2018: Vestibular Político

23 de abril de 2018

O ovo ou a galinha, ou ambos?



Na última sexta-feira, como de costume, fiz comentários sobre os juros de 10 anos americanos a-escolha-certa. Com a aproximação desse ativo hoje aos níveis de 3% a.a., é manchete na grande maioria dos informes internacionais. Mas o que poderia estar ocasionando este despertar do mercado, que teimava num cenário aonde o FED não implementaria as altas de juros que planeja? Vou buscar alguma pista.

Como costumo enfatizar, os juros podem subir pelo bom motivo ou pelo mal motivo. No primeiro caso quando acontece de a economia crescer de forma mais robusta, assim, a autoridade monetária tende a subir os juros para evitar um superaquecimento, a segunda quando a inflação sobe mais que o desejado. Vamos avaliar incialmente a primeira hipótese.

A referência mais para avaliar o crescimento do PIB, é o modelo elaborado pelo Fed de Atlanta. Como se pode verificar a seguir, esse indicador aponta para um PIB de 2% para o 1º trimestre. Não parece que aí seja uma razão suficiente para empurrar os juros para cima, embora é sabido que nesse período do ano, a economia sofre consequências do inverno, que tem sido muito rigoroso.

Outro indicador é o nível Industrial. Para avalia-lo usei o PMI publicado pelo Instituto Markit. No gráfico abaixo não parece que esse setor está muito aquecido, por outro lado, se pode afirmar que está firme.
Minha desconfiança é que o mercado está preocupado com a inflação que poderia surgir através da alta das commodities, principalmente o petróleo. Além de um mercado de trabalho bastante apertado, beirando o pleno emprego.

O Indicie que acompanha os metais publicado pela Bloomberg está em plena ascensão desde 2016. Esse indicador subiu 55% desde essa data, e mais recentemente ganhou novo impulso.

Agora se tem uma commoditie que subiu expressivamente é o petróleo. Em 2016, quando atingiu a mínima de U$ 25, comentava-se que seria o final do “ouro negro”. Agora se encontra ao redor de U$ 67, uma alta de 170%, padrão bitcoin! Hahaha ... do ponto de vista técnico, como o gráfico a seguir sugere, tenho os seguintes níveis como objetivo: U$ 72 (meu preferido); U$ 86 (aceito sem problemas); U$ 100 (a partir daí fico preocupado).
 
Presumo que seja através da expectativa de alta da inflação que os juros estão subindo, pois não acontece somente nos EUA, mas em boa parte dos mercados, como mostrei no post mencionado acima.

Agora tem um posicionamento extremo que poderá levar uma chacoalhada. Nos últimos meses a aposta mais vista nos mercados era contra o dólar. Existe um consenso entre a grande maioria dos analistas que a moeda americana deveria continuar perdendo valor. Essa decisão desafiou uma tônica que existia no mercado, a de que, a moeda que tivesse juros mais elevados em relação a outra, tenderia a se valorizar. Nesse momento, os juros em dólares são os mais elevados em relação ao todos os países do G-10, com folga. Veja a seguir o posicionamento da moeda americana em relação a essas outras.

Para completar, o FED está retirando liquides do sistema de forma gradual, enquanto os outros BCs continuam na mão inversa.

- David, nem precisa continuar pois já imagino que você acredita que o dólar poderá subir. Então por que sugeriu um trade de compra de euro, que deve ter sido executado hoje?
Puxa fico feliz com suas perguntas, evoluiu muito! Hahaha ... O trade que propus é de curto prazo, pois como você sabe bem como um assíduo leitor, acredito numa retração da moeda única para depois voltar a subir.

As posições não são liquidadas do dia para noite, o mercado precisa se convencer da mudança, só em casos excepcionais isso acontece. Assim, vamos usando a análise técnica para dirigir nossos trades, sempre tendo em vista o movimento de mais longo prazo, sem paixão, ou viés.

No post em-quem-votar, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” Do ponto de vista técnico, o real parece pronto para enfraquecer até o nível aproximado de R$ 3,50. Não me disponho a colocar um trade antecipado. Prefiro esperar e avaliar se esse nível será suficiente para conter a alta, ou se novas altas poderão ser alcançados” ...

A cotação do dólar atingiu a máxima de R$ 3,4430, seguramente, amanhã será noticia dos jornais. Como havia antecipado, meu objetivo inicial é entre R$ 3,47 – R$ 3,49, onde devermos observar se haverá uma reversão ou continuidade desse movimento.
Uma visão de mais longo prazo, outros níveis se tornam possíveis, conforme relatei no post: ...” Meu cenário preferido é uma alta até o nível de R$ 3,50, para que em seguida, o dólar volte a cair. Mas tenho que trabalhar com cenários alternativos e nesse caso, R$ 3,50 passa a ser muito importante. Se por acaso não houver essa reversão e o dólar continuar subindo, anotei no gráfico acima, os dois próximos níveis - R$ 3,65 e R$ 3,80. Acima de R$ 3,80 as coisas começam a se complicar bastante, pois a chance de ultrapassar R$ 4,25 se eleva. Tudo vai depender do shape dessa alta” ...
Como anotei no gráfico, acima de R$ 3,80 um alerta importante se ascende. Motivos para que o dólar suba, existem de sobra. Só para citar dois: as eleições e os juros nos EUA. Mas não fiquem preocupados, não existe motivos para se atentar agora. Estou trabalhando com uma reversão no nível ao redor de R$3,50, especificado acima. Isso não significa que eu vou sugerir uma venda se o dólar atingir, mas é possível. Fiquem atentos.

O SP500 fechou a 2.670, sem variação; o USDBRL a R$ 3,4515, com alta de 1,25%; o EURUSD a 1,2207, com queda de 0,60%; e o ouro a U$ 1.324, com queda de 0,80%.

Fique ligado!

20 de abril de 2018

A escolha certa


Nossa experiência profissional é de certa valia aos menos experientes. Tenho conversado com muitos jovens, filhos de amigos meus, quando da escolha de sua profissão. Confesso que hoje em dia é uma tarefa difícil em virtude das inúmeras opções existentes.

Certa vez, o filho do meu médico veio conversar comigo, estava na dúvida se cursava a FGV ou o Insper. Comecei dizendo “ Você está na dúvida se come camarão ou lagosta? ” Pois era essa a minha visão sobre essas duas excelentes Universidades. Depois de alguns minutos, percebi que ele gostava de finanças, sendo assim, sugeri que optasse pelo Insper. Fiquei sabendo recentemente que trabalha em uma instituição financeira. Adorou o curso. Que bom!

Caso a dúvida seja mais existencial, procuro dividir em grandes áreas. Se a opção é administração ou finanças, sou da opinião que tanto faz estudar economia, administração ou mesmo engenharia. Se quiser ser médico, aí é simples! Hahaha ... na verdade, ninguém sabe o que vai realmente fazer no futuro, qual será sua profissão. Vai depender de uma série de fatores que são imprevisíveis de antemão. Por isso, depois de alguns anos, poucos hoje em dia, uma especialização vai focar naquilo em que realmente seja a aptidão.

Um estudo feito pela Bloomberg chamou muita minha atenção. Versa sobre a mediana do salário de algumas empresas americanas. O objetivo principal é uma crítica aos valores pagos pela Amazon.

A grande revelação numérica na Amazon, que finalmente divulgou o número de membros prime (mais de 100 milhões). Também divulgou outro número que mostra o quanto ele depende de um exército de pessoas que movimentam mercadorias físicas em todo o mundo: US $ 28.446.

Essa é a mediana da remuneração anual dos funcionários da Amazon. A Amazon informou esse número pela primeira vez sob uma nova exigência de que as empresas divulguem a lacuna entre o pagamento para a base e uma pessoa trabalhando no escritório da esquina. Jeff Bezos, o CEO da companhia, reportou uma remuneração total de U$ 1,68 milhão no ano passado. Como em anos anteriores, ele não recebeu bônus em ações, ganhou um salário de U$ 81.840 e U$ 1,6 milhão em custos de segurança pessoal.

Esse número mediano de remuneração é distorcido pelo grande número, mais de 560 mil funcionários, que trabalham em seus depósitos, centros de distribuição, mercearias, e outros lugares, longe das mesas de pingue-pongue, batatas fritas e salas de ioga, dos ricos campus do Vale do Silício. Compare o salário médio da Amazon com os U$ 240.430 do Facebook.


Apenas um lembrete de que, isso significa que a metade dos trabalhadores da Amazon ganham mais de US $ 28.446, e a outra metade ganha menos. A empresa não precisa divulgar o pagamento médio, o que provavelmente seria mais alto pelo menor número de funcionários de tecnologia altamente remunerados pela Amazon. Em um comunicado, a Amazon disse que seu valor mediano inclui pessoas em mais de 50 países e funcionários em meio período. A empresa também disse que oferece "salários e benefícios altamente competitivos".

A Amazon gosta de se gabar de suas proezas na criação de empregos e a força de trabalho da empresa explodiu nos últimos anos. Hoje é a segunda maior empregadora privada nos EUA, atrás do Walmart. Na carta anual aos acionistas de Bezos, também divulgada na quarta-feira, ele ressaltou novamente o investimento da empresa em infraestrutura e sua capacidade de criar empregos diretos e indiretos.


Bezos disse que a Amazon criou diretamente mais de 130.000 empregos em 2017. Isso significa que reuniu mais pessoas em um ano do que toda a força de trabalho da empresa mãe do Google, Alphabet, que tinha mais de 80 mil funcionários no final do ano passado.

"Nossos novos empregos abrangem uma ampla gama de profissões, desde cientistas de inteligência artificial até especialistas em embalagens e funcionários de centros de atendimento", escreveu Bezos. O valor mediano da compensação da empresa, no entanto, mostra que, pelo menos em volume, a força de trabalho da Amazon se aproxima mais para os associados do centro de atendimento do que os especialistas em inteligência artificial.

O salário médio da Amazon chega a cerca de US $ 14 por hora, assumindo um trabalhador em tempo integral por 52 semanas ao ano. Isso é um salário sólido em muitas partes dos EUA e não tanto em outras partes. Em comparação, a Target, que anunciou recentemente planos de pagar pelo menos US $ 15 por hora até o final de 2020. As pessoas que questionam a qualidade dos empregos na Amazon acabam de receber um novo ponto de dados para suas críticas.

Observando além da forma crítica que esse artigo enfoca, para mim, o mais importante resulta nas oportunidades que hoje existem no mercado de trabalho. Não é lógico comparar a Amazon com o Facebook, enquanto a primeira mexe com produtos físicos a segunda é uma grande empresa de serviços, voltada principalmente a propaganda. Em termos financeiros, a primeira trabalha com uma margem de contribuição mínima e volume elevado, enquanto a segunda com uma enorme margem de contribuição.

Se um jovem resolver trabalhar em um dessas empresas, provavelmente o que optar pelo Facebook terá mais chances de ganhar muito bem, enquanto na Amazon, só se for um funcionário fora da curva.

Não advogo que uma escolha de profissão seja feita unicamente pela remuneração, afinal, não acredito que uma pessoa consiga performar bem em algo que não goste ou não tenha aptidão. Agora dentro da mesma área, é importante saber onde suas chances são melhores de ganho.

Tem um livro que recomendo muito nesse sentido, Outliers, do autor Malcolm Gladwell. Existe também uma versão em português - Fora de série.

No post somos-ovelha-negra, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” No gráfico abaixo de médio prazo anotei o que eu gostaria e o que não gostaria. No traçado em azul, o intervalo entre 2,71% – 2,64% deveria conter essa correção” ...


Obedecendo rigorosamente os limites colocados pelo Mosca, os juros atingiram a mínima de 2,71%. Mas essa semana parece que o final está se aproximando. Pela manhã os juros estavam a 2,93% muito próximo da alta recente de 2,95%. Se essa máxima for rompida, a grande batalha se aproxima, o nível de 3% a.a.


Notem que, nas duas vezes que tentou romper esse nível acabou retraindo. A batalha não será fácil, e será importante observar um eventual false break. Mas se romper irá rápido para 3,30%.

Talvez uma diferença entre esse momento e o passado, é que nos últimos dias, se observa uma alta de juros em vários países. Os gráficos a seguir mostram um pouco esse fenômeno.

 
Resolvi dar um destaque para os juros da Suíça e apresentar seu gráfico separadamente. Se o leitor não se atentar a escala, aparenta uma alta expressiva, uma explosão. Agora notem, saiu de -0,04% para + 0,08%. Seguramente, essa diferença não paga uma barra de chocolate Lindt! Hahaha ...




 
O SP500 fechou a 2.670, com queda de 0,85%; o USDBRL a R$ 3,4090, com alta de 0,63%; o EURUSD a € 1,2281, com queda de 0,50%; e o ouro a U$ 1.336, com queda de 0,67%.


Fique ligado!

19 de abril de 2018

Veja bem



Hoje vou entrar numa tecnicidade necessária que o assunto exige. A curva de juros que mede a diferença entre vencimentos diferentes tende a fornecer alguma informação do que o mercado espera para o futuro. Sugiro para quem tem dúvidas sobre esse assunto, rever o post profundezas-em-finanças.

A curva que vou analisar e a diferença entre os juros de 2 anos e 10 anos dos títulos do governo americano, especialmente quando está curva está invertida. Isso acontece quando os juros dos títulos mais longos são menores que os do mais curto. No post acima explanei quando isso acontece: ...” Invertida: Esse é o caso clássico de se antever uma recessão, pois só faz sentido um investidor comprar um título longo, se acreditar que os juros curtos irão cair significativamente. Fica implícito que, a autoridade monetária irá reduzir sensivelmente os juros de curto prazo” ...


Depois desse pequeno detalhamento vamos verificar o que está ocorrendo com esse indicador atualmente.

O Citibank, acredita que as chances são pequenas de que os EUA entrem em recessão tão cedo. O FED acha a mesma coisa.

No entanto, ambos concordam que uma curva invertida seria um sinal sinistro de crescimento. E com o mais recente movimento de queda entre os juros de 2-10 anos, a realidade dos spreads abaixo de zero pode em breve colidir com uma perspectiva otimista sobre a economia.

Nesta semana a diferença desse spread atingiu 41 pontos, também a menor em mais de uma década. Por exemplo, para estender um investimento de 7 anos para um de 10 anos, os investidores acrescentam apenas 4 pontos, menos de um quarto do que conseguiriam há um ano.


Se a quantidade de aparições dos membros do FED esta semana for uma indicação, o achatamento persistente está criando um dilema, na intenção de apertar gradualmente a política monetária. O presidente do FED de St. Louis, James Bullard, foi o último a pontuar, dizendo que os bancos centrais precisam debater a curva de juros agora, e que ela pode se inverter dentro de seis meses.

Por um lado, os investidores estão finalmente começando a considerar a trajetória explicitas nos dots do FED. Com a taxa de desemprego mais baixa desde 2000 e a inflação subindo mais. Isso já pode ser notado no quase 50% de probabilidade de mais 4 altas ainda este ano.


Mas os rendimentos de longo prazo, teimosamente baixos, poderiam eventualmente forçar o FED a desacelerar, a menos que os formuladores de políticas estejam dispostos a empurrar a curva de 2-10 anos, abaixo de zero.

"O FED vai ser muito sensível à forma da curva de juros", disse Katherine Renfrew, da TIAA Investments. "Se chegarmos ao ponto em que a inversão possa começar a acontecer, o FED pode frear a retomada do estímulo monetário."

Algo terá que ser feito, se o FED quiser impedir os investidores de especularem que uma recessão está se aproximando. No passado, a curva de 2 a 10 anos caiu de 40 pontos para zero em um período de seis meses. Caso isso se repita, deveria ocorrer no final de 2018.

"Uma inversão de curva deve ser levada tão a sério quanto sempre", segundo os analistas do Citigroup. "A relação histórica entre a curva de juros e a probabilidades de recessão implícitas, é altamente não-linear: as perspectivas implícitas crescem muito rapidamente quando a curva se move em território invertido."

No mês passado, o atual presidente do FED, Jerome Powell, disse que "existem muitas dúvidas sobre o que uma curva de juros flat ou invertida quer dizer". Embora ele acrescente: "Eu não acho que as probabilidades de recessão sejam particularmente elevadas agora".

Isso não é muito confortável para os investidores posicionados para uma expansão econômica contínua. Após a curva de juros de 3 meses - 10 anos, ficar invertida em janeiro de 2006, levou menos de dois anos para a Grande Recessão começar.

Uma curva verdadeiramente invertida "é um sinal poderoso de recessões" que historicamente ocorreu "quando o Fed está em um ciclo de aperto e os mercados perdem a confiança nas perspectivas econômicas", disse John Williams, o próximo presidente do Fed de Nova York. Embora enfatizou que esse não é o caso agora, pois a curva está entrando em anormalidade em parte porque o Tesouro está aumentando a emissão de vencimentos mais curtos para financiar os crescentes déficits orçamentários.

No entanto, a curva de 5 a 30 anos está se aproximando de um território sem precedentes depois de cair por nove sessões consecutivas. "A curva de juros não pode se achatar todos os dias", disse Jim Vogel, estrategista da FTN Financial Capital Markets.

Supondo que o FED siga seu rumo, e que daqui em diante, a cada alta nos juros de 2 anos, o de 10 anos suba na mesa magnitude mantendo o spread atual. Considerando que, atualmente os juros do primeiro encontra-se em 2,44%, até o final de 2019 seria esperado uma taxa de 3,5% a.a. Nesse caso, o título de 10 anos estaria próximo de 4% a.a.

Mas isso parece difícil, pois estamos no final de um ciclo econômico onde uma desaceleração econômica é esperada proximamente. Assim, dificilmente o título de 10 anos atingiria os 4% e possivelmente o diferencial (2 – 10) deve ir para o campo negativo. Só existe uma situação onde isso não aconteceria, seria se a inflação subisse acima do esperado. Nesse caso a curva poderia ser bastante diferente da atual. Mas não quero aqui ficar especulando em cenários teóricos, no momento é razoável supor que em algum tempo a curva ficará negativa.

Numa conversa, quando se usa a expressão veja bem, pode estar certo que essa pessoa não tem argumentos sólidos para argumentar. No caso dos juros, não irá me surpreender se o presidente do FED, ao ser indagado, responder: Veja bem! Hahaha ….

No post democracia-x-justiça, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” Talvez o melhor conselho foi não fazer nada, pois foi isso que acabou acontecendo nesses últimos 15 dias. Se a reta apontada a seguir for rompida, o cenário de queda ganha um pouco mais de força, um pouco. Nada suficiente para que eu proponha algum trade” ...

Nesse momento essa reta está sendo testada, mas vou preferir apresentar o gráfico de mais longo prazo, ode parece que está se formando um triângulo.

As características dessa configuração são de livro texto, assim, acredito que um trade oportunístico de curto prazo, pode ser proposto. Comprar euro a 1,225 com stoploss a 1,2150. Essa sugestão deve ser cancelada caso a moeda única não atinja nosso nível antes de ultrapassar 1,2550. Complicado! Deixa que o Mosca vai informando, por enquanto fique com a primeira parte.
O SP500 fechou a 2.693, com queda de 0,57%; o USDBRL a R$ 3,3908, com alta de 0,32%; o EURUSD a 1,2346, com queda de 0,21%; e o ouro a U$ 1.345, com queda de 0,27%.

Fique ligado!

18 de abril de 2018

Barbeiragem econômica



O FMI publicou um estudo mostrando como o nível das dívidas atuais encontram-se em níveis extremos. Esse alerta enfatiza que nessas situações qualquer desando na economia cria um potencial risco da estabilidade. O momento atual, com um crescimento mundial em sincronia, seria indicado para que os governos implementassem um programa na redução de sua dívida. Veja a seguir, os principais assuntos desse estudo.  

A dívida global atingiu um novo recorde de U$ 164 trilhões em 2016, o equivalente a 225% do PIB global. Tanto a dívida pública quanto a privada aumentaram ao longo da última década. A elevada dívida torna o financiamento do governo vulnerável a mudanças repentinas no sentimento do mercado. Também limita a capacidade do governo de fornecer apoio à economia no caso de uma crise econômica ou financeira.

Os países devem usar a janela de oportunidade proporcionada pelo crescimento econômico para fortalecer o estado de seus assuntos fiscais. O Monitor Fiscal publicado em abril de 2018 explora como os países podem reduzir os déficits do governo e a dívida de maneira favorável ao crescimento.

A elevada dívida do governo é uma preocupação

Dos U$ 164 trilhões, 63% são dívidas não financeiras do setor privado e 37% são dívidas do setor público. Economias avançadas são responsáveis ​​pela maior parte da dívida global. No entanto, nos últimos dez anos, as economias de mercado emergentes foram responsáveis ​​pela maior parte do aumento. Só a China contribuiu com 43% para o aumento da dívida global desde 2007. Em contraste, a contribuição. 


A dívida pública desempenha um papel importante no aumento da dívida global. As relações da dívida em relação ao PIB nas economias avançadas estão em níveis não vistos desde a Segunda Guerra Mundial. Os percentuais da dívida pública aumentaram persistentemente ao longo dos últimos cinquenta anos.

Nas economias de mercado emergentes, a dívida pública está em níveis vistos apenas durante a crise dos anos 80. Para os países em desenvolvimento de baixa renda, os índices médios da dívida pública em relação ao PIB estão bem abaixo dos picos históricos, mas é importante lembrar que a redução dos picos anteriores envolveu o perdão da dívida. Além disso, o endividamento dos países em desenvolvimento de baixa renda subiu 13 % nos últimos cinco anos.

Juntamente com a dívida, o custo do serviço tem aumentado rapidamente nos países em desenvolvimento de baixa renda. A carga de juros dobrou nos últimos dez anos, chegando a 20% dos impostos. O custo crescente reflete, em parte, a crescente dependência da dívida não concessional, à medida que os países obtiveram acesso aos mercados financeiros internacionais e expandiram a emissão de dívida interna para não residentes.

Há várias razões pelas quais elevadas dívidas e déficits do governo são motivos de preocupação.

Os países com dívidas governamentais elevadas são vulneráveis ​​às mudanças nas condições de financiamento, o que poderia dificultar a sua capacidade de contrair empréstimos e colocar a economia em risco. Além disso, a experiência histórica mostra que dívidas e déficits elevados em um país aumentam a profundidade e a duração de uma recessão - como no rescaldo de uma crise financeira - porque os governos não conseguem implantar apoio fiscal suficiente à economia.

 Agora é o momento certo para lidar com dívidas e déficits elevados

Como o crescimento ganha impulso na maioria dos países, o estímulo fiscal para apoiar a demanda não é mais apropriado. Ao mesmo tempo, espera-se que os multiplicadores fiscais, que medem o impacto de curto prazo das mudanças nos impostos ou nos gastos com a produção, sejam menores. Isso implica que os benefícios do estímulo fiscal de curto prazo são limitados, e os custos econômicos de redução de dívidas e déficits são relativamente menores. Reduzir a dívida e os déficits agora diminuirá a vulnerabilidade de um país a mudanças no sentimento do mercado. Também garantirá que os formuladores de políticas tenham recursos suficientes para agir em caso de recessão - precisamente quando os multiplicadores fiscais são maiores.

O que deve fazer a política fiscal?

No geral, as previsões indicam que os índices de dívida em relação ao PIB cairiam nos próximos três a cinco anos na maioria dos países. Mas isso depende de países que cumpram integralmente seus compromissos políticos. Não há espaço para complacência.

Vale ressaltar que, os índices de dívida pública devem cair em todas as economias avançadas, com exceção de uma. Nos Estados Unidos, o código tributário revisado e o acordo orçamentário de dois anos levaram a uma expansão do nível de atividade econômica até 2020. Essas medidas darão origem a déficits gerais acima de U$ 1 trilhão nos próximos três anos, o que é mais do que 5 % do PIB. Isso aumenta a tendência crescente da dívida do governo, elevando-a para 117% do PIB em 2023.

No Monitor Fiscal de abril de 2018, convidamos os formuladores a evitar políticas fiscais que forneçam estímulos desnecessários quando a atividade econômica já estiver aumentando. Em vez disso, os países em desenvolvimento mais avançados, de mercados emergentes e de baixa renda deveriam cumprir seus planos fiscais e colocar os déficits e a dívida firmemente em uma trajetória descendente. Eles também devem promulgar reformas fiscais que aumentem a produtividade e promovam o capital humano e físico.

É imperativo que os países em desenvolvimento de baixa renda fortaleçam sua capacidade tributária. Isso permitirá que eles paguem suas dívidas. Também permitirá que financiem prioridades de gastos - como saúde, educação e infraestrutura pública - para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável de 2030.

Ninguém pode prever o fluxo e refluxo das economias dos países. Governos prudentes e bem-sucedidos se preparam em bons momentos para enfrentar as tempestades que se aproximam no horizonte.

Ao terminar essa leitura você deve ter ficado com mesma sensação que a minha, na verdade, esse artigo foi feito para dar um recado à Trump, que acabou de promover uma farra fiscal, quando a economia já estava caminho bem. Ou seja, esse país implementou medidas que colocam em cheque esse crescimento, elevando o risco inflacionário ou de superaquecimento, o que acarretaria em ambos os casos um FED agindo mais energicamente.

Do ponto de vista de fundamentos econômicos, o FMI está dizendo que Trump cometeu uma tremenda barbeiragem. Mas isso não é novidade em seu governo, o que ele mais comete são barbeiragens!

No post missão-cumprida, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” vamos tentar uma nova operação de venda, no nível de 2.710” ... ...” não se pode perder de vista que minha hipótese é de alta mais adiante. Mas existem alguns pontos que precisam ser respeitados, que no caso é ao redor de 2.450” ...

Como se pode verificar a seguir, o triangulo “quase” retângulo está sendo respeitado, e até que não ocorra uma violação das linhas cinzas, é com essa hipótese que vou caminhar. A venda no nível sugerido foi em função desse argumento. Mas podem acontecer outras configurações, onde uma delas está traçado em verde claro no gráfico.


Em conversa com pessoas do mercado tive a sensação que eles imaginam que a bolsa está bem, pois vem subindo recentemente. Eu noto isso para enfatizar como as pessoas são levadas pelos movimentos atuais para projetar o futuro. Subiu vai subir mais, caiu vai cair mais. Tomem cuidado para não entrar nessas ilusões, esse argumento é válido somente em movimentos direcionais de alta ou de baixa, mas não nas correções, o que é o caso do SP500.

Não tenho motivo para alterar minhas projeções, somente se for estopado. Na verdade, principalmente acima de 2.830, o quadro poderia mudar. Por enquanto antevejo uma queda de 7% a 10%. Let´s the market speak!

O SP500 fechou a 2.708, sem variação; o USDBRL a R$ 3,3803, com queda de 0,79%; o EURUSD a € 1,2377, sem alteração; e o ouro a U$ 1.349, com alta de 0,18%.

Fique ligado!

17 de abril de 2018

A China não para


A economia chinesa cresceu 6,8% no primeiro trimestre, mais do que era esperado, contrariando as expectativas de desaceleração, embora a queda nas exportações e a produção industrial possam se tornar um obstáculo nos próximos meses.

O ritmo de crescimento correspondeu à taxa do trimestre anterior e confundiu as previsões de alguns investidores e analistas de que, a economia desaceleraria no início deste ano em meio a uma redução da dívida do governo, com uma diminuição dos investimentos em propriedades, infraestrutura e fábricas. As vendas no varejo mantiveram-se particularmente bem, subindo 9,8% no trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior

As exportações, inesperadamente fortes nos primeiros dois meses do ano, juntamente com o consumo doméstico resiliente e a produção industrial, ajudaram a elevar o crescimento. E, até agora, as tensões comerciais entre Washington e Pequim tiveram pouco impacto sobre a China, apesar de algumas autoridades e economistas estarem preocupados com o fato de uma prolongada batalha comercial possa mudar isso.

"Vamos enfrentar alguns desafios no comércio em um futuro previsível", disse Xing Zhihong, porta-voz do Departamento Nacional de Estatísticas, em uma entrevista coletiva na terça-feira. Ainda assim, Xing disse que a demanda doméstica saudável ajudará a compensar qualquer possível queda nas encomendas estrangeiras. "O atrito comercial entre os EUA e a China não pode vencer a economia chinesa", disse ele.

A possibilidade de uma contundente batalha comercial surge quando aparecem sinais de que os embarques no exterior, as vendas de moradias e a produção industrial - todos os pilares da economia da China - estão começando a enfraquecer. Por exemplo, dados oficiais mostram que as fábricas chinesas estão começando a produzir menos mercadorias para os mercados estrangeiros.

Essa desaceleração, é estimulada pela antecipação de maiores barreiras para entrar no mercado americano e por um abrandamento da demanda global, após um ano durante o qual as principais economias do mundo cresceram em rara harmonia. Essas expansões sincronizadas estão "chegando ao fim", segundo um novo relatório do Instituto de Finanças Internacionais, com sede em Washington.

Washington e Pequim estão envolvidos numa disputa comercial desde que o governo Trump impôs novas tarifas sobre painéis solares fabricados na China, máquinas de lavar, aço e outros metais no início deste ano. Ambas as partes ameaçaram impor novas taxas ao aumento das listas de bens de cada país. As crescentes tensões atormentaram os mercados globais e levantaram preocupações de que uma guerra comercial de alto impacto derrubaria a economia global.

O superávit comercial da China com os EUA continuou a aumentar no primeiro trimestre. Mas os embarques no exterior caíram no mês passado, fazendo com que a China registrasse um déficit comercial raro com o resto do mundo. Enquanto isso, a produção industrial cresceu apenas 6% em março, ante 7,2% no primeiro bimestre do ano e 6,8% no trimestre. O investimento em edifícios, fábricas e outros ativos fixos cresceu 7,5% no primeiro trimestre, abaixo dos 7,7% esperados pelos economistas.

Mesmo assim, o volume de exportações aos EUA não corresponde a maior parte das exportações chinesas. Esse peso vem diminuindo nos últimos anos, com a elevação de vendas externas aos países emergentes, principalmente asiáticos e a Europa.

 
Enquanto isso, apesar do forte desempenho do primeiro trimestre, uma campanha sustentada de Pequim para frear o endividamento desenfreado está atrapalhando os investimentos de alto valor, especialmente os dos governos locais e empresas estatais. A região de Xinjiang, no noroeste do país, interrompeu neste mês todas as construções industriais e de infraestrutura financiadas pelo governo, iniciadas desde janeiro de 2017, quando as autoridades iniciaram uma investigação sobre se esses projetos têm financiamento suficiente.

"Preferimos ter uma taxa de crescimento mais lenta do que mais dívidas", disse um comunicado divulgado pela agência de planejamento econômico da região.

A ilustração a seguir mostra um endividamento que cresceu aceleradamente a partir da crise de 2008, quando o governo Chinês procurou estimular sua economia a qualquer custo. A dívida cresceu de 150% do PIB para 300%. Com esse elevado patamar qualquer escorregada na economia pode gerar uma quebradeira em massa. A boa notícia é que o governo vem tomando medidas a fim de evitar essa evolução, o que já se pode observar com uma estagnação desde 2014.


"Deve haver um equilíbrio entre o controle dos riscos e a manutenção do crescimento", disse Zhu Baoliang, economista-chefe do Centro de Informações do Estado, um centro de estudos afiliado à principal agência de planejamento econômico do país. Para estimular o crescimento, disse Zhu, Pequim deve reduzir as exigências de reserva para os bancos liberarem mais fundos para empréstimos.

Esforços do governo para impedir a compra especulativa de imóveis residenciais - e esfriar um mercado imobiliário tórrido - também estão começando a atingir as vendas residenciais, que desaceleraram para 11,4% no primeiro trimestre, de 15,7% nos dois primeiros meses de 2018.

O que não vem performado positivamente é a bolsa chinesa. Depois de apresentar uma expressiva valorização em 2017, a partir de maio, atingindo seu pico no início deste ano com uma alta de 30%. Desde então, e em consonância com as bolsas mundiais, retraiu 14%.


Mas enquanto o presidente americano busca atrapalhar a vida dos chineses, usando as armas que dispõe atualmente, o elevado volume de importações, o país asiático vai tomando medidas para continuar seu expressivo rumo de crescimento, sem parar.

Os americanos sabem de sua dependência dos chineses no que se refere ao financiamento de sua dívida. Hoje a China é o maior detentor de títulos americanos, U$ 1,2 trilhões, e nessa briga toda, esse país não mencionou usar essa arma contra os americanos. Naturalmente, sabe que qualquer movimento nesse estoque, pode ter impacto violento nos mercados, o que também seria um tiro no pé. Essa é uma bomba atômica que só seria usada em caso extremo, e ainda estamos longe disso.

No post empurrando-com-barriga, fiz os seguintes comentários sobre o Ibovespa: ...” O gráfico apresentado com escala semanal, apresentado a seguir, mostra claramente essa indefinição. Destaquei em verde o intervalo entre 86.000 e 83.000. A última barra, corresponde a semana em curso, podendo ultrapassar tanto para cima como para baixo, quando do termino” ...


Com a queda ocorrida ontem o Ibovespa encontra-se exatamente no limite inferior que eu havia indicado de 83.000.

Eu estou desconfiado há um bom tempo que a bolsa brasileira poderia estar entrando num processo de correção mais longo. No post citado acima comentei: ...” A configuração futura do Ibovespa dá margem a dúvidas conforme tracei abaixo. Pode ser que, o índice ainda atinja o nível esperado de uma forma mais “tortuosa”, onde o que observamos desde o início de março é a primeira sequência, ou não, já estamos num processo de correção mais demorado que levaria o índice a 81.000, 76.500, ou 73.000 (menos provável) ”

Naquele momento essa opção era menos provável e a cada dia que passa se torna mais provável. O quadro político combina bem com essa hipótese. Até o final de julho o assunto que predominará será a Copa do Mundo. Depois disso, até agosto, saberemos com certeza quem serão os candidatos. Ou seja, teremos de 90 a 105 dias de indefinição, apenas com pesquisas de intenção de votos “teóricas”. No mercado externo, se o Mosca estiver certo, também não terá muito alento.

Veja a seguir o que poderia acontecer, caso esse cenário se concretize. Os leitores do Mosca sabem que é extremamente difícil fazer previsões sobre correções. Mas vou arriscar 2 palpites que podem se encaixar nessa situação.

1)      Triangulo da esperança

Na figura abaixo encontra-se um triangulo possível que perduraria nesse período. Imagino que o Brasil fique numa boa classificação no Mundial e nenhum candidato de esquerda ameace nas eleições.


2)      Esquerda Unida

Vocês já imaginaram se o Ciro Gomes faz um acordo com a Marina Silva, ela aceitando ser vice-presidente? Difícil imaginar, mas não impossível. Nessa situação a esquerda passaria a ser uma ameaça real.

Ou mesmo no exterior, a bolsa americana ameaça romper o nível de 2.450 que venho reforçando em minhas análises? Com essas especulações em mente, a bolsa brasileira poderia sofrer um impacto mais profundo.


Mas não precisa se preocupar, o exposto acima faz parte da imaginação, sem nenhum fato concreto. Eu quis apenas ilustrar que haveria motivos para esses movimentos. Mas antes de mais nada, o nível de 83.000 precisa ser rompido o que não aconteceu até o momento. Podem preparar o telão e vamos curtir esse período maravilhoso de Copa do Mundo.

Hoje foi executado nosso trade de venda do SP500 e queria redefinir o stoploss, ao invés de 2.750 para 2.800. O principal motivo é que, existem algumas possibilidades de outros níveis que poderiam comprometer nosso trade.

O SP500 fechou a 2.706, com alta de 1,07%; o USDBRL a R$ 3,4049, com queda de 0,27%; o EURUSD a 1,2371, sem alteração; e o ouro a U$ 1.37, sem variação.

Fique ligado!

16 de abril de 2018

Em quem votar?



Estamos a 6 meses das eleições e nem sabemos ao certo quais serão os candidatos. Com a prisão do Lula, parece que esse possível candidato já era, embora o PT lute com todas as forças para que ele continue, mesmo atrás das grades. Agora que situação esdruxula se ele ganhar, seria um desastre ao cubo, como se diz no jargão dos engenheiros.

O melhor foi o argumento dado essa manhã pelos políticos desse partido para que Lula fosse libertado. Ao se referirem a última pesquisa publicada, onde Bolsonaro aparece com 25% de intenção de votos. Sugerem que seria melhor ter Lula como candidato, pois Bolsonaro poderia ganhar. Será que esqueceram de avisar que a maioria da população não quer o Lula? E mesmo assim, esse seria um argumento válido para soltar um bandido?

Talvez o que se possa responder com certeza é em quem eu não vou votar. Veja a seguir minha lista:

Ciro Gomes – Um candidato de esquerda desequilibrado e com ideias retrogradas, capaz de qualquer loucura. Um perigo.

Marina Silva – Nem mesmo ela sabe o que está fazendo na campanha. Muito fraca, sem carisma. Acaba ganhando parte dos eleitores por falta de opção.

Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila – Franco atiradores.

Agora a lista dos que poderiam fazer alguma aliança, pois sozinhos teriam uma votação ínfima:

F. Collor de Mello, Flávio Rocha, Afif Domingos, Henrique Meirelles, João Amoêdo, Paulo Rabello de Castro, Rodrigo Maia.

O que sobraria:

Álvaro Dias: Gosto da figura do Senador, as vezes em que vi seu envolvimento, causou boa impressão. Mas acredito que dificilmente terá os votos necessários para ir a um segundo turno.

Geraldo Alkmin: É o candidato preferido do mercado. Outro dia foi publicado uma pesquisa realizada com os investidores institucionais, apontando uma preferência de 48%. Sinto dizer, a quem opta pelo Alkmin, que é pura torcida. Não me parece que ele tenha o perfil que os eleitores estão buscando nesse momento.

Jair Bolsonaro: Aqui em casa seu nome é um palavrão, uma repulsa generalizada. Eu também não gosto desse candidato, tenho dúvidas de como seria seu governo. Agora existe um cenário para o 2º turno onde ficaria muito difícil a escolha – Ciro x Bolsonaro. Como dizia Charles de Gaulle “ o difícil é escolher entre duas opções ruins”. Esse caso se encaixa perfeitamente.

Joaquim Barbosa: Já encontrei pessoas bem esclarecidas que acreditam que seria um bom Presidente. Ele terá um apelo muito forte, função da sua participação no mensalão. Não tenho uma opinião formada, precisaria conhece-lo melhor, pois uma coisa é ser Ministro do STF outra presidente da República.

Em todo caso, o que não existe é o candidato por opção e sim por falta de opção!

Uma estatística interessante sobre o perfil religioso dos brasileiros, mostra que a parcela que se considera religioso está aumentando. Hoje mais da metade da população – 54% se enquadra nessa categoria. Outro ponto que poderá ter algum impacto é a crescente evolução dos Evangélicos, que já se aproximam dos Católicos.


No post velório-politico, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” Meu cenário preferido é uma alta até o nível de R$ 3,50, para que em seguida, o dólar volte a cair. Mas tenho que trabalhar com cenários alternativos e nesse caso, R$ 3,50 passa a ser muito importante. Se por acaso não houver essa reversão e o dólar continuar subindo, anotei no gráfico acima, os dois próximos níveis - R$ 3,65 e R$ 3,80. Acima de R$ 3,80 as coisas começam a se complicar bastante, pois a chance de ultrapassar R$ 4,25 se eleva. Tudo vai depender do shape dessa alta” ...


No gráfico a seguir, com uma visão de mais curto prazo, se pode notar a alta do dólar nesses últimos dias. Do ponto de vista técnico, o real parece pronto para enfraquecer até o nível aproximado de R$ 3,50. Não me disponho a colocar um trade antecipado. Prefiro esperar e avaliar se esse nível será suficiente para conter a alta, ou se novas altas poderão ser alcançados.


Acredito que, a indefinição do quadro político vem pesando ultimamente no humor dos investidores, afetando a bolsa e o câmbio. Mas tudo tem preço, e se atingindo os níveis que tecnicamente apontam para uma eventual reversão, novos compradores surgem. Depois, se a bolsa subir e o dólar ciar, novas análises surgirão dizendo que o quadro não é tão negro, que as chances de Ciro Gomes são baixas e etc ...

Quando os preços estão muito baratos, o que não é necessariamente o caso atual, não tem notícia ruim que faça o ativo cair, e vice-versa. Na semana passada aconteceu algo nesse sentido quando a prisão do Lula, fez o dólar subir, ao contrário do que esperavam alguns investidores, como foi citado no post acima: ...” fiquei surpreso na semana passada, com a quantidade de pessoas que acreditavam ser a prisão do Lula um evento que faria a bolsa subir e o dólar cair. A esses que acreditavam nessa possibilidade sugeri que lessem o Mosca” ...

É por essa e outras razões que prefiro acompanhar tecnicamente os mercados ao invés de focar nas notícias ou na análise fundamentalista. Seguindo a famosa frase de Nietzsche “ é melhor alguma explicação que nenhuma”, sempre se acham um motivo.

O SP500 fechou a 2.677, com alta de 0,81%; o USDBRL a R$ 3,4147, com queda de 0,28%; o EURUSD a 1,2379, com alta de 0,41%; e o ouro a U$ 1.345, sem variação.

Fique ligado!

13 de abril de 2018

Somos a ovelha negra



Toda família tem um filho, tio, ou parente que foge à regra. Sem entrar no mérito do por que, a verdade é que esses elementos acabam atrapalhando o bom desenrolar das relações. Se você acha que é exceção, podem procurar em sua família que encontrarão.

O Brasil está inserido dentro dos países emergentes, e está entre as três maiores em termos econômicos, ou seja, tem um bom peso. AS ações das empresas emergentes estão tendo um desempenho melhor que as dos principais países desenvolvidos, como os EUA e Europa. O material apresentado mais abaixo mostra esses principais números e motivos.

Acontece que estamos saindo de uma longa e profunda recessão, que supreendentemente, causou poucos estragos. Agora entramos numa lenta recuperação, mas que ainda é muito inferior à de nossos pares.

A boa notícia é que boa parte do roubo que existia aqui, promovido de forma institucional pelo PT, está sendo desmontado. Teremos eleições em breve, e seria de se esperar que os candidatos da antiga, ao invés de se elegerem, deveriam estar procurando advogados para evitar de serem presos. Mas não é o que está acontecendo, embora ainda seja cedo.

Um dos fundadores do partido Novo, que conheço de longa data, me informou das grandes conquistas obtidas por esse partido, bem como das perspectivas para essas eleições. Rogerio Cheker, candidato a governador é disparado o melhor entre todos os outros, inclusive o Doria. O objetivo do Mosca não é entrar em política, mas queria transmitir minha opinião. Não é à toa que esse é o tema deste ano “2018: Vestibular Político”

As ações dos mercados emergentes estão excedendo suas contrapartes nos EUA neste ano, o mais recente sinal de que, o apetite dos investidores por risco permanece robusto, apesar das crescentes tensões comerciais.

Embora a alta do mercado de ações dos EUA tenha estagnado desde o pico no final de janeiro, à medida que os investidores estão saindo das empresas maiores, muitos investimentos mais voláteis continuaram a crescer. O MSCI Emerging Markets Index, que acompanha o desempenho dos mercados acionários em 24 países, incluindo China, Brasil e Índia, subiu 1,5% este ano, ultrapassando a perda de 0,4% do SP 500 e a queda de 2,7% do Stoxx Europe 600.

Os ganhos prolongam as altas do ano passado, quando os mercados emergentes subiram 28%, enquanto o SP 500 terminou o ano em 19% e o Stoxx Europe 600 em 7,7%.


Os movimentos são uma surpresa para aqueles que esperavam que as ações nos países emergentes - que tendem a ser altamente sensíveis às perspectivas de crescimento e investimento globais - fossem atingidas quando Trump aumentou o bombardeio contra os parceiros comerciais em todo o mundo.

Ainda assim, as ações dos países dependentes de exportações praticamente não deram atenção às crescentes tensões comerciais, algo que, segundo analistas, reflete a forte perspectiva econômica em muitos mercados emergentes.


O crescimento nos mercados emergentes deverá acelerar para 4,9% neste ano e 5% no próximo ano, ante 4,7% no ano passado e 4,4% no ano anterior, de acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional. Isso ocorre mesmo quando o crescimento nas economias avançadas deve estagnar, chegando a 2,3% este ano e 2,2% no ano que vem.

Os analistas também esperam que as empresas de mercados emergentes publiquem um sólido crescimento dos lucros no primeiro trimestre, o que deve ajudar a aumentar sua atratividade para os investidores. As empresas do MSCI EM Index devem registrar um crescimento nos lucros de 14,5% nos primeiros três meses de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso marcaria o quarto trimestre em cinco, no qual essas empresas registraram um crescimento percentual de dois dígitos.


As empresas de mercados emergentes normalmente crescem mais rápido do que suas contrapartes em mercados desenvolvidos e podem, por isso, gerar retornos extraordinários. Mas eles também são suscetíveis a vendas dessas ações se: o fluxo de dinheiro dos investidores se reverter; as moedas ou os preços das commodities se enfraquecerem; ou conflitos políticos se consolidarem. No momento, porém, todos esses riscos parecem ser bastante benignos.

Como resultado, os investidores investiram U$ 45 bilhões em fundos de ações de mercados emergentes durante os primeiros três meses do ano, o maior resultado desde 1996, de acordo com a EPFR Global, uma empresa de pesquisa de fundos.

Um fator que impulsiona o fascínio das ações dos mercados emergentes: a contínua recuperação dos preços das commodities. Os preços do petróleo estenderam sua recuperação este ano, com os investidores apostando em cortes de produção, o que aliviou o excesso de oferta global, elevando o petróleo em 11%, e ajudando os exportadores de commodities pesadas.

O declínio do dólar também ajudou os mercados emergentes, tornando sua dívida denominada em dólar mais barata para pagar. O DXY – índice do dólar contra uma cesta de moedas, caiu 2,5% este ano, após a queda que ocorreu em 2017.

Nem todos os países foram poupados de preocupações geopolíticas. Os estoques na Rússia caíram depois que a Casa Branca lançou sanções direcionadas a mais de três dúzias de indivíduos e entidades russas, o que levou o índice de ações da Micex a cair 3,3% até agora em abril. Ainda assim, no ano, o Micex continua com alta de 3,8%.

"Ainda há um ponto de interrogação sobre se estamos entrando ou não em um novo ambiente global em que o protecionismo é muito maior", disse Eamon Aghdasi, estrategista de mercados emergentes da State Street Global Markets.

Combinado com uma perspectiva econômica global ainda brilhante, há apoio suficiente, que explica por que elas essas ações não foram alienadas, segundo Aghdasi.

Os investidores estão vendendo suas posições de ações nos EUA, que agora já ultrapassa as entradas que houveram antes das eleições presidências. No gráfico a seguir, o s mercados emergentes estão sendo um dos grandes beneficiados dessa inversão de fluxo.

No post de ontem missão-cumprida, enfatizei a importância do SP500 não ultrapassar o nível de 2.450: ...” Não se pode perder de vista que minha hipótese é de alta mais adiante. Mas existem alguns pontos que precisam ser respeitados, que no caso é ao redor de 2.450. Na verdade, entre 2.530 e 2.450, sendo esse último de vital importância. Abaixo, vou rever meu quadro de longo prazo” ...

Recebi uma ilustração baseada na análise técnica que faz um paralelo entre o movimento atual e o que ocorreu em 2007. Eu ainda trabalho com uma alta mais a frente, porém não posso descartar que, a ideia desse analista se concretize. Mas não acho que vocês devam se preocupar com isso, caso aconteça, vou refazer as premissas, não vai me pegar de surpresa. Fiquem com o nível de 2.450 na cabeça.


Hoje é sexta-feira 13 e ninguém mais comenta essa data. Também com tantas coisas ruins acontecendo no Brasil, o dia 13 é todo dia! Mas é melhor não cutucar o Leão hoje! Hahaha ...

No post os-chineses-confiam-no-trump, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” nada disso é suficiente para saber se os juros caminham rumo ao rompimento do nível importantíssimo de 3%. No gráfico a seguir apontei um intervalo entre 2,85 % - 2,95%, que terá que ser rompido com esse objetivo” ... ...” os juros ainda permanecem sem uma definição, embora a aposta do Mosca é de alta” ...


No gráfico abaixo de médio prazo anotei o que eu gostaria e o que não gostaria. No traçado em azul, o intervalo entre 2,71% – 2,64% deveria conter essa correção. Abaixo do primeiro já estriamos fora da posição, o segundo seria o limite que comporta meu cenário de alta de juros. Abaixo disso, e principalmente abaixo de 2,50%, vou mudar de ponta e aumentam as chances de os juros visitarem a mínimas de 1,4% ou próxima dela, dependo do como for o shape.


- David, como assim, você está louco? O FED está subindo os juros, que está em 1,75%. Explique-se!
Meu amigo, eu não estou aqui para tentar buscar a lógica econômica que justificam os preços. Você já deve ter passado por várias situações onde os gráficos se anteciparam aos fatos, e que fique claro, não tenho inside information!

Mas concordo com você, se isso acabar acontecendo, algo muito grave deverá ocorrer na economia ou política. Agora fica para sua imaginação o que poderia ser. O Mosca só está traçando cenários alternativos.

O SP500 fechou a 2.656, com queda de 0,29%; o USDBRL a R$ 3,2415, com alta de 0,27%; o EURUSD a 1,2335, sem variação; e o ouro a U$ 1.345, com alta de 0,76%.

Fique ligado!