Inflação: A Revanche

18 de outubro de 2017

Espantoso


Eu estou espantando com a quantidade de advertências que tem surgido sobre a bolsa americana. As estáticas se sucedem sempre apontando ou induzindo como está perigoso investir em ações. É verdade que essa situação vem acontecendo já algum tempo, porém conforme o índice vai batendo recorde em cima de recorde, novos analistas publicam seus argumentos.

Vou apresentar os mais recentes que tive acesso. O gráfico a seguir mostra os dias em que a bolsa americana caiu mais de 2%. Visualmente é impressionante, praticamente inexiste nos dias atuais. Agora não era de se esperar com uma volatilidade tão baixa?


O próximo é sobre o mesmo tema, porém com uma roupagem diferente, indica qual a variação da bolsa durante o dia. Do jeito que as coisas andam chegará um dia que vai oscilar 0%!


Uma explicação para esse fenômeno é a concentração de negócios na última meia-hora de pregão e principalmente no fechamento.

 
Mas o próximo foi demais, razão de ter optado em apresentar essa série de gráficos. O Wall Street Journal apurou que, uma estatística que se inicia em 1887, apontou que em anos que terminam em 7, em sua grande maioria, sofre quedas significativas no período compreendido entre agosto – novembro. Porém, 2017 está sendo uma exceção como se pode verificar a seguir.


Ao ser bombardeado com essas evidencias e natural se perguntar: Eu não deveria vender toda minha carteira? Imagino que quem publica esses dados não está investido na bolsa, na melhor das hipóteses, ou quiçá até vendido. E quanto mais este tipo de dado é publicado, mais fica a impressão que tem muita gente fora da bolsa, louco para entrar.

Não estou desmerecendo seus argumentos, de maneira nenhuma, porém questiono qual a sua validade num mercado que ainda não deu mostras que está eminencia de queda, ao contrário, continua subindo todo santo dia, despacito. Porém, é intrigante

Outro dia um analista se perguntou por que a bolsa precisa ficar aberta 6 ½ horas por dia, cinco dias por semana, se a oscilação diária é tão baixa. Acho que ele tem razão. Talvez o aumento do volume de fundos passivos ocasionou essa queda de volatilidade.

Mas a grande pergunta que ninguém consegue responder e se esse padrão de oscilação será o que vai vigorar daqui em diante, ou daqui a pouco a volatilidade volta aos padrões antigos. O Mosca acha a volatilidade atual bem baixa, mas tem dúvidas se voltará aos padrões históricos. Isso poderá ser testado quando uma recessão bater à porta de um país como os EUA ou a China. Minha recomendação por enquanto e manter cuidadosamente uma posição na bolsa até que chegue num ponto que decidimos ficar fora, mas vender a descoberto agora, só por causa desses dados, nem a pau!

No post o-misterioso-massacre-de-Las-Vegas, fiz os seguintes comentários sobre o SP500: ...” nas minhas análises notei uma área de congestão entre 2.550 – 2.570, que se ultrapassada irá encontrar a seguinte a 2.620, e assim vai. No post acima frisei o seguinte: .... “Mas tenho certeza que um dia vai parar”! ... ...” nessas situações existem sempre duas formas de agir: A primeira mais conservadora indica que se deva reduzir a posição entre 25% - 100%; na segunda, mais agressiva, se decide seguir em frente e na melhor das hipóteses atualizar o stoploss. Eu vou usar um misto, se o índice atingir 2.550 reduzimos em 1/3 e permanecemos com o restante atualizando o stoploss para 2.510, nível de entrada” ... E foi o que acabamos fazendo, agora restam 2/3 da posição original.


O mercado se encontra muito próximo do nível de 2.565 destacado no gráfico acima. Esse ponto apresenta uma congruência segundo algumas hipóteses de Elliot Wave. Quando isso acontece, o nível passa a ser de maior importância, razão pela qual decidi diminuir as posições.


Não vou ficar nem um pouco surpreso se o SP500 ficar um tempinho nesse nível, recuar uns tostões e seguir em frente, também não ficarei surpreso se recuar alguns trocados – trocados e maior que tostões! Hahaha ... – até 2.530 ou até mais um pouco até 2.510. Mesmo em relação a esse último estaríamos falando de uma queda de um pouco mais de 2%. Será que, isso mereceria um destaque na primeira página do Wall Street Journal? Se sim, a volatilidade veio para novos patamares, caso contrário nada pode ser dito.

Neste novo mundo onde a calmaria reina somente nos mercados financeiros e a volatilidade foi levada para as demandas sociais que pipocam de país em país, além das ameaças geopolíticas, uma certa sensação de desconforto é percebida. Será que estamos sendo ingênuos ou agressivos ao compactuar com os mercados?

O SP500 fechou a 2.561, sem variação; o USDBRL a R$ 3,1706, com alta de 0,41%; o EURUSD a € 1,1787, com alta de 0,18%; e o ouro a U$ 1.280, com queda de 0,31%.


Fique ligado!

17 de outubro de 2017

Nunca esqueça da China


A turbulência financeira na China pode causar estragos no resto do mundo? Sim. Para efeito de exemplo vamos relembrar o que ocorreu no início de 2016.

No primeiro dia desse ano, o banco central da China criou ondas de choque ao redor do mundo ao diminuir acentuadamente o valor do yuan. O declínio na própria moeda, que veio após o estouro de uma bolha do mercado de ações, não era a maior preocupação. Em vez disso, foi uma súbita perda de confiança na história de crescimento da China que reverberou em todo o mundo.

Não importa o quão fechado é o sistema financeiro da China, o peso do país como a segunda maior economia do mundo como: o maior comprador de quase todas as commodities; o maior exportador, o que acontece na China não tem somente repercussão local.

Do modo que as oscilações das ações na China se desenrolaram nas semanas seguintes, mostraram o que poderia acontecer se a dependência do país em empréstimos para impulsionar o crescimento, fosse estancada repentinamente. O mercado de ações despencou, originado um recuo do SP 500 em 11% desde o início do ano até 11/02, quando chegou ao seu nível mais baixo. O petróleo e outras commodities caíram mais, atingindo o nível de U$ 26 por barril no mesmo dia.

O poder de troca de países produtores de commodities como Austrália e Brasil foram atingidas. A moeda da Arábia Saudita passou por um ataque especulativo. As grandes empresas de commodities como a Glencore da Suíça, e o Noble Group de Hong Kong, enfrentaram receios dos investidores quanto à sua solvência.

 
Essa turbulência teve efeitos prejudiciais para as empresas financeiras. Os bancos que fizeram empréstimos a perfuradores de petróleo pareciam expostos a padrões de preços que não eram mais a realidade. A perspectiva de menor crescimento na China e nos mercados emergentes produtores de commodities, fez com que as taxas de juros globais caíssem substancialmente, prejudicando as margens de lucro dos bancos. Nos EUA, os bancos estavam entre os setores mais atingidos, com o KBW – índice de bancos - caindo 23%.

Se diz que, duas crises não acontecem exatamente da mesma forma, e é improvável que a China permita que o mercado interno de ações suba vertiginosamente. Mas se o FED continuar elevando as taxas de juros, poderia colocar uma nova pressão sobre o yuan. Os novos controles de capital do país também não foram testados para um grande choque. O sistema bancário paralelo da China cresceu dramaticamente, então qualquer tentativa de controlá-lo, ou qualquer colapso na cadeia de produtos de gestão de patrimônio, poderia ameaçar o crescimento Chinês e induzir o dinheiro a sair do país.

Uma crise financeira chinesa provavelmente não seria como o colapso imobiliário americano, que causou a pior recessão global em décadas. Mas o tropeço da China no início de 2016 não exigiu o colapso de um produto financeiro complexo ou o fracasso de um grande banco ao atingir os mercados em todo o mundo. A combinação de commodities e alavancagem foi suficiente para espalhar o dano.

Qualquer pessoa que procura por motivos que poderiam gerar uma crise, deve analisar de perto como uma desaceleração de crescimento da China poderia ser transmitida globalmente.

- David, acordou de mal humor! Ficou pessimista?
Não! Continuo com um cenário de crescimento positivo ao redor do mundo e tudo indica que as condições parecem saudáveis, embora existam alguns riscos que não devem ser desprezados. Um deles foi o comentário do post de ontem os-viciados, o outro seguramente é a China que “misteriosamente” cresce a décadas em níveis elevados. Este artigo é para lembrar como uma decisão errada tomada pelo governo Chinês pode causar estragos ao redor do mundo, especialmente nesse país onde os dados não são confiáveis.

No post demissão-ou-demitida, fiz os seguintes comentários sobre o Ibovespa: ...” A alta desde junho deste ano é bastante íngreme, o que caracterizaria ser uma onda 3, pela teoria de Elliot Wave. Parece que minha análise está correta, onde a bolsa terminaria um ciclo de alta nos 80 mil ou talvez 93 mil, para entrar numa correção mais demorada” ...


Quando o mercado é “forte” a contagem de ondas pela teoria de Elliot Wave é difícil, várias interpretações são possíveis. Minha experiência mostrou que a contagem correta só se saberá a posteriori. Após atingir um pico, uma correção é esperada, e é aí que que as várias contagens poderão levar a retrações diferentes. Mas não é necessário desespero, pois com uma visão de mais longo prazo, macro pontos são estabelecidos.

Fiz uma análise mais detalhada e cheguei a melhor contagem de acordo com o gráfico a seguir. Antes de prosseguir vamos estabelecer dois macro níveis importantes, para uma eventual correção mais acentuada acontecer, o primeiro a 80.000 e o segundo a 93.000.


Eu calculo que adentramos numa correção – menor, onde os preços poderiam atingir 74.000 ou 71.500, para em seguida voltarem a subir. Se a bolsa atingir esses níveis vamos comprar o que vendemos recentemente. Mas por enquanto resta acompanhar um pouco mais para definir quanto e a que nível faremos essa nova alocação.

Sobre os níveis de mais longo prazo, acredito que o nível de 93.000 tem chance um pouco maior que 80.000. Vamos imaginar que eu esteja correto, e a bolsa vá flertar próxima dos 100.000 pontos, isso deveria ocorrer já em 2018.

Se ao atingir esse patamar uma correção mais forte ocorrer, dois poderiam ser os motivos: primeiro uma correção no exterior, que está dentro dos meus prognósticos; ou alguma complicação nas eleições aqui.

Para o Mosca tanto faz o motivo, o que não queremos é estar comprados com o mercado caindo na nossa cara.
- David, tanto faz, e se for o Lula?
Tanto faz sim! Já disse que se for esse o caso, estarei em outro local! Hahaha ...

O SP500 fechou a 2.559, sem variação; o USDBRL a R$ 3,1575, com queda de 0,42: o EURUSD a € 1,1766, com queda de 0,25%; e o ouro a U$ 1.284, com queda de 0,71%.


Fique ligado!

16 de outubro de 2017

Os viciados


Líderes dos maiores bancos centrais do mundo indicaram que uma inflação baixa nas economias avançadas poderia prolongar a era pós-crise, das políticas de dinheiro fácil. Foi o que afirmaram neste domingo num seminário Internacional de bancos realizado em Washington.

Apesar de uma melhoria ampla na economia global, os salários e os preços ao consumidor permanecem teimosamente baixos, levando os bancos centrais a não se preocuparem com a remoção de suas medidas de estímulo com muita rapidez.

Suas preocupações contrastam com o tom geralmente positivo que prevaleceu durante as reuniões da semana passada do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial. Eles sugerem que ainda há trabalho a fazer para que a economia mundial fique bem próxima de uma década, após o início da crise financeira global.

À medida que a perspectiva melhora, muitos banqueiros centrais estão caminhando para reduzir seus esforços em impulsionar o crescimento. Alguns estão mais perto do que outros.

O FED vem aumentando lentamente as taxas de juros de curto prazo há quase dois anos, o Banco Central Europeu está se aproximando do ponto em que pode aliviar o estímulo econômico e o Banco do Japão não está nem perto de se recuperar.

No entanto, dirigentes de todos os três bancos centrais disseram que, níveis de inflação baixos poderiam impedir que se movessem com muita rapidez.

A presidente do FED, Janet Yellen, disse esperar que o banco central dos EUA continue lentamente a elevar as taxas de curto prazo, mas expressou cautela sobre o quanto a inflação baixa pode afetar esse caminho.

O FED está observando as pressões dos preços de perto, disse Yellen, já que a "maior surpresa na economia dos EUA neste ano foi a inflação". Administradores do FED dizem que o caminho da taxa de crescimento adiante dependerá de como a economia se comporta. Os preços ao consumidor nos EUA subiram 1,4% em agosto em relação ao ano anterior, de acordo com a medida preferencial do FED, e bem abaixo da meta de 2%. Janet Yellen disse que seu "melhor palpite" era que a inflação aumentará no próximo ano, à medida que o mercado de trabalho se fortaleça ainda mais.

Uma medida mais apurada da inflação extraindo itens sujeitos a maiores oscilações denominados de “stick” e “flexible” não mostram nenhum sinal de aceleração. Esses indicadores são úteis por que serão os primeiros a refletirem o impacto de maiores pressões salariais.


Apesar de uma reviravolta global, a inflação persistentemente baixa está fazendo com que os bancos centrais de economias avançadas se preocupem com a remoção de suas medidas de estímulo de forma muito complicada.


O FMI espera que a inflação nas economias avançadas cresça 1,7% nos próximos dois anos, abaixo dos 2% para os quais muitos bancos centrais da economia desenvolvida apontaram.

O lento crescimento da inflação, que confundiu investidores e economistas, é "algo que não observamos até então no passado", disse o ex-presidente do BCE, Jean-Claude Trichet. "Isso complica consideravelmente a vida dos bancos centrais nas economias avançadas".

O vice-presidente do BCE, Vítor Constâncio, disse que o vínculo entre uma melhoria do mercado de trabalho e o aumento da inflação enfraqueceu ultimamente, o que levaria os bancos centrais a manter políticas monetárias frouxas.

A inflação da zona do euro foi de 1,5% em 12 meses, mas os diretores do BCE afirmam que poderia cair abaixo de 1% no início do próximo ano, devido à moderação dos preços dos alimentos e do petróleo.

A política do BCE de reinvestir seus ativos no vencimento "continuará até aviso prévio", disse Constâncio, chamando-o de "elemento importante" dos esforços do banco central.

Do mesmo modo, o presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, disse que a inflação fraca prolongaria a política expansionista do banco central apesar de uma economia crescendo.

"O Banco do Japão buscará consistentemente uma flexibilização monetária agressiva com o objetivo de alcançar o objetivo de estabilidade de preços o mais cedo possível", disse ele. "Alcançar o alvo de 2% ainda está muito distante", disse Kuroda.

Os preços ao consumidor no Japão, excluindo alimentos frescos, subiram 0,7% em agosto, em relação ao ano anterior, comparado a 0,5% em julho.

O Sr. Kuroda disse que as empresas que estavam relutantes em reduzir os salários durante a crise também estão relutantes em eleva-los hoje, eliminando a pressão para aumentar os preços. Do mesmo modo, os trabalhadores que valorizam o emprego estável são menos propensos a exigir aumentos de salário, disse ele.

O período prolongado de baixas taxas de juros aumentou as preocupações de que os investidores possam assumir muito risco ao oferecer preços mais elevados dos ativos risco.

"Existe a possibilidade de os participantes do mercado serem complacentes e não analisarem corretamente os riscos de preços", disse Kuroda.

A impressão que o Mosca tem sobre essas injeções de liquidez, dos diversos bancos centrais, são semelhantes à de um viciado que não consegue se desvencilhar das drogas. Enquanto estão sob o efeito das drogas enxergam o mundo de forma exuberante, entrando em depressão quando o mesmo cessa.  No caso financeiro as injeções de liquidez acabam tendo efeito similar a das drogas, aliviando as dores de uma eventual desaceleração econômica. Mas por outro lado, parece que o mundo não consegue se desvencilhar dessa situação, isso na visão dos bancos centrais. Porém, a realidade “saudável” é sem o estímulo e não com ele.

No post procura-se-inflação, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” estou trabalhando como cenário básico de queda a partir de agora. O primeiro nível a ser conquistado seria o de R$ 3,10, em seguida o rompimento da linha vermelha, apontada na parte inferior do gráfico. Porém um plano B é possível que levaria as cotações mais próximas de R$ 3,28” .... Estou publicado a seguir um gráfico de mais longo prazo onde fica evidente a letargia de preços recente.


Posso repetir a mesma observação feita na semana passada: ...” o dólar acabou não se decidindo em qual direção deseja caminhar no curto prazo. Os indicadores de momento se encontram neutros aceitando qualquer das hipóteses acima mencionadas. O gráfico a seguir, com informações de curtíssimo prazo, indica a formação de um triângulo” ... com uma diferença, o triangulo se alongou mais!


Até uma criança pode concluir que o final dessa manobra de curto prazo – triangulo - está para terminar. O que ninguém sabe é se vai romper para cima ou para baixo, embora a estatística diga que o mais provável é para baixo. Quero frisar que esse é um triangulo dentro do triangulo maior apontado no primeiro gráfico acima. Vamos ficar carques em geometria! Hahaha ....

Mesmo a estatística estando a nosso favor, vou propor a liquidação da posição nos preços atuais de R$ 3,16. Um dos motivos, é que essa posição existente há 3 meses, não foi suficiente para definir uma direção clara; segundo que estamos perto do stoploss sem muita margem de manobra para erros; e terceira que embolsamos algum resultado compondo o nível de preço e o diferencial de juros nesse período.

O SP500 fechou a 2.557, com alta de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,1707, com alta de 0,83%; o EURUSD a € 1,1795, com queda de 0,23%; e o ouro a U$ 1.294, com queda de 0,75%.

Fique ligado!

13 de outubro de 2017

O céu não é o limite


Maynard Keynes já dizia com muita propriedade “ o mercado pode ficar mais tempo irracional que você se manter solvente”! Tenho enfatizado ultimamente a importância das finanças comportamental que leva em consideração a reação dos humanos quando o assunto é investimentos. De nada adianta um modelo matemático indicar que um mercado está absurdamente caro, se as pessoas continuam comprando, vai ficar mais absurdamente caro.

O melhor exemplo recente é o Bitcoin. Inúmeros economistas e executivos de renome classificaram a moeda digital como uma farsa, indicando que sua cotação estaria próxima de um grande colapso, sem falar nos governos, principalmente o Chinês, que colocou inúmeras barreiras na sua negociação. Tudo isso não foi suficiente para evitar novos recordes de preços atingidos nessa semana, cujo valor já ultrapassa U$ 5.000.

O gráfico a seguir mostra que cada vez mais rapidamente, com um intervalo de tempo menor, o Bitcoin atinge novos recordes após uma baixa temporária.



Toda essa dinâmica dá mais força para que compra, pois a cada nova alta, não existe ninguém perdendo. Apenas aqueles que venderam sua posição para, ou comprar mais barato, ou acreditar que chegou no topo. Para esses últimos, notam uma sensação de derrota a cada nova alta, o que pode fazer com quem entrem novamente com preços mais elevados. E assim, o mercado vai atingindo recorde após recorde.

- David, parece que você mudou de opinião, está sugerindo comprar Bitcoin?
Talvez eu não tenha me expressado bem, continuo com a mesma opinião, esse mercado entrou num movimento característico de uma bolha, e em algum momento sofrera quedas significativas. O que eu não sei é quando e a que preço. O máximo que posso sugerir é ficar fora desse negócio. O céu não é o limite!

Mas essa bolha estourando pode representar algum risco maior ao mercado de risco? Não acredito que a queda do Bitcoin, seria o gatilho para uma saída generalizada. Porém o maior risco de uma reviravolta pode estar no mercado de bonds.

O Deutsche Bank apresentou um gráfico que pode ser um grande candidato para esse fim. Veja a seguir o volume de bonds com taxas negativas.


Nessa categoria se encontram U$ 8,0 trilhões, um volume equivalente a 17% do total emitido. Esses títulos em sua maioria estão na carteira dos bancos centrais principalmente do ECB e BOJ. Os investidores abandonaram suas posições nesses papeis e se aventuraram em outros mercados como: títulos de empresas, empréstimos, high yield, títulos emergentes e bolsa de valores.

Segundo o Deutsche o risco dessa bolha estourar não seria o enxugamento anunciando pelo FED, com quantias relativamente baixas – ao redor de U$ 50 bilhões/mês. Na sua visão, quando a inflação começar a subir nos EUA, a autoridade monetária vai acelerar as altas de juros, que significa maiores taxas de juros globalmente, inclusive na Europa.

A boa notícia é que ninguém espera que a inflação americana suba antes do 2º semestre de 2018, a má notícia é que os investidores acreditam que a inflação não subira nunca mais. A conclusão é que, os bancos centrais já estão se mexendo lentamente e quando a inflação começar a subir “o check out do dinheiro barato será muito mais difícil que foi o check in! ”

No post concorrência-de-peso, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” entrar agora na ponta contrária apostando na alta de juros, não ainda. Conforme mencionei acima, os juros terão que ultrapassar a barreira dos 2,35 % - 2,40%, para que eu avente essa hipótese. No gráfico abaixo marquei uma figura denominada de megafone – em vermelho. Enquanto não romper o limite vermelho, pode ser que os juros ainda voltem a cair ao nível de 2% a.a. Pode ser! ” ... ...Mantenho minha posição, vamos entrar na aposta dos juros subir, somente se, ultrapassar os 2,40%, caso contrário, vou observar” ...


Como se a previsão do Mosca fosse uma alerta para esse gigantesco mercado, os juros chegaram a máxima de 2,40% e recuaram depois disso – vocês não acreditam que tenho todo esse poder!


No gráfico acima expressei a dúvida do momento, vai dar preto ou vermelho? Se você quiser fazer uma aposta para juros em alta, o nível atual é convidativo, coloque o stoploss a 2,20%. Se quiser apostar numa queda de juros venda e coloque o stoploss a 2,40%. O Mosca não faz nada, se é para apostar preto ou vermelho vou ao Cassino!


O SP500 fechou a 2.553, com alta de 0,10%; o USDBRL a R$ 3,1489, com queda de 0,65%; o EURUSD a € 1,1822, sem variação; e o ouro a U$ 1.320, com alta de 0,73%.


Fique ligado!

11 de outubro de 2017

Consulte a cartomante


O próximo ano será cercado de algumas dúvidas que podem ter um impacto importante nos preços dos ativos. No Brasil, saber quem será o próximo Presidente da República seguramente é uma informação preponderante para a carteira de investimento. Aliás, no meu caso, se o próximo presidente for o Lula, vou escrever o Mosca de outra parte do mundo. Internacionalmente, o elemento de maior risco será a execução por parte dos bancos centrais da retirada do excedente de recursos injetados a partir da crise de 2008.

O gráfico a seguir computa o volume total de ativos detidos considerando os maiores bancos centrais, inclusive o brasileiro, num período de 12 meses. Notem que, nos últimos 2 anos, o ECB foi o banco central que mais injetou recursos – em verde. Nesse período houve uma injeção liquida de U$ 2,0 trilhões, que agora está em rota descendente, atingindo a neutralidade ao final de 2018.


O ganhador do prêmio Nobel de economia, Richard Thaler, diz não entender como a volatilidade pode estar tão baixa no mercado de ações. Um dos motivos aceitos pelos investidores é consequência da injeção de liquidez por parte dos bancos centrais. Essas entidades durante o período que sucedeu a grande crise de 2008, agiram sempre que algum risco se mostrava vulnerável. Mas não removeram esse excesso quando a situação se normalizava.

As tendências reais de crescimento e inflação podem ser compatíveis? Depois de todas as medidas americanas estarem na perfeita zona denominada de Goldilocks – nem muito aquecidas nem muito frias - podemos ter passado o ponto em que a inflação estaria em seu ponto mais deprimido.

Os bancos centrais são susceptíveis a supor que, a volatilidade baixa foi um potencial catalisador para a tomada de riscos excessivos antes da crise de 2008. Da mesma forma, os bancos centrais se aproveitarão da menor volatilidade associada ao forte desempenho dos ativos de risco e às condições financeiras mais fáceis, continuando o processo de normalização das políticas que apoiaram a volatilidade. A normalização será feita em um ritmo "gradual" que impede picos perturbadores persistentes, mas apenas enquanto a inflação longa permanece razoavelmente estável.

Temos apenas uma experiência limitada com os efeitos do "estoque versus fluxo" resultante dos resultados do QE. Assistiremos as mudanças de balanço dos bancos central mais importantes do mundo. De uma expansão em 12 meses superiores a U$ 2 trilhões, para uma posição nula até o final de 2018, assumindo que o FED e o BCE atuam de acordo com as expectativas.

Muitos modelos podem ser testados a fim de avaliar o melhor ritmo a se implementar, ou outras mediadas nesse sentido, porém a falta de experiência em situações como essa deveriam gerar uma incerteza nos mercados. Além disso, não existe uma ação coordenada entre os vários bancos centrais com esse propósito “ cada um por si e Deus por todos”!

Ontem dediquei o post para enfatizar a importância do comportamento humano em situações cotidianas, bem como no mercado. Nesses próximos meses essa matéria será testada com muita frequência. Porém o que poderá fazer a diferença entre passar calmamente ou enfrentar um turbilhão será a crença do mercado nesse processo. Por enquanto não demonstra nenhuma preocupação. A conferir!

Quem conhecer uma cartomante de confiança com um bom track record pode marcar uma hora. Se puder fazer somente uma pergunta sugiro: Qual será a volatilidade em outubro de 2018, isso para os ativos externos, e aqui qual no Brasil, qual a cotação do dólar. Se tiver essa resposta mande para o Mosca, vamos ficar ricos! Hahaha ...

Se vocês acham que só o FED errou feio nas suas previsões, vejam a seguir as do FMI em relação ao PIB mundial.


No post condição-insuficiente, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” como apontei abaixo, nosso stoploss no trade que está em aberto é U$ 1.270, e acredito que a chance de execução aumentou significativamente. Desta forma, estou encerrando a posição comprada ao nível atual de U$ 1.295” ...


Conforme minha desconfiança acima se continuássemos na posição seriamos stopados, na mínima chegou a U$ 1.260. A partir daí houve uma pequena recuperação e hoje se encontra muito próximo do nível que abandoamos a posição. O que fazer agora? Nos títulos de 10 anos comentei sobre uma configuração denominada de megafone, que aparece também no metal – veja a seguir em preto.


Uma diferença que existe entre ambas, é que o ouro está no meio do megafone, ficando aberta qualquer direção. Tenho uma leve preferência no sentido de queda, mas nada suficiente para sugerir um trade.

O SP500 fechou a 2.555, com alta de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,1722, com queda de 0,22%; o EURUSD a € 1,1857, com alta de 0,43%; e o ouro a U$ 1.291, com alta de 0,23%.


Fique ligado!

10 de outubro de 2017

Devemos confiar na intuição?


O Prêmio Nobel de economia deste ano foi conferido ao economista americano Richard Thaler. Sua vida acadêmica é dedicada a finanças comportamentais. O trabalho premiado desafiou a visão popular na economia de que a tomada de decisão individual era racional e facilmente modelada. Seu trabalho foi elaborado com dados das décadas de 1980 e 1990. Thaler percebeu isso na vida cotidiana, construindo uma ponte entre as análises econômicas e psicológicas na tomada de decisão individual.

Um artigo publicado pelo Wall Srteet Journal aborda sobre a questão do cotidiano, se devemos tomar nossas decisões baseados numa análise racional ou no nosso instinto. Muitos estudos apoiam o uso do instinto, mostrando que as decisões que tomamos inconscientemente, antes que nossa mente racional possa se envolver, são muitas vezes melhores.

Mas nem sempre.

John Bargh, professor de psicologia em Yale, diz que tendemos a confiar em nossas reações instintivas mais do que em nosso racional. A razão é porque acontecem tão rapidamente que pensamos serem verdadeiras essa percepção. Mas há um problema com essa crença, ele diz: Nossos estados emocionais mudam o que nosso instinto nos diz. "Imagine que você está com raiva e conte a alguém sobre um assunto, pensando ser essa a verdade", diz o Dr. Bargh. "No dia seguinte você pode estar em um estado emocional muito diferente e a verdade é diferente".

Dr. Bargh diz que nosso instinto funciona melhor para a resolver algumas coisas, como quando estamos em perigo imediato. Isso pode nos ajudar a identificar rapidamente nossas preferências. É bom também para tomar decisões complexas - digamos, comprando um carro - quando a quantidade de informações e escolhas podem ser irresistíveis.

Mas nosso intestino pode nos levar a ser impulsivo, beber ou fumar quando não devemos. É uma má ideia confiar nele quando as consequências da nossa decisão são perigosamente altas. E se o resultado de nossa escolha afetará outra pessoa, é melhor não confiar no nosso instinto sozinho.

Quando você deve confiar em seu instinto?

Em decisões complexas

Estes incluem assuntos importantes, escolhas como qual carro comprar, onde morar, que oferta de trabalho aceitar. Sua mente consciente terá muita informação para classificar, e pode não haver uma escolha clara. Por exemplo, há muito a considerar ao se decidir sobre uma casa nova: bairro (Perto do trabalho, mas não tão divertido? Mais distante, porém melhor? Preço, tipo de casa.

A pesquisa mostra que, quando as pessoas recebem quatro opções de carro para comprar ou o apartamento a alugar - com características ligeiramente diferentes para cada um - e depois são distraídos para pensar conscientemente sobre sua decisão, fazem melhores escolhas. "Nossa mente consciente não é muito boa em fazer todas essas decisões acontecerem ao mesmo tempo", diz o Dr. Bargh. "Quando você deixa sua mente trabalhar com isso sem prestar atenção consciente, você toma uma decisão melhor".

Usar o pensamento inconsciente e consciente para tomar uma decisão é muitas vezes o melhor. E o pensamento consciente deve vir primeiro. Uma excelente maneira de fazer isso é fazer uma lista dos benefícios e desvantagens de cada escolha que você poderia fazer. Somos treinados na tomada de decisão racional, então isso irá satisfazer sua mente consciente. E às vezes a lista será suficiente para mostrar uma decisão clara.

Mas se não for, faça algo que absorva sua mente consciente. Vá fazer uma caminhada ou correr, andar na praia, jogar xadrez, praticar um instrumento musical. "Entre em si mesmo sem distrações de fora, e seu inconsciente irá continuar trabalhando no problema ", diz Emeran Mayer, gastroenterologista e neurocientista.

Se o risco é elevado, tente pensar racionalmente, mesmo que o tempo é apertado. Por exemplo, se seu instinto lhe disser para pular na frente de um trem a fim de ajudar alguém que simplesmente caiu nos trilhos, isso pode valer a pena arriscar sua vida. Se está dizendo para você pular na frente desse trem, porque você deixou cair sua bolsa, não é. Sua mente racional, e não seu intestino, saberá a diferença, diz o Dr. Bargh.

Preste atenção ao seu estado de espírito. Lembre-se de que emoções fortes podem distorcer sua intuição. Com raiva, seu instinto lhe dará uma resposta diferente do que normalmente seria. Se estiver estressado, no meio de algum tipo de competição, ou mesmo feliz e relaxado. "Lembre-se que o que pensamos ser certo pode mudar de momento para momento", diz o Dr. Bargh. Então, pergunte-se se é a hora de ouvir o seu instinto.

Meu objetivo desse artigo é alertar sobre a importância de seu estado de espirito no momento de tomar uma decisão. A frase acima que grifei é muito verdadeira. Normalmente quando estamos com raiva nossas decisões tendem a ser as piores, vocês já devem ter notado isso. O mesmo acontece quando estamos eufóricos, temos a tendência de achar tudo cor de rosa. Eu recomendo que quando estiverem num desses dois extremos evitem a tomada de decisão usando o extinto, busquem fazer outra atividade visando retornar ao estado normal.

Mesmo usando a análise técnica, você está sujeito a essas distorções. Em algum estado emocional extremo, pode ser levado a “enxergar” movimentos que encaixam com sua visão momentânea, mas serão vistos diferentemente em outro dia.

No post o-touro-esta-solto, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” O movimento demarcado em vermelho no gráfico abaixo já poderia ser suficiente para considerar a correção completa. Mas muitas possibilidades existem ainda” ... ...” A área em preto, no intervalo contido de € 1,16 - € 1,15 seria o meu “sonho de desejo”, se isso acontecer vamos comprar” ...


Uma outra possibilidade acabou surgindo oriunda do movimento mais recente, que demanda uma certa cautela na minha visão original, de comprar a moeda única. Para quem é conhecedor da teoria de Elliot Wave vai entender que um movimento completo de alta teria terminado ao atingir € 1,21. Se isso acontecer, uma correção mais extensa deveria se suceder.


Nesse exato momento, o euro está negociando a € 1,18. Considerando o movimento traçado no gráfico acima, não me parece ser um nível que indicaria um possível trade de venda. Somente numa única hipótese onde a moeda única não deveria ultrapassar, no curto prazo, € 1,1840.

- David, mas não seria um bom risco x retorno?
É verdade, seria, porém, classificaria esse trade com uma convicção baixa, não o suficiente para meus leitores, e sim para um trader do mercado.

O principal recado transmitido hoje é que não sou mais um comprador do euro “de olhos fechados”. E ainda mais, os níveis de compra podem ser bem diferentes do que eu imaginava antes.

Eu sempre enfatizo que as convicções do analista técnico vão se alterando com o movimento do mercado, seria teimosia manter a mesma opinião só porque você se comprometeu anteriormente. Lembrem o que o artigo acima frisa, se estiver com um sentimento extremado é melhor dar uma (várias) volta (s) no quarteirão.

O SP500 fechou a 2.550, com alta de 0,23%; o USDBRL a R$ 3,1791, com queda de 0,29%; o EURUSD a € 1,1806, com alta de 0,57%; o ouro a U$ 1.288, com alta de 0,39%,


Fique ligado!

9 de outubro de 2017

Procura-se inflação


Hoje se comemora o Memorial Day nos USA, como de costume nestas ocasiões o mercado permanece em banho Maria. Também a ameaça de mais um teste por parte da Coreia do Norte acabou não acontecendo deixando o mercado mais tranquilo, pelo menos por enquanto.

 Enquanto corre solto as apostas de quem será o (a) novo (velha) comandante do FED, vários diretores dessa instituição reafirmaram na semana passada que os juros deverão subir na reunião de dezembro. O mais interessante é que, antes dessa data, existe um outro comitê programado para o final de outubro. Eu realmente acho intrigante o porquê da escolha de uma data especifica para subir os juros. É verdade que existe uma diferença entre ambas, a de dezembro é mais completa com a divulgação de novas projeções econômicas bem como uma secção de perguntas e respostas.

O mercado como consequência já aposta quase que integralmente na alta dos juros em dezembro com uma probabilidade de 80%. Por outro lado, o juro de longo prazo, que é altamente incerto, aponta para uma taxa neutra (r*) próxima de 0% - notem que essa taxa é medida extraindo-se a projeção de inflação, ou seja, a taxa de juros real.


No campo da inflação, o banco Morgan & Stanley não tem boas notícias. Sua projeção do PCE – medida de inflação utilizada pelo FED no estabelecimento de sua política monetária, deverá sofrer queda até o final do ano, conforme gráfico abaixo. Mesmo observando o que deverá ocorrer em 2018 parece pouco animador.


Um parâmetro com visão de longo prazo visa comparar o custo unitário de produção com a inflação. No gráfico abaixo, essa relação pode ser verificada no decorrer do tempo, notando que existe uma defasagem de 9 meses entre elas considerada na ilustração. Ultimamente, esse primeiro indicador vem apontando para índices inferiores o que deverá ter impacto negativo nos índices de preços no futuro. 


O tom em relação aos dados econômicos é mais otimista, o índice de surpresas econômicas publicado pelo Citibank, teve uma recuperação importante nos últimos meses, situando-se próximo de zero. Para entendimento do leitor, esse índice é construído pela diferença entre os dados publicados e a projeção feita pelos analistas.


Embora muita incerteza se pode inferir nas projeções do PIB, o FED de Atlanta através de seu modelo GDPNow, está apontando resultados no 3º trimestre, que estão oscilando. Neste momento, o nível se encontra em 2,5%, dentro do intervalo projetado pelos analistas.


No post Cataexit fiz os seguintes comentários sobre o dólar:  ...” estou trabalhando como cenário básico de queda a partir de agora. O primeiro nível a ser conquistado seria o de R$ 3,10, em seguida o rompimento da linha vermelha, apontada na parte inferior do gráfico. Porém um plano B é possível que levaria as cotações mais próximas de R$ 3,28” ...


Na semana passada, o dólar acabou não se decidindo em qual direção deseja caminhar no curto prazo. Os indicadores de momento se encontram neutros aceitando qualquer das hipóteses acima mencionadas. O gráfico a seguir, com informações de curtíssimo prazo, indica a formação de um triângulo.

Como comentei algumas vezes, na formação de triângulos 2/3 das vezes tende a romper no sentido que prevalece que antecede, que nesse caso, é de queda, enquanto 1/3 na direção contrária. Desta forma, a estatística está a nosso favor neste trade, porém pode sempre dar zebra.

Nada a fazer no momento, apenas desejar que a estatística funcione como o esperado. Essa definição não deve demorar, talvez nesta semana, que é curta, já possamos saber. Quero enfatizar que mesmo no caso “B”, meu viés de baixa do dólar não fica eliminado, pois no primeiro gráfico acima, um triângulo maior também se forma.

O SP500 fechou a 2.544, com queda de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,1882, com alta de 0,98%; o EURUSD a € 1,1739, sem variação; e o ouro a U$ 1.283, com alta de 0,71%.


Fique ligado!