Inflação: A Revanche

25 de abril de 2017

E se ...


A possibilidade de guerra entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos recentemente aumentou. É necessário considerar que tal guerra pode acontecer. A ideia do post é de elencar várias hipóteses possíveis num eventual combate entre esses dois países.

Vou usar o termo guerra ao invés de ataques americanos em instalações nucleares e programa de mísseis norte-coreanos. Nós temos que considerar a possibilidade de resposta da Coreia do Norte e um conflito mais prolongado.

Tal guerra seria baseada na decisão da Coréia do Norte ao mover seu programa nuclear a um estágio onde os EUA e outros países concluam a possibilidade desse país estar próximo de ter ogivas nucleares.

É fato os norte-coreanos não poderem sobreviver a um conflito nuclear, difícil é entender por que eles teriam movido seu programa até este ponto.

A razão óbvia, ter um programa nuclear é utilizá-lo como um instrumento de barganha. A razão para ter uma arma nuclear seria como um impedimento a uma potência estrangeira que procura uma mudança de regime na Coreia do Norte.

O período mais perigoso para a Coreia do Norte é quando ele está perto de ter essa arma, mas ainda não a tem. Esse é o período aonde um ataque externo é mais provável.

O problema com um ataque dos EUA resume-se em 5 pontos:

·         Teria a inteligência dos EUA clareza sobre os locais críticos de instalações norte-coreanas?
·         O Presidente e seu pessoal estão confiantes na sua inteligência?
·         As instalações podem ser destruídas com armas não nucleares?
·         Os danos dos ataques podem ser bem avaliados?
·         Finalmente, mesmo que apenas uma arma - ou múltiplas armas nucleares - podem destruir as instalações, o fato de terem outras instalações a serem destruídas num segundo ataque justificam as consequências políticas? E esses ataques nucleares pelo EUA seriam justificáveis perante outros países?

Não se sabe as respostas, mas seria impensável um ataque preventivo sem uma clara intenção que a Coréia do Norte pretende atacar primeiro.

Supondo que um ataque seja bem-sucedido, a Coreia do Norte teria de enfrentar a questão de como seria a resposta. Ela teria duas opções: A mais simples seria a que vem ameaçando, de atacar cidadãos americanos nas cidades da Coréia do Norte.

Outra forma mais significativa seria a de usar uma grande concentração de artilharia, ao longo do trecho oeste da fronteira com a Coreia do Sul, para iniciar um bombardeio extremamente intenso em Seul. As vítimas e danos de tal movimento podem ser extremos, mesmo em um curto período de tempo.

Se assim for, a resposta americana provavelmente seria ataques com mísseis e ataques aéreos concebidos para destruir a artilharia da Coreia do Norte. O problema é que, se os EUA esperar para ver se a Coréia do Norte começa os ataques, esse atraso de algumas horas resultaria em perdas inaceitáveis.

Portanto, os EUA devem considerar ataques aéreos a uma área que corre ao longo da fronteira de Seul. Em outras palavras, eles devem devastar uma área extremamente extensa muito rapidamente.

O problema imediato é a defesa aérea da Coreia do Norte nesta área. Esse país possui mísseis superfície-ar (SAM), incluindo alguns considerados equivalentes ao russo S-300. Se assim for, eles estão aparelhados para atingir aeronaves a várias centenas de quilômetros do alvo.

Outra possibilidade seria um ataque terrestre para atingir a artilharia. Esse tipo de guerra, mais convencional, abre a possibilidade de inúmeras táticas com diferentes complicadores: minas que podem ser instaladas; a falta de conhecimento geográfico; sem falar na necessidade do armazenamento de mantimentos e combustível, além do deslocamento dos equipamentos e das tropas.

Pode ser que a artilharia Norte Coreana não seja tão boa como a maioria pensa. É também possível que os estrategistas americanos definam uma solução menos danosa que as expostas aqui.

Mas, o fato é que a Coreia do Norte pode perder sua capacidade nuclear, e ainda assim ter uma vitória decisiva contra os EUA ao destruir Seul e infringir perdas severas a Força Área Americana. Irá emergir com seu regime intacto e com mais credibilidade que antes.

A Coreia do Norte pode não começar o ataque, mas os EUA não sabem o que eles pretendem, e suas intenções podem mudar. Como para a melhor inteligência do mundo atacar e destruir uma concentração de SAM leva tempo, Seul não pode esperar.

Os Norte Coreanos sabem e calculam que tem uma vantagem sobre os EUA.

No post china-volta-recrescer, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” um rompimento do nível de R$ 3,06 vai abrir a porta para nós, e abaixo de R$ 3,03, escancara! Pode ser que, o dólar ainda fique por mais algum tempo em cima desse número mágico de R$ 3,11, mas não deveria ser por muito tempo” ... ...” a configuração de triângulo parece estar se formando. Não custa repetir que nessas circunstâncias (67%), o triângulo tende a romper na direção que prevalece, neste caso para baixo, e 33% em sentido inverso” ...

Nem é necessário repetir o gráfico publicado no post acima, o dólar continua confinado entre as duas linhas traçadas em verde, sem uma definição clara se irá romper para cima ou para baixo.


No post moscacoin, comentei sobre uma força estranha agindo sobre o dólar: ...” parece que existe uma região magnética ao redor da cotação de R$ 3,11; quando o dólar tende a subir, uma força empurra-o para baixo, e quando tende a cair, uma força tende a fazer subir. Até a hora que uma força maior vai levar o dólar para fora dessa zona magnética” .... Esses comentários foram feitos a mais de 30 dias e até o momento essa força parece estar agindo.

 
Como comentei acima, a maior probabilidade é que o movimento do dólar seja para baixo, porém existe também a de menor probabilidade! A situação política tem se deteriorado fazendo com que a reforma da previdência, que parecia barbada, venha encontrando dificuldades. Só nos resta saber se vai dar o resultado esperado para o dólar nessas situações ou a zebra!

O SP500 fechou a 2.388, com alta de 0,61%; o USDBRL a R$ 3,1478, com queda de 0,67%; o EURUSD a 1,0935, com alta de 0,62%; e o ouro a US$ 1.262, com baixa de 0,91%. Esse fechamento acionou o stop da nossa posição.
Fique ligado!

24 de abril de 2017

Ufa!


Como é conhecimento de todos, as eleições na França correram conforme as expectativas das pesquisas. Os mercados recentemente cansados de más notícias nesse front respiraram aliviados. Ufa! Com uma vantagem mínima de 3 %, Macron ficou à frente de sua oponente Marie Le Pen. A maioria dos candidatos perdedores se juntaram ao primeiro candidato, com exceção de Melechon candidato de extrema esquerda que preferiu não se juntar a ninguém. O mesmo obteve uma votação substancial de aproximadamente 20% do eleitorado.

Os mercados abriram com muito otimismo, o euro chegou a subir 2%, as bolsas europeias operam com altas superiores a 3%, e principalmente os títulos franceses se valorizaram vis-à-vis os alemães. Todo esse otimismo é justificado pela ampla maioria que Macron obtém nas pesquisas para o segundo turno, com uma margem de 20% acima de Le Pen. No site de apostas sua probabilidade se encontra em 85%.

Eu não sou um entendido em política e muito menos em pesquisas de voto, mas posso dizer que fiquei surpreso com a reação tão otimista do mercado. Consigo entender que depois de tantas surpresas negativas, o fato de ter dado a lógica causou um grande alívio. Mas será que esses resultados são suficientes para relaxar? Um primeiro fator de preocupação deve se ao fato dos votos estarem praticamente divididos entre os 4 candidatos. Isso resulta num fato curioso onde a soma de Macron e Le Pen é inferior a 50%.

O espectro desses candidatos é novidade para os franceses, o partido do governo obteve meros 6% dos votos, isso já dá uma ideia de como estão insatisfeitos. Outro fator é que, Macron foi Ministro das Finanças de Françoise Hollande, e isso deverá ser usado pela sua oponente.

A busca pelos votos desses outros 50% será grande nas próximas 2 semanas e qualquer que seja o candidato que vença, o mesmo terá somente 25% de eleitores que suportam sua campanha. Com isso, quero enfatizar que mudanças radicais, e a França vai precisar muito, principalmente em suas leis trabalhistas, será muito difícil de serem inseridas. Não sei se esse alívio dos mercados hoje se sustentara mais adiante. Não podemos nos esquecer das eleições que acontecerão na Itália, e que preocupam até mais que a atual francesa.

O Presidente do banco central Suíço no último domingo, deu uma entrevista dizendo estar pronto a intervir no mercado de câmbio caso o franco suíço sofresse uma grande valorização. Só para relembrar alguns dos movimentos desse banco central, depois de 2008 o franco suíço foi identificado com um porto seguro. A partir daí atingiu uma valorização de 40% num espaço de 3 anos. Em agosto de 2011, a autoridade monetária resolveu colocar um piso de 1,20 contra o euro atuando na compra toda vez que se aproximava desse nível. Depois de mais de 3 anos tendo que sustentar essa cotação, em janeiro de 2015 resolveu abandonar o piso. Naquele dia, o franco suíço subiu mais de 30%, originado por enormes ordens de stoploss. Desde então o banco central suíço atua esporadicamente.

Mas todas essas trapalhadas da autoridade Suíça, que imaginava ter o poder de desinteressar esses investidores, não foi bem-sucedida. Como consequência, foi “obrigado” a comprar euros. O gráfico a seguir não deixa dúvidas do volume extraordinário, considerando o tamanho da economia suíça.


Como contrapartida sua base monetária explodiu na mesma proporção, como se nota a seguir. Como ele poderá sair dessa enrascada? Uma hipótese seria a economia europeia ganhar tração e os investidores ficarem mais confiantes na Europa. A taxa de juros subiria, levando-os a venderem suas posições de franco suíço. Como diria Garrincha, só falta combinar com os alemães, provavelmente os maiores detentores.

Enquanto isso, veja a posição atualizada das intervenções dos principais bancos centrais através da injeção de moeda. Ao refletir sobre esse dado, imagino quando o FED retirar recursos do mercado, enquanto os outros BC’s aumentem ou fiquem estáticos com os volumes atuais. O dólar deveria subir bastante, indo contra os desejos de Trump. Esse é um assunto muito delicado que o mundo vivenciara nos próximos anos.


No post Trump-só-late, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” ou o euro ainda se encontra numa correção complexa que o levaria até o nível mínimo de 1,095/1,10, e que se rompido poderia chegar até 1,13 (verde); ou o movimento de queda mais de longo prazo já se encontra em curso (azul) ” ...


...” acredito que o euro está aguardando as eleições francesas para definir seu rumo. Os gráficos mostram essa indefinição, onde se pode verificar abaixo nas duas linhas cinza. Se por um lado a vitória de Marie Le Pen deveria levar o euro a novas baixas, a vitória de Macron impulsionaria a moeda única para cima, corroborada pelos últimos resultados econômicos mais animadores da Europa”.... Os mercados se encontram acima da linha cinza indicada abaixo.


- David, seu gráfico mais parece uma arvore de Natal!
Boa, está confuso mesmo. O motivo é que eu estou testando novos parâmetros técnicos. Mas não se atente a tudo isso, eu apresento os gráficos para quem for seguidor de análise técnica, entender meu raciocínio. Para os outros leitores, baseiem-se somente nos níveis. Bem, o que vamos fazer? Primeiro, antes de mais nada, subir o stoploss 1,065, em seguida deixar uma ordem de venda da metade da posição a 1,0950.

Eu acredito que caso o euro continue subindo, ao atingir o nível de 1,10 será uma grande batalha, entre os céticos e os novos otimistas. Como a quantidade dos primeiros é superior, uma rodada de stoploss poderia levar o euro até 1,13, relativamente rápido. É por essa razão que não liquido tudo no nível acima proposto acima. Let´s the market speak!


O SP500 fechou a 2.374, com alta de 1,08%; o USDBRL a R$ 3,1247, com queda de 0,72%; o EURUSD a 1,0867, com alta de 1,31%; e o ouro a US$ 1.275, com queda de 0,68%.
Fique ligado!

20 de abril de 2017

Allez le bleu!


Na véspera de feriado de Tiradentes, o evento mais importante será o resultado das eleições francesas no próximo domingo. Nessa última semana, houve uma acomodação nos mercados europeus acarretando uma leve alta na moeda única. Como deverá acontecer o segundo turno, só existe uma combinação que levaria os investidores à loucura: Marie Le Pen x Melechon, a primeira de extrema direita e o segundo de extrema esquerda.

Mas não parece ser esta a combinação esperada pelos mercados, o mais provável seria Le Pen x Macron. Se isso se concretizar as atenções se voltarão ao segundo turno, que será logo na sequência, dia 7 de maio.

O mercado depois de sucessivas surpresas contrárias ao que indicavam as pesquisas, prefere aguardar o resultado. Allez le blue!

Hoje o Mosca será mais enxuto em virtude do feriado. Vamos começar com algumas informações sobre a economia americana que no mínimo deu uma engasgada nesse primeiro trimestre. Isso se pode verificar no índice de surpresas publicado pelo Citibank. Esse índice é construído com o objetivo de avaliar se a previsão do mercado em relação aos dados econômicos, comparado com os dados publicados, foram melhores ou piores. Assim, um resultado próximo de zero indica uma coincidência entre ambos, se positivo melhores, e se negativo piores.


Como consequência direta, o mercado já está apostando somente em mais uma alta de juros até o final do ano. Lembrem-se que semanas atrás a tendência era de três altas de 0,25% para o ano de 2017.

 
O próximo gráfico é interessante pois exibe como se comportou a economia americana depois de várias recessões. Notem que a atual, em azul claro, é a pior de todas. Outro fator negativo é que esta é uma das mais extensas em termos de prazo.


Porém, os economistas do Bank of America acreditam que a estagnação vivida no mundo desde o final da Segunda Guerra Mundial está no final, onde as principais economias estariam entrando num novo ciclo de alta do PIB. Só não disse as razões para esse otimismo, ou será que academicamente parece fazer sentido?


No post  estragaram-festa, fiz os seguintes comentários sobre o Ibovespa: ...” Acima do nível de 67.000 nós ganhamos mais alento, mas mesmo assim não solte rojões é preciso ultrapassar os 70.000, pois a correção pode ainda demorar mais tempo, e não ter terminado, como eu gostaria” .... Tracei também um cenário onde nossa bolsa poderia ficar confinada num intervalo por alguns meses: ...” O gráfico a seguir sugere um movimento de correção denominado de triângulo que manteria os preços contidos entre 63.000 e 69.000 por um tempo. Apontei também que poderia se encerrar por volta de junho/julho, onde voltaria a subir” ...


Vocês têm acompanhado as revelações dos executivos da Odebrecht. Realmente não sei o que é mais preciso para colocar Lula e sua corriola na cadeia. Usando o seu raciocínio (lula), que é tudo mentira, qualquer pessoa conclui que houve muita criatividade dos delatores. Bota muita! Sugiro a esses executivos que estão sem emprego, a se dedicarem a carreira de escritor, seus futuros livros de romance e suspense, venderiam muito! Hahaha .... Só um psicopata para encenar com tanta convicção inúmeras mentiras.

Brasília está num polvoroso, não escapa ninguém. Imagino que o foco dos políticos seja como não virar réu. Sendo assim, estão pressionando o governo para que faça alguma coisa no intuito de salvar sua pele. Como contrapartida aprovariam o projeto de reforma da previdência. E é essa dúvida que começa a pesar sobre os ativos brasileiros. Por enquanto, nada significativo, porém esse passa a ser o foco.


No gráfico acima apontei duas possibilidades para os próximos meses:
1)      Verde – Nesse caso o Ibovespa permaneceria contido no intervalo entre 63.000 -69.000, para depois buscar novas altas ultrapassando os 70.000. Esta situação é compatível com a nossa posição.

2)      Rosa – A correção seria mais extensa e atingiria os níveis de 61.500 ou 58.500 (mais provável). Também teria uma duração mais prolongada.


Estamos com uma posição comprada. Quando ela foi realizada, a hipótese de retração estava baseada no cenário 1. Com o decorrer do tempo, o cenário 2 foi ganhando mais consistência e agora é tão provável quanto o anterior. Nosso stoploss é de 62.000, em último caso seremos executados, paciência! 

As 14:30 hs os mercados estavam: O SP500 a 2.356, com alta de 0,80%; o USDBRL a R$ 3,1629, com alta de 0,33%; o EURUSD a 1,0739, com alta de 0,28%; e o ouro a US$ 1.281, com alta de 0,23%.
Fique ligado!

19 de abril de 2017

A inércia Financeira


Depois de navegarem no território inexplorado da flexibilização quantitativa, os bancos centrais do mundo estão começando a planejar seu curso através das águas desconhecidas do aperto quantitativo.

Como o FED, o Banco Central Europeu e, eventualmente, o Banco do Japão podem lidar com a transição e fazer a diferença entre uma reativação global, da ocorrida em 2013, ou a resposta do mercado quase indetectável, ao declínio da posição de títulos americanos detidos pela China, nos últimos anos. Combinados, os balanços dos três agora totalizam cerca de US $ 13 trilhões, o que equivale a mais do que a economia da China ou da região do euro.


..."Você sabe o que eles dizem sobre a escalada da montanha da liquidez? A descida é sempre mais perigosa do que a subida"..., disse Stephen Jen, executivo-chefe do hedge Fund Eurizon ..."Reduzir o balanço será a descida da montanha"....

Economistas e investidores estão intensificando a análise das implicações referente a contração do balanço dos bancos centrais, depois que as minutas do FED mostraram que os diretores estão a favor de iniciarem o processo de redução já no final desse ano.

Enquanto o BOJ parece estar a alguma distância de diminuir seu balanço, o governador Haruhiko Kuroda disse que esta é uma das tarefas que o BOJ enfrentará quando sair de suas políticas de flexibilização monetária. Isso somente aconteceria depois que a inflação exceder 2%, onde as previsões do BOJ projetam para algum dia em seu ano fiscal que começa em abril 2018.

O balanço do BCE continuará a crescer até pelo menos o final deste ano e não é susceptível de encolher até bem depois que acabar com as compras de ativos. Qualquer discussão sobre quando começara a encolher, parece estar a alguma distância.

Uma chave desconhecida é como a economia global, fortemente endividada, pode lidar com o aumento das taxas de juros, que provavelmente resultarão da retirada de estímulos. À medida que os bancos centrais diminuem seus balanços, irão aumentar a pressão de venda sobre títulos com prazo mais longo, e efetivamente aumentar os custos de empréstimos. Obter o equilíbrio certo não será fácil.

..."Na prática, o FOMC provavelmente terá de determinar o nível terminal apropriado do balanço patrimonial através da experiência e observação do funcionamento do mercado, a medida que diminui gradualmente"..., disse David Mericle, economista do Goldman Sachs.

Os três principais bancos centrais das maiores economias desenvolvidas usaram os títulos do governo como um importante recurso para a expansão monetária. O FED também acumulou quase um quarto dos títulos hipotecários vendidos por agências ligadas ao governo no último ano.

 
O plano de jogo atual do FED é começar o decréscimo do balanço através do vencimento dos títulos em sua carteira. O banco central terá US$ 426 bilhões em títulos do Tesouro em 2018 e outros US$ 357 bilhões em 2019.

Em janeiro deste ano, Bernanke argumentou que é mais fácil para o FED aumentar ou reduzir os custos de empréstimos usando a taxa que paga aos bancos comerciais por suas reservas, do que, seria retornar aos dias pré-crise e adicionar ou subtrair quantidades marginais de fundos no mercado interbancário.

Mas existe um fator humano envolvido nessa situação. É sabido que as pessoas têm grande dificuldade em realizar mudanças principalmente quando essas mudanças podem significar resultados incertos. No movimento inicial, quando uma crise deflacionária batia ás portas do mundo, injetar quantias enormes de recursos parecia um risco pequenos vis-à-vis permanecer inerte. Na pior das hipóteses a inflação poderia subir, o que não seria nada mal naquela situação.

Agora a decisão não é tão simples. Os EUA é o país mais próximo de se movimentar nesse sentido haja visto a recente recuperação da economia. Se o FED decide engradar por esse caminho que implicara em condições financeiras mais apertadas, corre o risco de abortar o crescimento e se colocar novamente na posição de baixar os juros e injetar liquidez. Nesse cenário, os mercados ficarão muito céticos e provavelmente apostariam que não daria certo, jogando a bolsa e o dólar para baixo. Como contrapartida, os juros dos títulos longos tenderiam a subir, pela falta de credibilidade da autoridade monetária. Em resumo, um desastre!

Sendo assim, eu acredito que esse processo será empurrado com a barriga o máximo possível. Outro fator que poderia complicar ainda mais, seria a mudança de comando do FED quando a professora Yellen terminar seu mandato, no início de 2018. A inércia financeira deverá prevalecer.

No post a-lista-de-aprovados, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ... “os objetivos são de 2,22 % a.a. e, se rompido 2,10%. Acredito que esse último possa ser o mais provável, em função de outros parâmetros analisados. Só depois disso as taxas deveriam começar a subir” ... ...” as cotações estarão encostando novamente nessa reta num movimento denominado de “Last Kiss”...


E acabou acontecendo ontem, os juros atingiram a mínima de 2,16% e agora se encontra a 2,20%. Chegou a hora de apostar numa alta? Talvez, mas ainda não estou muito convencido. Vocês devem lembrar do alerta que fiz sobre uma onda falha neste caso, no post Atlanta-x-Nova-York. Em função dessa hipótese o mercado de juros não estaria preparado para buscar novas altas já, é possível que deva passar um período numa correção.


O gráfico acima ilustra uma das hipóteses de correção que poderá ocorrer. Sem se importar com sua configuração, vou me ater aos níveis. Eles indicam uma reversão possível a 2,15% ou 2,0%. Em correções muito cuidado é pouco, o que se pode traduzir como coloque seu trade somente em níveis que apresente um bom risco x retorno. No caso específico usaria os parâmetros indicado no início do parágrafo.


Poderia aproveitar uma eventual queda no curtíssimo prazo, ao redor de 2,15%, para buscar uma alta potencial entre 2,35%/2,45%. Não sei se vou sugerir no post, mais fica minha indicação. Usaria um stoploss bastante curto de 2,05%, seria um tiro curto. Em todo caso, minha sugestão de compra deverá surgir mais a frente, provavelmente no início do 2º semestre.

O SP500 fechou a 2.338, com queda de 0,17%; o USDBRL a R$ 3,1494, com alta de 1,36%; o EURUSD a 1,0710, com queda de 0,20%; e o ouro a US$ 1.279, com queda de 0,79%.
Fique ligado!

18 de abril de 2017

App: "sem nota fiscal"


Um dos subprodutos da operação lavajato foi a popularização das delações premiadas. Essa expressão, do âmbito jurídico, oferece um benefício legal concedido a um réu em uma ação penal e que aceite colaborar na investigação criminal ou entregar seus companheiros. Como recompensa, o juiz poderá reduzir a pena do réu quando este for julgado.

A última delação do qual tomamos ciência foi dos funcionários da Odebrecht juntamente com seus principais acionistas, Marcelo e Emílio Odebrecht; que jogou muita m&rd@ no ventilador, coloquialmente falando. Hoje a Folha de São Paulo notícia que Antonio Palocci deu o primeiro passo para sua delação premiada. Seus principais temas seriam as empresas do sistema financeiro, como bancos, além de conglomerados que não integram grupos de empreiteiras.

E, tal qual o fogo se espalha na gasolina, cada delação corresponderia a uma nova quantidade de réus que, por sua vez, fariam novas delações; exatamente como aqueles esquemas de pirâmides, ou Esquema Ponzi, como são conhecidos. Seriam tantas as delações que as mesmas teriam que ter uma classificação: delação Premium, Gold, Platinum ...

Porém, a delação premiada poderia ser estendida de outra forma. Quem delata não seria necessariamente réu em uma ação penal. Para tanto, no resultado de sua delação obtido pelo tesouro, participaria com um prêmio de performance.

Quem já não contratou algum serviço sem nota fiscal? Ou pagou uma “caixinha” para obter algum benefício? Assim, podemos projetar que, de denuncia em denúncia, não vai sobrar nenhum um cidadão brasileiro que não teria seu nome em alguma lista de delação.

Surge então uma grande ideia, por que não lançar um aplicativo para celular onde se listaria o CPF ou CNPJ de quem realiza o ato ilícito? Não sei, mas a Google teria que dobrar sua capacidade de armazenamento! Hahaha .... Outro ramo que estaria garantido um crescimento por vários anos seria a profissão de advogado, mais uma ideia de aplicativo “advogado on line”.

Depois desse exercício de futurologia, cujo raciocínio leva a situações absurdas, em função da cultura enraizada no Brasil, será possível imaginar que os brasileiros se tornarão éticos e os casos de corrupção tenderão a exceções, com elevadas penalidades? Sou um pouco cético, mas não parece difícil supor que casos como o da lavajato tenderão a marginalidade. Os empresários fazem conta e, se o custo marginal de conquistar um benefício superar o lucro implícito nesse negócio, não irão arriscar.

Mas isso vale no atacado, será que o mesmo irá acontecer a varejo? Vamos pedir Nota Fiscal do andador de cachorros? Parece que demoraria muito tempo, e aí que entra minha ideia do aplicativo. Se de uma forma simples as pessoas puderem apontar as irregularidades, contabilizando parte em benefício próprio, e os prestadores de serviço souberem que com um click poderão ter que pagar uma multa elevada, será que não haveria uma aceleração no processo?

Para quem se interessar pela ideia já posso sugerir até um nome do App: “sem nota fiscal”! Hahaha ...

Mas, o grande desafio nesse campo recai sobre uma tendência que se acelera no mundo e deverá desembarcar aqui no futuro, os robôs. Será que até eles fariam um precinho mais camarada para um serviço sem nota? Hahaha .... A tabela abaixo aponta qual a percentagem de empregos que estarão em risco pela sua substituição por robôs.


A introdução dessa nova tecnologia afetara cada área de atuação da economia americana conforme figura abaixo. Notem, o próximo segmento onde se projeta uma grande penetração seria a agricultura que contrata grande parcela de mão de obra sem qualificação, e por isso poderia ter um impacto nocivo para países emergentes.

 
Uma boa notícia que acabou sendo esquecida nesse ambiente de delações e acusações que estamos vivendo, foi a publicação do nível de vendas a varejo no Brasil. Parece que o pior já passou e daqui em diante podemos esperar uma melhora gradual da economia. Agora, é importante frisar que basta a reforma da Previdência engasgar que entraríamos num buraco negro.


Estamos a poucos dias das eleições francesas cuja definição parece incerta. O que parece não haver dúvida é que os franceses votarão em 2º turno, a dúvida fica para quem contra quem. O euro vem recuperando algum espaço nos últimos dias, depois de se noticiar que muitos investidores fizeram operações de proteção de suas carteiras através de compras de opções de venda de euro.

Nós mantemos uma posição comprada já algum tempo e até o momento não fomos executados em nosso stoploss. Agora, não teria muito a complementar do que foi dito no post trump-só-late, assim, preferi comentar sobre o ouro, outro ativo que mantenho posição.

No post é-bom-ser-devedor, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...”  Se o ouro continuar a subindo e não tocar no US$ 1.230, ao romper US$ 1.265 no fechamento, fica acionado a compra com um stop a US$ 1.230” .... Ontem o metal de aproximou dos US$ 1.300, atingindo a máxima de US$ 1.295. O que podemos esperar dessa posição?


O gráfico acima mostra meu target de curto prazo em US$ 1.340. Porém, se poderia esperar mais do metal. Para explicar melhor, necessito uma imagem de mais longo prazo que se encontra logo a seguir.


Para que novos níveis sejam conquistados, é condição necessária que o ouro ultrapasse US$ 1.370, conforme frisei no gráfico acima. Depois disso, o primeiro target que se visiona é US$ 1.450 e que se ultrapassado levaria a US$ 1.650.

Num mundo onde a volatilidade se encontra tão baixa, colocar um objetivo de 28% entre o preço atual e o nível acima, parece uma loucura. Por sinal, as vezes me vejo pensando o que teria feito as oscilações ficarem tão baixas. Tenho algumas suspeitas: Injeção de recursos pelos bancos centrais; facilidade de investir em qualquer ativo (ETF’s); disponibilidade de atuação para qualquer investidor em qualquer local que esteja; notícias disponíveis instantaneamente; dentre outras. Não tenho a resposta e não sei se alguém a tem.

Voltando ao ouro, dentro das previsões para 2017, o Mosca tinha dúvidas se a mínima de US$ 1.100 já era uma reversão de tendência de queda do ouro. Outro objetivo a US$ 900 também era factível naquele momento. Mas, algo que eu estava buscando era um ponto de compra. Até o momento a dúvida de mínimo não posso eliminar, porém é natural que a cada conquista de espaço fique mais provável que estamos numa reversão do movimento de baixa.


Mas, olhando de hoje, tudo não passa de conjecturas; o importante é ir acompanhando passo a passo. Aproveito para elevar o stoploss para US$ 1.265, e vamos observar se o ouro continua subindo.

O SP500 fechou a 2.342, com queda de 0,29%; o USDBRL a R$ 3,1103, com alta de 0,42%; o EURUSD a 1,0730, com alta de 0,86%; e o ouro a US$ 1.290, com alta de 0,45%.
Fique ligado!

17 de abril de 2017

China volta a "recrescer"

Enquanto Donald Trump mostra sua preocupação com a Coréia do Norte pedindo ajuda aos chineses a fim de evitar um conflito, os chineses por seu lado, se colocam numa posição estratégica e poderosa. A Coréia do Norte depende 99% dos chineses para sobrevir, em função   das restrições impostas pela maioria dos países ocidentais. Não fabricam praticamente nada e importam tudo da China. Do outro lado, os americanos e especificamente Trump, ameaçou retaliar as importações chinesas, que se colocado em prática, teria um grande impacto para a economia daquele país.

Tenho a impressão que nesses últimos dias, a China enfatiza os temores para americanos e coreanos, a fim de capitalizar os resultados par si. Mas como de ambos os lados existem dois “loucos” nem sempre a lógica prevalece. Acho que teremos que conviver com essa ameaça constantemente.

Mas nem tudo são más notícias, a economia chinesa expandiu mais rápido do que se esperava no 1º trimestre, oriundos dos gastos de infraestrutura feitos pelo governo e o já aquecido mercado imobiliário. Isso acelerou o crescimento para uma marca superior à dos últimos dois anos, atingindo 6,9%. Porém não foi só seu PIB que apresentou resultado animador:
·         Investimentos em ativos fixos cresceu 9,2% em relação aos 8,1% anteriores e superior a 8,8% esperado pelos analistas;
·         Produção Industrial cresceu 7,6%, também bem acima das previsões de 6,3%;
·         Vendas ao varejo subiu 10,9% superando as estimativas de 9,7%.



Embora os dados econômicos são bem-vindos, as preocupações se voltam a expansão do crédito, o grande motor desses resultados. Como o próximo gráfico mostra, parece ser uma questão de tempo até que esse modelo impulsionado pelo crédito patine e o dínamo de crescimento mundial sofra uma parada cardíaca.

 
A minha colocação do título hoje é de certa forma irônica. A mídia anotou com manchetes ao enfatizar esses resultados da China. Mas será que o crescimento anterior ao redor de 6,5% pode ser classificado como não crescimento? Acho que o resto do mundo está esperando a salvação da humanidade através da China, ao invés de cada um se preocupar com seu baixo crescimento. Assim só poderia classifica-lo como um recrescimento!


Na última sexta-feira foram publicados alguns dados econômicos nos EUA. Um com especial atenção foi a inflação medida pelo CPI, que acabou apresentando um resultado abaixo das previsões feitas pelos economistas. O índice cheio foi de -0,3% no mês levando o acumulado anterior de 12 meses de 2,74% para 2,38%, enquanto o indicador que exclui gasolina e alimentos em bases anuais recou de 2,22% para 2,00%, exatamente o objetivo traçado pelo FED.


Em função desses resultados a probabilidade de um aumento de juros na próxima reunião do FED caiu abaixo de 50%, e está em 40%.

Outro dado publicado foi o das vendas ao varejo para o mês de março, que recou em 0,2% relativamente a fevereiro. Não bastasse isso, o resultado publicado anteriormente em fevereiro foi revisado para baixo indo de 0,1% para -0,3%.


O primeiro trimestre da gestão Trump não foi nada animador e como uma parte desses resultados negativos são justificados em função das temperaturas extremante adversas, como vem acontecendo nos últimos anos, espera-se que se recuperem rapidamente, senão ....

No post c'est-la-folie, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” um rompimento do nível de R$ 3,06 vai abrir a porta para nós, e abaixo de R$ 3,03, escancara! Pode ser que, o dólar ainda fique por mais algum tempo em cima desse número mágico de R$ 3,11, mas não deveria ser por muito tempo” ... ...” a configuração de triângulo parece estar se formando. Não custa repetir que nessas circunstâncias (67%), o triângulo tende a romper na direção que prevalece, neste caso para baixo, e 33% em sentido inverso” ...

 
Nesta segunda-feira, o dólar recuou e agora se aproxima da reta inferior do triângulo a R$ 3,10. Porém não temos nada para comemorar, pois é necessário que os níveis descritos acima sejam rompidos. Também não tenho como elevar o stoploss, pois a configuração que parece ser a mais factível, pode se alterar na sequência. Assim funcionam as correções.

 
- David, acredito que você está muito pessimista, observado o gráfico parece que agora vai!
Você assistiu o jogo Ponte de Preta 3 x 0 Palmeiras? Pois é, quem diria que a Ponte Preta venceria o forte Palmeiras de forma tão folgada? No mercado, assim como no futebol, comemoração só depois que o jogo termina. Entretanto, tenho que concordar que, no caso do Palmeiras, será quase uma missão impossível reverter esse placar. Um outro time em situação semelhante é o Barcelona depois da derrota para o Juventus pelo mesmo placar de 3 x 0. Se o Barça acha que vai repetir o que fez com o Paris St.Germain, pode tirar o cavalo da chuva, milagres não se repetem todos os dias!

O SP500 fechou a 2.349, com alta de 0,86%; o USDBRL a R$ 3,1037, com queda de 1,28%; o EURUSD a 1,0639, com alta de 0,28%; e o ouro a US$ 1.283, com queda de 0,16%.

Fique ligado!

13 de abril de 2017

Trump só late


O conhecido ditado, “cão que ladra, não morde”, aplica-se bem ao Presidente Trump. Em sua campanha eleitoral, e nos primeiros dias de seu mandato, falou grosso. Mas, conforme o tempo foi passando, muitas de suas ameaças foram colocadas de lado, tanto por derrotas sofridas ao tentar implementá-las; a restrição aos estrangeiros de alguns países; bem como a mudança de postura em relação a suas promessas.

A última se refere às ameaças contra a China. Na semana passada, encontrou-se com o Presidente Chinês, Xi Jinping, e muito pouco se noticiou sobre o encontro. Porém, ontem numa entrevista ao Wall Street Journal, revelou várias intenções bastante contrárias ao que dizia antes em sua campanha.

Um dos principais pontos contra os chineses versa sobre o enorme déficit na conta comercial, os investidores tinham uma grande preocupação nas medidas que ele poderia tomar contra aquele país, com consequências sérias do ponto de vista econômico. Mas, podem ficar tranquilos, sua postura mudou. Garantiu que não irá acusar a China como manipuladora de sua taxa de câmbio, o que poderia gerar diversas restrições aquele país. Aproveitou o gancho e comentou que o dólar está ficando muito forte. Como essas duas frases são contrárias, a única conclusão possível é que Trump acha que o responsável pela taxa de câmbio é o mercado e não a China. Tudo isso, até que ache o contrário!

Mas, o mais marcante, a meu ver, foi o negócio que propôs ao líder Chinês por telefone na última terça-feira, segundo seu relato... “você quer fazer um grande negócio? Resolva o problema com a Coréia do Norte. Isso compensa ter um déficit maior do que eu gostaria de ter”.... Acho que o líder Chinês ficou surpreso, pois nunca recebeu uma proposta desse tipo.

Trump deve ter feito a conta de quanto custaria uma ação militar na Coréia do Norte e achou mais barato oferecer a manutenção do déficit americano com a China aos níveis atuais.

Outra mudança radical em relação ao que se visionava foi em relação a aliança com os russos. Trump era visto como “amiguinho do Putin”, inclusive com evidências de auxilio desse último nas eleições americanas. Com o ataque a Síria, o jogou mudou e ontem na entrevista afirmou que sua relação com o Presidente Russo é não existente, mas que desenvolveu uma calorosa harmonia com o Mr. Xi, em sua última visita. Isso deve ter sido outro assunto negociado entre eles, mas que logicamente não pode ser anunciado, uma condição imposta pela China de afastamento da Rússia. Não foi à toa que o ataque a Síria foi durante o jantar que tiveram juntos.

Mesmo antes de completar 100 dias, algumas evidências surgem dessa nova gestão que foi tão polemizada de início: tudo que prometeu está sujeito a mudanças radicais, dependendo do que for melhor na sua visão (o que pode ser totalmente equivocada); não tem compromisso com ninguém, inclusive com ele mesmo; suas ameaças são mais usadas como moedas de troca do que crenças efetivas. Vamos ver no que isso vai dar!

Uma outra repercussão dessa reportagem se deu na cotação do dólar e dos juros americanos. Por exemplo, a probabilidade de 3 aumentos nesse ano caiu para baixo de 50%, conforme se pode verificar a seguir. Outro ponto também mencionado foi a possibilidade da professora Yellen ser apontada para um novo mandato no FED e ainda elogiou a estratégia usada pela autoridade monetária de juros baixos. Lembrem que ele detonou o FED e a Yellen na campanha


O ouro deu um salto expressivo nesses últimos dias. Vários foram os motivos elencados pela mídia: situação instável na Síria, ameaças da Coréia do Norte etc .... Mas, isso tanto faz, o que importa é que o metal rompeu a barreira de US$ 1.265. O ouro é tido como um ativo que protege em momentos de crise, mas não só isso, também contra a inflação. O gráfico a seguir mostra a relação do metal em relação as taxas de juros reais americanas. Mais recentemente, apresenta uma divergência entre ambas. Pelo histórico, em algum momento teriam que convergir.


No post realidade-x-esperança, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” ou o euro ainda se encontra numa correção complexa que o levaria até o nível mínimo de 1,095/1,10, e que se rompido poderia chegar até 1,13 (verde); ou o movimento de queda mais de longo prazo já se encontra em curso (azul) ” ...


Acredito que o euro está aguardando as eleições francesas para definir seu rumo. Os gráficos mostram essa indefinição, onde se pode verificar abaixo nas duas linhas cinza. Se por um lado a vitória de Marie Le Pen deveria levar o euro a novas baixas, a vitória de Macron impulsionaria a moeda única para cima, corroborada pelos últimos resultados econômicos mais animadores da Europa.



Notem que as linhas cinza tendem a uma congruência em breve. Coincidência com o resultado do segundo turno da eleição francesa? Claro que não, o mercado é o espelho das crenças e dúvidas dos investidores; e tudo fica espelhado nos preços. A função do analista técnico é interpretar esses movimentos e sugerir oportunidades de trades. Observando sobre esse prisma, parece que o euro está “barato” em relação as chances de vitória de Macron. Mas não quero de jeito nenhum agir usando essa observação, pois não é só isso que conta para o Mosca; nosso negócio é o preço, o resto são argumentos para dar conforto, e a única coisa que conforta é lucro no bolso!


O SP500 fechou a 2.328, com queda de 0,68%; o USDBRL a R$ 3,1435, com alta de 0,33%; o EURUSD a 1,0612, com queda de 0,46%; e o ouro a US$ 1.287, com alta de 0,23%.
Fique ligado!