar naqueles níveis acima - US$ 1.250/US$ 1.200” ...


Um zoom do gráfico permiteavaliar que o ouro contido entre duas retas paralelas no curto prazo. Se esse movimento não se chama correção, eu não me chamo Mosca. Isso reforça, ainda mais, minhas hipóteses colocadas acima. O que podera ser questionado são os preços de entrada, caso as cotações recuem abaixo de US$ 1.300.

Ainda frisei que, nada estava definido pois o nível de US$ 1.300 era muito importante: ...” não se pode afirmar nem que o ouro volta a subir dos níveis atuais e ultrapassar US$ 1.375, nem que buscará os níveis que tanto almejo para comprar. Por isso, eu calculo que US$ 1.300 é importante para clarear qual das duas hipóteses poderá acontecer” ...


Talvez o que se conclui de tantos meses sem que haja uma definição mais clara, é que o ouro está duro na queda. Porém, isso não é uma razão para que eu mergulhe na compra, vou disciplinadamente seguir os passos traçados acima. Se ele está duro na queda, o Mosca está duro na compra! Hahaha ...


O SP500 fechou a 2.164, com queda de 0,57%; o USDBRL a R$ 3,2413, com alta de 0,70%; o EURUSD a 1,1232, com alta de 0,21%; e o ouro a US$ 1.337, sem variação.
Fique ligado!

22 de setembro de 2016

A última bolha

Vocês não devem acreditar no título deste post. Nunca se pode afirmar que uma bolha é a última, faz parte do ser humano sempre criar novas, pois é a ganância que as impulsiona e isso nunca acabará. Reconheço que usei esse chamariz para chamar a sua atenção sobre um relatório que apresenta as ameaças do momento. Marketing! Hahaha ...

Tad Rivelle, responsável pela área de investimentos da TCW, que administra US$ 195 bilhões, observa que o excesso de alavancagem das empresas a níveis superiores aos atingidos em 2008, é um sinal para que os investidores estejam preparados para o final do ciclo de crédito.

Os números não podem ser contestados, somente em setembro foram emitidos mais de US$ 1,0 trilhão, pelo quinto mês consecutivo.
Uma medida muito comum para se medir o grau de alavancagem, é o quociente entre as dívidas e os lucros antes dos impostos e amortizações – Debt/EBITDA. O gráfico a seguir mostra essa relação no tempo para as empresas que compõe o SP500.
Rivelle culpa os bancos centrais por incentivar a bolha de ativos, que estaria na fronteira do colapso, uma vez que, a dívida cresce mais rápido que a capacidade das empresas em gerar lucros para pagá-las: ...” recomendamos evitar esses ativos que irão sofrer no próximo período de desalavacagem, poderemos recomprá-los pela metade de seus preços no futuro” ...

O seu principal argumento é que crescimento não é uma função de preços de ativos mais elevados.

O gráfico a seguir auxilia no entendimento do conceito acima, a linha azul acumula os valores dos ativos (ações, bonds e imóveis) detidos pelos indivíduos, comparados com o PIB também acumulado.

Esse gráfico revela algo extraordinário: No curso dos últimos 25 anos, o ciclo tradicional dos negócios foi substituído por ciclos de preços de ativos. Ao invés de deixar a recessão fazer o seu trabalho de “limpeza”, necessária para que um novo ciclo recomece, os bancos centrais se moveram imediatamente para fornecer a morfina monetária a fim de evitar essa dor. O raciocínio que eles imaginavam, era de que: com juros zero promovem uma busca por retornos; com a queda dos juros diminuem as taxas de capitalização para várias classes de ativos; que por sua vez elevam os preços desses ativos. Assim cria-se o aumento do efeito riqueza – possibilidade de maior consumo e investimento oriundos dessa valorização - “salvando” a economia.

Entretanto não parece que foi isso que aconteceu, pois depois de 9 anos quase sem juros, o crescimento econômico é pífio, o setor corporativo está numa recessão de lucros, e a evolução da produtividade é negativa.

O estímulo artificial para criação de crédito implica que na margem, empresas deficitárias estão sendo abastecidas com recursos, quando na verdade deveriam ser fechadas. Esse excesso de crédito cria inúmeras distorções além dessas, pois mesmo empresas que não precisam de caixa emitem títulos para, por exemplo, recomprar suas ações, aumentando seus dividendos por ação sem que aumentem seus lucros.

A tabela a seguir é instrutiva, veja como as condições econômicas são semelhantes entre 2009 e hoje. A diferença está no endividamento das empresas IG – ivestment grade, o juro praticado pelo FED, e o seu balanço.
Esses resultados induzem que estamos vivendo atualmente, a maior bolha dos últimos anos, ocasionadas pelos bancos centrais onde se pode observar distorções em diversos mercados, como a que comentamos no post de ontem, através das medidas implementadas pelo BOJ.

Eu fiz uma apresentação em 2012 no IFC – Instituto de Formação de Líderes, cujo tema foi No mundo das bolhas. Neste estudo identifiquei algumas características que as bolhas têm em comum. Porém, mesmo que estas condições se verifiquem, nunca se sabe de antemão, se é ou não uma bolha. Veja as seguir essas características.



Parece que a situação atual se enquadra em todos os itens! 

André Jacurski, um grande trader brasileiro, fez a seguinte declaração numa apresentação na PUC do Rio de janeiro recentemente: ...”o mundo hoje está mais para você ter posições táticas do que permanentes.  Posição permanente é aquela que você investe com horizonte de longo prazo. Tático é aquilo que você está disposto a mudar de ideia a qualquer momento” ...

Vários ativos que o Mosca cobre estão se aproximando de níveis que poderiam sugerir alguma ação: USDBRL; Bovespa; SP500; e Ouro. Porém não existe confirmação. Pensei até em postar um deles, mas deixaria de forma implícita uma alteração em meus planos. Resolvi não fazer ainda, pois o ambiente é de tanta indefinição, que poderia ser levado daqui alguns dias a rever mais uma vez a posição. Optei por esperar uma confirmação efetiva para postar.

Veja a seguir os pontos de interesse, caso esses níveis sejam ultrapassados:

USDBRL: < R$ 3,15
Bovespa: > 61.000
SP500: > 2.200
Ouro > US$ 1.375

Como estou “proibido” de comentar a maioria dos ativos que cubro, sobrou o  euro! Hahaha .... No post super-Mario, fiz os seguintes comentários sobre a moeda única: ...”se a moeda única romper esse nível, as chances de atacar novamente o intervalo superior entre 1,145/1,16 aumentam bastante, mas não vou propor nenhum trade. Pode tranquilamente reverter e voltar a cair. Ficamos de observadores” ...


Para dizer a verdade, procurei mais de uma vez se eu não tinha publicado nada neste meio tempo, pois o euro estava ameaçando cair desde essa postagem – veja a marcação. Como podem notar o euro vem mantendo suas características desses últimos tempos, até arrumei um apelido  "o sem rumo". Mas os operadores dessa moeda não devem ficar tristes, isso vai acabar algum dia e ela dará muitas alegrias. Mas por enquanto fique fora.

Vou repetir o gráfico e as observações do post acima que permanecem válidas: ... “em ultrapassando 1,1370, o euro deveria testar a região entre 1,155 – 1,16 e daí em diante movimentos mais intensos deverão acontecer. A baixa teria a seu favor o fato de, na formação de triângulo, 2/3 tendem a seguir o movimento imediatamente anterior, que nesse caso é de queda” ...


A Vantagem do euro atualmente para o analista técnico, é que não dá muito trabalho de análise, basta fazer past copy! Hahaha ...


O SP500 fechou a 2.177, com alta de 0,65%; o USDBRL a R$ 3,2235, com alta de 0,56%; o EURUSD a 1,1201, com alta de 0,14%; e o ouro a US$ 1.337, sem variação.
Fique ligado!

21 de setembro de 2016

Desafiando os limites

Hoje o foco será em dois bancos centrais, o BOJ e FED, ambos realizaram suas reuniões de política monetária. É verdade que para o primeiro, o mercado esperava mais estímulos, enquanto para o segundo decidiu por não subir os juros. A reunião do BOJ terminou durante a nossa madrugada e não foi anunciado nenhum estímulo adicional, porém algo inusitado aconteceu Na introdução de um objetivo para a taxa de juros dos títulos de 10 anos, algo considerado até agora impossível de ser controlado.

Dentro da matéria de economia nas universidades, os alunos aprendem que um banco central tem total controle dos juros de curto prazo, pode estabelecer o nível que quiser. Entretanto, se fixar taxas muito baixas ou muito altas, seus efeitos serão sentidos no nível de atividade, bem como na inflação. Já o título longo é ditado pelo mercado, uma vez que, em virtude dessa caracteristica, outros parâmetros são importantes no estabelecimento do nível como: a expectativa de inflação futura; o balanço de pagamentos; a política monetária executada pelo BC; projeção do PIB e outras variáveis. Os investidores levam tudo isso em consideração e estabelecem qual o nível de juros que compensa comprar um título longo versus um de curto prazo, e lógico, eles esperam lucrar com esses títulos.

Tudo isso era verdade até os bancos centrais começarem a comprar esses títulos nos últimos tempos. Como um comprador compulsório, não faz nenhuma conta analisando se é ou não um bom negócio. Mas mesmo assim, definem um volume periódico a ser comprado.

O BOJ resolveu inovar, ao passar mais de 20 anos tentando estabilizar a inflação em níveis razoáveis, decidiu fixar um objetivo para a taxa de juros dos títulos de 10 anos em 0%, ajustando como consequência, o volume de atuação no mercado.

Ao tomar esta atitude o BOJ decidiu manipular também a estrutura de taxas de juros, cujo principal objetivo é garantir que seu sistema bancário tenha de onde tirar algum lucro da sua atividade básica, que é emprestar. Essa política é semelhante a fixar uma taxa cambial “mínima”, como fez o banco central suíço tempos atrás, anunciando o nível de 1,20 contra o euro.

Em outras palavras, numa direção o BC tem todas as ferramentas necessárias para garantir o nível fixado. No caso dos juros, se a taxa tiver uma tendência de queda basta diminuir suas intervenções ao até mesmo vender títulos. porém se a taxa tiver um movimento ascendente seu poder de fogo fica mais contido, uma vez que, seu estoque de títulos não é ilimitado.

Mas ambos cenários são ainda conjecturas, muito distantes da realidade atual. Assim, a taxa permanecerá em 0% e os operadores de títulos de renda fixa já podem procurar outra profissão. As consequências para a economia são de difícil projeção, mas sem dúvida mais um capítulo do livro texto de economia foi rasgado, na busca desesperada por soluções monetárias, oriundas da falta de crescimento.

Já do outro lado do globo, o FED anunciou que não vai mexer nos juros agora, mas que está tudo preparado para um movimento em breve. Uma situação que também não acontecia desde 2014, foi a de três membros votarem a favor de uma alta. O conteúdo da ata, com pequenas alterações de palavras, procurou acomodar ambos os lados.

A reação nessas primeiras horas de negociação transcorre conforme o esperado, dólar em queda e bolsas em alta, vamos acompanhar as próximas horas.

Agora no meu ponto de vista, o mais importante foi apresentado na tabela de projeções. Abaixo se encontra esse documento com minhas marcações que comento a seguir.


Notem na linha sobre o PIB, no documento publicado em junho, a projeção para 2018, era de um crescimento de 2 % a.a., que mesmo sendo baixo, era aceitável desde que, sugerisse melhorias no futuro. Porém, não é o que se pode observar agora, a projeção do FED para 2019 é de uma retração do PIB para 1,8% a.a. Já na linha de juros de curto prazo, algo semelhante também aconteceu, onde as projeções são inferiores ás apresentadas na reunião de junho, além da taxa de longo prazo, indicar um nível baixo de 2,9% a.a.

Essas informações me fizeram concluir que:

“O FED acredita que a política monetária se esgotou como mecanismo de promover o crescimento da economia. Assim assume que o melhor o que tem a fazer é estabelecer níveis baixos para os juros, de tal forma que, não atrapalhe o baixo nível estrutural de crescimento”

Mesmo considerando que eu possa estar enganado, contextualizei o que eu inferi dos números publicados.

No post chhhhhhina, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” vou atualizar o stoploss para 1,62% a.a., em seguida diminuir metade da posição se o mercado atingir 1,8% a.a., e a outra metade a 1,85% a.a” ... ...” desde o início considero esse trade como uma correção mais extensa. Por enquanto o mercado não deu indicações que o rumo de baixa de juros se reverteu. Se isso acontecer, vamos entrar novamente, mas por enquanto essa é uma posição oportunista. O motivo de “apertar” tanto o stoploss é que, do ponto de vista técnico, esse movimento poderia ser declarado terminado ao ter atingindo ontem 1,75% a.a.” ...


Os juros sofreram o impacto da decisão do FED e estão caindo, situando-se agora em 1,66 % a.a., bastante próximo de nosso stoploss. As minhas observações feitas no post acima parecem encaixar bastante bem com a realidade, e caso a taxa continue a cair, vamos entrar com um trade contrário, desta vez a favor do movimento mais estrutural de baixa de juros.


- Ei David, não vem com essa, se estava tão seguro porque não liquidou a posição antes?
Eu não sei de onde você tirou que eu estava seguro, se isso fosse verdade, eu liquidaria a posição e ainda passaria para o outro lado! Eu simplesmente deixei explícito que sabia estar operando contra a tendência de mais longo prazo, mas que existia a chance de tirar alguns “trocos” a mais desse trade. Por outro lado, eu alterei o stoploss para cima, evitando qualquer perda se desse errado.


Mais um ponto importante da análise técnica, quando operar contra a tendência de longo prazo, não dá para ser macho, pequenas apostas, e dedo no gatilho.

O SP500 fechou a 2.163, com alta de 1,09%; o USDBRL a R$ 3,2056, com queda de 1,67%; o EURUSD a 1,1185, com alta de 0,30%; e o ouro a US$ 1.336, com alta de 1,67%.
Fique ligado!

20 de setembro de 2016

Quebrando a banca


Todo sistema de previdência parte de uma curva de mortalidade ou expectativa de vida, em conjunto com uma taxa de retorno real sobre os ativos. Existem basicamente dois sistemas para acumulação da poupança a ser usada na aposentadoria, benéfico definido ou contribuição definida. Embora com nomenclaturas semelhantes, um sistema ou outro faz uma bruta diferença, o primeiro parte de um valor poupado pelo beneficiário até sua aposentadoria garantindo a partir daí um valor fixo corrigido pela a inflação, enquanto o segundo acumula um valor mensalmente e ao se aposentar o indivíduo calcula qual valor quer retirar mensalmente, até esses recuros terminarem.

No primeiro caso, enquanto o sujeito não morrer o benefício é pago, enquanto no segundo, se o valor acumulado terminar antes de morrer, cessa seu pagamento. O primeiro era o mais comum no passado, porém dado seus elevados custos para as empresas que tinham que bancar eventuais diferenças, o mesmo foi migrando para o segundo caso. A aposentadoria paga pelo governo a seus contribuintes enquadra-se no primeiro caso, uma das razões dos déficits crescentes.

Outro fator que pode complicar bastante o fluxo de caixa de quem administra esses recursos, ocorre quando o número de novos contribuintes é pequeno em relação ao número de novos aposentados. Eu já comentei esse assunto em outros posts, e só para relembrar, antigamente a proporção era de 10 x 1 – dez novos para um se aposentando, e hoje em dia em vários países como o Japão e Alemanha essa proporção encontra-se na casa de 2 x 1.

Todos esses cálculos são feitos num determinado instante com projeções sobre essas variáveis para o futuro. Agora, quando se chega no futuro, e as premissas não se concretizam, aí surge um grande problema, e é o que está acontecendo na atualidade. Em relação a taxa de retorno sobre os ativos, não preciso mencionar novamente que o mundo vive um momento de juros baixíssimos, muito diferente de quando foram feitos os cálculos para as pessoas que se aposentam agora. Na época em que comecei a trabalhar, imagino que a taxa usada devia ser de 6% a.a.

Em relação a taxa de mortalidade, onde a cada dia que passa, a expectativa de vida aumenta, os cálculos realizados não contavam que as pessoas viveriam tanto. Veja a seguir um gráfico do número de americanos com mais de 100 anos no tempo.


Entre o nível de hoje comparado com o esperado em 2055, essa quantidade será multiplicada por 6! Por um lado, fico feliz, pois o Mosca poderá estar no ar até essa data! Hahaha .... Mas pelo lado das poupanças existentes, estas estão em risco.

- Oh David, fiquei preocupado, vamos ser pedintes no futuro?
Se você não fizer a conta em quantos anos sua poupança se extingue comparada a seus gastos, pode ficar preocupado. Para quem quer fazer uma conta simples, basta usar a fórmula:

P = GA/i

Onde:
P = Valor atual de sua poupança
GA = Gastos anuais
i = Taxa de juros reais ao ano

Por exemplo, se um indivíduo tem uma poupança de R$ 1.000.000 e considerando uma taxa de juros reais de 6% a.a., que pode ser obtida nas NTNB’s do governo, essa pessoa poderá gastar até R$ 60.000/ano. Esse valor será corrigido com o índice do IPCA. Notem que a cada redução de 1% a.a. na taxa de juros, o valor a ser gasto reduz em R$ 10.000. É bem sensível a essa variável.

Agora imaginem na Europa onde os juros estão negativos, no limite, ao invés de gastar o sujeito teria que poupar!

Tudo isso faz com que a banca quebre, em matemática não tem como dar um jeitinho. Lógico que um governo não quebra de forma literal, e o que acontece em situações como essa, é que a inflação se encarrega de diminuir as despesas dos aposentados na marra. É bom todos estarem preparados.

Completando as informações sobre o post de ontem quem-será-o-Trump-brasileiro-em-2018, o Citibank publicou quais são as suas sugestões de investimento caso Trump seja o vencedor das eleições.

1)    Comprar dólar – principalmente contra as moedas emergentes. Isso já está acontecendo, especialmente com o peso mexicano que vem despencando nos últimos dias. Veja a seguir o gráfico dessa moeda em relação ao dólar e contra o real.


2)    Aposta na alta dos juros longos americanos – A taxa de 10 anos que se encontra atualmente em 1,7% a.a. subiria para 2% a.a.

3)    Declínio no SP500 – Nesse caso o estrago segundo eles não seria tão grande, uma queda de 3%.

4)    Compra de ouro – Em função da incerteza calculam que o metal possa atingir a cotação de US$ 1.400.

Vamos anotar para conferir no futuro, lógico, caso ele vença.

No post gol-de-honra, comentei sobre o Bovespa e naquela ocasião já visionava que poderíamos ser stopados na nossa posição, o que acabou acontecendo: ...” caso nosso stop seja executado, provavelmente minha primeira hipótese de retração passa a valer. A dúvida ficaria na extensão dessa correção. No momento vamos ficar observando, é provável que deverá se estender até 53.000 ou 50.000” ...


Ao observar mais em detalhes o gráfico desse ativo, verifiquei que, uma nova oportunidade de compra poderá surgir em breve. Para apresentar meus parâmetros, observe a seguir o gráfico com uma visão de curtíssimo prazo – gráfico de 4 horas.


Uma formação de triângulo se forma com essa janela, e o mais provável é uma nova queda até o nível de 55.000/ 54.000, lógico se a estatística prevalecer, o que acontece em 2/3 dos casos. Dessa forma, vou sugerir uma compra a 54.500 com um stoploss a 53.000.

- David, e se der errado de novo?

Não tem importância, ou melhor, não vou gostar, mas faz parte dessa atividade. Caso isso, aconteça, é provável que a correção será mais extensa e consumirá mais tempo. Não quero confundir os leitores nesse momento, mas imagino que a nova oportunidade de compra surgirá entre 50.000/48.000. Vamos focar no trade acima e ver se será executado, o resto são hipóteses mais remotas.

O SP500 fechou a 2.130, sem variação; o USDBRL a R$ 3,26, com queda de 0,38%; o EURUSD a 1,1151, com queda de 0,21%; e o ouro a US$ 1.314, sem variação.
Fique ligado!

19 de setembro de 2016

Quem será o Trump brasileiro em 2018?


Dizem os especialistas em manipulações de massas, que uma mentira repetida inúmeras vezes vira uma verdade. Está é a técnica usada por Lula para tentar colocar a opinião pública a seu favor, pelo menos para seus cegos seguidores.

Pode ser que algo semelhante aconteça nesta próxima quarta-feira, quando o FED divulgar os resultados da sua reunião de política monetária. Mesmo com diversos membros de seu comitê tendo anunciado que gostariam de elevar os juros o mais rápido possível, os mercados apontam para apenas 20% de chance disso acontecer em setembro.

Não existem motivos para a autoridade monetária chocar os mercados. Os mais ansiosos terão que aguardar dezembro para a efetivação da alta. Eventualmente o FED será confrontado com uma superação da meta de inflação em algum momento futuro.

Na avaliação dos membros voltados a aguardar mais evidências de melhora, o fato da inflação ficar acima da meta não seria algo tão indesejado, pois permitiria uma recuperação mais sólida. O que eles não gostariam de ver, seria uma inflação crescente e elevada. Neste caso, o FED estaria behind the curve e colocaria em cheque sua credibilidade.

Todas essas ideias passam a ser conjecturas sem uma resposta definitiva para nenhuma das alternativas. Porém caso resolvam elevar e daqui alguns meses a economia volte a desacelerar, os dedos serão apontados para os membros, que assim sugeriram essa ação, como responsáveis. Por outro lado, se no futuro a inflação passe a se comportar de forma descontrolada, os dedos serão apontados para o outro grupo. E finalmente, se independente da decisão, a economia continuar em recuperação lenta como atualmente, tanto faz qual foi a decisão. Momento difícil!

Tenho observado em conversa com vários leitores do Mosca, certa perplexidade em relação aos resultados da pesquisa de intenção de votos da eleição americana, colocando Trump como potencial vencedor. Em seguida sentem certo alívio, ao comparar que não é somente no Brasil que o eleitor não sabre escolher seu candidato. Consigo entender esse paralelo, mas discordo que seja uma situação semelhante, uma vez que, o Lula e sua companhia já estariam na cadeia por lá, há muito tempo.

O Wall Street Journal vem publicando matérias periódicas contendo as posições de cada candidato, sobre diversos temas de interesse da população. Para quem tiver interesse estou anexando ao final do post os links desse material. Em minha avaliação, o que mais posso destacar seria a forma incisiva com que Trump responde as diversas questões e suas posições em relação à política internacional, hostilizando principalmente os imigrantes mexicanos bem como a relação comercial entre os EUA e a China.

Eu sempre digo que, uma coisa são as promessas de candidato e outra coisa quando ele senta na cadeira. Uma boa parte não será cumprida, e acredito que com Trump não seria diferente. A maior ameaça é a sua reação em situações inesperadas onde existe algum tipo de conflito, pode agir intempestivamente, dado seu caráter explosivo. Aí reside o risco.

Mas voltando a questão do por que os americanos estão optando por um candidato com esse perfil, pode ter explicações mais simples. O gráfico a seguir dá uma pista.


Fica nítido que o americano médio está sendo prejudicado do ponto de vista econômico, ficando a maior parte da renda acumulada nestes últimos anos, na camada mais rica.

Outro fator que também importa nesses ganhos é o grau de escolaridade, onde os maiores beneficiados estão nas camadas mais educadas. Isso por si só não seria algo ruim e nem indesejado, porém no caso americano os custos das universidades são elevadíssimos. O seu acesso é somente aos que tem condições de sustentá-los, criando um ciclo vicioso.


Tudo indica que o americano médio está buscando mudanças, e nesse quesito Trump promete e parece ser mais convincente que sua oponente Hillary. Se as mudanças são boas e lógicas, isso parece não importar para esse eleitor. O mundo pode se preparar para conviver com um Presidente americano temperamental e imprevisível. 

Ao terminar essa frase, me veio a seguinte dúvida: Quem serão os candidatos na próxima eleição presidencial de 2018? Se um paralelo puder ser feito na questão mudança, o Brasil está em situação semelhante, assim Lula é carta fora do baralho, assim como todos os candidatos que estão por aí. Quem seria o nosso Trump? Inquietante!

No post está-chegando-hora, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” até que o nível de R$ 3,30/3,35 seja rompido, o mercado é de baixa” ... ...” muita atenção deve ser tomada nos próximos dias e observar se o dólar volta a cair para buscar novas mínimas abaixo de R$ 3,10, ou um novo movimento de alta está se materializando. Como níveis colocaria R$ 3,15 para o primeiro cenário e R$ 3,35 para o segundo” ...

Depois de ter atingido a máxima de R$ 3,3675 na semana passada, o dólar recuou e adentrou às linhas que o estavam contendo nesses últimos meses, como se pode ver abaixo.


Os indicadores de momentum se mantêm neutros, não indicando qualquer direção para o dólar agora. Com a proximidade da importante decisão do FED comentada acima, não parece que o mercado decidira antes disso. Poderíamos especular que uma manutenção dos juros seria ruim para o dólar, assim como uma alta dos juros poderia empurrar fortemente o ‘dólar- dólar’ para cima, inclusive contra o real.

Como analista também tenho que pensar em cenários que a princípio parecem pouco prováveis. No caso específico seria um movimento do dólar inverso ao esperado caso o FED não suba os juros, uma alta da moeda americana. Isso poderia acontecer não de imediato, mas depois de algumas horas de negociação. 

Por enquanto esse pensamento é o que se denomina em inglês de Wishful thinking. Vamos esperar o Sr. Mercado se pronunciar.


O analista técnico não se importa com possíveis eventos, somente com os preços. Assim, ficamos com os níveis apontados acima, e enfatizo que, por enquanto o mercado é de baixa do dólar!


O SP500 fechou a 2.139, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,2710, com alta de 0,28%; o EURUSD a 11,73, com alta de 0,18%; e o ouro a US$ 1.313, com alta de 0,25%.
Fique ligado!

16 de setembro de 2016

ETF é o futuro


O CPI do mês de agosto nos EUA confirma uma inflação core acima de 2% a.a. pelo décimo mês consecutivo, ao ser anunciado em 2,3% a.a. Os principais vilões têm sido os custos de moradia e serviços médicos. Por outro lado, o índice “cheio”, sem excluir gasolina e alimentos, ainda mostra certa tranquilidade com uma taxa anual de 1,1% a.a. É verdade que os preços de energia são a principal causa nessa redução, com um índice negativo em -9,2% a.a.


O FED sempre observa a inflação “core”, como preferido para medir a inflação e o dado de hoje poderá reforçar a turma que quer elevar os juros agora. Outro fato que poderá servir como contraponto para os que não querem elevar os juros, é o PCE, o índice que a autoridade usa para estabelecer a política monetária, que está abaixo dos outros indicadores como se pode verificar a seguir. A pergunta é por quanto tempo essa distorção permanecerá?


Já o mercado não parece muito preocupado e continua apostando que as ameaças do FED não são para valer, ontem os futuros apontavam uma probabilidade menor que 50% para um único aumento ainda este ano.

Na minha humilde opinião, quanto mais o FED demorar a subir os juros, maior será a sua perda de credibilidade.  Até acredito que, se ele não se movimentar na próxima semana a volatilidade dos mercados irá subir, ao invés de cair. Outra consequência de todo esse impasse, é a falta de liderança da professora Yellen que é muito boa para explicar economia, mas muito fraca em liderar seus membros, permitindo que a opinião de cada um tenha impacto no mercado, coisa que não acontecia na era do Greenspan e do Bernanke.

Em alguns posts que publiquei, venho insistindo na ineficiência dos fundos de investimentos. Minha crítica baseia-se no fato de seus resultados não compensarem os custos cobrados pelo gestor. Desde que iniciei meus estudos na FEA, tenho tido contato com vários trabalhos acadêmicos sobre o assunto, e essas conclusões podem ser vistas em sua grande maioria dos trabalhos. Estou em fase final de um trabalho acadêmico feito com uma colega e dois professores, sobre os fundos multimercados brasileiros. Não quero antecipar os resultados, pois ainda não terminou, mas posso adiantar que não são nada animadores. Assim que estiver pronto para publicação irei disponibilizar uma cópia a meus leitores.

A Bloomberg publicou uma matéria hoje apontando que os fundos de ações ativos, ou seja, aqueles que buscam um retorno acima de seu benchmark, tiveram sua pior performance desde 1999. O gráfico a seguir mostra qual a percentagem deles que conseguiu superar seu objetivo.


Dos mais de 3000 fundos nessa categoria apenas 9,5% obtiveram retorno acima de seu alvo, e como consequência sofreram um resgate acumulado de US$ 480 bilhões somente este ano.

Mas mesmo que não se leve em consideração este ano, e se busque os melhores anos, nunca mais que 50% conseguiram ultrapassar essa marca. Talvez você seja levado a pensar que tem a condição, ou mesmo a assessoria de uma empresa que consiga escolher os administradores que estarão no grupo de vencedores. Posso afirmar que com raríssimas exceções essa escolha não será recompensada no futuro. Conhecer os administradores ou considerar os resultados passados na escolha, não garante que terão sucesso no longo prazo, é o que mostram os estudos.

Então o que fazer? Na minha experiência financeira o mais importante não é escolher o melhor fundo de bolsa, e sim se você deve estar na bolsa, é isso que agregara retorno a seus investimentos, o que em inglês se chama de Asset Allocation – alocação de ativos. Estão surgindo atualmente empresas que fornecem este tipo de assessoria e eu mesmo estou dentro de um projeto nesta área. Com o seu perfil de risco em conjunto com modelos matemáticos podem fornecer uma proposta de alocação nos diversos ativos, e olha, não precisam muitos.

É nesse ponto que o uso de ETFs podem simplificar bastante esse trabalho. Aqui no Brasil ainda são poucas as opções, existem 13 tipos para se investir em ações, porém já se pode esperar para o próximo ano ETFs de renda fixa. Não tenho dúvidas que é uma questão de tempo.

No post Yellen:4,3,2,2,2, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” mantenho as mesmas recomendações acima. Aumentou levemente a chance de comprar um pouco mais barato – US$ 1.250/US$ 1.200” .... Essa era uma recomendação mais antiga, porém naquele momento da publicação o metal poderia estar terminando a correção: ...” Do ponto de vista técnico, a correção já pode ter terminado, o que eu destaquei em rosa no gráfico acima” ...


Mas mesmo assim não me aventurei na compra, veja o que publiquei em seguida: ...” mas enquanto o ouro não ultrapassar o nível de US$ 1.375, vou ficar observando, pois nada impede que ele retraia aos níveis apontados acima” .... Hoje o mercado está próximo do nível de US$ 1.300, o que aumentara as chances de comprar naqueles níveis acima - US$ 1.250/US$ 1.200.


Não se pode afirmar nem que o ouro volta a subir dos níveis atuais e ultrapassar US$ 1.375, nem que buscara os níveis que tanto almejo para comprar. Por isso, eu calculo que US$ 1.300 é importante para clarear qual das duas hipóteses poderá acontecer.

Quero frisar que eu trabalho com um movimento de alta do ouro no médio prazo, que só seria ameaçado abaixo de US$ 1.170 e abandonado abaixo de US$ 1.100. Por outro lado, para quem está comprado, nenhum grande progresso aconteceu desde de maio deste ano. Correções!



 O SP500 fechou a 2.139, com baixa de 0,39%; o USDBRL a R$ 3,2615, com baixa de 1,22%; o EURUSD a 1,1153, com queda de 0,78%; e o ouro a US$ 1.310, com queda de 0,28%.
Fique ligado!

15 de setembro de 2016

Business Plan do Lula


O procurador da República Deltan Dallagnol, apresentou ontem de forma bastante didática, como eram comandadas as ações de corrupção pelo PT durante o período que permaneceu no governo. Além disso, acusou Lula como o comandante mor desse esquema. O ex-presidente foi acusado de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, em parceria com a OAS.

Acredito que qualquer brasileiro com um mínimo de percepção sobre esses acontecimentos, já chegou à essa conclusão, mesmo os que advogam a saída de Temer, pois são situações independentes. Mas como já havia comentado no post lula-o-general-sem-exército, ele é um psicopata e tenho certeza que hoje em sua entrevista coletiva irá se fazer de vítima, usando todos os argumentos que já estamos cansados de saber.

Além de poder ser preso, outra grande ameaça será a inviabilização do PT como partido, haja visto que, não existe nenhuma outra liderança nesse partido com força de reverter os inúmeros revezes sofridos. Isso é consequência de uma gestão voltada unicamente a beneficiá-los, tanto na “jurídica” como na física. A explanação de Dallagnol revelou o business plan desse partido, e ali se pode notar que não tinha nada de bom para o Brasil.

E para quem, assim mesmo, não acredita em tantas evidências apresentadas nesses últimos tempos, em conjunto com diversas delações premiadas relatando acontecimentos que esses sim se mostram críveis, preferindo acreditar nas loucuras de um psicopata, não tenho o que adicionar.

Mas não é só no Brasil que candidatos desajustados acabam virando Presidente. Esse poderá ser o caso nos EUA, onde Donald Trump ainda tem chances consideráveis de assumir a primeira economia do mundo. Depois da mal explicada pneumonia de sua adversária Hillary Clinton, seu oponente praticamente empatou nas últimas pesquisas, a mais recente do New York Times coloca uma diferença mínima de 2% de vantagem para Hillary. A ilustração abaixo talvez mostre o real motivo por trás desses resultados, a insatisfação do eleitor americano nos dois candidatos, em níveis muito elevados quando comparados às situações passadas.


O post de hoje, depois de abranger alguns assuntos políticos, traz aos leitores uma estatística social impressionante, a ilustração a seguir mostra onde se concentra metade da população da terra.

Não parece ser uma situação de equilíbrio do ponto de vista territorial. Situações semelhantes no passado, incitaram governantes expansionistas a buscarem conquistas de novos territórios a fim de acomodar exageros advindos da concentração populacional.

Na última vez que comentei sobre o SP500 estava com um tom mais otimista, naquele momento a bolsa americana não apresentava nenhum indicador de risco mais sério. Mesmo assim, nós fomos apertando o stoploss da posição que mantínhamos e no dia 9 último fomos stopados. Desde então, esse índice vem buscando uma certa estabilidade.

No post estava-toa-na-vida, estabeleci os seguintes níveis para a alta que se materializava: ...” os targets estão anotados no gráfico abaixo, vamos nos atentar ao primeiro ao redor de 2.220” ... ...”já fizemos uma atualização do stoploss para 2.140 e como se pode perceber o primeiro objetivo já está bem próximo” ...

No atual estágio podemos ter hipóteses que ainda se encontram indefinidas. O gráfico a seguir descreve os níveis para cada uma delas de acordo com as cores que elenco logo abaixo.


Verde escuro(1) – Uma correção mais branda com o índice recuando até o nível de 2.100 – 2.080, em seguida o SP500 voltaria a subir para buscar os níveis apontados acima.

Rosa (2) – Neste caso a correção seria mais profunda atingindo o nível de 2.000. Esse movimento demandaria mais tempo e não poderia violar o patamar de 1.950, que indicaria se tratar mais do caso 3 abaixo.

Verde limão(3) – Nesta situação o SP500 poderia atingir 1.800, sendo o mais importante o que deve acontecer em seguida, pois ficará a dúvida se voltaria a subir, ou este primeiro movimento indica uma mudança de mercado de alta para baixa.

- David, agora que você fez seus planos, já combinou com os Russos? Hahaha ...
Não preciso, basta esperar o mercado dizer o que vai fazer. Por exemplo, se for o caso (1), vou esperar o rompimento do nível de 2.190 e comprar; se for o caso (2) talvez arriscar uma compra por volta dos 2.000, com stop você já sabe onde; e por último no caso (3), em função do formato do movimento, ajustar um ponto para vender. Agora posso combinar com os Russos! Hahaha ...


Pelo que descrevi acima, fica claro que não tenho mais nenhum compromisso com a alta ou a baixa, somente com o bolso.

O SP500 fechou a 2.147, com alta de 1,01%; o USDBRL a R$ 3,3019, com queda de 1,20%; o EURUSD a 1,1241, sem variação; e o ouro a US$ 1.313, com queda de 0,68%.
Fique ligado!